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Archive for December, 2003

Pergunta para os expatriados

December 10th, 2003 by Luciana Misura

Gente, alguém aí sabe qual é o limite que eu tenho para levar para o Brasil? Os tais 500 dólares continuam valendo mesmo para quem mora fora ou não tem cota? E o Gabe, tem alguma cota também? Estamos aqui pensando no que vamos comprar e levar para o Natal, e não sei como isso vai funcionar…

Update: não, eu não vou gastar mais de $500 em presentes de Natal, hehe. É que sempre tem aquelas encomendas que os amigos e a família pedem e que estou levando além do que eu comprar, e não sei se vão encrencar com as coisas que comprei aqui para mim (como a minha câmera por exemplo). Sei que quando a gente sai do Brasil pode registrar para não ter esse problema, mas não sabia que dava para fazer a mesma coisa saindo dos EUA.

Qual a sua maçã favorita?

December 9th, 2003 by Luciana Misura

Semana passada o pessoal no trabalho estava conversando e alguém perguntou qual era a maçã favorita de cada um (tinha um cara comendo maçã e falando que não gostava muito daquela porque era sempre muito ácida – uma Granny Smith). E para minha surpresa, todo mundo sabia os nomes das suas maçãs favoritas, citavam uns dois ou três diferentes. Só eu e um outro cara que também é estrangeiro que não sabíamos os nomes! As mais citadas foram Red Delicious, Golden Delicious, Granny Smith, McIntosh, Winesap e Fuji. E eles sabem direitinho os prós e contras de cada uma, que a Granny Smith é ácida, que a McIntosh é meio esfarelenta e que a Winesap é a de sabor mais tradicional, usada para cidra. Fiquei chocada! Uma pesquisinha rápida no Google mostra um monte de páginas que explicam os tipos. Acho que a única que me é familiar nessas listas todas é a Gala, me lembro de ter visto esse nome no Brasil…

A gripe que não é só gripe…

December 8th, 2003 by Luciana Misura

Fui ao médico hoje, porque essa gripe de 2 semanas já me irritou demais e não tenho mais nariz (essa coisa vermelha e completamente ressecada no meio do meu rosto serve pra que mesmo?) nem garganta (falar para que, estou querendo demais). Bom, veredito da médica com nome esquisito e que eu não entendia nada do que ela falava (um sotaque sei lá de onde que eu não consegui identificar): infecção de garganta, e das brabas. Antibiótico já, porque isso tem 2 semanas e não dá para pegar leve a essa altura. 2 dias em casa de molho porque os remédios são fortes e eu vou ficar com sono, então não é seguro para dirigir. Bem no meio de um projeto ultra complicado, com prazo estourando e minha viagem pro Brasil chegando. Não tinha melhor época…agora é torcer pros remédios fazerem efeito logo.

Decoração natalina

December 7th, 2003 by Luciana Misura

Hoje foi dia de decorar a árvore que cortamos ontem e colocar outras decorações pela casa. Para começar tivemos que cortar uns 10 centímetros do tronco e mais uns 20 ou 30 do topo da árvore, para que ela coubesse na nossa sala. No total, a árvore ficou com quase 8 pés de altura (uns 2,4 metros – a altura do nosso teto). Colocamos a árvore no vasinho com água e então aparei os galhos para acertar o formato triangular do pinheiro. Nós nos surpreendemos com essa árvore, não gostamos muito dela lá na fazenda mas depois desses acertos ficou ótima, achamos melhor que a do ano passado. Comparem e me digam o que vocês acharam!

O vaso onde a árvore é colocada, os três pés seguram o tronco dentro da água. A árvore ainda dentro da rede, e Gabe inspecionando o tronco para ver se estava bem posicionado.
Já sem a rede, comecei a aparar os galhos mais rebeldes. Só com as luzes, acho que vou comprar mais algumas.
Prontinha! Esse ano tem saia, não é uma gracinha? A nossa porta enfeitada. Ainda temos que arrumar as luzes de um jeito melhor, estamos esperando um dia menos frio, hahaha.
Gato ficou inspecionando a árvore, cheirou cada galho, tronco, curiosíssimo. Ele até espetou o nariz na árvore, tadinho.
E ficou me olhando o tempo inteiro que eu estava trabalhando na decoração. Tudo pronto, foto de família.

Além da árvore, este ano temos mais algumas decorações: uma guirlanda de folhas de pinheiro, que colocamos em volta da porta (bem comum por aqui fazer isso) com luzinhas; uma candy cane (a tradicional bengalinha vermelha e branca) formada por luzinhas na janela da sala e a árvore pequenininha do Gabe em frente à janela no quarto de hóspedes, que fica virada para a rua. Ficou bonitinho, só não fiquei muito satisfeita com a árvore pequena, porque ela tem luzinhas vermelhas e achei meio sinistro. Vou comprar umas luzinhas de outra cor para equilibrar. Quando acabamos tudo e estávamos arrumando a sala, uma surpresa desagradável: um arranhão enooorme no piso de madeira, daqueles fundos, no lugar onde está a árvore. Ai que tristeza.

Gato ficou curiosíssimo com a árvore, cheirou os galhos até ser espetado no nariz, e ficou olhando tudo sentadinho no sofá. Mas não chegou perto depois que a árvore estava pronta não, ainda bem! Quando acendemos as luzinhas ele arregalou o olho, ficou encarando a árvore por um tempão, impressionado. Foi hilário, ele olhando fixamente para a árvore, eu me acabei de rir. Espero que ele não resolva brincar com nada…

Ah, e ainda não melhorei da gripe não, aliás, piorei de novo…já não sei mais que remédio tomar…

Detroit Lions x San Diego Chargers

December 7th, 2003 by Luciana Misura

E fomos finalmente a um jogo de futebol americano! Como comentei aqui há um mês, meu chefe tem os ingressos para a temporada e me vendeu os desse jogo, porque ele não poderia ir. Então lá fomos nós para o Ford Field, que é o maravilhoso estádio dos Detroit Lions.

Entrada do Ford Field, o moderno estádio dos Detroit Lions O estádio é enorme e lindo, super novo e bem cuidado
Dentro do estádio, nada de frio ou tempo ruim Go Lions! Alguém consegue ver a bola?
Eu e Gabe felizes por finalmente termos ido a um jogo Essas garotinhas tentaram ser filmadas o jogo inteiro, eu já estava com pena delas
Touchdown!! E o estádio foi à loucura Depois que o jogo acabou, fomos até a beiradinha do campo
O super telão que o Gabe queria levar para casa As cadeiras, azuis como o time e a Ford

O estádio é gigantesco, só o campo tem 100 yards, mais ou menos 91 metros, além da área nas duas extremidades, as end zones e as laterais onde ficam os times. Para nossa felicidade, é fechado e tem aquecimento (se não fosse assim duvido que estaria lotado), e tem uma praça de alimentação enorme, com restaurantes bacanas além das lanchonetes tradicionais e mais um monte de lojinhas de souvenirs.

O negócio é super organizado: os ingressos já dão direito à estacionamento e transporte do estacionamento ao estádio, tudo sem confusão. Ao chegarmos, a preocupação com a segurança: todo mundo sendo revistado, tinha que abrir os casacos, ligar e desligar telefones celulares, abrir bolsas, etc. Lá dentro, uma festa, todo mundo vestindo as cores do time (cinza e azul) e os mais fanáticos fantasiados de leões ou pintados. A gente só não entendeu ainda como o pessoal é tão fanático assim, já que o time é uma porcaria…

Um telão enoooorme e de super definição mostra o jogo e nos intervalos, pessoas na torcida. Também mostra estatísticas, propagandas e mensagens de incentivo ao time, liderando a torcida na gritaria em momentos importantes do jogo. Sentamos no segundo andar, pertinho da grade, então tínhamos uma boa visão do campo e do estádio.

O jogo: eu ainda não entendo totalmente as regras (e tem tantas!) mas consigo acompanhar razoavelmente. Mesmo assim já deu para ver como o time daqui é ruim: estávamos no final do segundo quarto (15 minutos), que corresponde também a metade do jogo, e eles só tinham feito um first down. Se você não tem idéia do que seja isso ou das regras, dê uma olhada nesse site que eles explicam direitinho. Mal comparando com o nosso futebol, isso seria como o time só ter dado um chute a gol, de longe (muito) e sem nenhum perigo.

A única jogada bacana foi quando um jogador do Lions interceptou um passe do outro time, mas até quando eles acertam, fazem besteira: o cara interceptou a bola, caiu no chão e a bola voou longe, sendo pega por um outro jogador do mesmo time, que também caiu e a bola saiu por entre as suas pernas, indo parar nas mãos de um terceiro jogador do Lions, que então foi derrubado. Foi uma comédia.

Outra coisa engraçada: um dos jogadores do Lions tem o sobrenome Gooth, e toda vez que falam o nome dele, a torcida faz Gooooooooooooooooooooth, que soa igualzinho a quando eles estão vaiando alguém (Booooooooooooooooo ). Coitado desse cara, mesmo que ele faça algo de bom, vai estar sempre ouvindo uma vaia…

O jogo estava 14 a 0 no terceiro quarto (dois touchdowns – 6 pontos cada – e dois extra points – um ponto cada) para o time adversário quando os Lions resolveram reagir, e fizeram logo 4 first downs e marcaram seu primeiro touchdown. A torcida foi à loucura, ninguém estava acreditando, mas eles continuaram reagindo. No último quarto, o jogo 14 a 7 e eles reagindo, estavam a 40 segundos do término e se aproximando da end zone adversária, na linha dos 20 yards. Era tentar um passe longo, direto para algum jogador que pudesse receber e correr para a end zone ou nada. Eles tentaram os 4 passes permitidos, um jogador recebeu no último e foi derrubado a 3 yards da end zone! Um final emocionante, o estádio berrando, uma loucura, mas mesmo assim eles perderam (o que não é novidade).

Mas valeu a pena, eu com certeza iria em outros jogos, se tivesse ingresso disponível e se não fossem tão caros. Afinal, pagar em média 100 dólares por jogo para ver o time perder todas as vezes não dá…esse povo é mesmo muito fanático para pagar esse dinheirão para sofrer todos os jogos!

Ah, e clique aqui para ver a panorâmica (não ficou muito boa, mas dá para ter uma idéia) do estádio.

Árvore e Noel Night

December 6th, 2003 by Luciana Misura

Hoje o dia foi dedicado a atividades natalinas: fomos a uma tree farm (uma fazenda de árvores, com vários tipos de pinheiros, especialmente plantados para serem usados como árvore de Natal) para cortar o nosso pinheiro e à noite fomos para downtown Detroit para a Noel Night, quando os museus e igrejas da cidade abrem para concertos, corais e outras apresentações de Natal (e arte em geral). Pena que não temos neve nenhuma no chão!

Meu sobrinho Hazen mal chegou e já encontrou a sua árvore perfeita: bem do seu tamanho Gabe estava impaciente para escolher logo uma árvore e fugir do frio
Andando pelas fileiras de pinheiros, estes eram muito grandes Essa foi a árvore que os meus sogros escolheram. John estava terminando de cortar.

Fomos a uma fazenda diferente este ano, pertinho da do ano passado, que parecia ter árvores maiores. Realmente tinha, só que bem maiores do que a gente precisava, e com menos infra-estrutura. Não tinha carrinho para transportar árvore e nem identificação do tipo de pinheiro, mas não nos incomodamos. Andamos por horas, a área é enorme, e já estava com os dedos do pé começando a ficar dormentes de frio quando finalmente escolhemos a nossa árvore. Foi mais por que já não aguentávamos mais do que pela árvore em si, mas tudo bem. O problema é que ela é muito maior do que a gente queria, mas como quase todas eram, não teve jeito. Amanhã vamos cortar um pedaço da base para diminuir o tamanho e um pouco do topo também, antes de colocar dentro de casa e enfeitar.

Hazen não se incomodou com o frio e ficou correndo por entre as árvores Depois de horas e já não aguentando mais o frio, Gabe se prepara para cortar a nossa árvore
E lá fomos nós arrastando a árvore para o carro... As duas árvores já embaladas para viagem, no bagageiro do carro

Meu sobrinho Hazen é que se divertiu, foi a primeira vez que ele foi cortar um pinheiro de Natal e estava achando tudo o máximo, ganhou um doce de umas meninas que estavam por lá, escolhia todas as árvores que via pela frente e ainda caiu em um buraco onde estava uma árvore antes, a gente não sabia se prestava atenção nas árvores ou nele. A volta para casa foi um episódio à parte: no meio da estrada as árvores começaram a deslizar do bagageiro e a gente não podia parar ali para arrumar. Fomos torcendo para elas não caírem até aparecer uma saída, mas quando paramos vimos que não tinha risco nenhum, foi só susto mesmo.

Chegamos em casa e só trocamos de roupa para sairmos de novo, fomos para downtown Detroit para a Noel Night. Basicamente é uma noite dedicada à arte, incluindo claro, atividades natalinas. Todos os museus abrem e a entrada é gratuita, as igrejas também abrem e tem apresentações de corais e concertos e algumas ruas ficam fechadas, com barraquinhas vendendo comida e chocolate quente. Mesmo com o frio (-5 graus e um ventinho chato) estava lotado, achei bem mais cheio que ano passado.

Fomos ao Museu African-American, que é dedicado à cultura negra, fala da escravidão e de como os primeiros negros chegaram às Américas, tudo com muitos documentos históricos, fotos, ilustrações, objetos de época, réplica de um porão de navio, etc. No salão principal tem bandeiras dos países africanos e dos países para onde eles foram levados, claro que a bandeira brasileira estava por lá. Tinha um Papai Noel negro tirando fotos com as crianças, bem legal, acho que eu nunca tinha visto um Papai Noel negro na vida. Lindo o museu, tenho que voltar lá com mais calma.

De lá para o Scarab Club, um casarão que é centro cultural e galeria de arte desde 1907. Assistimos uma apresentação de ballet clássico com as alunas de uma escola local, foi bacana. Eu nunca tinha visto nenhuma apresentação de ballet assim, tão de perto (acho que nem as bailarinas, que estavam se esforçando para não bater nas pessoas em volta enquanto dançavam). Por conta da proximidade do público e do piso inadequado, elas não dançaram com as tradicionais sapatilhas de ponta, acho que eles acertaram com essa precaução, a gente estava vendo a hora de uma cair no colo de alguém da platéia.

Entrada do Museu African-American Uma das bailarinas faz o solo do ballet Paquita no Scarab Club
Nas ruas, sempre alguém cantando A banda de jazz no Science Museum
A peça de teatro não-identificada para as crianças O Science Museum estava todo decorado com luzes de Natal

Fomos para o Science Museum, que é o museu preferido do Hazen e da criançada em geral. No caminho, algumas pessoas cantando músicas de Natal na rua, fantasiadas. Dentro do museu, uma banda de jazz estava se apresentando mas eles eram bem ruinzinhos (a cantora desafinava que era uma beleza). Estava rolando também um show para as crianças, que não consegui identificar, não era falado – só dança e música, contando uma história.

Uma coisa que sempre acontece por aqui por causa do frio: o ar que sai dos bueiros vira fumaça, e a cidade inteira fica com as ruas assim, cheias de pontos com fumaça (é a mesma coisa que quando a gente fala e sai fumaça da boca, porque o ar que sai dos bueiros está mais quente que o ar do lado de fora). Fica parecendo um cenário de filme de suspense…As esculturas de gelo ao lado do DIA (Detroit Institute of Art) estavam lá novamente, são lindas e eu não consigo me acostumar ao fato de estar vendo algo feito de gelo ao ar livre, sem derreter.

E para encerrar, a banda do Salvation Army, que é uma organização de caridade, tocou um monte de músicas tradicionais de Natal, com todo mundo na rua cantando. Eles distribuiram um folheto com as letras e a gente ficou lá, cantando no frio, no último evento da noite.

Gabe passando pela fumaça, comum nas ruas As esculturas de gelo são lindas, e a temperatura estava ideal para sua preservação: 5 graus negativos
Eu e meus sogros cantando as músicas de Natal Todo o povo cantando na rua, quem disse alguém estava ligando pro frio?
Esse aí acendeu uma vela e cantou todas as músicas assim, ficamos especulando o motivo... Uma foto artística do Gabe: a estátua O Pensador, de Rodin, na frente do DIA e a lua

Desafio de Patinação no Gelo – parte 2

December 6th, 2003 by Luciana Misura

Cheguei, foi o máximo, adorei, mas foi também estranho: de todos os competidores (e todos competidores olímpicos e alguns já foram campeões mundiais), praticamente TODOS caíram pelo menos uma vez, a não ser 2 mulheres, que mesmo assim salvaram algumas quedas bem aparentes. Acho que eu nunca tinha visto uma competição com tantas quedas, um festival (incluindo aí a estrela máxima da patinação americana atual, Michelle Kwan, que levou um tombo mas mesmo assim tirou um merecido primeiro lugar). Uma japonesa ficou em segundo e uma outra americana em terceiro. No masculino, o russo Evgeny Plushenko ficou em primeiro com um canadense em segundo e um americano em terceiro. Destaque para Michelle Kwan, que é mesmo fantástica além de muito simpática, dando atençãp ao público depois do evento e uma entrevista muito bacana, com vergonha do seu tombo, dizendo que precisa treinar muito mais. E ela já é ídolo por aqui, a menina entrou e o estádio foi à loucura, uma gritaria absurda, parecia um show de rock.

Coisa engraçada que eu nunca tinha visto e não sabia que acontecia: cada vez que um patinador termina sua apresentação, o público joga uns bichinhos de pelúcia no gelo, em sinal de aprovação. Nas melhores apresentações, literalmente é uma chuva de bichinhos – que na verdade aqui foram carrinhos de pelúcia, porque o patrocinador foi a Chevrolet. Hilário. Aí entram três mocinhas patinando para recolher os bichinhos todos antes do próximo competidor entrar. Quando você ia imaginar que existe gandula de bichinhos de pelúcia?

Não tem foto: não deixaram eu entrar com a minha câmera, me revoltei, queria esganar um ali – o motivo foi que a minha câmera era muito grande. SIM, vocês não leram errado, podia entrar com câmera e tirar fotos, mas só com câmeras simplezinhas, que os imbecis interpretam como sendo pequenininhas, a minha não porque era muito grande, e na cabeça burra deles, tem mais zoom. QUE ÓDIO!!!!! A minha câmera, apesar de ser ótima, tem um zoom MUITO MENOR do que a minha Olympus anterior, que é pequenininha e teria passado. Idem para a câmera tradicional da minha sogra, que é pequena mas tem um zoom três vezes maior do que a minha câmera. E os imbecis simplesmente não entendem nada de nada e não deixaram entrar. Detalhe: não estava escrito EM LUGAR NENHUM, nenhuma especificação do tipo de câmera que podia entrar. No ingresso não estava nos itens proibidos e nem no site. Eu peguei o nome das três antas com quem falei, e vou escrever uma carta pra administração do lugar. Já era, perdi as fotos de hoje, mas não vai ficar por isso mesmo não.

Neve!

December 5th, 2003 by Luciana Misura


Hoje na hora do almoço caiu a primeira neve deste final de outono (nevou duas vezes antes, mas misturado com chuva). Estava em uma reunião quando olhei pela janela e surpresa: uma nuvem de floquinhos pequeninos do lado de fora, parecia que era apenas neblina, de tantos e tão pequenos no vento, mas era mesmo neve. Acumulou um pouquinho no chão, mas quando voltamos do almoço já tinha derretido tudo, só nevou por duas horas, no máximo. Lindo! Para ver a neve nas fotos acima, só clicando mesmo, porque os flocos são tão pequenininhos que mal dá para ver.

A parte engraçada: estávamos saindo para almoçar e sempre rola a discussão de quem vai dirigir, e acabei sendo a motorista hoje. Quando entramos todos no carro é que me dei conta do que estava acontecendo e apavorei todo mundo: “Ei, vocês escolheram justamente a brasileira para dirigir bem no dia que está nevando, que coragem!“. O povo se apavorou logo mas aí já era tarde, eu já estava a caminho.

Desafio de Patinação no Gelo

December 4th, 2003 by Luciana Misura

Amanhã vou assistir a uma competição de Patinação no Gelo! Sempre gostei de assistir na TV nas raras vezes em que mostravam esse tipo de competição, e finalmente vou poder ver ao vivo. Vários dos competidores olímpicos vão estar participando, homens e mulheres. Pena que vai ser só individual, eu adoro as competições de duplas, mas mesmo assim vai ser o máximo. Espero que eles deixem tirar fotos! Será no mesmo estádio dos jogos de basquete – que normalmente eles deixam entrar com câmera (só não pode filmadora). Vou com a minha sogra porque os homens da família não se animaram a ir (acham chato e coisa de mulherzinha, vê se pode), depois conto como foi.

Duas socialites vivendo a “Simple Life”

December 3rd, 2003 by Luciana Misura

Ontem e hoje assistimos a bobagem-reality-show chamada “The Simple Life“, está passando no canal VH1.

A história: duas garotas muito ricas e famosas, Paris Hilton (herdeira da rede de hotéis Hilton e modelo enquanto não está em alguma festa) e Nicole Ritchie (a melhor amiga e filha do cantor Leonel Ritchie), saem de sua vida multi-milionária cercadas por empregados, motoristas, carrões e compras, para passar um mês na casa na fazenda de uma família no Arkansas.

A cidade tem menos de mil habitantes e a casa é super simples, onde vivem 7 pessoas, todos trabalhando nas atividades da fazenda. As duas bonitonas tem que colocar a mão na massa e trabalhar pela primeira vez na vida, dirigir uma picape caindo aos pedaços, dividir o único banheiro da casa com a família inteira, pisar na lama com as suas botinhas de 700 dólares e carregar a própria mala Louis Vuitton. Ah, e o cachorrinho chihuahua Tinkerbell que veste roupinhas de algumas centenas de dólares foi junto, claro.

Os episódios foram muito engraçados, Paris Hilton está competindo seriamente com a Jessica Simpson (atriz e modelo bonitona burra que foi estrela do reality-show Newlyweds e que ao comer atum em lata da marca Chicken of the Sea perguntou para o marido se aquilo era atum ou frango, já que o nome era Chicken of the Sea – em bom português, frango do mar. Todos os programas de rádio fizeram piadas por duas semanas em cima disso). Logo no primeiro programa a mocinha pergunta para que serve um poço (sabe, aquele buraco no chão com água) e o que é Wal-Mart, se é uma loja que vende paredes (wall). A Nicole Ritchie até que é meiguinha e trata as pessoas direito, mas a Paris só fica reclamando de tudo e muda de roupa 200 vezes, todas absolutamente inadequadas para o lugar. É tudo uma bobagem enorme, claro, mas divertido. Se você quiser conferir o nível intelectual das meninas, não perca a entrevista que elas deram depois que a gravação do programa terminou.

Ah, e a mocinha Paris estava semana passada em todos os jornais e revistas de fofocas por aqui, depois que um vídeo dela fazendo sexo com um cara foi parar na internet – detalhe que ela sabia que esta sendo filmada, não foi nada escondido não. Só se falou nisso por uns dias, e claro, todos os homens lá no trabalho tinham uma cópia do tal vídeo no computador…