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Archive for September, 2010

Playroom da Julia

September 10th, 2010 by Luciana Misura

Desde que mudamos para essa casa usamos um dos quartos pra fazer um playroom pra Julia – quarto de brincar, de brinquedos. No quarto dela mesmo ficam os livros e alguns bichinhos de pelúcia, e os brinquedos, material de artes, instrumentos musicais e afins ficam no playroom. Eu tinha várias idéias para decoração desse quarto na cabeça mas vinha adiando por um monte de motivos, agora resolvi terminar o projeto. Já comprei as coisas que faltavam e semana que vem a gente vai pintar. Esse é o projeto:

Julia's Playroom

Assim que a gente terminar eu coloco as fotos aqui do quarto finalizado, com direito a antes e depois ;-)

Casinha de brinquedo moderna

September 9th, 2010 by Luciana Misura

Um colega que trabalhou na Microsoft comigo criou e produziu essa fantástica casinha de brinquedo modular: Toideloi. A idéia é ótima e a execução melhor ainda, estou pensando seriamente em comprar uma pra Julia. O preço é salgadinho porque a produção é em pequena escala. Ele explicou o processo de produção aqui. Amei.

Índice da viagem a San Francisco

September 8th, 2010 by Luciana Misura

1o dia: Um dia em San Francisco
2o dia: O céu também é azul em San Francisco
3o dia: San Francisco para crianças (e adultos também!)
4o dia: Despedida de San Francisco com fog e chuva
Resumo da viagem

San Francisco, resumo da viagem

September 8th, 2010 by Luciana Misura

Chegamos ontem tarde da noite em Austin do nosso feriadão em San Francisco debaixo da maior chuvarada. Estou copiando as fotos todas da viagem pro meu computador desktop pra começar a editar e escrever as histórias todas.

Balanço: Foi uma viagem legal, cansativa porque foi pouco tempo e tentamos fazer tudo usando o transporte público já que todo mundo diz que estacionar em San Francisco é um horror, mas pra quem está com uma criança pequena essa história de ficar mudando de ônibus para bondinho trocentas vezes não é fácil. Andar naquelas ladeiras todas empurrando carrinho também não. Tivemos sorte, porque dos 4 dias pegamos dois dias lindos de sol e céu azul, sem fog, friozinhos como é o normal para San Francisco, mas bem mais agradáveis do que o primeiro dia (nublado e com vento) e o último (nublado com chuvinha fina). Veja a tabela de temperaturas médias por mês de San Francisco, o dia que a gente pegou 25 graus foi excepcionalmente quente.

Achei a cidade super charmosa, bonita, adorei a arquitetura – lindas casas e prédios, alguns que devem ter uns bons 100 anos, a maioria na faixa de uns 50 anos ou mais, bem preservados, coloridos, baixinhos (com exceção dos prédios altos e modernos de Union Square e hotéis do SoMA e downtown). A geografia também ajuda, com a baía enorme ali em frente e as colinas – ainda vazias do outro lado da baía, completamente cobertas por casinhas bonitinhas na cidade. Cada rua de ladeira assustadoras, dessas de subir com o carro em primeira marcha, no máximo segunda.

Conseguimos ver as atrações principais quase todas (Union Square, Fisherman’s Wharf, Pier 39, Ghirardelli Square, Lombard Street, andar de bondinho, Golden Gate Park e seus museus maravilhosos, a ponte Golden Gate, um passeio de barco na baía, Alamo Square, Haight St, SFMOMA), ficou faltando mesmo Chinatown, o que foi uma pena (pra não dizer que não vimos, passamos de ônibus por Chinatown). Também tinha colocado Berkeley na lista do “se der tempo” mas obviamente não deu.

O nosso roteiro acabou meio bagunçado por causa de dois detours, no final de um dia nós fomos com a tia do Gabe (que mora perto de SF) até a casa de outra tia (já velhinha) que mora em Fairfax, jantamos com elas por lá (a parte boa desse detour foi que ganhamos uma carona de carro pra cruzar a Golden Gate, que não estava nos planos). E no outro dia nós encontramos com uma amiga e família que moram numa cidade a oeste de SF e foram lá encontrar com a gente, mas eles não estavam muito a fim de ir a Chinatown, então acabamos cortando do roteiro – e adicionamos Baker Beach, por sugestão deles, que tem uma vista bonita.

Planejamento: O guia de viagem que usei mais pra planejar essa viagem (e durante a viagem também) foi o Frommer’s San Francisco with Kids que tem ótimas dicas de restaurantes, playgrounds, atrações por idades das crianças, depois vou falar mais do guia em si (e comparar com o Fodor’s Family San Francisco with Kids que também li pra essa viagem). Também usei muito o ótimo blog Hotel California da Maryanne, uma brasileira que mora em San Francisco e tem uma sugestão de roteiro de 6 dias na cidade.

Usei também o Google Maps pra marcar todos os pontos de interesse da viagem, e disponibilizei o meu mapa com tudo já marcadinho pra quem quiser usar aqui. Acessava o mapa pelo iPhone através da app My Maps, sugerida no blog Sunday Cooks.

Chegada: Nós voamos pela Jet Blue direto de Austin, 3 horas e 40 minutos de vôo, para o San Francisco International Airport (SFO). Pegamos um táxi do aeroporto pro hotel, e ficou dentro da estimativa do guia de $35 dólares pra região de Union Square. Pra quem quer gastar menos e está com pouca bagagem tem o BART do aeroporto pra cidade.

Transporte e atrações: Compramos um City Pass, já que todas as atrações incluídas estavam no meu roteiro, e o transporte público ilimitado (MUNI) por uma semana também faz parte dos $64 por pessoa. Crianças abaixo de 4 anos não pagam passagem, e não pagam pra entrar na maioria dos museus, então pra Julia não tivemos que comprar nada. Uma vantagem de comprar o City Pass é que você não vai precisar ficar catando dinheiro trocado toda vez que entrar em um ônibus ou bondinho, e quando está uma fila enorme pra entrar, os motoristas estavam chamando quem tinha City Pass pra entrar primeiro. O passe não inclui os trens BART, que são os trens mais rápidos (MUNI tem alguns trens nas mesmas estações do BART, mas só usamos os streetcars mesmo). Pra quem não vai visitar as atrações do City Pass, tem o MUNI pass de 1, 3 ou 7 dias que também dá o mesmo acesso ilimitado a todos os transportes de bandeira MUNI.

Sempre recomendo levar o carrinho em viagens com crianças pequenas e em San Francisco é ainda mais importante (a não ser que você use um canguru, claro) por causa das ladeiras. Uma criança pequena não aguenta subir e descer aquele monte de ladeira e você vai acabar tendo que carregá-la no colo. Escolha um carrinho super compacto e que dobre facilmente pra facilitar a entrada em ônibus e afins. O passeio de bondinho (cable car) é essencial (se você está sem crianças já é uma atração turística, com crianças é um must, a Julia amou).

Hotel: Nós ficamos no W San Francisco, um hotel boutique muito legal na 3rd St literalmente ao lado do SFMOMA (o museu de arte moderna) e em frente ao Yerba Buena Center for the Arts, pertinho da Market St que tem streetcars e ônibus pra todo lado. Adorei o hotel e a localização, ficaria lá de novo, dá pra ir andando para a Union Square. Esse hotel tem duas coisas interessantes: 1) serviço de carro gratuito que te leva a qualquer lugar em um raio de 4 milhas do hotel, é só ligar pra recepção e agendar, mas eles não vão te buscar depois, a volta é por sua conta e 2) uma cadeirinha pro carro para crianças com mais de um ano que você pode agendar e pegar emprestada pra viagens ocasionais (como no dia que fomos com a tia do Gabe pra Fairfax, por exemplo).




Reservei o hotel na promoção secreta do site Hotwire, que nunca me decepciona – pra quem não conhece, você escolhe uma área e número de estrelas e vê apenas o preço da diária, mas não sabe que hotel eles vão reservar – sempre pegamos hotéis excelentes.

Despedida de San Francisco com fog e chuva

September 7th, 2010 by Luciana Misura

O nosso último dia em San Francisco amanheceu nublado e com uma chuvinha fina. E no dia que eu mais queria acordar cedinho a gente já se adaptou melhor ao fuso horário e acordou as 9 da manhã. Enfim, eu evito usar despertador em viagem então nem posso reclamar, a gente dormiu o que precisava. Arrumamos as malas o mais rápido possível e fizemos o check out do hotel. Deixamos as malas guardadas com eles e fomos andando para o cable car turnaround na Market Street pra fazer o passeio de bondinho que ainda não tínhamos feito.

Ficamos na fila (enorme como sempre, mas é a melhor chance de conseguir ir sentado, já que os bondinhos estão sempre cheios) assistindo uma performance de sapateado muito bacana com três dançarinos “duelando” e vendo os bondinhos sendo virados na direção oposta.

Uns três bondinhos depois conseguimos embarcar em um – Powell & Hyde, que é o que faz o trajeto que a gente queria, parando na Lombard Street, que é “a rua mais torta do mundo” (não é de verdade, talvez já tenha sido um dia, mas ainda é um cartão postal da cidade).

O passeio de bondinho é uma atração por si só, ainda mais quando você pega um condutor animadíssimo como o nosso. Ele ia cantando e tocando o sino do bonde acompanhando as músicas e pedindo pro pessoal cantar junto. Ele brincou com a Julia de esconder (nós sentamos no banco virado para fora, na parte externa do bonde, e ele ficava atrás da gente), brincou com uns turistas italianos que não entendiam nada do que ele falava, enfim, foi a maior bagunça e a Julia amou o passeio. A gente gostou também, claro, até porque foi uma outra oportunidade de ver as ruazinhas charmosas da cidade e suas muitas ladeiras.

Descemos na Lombard Street bem no topo do trecho cheio de curvas, que tem também esses lindos jardins. Os turistas estavam todos lá embaixo tirando fotos no meio da rua e os motoristas fazendo fila pra descer aquele pedacinho da rua. Os moradores devem odiar a confusão…De lá pegamos um táxi já que tínhamos pouco tempo hoje, direto para Alamo Square, onde ficam as casas vitorianas que também são uma das atrações principais da cidade. Pena que o tempo estava feio! As casas são mesmo lindas, coloridas e cheios de detalhes lindos na arquitetura. Existem casas assim espalhadas pela cidade toda, mas na região de Alamo Square é onde elas estão concentradas. Do alto da praça dá pra ver o centro da cidade lá atrás, que estava encoberto pela neblina.






Pegamos um ônibus então de volta para o hotel, passando pelo Civic Center, que é onde fica o prédio da Ópera, a Prefeitura, a Suprema Corte da Califórnia, ao redor dessa praça grande que aparece na foto. O nosso objetivo não era o hotel ainda, e sim o SFMOMA, Museu de Arte Moderna.

Chegamos ao SFMOMA (também parte do City Pass) e almoçamos no Caffè Museo, que achei ótimo. Comi um nhoque de milho com tomates heirloom, azeitonas e espinafre que estava delicioso, pena que não era muito. Julia comeu um mac and cheese muito bem feito que ainda veio com uma salada verde ótima. Gabe foi de hamburguer mediterrâneo e também gostou bastante. Realmente esse café é um restaurantezinho bacana, e estava lotado!

Comi rapidinho e deixei a Julia ainda comendo com o Gabe, pra ver o máximo possível do museu porque tínhamos que ir pro aeroporto um pouco depois das 2 da tarde. Adorei o acervo desse museu, que é totalmente dedicado ao século 20, cheio de obras e artistas importantes, como Andy Warhol, Braque, Mondrian, Magritte, Duchamp, Diego Rivera, Frida Kahlo, Ansel Adams, Pollock, entre outros. E amei (o pouco que vi) da Fisher Collection, principalmente as obras de Chuck Close (que são esses retratos incríveis pintados pedacinho por pedacinho abstrato e formando a imagem nas fotos), Roy Lichtenstein e Gerhard Richter. Julia e Gabe me encontraram no primeiro andar na instalação que era essa “cortina” dourada e Julia não queria sair de lá ;-) Depois demos uma volta rápida com ela mas um museu de arte moderna com uma criança pequena querendo mexer em tudo não é uma boa combinação. Mas estava na hora de ir embora então de lá passamos no hotel ao lado pra pegar as malas e o táxi pro aeroporto.







E assim terminou o nosso feriadão em San Francisco, gostamos bastante da cidade e queremos voltar um dia pra ver o que faltou dessa vez!

San Francisco para crianças (e adultos também!)

September 6th, 2010 by Luciana Misura

Novamente acordamos as 7 e o dia estava lindo, mal pudemos acreditar na nossa sorte e partimos para o Pier 39 para fazer o passeio de barco que faz parte do City Pass, chamado Bay Cruise Adventure, que é uma volta na baía de 1h de duração com a Blue & Gold Fleet. Pegamos o primeiro barco do dia que saía as 10 da manhã. Vimos os leões marinhos do Pier 39, a cidade e vários dos pontos que tínhamos visto nos dias anteriores (o Palace of Fine Arts, a torre perto do Golden Gate Park, os prédios do centro da cidade), a ilha de Alcatraz e a Golden Gate, claro. Um navio enorme passou por baixo da Golden Gate, aí dá pra ver bem como a ponte é alta.

O bacana desse passeio é ver a Golden Gate de pertinho e por um outro ângulo – e a estrutura da ponte fica bem visível. É bem impressionante. Também vimos inúmeros golfinhos nadando na baía, a poucos metros do barco. Da Golden Gate o barco faz a volta e muda o rumo para Alcatraz. A prisão famosa hoje desativada e atração turística estava cheia de gente passeando. Não quisemos fazer o tour porque não achamos que seria adequado pra uma criança da idade da Julia, fica pra quando ela crescer. E então o barco volta para o Pier 39, bem de frente para a cidade, ótimo pra apreciar o skyline de San Francisco.










Como chegamos no Pier 39 as 11 da manhã ainda não estava super tumultuado, então aproveitamos para andar até o final do pier, onde fica o carrossel antigo de 2 andares. Julia e eu fomos no carrossel, ela adorou e ficou chateada quando acabou o tempo (2 minutos e meio só, 3 dólares por pessoa). O pier basicamente é um shopping a céu aberto, com muitos restaurantes para turistas e lojas de souvenir.



Fomos andando para o In and Out, a rede de hamburguers mais famosa da Califórnia. Fomos encontrar com uma amiga online e a família dela. Eles estavam lá nos esperando e Julia gostou do amiguinho, um pouco mais novo que ela. Comemos o hamburguer e não achei nada demais, sinceramente. Os nossos amigos pediram as batatas com um molho especial que não estava listado no menu, mas não provei. Estava lotado, como tudo por essas bandas, principalmente por causa do horário (meio-dia).

Eles sugeriram um passeio a Baker Beach, uma praia com vista para a Golden Gate, e pegamos um táxi até lá (de acordo com o mapa seriam 3 ônibus diferentes que a gente ia pegar pra chegar lá). Não é longe, só não tinha transporte direto. Pelo caminho fomos apreciando as ladeiras e casas dos bairros Marina District, Presidio Heights e Richmond.

Baker beach estava super cheia, como o dia estava “quente” para os padrões de San Francisco – 25 graus – todo mundo correu pra lá. Tinha uma fila de carros enormes para estacionar, ainda bem que fomos de táxi. Julia dormiu no caminho e chegou dormindo no carrinho. Quando acordou e viu que estava na praia, não perdeu tempo e foi brincar na areia. Estava uma delícia o solzinho, mas o vento era gelado e Gabe ficou até com o ouvido doendo. As crianças brincaram muito, rolaram na areia, e não queriam ir embora.




Decidimos ir então ao Golden Gate Park e procurar o Koret Children’s Quarter, que é o playground que os guias de viagem recomendavam como o melhor de todos e não vimos no dia anterior. Fomos ao Stow Lake primeiro, mas já estavam fechando o aluguel de pedalinhos e acabamos não alugando (mas achei salgado a $19 a hora). As crianças fizeram um lanche ali e depois achamos o parquinho, que fica perto da entrada pela Haight Street, só não vimos ontem porque fomos logo na direção do conservatório, oposta ao playground.

Realmente o Koret Children’s Quarter é o que todos os playgrounds de criança gostariam de ser! Uau! Tem todos os brinquedos tradicionais – escorrega, balanço, e afins – mais um monte de outras coisas interessantes, como a pirâmide de cordas pra escalar, uma caixa de areia enorme com fonte de água, pazinhas e baldinhos pras crianças brincarem na areia, um tobogã de cimento de tamanho considerável onde os adultos brincavam tanto quanto as crianças, umas esculturas de ondas pra escalar, muito legal. Ficamos lá até o parquinho ficar completamente na sombra com o sol já bem baixo.




Andamos pela Haight Street novamente apreciando as casas vitorianas das ruas transversais enquando as lojas fechavam. Pegamos o ônibus pro hotel, chegamos lá com a Julia morta de fome e pediu pra comer a sobra do jantar de ontem (que tínhamos guardado justamente pra essas horas que as crianças lembram que estão com fome e não querem esperar nem um minuto!).

Como a Julia ainda estava acordada e já mais calma porque tinha comido, fomos a um restaurante italiano pertinho chamado Pazzia, na mesma rua do hotel. O restaurante é pequeno, todo mundo que trabalha nele chegou da Itália há pouco tempo e comemos a melhor pizza dos meus 8 anos de EUA. Eu não gosto da pizza americana, que tem molho de tomate demais e massa muito grossa, e essa era uma pizza finíssima, com pouco molho e ingredientes maravilhosos. Comemos uma margherita ótima, uma de cogumelos deliciosa e de presunto cru com rúcula excelente. Caminhamos de volta para o hotel com os pés já doendo de 3 dias de caminhada intensa e já sentindo o vento bem mais frio, sinalizando que o tempo bonito ia mudar.

Baker Beach

September 6th, 2010 by Luciana Misura

Praia lotada no dia mais quente – 25 graus. Encontramos um casal de amigos com o filho, a Julia e o amiguinho nao queriam ir embora da praia.


Passeio de barco

September 6th, 2010 by Luciana Misura



O céu também é azul em San Francisco

September 5th, 2010 by Luciana Misura

Acordamos as 7 da manhã contentes, já que no nosso fuso horário eram 9, o sol estava aparecendo e o céu estava azul sem nenhuma nuvem. Demos uma olhada numas câmeras mostrando a Golden Gate sem fog e decidimos começar o dia por lá pra não perder a oportunidade de ver a ponte famosa em um dia limpo. Pegamos o ônibus que foi passando por Chinatown, Little Italy e por fim chegou ao Marina District. Esse bairro é uma graça, fiquei apaixonada. As casas são lindinhas, os jardins (das que tem jardim) idem, e uma praça linda ao redor do Palace of Fine Arts (que é uma das duas únicas construções que sobraram da Exposição Internacional de 1915). Mas nós fomos até lá para andar até o Crissy Field, um parque que inclui uma praia que tem uma bela vista da Golden Gate.

Chegamos ao Crissy Field e estava mesmo razoavelmente claro, apreciamos a ponte e Julia brincou com um menino na areia (e eu de olho nessa areia, porque essa praia é um parque de cachorros basicamente). Os cachorros aliás estavam contentíssimos nadando e brincando na beira da água aos bandos. Tomamos o café da manhã numa lanchonete ali mesmo e depois fomos andando até o Presidio, que é um parque bonito e no passado era uma área militar espanhola no passado (e depois usada também pelos militares americanos, virou parque em 1994). Dentro do parque estão algumas empresas e o Walt Disney Family Museum, a fonte da foto abaixo com a estátua do Yoda fica na área da Lucasfilm (não tem nenhuma indicação que os prédios são da Lucasfilm, só diz Letterman center, e a gente não tinha idéia do que aquela fonte estava fazendo ali, quando cheguei em casa fui procurar na internet e achei o motivo).






Do Presidio pegamos um ônibus para Haight Street, que é uma área da cidade que parou nos anos 60, cheia de músicos e hippies, lojinhas descoladas e paredes com desenhos coloridíssimos. Fomos andando pela Haight até o Golden Gate Park, que é o equivalente (maior) do Central Park novaiorquino. E não, o parque não fica perto da ponte de mesmo nome ;-)

O parque é uma atração turística fantástica e você pode gastar facilmente um dia inteiro lá dentro. Tem o Conservatory of Flowers, que é uma estufa com jardins fantásticos; o De Young Museum, que é um museu de belas artes bem eclético com uma torre de observação que tem uma vista da cidade toda. A California Academy of Sciences, uma mistura de museu de história natural, aquário e planetário que as crianças adoram; o Japanese Tea Garden, um jardim japonês que eu não entrei mas dizem que é bem bonito. O Stow Lake, um lago com pedalinhos para aluguel e o Koret Children’s Quarter, que é certamente o melhor playground infantil que nós já visitamos (ao lado tem um carrossel antigo coberto e restaurado, mas não estava aberto).

Nós chegamos lá com a Julia dormindo no carrinho, e fomos andando admirando o lugar – a entrada pela Haight Street era bem sujinha e uns hippies estavam por lá morando numa esquina e tocando música, com roupas espalhadas pela grama. Mas conforme fomos andando a paisagem foi ficando mais bem cuidada e então avistamos o lindíssimo Conservatório com seus jardins espetaculares. O jardim de dálias no canto direito então é de cair o queixo. Tiramos montes de fotos, inclusive da Julia no carrinho no meio dos jardins dormindo e continuamos rumo ao De Young Museum.





Na calçada chegando perto do museu tinha uma multidão dançando! Cheguei mais perto e vi o que era: Lindy in the Park, aulas de swing grátis todos os domingos! É só chegar e dançar com o pessoal, muito bacana, vejam o filminho.

Hoje era o último dia da exposição Nascimento dos Impressionistas que veio do Musée D’Orsay em Paris, e o De Young estava LOTADO. Inclusive já tinham acabado todos os ingressos pra ver essa exposição, que era paga a parte. Só não fiquei mais triste porque já tive a felicidade de ir ao museu em Paris duas vezes, mas a lição é comprar antecipadamente ou chegar cedo porque acabam os ingressos. Achei o museu bem legal, muitas coisas interessantes, de quadros de épocas diversas a tecidos do mundo todo, arte africana, trabalhos em vidro, bem legal. A parte de estampas em tecidos especialmente achei o máximo, mas não podia fotografar (muito estranho, porque podia fotografar todo o resto). Eu fiquei passeando pelo museu e o Gabe foi com a Julia ainda dormindo para a torre de observação, e depois encontrei com eles lá. Quando ela finalmente acordou aproveitamos para almoçar no café do museu, que tinha pratos bem gostosinhos (só achei caro pela quantidade). Comi uma quiche com salada verde ótima, Gabe foi de frango com vinho e azeitonas e salada, e Julia comeu um mac and cheese que estava muito bem feito (leia-se feito com queijo decente, não era de caixa). A tia do Gabe que mora numa cidade ao sul de San Francisco encontrou com a gente lá, ela é irmã da mãe dele e nos vemos super pouco, ela não conhecia a Julia ainda!




Julia acordada e alimentada, partimos para a California Academy of Sciences (incluída no City Pass, assim como o De Young). Começamos pelos bichos africanos empalhados, no mesmo estilo do Museu de História Natural de Nova York, vimos os pinguins nadando e depois uma exposição sobre Evolução (a Julia gostou foi da estátua da tartaruga de Galápagos). Passeamos pela área de florestas tropicais que é muito bacana, uma passarela te leva do térreo até o topo das árvores e muitos pássaros e borboletas coloridas voam ali dentro. Quando chega lá em cima, um elevador leva todo mundo pro subsolo, com um detalhe – o elevador é panorâmico e desce por dentro do lago com peixes de rios tropicais que fica no térreo. Um túnel com bancos embaixo do lago deixa todo mundo de boca aberta, com peixes gigantes do Amazonas, entre outros. De lá você sai dentro da área do aquário, também muito legal, com tanques bem grandes cheios de peixes coloridíssimos. Saímos de lá com o museu fechando, e o planetário já estava com todas as seções do dia lotadas.




Passamos nos jardins do conservatory de novo rapidinho agora que a Julia estava acordada, pra tirar umas fotos com ela:

A tia do Gabe nos levou então de carro pela Golden Gate rumo a Fairfax, uma cidade ao norte de San Francisco onde mora uma tia avó dele, e jantamos com ela por lá mesmo. Passar na Golden Gate de carro foi legal, mas estava um engarrafamento enorme pra chegar até a ponte, o pessoal andando se deu bem ;-)


Conservatory of Flowers

September 5th, 2010 by Luciana Misura

Lindissimo jardim do Conservatorio dentro do Golden Gate Park. Julia estava dormindo no carrinho e nao viu!