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Archive for November, 2003

Gatos, gatos, gatos

November 20th, 2003 by Luciana Misura

Gabe acabou de me falar que o meu cunhado já deixou os gatos dele lá em casa. Ele vai viajar por um pouco mais de uma semana, e nós vamos cuidar dos bichanos: Charlie, um siamês, e Gray, um gato vira-lata que freqüentava a lata de lixo e quintal da casa e que ele agora adotou.

Eu estou curiosa para ver como eles vão interagir com o Gato, que segundo Gabe, está sendo cute: miando para os novos amigos, cheirando e sendo amistoso. Gray está quieto e desconfiado, olhando para tudo e Charlie está se escondendo e miando agressivamente (hissing – putz, como é que chama em português esse fssssssssssssssss que os gatos fazem? Eu nunca ouvi essa palavra, não convivia com gatos quando morava no Brasil…). Vamos ver o que acontece…nunca tive tantos bichos dentro de casa!


Update: O trio acima está se estranhando por hoje. O Gato está sendo um perfeito anfitrião, se comportando normalmente. Ele só fica “de olho” nos outros dois, vai seguindo-os pela casa, vendo tudo de longe. Gray é super carente e fica atrás da gente o tempo todo, ele e o Gato ficam se olhando mas não rola muito estresse. Já o Charlie fica “fsssssss” para todo mundo, tanto pro Gato quanto pro Gray, e para mim e para o Gabe também – inclusive quando estamos fazendo carinho nele. Vamos ver até quando isso vai continuar.

Bang for the buck

November 19th, 2003 by Luciana Misura

Essa expressão é uma gíria que significa “o melhor custo-benefício“, basicamente o “melhor ou máximo que aquela quantia em dinheiro pode comprar”. O pessoal no trabalho fala isso o tempo tooooodo, estão sempre preocupados que o cliente entenda que a empresa está oferecendo “more bang for the buck“, ou seja, o máximo pelo que eles estão pagando.

Demotivator Calendar

November 18th, 2003 by Luciana Misura

Sabem esses posters que algumas empresas tem nas paredes, que falam sobre motivação? Sempre tem umas fotos de paisagem ou de animais, com uma palavra do tipo “Potencial”, “Persistência”, “Trabalho de equipe” e uma frase “motivadora” relacionada ao tema e a foto. Pois bem, agora você pode comprar um Demotivator calendar, que é justamente o contrário dos tradicionais posters: usando a mesma linguagem e fotos, só que com as mensagens de que tudo vai dar errado (por exemplo: “Trabalho de equipe: Alguns poucos flocos de neve em conjunto podem causar uma avalanche destruidora”). Tem o calendário acima e também postais, quadros e placas. Muito engraçado! Bom presente para o chefe de Recursos Humanos, haha.

Mudanças no blog

November 18th, 2003 by Luciana Misura

Ontem à noite este blog ficou fora do ar por um bom tempo. O motivo: trocamos a nossa conexão de casa de cabo para DSL. Depois de ficarmos fora do ar por várias vezes e já irritados com o problema de velocidade (a operadora fala que a gente tem uma velocidade x e na realidade é a metade disso…), resolvemos trocar para DSL. Para quem acessa o Colagem, o Mundo Pequeno, o Movable Type Brasil, o blog do Gabe, todos hospedados aqui em casa, a diferença vai ser em velocidade. A expectativa é que fique tudo pelo menos duas vezes mais rápido, me digam se melhorou alguma coisa!

Not found

November 18th, 2003 by Luciana Misura

Aqui nos EUA você pode escolher o que quiser para colocar na placa do seu carro (se não me engano só não vale palavrão), e o limite são 7 caracteres, entre números e letras. Então a gente sempre vê placas com nomes, iniciais e algumas engraçadinhas, como a deste carro da foto: Error 404, que como vocês devem saber muito bem, é o erro para uma página não encontrada na internet.

Chicago, blogueiras, IKEA…

November 16th, 2003 by Luciana Misura

O final de semana prolongado foi agitadíssimo, por isso só consegui escrever agora: quinta a noite fomos para Chicago, ficamos na casa da Cíntia, que nos recebeu super bem (obrigadaaaaaaa!).

Sexta fomos ao Consulado resolver burocracias, almoçamos no Signature Room no 95 andar do Hancock Bulding, com a vista maravilhosa da cidade e do lago Michigan (ótima dica da Adriana) e depois fomos para a Robie House, uma das mais importantes casas projetadas por Frank Lloyd Wright. Voltamos para a casa da Cíntia e a Adriana também foi para lá nos encontrar, e fomos todos jantar em uma cidadezinha perto. Falamos pra caramba, foi muito legal, é tão bom finalmente conhecê-las depois de conversarmos pela internet por tanto tempo! Tiramos várias fotos engraçadas, o Gabe não sabia se ria ou tirava as fotos.

Sábado foi dia de IKEA, que estava completamente lotada, para desespero do Gabe e do Kim (marido da Cíntia) que não estavam muito no espírito de compras. Almoçamos no Stir Crazy, um restaurante asiático bem gostoso (aliás, outra dica da Adriana, que se quiser mudar de emprego pode virar guia de turismo) e depois pegamos a estrada de volta para casa. Ainda liguei para a Dani, que mora bem no caminho de volta de Chicago para a minha casa, na esperança de darmos uma passadinha para conhecê-la, mas ela não estava em casa. Fotos e tudo explicadinho amanhã, quando eu voltar do trabalho! (Hoje passei o dia inteirinho do lado de fora, cuidando do jardim, preparando tudo para o inverno, estou acabada…)

Sexta-feira em Chicago

November 14th, 2003 by Luciana Misura

Chegando a cidade, a Sears Tower domina a paisagem Dirigindo em downtown
Chicago fica à beira do Lago Michigan, o maior dos Grandes Lagos Vista do restaurante no Hancock Building
Engraçado que ano passado tirei as fotos à noite, mas dos mesmos ângulos Navy Pier, uma mistura de shopping center com museu, parque de diversões, restaurantes e feirinha
Lakeshore drive
A sombra do Hancock building é inconfundível Dentro do restaurante - o fundo azul não é o céu, e sim o lago
Robie House, uma das mais importantes casas projetadas por Frank Lloyd Wright Esta casa é a principal representante do estilo prairie



Eu, Cíntia e Adriana O Flea ficou com medo das três doidas e se escondeu dentro do armário

Ainda faltam as fotos de sábado, ufa!

Se você não viu as fotos de Chicago do ano passado, veja aqui.

Almoço no Hard Rock Cafe

November 13th, 2003 by Luciana Misura

Hoje foi todo o povo aqui do trabalho para downtown Detroit almoçar no novo Hard Rock Cafe, que foi inaugurado tem um mês se não me engano. Estava lotadíssimo e foi uma farra, todo mundo tomando cerveja, já no clima do feriado de amanhã. Tirei montes de fotinhos com o celular, no final já estava todo mundo cantando YMCA enquanto os garçons dançavam. Resultado da bagunça: quase 3h de almoço! Fotos só mais tarde ou amanhã, daqui a pouco estou indo para Chicago!

Ah, e nevou enquanto estávamos indo para lá, lindos os flurries (uns floquinhos pequeninos) dançando no céu…

Brincando com a câmera do celular

November 11th, 2003 by Luciana Misura

Agora que o meu celular – um Nokia 3650 – voltou a funcionar (voltou em termos, porque eu fui na loja e troquei no sábado, mas não sei até agora se era defeito do aparelho ou problemas no serviço da AT&T, que ficou exatamente uma semana com o sistema fora do ar e voltou exatamente na hora que eu estava na loja trocando o aparelho), comecei a brincar com a câmera embutida.

Saindo para o trabalho de manhã, quase 9h, a grama ainda congelada Tirando o carro da garagem e deixando o motor esquentar um pouquinho...
Dirigindo para o trabalho, Greenfield Road Volta para casa, o Gato preguiçosamente deitado no carpete, no meio do corredor

A resolução é de 640 x 480 no máximo, e tem três configurações: Standard, Portrait e Night. A maioria das fotos estou tirando no Standard, com a resolução máxima, ainda não vi grande diferença para o modo noturno. Para quem está acostumado com a resolução de uma boa câmera digital, é um choque. Mas a câmera não faz feio, a fidelidade de cor é média para boa e os detalhes são até surpreendentes, mas já reparei que as melhores fotos eu tirei bem de perto ou então “paisagem”. Todas as que eu tirei a uma distância razoável ficaram sem muita definição, parece que o telefone se confundiu com o foco.

Como o telefone tem 16 MB de memória e cada foto fica com uns 60 kb na resolução máxima, dá para tirar muita foto. Para transferir do telefone para o computador, estou usando o infravermelho, que funciona direitinho (transferi toda a minha lista de contatos do celular antigo para o novo através do infravermelho). Mas vou comprar em breve o cabo para poder transferir mais facilmente as imagens e assim não dependo de um único computador que tem infravermelho. Grava vídeos também, uma gracinha.

E claro, criei um fotolog para as fotos tiradas com o celular, é o Colagem 3650.

Season tickets! – e finalmente um jogo de futebol americano

November 10th, 2003 by Luciana Misura

Quem acompanha este blog sabe que desde o ano passado eu estou tentando ir a um jogo de futebol americano e hóquei no gelo, sem sucesso. Isso acontece porque os ingressos aqui não são vendidos avulsos, e sim em um pacote para a temporada inteira, que eles chamam de season tickets.

Antes de começarem os jogos, os season tickets começam a ser vendidos, e eles simplesmente esgotam. Então, se você quer ir a UM único jogo, ou vai ter sorte de ter ingresso sendo vendido no dia como “sobra” (o que até hoje estou esperando) ou vai ter um amigo que tem os season tickets vendendo um ingresso só para aquele jogo porque não vai poder ir. Quem quer assistir sempre compra os season tickets e pronto, tem o lugar garantido.

Eu não conhecia ninguém que tivesse season tickets e que quisesse vender algum dos ingressos, até que mês passado o meu chefe veio perguntar se alguém queria comprar os ingressos dele para dois jogos de futebol americano em novembro e dezembro, porque ele não vai poder ir. Lóoooogico que eu na mesma hora falei que queria, e hoje peguei os ingressos para o jogo do Detroit Lions, dia 7 de dezembro. Finalmente!

Estava dando a notícia para o Gabe e comentando como o pessoal aqui nos EUA tem muita grana sobrando. Um season ticket (para UMA pessoa só, para todos os jogos) para futebol americano custa O mais barato $ 350 dólares. Se eu e Gabe quiséssemos comprar, sairia $ 700 dólares para nós dois, sem contar o preço do estacionamento em volta do estádio. Os ingressos para os jogos de hóquei que andei vendo são ainda mais caros: $ 316 os mais baratinhos, só para 4 jogos (ou seja, $79 por ingresso, os mais baratos). A temporada de basquete completa começa em $ 500 dólares e vai a exorbitantes $ 2.799 dólares por pessoa, mas pelo menos sempre tem ingressos avulsos à venda (porque tem tantos jogos que sempre tem sobra).

E aí você assiste os jogos na TV e vê que sempre tem lugares vazios, e muitos. Era esse o tema da minha conversa com o Gabe: só mesmo num país onde as pessoas tem muito dinheiro para 1) vender ingressos a esse preço e mesmo assim vender tudo, a ponto de eu estar mais de um ano tentando ir a um jogo sem conseguir; 2) as pessoas compram os ingressos a esse preço e ainda assim não vão a todos os jogos, não se importando de ter pago esse absurdo e não usar. Não é absolutamente chocante?