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Archive for Dezembro, 2003

Árvore e Noel Night

Dezembro 6th, 2003 by Luciana Misura

Hoje o dia foi dedicado a atividades natalinas: fomos a uma tree farm (uma fazenda de árvores, com vários tipos de pinheiros, especialmente plantados para serem usados como árvore de Natal) para cortar o nosso pinheiro e à noite fomos para downtown Detroit para a Noel Night, quando os museus e igrejas da cidade abrem para concertos, corais e outras apresentações de Natal (e arte em geral). Pena que não temos neve nenhuma no chão!

Meu sobrinho Hazen mal chegou e já encontrou a sua árvore perfeita: bem do seu tamanho Gabe estava impaciente para escolher logo uma árvore e fugir do frio
Andando pelas fileiras de pinheiros, estes eram muito grandes Essa foi a árvore que os meus sogros escolheram. John estava terminando de cortar.

Fomos a uma fazenda diferente este ano, pertinho da do ano passado, que parecia ter árvores maiores. Realmente tinha, só que bem maiores do que a gente precisava, e com menos infra-estrutura. Não tinha carrinho para transportar árvore e nem identificação do tipo de pinheiro, mas não nos incomodamos. Andamos por horas, a área é enorme, e já estava com os dedos do pé começando a ficar dormentes de frio quando finalmente escolhemos a nossa árvore. Foi mais por que já não aguentávamos mais do que pela árvore em si, mas tudo bem. O problema é que ela é muito maior do que a gente queria, mas como quase todas eram, não teve jeito. Amanhã vamos cortar um pedaço da base para diminuir o tamanho e um pouco do topo também, antes de colocar dentro de casa e enfeitar.

Hazen não se incomodou com o frio e ficou correndo por entre as árvores Depois de horas e já não aguentando mais o frio, Gabe se prepara para cortar a nossa árvore
E lá fomos nós arrastando a árvore para o carro... As duas árvores já embaladas para viagem, no bagageiro do carro

Meu sobrinho Hazen é que se divertiu, foi a primeira vez que ele foi cortar um pinheiro de Natal e estava achando tudo o máximo, ganhou um doce de umas meninas que estavam por lá, escolhia todas as árvores que via pela frente e ainda caiu em um buraco onde estava uma árvore antes, a gente não sabia se prestava atenção nas árvores ou nele. A volta para casa foi um episódio à parte: no meio da estrada as árvores começaram a deslizar do bagageiro e a gente não podia parar ali para arrumar. Fomos torcendo para elas não caírem até aparecer uma saída, mas quando paramos vimos que não tinha risco nenhum, foi só susto mesmo.

Chegamos em casa e só trocamos de roupa para sairmos de novo, fomos para downtown Detroit para a Noel Night. Basicamente é uma noite dedicada à arte, incluindo claro, atividades natalinas. Todos os museus abrem e a entrada é gratuita, as igrejas também abrem e tem apresentações de corais e concertos e algumas ruas ficam fechadas, com barraquinhas vendendo comida e chocolate quente. Mesmo com o frio (-5 graus e um ventinho chato) estava lotado, achei bem mais cheio que ano passado.

Fomos ao Museu African-American, que é dedicado à cultura negra, fala da escravidão e de como os primeiros negros chegaram às Américas, tudo com muitos documentos históricos, fotos, ilustrações, objetos de época, réplica de um porão de navio, etc. No salão principal tem bandeiras dos países africanos e dos países para onde eles foram levados, claro que a bandeira brasileira estava por lá. Tinha um Papai Noel negro tirando fotos com as crianças, bem legal, acho que eu nunca tinha visto um Papai Noel negro na vida. Lindo o museu, tenho que voltar lá com mais calma.

De lá para o Scarab Club, um casarão que é centro cultural e galeria de arte desde 1907. Assistimos uma apresentação de ballet clássico com as alunas de uma escola local, foi bacana. Eu nunca tinha visto nenhuma apresentação de ballet assim, tão de perto (acho que nem as bailarinas, que estavam se esforçando para não bater nas pessoas em volta enquanto dançavam). Por conta da proximidade do público e do piso inadequado, elas não dançaram com as tradicionais sapatilhas de ponta, acho que eles acertaram com essa precaução, a gente estava vendo a hora de uma cair no colo de alguém da platéia.

Entrada do Museu African-American Uma das bailarinas faz o solo do ballet Paquita no Scarab Club
Nas ruas, sempre alguém cantando A banda de jazz no Science Museum
A peça de teatro não-identificada para as crianças O Science Museum estava todo decorado com luzes de Natal

Fomos para o Science Museum, que é o museu preferido do Hazen e da criançada em geral. No caminho, algumas pessoas cantando músicas de Natal na rua, fantasiadas. Dentro do museu, uma banda de jazz estava se apresentando mas eles eram bem ruinzinhos (a cantora desafinava que era uma beleza). Estava rolando também um show para as crianças, que não consegui identificar, não era falado - só dança e música, contando uma história.

Uma coisa que sempre acontece por aqui por causa do frio: o ar que sai dos bueiros vira fumaça, e a cidade inteira fica com as ruas assim, cheias de pontos com fumaça (é a mesma coisa que quando a gente fala e sai fumaça da boca, porque o ar que sai dos bueiros está mais quente que o ar do lado de fora). Fica parecendo um cenário de filme de suspense…As esculturas de gelo ao lado do DIA (Detroit Institute of Art) estavam lá novamente, são lindas e eu não consigo me acostumar ao fato de estar vendo algo feito de gelo ao ar livre, sem derreter.

E para encerrar, a banda do Salvation Army, que é uma organização de caridade, tocou um monte de músicas tradicionais de Natal, com todo mundo na rua cantando. Eles distribuiram um folheto com as letras e a gente ficou lá, cantando no frio, no último evento da noite.

Gabe passando pela fumaça, comum nas ruas As esculturas de gelo são lindas, e a temperatura estava ideal para sua preservação: 5 graus negativos
Eu e meus sogros cantando as músicas de Natal Todo o povo cantando na rua, quem disse alguém estava ligando pro frio?
Esse aí acendeu uma vela e cantou todas as músicas assim, ficamos especulando o motivo... Uma foto artística do Gabe: a estátua O Pensador, de Rodin, na frente do DIA e a lua

Desafio de Patinação no Gelo - parte 2

Dezembro 6th, 2003 by Luciana Misura

Cheguei, foi o máximo, adorei, mas foi também estranho: de todos os competidores (e todos competidores olímpicos e alguns já foram campeões mundiais), praticamente TODOS caíram pelo menos uma vez, a não ser 2 mulheres, que mesmo assim salvaram algumas quedas bem aparentes. Acho que eu nunca tinha visto uma competição com tantas quedas, um festival (incluindo aí a estrela máxima da patinação americana atual, Michelle Kwan, que levou um tombo mas mesmo assim tirou um merecido primeiro lugar). Uma japonesa ficou em segundo e uma outra americana em terceiro. No masculino, o russo Evgeny Plushenko ficou em primeiro com um canadense em segundo e um americano em terceiro. Destaque para Michelle Kwan, que é mesmo fantástica além de muito simpática, dando atençãp ao público depois do evento e uma entrevista muito bacana, com vergonha do seu tombo, dizendo que precisa treinar muito mais. E ela já é ídolo por aqui, a menina entrou e o estádio foi à loucura, uma gritaria absurda, parecia um show de rock.

Coisa engraçada que eu nunca tinha visto e não sabia que acontecia: cada vez que um patinador termina sua apresentação, o público joga uns bichinhos de pelúcia no gelo, em sinal de aprovação. Nas melhores apresentações, literalmente é uma chuva de bichinhos - que na verdade aqui foram carrinhos de pelúcia, porque o patrocinador foi a Chevrolet. Hilário. Aí entram três mocinhas patinando para recolher os bichinhos todos antes do próximo competidor entrar. Quando você ia imaginar que existe gandula de bichinhos de pelúcia?

Não tem foto: não deixaram eu entrar com a minha câmera, me revoltei, queria esganar um ali - o motivo foi que a minha câmera era muito grande. SIM, vocês não leram errado, podia entrar com câmera e tirar fotos, mas só com câmeras simplezinhas, que os imbecis interpretam como sendo pequenininhas, a minha não porque era muito grande, e na cabeça burra deles, tem mais zoom. QUE ÓDIO!!!!! A minha câmera, apesar de ser ótima, tem um zoom MUITO MENOR do que a minha Olympus anterior, que é pequenininha e teria passado. Idem para a câmera tradicional da minha sogra, que é pequena mas tem um zoom três vezes maior do que a minha câmera. E os imbecis simplesmente não entendem nada de nada e não deixaram entrar. Detalhe: não estava escrito EM LUGAR NENHUM, nenhuma especificação do tipo de câmera que podia entrar. No ingresso não estava nos itens proibidos e nem no site. Eu peguei o nome das três antas com quem falei, e vou escrever uma carta pra administração do lugar. Já era, perdi as fotos de hoje, mas não vai ficar por isso mesmo não.

Neve!

Dezembro 5th, 2003 by Luciana Misura


Hoje na hora do almoço caiu a primeira neve deste final de outono (nevou duas vezes antes, mas misturado com chuva). Estava em uma reunião quando olhei pela janela e surpresa: uma nuvem de floquinhos pequeninos do lado de fora, parecia que era apenas neblina, de tantos e tão pequenos no vento, mas era mesmo neve. Acumulou um pouquinho no chão, mas quando voltamos do almoço já tinha derretido tudo, só nevou por duas horas, no máximo. Lindo! Para ver a neve nas fotos acima, só clicando mesmo, porque os flocos são tão pequenininhos que mal dá para ver.

A parte engraçada: estávamos saindo para almoçar e sempre rola a discussão de quem vai dirigir, e acabei sendo a motorista hoje. Quando entramos todos no carro é que me dei conta do que estava acontecendo e apavorei todo mundo: “Ei, vocês escolheram justamente a brasileira para dirigir bem no dia que está nevando, que coragem!“. O povo se apavorou logo mas aí já era tarde, eu já estava a caminho.

Desafio de Patinação no Gelo

Dezembro 4th, 2003 by Luciana Misura

Amanhã vou assistir a uma competição de Patinação no Gelo! Sempre gostei de assistir na TV nas raras vezes em que mostravam esse tipo de competição, e finalmente vou poder ver ao vivo. Vários dos competidores olímpicos vão estar participando, homens e mulheres. Pena que vai ser só individual, eu adoro as competições de duplas, mas mesmo assim vai ser o máximo. Espero que eles deixem tirar fotos! Será no mesmo estádio dos jogos de basquete - que normalmente eles deixam entrar com câmera (só não pode filmadora). Vou com a minha sogra porque os homens da família não se animaram a ir (acham chato e coisa de mulherzinha, vê se pode), depois conto como foi.

Duas socialites vivendo a “Simple Life”

Dezembro 3rd, 2003 by Luciana Misura

Ontem e hoje assistimos a bobagem-reality-show chamada “The Simple Life“, está passando no canal VH1.

A história: duas garotas muito ricas e famosas, Paris Hilton (herdeira da rede de hotéis Hilton e modelo enquanto não está em alguma festa) e Nicole Ritchie (a melhor amiga e filha do cantor Leonel Ritchie), saem de sua vida multi-milionária cercadas por empregados, motoristas, carrões e compras, para passar um mês na casa na fazenda de uma família no Arkansas.

A cidade tem menos de mil habitantes e a casa é super simples, onde vivem 7 pessoas, todos trabalhando nas atividades da fazenda. As duas bonitonas tem que colocar a mão na massa e trabalhar pela primeira vez na vida, dirigir uma picape caindo aos pedaços, dividir o único banheiro da casa com a família inteira, pisar na lama com as suas botinhas de 700 dólares e carregar a própria mala Louis Vuitton. Ah, e o cachorrinho chihuahua Tinkerbell que veste roupinhas de algumas centenas de dólares foi junto, claro.

Os episódios foram muito engraçados, Paris Hilton está competindo seriamente com a Jessica Simpson (atriz e modelo bonitona burra que foi estrela do reality-show Newlyweds e que ao comer atum em lata da marca Chicken of the Sea perguntou para o marido se aquilo era atum ou frango, já que o nome era Chicken of the Sea - em bom português, frango do mar. Todos os programas de rádio fizeram piadas por duas semanas em cima disso). Logo no primeiro programa a mocinha pergunta para que serve um poço (sabe, aquele buraco no chão com água) e o que é Wal-Mart, se é uma loja que vende paredes (wall). A Nicole Ritchie até que é meiguinha e trata as pessoas direito, mas a Paris só fica reclamando de tudo e muda de roupa 200 vezes, todas absolutamente inadequadas para o lugar. É tudo uma bobagem enorme, claro, mas divertido. Se você quiser conferir o nível intelectual das meninas, não perca a entrevista que elas deram depois que a gravação do programa terminou.

Ah, e a mocinha Paris estava semana passada em todos os jornais e revistas de fofocas por aqui, depois que um vídeo dela fazendo sexo com um cara foi parar na internet - detalhe que ela sabia que esta sendo filmada, não foi nada escondido não. Só se falou nisso por uns dias, e claro, todos os homens lá no trabalho tinham uma cópia do tal vídeo no computador…

Há um ano…

Dezembro 2nd, 2003 by Luciana Misura

Estava vendo minhas fotos do ano passado e me dei conta que exatamente um ano atrás estava nevando pela primeira vez forte por aqui. Foram 8 centímetros de neve naquele dia e eu passei o dia inteirinho no sofá assistindo e indo lá fora andar na neve e tirando fotos. Foi lindo demais! Nada além de flurries e geada até agora, estou esperando…

Doenças chatas, em português ou inglês

Dezembro 2nd, 2003 by Luciana Misura

Já que estou doente e um monte de gente no meu trabalho também, umas palavrinhas nada agradáveis que eu ando ouvindo bastante: flu (gripe), cold (resfriado), food poisoning (dor de barriga, vômito e diarréia por ter comido algo estragado), sore throat (dor de garganta), throw up (vomitar), headache (dor de cabeça), migraine (enxaqueca), heartburn (azia), runny nose (nariz escorrendo). Ah, é claro que eu estou escrevendo sobre doenças porque ainda estou gripada…

Gato feliz

Dezembro 1st, 2003 by Luciana Misura

Ah, e para quem perguntou: o Gato está felicíssimo que os dois bichanos foram embora no domingo. Está aqui ronronando como nunca, é impressionante. O comportamento dele mudou da água para o vinho enquanto os dois gatos estavam aqui, ele não ficava mais ronronando e nem dava muita bola para a gente, ficava o tempo todo seguindo os dois pela casa. Agora ele já voltou a procurar colo e voltou a se esparramar pelo sofá do jeito que fazia antes. Só estou com peninha dele porque vamos ter que deixá-lo com a duplinha novamente no Natal, porque vamos ficar duas semanas no Brasil.