gato
Abril 7th, 2007 by Luciana Misura
gato
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Faz tempo que ele nao aparece por aqui.

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Só para marcar a data, fizemos nosso primeiro churrasco desse ano. Hoje fez um dia lindo, céu azul e inacreditáveis 23 graus - foi o fechamento perfeito para essa semana de 4 dos 5 dias de sol. Lá pelas 3 da tarde já não tinha mais ninguém no trabalho, todo mundo fugiu para aproveitar o dia. E logicamente a vizinhança toda resolveu fazer churrasco, pois quando passei no mercado a caminho de casa para comprar os ingredientes todos, pão de hamburguer já estava quase que em falta! Do lado de fora o barulho dos vizinhos conversando e as crianças brincando na rua.

janela no trabalho
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Eu participo de alguns fóruns online de mulheres grávidas, lá no Babycenter. Como o site é americano e a maioria das mulheres é americana, de vez em quando eu esbarro em alguns tópicos que deixam claras as diferenças culturais entre ter um bebê aqui nos EUA e no Brasil.
Essa semana teve o maior debate por causa de orelhas furadas nas meninas! Quase 80% das futuras mães de menina falaram que não vão furar as orelhas das suas filhas até que elas tenham uns 8 anos de idade ou mais. Dos 20% que disse que ia furar, a maioria eram mulheres de famílias sul-americanas ou espanholas! Para quem está acostumada a ver as meninas saindo dos hospitais no Brasil com as orelhas já furadas, foi uma surpresa e tanto. Não precisa nem dizer que os hospitais aqui não fazem isso né…eu vou ter que pensar como vou fazer para furar as orelhas da Julia por aqui. Eu me lembro quando tive minhas orelhas furadas (acho que eu tinha uns 6 anos) e foi horrível, preferiria que tivesse sido quando eu era bebê, para eu não lembrar de nada e nem ter aquela confusão para furar a segunda orelha (depois do trauma da primeira). Quando eu era adolescente eu fiz um segundo furo na farmácia com aquela máquina que parece um grampeador e uma pomadinha para anestesiar a orelha e foi ótimo, pena que os segundo furos fecharam.
Outra coisa que é estranhíssima para nós brasileiros e que eu não vou fazer: dar banho no bebê na pia da cozinha! Nas lojas de bebê vende-se um suporte tipo uma cadeirinha para você colocar o bebê dentro da pia. Sinceramente eu não sei qual é a necessidade, já que vendem banheirinhas de plástico que nem as que tem no Brasil, que é o que eu pretendo usar. Não adianta que eu não consigo imaginar um bebê dentro de uma pia de cozinha, nem que seja a mais limpa do mundo.
O parto é outro assunto que rende muita discussão. A maioria absoluta das americanas foi criada ouvindo que parto normal é a única forma de ter um bebê e que cesáreas são cirurgias perigosas e que devem ser evitadas a todo custo. Claro que no Brasil existe um exagero nessa parte, muita mulher nem sabe direito os prós e contras do parto normal e da cesárea e já é logo convencida pelo médico a marcar a cirurgia. Mas aqui é uma “questão de honra” ter filho de parto normal. Tem um monte de mulher que fica em depressão e se acha uma derrotada porque ficou em trabalho de parto por horas e acabou tendo que fazer uma cesárea. E isso sem contar que ainda tem o grupo que acha que tem que ser parto normal SEM anestesia nenhuma, que quem toma anestesia é fresca e que se as mulheres do passado tinham filhos sem anestesia, ninguém precisa disso. Já cansei de ler depoimentos de mulheres arrasadas porque depois de 20 e tantas horas de trabalho de parto acabaram tendo que ter uma cesárea de emergência. Como se elas fossem menos mulheres por causa disso!
Ultrasonografia é outro tópico que rende. Os médicos aqui normalmente só fazem 1 ou 2 ultrasonografias a gravidez inteira, eles só pedem mais que isso se alguma coisa estiver errada. Eles acham que é desnecessário, e muita gente acha que fazer várias ultrasonografias faz mal para a mulher ou para o bebê. Nós estávamos pensando em fazer uma ultra 3D (que é eletiva) e eu perguntei para algumas pessoas se elas tinham recomendação de lugares que fazem essa ultra aqui na área. Ao invés de recomendação, a maioria das respostas era “não faça ultrasonografia se não for uma necessidade médica”. Isso por que eu nem faço ultrasonografia todo mês, como a maioria das mulheres no Brasil! Ah, e para quem tem alguma dúvida, existem sites e mais sites de associações médicas nos EUA que confirmam que a ultrasonografia não tem nenhum efeito prejudicial para o bebê ou a mãe, então essa preocupação toda é infundada.
Tem muitos outros assuntos que são tratados de forma bem diferente, vou comentando aqui quando eles forem aparecendo nos fóruns.
Desde 15 semanas eu sentia a Julia mexendo um pouquinho, mas era tão leve que eu ficava na dúvida se era ela mesmo ou só o meu pulso por exemplo. Depois de 18 semanas os movimentos ficaram fortes e eu já conseguia identificar bem, principalmente quando deitava na cama para dormir. Eu ficava tentando pegar no sono e a danadinha dando cambalhotas e pontapés. Semana passada, com 19 semanas, ela começou a chutar tão forte que o Gabe agora consegue colocar a mão na minha barriga e sentir a sessão de boxe que ela faz na hora que eu vou dormir. Quinta-passada ela estava dando uma festa, porque não parava quieta por mais de uma hora. Essa semana (20a) continua, na terça ela também estava inspirada e não me deixou pegar no sono por um bom tempo. Daqui para frente os chutes só vão ficar mais fortes, não sei nem o que me espera no último mês se ela já está assim tão cedo!
Já estou vendo o que vem por aí quando ela estiver aqui do lado de fora…

primavera no campus
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primavera no campus
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primavera no campus
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Ontem comprei uma caixa de 1 kg de morango no mercado, estavam lindos e fresquinhos. Aí hoje nós comemos panquecas de morango no café-da-manhã (o Gabe fez as panquecas com os morangos picadinhos na massa) e o resto eu cortei e fiz muffins de morango. Ficaram uma delícia! Dobrei a receita - facílima - e coloquei um pouquinho de extrato de baunilha no final. É para não usar muffin de caixinha nunca mais!
Compramos ontem os móveis para o quarto da Julia. Vimos trocentos móveis online, fomos em um monte de lojas para ver o que a gente gostou ao vivo e batemos o materlo nesse conjunto chamado Oeuf. Nós queríamos uns móveis mais moderninhos do que a maioria que vimos nas grandes lojas por aqui, então foi um pouco chato de encontrar. Mas tem uma loja excelente chamada Merry Go Round em Bellevue que tem tudo para bebê mas vende coisas moderninhas, foi lá que a gente comprou. Logicamente adorei a loja e vou voltar outras vezes. Dos dois berços que eu estava mais inclinada a comprar, um quando vi ao vivo e a cores achei o acabamento ruim, e o outro não tinha na loja para ver então desisti.
Ainda tem muita coisa para decidir, como as cores que vamos pintar o quarto, eu tenho várias idéias mas ainda não estou 100% decidida. Mas ainda tem tempo