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Archive for August, 2003

1 ano

August 18th, 2003 by Luciana Misura

All my life

I will never find another lover
Sweeter than you
Sweeter than you
And I will never find another lover
More precious than you
More precious than you

Girl you are
Close to me, like my mother
Close to me, like my father
Close to me, like my sister
Close to me, like my brother
You are the only one, my everything
And for you this song I sing, and

All my life
I prayed for someone like you, baby
And I thank God that I
That I finally found you

All my life
I prayed for someone like you
And I hope that you
Feel the same way too
Yes, I pray that you do love me too

I said, you’re all that I’m thinking of
Baby
Said I promise to never
Fall in love with a stranger
You’re all I’m thinking of
I praise the Lord above
For sending me your love
I cherish every hug
I really love you so much, baby, baby, baby

All my life
I prayed for someone like you, baby
And I thank God that I
That I finally found you

All my life
I prayed for someone like you
And I hope that you
Feel the same way too
Yes, I pray that you do love me too

You’re all that I ever know
When you smile on my face
All I see is a glow
You turn my life around
You picked me up when I was down

You’re all that I ever know
When you smile my face glows
You picked me up when I was down
You’re all that I ever know
When you smile my face glows
You picked me up when I was down

And I hope that you
Feel the same way too
Yes I pray that you
Do love me too

All my life
I prayed for someone like you, baby
And I thank God that I
That I finally found you

All my life
I prayed for someone like you
And I hope that you
Feel the same way too
Yes, I pray that you do love me too

All my life
I prayed for someone like you
And I thank God that I
That I finally found you

All my life
I prayed for someone like you
Yes, I pray that you do love me too

All my life
I prayed for someone like you, baby
And I thank God that I
That I finally found you

All my life
I prayed for someone like you
And I hope that you
Feel the same way too
Yes, I pray that you do love me too

All my life
I prayed for someone like you, baby
And I thank God that I
That I finally found you

All my life
I prayed for someone like you
And I hope that you
Feel the same way too
Yes, I pray that you do love me too

Essa música o Gabe cantou e tocou no piano para mim logo que a gente se conheceu. E claro, foi a música que tocou no nosso casamento, quando eu entrei. Hoje fazemos um ano de casados, e tudo ainda é como nesse dia mágico, que vamos lembrar com muito carinho por muitos e muitos anos.

Love you, Gabe. Happy anniversary.

Dream Cruise

August 17th, 2003 by Luciana Misura

Ontem foi dia de um dos principais eventos aqui na cidade, a famosa Dream Cruise. A Dream Cruise nada mais é do que um desfile de carros, dos clássicos super antigos até os carros esporte modernos, todos passeando pela Woodward, que é a avenida principal que liga várias cidades. Vem gente de todos os estados dirigindo suas preciosidades para cá, e as calçadas ficam cheias de cadeiras e arquibancadas para que todo mundo possa apreciar os carros. De Corvettes dos anos 50 ao moderno Cadillac XLR passando por Ferraris, Lamborghinis, e qualquer outro carro famoso que você imaginar, sempre tem um deles na Dream Cruise.

Ano passado não puder ir porque foi no final de semana do meu casamento, Gabe deu uma passadinha rápida por lá com o meu irmão. Esse ano eu fiquei esperando para ir, já que adoro carros e não podia perder o evento mais importante aqui do lugar.

A parte engraçada é que você fica voluntariamente num engarrafamento monstruoso, todo mundo ali para ver os carros. Um monte de gente passeia dentro das caçambas das pick-ups, que é a melhor vista possível – um bando de adolescentes transformou a caçamba em piscina e estavam na maior festa. E como não podia deixar de ser, em um evento de carros o pessoal da calçada ficava pedindo pros motoristas dos “possantes” para queimar pneu e fazer bastante fumaça; tinha água na pista em lugares estratégicos para fazer ainda mais fumaça. E a polícia na curtição, com seus carros históricos e tudo. Uma festa.





Detalhe: quase não teve festa por causa do blecaute, já que estava tudo fechado e os sinais de trânsito não estavam funcionando, os organizadores tinham avisado que teria festa mas que seria bem diferente dos anos anteriores. Ia ter hora para acabar e a polícia teria que restringir muito o acesso dos carros no local. Felizmente a energia voltou a tempo!

Depois do blecaute

August 16th, 2003 by Luciana Misura

Na quinta-feira eu estava no trabalho, eram mais ou menos 16h, quando as luzes piscaram e depois apagou tudo. Todo mundo levou um susto e começaram os telefonemas. Aí descobrimos que estava todo mundo sem energia. Começaram os boatos sobre terrorismo e alguém disse que o prédio da DTE (a empresa de energia local) estava pegando fogo….eu tentei ligar pro Paulo (que trabalha lá) mas não completava a ligação. Minha sogra, que também trabalha na DTE, está de férias essa semana.

Então vendo que a coisa era séria e que a luz não ia voltar mesmo, todo mundo resolveu sair do trabalho ao mesmo tempo, da janela do prédio dava pra ver a estrada já totalmente engarrafada. Liguei para o meu irmão no Brasil e não tinha nada ainda em nenhum site. Uma hora depois liguei novamente para a minha mãe e ela que conseguiu entrar na internet e ler o que estava no site da CNN, e eu repassei para quem ainda estava no trabalho esperando o trânsito melhorar.

Eu não podia nem tentar entrar no engarrafamento: estava com pouca gasolina e corria o risco de ficar parada no meio da estrada, e como os postos não estavam funcionando, o jeito foi pegar uma carona para casa e deixar o carro no trabalho mesmo. Por sorte na minha casa a água estava funcionando e como o aquecimento da água e meu fogão são à gás, ainda consegui fazer o jantar e tomar um banho (a maioria dos fogões aqui são elétricos e muitas casas tem um sistema elétrico para bombear a água).

Dormir sem o ar condicionado foi difícil, o apagão coincidiu com um dos dias mais quentes desse verão morno até então. Ainda demos sorte e conseguimos comprar gelo, enchemos a geladeira com gelo para tentar salvar a comida (tinha acabado de fazer as compras do mês!).

Como eu e Gabe não temos telefone convencional em casa, os nossos dois celulares ficaram sem serviço e bateria e nós incomunicáveis. Fomos para a casa da minha sogra e ligamos de lá para a casa do meu sogro no norte, que felizmente não tinham ficado às escuras. Passamos o dia lá ontem, torcendo para a luz voltar. Chegamos em casa à 1h da manhã e a energia tinha acabado de ser religada.

Mesmo assim ainda tem um monte de lugares sem luz, e a previsão é que só na segunda tudo esteja normalizado. A maioria dos postos de gasolina ainda está fechado ou com pouca gasolina (hoje fui resgatar meu carro no trabalho e tive que encher o tanque com gasolina premium, a única que ainda sobrava). Filas gigantes nos postos de gasolina e sinais de trânsito desligados marcaram esses dois dias. Agora já estão fazendo pesquisa no site da CNN perguntando pros americanos se eles concordam em pagar mais pela energia para que melhorem as linhas…as coisas nesse aspecto não são diferentes do Brasil!

Acho que vi um coelhinho…

August 14th, 2003 by Luciana Misura

Aqui é comum mas não deixo de me surpreender quando vou a algum parque ou mesmo quando estou andando na rua e vejo um coelho. Os bichinhos simpáticos estão sempre pulando pela vizinhança, comendo o que as pessoas plantam no jardim e fazendo acrobacias inacreditáveis para escapar dos furiosos moradores quando vêem que suas plantas foram dizimadas. Eu não consigo nem imaginar em ficar com raiva desse bichinho tão fofo…


Blaster!

August 13th, 2003 by Luciana Misura

Ontem no trabalho ficamos das 10h30 até 16h sem poder ligar os computadores, por causa do maldito vírus Blaster worm que infectou a nossa rede e mais um monte de computadores pelo mundo. Impressionante como só a porcaria do Windows que sofre com esses vírus, todo mundo que estava em um Mac ou em um computador Linux continuou trabalhando normalmente. E o resto, que tem Windows XP instalado, ficou lá olhando para a parede esperando o departamento de Informática ir de máquina em máquina para tirar o vírus.

Nada me tira da cabeça que a Microsoft tem uma mãozinha no desenvolvimento dos novos vírus juntamente com as empresas fabricantes dos anti-vírus…

Rio Wraps

August 11th, 2003 by Luciana Misura

Sempre fiquei curiosa com essa lanchonete que leva o nome da minha cidade. Passava em frente e ficava pensando de onde tinham tirado o nome. Sexta finalmente matei a curiosidade e fui com o pessoal do trabalho almoçar por lá. É uma pequena rede de lanchonetes (só tem aqui em Michigan, 9 lojas) que vende sanduíches tipo wraps: são enrolados em uma tortilla. O nome Rio é porque o lugar é mexicano, é rio substantivo comum, de água mesmo, e não Rio cidade.

Os sanduíches são muito bons, vale a pena. Os recheios são que nem os do Subway, com aquelas mesmas opções de frios e carnes (salame, presunto, peito de peru, e as variedades mexicanas da casa, como chili e frango picante) e de salada (alface, cebola, azeitonas, tomate, etc e ainda tem guacamole, que eu não gosto), só que em vez do pão são enrolados na tortilla e servidos com nachos e salsa. Uma delícia! Os wraps já eram encontrados em restaurantes e bares moderninhos em Sampa antes de eu mudar para cá, a moda pegou no Brasil? Se eu tivesse dinheiro abria uma franquia Rio Wraps brazuca…

Casamento nos EUA

August 10th, 2003 by Luciana Misura

Ontem fomos ao casamento de um amigo do Gabe de faculdade. Foi o primeiro casamento que eu fui aqui depois do meu, e dessa vez como “espectadora” pude conferir algumas diferenças de costumes que tinha aprendido na época do meu casamento e vou contar aqui.

Os casamentos nos EUA de um modo geral tem muito mais formalidades do que os casamentos no Brasil. Claro que tudo depende dos noivos, mas se o pessoal “seguir a tradição”, que foi o caso deste casal de ontem, tudo começa com o noivado: logo após o noivo pedir a noiva em casamento (dando o famoso anel de diamante, chamado de engagement ring), envia-se um anúncio de noivado para a família, pelo correio, com uma foto oficial dos noivos. Inclusive muitos casais escolhem o fotógrafo do casamento nesta ocasião, porque eles fazem um pacote que inclui as fotos de noivado e casamento.

Marca-se a data de acordo com a disponibilidade do local escolhido, que aqui pode ser qualquer lugar (se não for católico): um parque, uma praia, uma praça, o quintal de casa, vale quase tudo. Este casal escolheu uma igreja, eu e Gabe nos casamos em um parque ao ar livre, final de semana passado estávamos na praia e estava tendo um casamento, no jardim em frente à areia.

Eu e Gabe casamos em um parque chamado Addison Oaks, onde tem uma área para casamentos O casamento de Keith e Penny foi em uma igrejinha histórica

Os convites são enviados pelo correio e não entregues pessoalmente, como costuma acontecer no Brasil. Junto envia-se um cartão para que o convidado confirme a presença, já selado, e as pessoas mandam de volta até no máximo um mês antes da data. Nesse cartão também é comum pedir que o convidado escolha sua opção do menu da recepção, se não for um buffet (os noivos escolhem duas ou mais opções de cardápio e as pessoas marcam o que querem).

Não existe casamento informal só porque é de manhã ou formal só porque é à noite. Os noivos que escolhem, pode ser super formal de manhã ou um casamento na praia no final da tarde, com os noivos descalços inclusive.

A Bridal Party - que é como se chama o grupo de padrinhos, madrinhas, daminhas e ushers - no meu casamento A Bridal Party no casamento de Keith e Penny
Os groomsmen todos se vestem iguais, assim como as bridesmaids Em alguns casamentos a casaca e gravata dos homens combina com o vestido das madrinhas, como ontem

Os padrinhos e madrinhas aqui são chamados de bridesmaids e groomsmen. Se vestem iguais e as bridesmaids carregam bouquets, um pouco menores que o bouquet da noiva. Existe uma madrinha de honra, a maid of honor, e o best man, que é o padrinho de honra. Normalmente as madrinhas são amigas e familiares da noiva e os groomsmen amigos e familiares do noivo, e não ficam em pares no altar: as mulheres em fila do lado da noiva e os homens em fila do lado do noivo. Os pais não ficam no altar, e sim sentados na primeira fila. No meu casamento eu quis fazer um pouco à moda brasileira, então os pais ficaram no altar junto com os padrinhos e madrinhas.

As daminhas são as flower girls, que em vez de um bouquet pequeno, levam uma cestinha com pétalas de flores, que vão jogando no caminho. Os pajens são ring bearers, e carregam uma almofada com os anéis (que aqui não são alianças, são dois anéis, diferentes – a noiva usa o seu anel de casamento junto (no mesmo dedo) com o anel de noivado, que se usa na mão esquerda e não na direita). E ainda tem os ushers, que acompanham os convidados de honra até seus lugares e indicam onde os convidados devem sentar (na cerimônia). Todo esse grupo forma a Bridal Party.

Meu bouquet à esquerda e o bouquet de uma das minhas madrinhas Fiz questão das flores em tudo, até no bolo
Este era o arranjo na Head Table E este era o arranjo que estava em todas as mesas

As flores são muito menos usadas do que no Brasil: em geral são mais caras por aqui, principalmente as rosas, as mais caras de todas. Não se enfeitam as igrejas com flores, e na recepção pode-se ter ou não flores no centro da mesa. Flores artificiais são muito usadas e muitas noivas fazem os arranjos das mesas nos meses que antecedem o casamento. Eu fiz questão de fazer à moda brasileira, enchi tudo de flores – uma tia-avó do Gabe é amiga de um florista e ele fez mais barato para a gente, então tinha flor até no bolo, e muitas rosas. Na minha imagem de casamento, as flores não poderiam faltar.

Na cerimônia os noivos que escrevem os seus votos, e geralmente entrega-se um programa, igual aqueles de missa, descrevendo a cerimônia e as músicas, e falando um pouco sobre os noivos. Tem também um ritual de acender uma vela, a Unity Candle, que acontece no final, antes do padre ou pastor anunciar os noivos como marido e mulher. No começo da cerimônia, as mães dos noivos acendem uma vela cada uma, simbolizando que elas deram à luz a cada um. No final, a noiva pega a vela que sua mãe acendeu e o noivo idem, e os dois acendem uma única vela, simbolizando que eles agora estão unidos.

Na recepção todos tem lugares marcados: você chega, assina o livro de convidados, pega um cartão com o seu nome que indica a mesa onde você deve sentar. Uma mesa para os presentes de última hora (os presentes são todos enviados pelo correio com antecedência, as lojas onde ficam as listas de casamento enviam diretamente para a casa da noiva) e os cartões fica perto da entrada. É muito comum que se dê dinheiro de presente.

A Head Table ontem estava no meio do salão A madrinha fez o discurso quase chorando
Patrick fazendo o discurso do padrinho no meu casamento Marcela fazendo todo mundo chorar no discurso da madrinha

Quando todos estão sentados, o DJ anuncia oficialmente a entrada dos padrinhos e madrinhas e por fim dos noivos. Os noivos, padrinhos e madrinhas sentam-se todos em uma mesa chamada Head Table, que fica em um lugar de destaque, onde podem ser vistos por todos. No meu casamento a Head Table foi imensa, porque os meus pais e os pais do Gabe também sentaram conosco.

Quando os noivos se sentam, é hora do discurso da maid of honor, que normalmente fala algo para a noiva e faz todo mundo chorar e depois do best man, que faz piada com o noivo e então todos brindam. O jantar (ou almoço) é servido (trazido à mesa ou as pessoas se levantam e vão ao buffet – mas os garçons informam à cada mesa quando é hora das pessoas se levantarem, para não virar confusão).

Depois do jantar, é hora do bolo: os noivos cortam o bolo, comem um pedaço e as pessoas são servidas. Um detalhe, que aconteceu ontem: é muito comum por aqui que os noivos joguem o bolo na cara um do outro, as pessoas nunca sabem se isso vai acontecer ou não. Eu acho isso o fim, e no meu casamento fui logo avisando o Gabe para nem PENSAR em fazer isso. Ontem rolou o bolo na cara, a noiva parecia que não tinha gostado muito, sumiu por uma boa meia hora, provavelmente para limpar e se maquiar de novo.

Keith e Penny cortando o bolo E Penny já com o bolo na cara - o noivo também levou, não se preocupem

Chega a hora então da dança dos noivos, que eu no Brasil conhecia como a valsa dos noivos e que aqui de valsa não tem nada. Eles escolhem uma música romântica e dançam. Depois a noiva dança com seu pai uma música, o noivo dança uma outra música com sua mãe, depois os padrinhos e madrinhas dançam e então todos os convidados são chamados à pista de dança.

No final da festa, a noiva joga o bouquet para as solteiras, e o noivo tira o garter belt da perna da noiva e joga para os solteiros. O garter belt é tipo uma liga que prende a meia, que a noiva usa em uma perna (hoje em dia só como parte da tradição, e não para segurar meia nenhuma). A noiva senta em uma cadeira no meio da pista e o noivo coloca a mão por baixo do vestido para tirar o garter. Depois ele joga para os solteiros (do mesmo jeito que a noiva joga o bouquet) e quem pegar o garter tem então que colocar na perna da moça que pegou o bouquet, e então eles dançam, juntos.

Eu jogando o bouquet, com medo de acertar o teto baixo Gabe tirando o garter da minha perna...
...e jogando para os solteiros da festa, reparem o meu irmão já se posicionando para pegar Meu irmão colocando o garter na perna da Marcela - ele colocou no tornozelo dela, ao invés de colocar na coxa

No meu casamento a minha amiga Marcela que foi minha maid of honor pegou o bouquet e o meu irmão pegou o garter, só que nenhum dos dois sabia dessa parte que ele tinha que colocar o garter na perna dela e depois dançar, e os dois ficaram morrendo de vergonha, foi muito engraçado. Logicamente essa parte rende muitas piadinhas, já que o noivo coloca a mão por baixo do vestido…no casamento do primo do Gabe (que foi o nosso best man) ele simplesmente tirou o garter com os DENTES (ou seja: enfiou a cabeça por baixo do vestido e puxou com os dentes). Foi uma comoção, os pais tapando os olhos das crianças, hilário.

Depois disso a festa rola normalmente até o último convidado ou o horário do salão terminar, e os noivos saem para a lua-de-mel. Após o casamento, os noivos devem enviar os Thank you cards para cada convidado, agradecendo por comparecer ao casamento e pelo presente (e incluindo um comentário sobre o presente). Eu e o Gabe vamos fazer um ano de casados no dia 18 e até hoje ainda não mandamos todos os Thank you cards, para desespero da minha sogra, hehe.

A festa ontem começou as 7 da noite (que aqui ainda é dia nesta época do ano), e foi em uma casa histórica com um jardim lindo. Saímos de lá por volta de meia-noite e não tinha nenhum sinal de que estava para acabar, todo mundo ainda dançando e bebendo.

Update: Me dei conta que não comentei várias coisas:
1) apesar de toda a formalidade que envolve o casamento, apenas a família direta dos noivos e os membros da Bridal Party que se vestem formalmente. O resto dos convidados geralmente seria muito mal visto em um casamento no Brasil – por exemplo, homens usando camiseta polo, mulheres com top de malha e crianças usando tênis.

2) As noivas por aqui não usam sapatos e sim tênis ou chinelos de dedo por baixo do vestido. É prática comum, elas dizem que é mais confortável e ninguém vai ver mesmo, inclusive algumas até bordam pérolas e fitas nos tênis brancos para o dia – ou compram um tênis como este ou um chinelo no mesmo estilo. Eu não conseguiria me imaginar em um vestido de noiva usando tênis, então usei salto alto mesmo e ignorei a dor no pé no final da festa.

3) Não tem docinhos, nenhum tipo. As lembrancinhas (favors) de vez em quando são chocolatinhos ou amêndoas confeitadas, mas aqueles docinhos lindos mesmo não tem.

4) É bem comum que se coloque câmeras descartáveis nas mesas, para que os convidados tirem fotos do casamento. No final da festa uma pessoa (geralmente alguém da família dos noivos) recolhe todas as câmeras e manda revelar tudo. Assim você tem fotos diferentes das “oficiais”, e normalmente mais fotos das pessoas que foram à festa. Nós fizemos isso e foi ótimo, porque senão não teria fotos de muitos dos convidados.

5) Eles guardam tudo: o vestido é preservado numa embalagem à vácuo, as flores são preservadas em um arranjo montado dentro de um vidro, guardam uma camada menor do bolo e congelam para comer no primeiro aniversário de casamento, compram e guardam as taças do brinde, o cortador de bolo e a vela (Unity Candle). Ah, eu odeio juntar tralha então não fiz nada disso, acho que só tenho a Unity Candle porque também não ia jogar fora, o resto nem comprei.

6) Na tradição do faça-você-mesmo, as americanas normalmente fazem seu próprio cabelo e maquiagem. Não pergunte como elas conseguem, mas elas treinam durante meses a fazer o penteado com as amigas que vão ser madrinhas, para que dê tudo certo no dia.

7) Jogar arroz é ecologicamente incorreto e proibido em vários lugares, dizem que é porque o arroz faz mal para os pássaros. Agora o pessoal joga pétalas, sopra bolhas de sabão ou joga confetti (uns bonitinhos, mas no mesmo estilo que o confete de Carnaval).

Para quem não ficou contente com este post gigantesco sobre casamentos nos EUA, dê uma olhada no The Knot, que é um site que tem TUDO sobre casamentos. Eu e Gabe usamos para planejar o nosso, e na seção Real Weddings eles mostram vários casamentos de verdade (e de pessoas comuns), com fotos e comentários bacanas. As fotos de vários itens que coloquei de exemplo aqui são da loja do The Knot.

Olha o Gato

August 9th, 2003 by Luciana Misura


A tigelinha com “gato” escrito em várias línguas e o ratinho preferido, que ele leva para tudo quanto é canto da casa.

No trabalho

August 8th, 2003 by Luciana Misura






Cadê as notícias do Pan?

August 7th, 2003 by Luciana Misura

Ontem minha mãe me ligou para me avisar que ia passar o jogo de basquete do Brasil contra a República Dominicana, pela medalha de ouro no Pan-Americano. Eu nem sabia que estava tendo Pan-Americano! Não tenho lido os jornais brasileiros pela internet, e nos jornais americanos online simplesmente não falam nada sobre o assunto!

Entrei no Globo online na mesma hora e vi as trocentas notícias e cobertura especial do Pan, e revirei os sites da CNN, ABC, ESPN americanos e nada. Nem nas páginas de Esportes, não tem nem um link “Pan-Americano”, nadinha. Nessas horas que a gente percebe como a mídia americana só se interessa pelo que acontece dentro do país: as notícias principais são todas sobre o astro da NBA que está sendo processado por assédio sexual e os resultados do baseball…