Site Meter

Archive for September, 2002

Nikiti

September 21st, 2002 by Luciana Misura

De janeiro a julho deste ano tiramos trilhões de fotos, porque o meu marido estava no Brasil e tudo quanto era lugar que a gente ia, era atração turística para ele, exatamente o que eu tenho feito aqui. Tirávamos as fotos e transferíamos tudo pro laptop dele. Aí o HD simplesmente pifou, e eu fiquei triste porque tiramos muitas fotos legais. Mas, como ele estava usando o laptop dele (pessoal) para o trabalho durante esses meses todos, a empresa dele pagou pela recuperação dos dados (US$ 1700!!) e finalmente temos as fotos de volta! Claro que eu tava olhando e bateu a saudade, então um “momento Rio” visto da praia de Piratininga, em Niterói.

Eu olho essa foto e lembro da música do Tom Jobim, Samba do Avião. Aliás, desde que eu saí do Rio em 1999 que eu a cada ano entendo melhor essa música.

Plante uma árvore

September 21st, 2002 by Luciana Misura

Lembrando que hoje é dia da árvore. E falando em árvore, segunda-feira começa o outono aqui e as árvores já estão começando a mudar de cor. Tem tons de amarelo, laranja e vermelho, mas ainda são poucas. Quando estiver tudo laranjinha eu coloco as fotos aqui.

E isso é real?

September 20th, 2002 by Luciana Misura

Tava lendo por aí umas pessoas comentando o possível reality show com a Xuxa. Só tem um detalhe: desde quando a realidade da Xuxa é vida real? Isso aí tá mais para filme de Duendes do que pro dia-a-dia dos brasileiros…

Jardins

September 20th, 2002 by Luciana Misura

Eu adoro o jardim daqui, e isso é o que definitivamente faz a diferença no conceito americano de apartamentos (podiam copiar a idéia no Brasil):

No carro

September 20th, 2002 by Luciana Misura

O Gabe dirigindo e eu brincando com a câmera:







Blogchalk

September 20th, 2002 by Luciana Misura

This is my new blogchalk:
United States, Brazil, Michigan, Rio, Southfield, Portuguese, English, Luciana Bordallo Misura, Female, 25. :)

Baseball

September 19th, 2002 by Luciana Misura

Fui ao estádio assistir a um jogo de baseball, do time daqui de Detroit, o Tigers. Eles são bem ruinzinhos e a última vez que ganharam um campeonato foi em 89. Este ano estão em último na liga Central, e o jogo foi contra o primeiro colocado, o Minnesota Twins.

Chegamos ao estádio um pouco antes do jogo, e tava bem tranquilo, com as pessoas entrando civilizadamente, já que os tickets todos tem lugar marcado e ninguém precisa se matar para pegar um bom lugar. A igreja ao lado do estádio já dá uma idéia do clima: a faixa diz “Reze aqui pelos Tigers e pelos Lions” (os Lions são o time de futebol americano e também são bem ruinzinhos).

Como é um jogo de dia de semana e eles jogam umas três vezes por semana, e também porque eles estão em último, não tava muito cheio. Este estádio é novo, tem 2 anos, e eles tem vários totens espalhados pelos corredores com momentos históricos do time, os ídolos e algumas roupas, luvas, tacos, posters, divididos pelas décadas.

Vista do campo dos lugares bons, que tem as cadeiras cobertas e ao ar livre, que é onde ficam caindo as bolas e o povo vai pro estádio com luvas para pegá-las.


Vista dos nossos lugares baratinhos, heheh. Apesar de ser alto, dá para ver bem, com a vantagem de que você sempre vê o campo inteiro e sabe onde a bola está. Nos lugares mais baixos, não dá para ter muita noção por causa da perspectiva. Fomos com o casal amigo nosso, (aquele da festa mexicana). O JD trabalha com o meu marido e eu e a Liliana fazemos aula juntas. Era o primeiro jogo de baseball dela também.

Começou o jogo, os Tigers defendendo e os Twins atacando. Eu não sabia absolutamente nada das regras e tinha que ter assistência do meu marido e da minha sogra explicando tudo que tava acontecendo. O que eu pude entender é que ao final do primeiro inning, tava 9 a 0 para o Twins e que isso é praticamente um jogo decidido, porque tem jogos que depois de 9 innings os times nem conseguem chegar a 9 runs. Isso é praticamente uma goleada.

Durante o jogo, momento clássico do hot-dog vendido pelo ambulante. Eu já estava chateada porque tinham me dito que não vendiam mais hot-dogs no estádio (um absurdo, e todos os filmes que eu assisti na minha vida?) mas apareceu o vendedor e eu pude ter o meu momento típico de jogo nos EUA.

Início do segundo inning e milagrosamente os Tigers conseguem os três outs necessários para os times trocarem de posição (eles começaram na defesa e conseguiram mudar para o ataque rapidamente, sem que o outro time marcasse nenhum ponto). E então…começou a chover!


A princípio a chuva tava fraquinha e ninguém tava mudando de lugar. O pessoal começou a cobrir o campo e logo depois disso desabou um temporal. Todo mundo correndo para baixo das cadeiras cobertas e quem estava no terceiro e segundo níveis teve que descer pro primeiro (porquê eu não sei, acho que é por causa do vento, mas nem tava tão ruim assim). Esperamos uma meia hora e resolvemos ir embora, foi anunciado que os organizadores iriam esperar umas 2 horas e se a chuva não parasse, cancelariam o jogo.


Chegamos em casa, dei uma olhada na TV para checar se o jogo tinha recomeçado mas não tava passando nada. Uma olhadinha na internet e o jogo foi adiado. Que peninha. Até que eu tava gostando desse negócio de baseball.

Morando nos EUA

September 18th, 2002 by Luciana Misura

Onde e como você mora – parte II

Tava falando das diferenças entre casas x apartamentos x condomínios, mas o que realmente me espantou foi a forma de construção das casas aqui. É completamente diferente de como construímos nossas casas no Brasil, e achei bem interessante.

A fundação das casas é uma imenso buraco no chão, que parece uma piscina de cimento, com mais ou menos 2m de profundidade, que vem a ser o basement (porão). Não tem pilastras de sustentação, as paredes de concreto são maciças. Nas fotos acima: um basement de uma casa em construção, ainda sem o piso e um bom exemplo de basement já pronto. Como falei no post de ontem, eles usam como home-theater e afins.

Depois, ao invés de cimento e tijolos, madeira. Parece óbvio olhando para a foto da casa que postei anteriormente? Aí que você se engana. O exterior não é feito com tábuas de madeira há muito tempo, as “tábuas” que revestem as casas são feitas de plástico, vinil ou alumínio, porque tem manutenção muito mais simples. Mas a casa em si, é toda de madeira, não tem lajes para o piso ou o teto.

Depois que a casa está de pé, com todas as paredes e teto, colocam-se as janelas, que são de vinil branco, duplas, por causa do isolamento térmico. Muitas janelas, em média 2 por quarto, compridas. Aí coloca-se a tubulação, fiação elétrica, a(s) banheira(s) – absolutamente todas as moradias tem banheiras, pelo menos uma – e finalmente, as paredes.

As paredes são tipo um compensado de madeira, que tem um revestimento lisinho e branco, parecido com o a massa e tinta que usamos no Brasil (essas paredes internas são chamadas dry-walls). Elas são encaixadas e fixadas sobre a madeira que dá a forma da casa, e existe um espaço entre essas paredes, por onde passam alguns fios e para garantir um maior isolamento térmico e sonoro, nesse espaço se usa fibra de vidro ou outros tipos de preenchimento parcial.

Então são colocados os pisos, pias, cerâmicas, enfim, o acabamento interno. Os pisos variam entre madeira e carpete para salas e dormitórios, sendo que o carpete predomina (mais quente). Para banheiros e cozinhas, um revestimento plástico e algumas vezes, cerâmica como usamos no Brasil (raramente). As pias são muitas vezes de materiais sintéticos ou aço inoxidável, mais baratos que as pedras. Granito ou mármore são considerados acabamentos de luxo (visto que são importados de países como o Brasil).

Azulejos nas paredes de cozinhas e banheiros são raridade também, quanto tem, é apenas em volta da banheira (onde fica o chuveiro) ou então a casa é antiga e tem meia parede e só, nunca vai até o teto. Tem também um revestimento de plástico, que já vem com determinados tipos de banheiras e chuveiros, que é o que aparece na foto abaixo. A peça é inteira, o piso, parede e teto de plástico. As pessoas com quem falei aqui a respeito me disseram que azulejos são caros e demandam mais horas de mão de obra, o que encarece bastante o projeto.

Todas as casas de closets embutidos, sejam walk-in (os closets que parecem um quartinho que você anda lá dentro) e os que são apenas armários embutidos na parede. Não existem guarda-roupas como no Brasil, eles chamam esse tipo de mobília de armários europeus.

Geladeira, fogão, lava-louças, máquina de lavar roupa e secadora de roupas normalmente são da casa, ou seja, quando você compra uma casa, ou se muda para um apartamento, já tem isso tudo, você não compra e vai carregando na mudança. Isso só não é verdade quando a casa acabou de ser construída, o primeiro dono compra essas coisas mas se um dia se mudar, provavelmente vai deixar tudo na casa, porque sua nova casa já tem tudo. Uma outra razão: eles tem pouquíssimas e caras companhias de mudança, a maioria dos americanos faz sua própria mudança usando pick-ups e os amigos ajudando, em várias viagens.

Em 80% das casas o ar-condicionado é central, com controle de temperatura na parede em algum lugar da casa (corredor ou perto da sala). Todas tem sistema de aquecimento. Usando ar-condicionado central direto, sem desligar nenhuma vez MESMO, a conta de luz de uma casa de 3 quartos fica por volta de 100 doláres (sem contar que o fogão é elétrico e eles sempre usam secadora e lava-louças, não tem essa de colocar roupa no varal ou lavar os pratos manualmente).

O telhado não é feito de telhas de barro como as nossas casas brasileiras, e sim de manta asfáltica, uma não, várias mantas em camadas. Normalmente as casas tem o sótão (attic) que eles usam como área de depósito e que facilita a manutenção do telhado. Existem algumas variações no teto, que pode ser o teto plano que a gente conhece ou então cathedral ceiling como este da foto do quarto verde, ou ainda ser um teto plano curvando-se e emendando com as paredes, por causa da inclicação dos telhados.

As casas normalmente ficam no meio do terreno, tendo um gramado na frente com flores e árvores sem muros ou cercas (garden) e o quintal também com as mesmas características, só que muitas vezes cercado – uma cerca de arame baixa, pouco mais de um metro de altura é a padrão, mas algumas famílias optam por uma privacy fence, que é uma cerca de madeira alta, que mantém o quintal fora do alcance dos olhares alheios. A cozinha sempre tem uma porta para o quintal, onde normalmente fica o deck de madeira ou pátio acimentado ou de tijolos, onde eles colocam uma mesa com cadeiras e a churrasqueira. Posso dizer que mais de 90% das casas aqui na região tem o tal deck de madeira.

Do lado direito ou esquerdo da casa, são construídas as driveways, que são o caminho de cimento que vai da rua à garagem. É comum os carros ficarem estacionados nas driveways mesmo, o pessoal tem preguiça de colocar na garagem, e muitas vezes as garagens estão tão entulhadas com um monte de quinquilharias que os carros não cabem lá dentro. As garagens podem ser ligadas ou não as casas, o mais comum em bairros com casas antigas é que elas não sejam conectadas, com a garagem ficando um pouco atrás da casa, no quintal. As casas mais novas tem garagens conectadas, para evitar que as pessoas andem no frio até a garagem.

As ruas residenciais tem pouca ou nenhuma iluminação, fora a que os moradores colocam em suas próprias casas.

Os jardins morrem no inverno e muitas plantas tem que ser replantados todos os anos na primavera. Cena típica de fim de semana: os americanos cortando a grama.

Ainda vou colocar mais fotos (estou escolhendo quais colocar, entre mais de 400 fotos de casas que vimos) e amanhã vou falar dos estilos.

Rosinha não

September 18th, 2002 by Luciana Misura

Esse banner é ótimo.

ESL classes

September 17th, 2002 by Luciana Misura

Outro dia tava falando aqui da minha aula de inglês, que temos gente de tudo quanto é lugar, mas não falei do nosso mapa. Temos um mapa-mundi na parede e todos os alunos colocam um post-it com seu nome e cidade colados em seus respectivos países. O resultado é este aí acima, o nosso mapa da turma 2002-2003.

Ah, pequeno detalhe: somos umas 30 mulheres e 2 homens. De um modo geral, um bando de estrangeiras casadas com americanos…