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Archive for April, 2004

Muita correria

April 22nd, 2004 by Luciana Misura

Não tenho aparecido por aqui muito porque eu e Gabe estamos na maior loucura com a nossa casa, que colocamos para vender essa semana. Estávamos terminando de pintar os banheiros (que começamos em fevereiro e largamos no meio), trocamos lustres, fizemos um faxinão, arrumamos o porão que estava uma zona, arrumamos o escritório (tiramos umas 6 bolsas CHEIAS de papéis inúteis para reciclagem), pintamos alguns armários, trocamos uma porta que estava toda arranhada e comida (quem morou antes nessa casa devia ter um cachorro, que ficava preso no porão e arranhou a porta por dentro tentando sair de lá), enfim, uma trabalheira danada. E ainda não acabamos, falta cortar a grama, limpar o deck, limpar todas as janelas, a garagem…não sobra tempo para nada. Já vi que vamos passar o fim de semana nisso.

O tempo voltou a ficar friozinho, está 13 graus hoje. Mas tá bom, assim as minhas tulipas duram mais (e melhor pra gente também, já que as pessoas que vierem ver a casa vão encontrar o jardim todo florido).

Update do jardim: as tulipas vermelhas já estão murchando, as brancas apareceram, as amarelas vieram esse ano só com as folhas e sem flores, as cor-de-rosa e as vermelhas com bordas amarelas estão quase abrindo, as roxas ainda não começaram e as brancas com bordas cor-de-rosa ainda estão pequenas. Os lírios começaram a brotar e estão crescendo bem, acho que esse ano vão dar flores (ano passado plantei os bulbos muito tarde, porque fez muito frio até junho, e eles cresceram mas não deram flores). Os narcisos também estão com flor e a minha cerejeira deve começar a florir nesse final de semana. Já tirei fotos de tudo, só falta tempo para colocar aqui!

Viu mãe, atualizei o blog (ontem ela me ligou e reclamou que eu não escrevia desde segunda-feira e que quer ver as fotos das tulipas)!

Tempo doido é assim

April 19th, 2004 by Luciana Misura

Olhem a temperatura que está agora e olhem a mínima prevista para hoje a noite. Alguém consegue explicar como pode de 23 graus cair para 4 graus? Muito doido.

Mas tudo bem, amanhã vai esquentar de novo, a semana deve ficar entre 15-20 graus, e eu espero que fique pelos 15, explico por quê: a partir de 20 graus já é muito quente para as tulipas e elas morrem rapidinho. Com esse calor que fez no final de semana e hoje, as minhas tulipas vermelhas já estão com os dias contados. Para quem não tem tulipas no jardim, elas ‘funcionam’ assim: as flores abrem durante o dia e fecham a noite, se esfriar o suficiente. Com o calor que fez, elas abriram muito e já passaram do ponto que fecham novamente. De agora em diante, vão murchar. As primeiras tulipas que plantamos ano passado começaram a abrir hoje, as brancas, e as outras já estão para abrir também. Se a temperatura continuar de 20 para cima, só vão durar uma semana. Ano passado, como a primavera foi muito fria, elas duraram mais de um mês.

Só com esse calor do final de semana, as árvores começaram a brotar com força total, e as cerejeiras e magnólias floriram de sexta para hoje. Cheguei aqui no trabalho e tive uma surpresa – as árvores do estacionamento são todas cerejeiras com flores brancas, está lindo demais, todas floridas. Daqui a pouco vou almoçar e coloco a foto delas lá no moblog. A minha cerejeira de casa ainda não começou a florir, acho que ainda precisa mais alguns dias ou uma semana para começar.

E ontem aproveitamos o calor e fizemos o nosso primeiro barbecue do ano! Foi também o primeiro final de semana de short e camiseta de 2004, a casa está com todas as janelas abertas e os gatos passaram o dia sentadinhos nas janelas respirando o ar fresco. A primavera é uma delícia mesmo!

Meu novo vício

April 19th, 2004 by Luciana Misura

Essas bebidas maravilhosas, mistura de sucos e chás, com vitaminas, e suas garrafas lindas demais: Fuze. Eu me apaixonei pelas garrafas e comecei a comprar. Gostei e agora cada dia compro uma diferente, haha. São gostosas como aquelas Vitamin Water que falei aqui antes, mas as garrafas são mais bonitas ;-) Hoje estou tomando a Slenderize, com Cranberry e Framboesa, é boazinha mas meio enjoada. As outras duas que experimentei foram a Energize, com Blackberry e Uva (com Ginseng e Guaraná) e VitaminTEA, meu preferido até agora, que é chá verde com ginseng e mooontes de vitaminas (todas tem várias vitaminas, mas o chá é o que vem com mais tipos). Quem acompanha o meu moblog viu a garrafinha do VitaminTEA semana passada

E para a felicidade geral da nação…

April 16th, 2004 by Luciana Misura

Todo mundo nas ruas de short, as crianças brincando, jogando baseball, o povo fugiu do trabalho as 4 da tarde para poder curtir o final do dia, enfim, uma maravilha! E para completar, praticamente todas as tulipas vermelhas abriram hoje.

Cats Hate Bush (e Dogs também)

April 15th, 2004 by Luciana Misura

Achei muito engraçado esse site Cats Hate Bush (Gatos odeiam Bush). Os textos são ótimos, as fotos dos gatos fofas e tem um monte de camisetas e coisas do tipo. Claro que os cachorros não poderiam ficar de fora.

Genius

April 15th, 2004 by Luciana Misura

Quem brincava com o Genius quando era criança pode matar as saudades online, nesse Genius em flash (o nome aqui nos EUA era “Simon Says”).

Sem tempo e com tulipas

April 14th, 2004 by Luciana Misura

Não deu tempo de terminar as histórias de Toronto hoje, depois eu acabo, agora vou dormir. A minha felicidade do dia: 14 graus, sol e céu azul e duas tulipas abriram hoje. Lindas, as vermelhas, igual ao ano passado (foram as primeiras novamente). Abriram 3 dias antes esse ano, sinal de que está mais quente (haha).

Quarto dia: Casa Loma e back to Michigan

April 13th, 2004 by Luciana Misura

Acordamos e fomos logo fazendo as malas, colocamos tudo no carro e fomos encontrar o Rafa para almoçar antes de irmos para Toronto (dessa vez tirei fotos da subida pela estrada que passa na floresta e da faculdade). Chegando à cidade, vimos essa mulher na cadeira de rodas com o adesivo da Ferrari, não resisti e tive que tirar uma foto, achei muito legal!


Nosso destino de hoje, Casa Loma. A casa foi construída durante 3 anos, de 1911 a 1914, mas o milionário Henry Pellatt foi a falência durante a Primeira Guerra Mundial e vendeu a casa para pagar suas dívidas, se mudando em 1924. Depois de muitos planos para a Casa (cogitou-se até mesmo demolição!), a prefeitura acabou concordando com o projeto de transformá-la em atração turística, e assim, em 1937, foi aberta ao público. Sorte nossa! Você vai reconhecer o interior da casa se assistiu ao filme X-Men, é aqui a escola do Professor Xavier.

Acima, a fachada lateral da casa e as bandeiras no salão principal. Abaixo, o teto incrivelmente detalhado da biblioteca, as portas da biblioteca para a estufa, que sozinhas custaram alguns milhares de dólares; o interior da biblioteca e o corredor com paredes de madeira que ficou famoso no filme X-Men. O trabalho em madeira na casa inteira é impressionante, com minúsculos detalhes esculpidos em portas, portais, parede, mobília, é realmente uma arte.


As fotos seguintes mostram o interior da estufa, os detalhes do teto da sala privativa da senhora Pellatt – o teto de todos os cômodos também merece atenção, todos maravilhosamente desenhados em alto relevo. A cama do senhor Pellatt é mais um exemplo do trabalho em madeira e a sala privativa da senhora Pellatt.


A escadaria do primeiro para o segundo andar tem esse janelão enorme, de onde se vê a entrada dos fundos da casa. Para chegar as torres da casa, tem que subir uma infinidade de escadas através do telhado da casa, mas a vista lá em cima compensa – pena que o tempo não estava muito bom. O complexo de prédios cor de rosa na outra foto são os estábulos e a garagem, ligados a casa através de um túnel que sai do porão.


Atravessamos o túnel (é super frio lá embaixo, brrrr) e demos uma olhada no estábulo de piso espanhol e baias de madeira nobre, também detalhadamente esculpidas. Falando em túnel, vale dizer que a casa tem várias ‘passagens secretas’, com portas e escadas escondidas.

E assim terminou a nossa visita a Toronto, saímos de lá a caminho de casa (com uma passadinha básica pela IKEA). Para fechar a viagem, duas fotos do estilo canadense: o meu espanto com as moças animadas com o calor de 9 graus que resolveram sair de bermuda e saia; e a bandeirinha onipresente do Toronto Maple Leafs.

Terceiro dia: Royal Museum e passeio pela costa

April 13th, 2004 by Luciana Misura

Acordamos tarde (como sempre) e fomos para Toronto almoçar no Rosedale Diner, que é bem tradicional, fica na Yonge Street e tem um hamburger muito bom. Uma das coisas que eu gostei em Toronto é que na maioria dos lugares onde a gente foi comer, eles oferecem sempre mustarda dijon, que eu amo. Outra coisa que me chamou muita atenção na cidade: a quantidade enorme de lojas de flores. Chegamos a contar 4 lojas em um quarteirão! São todas do mesmo jeito: colocams as flores na calçada em bouquets prontos, e tem centenas delas espalhadas pela cidade. Se eu morasse aqui já teria ido a falência!

De lá fomos para o Royal Ontario Museum, que está passando por uma super expansão, que vai dobrar o tamanho do museu. A parte nova vai ter uma arquitetura moderníssima, como vocês podem ver na foto da maquete. Tirei uma foto do museu com a construção para um dia voltar lá e tirar a foto com tudo pronto e fazer um antes e depois.

O museu é bem legal, tem uma parte sobre Dinossauros bem grande, geologia, biodiversidade (passei looonge da seção de insetos, com os bichos vivos, ARGH), muita coisa do Egito, Islam, Grécia, e outras civilizações antigas; objetos dos índios canadenses (amei os totens de 20 metros de altura esculpidos em madeira, fantásticos); objetos históricos variados incluindo uma seção com armaduras e uma exposição especial do Egito, com muitas esculturas, pinturas e papiros. O prédio do museu em si também e bonito e o hall de entrada tem esse teto lindíssimo com mosaico dourado que vocês vêem na foto. Passamos o dia no museu, saímos de lá expulsos quando fechou.



Voltamos para o carro e…surpresa, uma multa! Estacionamos em local proibido, ARGH! Fomos enganados! Na hora que chegamos no lugar, estava uma fila enooorme de carros estacionados, e nem reparamos na placa de proibido estacionar (só olhamos os horários que não podia parar, que eram só a noite, mas não reparamos que não podia estacionar). Quando saímos do museu, só tinha o nosso carro lá, sozinho, com a multa. Acho que todos os canadenses sabiam quando a polícia ia passar e tiraram o carro antes, e nós, turistas desavisados, nos ferramos. Sorte que a multa não é muito cara, 20 dólares canadenses (e eu fiquei tão espantada com a multa que esqueci de tirar uma foto dela).

Como ainda era cedo, lá pelas 18h, fomos para Hamilton pela costa, na estrada margeando o lago Ontario. Tem várias cidades lindinhas, casas maravilhosas, a vista é muito bonita. E como estava um dia de sol, muita gente passeando pela beira do lago. Chegando a Hamilton fomos até a parte alta da cidade, a estrada passa por uma floresta e tem uma vista linda do lago e do pôr-do-sol por entre as árvores, mas não tem um lugar para parar, infelizmente. Vimos a faculdade onde o Rafa dá aula e depois fomos para a parte baixa da cidade jantar.

Fomos a um restaurante libanês – canadense chamado La Luna. Bem gostosa a comida, mas eu gosto mesmo é da sobremesa, Baklava (folhado com mel e pistache, tem com outras nozes também), uma delícia. Fomos dormir razoavelmente cedo, já que o Rafa tinha que dar aula na segunda de manhã e a gente não queria ir pra Toronto tarde porque teríamos que voltar pra Michigan no final da tarde.

Segundo dia: praia, ilha e skyline

April 13th, 2004 by Luciana Misura

Começamos o sábado dirigindo por Chinatown, rumo ao bairro Português, que por tabela concentra vários restaurantes e lojas brasileiras. Fomos a um restaurante verde-amarelo e me deliciei com uma boa moqueca de camarão enquanto Gabe e Rafa se esbaldaram com a picanha no espeto. Tentamos tomar um cafezinho na padaria portuguesa Nova Era mas o lugar estava lotado e não apareceu ninguém para atender nos 5 minutos que ficamos na mesa esperando, então fomos embora.


De lá fomos para The Beach, o bairro onde fica a famosa praia local no lago Ontario, e onde os canadenses podem curtir os seus poucos meses de calor (não posso falar nada, é igual aqui em Michigan). Da praia vê-se a cidade, com a torre em destaque. Tinha bastante gente andando por lá, já que está calor (tava uns 10 graus) e o sol resolvia aparecer de vez em quando. Gabe praticou o seu esporte de beira de lago preferido – quicar pedrinhas na água – com direito até a uma aula prática para o Rafa. Não riam, o negócio é sério, tem até campeonato disso em Michigan, com direito a recorde mundial de 24 pulinhos e tudo (eu conheço um cara que faz parte do juri!). Enquanto eles praticavam esse fantástico esporte típico de lugar onde não dá para entrar na água então tem que inventar o que fazer, assistimos ao cachorro louco canadense que chegou saltitante e se jogou na água (!!!), feliz e contente. Nadou, saiu pulando e nem se abalou, enquanto a gente tremia só de olhar.




Fomos então para The Distillery, ou em bom português, a Destilaria. Como o nome já diz, o local era uma destilaria há muitos anos – nem sei quantos, uma placa dizia lá pelos idos de 1800, que foi transformado em um monte de lojinhas bacanas, galerias de arte, bares, restaurantes e cafés. Adorei as lojas, cada coisa linda, mas tudo caríssimo – quadros de 5 mil dólares, lâmpadas de 300 dólares e por aí vai. Mas o lugar é fotogênico, então fiquei brincando com a câmera enquanto o sol brincava de se esconder de mim.




Com o pôr-do-sol começando, resolvemos fazer um programa (quase) de índio: pegar a barca para a Toronto Island, a ilha bonitinha que fica bem de frente para o centro da cidade, para tirarmos fotos do skyline ao final do dia e à noite. A idéia é boa, o problema foi o frio. A temperatura caiu para 5 graus e com o vento eu não quero nem saber qual era a sensação térmica. Só sei que as minhas pernas estavam geladas e eu não tava sentindo nada…Andamos por uns bons 40 minutos pela ilha, em um misto de passar o tempo + não morrer de frio + tentar achar um outro ângulo legal para tirar as fotos. Acabamos não encontrando um bom lugar e voltamos para o cais, mas valeu o passeio. A ilha é bem bonitinha, tem muitas casas por lá, e segundo o Rafa explicou, as casas não podem ser vendidas – são passadas de geração em geração. Foi a forma que o governo encontrou para bloquear a especulação imobiliária e manter o local aberto à população. Durante o verão a ilha fica cheia de gente passeando de bicicleta, crianças brincando, tem parque aquático, restaurantes ao ar livre, deve ficar muito bonito.



Voltamos à terra firme famintos, loucos para jantar, logo depois do jogo do Toronto Maple Leafs, que é o time de hóquei local. Eles ganharam o jogo mas parecia que tinham ganho a final da copa, com o tanto de gente gritando pelas ruas, com bandeiras, buzinando, o maior estardalhaço. Sem contar o monte de gente o dia inteiro com a camisa do time e os carros com bandeirinhas no teto…claro que demorou um pouco para chegarmos ao restaurante, mas valeu a pena. Jantamos maravilhosamente no Sotto Sotto, um italiano ótimo, comida e atendimento perfeitos. Nem preciso dizer que fomos para casa cansadíssimos…