Festa Multilíngue
September 25th, 2002 by Luciana MisuraDeixa eu comentar da festa internacional hoje…

Essa é a nossa sala, um pouco modificada pela arrumação da festa (mais apertada que o normal) e a mesa do portunhol.
Somos 38 estudantes de tudo quanto é canto (como mostrei com a foto do mapa alguns dias atrás) e hoje foi um dia importante porque é quando a professora manda a lista de presença para a coordenação estadual do curso, e baseado no número de pessoas inscritas, eles decidem a verba do programa no próximo ano. A nossa turma tem aulas de segunda a quinta, das 9h30 as 13h, com direito a lanche (a comida também é gratuita), temos biblioteca e computadores à disposição e recebemos um fichário, uma gramática e um livro de pronúncia. Nem um tostão por isso. A turma anterior não tinha os livros gratuitos, temos agora porque esta turma do ano passado era grande e mandaram mais verba para a turma deste ano (normalmente eles esperam que os alunos continuem e que entre mais gente). A turma do ano que vem vai ter provavelmente ainda mais verba. A festa foi para garantir que todos os estudantes comparecessem, porque sempre temos um pouco mais da metade presente, se alternando, e alguns poucos alunos que vão todos os dias mesmo.

Então…cada um levou um prato típico do seu país, doces e salgados. Tivemos uma sessão de bingo (que todos conheciam, é verdadeiramente um jogo internacional – uma praga!) e depois que já estava todo mundo babando, todos apresentaram os seus pratos, comentando o que tinha de típico (ou não) a respeito. Eu levei os meus brigadeiros, que me deram mais trabalho que o previsto, porque o leite condensado daqui é diferente (lógico, como tudo) e não fica com a mesma consistência que o brasileiro, mas como definiu a minha amiga mexicana, isso são coisas que só a gente que conhece bem o prato, sabe dizer. Ela levou tostadas de frango, que tentou fazer menos picante para agradar os diversos paladares da turma, que acabou dividida – eu achei no ponto (se tivesse mais pimenta eu não comia) mas a japonesa provou e começou a chorar.

No final provamos de tudo, eu tive que repetir os maravilhosos pratos que a parte oriental da turma trouxe: macarrão coreano, rolinhos chineses, carne com gengibre chinesa, pasteis coreanos, arroz indiano, bolinhos indianos, salgadinhos de taiwan (que se você conhecer a moça de Taiwan vai saber porque eu não digo que é chinês – tem tantas difereças culturais que isso é coisa para um post sozinho). Rolou até bombom de vodka trazido pela ucraniana e a menina da Estônia trouxe uma receita de doce sueca. A outra brasileira levou um bolo de fubá e no final da festa eu tava traduzindo as receitas brasileiras para uma das polonesas.
Eu gosto muito da aula, mas o menos importante ali pra mim é aprender inglês. A gente aprende tanto de todas as culturas, e invariavelmente todo mundo fala dos seus países e costumes, que é como viajar um pouco para todos esses lugares todos os dias. Eu juro que quando começar a trabalhar vou morrer de saudades dessas aulas…
PS: Tava aqui olhando as fotos de cada mesa, as pessoas acabam sentadas agrupadas por localidade / culturas. Na primeira mesa estavam quase todos os europeus, na segunda, os latinos e mais algumas pessoas que normalmente sentam com a gente – a russa, a tailandesa e a indiana – e as duas ucranianas novas. Na terceira mesa, mais europeus e alguns orientais que não couberam na quarta mesa, que só tinha orientais. Olhando assim pode parecer que tem panelinhas, mas não é verdade, durante as aulas sempre tem alguém diferente na mesa e todo mundo se fala, ainda mais quando é pra falar mal da comida americana e de como é irritante eles não usarem o sistema métrico e escreverem a data ao contrário.
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Amanhã vou começar a falar das coisinhas de Halloween e de Natal que já estão inundando as lojas por aqui…depois da festa hoje andamos por algumas lojas e está tudo decorado com abóboras…
















Colonial - casa de dois andares, exterior em tijolinho ou madeira (que como já contei no parte 2 não é madeira de verdade). O padrão é sala de estar e sala de jantar em L, com cozinha aberta para a sala de jantar, no primeiro piso. As casas mais novas tem um lavabo também. O segundo andar tem os quartos e o banheiro. O quarto principal nas casas mais novas é uma suíte, mas não é muito comum. Todos os quartos tem closets e no principal o closet é walk-in (você entra no closet). O basement (porão) tem o tamanho do primeiro piso e é onde fica a área de serviço.
Bangalô – casa de dois andares, mas o segundo andar normalmente não tem o teto por igual, só dá para ver as janelinhas no telhado. O padrão é sala de estar, sala de jantar, cozinha, banheiro e dois quartos no primeiro andar e um quarto principal no segundo andar. Nos bangalôs mais novos, o telhado é mais alto, consequentemente o teto do segundo andar também, e normalmente além do quarto tem um banheiro e um bom closet ou dois quartos neste piso. O basement tem o tamanho do primeiro piso nas casas mais novas ou é um pouco menor e mais baixo nas casas antigas, e é onde fica a área de serviço. O exterior pode ser em tijolinho ou madeira.
Ranch – casa térrea, quase que 100% delas com exterior em tijolinho. As janelas são horizontais e longas, perto do teto. Sala de estar e jantar, cozinha, banheiro e três quartos são o padrão, normalmente são menores que os outros tipos de casas porque como são térreas e não podem ocupar todo o terreno, tem menos área para utilizar. O basement tem o mesmo tamanho que a casa, ou seja: dá para ter uma casa inteira no subsolo, e muitas famílias fazem isso. Constroem home-theater, quarto de hóspedes, área de serviço, bar, banheiro e sauna, escritório, tudo no porão.
Tudor – casa de dois andares, sua maior diferença é mesmo o exterior, com telhados longos e pontudos. O interior é praticamente o mesmo de uma colonial. Esta casa é um estilo clássico, europeu, e as mais antigas são construídas com pedra e detalhes em madeira aparente (na fachada e no teto). São na maioria das vezes de tijolinhos ou pedra, e quando tem madeira, normalmente é de cor escura.
Tri-Level – casa com três andares, sendo que um deles fica um pouco acima do subsolo, com as janelas na altura do chão pelo lado de fora. Você entra no nível do meio, onde fica a cozinha e a sala de jantar, com uma pequena sala de estar, e tem um meio lance de escada para baixo ou para cima. Para baixo fica uma sala de estar grande, a área de serviço e um quarto que normalmente é de hóspedes. Pode também ter um banheiro ou lavado. Este primeiro nível fica abaixo do jardim na frente da casa mas tem uma porta para o quintal, ficando no mesmo nível deste. Para cima, no terceiro nível, ficam os quartos e um banheiro. Não tem basement, já que o primeiro nível seria o porão tradicionalmente.
Dutch Colonial – uma variação da colonial, a diferença é o exterior: muito mais alta e larga, com o telhado formando abas laterais, inspirada nas casas alemãs. São poucas e bem grandes, quase sempre com fachada de madeira (repare no desenho que o telhado faz na lateral da casa).
