Nunca tinha ido a nenhum Salão do Automóvel no Brasil então não tenho nem idéia se este Auto Show de Detroit é algo muito especial ou diferente; imagino que seja um pouco maior ou mais badalado porque estamos na terra de General Motors, Ford e Chrysler, que juntas, tem pelo menos umas 30 marcas. Além das três gigantes e suas fábricas menores, várias montadoras japonesas, alemãs e italianas, além de algumas surpresas que nunca tinha ouvido falar. Estava super lotado – e os organizadores disseram que no final de semana é muito pior, além dos 700 ônibus de escolas que estavam lá durante a tarde (não sei se acredito no número).


Os stands todos eram absolutamente lindos, alguns mais ousados, como o circular em desnível da Dodge ou o em forma de montanha da Jeep. Muitos carros girando, luzes, e muitas, muitas flat screen tvs mostrando clips e propagandas dos carros. Gabe estava dizendo que ele não queria sair de lá com um carro e sim com uma flat screen tv daquelas. No stand da BMW por exemplo, tinha mais tvs do que carros (reparem na foto horizontal abaixo, quantas telas vocês conseguem contar? Parecem posters mas são tvs mesmo).

O carro abaixo à esquerda é um carro-conceito, reparem que não tem vidro na mala, as bicicletas ficam mesmo para fora. O da direita é um conversível pequeno, parece ser concorrente direto do Audi TT, e que todo mundo queria entrar.

No stand gigante da GM, montaram uma área especial para mostrar testes de motores. Dois laboratórios com uma parede de vidro faziam os testes, enquanto um locutor explicava para o público o que estava acontecendo. Estavam tão superlotados que não consegui nem chegar perto do vidro, só sentia a vibração dos motores no chão. Ainda neste stand, uma galeria de carros-conceito, incluindo um Cadillac (que para quem não sabe é uma marca da GM) muito maravilhoso, e carros de corrida, além de um carro-conceito movido a Hidrogênio, chamado H2 (as fotos estão nesta ordem).


No stand da Ford, o novo Mustang estava cercado por uma multidão, assim como as áreas das suas marcas Jaguar, Volvo e Lincoln. A parte da Volvo tinha telões enormes atrás dos carros, fazendo um efeito muito legal. A primeira foto abaixo é o Ford GT, a direita o novo Mustang e as duas abaixo são respectivamente do stand da Volvo e da Jaguar.


A Volkswagen, tão grande quando GM e Ford no Brasil, por aqui não vende tanto e seu stand era consideravelmente menor, diria um quarto do tamanho dos outros. A grande atração era o New Beetle conversível, e os simuladores onde você dirigia o carrinho.

A Audi, logo na entrada, surpreendeu com o seu novo SUV (praticamente todas as montadoras tinham pelo menos um SUV, incluindo até a Porsche!) e o maior sucesso do stand era o Audi TT, completamente cercado de gente. A Porsche entrou na onda dos veículos utilitários e o maior destaque do stand era justamente para o seu novo SUV, que custa a bagatela de 55 mil dólares (preço do modelo básico!).

O stand da Mercedes-Benz para mim foi o mais bonito, fizeram um jogo de luzes fantástico, combinado com o que passava no telão, e todos os carros girando, ficou bacana. Gabe se apaixonou pelo SL-600, mas não tinha nem o preço, hahaha. Imagino por que…Não consegui tirar nenhuma foto decente por lá, estava cheio demais, ou eu cortava o carro pra não aparecer gente ou aparecia só gente na foto.
Logo ao lado, o stand da Mitsubishi tinha um dos carros literalmente girando em 3D e um carro-conceito que estava fazendo bastante sucesso, o Spyder. O novo Eclipse chamava a atenção, principalmente da garotada, que tinha à disposição quiosques com um jogo de corrida no X-box em que o Eclipse é uma das opções.



A Jeep inovou e colocou seus carros “na montanha”. O Jeep Liberty, que é um mini-SUV, era controlado pelo público: você escolhia um tipo de pista e o carro (na verdade o chão do stand) se movia de acordo, para mostrar a suspensão.


Eu sempre me impressiono com o tamanho das pick-ups que eles vendem por aqui e as que são fabricadas pela Cadillac me parecem ainda maiores e com um design mais agressivo do que as demais. Realmente se uma dessas quiser me passar na rua, não penso nem duas vezes antes de abrir caminho, parece que vão passar por cima mesmo.

Os stands mais cheios, entretando, eram três nos quais não se podia entrar: Maserati, Ferrari e Lamborghini (as fotos estão nesta ordem, os dois últimos são Lamborghini). Com seus carrinhos de meio milhão de dólares, juntavam um monte de gente babando na grade.


Coisas da tecnologia: vários funcionários uniformizados da Chrysler com câmeras digitais fotografavam as pessoas junto aos carros, e escaneavam um cartão que relacionava o código de barra à foto. Aí você entra no site da montadora e digita o número do seu código de barras e pronto, vê a sua foto online.
Achei muito legal, uma pena que estivesse tão cheio. Não dava nem para perguntar muita coisa pro pessoal dos stands, eles estavam sempre cercados de gente ou fazendo as apresentações. Um evento deste porte deveria funcionar por mais tempo, ao invés dos míseros 10 dias.