Um livro antes de dormir
March 9th, 2010 by Luciana MisuraOutro dia perguntei aqui se na sua infância seus pais liam para você antes de dormir e se você lê para os seus filhos. As respostas foram variadas, mas a maioria realmente não tinha um hábito diário de leitura antes de dormir.
Eu quero sugerir alguns livros em português para o site A Story Before Bed, mas que eu saiba não temos nenhum Goodnight Moon brasileiro. Olhando a lista de livros infantis em português que fizemos aqui no blog ano passado não vi nada que fosse especial sobre “hora de dormir”. Não que precise ser específico, mas seria bacana um livro menos “agitado” digamos assim. O que vocês sugerem?
South by Southwest 2010
March 9th, 2010 by Luciana MisuraComeça na sexta o South by Southwest 2010, que é o festival de música, filme e internet que acontece aqui em Austin todos os anos. Vou novamente assistir as palestras de internet, se alguém estiver indo também me avise! Esse ano uma amiga do Brasil está vindo pra cá e vamos juntas, pena que não dá pra aproveitar todas as trocentas festas que rolam durante o festival
Growing up in the old days
March 8th, 2010 by Luciana MisuraUma amiga mandou por email, não sei se é velho, mas é engraçado pra quem está nos 30…
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Minhas impressões de Cancun e Riviera Maya
March 3rd, 2010 by Luciana MisuraFazendo um balanço da viagem, o que valeu a pena e o que não foi tão legal assim:
Tops:
Isla Mujeres – lindas praias, um paraíso.
Puerto Morelos – praia maravilhosa, quase deserta, boa para mergulhar (mas tem que pegar um barco até o recife, $25 por pessoa em média)
Playa del Carmen – praia bonita mas cheia, os beach clubs tomaram conta da areia. Quinta Avenida cheia de bares e restaurantes legais.
Akumal, Lagoa Yal-Ku – praia lindinha (Bahia Media Luna, Half Moon Bay), lagoa Yal-Ku fantástica para mergulho, tartarugas de abril a outubro. Poucos restaurantes (só vi um ou dois, deve ter mais no centrinho).
Tulum – ruínas muito bacanas, praia bonita mas infelizmente só vimos nublada e acabamos não exploramos o pedaço mais bonito. Mas deu água na boca.
Cenote Azul – bonito, tem cenotes mais bonitos ainda na região, mas esse é barato e de fácil acesso.
Cancun praias ao norte – são praias calminhas e perfeitas pra crianças.
Mercado 28 restaurantes – comida tradicional, gostosinha e barata. Gostamos do El Cejas.
Não tão bacana:
Os parques Xcaret e Xel-ha – eu gosto de parques mas achei as atrações desses dois meio que chovendo no molhado. Lugares pra fazer snorkeling tem aos montes nessa área, melhores do que dos parques. Praias idem. Mergulho subterrâneo idem. Ver bichos presos qualquer zôo tem igual. Somente o show mexicano folclórico de Xcaret foi mesmo uma coisa diferente. Então recomendaria comprar ingresso só pra Xcaret a noite pra ver o show, pra quem curte shows desse tipo.
Cancun praias do oceano – as praias dos hotéis virados para o oceano estavam fortes, com bandeiras vermelhas a semana inteira.
Mercado 28 – vendedores chatos te chamando pra entrar em cada loja.
O que ficou para a próxima:
Chichen Itzá – as ruínas mais famosas, ficam a 3h de distância e achamos melhor não encarar a estrada com uma criança impaciente no carro
Ilha Holbox – uma ilha ao norte de Cancun, 2h30 de carro + 20-30min de barco, cheia de pássaros, praias desertas, pousadinhas na areia e pouca gente
Ilha Contoy – um santuário de pássaros, raias e tubarões baleia (em certas épocas do ano). Pode-se ir de barco de Isla Mujeres até lá mas a viagem é famosa por deixar até marinheiro enjoado, então preferimos evitar dessa vez que o mar já não estava muito calmo
Cozumel – a ilha a 20 minutos de Playa del Carmen famosíssima para mergulho. Não fomos porque temos planos de fazer um cruzeiro que para em Cozumel.
Uxmal - ruínas enormes a 5 horas sul de Cancun, são enormes, pouco exploradas e dizem que são lindas.
Cobá – ruínas a 1h de Tulum, quase 3h de Cancun, no meio da mata, ainda sendo exploradas por arqueólogos. Lagos com crocodilos fazem parte do cenário.
Rio Secreto – uma rede de cavernas e rio subterrâneo, mas a idade mínima pro passeio é de 6 anos.
Rio Lagartos (Flamingo Habitat) – um santuário de flamingos, perto de Chichen Itzá.
Valladolid – cidade colonial no caminho para Chichen Itzá.
Nós ficamos em um hotel em Cancun e já sabíamos que ia ser chato pra visitar os lugares todos que fomos, porque as distâncias são todas grandes – 1 hora pra cá, 1h20 pra lá, e por aí vai. Mas enfim, eu tinha feito a reserva muito tempo antes de pesquisar o que a gente ia fazer por lá, então dessa vez era o que a gente tinha que fazer. O ideal pra quem gosta de explorar é ficar mesmo em Playa del Carmen que é mais central ou então ir mudando de hotel. Começando com Cancun, Holbox, depois Playa del Carmen, Akumal, Tulum, Valladolid…Pra quem gosta de ficar lagarteando na piscina ou praia de um resort, Cancun é ótimo, principalmente na parte norte onde as praias são melhores. Mas com a quantidade enorme de coisas interessantes pra ver na Riviera Maya, é difícil querer ficar só no hotel.
O clima: estava entre agradável e friozinho, com temperaturas entre 18 e 28 graus. A água estava geladinha em vários lugares que visitamos, e com o tempo nublado, não dava vontade de se molhar. Pros americanos saindo de temperaturas abaixo de zero é um calorão, pra nós que viemos de Austin onde não faz tão frio assim, foi gostoso usar roupas leves e curtir uma prainha. Mas se eu estivesse no Brasil não iria nessa época de jeito nenhum, saindo do verão eu teria morrido de frio.
Transporte: como éramos 4 adultos e 1 criança e saindo de Cancun todos os dias, a melhor opção foi o carro alugado. Os ônibus locais são bons pra quem está andando ali dentro de Cancun mesmo, na Zona Hotelera e o Centro. Vimos muitos turistas usando os ônibus, no final do dia quando o pessoal sai pra jantar tinha bastante gente nos pontos. Entre o carro alugado e os tours organizados pelas agências e hotéis, preferimos o carro alugado por dois motivos: pra fazer as coisas no nosso tempo (principalmente no tempo da Julia) e saía bem mais barato (por exemplo, o aluguel de um carro grande saiu $600 a semana, o tour de 1 dia para Chichen Itzá era $100 por pessoa). A gasolina estava custando $0,70 (cents de dólar) por litro.
Moeda: todo mundo aceitava dólar, trocamos poucos pesos para usar nos casos onde o câmbio não era dos melhores. Nem todos os postos de gasolina aceitam cartão de crédito então tenha sempre dinheiro para abastecer.
Sites bacanas que eu usei pra planejar a viagem:
Viaje na Viagem, do Ricardo Freire, esse é o hour-concour dos sites de viagem brasileiros ![]()
A Canuck in Cancun, de uma canadense morando em Cancun, em inglês e MUITO bom
Updates
March 2nd, 2010 by Luciana MisuraEscrevi tudo sobre a viagem a Cancun aí embaixo e agora estou começando a colocar as fotos…por enquanto tem só as do dia que chegamos, em breve coloco as outras.
Ugh
February 28th, 2010 by Luciana MisuraPassamos uma semana praticamente desconectados, só ficamos sabendo das nevascas nos EUA, do terremoto no Chile e alerta de tsunami no Hawaii no avião voltando pra casa. O meu irmão estava no Hawaii mas chegou em casa ontem, então não passou pelo susto do alerta. Estamos todos tristes com as notícias vindas do Chile, mas que começo horrível de ano, primeiro com o Haiti e agora o Chile…
Nevou aqui em Austin enquanto estávamos fora também, e foi uma quantidade respeitável (que derreteu logo, claro). Esse inverno já deu, amanhã já começa o mês de março e ainda estamos com temperaturas baixas, chegaaaaa!
Hasta luego Mexico
February 27th, 2010 by Luciana MisuraLogicamente o último dia amanheceu perfeito, daqueles de cartão postal, humpf. Arrumamos as malas, fizemos check out e Julia ainda curtiu uma piscina e um pouco da praia na frente do hotel que nós nem usamos (esse trecho é um pouco forte, sempre com bandeiras vermelhas e hoje tinha uma bandeirinha amarela, o mar estava um pouco mais amistoso). Fomos almoçar no El Cejas no Mercado 28 de novo pros meus pais conhecerem, fizemos as últimas comprinhas de artesanato e aí começou a maratona da volta, devolver carro alugado, aeroporto, milhões de passagens por segurança, revista antes de entrar no avião, segurança idiota apreendendo o creme pra assaduras da Julia que já viajou meio mundo com a gente, enfim, as chatices de sempre. O vôo estava atrasado e a nossa conexão em risco, mas quando chegamos em Houston eles avisaram que ainda daria tempo. Fizemos tudo super rápido, imigração, malas, alfândega, envio de malas de novo, mais segurança, correria pelo aeroporto, chegamos no portão e eles já tinham fechado a porta! Ficamos furiosos, reclamamos, a agente falou com a tripulação e eles resolveram abrir a porta (o avião ainda ficou uns bons 15 minutos no portão depois que entramos). Ufa! Chegamos em casa 11 da noite, já morrendo de frio, chega de inverno, quero voltar pra praia…
Cenote Azul, Akumal e Tulum
February 26th, 2010 by Luciana MisuraAcordamos cedinho porque a agenda era cheia: Cenote Azul, Akumal (mais especificamente a lagoa Yal-Ku) e Tulum. Lá vamos nós para a 308 novamente (já estamos cansados dessa estrada). Logo depois de Puerto Aventuras, a plaquinha do Cenote Cristalino apareceu e timidamente, a plaquinha do Cenote Azul. O céu estava cinza infelizmente, o único dia em que a previsão do tempo errou durante a semana toda.
Estacionamos, pagamos os 60 pesos por pessoa de entrada e fomos andando pela trilha na mata, éramos os únicos no lugar. Duas pequenas piscinas naturais e logo depois, o cenote azul (que devia ser chamado cenote verde, mas tudo bem, de repente com sol e céu azul ele muda de cor). Que água espetacular! Cenotes são literalmente buracos onde a água fica acumulada – muitos são alimentados por nascentes ou rios subterrâneos. Essa região é cheia deles, os cenotes eram a fonte de água doce dos maias, que consideravam os cenotes sagrados. Hoje em dia são em sua maioria locais de lazer, para banho e mergulho. O cenote azul tinha centenas de peixes pequenos e médios, alguns coloridos lindos, e a água absurdamente transparente. Mas sem sol, água gelada e temperatura um pouco acima de 20 graus, nenhum de nós se animou a nadar no cenote. Julia deu comida pros peixinhos (que eles vendem ali mesmo) e achou o máximo, tiramos fotos e voltamos pro carro pra seguir viagem.
Continuamos rumo a Akumal, uma outra cidadezinha pequena que assim como Puerto Morelos ainda não foi ocupada pelos super hotéis da região. A prainha linda de Akumal, a Baía Meia Lua, não estava tão bonita quanto em fotos que já vi com o tempo nublado. Mas dava pra ver que a água é transparente e calminha, pena que o dia não estava legal. Essa praia recebe tartarugas de abril a outubro, que vem até a baía para colocar seus ovos a noite. No canto esquerdo da praia, seguindo a ruazinha estreita até o final, começam a aparecer as plaquinhas para a Laguna Yal-Ku. A Canucka tinha falado dessa lagoa e colocado fotos lindas de tartarugas marinhas, e como não tínhamos feito nenhum mergulho decente, era a nossa última chance. Mesmo com pouco sol e água fria, entramos e não nos arrependemos, o lugar é fantástico, posso dizer que foi o segundo melhor mergulho que já fiz (o melhor foi em Hanauma Bay no Hawaii). Centenas de peixes imediatamente estão a sua volta, de todas as cores e tamanhos. Não vimos nenhuma tartaruga (acredito que elas devem aparecer por aqui na mesma época da desova) mas a quantidade absurda de peixes lindos e a visibilidade incrível foram mais do que suficientes pra valer muito a pena. Recomendo muito esse lugar! Julia entrou na água um pouco, viu os peixinhos mas não quis colocar a máscara, depois ficou sentada com a minha mãe olhando tudo até a hora de ir embora. Na saída, o sol finalmente começou a aparecer! Gabe tirou fotos com a bolsa a prova d’água mas esqueceu a câmera em foco manual e praticamente todas as fotos ficaram fora de foco, ele ficou pra morrer quando viu. Mas enfim, lição pro futuro, e a gente tem na cabeça o que viu, não vamos esquecer.
De volta pro carro, mais uma vez pegamos a estrada no sentido sul, em direção a Tulum. Estacionamos e fomos andando até as ruínas, o tal trenzinho é desnecessário e vimos dezenas de Yucatán Jays nas árvores pelo caminho, lindos e alguns quatis. Entramos na cidade maia de Tulum com sol e céu azul, que lugar fantástico. A cidade em si já seria bacana em qualquer lugar, mas ali, na frente daquele marzão turquesa, é um espetáculo. Fomos andando apreciando as ruínas e a paisagem, Julia queria correr e brincar na areia e ficamos um bom tempo por lá imaginando como era a vida dos maias que moraram ali. Tulum significa muro, a cidade fica cercada por um, e era um importante porto já no perído final da civilização maia. Depois que saímos das ruínas o tempo fechou novamente e não pudemos curtir a praia de Tulum, ao sul das ruínas, e acabamos indo só ao Zamas para comer. O sol não voltou, anoiteceu, comemos quesadillas, peixes, tudo regado a cheladas e margaritas e encerramos o nosso último dia. Amanhã é dia de arrumar malas, fazer check out do hotel e voltar pra casa. Mas vamos voltar, com certeza, já viemos pra cá pensando que essa foi só a primeira parte da viagem
Xel-ha e Playa
February 25th, 2010 by Luciana MisuraTodos acordaram melhores e o dia estava bonito, então seguimos com o passeio planejado a outro ecoparque, Xel-ha. Fica ainda mais longe de Cancun, uns bons 20 minutos depois de Xcaret, já quase chegando a Tulum.
A atração principal de Xel-ha é o rio que passa por dentro do parque e encontra o mar. As águas do mar e do rio se encontram e não se misturam, às vezes você olha e parece que está tudo fora de foco, por causa desse encontro das águas. Muitos peixes de todos os tamanhos passeiam pelo rio, é só colocar um colete salva-vidas e máscara e flutuar nesse aquário natural. A água estava MUITO fria e eu estava tremendo literalmente, acabei ficando pouco tempo na água por causa disso. Primeiro entrei só com a Julia pra nadar e depois com o Gabe e o meu pai pra mergulhar. Estreamos a bolsa impermeável para a câmera mas a visibilidade não era das melhores e enquanto nadávamos Gabe perdeu a aliança, ficamos boa parte do tempo tentando encontrar e não conseguimos, infelizmente.
Julia passou o dia brincando no parquinho pra crianças, amou a piscininha e riozinho e foi no escorrega algumas centenas de vezes
Ela quis entrar no rio comigo e colocou seu salva-vidas e a máscara que trouxemos pra ela, mas não quis colocar o rosto na água. Já esperávamos que ela fosse fazer isso mesmo, ela ainda não gosta de colocar a cabeça na água. Mas ela adorou ver os peixes e principalmente os golfinhos, na entrada do parque.
Almoçamos no restaurante principal, um ótimo buffet com boa variedade de comida internacional e mexicana. Xel-Ha é um parque all-inclusive, toda a comida e bebida já estão incluídos no ingresso e você come quantas vezes quiser seja no restaurante, nos bares ou lanchonetes espalhadas pelo parque (não entendo porque não adotam o mesmo sistema em Xcaret, seria muito mais prático do que carregar os tíckets de papel com todo mundo molhado de praia). Bebida alcóolica também está incluída, cerveja à vontade, e pra alegria da Julia, sorvete à vontade também. Aliás, estávamos com a Julia em uma lanchonete justamente tomando sorvete, o garçon veio pegar o copo que estava na mesa e ele vira pra ele e fala “Gracias”. Morremos de rir, até porque não ensinamos pra ela, ela que ouviu tanto a gente falar isso a semana toda que resolveu falar também.
Saímos de lá com o parque fechando as 6 PM e fomos para Playa del Carmem andar pela Quinta Avenida e jantar, que era o que a gente queria ter feito na segunda-feira e a chuva não deixou. Rua lotada, muitos bares com TVs transmitindo a final de hóquei feminino EUA x Canadá e os canadenses em peso com suas bandeiras comemoravam a vitória. Lojinhas bacanas misturadas com os tradicionais souvenirs, restaurantes de todos os tipos e preços. Jantamos no Di Vino, um italiano onde os donos realmente falavam italiano e a comida estava bem gostosa, mas as porções eram pequenas (eu comi um ravioli vegetariano gostosinho e todos gostaram do que pediram). Julia estava dormindo praticamente de Xel-ha até a hora que entramos no restaurante e acordou de péssimo humor, então jantamos correndo antes que ela causasse maiores problemas. Mas valeu, pelo menos deu pra completar o passeio a Playa del Carmen que tinha ficado pela metade.













































































