O susto do Gato (e o nosso)
August 19th, 2004 by Luciana MisuraEntão cheguei em casa depois do trabalho e estava no jardim regando as plantas, e como de costume, deixei o Gato passear no quintal (que é cercado, uma cerca alta, de 2 metros, sem buracos ou coisas do tipo). Normalmente ele sai, come grama, rola no cimento, se enfia debaixo do deck e fica lá explorando até cansar. Quando ele cansa, chega perto da porta de tela e mia para entrar em casa. Isso já faz parte da nossa rotina, normal.
Ontem ele não miou para entrar em casa. Gabe me alertou que ele já estava lá fora há muito tempo e fomos os dois pro quintal chamar o Gato de volta. Quando isso acontece, a gente vai até o meio da grama, se abaixa em direção ao deck e chama “Gato” e ele vem nos encontrar. Ontem ele não veio. Aí começamos a procurar pelo jardim, cadê o Gato. Nada, embaixo de deck não estava. Chamamos, chamamos, andamos, já nervosíssimos. Aí começamos a pensar se ele não teria saído do quintal, mas sem entender muito bem como, já que a cerca é alta, ele não tem as unhas para escalar, não tem buraco ou nada em que ele possa subir para depois pular a cerca.
Meu coração já estava na boca, porque a nossa casa é de esquina e a rua lateral é movimentadíssima, sempre tem esquilos, racoons e outros bichos mortos. Fui então para o jardim na frente da casa, chamei e nada, virei a esquina e entre a nossa cerca e a rua, tem uma fileira de árvores (pinheiros e outras árvores densas, formando uma barreira) onde normalmente eu vejo coelhos e gambás. Enquanto isso Gabe continuava chamando “Gato” dentro do quintal. Comecei a andar entre as árvores e a cerca, e vi um vulto branquinho parado lá no final, esse pedaço é escuro, onde a cerca termina, bem em frente a onde o Gabe estava do lado de dentro. Parecia o Gato, sentadinho, de frente para mim.
Comecei a andar mais depressa na direção dele, não dava para ver direito, estava longe, e vi o vulto correr para baixo das árvores. Dei a volta por trás das árvores, já com medo dele correr para a rua, mas ele estava com medo do barulho dos carros, escondido embaixo das árvores. Ele me viu e veio andando na minha direção e quando estava pertinho de mim, na calçada, passou um carro e ele correu de volta com medo. A essa altura eu já tinha gritado para o Gabe que o Gato estava ali, e ele trouxe uma lanterna. Aí eu fui lá no meio das árvores e o Gato veio me encontrar. Que alívio! Foi um susto absurdo!
Até agora não sabemos como ele saiu, mas de qualquer jeito, não vai mais ficar lá fora sozinho de jeito nenhum. Ele sempre foi medroso e nunca tentou sair do quintal, sempre se comportou de forma consistente, se escondendo no deck e pedindo para entrar, então acabamos ‘confiando’ que ele poderia ficar no quintal numa boa. Ainda bem que ele não tentou atravessar a rua, nem quero imaginar o que poderia ter acontecido!
Depois coloco aqui a foto de onde ele estava para vocês entenderem melhor…





