Site Meter

Archive for January, 2003

Mozart’s Requiem

January 24th, 2003 by Luciana Misura

Ontem fomos a um concerto da DSO (Detroit Symphony Orchestra), que apresentou Requiem, de Mozart. A história dessa composição é muito interessante e quem assistiu ao filme Amadeus provavelmente vai lembrar da obsessão de Mozart antes de morrer, compondo o Requiem (que é uma homenagem póstuma, pode ser um discurso ou música). O programa tem um texto interessante, vou traduzir e resumir: Mozart começou a escrever o Requiem sob encomenda de um desconhecido, que exigiu o anonimato quando contratou o músico. Este pedido aconteceu apenas alguns meses antes da morte de Mozart, que estava muito doente e durante a composição desta sinfonia começou a ter pressentimentos de que estaria compondo o seu próprio Requiem. Por causa disso, se tornou obcecado em escrever uma música suave, tranquilizante e confortante, que era a idéia que ele fazia da morte, segundo cartas a seu pai – e também uma sinfonia que fosse sua obra-prima, que fizesse jus a todas as suas composições anteriores. Morreu deixando a sinfonia quase pronta, e os trechos inacabados foram finalizados por um dos seus assistentes.

A apresentação foi no Detroit Orchestra Hall, que é o prédio original de concertos da cidade, construído em 1919 – e chegou a virar uma Igreja nos anos 50 – antes de ser restaurado e se tornar novamente palco para apresentações musicais. O estilo arquitetônico é bem parecido com o da Detroit Opera House, onde fui assistir aos ballets e publiquei as fotos aqui no site, só que menos suntuoso.

Meio ano

January 23rd, 2003 by Luciana Misura

Hoje eu completo 6 meses de EUA. O tempo realmente passa muuuuito rápido. E não pude deixar de notar que no dia 23 de julho, quando pisei aqui, estava fazendo 35 graus e hoje quando acordei estava 16 graus negativos. Só uma amplitude térmica de 51 graus…mas fora a saudade da família e da comida brasileira, tudo bem, eu gosto daqui e estou tranquila (e ao mesmo tempo ansiosa para resolver todas as questões burocráticas e voltar a trabalhar). Mas estou fazendo uma lista das coisas que vi e aprendi nesses seis meses:
- primeiro de tudo, dei muita sorte com a família do meu marido. Eles são ótimos e estamos sempre juntos, eles inventam mil coisas para fazer e um monte de passeios legais.
- a região onde moro é linda. Muito diferente das paisagens brasileiras as quais fui acostumada – ao contrário do Rio, aqui não se vê nem uma colina, é tudo plano, e ao invés do mar, muitos lagos. A cidade grande mais próxima é Detroit, a 20 minutos da minha casa, mas que não chega nem perto do tamanho de São Paulo, com seus poucos prédios e quase 1 milhão de habitantes.
- a comida aqui é ok, mas fica a sensação de que estou sempre de férias. Sabe quando você viaja e até gosta da comida do lugar mas volta para casa com saudade do sabor familiar da comida caseira? É assim que eu me sinto.
- o clima é a mudança mais radical. Estou gostando, é o meu primeiro inverno de verdade e não me incomodo nem um pouco com as temperaturas negativas e a neve, que é linda. E adorei o outono que pintou a paisagem de vermelho, laranja e amarelo e o restinho do verão, super verde, quente como no Rio e com as praias dos lagos.
- adoro morar em casa. Desde que saí da casa dos meus pais em Niterói, só morei em apartamento, e aqui voltei a morar em uma casa, com quintal gramadinho e um jardim, que já tratei de plantar tulipas mesmo fazendo alguns poucos graus negativos no final do outono. A forma de construção também é bem diferente, falei disso detalhadamente em três posts enooormes em setembro.
- aqui a vida é mais calma. Não é o ritmo das cidades brasileiras, aquela loucura de engarrafamentos e multidões de pessoas nas ruas. Nem a violência. Para vocês terem uma idéia, enquanto nos EUA a taxa de homicídios e de menos de 10 pessoas a cada 100.000 habitantes, nas grandes cidades brasileiras é de mais de 60 para cada 100.000. Claro que coisas ruins acontecem em qualquer lugar e ninguém nunca vai estar 100% seguro, mas que aqui é mais tranquilo é uma verdade.
- os serviços – principalmente atendimento, acho melhores no Brasil do que aqui. As pessoas no Brasil são mais simpáticas e solícitas. Quem só conhece a Disneyworld por aqui vai discordar, mas lá todo mundo é treinado para ser terrivelmente sorridente o tempo todo, não é assim no dia a dia das cidades. Desrespeito ao consumidor também acontece, basta lembrar todos os problemas que já relatei aqui com a TV e internet a cabo por exemplo. Desde 30 de novembro quando nos mudamos eles já vieram aqui quatro vezes para consertar defeitos de instalação, sendo que ficamos “fora do ar” por quase uma semana por incompetência deles. Se eu contar aqui todas as mancadas da concessionária onde compramos o meu carro vocês não vão acreditar. A última foi o vendedor que nos atendeu e que nos vendeu o carro me ligando perguntando se eu ainda estava interessada em comprar o carro, que já está comigo há alguns meses (!).
- adoro o fato de que a proibição de fumar é respeitada de verdade.
- os serviços do governo são tão lentos quanto no Brasil. No dia que fui tirar minha carteira de motorista fiquei nada menos do que três horas na fila esperando para ser atendida. O processo de imigração então nem se fala.
- tem coleta de lixo seletiva, o caminhão passa depois do caminhão de lixo “tradicional” e recolhe plásticos, papelão e latas.
- o feriado de Thanksgiving, onde as famílias se juntam para agradecer tudo de bom que tiveram no ano, é muito mais comemorado do que o dia de Natal, que é basicamente uma troca excessiva de presentes. Apesar disso, na época do Natal tem muitas atividades bacanas, como concertos e corais em igrejas e locais públicos. O Halloween ainda permanece, as casas ficam enfeitadas e é uma data muito comemorada pelas crianças.
- fui a um jogo de baseball e a um de basquete e fiquei impressionada com a limpeza, organização e civilidade das pessoas no estádio.
- as cidades todas aqui em Michigan são cortadas por estradas e vias expressas que tem 4 pistas para cada direção. A velocidade máxima normalmente é de 100 a 120 km/h nessas vias. Nas avenidas principais, fica em torno de 90 km/h. Tem engarrafamento de vez em quando e muitos acidentes, mas os engarrafamentos não tão absurdos como os do Brasil.
- comi churrasco americano, com hamburguers e salsichas, e é muito bom. Prefiro o churrasco brasileiro, mas eu adoro um hamburguer também. Adorei Pumpkin Pie e Cherry Pie (tortas de abóbora e cereja). Pork Chops (costeletas de porco) e Meatloaf (o bolo de carne moída daqui), ambos acompanhados de purê de batata. Detestei todos os molhos doces, de cranberries e canela, que usam na comida. Adorei a quantidade enorme de sopas, de todos os tipos. E que frutos do mar aqui são muito mais baratos do que no Rio e em SP, apesar de estarmos bem mais longe do mar. E já me acostumei a todos me olharem estranho quando tempero minha saladinha só com azeite e limão (quando tem limão) ao invés daquele bando de molhos que eles tem aqui.
- café da manhã é ovo, panqueca, bacon, batatas e tomam leite ou café com isso tudo (mas nem todo mundo come isso porque atualmente estão preocupados com colesterol e afins, não é rotina mas nos finais de semana rola). Cereais dos mais variados (incluindo cereais que tem chocolate, marshmallow e outras besteiras) também. Almoço é sanduíche, salada e sopa. Um deles ou os três, ou a combinação de dois. Nessa hora os McDonald’s e similares ficam lotados. O jantar é quando fazem mesmo um prato de comida, que inclui uma carne e vários legumes. Atenção para as saladas, que incluem invariavelmente queijo picado.
- tem um monte de programas humorísticos na televisão que não acho graça nenhuma e zilhões de séries todos os dias. Passa Friends em diferentes temporadas em no mínimo 3 canais. Passa futebol americano, basquete, baseball e hóquei direto e só passam os jogos de tênis quando tem americano jogando. Futebol nem pensar.
- bebidas alcólicas só são vendidas em supermercados e lojas específicas, e sempre tem que apresentar a identidade para comprar (atenção que a idade aqui não é 18, mas 21). Sempre são embrulhadas separadamente, em sacos de papel e nenhum menor de idade pode carregar. Se você der bebida alcólica para um menor de idade, mesmo se for seu filho, pode ser preso.
- até me surpreendi pela quantidade de pessoas que sabem onde fica o Brasil e que não falamos espanhol por lá, mas normalmente não sabem o nome da tal língua.
- e atenção brasileiros, coisa importante que aprendi logo que cheguei: lemon para eles é aquele limão amarelo. Se você quer o nosso limão verdinho, se chama lime. Se você traduzir o nosso limão como lemon, vai ganhar um limão amarelo.

Travel Authorization

January 22nd, 2003 by Luciana Misura

Tive uma grata surpresa hoje: chegou pelo correio a minha autorização de viagem, emitida pelo dept. de imigração, o INS. Isso significa que posso viajar fora dos EUA quando quiser. A permissão é válida por um ano e agora posso visitar a minha família no Brasil ou mesmo dar um pulinho aqui no Canadá (mas pra isso preciso tirar o visto canadense, que saco).

Para quem não entendeu nada, explico: como estou em processo de imigração, aguardando o greencard, não posso sair dos EUA sem autorização, pois eles podem parar o processo (consideram como abandono) ou mesmo não me deixar entrar de novo por sair sem permissão. Sim, é quase uma prisão domiciliar mesmo, mas essa foi uma das medidas tomadas após os atentados que aconteceram em NY. Eles acham que reforça a segurança, eu não sei. Solicitei essa autorização ao mesmo tempo que dei entrada em todos os outros documentos, em novembro passado, e foi a primeira a chegar. Aguardo os outros documentos, ansiosamente.

The Chronicles of Thomas Covenant, the Unbeliever

January 21st, 2003 by Luciana Misura

Estou lendo um livro chamado Lord Foul’s Bane, de Stephen R. Donaldson, não sei se existe traduzido para o português mas o título é algo como “A destruição do Lorde Imundo (do Mal)”. Na verdade estou lendo o primeiro livro de uma série com 6. A história é, digamos assim, bastante inspirada em O Senhor dos Anéis. Não vou dizer que é cópia porque seria muito óbvio. Acho que o escritor leu O Senhor dos Anéis e acreditou que poderia fazer uma história baseada naquilo, mas mudando algumas coisas de acordo com a sua vontade.

Para vocês entenderem melhor: existe a raça das pessoas que trabalham com pedra (seriam os anões?), os que trabalham com madeira (os elfos?), os Lordes, que detêm o conhecimento e tem poderes mágicos (Gandalf, Saruman?), uma raça de cavalos livres e selvagens que só transporta quem eles querem (Shadowfax e família?), o povo que cuida dos cavalos (os Rohirrim?), o lorde do mal, que quer destruir todo mundo, a floresta que não gosta das pessoas porque destruíram suas árvores no passado (Fangorn?) e o personagem que é a esperança de todos é um humano, trazido para este mundo, que tem um anel que por ser feito de ouro – um metal não existente naquele mundo – tem poderes mágicos.

O personagem principal é um humano, amargurado e isolado por causa de sua doença – lepra, em estado inicial – que luta para sobreviver e de repente se vê em um mundo estranho, onde as pessoas pensam que ele é a reencarnação de um antigo herói. Este mundo está em perigo, ameaçado pelo Lorde do Mal, e todos os povos precisam se unir para enfrentá-lo, e o humano se recusa a acreditar que aquilo é real. Ele o tempo todo pensa que está sonhando – sua doença dá sinais que está sendo curada por essa nova terra, e que precisa manter-se a uma distância segura desse novo mundo para não sofrer quando acordar, vendo que a doença continua lá. Enquanto isso vai participando dos acontecimentos e as pessoas vão se convencendo cada vez mais de que ele é mesmo o tal herói do passado, para seu desespero. Agora eles se aproximam de uma grande batalha, mas ainda tenho 5 livros pela frente até saber o que acontece. Para quem gosta desse tipo de história, é bem interessante.

Tinha esquecido de colocar essa foto: ontem estava lendo o livro, de costas para a janela, e o sol se pondo formou um arco-íris através da persiana, bem nas páginas. Não é muito legal? Lendo com o arco-íris como fundo!

Dance Dance Revolution

January 20th, 2003 by Luciana Misura

Hoje é feriado aqui e aproveitamos para terminar o jogo O Senhor dos Anéis e estreamos o DDRMax, também para o PlayStation 2. Para quem não conhece, vou logo avisando que é um vício. E para quem pensa que videogame e atividade física não andam juntos, este jogo é uma surpresa.

DDR é abreviação de Dance Dance Revolution, uma mania japonesa que começou nos fliperamas e se espalhou pelo mundo, se expandindo para os computadores e videogames. A proposta do “jogo” é simples: ao som de uma música, várias setas indicando a direção dos seus passos aparecem na tela, e você tem que seguí-las no tapete com sensores que é o “controle” deste jogo (o tapete é conectado no lugar dos controles tradicionais e você pode jogar com dois tapetes, junto com outra pessoa fazendo a mesma coreografia ao seu lado, ou mesmo usar os dois tapetes como um maior, bem mais difícil).

Você começa aprendendo os passos básicos e o modo Lições vai ensinando a combiná-los. Depois de completar todas as lições, você pode passar para o modo Training, onde vai dançar músicas inteiras que misturam todos os passos que você aprendeu. A partir daí você pode se dedicar as músicas mais difíceis ou praticar no modo Workout, que te diz quantas calorias você perdeu no exercício. É uma verdadeira aula de aeróbica, só que muito mais divertido.

As sequências são bem difíceis a princípio e eu e Gabe ficamos refazendo vários passos até ganharmos confiança e passarmos para o Training. E isso porque estamos jogando no modo iniciante. O jogo tem 4 modos, o iniciante (fácil), standard, hard e ONI, que é um desafio. Ou seja, vamos levar muuuito tempo brincando até chegarmos nesses estágios avançados. E fico feliz porque encontrei um exercício bem legal, que faço em casa e ainda me divirto.

Não sei se alguém aqui já viu um bando de adolescentes em shoppings brincando nesse joguinho, mas eles dançam em duplas e fazem até acrobacias nas máquinas. Existe campeonato desse jogo e as coreograficas misturam cambalhotas e movimentos de ginástica com os passos sendo mostrados na tela, uma loucura. Para quem quer ver esse pessoal em ação, dê uma olhada nesses vídeos aqui.

Frida

January 19th, 2003 by Luciana Misura

Fomos ao cinema assistir ao filme Frida, que é sobre a vida da pintora mexicana Frida Kahlo. A personagem é interpretada por Salma Hayek, que foi indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz / drama (que Nicole Kidman acabou de ganhar) por sua atuação – realmente muito boa.

Adorei o filme, a vida dela foi realmente fantástica, e obviamente me ajudou a entender muito mais suas pinturas. Particularmente gosto de poucas das suas obras, mas não que as demais tenham menos valor – todas são absolutamente significativas, representam muito bem tudo que esta mulher passou, e não foi pouca coisa. Já estava com vontade de comprar a biografia, agora tenho certeza que vou comprar, quero saber mais. A trilha sonora tem a alma do filme, as músicas mexicanas são dramáticas e entram na hora certa, a direção de arte também está perfeita, as cores, o figurino, o cenário, tudo impecável.

E claro, ainda fala bastante do pintor Diego Rivera – que foi marido dela, e um dos seus trabalhos foi um painel fantástico no Detroit Institute of Arts, que fiz questão de babar e fotografar nas duas vezes em que estive lá. As fotos que tirei nunca vão fazer jus ao trabalho visto ao vivo, já que as proporções representam muito na obra de um muralista. Pergunta boba para os brasileiros que assistirem ao filme: sou só eu que acho ou o ator que interpretou o Rivera parece muito o Antônio Fagundes?


Para quem quer saber mais sobre a pintora e sua obra, visite: Frida by Kahlo, The ArtChive: Frida Kahlo e Frida Kahlo Online.

* Ah, primeiro trailer que passou: Cidade de Deus. Mas eu gostava muito mais do trailer que passava nos cinemas brasileiros do que esse que passou aqui. Ficou muito concentrado em mostrar elogios da crítica e em falar dos festivais dos quais o filme participou. Mas a mocinha do cinema não soube me informar quando vai passar, falou que no calendário que estava ali na bilheteria estava marcado para dezembro de 2003 (!!!) mas que não deveria demorar tanto não, deve estrear no verão americano (só em junho!!!).

Esculturas de Gelo

January 17th, 2003 by Luciana Misura

Chegamos agora do Festival de Esculturas de Gelo de Plymouth. Fomos com o Paulo, a Kelyndra e as crianças, que moram lá perto e já tinham anunciado o festival antes mesmo do inverno começar. Estava fazendo nada mais do que 12 graus negativos e o festival é ao ar livre, na praça principal da cidade. As crianças estavam protegidas no carrinho, com cobertores e uma bolsa térmica, além da cobertura que barrava o vento. É quase um programa de pinguim! Mas mesmo assim tinha bastante gente na rua e alguns dos escultores trabalhando em suas obras. É muito louco para um brasileiro pensar que todas as esculturas de gelo ficam assim, na rua, a céu aberto por dias, semanas, até mesmo meses. A primeira impressão é que parecem feitas de vidro.



As esculturas das fotos: um jogador de hóquei, detalhe de uma escultura com anjos, flores e pedestais, parte da escultura da sereia e seres marinhos e o dragão que estava saindo da terra. Além das esculturas que ficam na praça, tem uma área coberta com as maiores, seguindo temas de filmes: Lilo & Stich, Homem-Aranha e Godzilla, entre outros.


Como vocês já devem ter percebido pelas fotos, esculturas de gelo são complicadas de fotografar: por causa da transparência, se não estiverem em um fundo neutro e sem luz direta, fica difícil distinguir as formas. Por isso as únicas fotos que considero boas são desta escultura da sereia abaixo, que por estar em um pedestal bem alto, acabava tendo o céu escuro como fundo.

O mais impressionante é ver que todas estas esculturas são feitas a partir de pequenos blocos de gelo, retangulares, que vão sendo grudados uns aos outros e esculpidos em parte. Quando uma parte está pronta, a área que fará contato com o bloco de gelo existente é derretida, e então conecta-se as partes. Da mesma forma que grudamos uma vela em um prato. Um enorme quebra-cabeças em três dimensões.

E o festival não fica restrito à praça: as lojas da região encomendam uma escultura cada, que fica na porta da loja, transformando as calçadas em galeria. Tem escultura de tudo quanto é tipo, até personagem infantil e um dente com a escova que parecia saído de uma propaganda da Colgate.

Em uma das lojas bem em frente à praça tem duas webcams que transmitem ao vivo, e você pode controlar uma delas online. Com sorte deve dar pra ver alguma das esculturas.

Cidade de Deus

January 17th, 2003 by Luciana Misura

Hoje estréia City of God nos EUA, mas o filme só vai passar em duas cidades! Los Angeles e New York, e pronto, o resto vai ficar sem. E enquanto os críticos em Londres deram nota A para o filme, por aqui as críticas que já vi estão dando B. Uma pena, não vou poder assistir. Para quem está apostando em Cidade de Deus para o Oscar, fique sabendo que o filme Fale com Ela está passando em muito mais cinemas (inclusive aqui em Detroit) e Amelie Poulain vende que nem água na Blockbuster.

AutoShow de Detroit

January 16th, 2003 by Luciana Misura

Nunca tinha ido a nenhum Salão do Automóvel no Brasil então não tenho nem idéia se este Auto Show de Detroit é algo muito especial ou diferente; imagino que seja um pouco maior ou mais badalado porque estamos na terra de General Motors, Ford e Chrysler, que juntas, tem pelo menos umas 30 marcas. Além das três gigantes e suas fábricas menores, várias montadoras japonesas, alemãs e italianas, além de algumas surpresas que nunca tinha ouvido falar. Estava super lotado – e os organizadores disseram que no final de semana é muito pior, além dos 700 ônibus de escolas que estavam lá durante a tarde (não sei se acredito no número).


Os stands todos eram absolutamente lindos, alguns mais ousados, como o circular em desnível da Dodge ou o em forma de montanha da Jeep. Muitos carros girando, luzes, e muitas, muitas flat screen tvs mostrando clips e propagandas dos carros. Gabe estava dizendo que ele não queria sair de lá com um carro e sim com uma flat screen tv daquelas. No stand da BMW por exemplo, tinha mais tvs do que carros (reparem na foto horizontal abaixo, quantas telas vocês conseguem contar? Parecem posters mas são tvs mesmo).

O carro abaixo à esquerda é um carro-conceito, reparem que não tem vidro na mala, as bicicletas ficam mesmo para fora. O da direita é um conversível pequeno, parece ser concorrente direto do Audi TT, e que todo mundo queria entrar.

No stand gigante da GM, montaram uma área especial para mostrar testes de motores. Dois laboratórios com uma parede de vidro faziam os testes, enquanto um locutor explicava para o público o que estava acontecendo. Estavam tão superlotados que não consegui nem chegar perto do vidro, só sentia a vibração dos motores no chão. Ainda neste stand, uma galeria de carros-conceito, incluindo um Cadillac (que para quem não sabe é uma marca da GM) muito maravilhoso, e carros de corrida, além de um carro-conceito movido a Hidrogênio, chamado H2 (as fotos estão nesta ordem).


No stand da Ford, o novo Mustang estava cercado por uma multidão, assim como as áreas das suas marcas Jaguar, Volvo e Lincoln. A parte da Volvo tinha telões enormes atrás dos carros, fazendo um efeito muito legal. A primeira foto abaixo é o Ford GT, a direita o novo Mustang e as duas abaixo são respectivamente do stand da Volvo e da Jaguar.


A Volkswagen, tão grande quando GM e Ford no Brasil, por aqui não vende tanto e seu stand era consideravelmente menor, diria um quarto do tamanho dos outros. A grande atração era o New Beetle conversível, e os simuladores onde você dirigia o carrinho.

A Audi, logo na entrada, surpreendeu com o seu novo SUV (praticamente todas as montadoras tinham pelo menos um SUV, incluindo até a Porsche!) e o maior sucesso do stand era o Audi TT, completamente cercado de gente. A Porsche entrou na onda dos veículos utilitários e o maior destaque do stand era justamente para o seu novo SUV, que custa a bagatela de 55 mil dólares (preço do modelo básico!).

O stand da Mercedes-Benz para mim foi o mais bonito, fizeram um jogo de luzes fantástico, combinado com o que passava no telão, e todos os carros girando, ficou bacana. Gabe se apaixonou pelo SL-600, mas não tinha nem o preço, hahaha. Imagino por que…Não consegui tirar nenhuma foto decente por lá, estava cheio demais, ou eu cortava o carro pra não aparecer gente ou aparecia só gente na foto.

Logo ao lado, o stand da Mitsubishi tinha um dos carros literalmente girando em 3D e um carro-conceito que estava fazendo bastante sucesso, o Spyder. O novo Eclipse chamava a atenção, principalmente da garotada, que tinha à disposição quiosques com um jogo de corrida no X-box em que o Eclipse é uma das opções.



A Jeep inovou e colocou seus carros “na montanha”. O Jeep Liberty, que é um mini-SUV, era controlado pelo público: você escolhia um tipo de pista e o carro (na verdade o chão do stand) se movia de acordo, para mostrar a suspensão.


Eu sempre me impressiono com o tamanho das pick-ups que eles vendem por aqui e as que são fabricadas pela Cadillac me parecem ainda maiores e com um design mais agressivo do que as demais. Realmente se uma dessas quiser me passar na rua, não penso nem duas vezes antes de abrir caminho, parece que vão passar por cima mesmo.

Os stands mais cheios, entretando, eram três nos quais não se podia entrar: Maserati, Ferrari e Lamborghini (as fotos estão nesta ordem, os dois últimos são Lamborghini). Com seus carrinhos de meio milhão de dólares, juntavam um monte de gente babando na grade.


Coisas da tecnologia: vários funcionários uniformizados da Chrysler com câmeras digitais fotografavam as pessoas junto aos carros, e escaneavam um cartão que relacionava o código de barra à foto. Aí você entra no site da montadora e digita o número do seu código de barras e pronto, vê a sua foto online.

Achei muito legal, uma pena que estivesse tão cheio. Não dava nem para perguntar muita coisa pro pessoal dos stands, eles estavam sempre cercados de gente ou fazendo as apresentações. Um evento deste porte deveria funcionar por mais tempo, ao invés dos míseros 10 dias.

Salão do Automóvel

January 16th, 2003 by Luciana Misura

Estou saindo agora pro Salão do Automóvel de Detroit (Auto Show), quando eu voltar, fotos!