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Archive for April, 2011

Bruxelas e Bruges

April 11th, 2011 by Luciana Misura

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Um dia no Keukenhof, o jardim de tulipas

April 10th, 2011 by Luciana Misura

Aproveitando o domingo de sol, resolvemos ir até o Keukenhof, que é o maior jardim de flores do mundo, com mais de 7 milhões de bulbos plantados todos os anos, em sua maioria, de tulipas. As tulipas florescem na primavera e por um curto período, então esse jardim fantástico só fica aberto de final de março até o meio de maio no máximo, com o pico da floração acontecendo em meados de abril (variando de acordo com a temperatura – se o ano estiver mais quente, as flores abrem mais cedo, e vice-versa). Como estávamos na época certa do ano, não podíamos deixar de visitar.

Pegamos o trem da estação Amsterdam Centraal para o aeroporto de Schipol, de onde saem os ônibus para o Keukenhof (tem outros pontos na cidade de onde saem ônibus, mas esse caminho era mais perto pra gente). Infelizmente perdemos uma boa hora no aeroporto simplesmente porque uma funcionária nos indicou o guichê do bureau de turismo que estava com uma fila monstruosa pra comprar os tickets, e a gente não sabia que tinha um guichê do lado de fora do aeroporto, perto do ponto do ônibus, que vende os mesmos tickets sem fila nenhuma! Enfim, quase morremos de raiva quando saímos com os tickets pra pegar o ônibus e vimos os guichê vazio do lado de fora…

Os ônibus saem lotados várias vezes por hora, tivemos que esperar o próximo porque com as crianças não tinha como ir em pé. Um bando de turistas mal educados não respeitava a fila e fizeram uma confusão na hora de entrar, impressionante como tem gente mal educada no mundo. Mas enfim, pegamos o ônibus e seguimos para Lisse, que é a cidade onde fica o Keukenhof, um pouco menos de 1h de viagem.




O parque estava bem cheio, entramos, pegamos os mapas e começamos a passear nos jardins lindíssimos. A floração ainda não estava no pico, mas já tinham muitos canteiros floridos, um espetáculo. As crianças estavam adorando correr pelos caminhos do parque, claro, passaram o dia assim, correndo de um lado pro outro.




Paramos para almoçar em um dos pavilhões, a comida era de qualidade e preço razoável, nada demais (comi um filé de porco com batatas se me lembro corretamente). Depois do almoço passamos o resto do dia andando pelo parque, batendo papo, correndo atrás das crianças, admirando as flores, tomando sorvete.






A temperatura estava agradável e não estava ventando, um perfeito dia de primavera. Compramos uns souvenirs bonitinhos nas lojas simpáticas que tem lá dentro, e ficamos até quase a hora do parque fechar. Na volta a espera pelo ônibus foi mais longa, mas pelo menos as crianças dormiram na viagem.







Quando chegamos a Amsterdam fomos procurar um restaurante para jantar, e acabamos indo para o Ponte Arcari, que também tinha sido recomendado pelos Destemperados. Um restaurante italiano pequenininho simpático, autêntico (e a Letícia que mora na Itália comprovou) e com um menu de pratos principais mínimo que muda todo o dia. Eles prepararam um macarrãozinho especial para a Julia numa boa, fizeram mudanças de massa aqui e ali, e estava tudo delicioso – simples e bem feito. Metade da mesa pediu uma massa quatro queijos e a outra metade pediu uma massa com um tipo de presunto defumado que eu não lembro o nome (a Letícia deve lembrar), a salada caprese estava ótima (que provei do Gabe e quase pedi uma pra mim, mas era muito grande!) e rolou uma frustração na hora da sobremesa porque várias sobremesas do dia já tinham acabado, inclusive uma com nutella que todo mundo queria. Mas foi um bom jantar, comida e preços honestos, atendimento simpático, e ficamos com o segundo andar do restaurante praticamente só pra gente (o lugar é pequeno e nós éramos 10!).


Pegamos o tram novamente pro hotel, todo mundo acabado de andar o dia todo, as crianças já dormindo nos carrinhos. Amanhã os amigos vão embora, só teremos a manhã com eles no Museu Van Gogh.

Chegando em Amsterdam

April 9th, 2011 by Luciana Misura

Começamos o dia fazendo check out do hotel e indo direto para a estação Bruxelles Midi pra pegar o Thalys novamente, desta vez rumo a Amsterdam. Passamos na loja da Haagen-Dazs que tem na estação pra tomar café da manhã – eles servem maravilhosos waffles e a gente tinha que comer mais alguns antes de ir embora. Levamos o que não deu tempo de comer pro trem pra finalizar o café lá mesmo, porque estávamos com pouco tempo. Dessa vez nós tínhamos os tickets definitivos em mãos recebidos pelo correio, porque a estação de Bruxelas não tem o sistema de e-ticket, então embarcamos direto sem problemas. A viagem de Bruxelas a Amsterdam no Thalys levou exatas 2h, um pouco mais do que estava escrito no ticket.



Chegamos a Amsterdam com um dia lindo de céu azul, desembarcamos na estação Amsterdam Centraal e fomos andando pro hotel, o Westcord City Centre Amsterdam, que fica na rua Nieuwezijds Voorburgwal, uma paralela da Damrak menos movimentada. Não andamos nem 10 minutos (acho que uns 5), bem pertinho. Encontramos com a Letícia no lobby do hotel e depois o Hiro e a Bárbara chegaram, e quando finalmente estávamos prontos pra sair e almoçar, o Gabe deu falta da carteira dele. Infelizmente a carteira tinha sido roubada ali mesmo no lobby, um pouco depois do check in. Ele colocou a carteira no balcão pra pegar o cartão de crédito e esqueceu ali em cima, e depois vimos pela filmagem da segurança que entrou uma pessoa da rua pra falar com a atendente do hotel no balcão e levou a carteira embora. Fomos pra um restaurante ali do outro lado da rua mesmo almoçar e o Gabe saiu pra ir registrar a ocorrência na Polícia (que era ali na rua também). Não foi uma boa recepção a Amsterdam…tivemos que cancelar todos os cartões logicamente, e o dinheiro que estava na carteira já era. O almoço levou séculos, o serviço foi o mais lento da viagem até agora, tomei uma sopa de ervilha que é considerada “prato típico” na Holanda e o resto da comida não estava bom.

Saímos do restaurante e andamos rumo a estação Centraal para fazer o passeio de barco pelos canais, aproveitando que estava um dia bonito. Julia e Carolina estavam se divertindo mais que todos nós, claro ;-) As duas brincando, a gente batendo papo com os amigos e curtindo a paisagem dos canais. Algumas das casas são muito antigas, tem a data de construção escrita na frente, vimos uma de 1590! Os jovens de Amsterdam estavam todos curtindo o dia bonito de primavera em barcos ou sentados na beira dos canais, ou mesmo nas janelas das casas. Um grupo de mulheres fazia uma despedida de solteira num barquinho e ficou mexendo com o pessoal que estava no nosso barco, vamos dizer que elas pareciam ter bebido bastante ;-) O tráfego nos canais era intenso, barcos particulares e de turismo, casas-barco, e muita gente em barcos parados nas margens mesmo, socializando.










Depois do passeio de barco voltamos rapidamente pro hotel pro Gabe pegar o vídeo da segurança e levar pra polícia, Bárbara e Hiro levaram o Jonas pra dormir e nós saímos novamente a pé em direção a Dam, rumo a Brasserie Harkema pro jantar.





A cidade é bem movimentada mas achei que estava fechando tudo cedo, mas não lembro exatamente que horas eram. Achamos o restaurante, que foi uma dica dos Destemperados. Realmente o lugar é lindo, não foi mesmo fácil de achar, a comida estava gostosa (eu comi esse salmão com espinafre e massa, ótimo) mas achamos que a preocupação foi muito mais com o ambiente que com a comida em si, eram micro porções como se fosse alta gastronomia, mas a qualidade não era pra tanto. Não curtimos as sobremesas, ninguém gostou muito do que pediu, os pratos principais foram melhores. O serviço foi super lento novamente, acho que até agora Amsterdam está ganhando de Paris e Bélgica no quesito pior serviço da viagem…

Pegamos um tram de volta para o hotel, rapidinho, compramos as passagens avulsas mesmo (se tivéssemos comprado um passe pra hoje por exemplo, que só usamos o tram uma vez, teríamos perdido dinheiro). Encerramos o nosso primeiro dia em Amsterdam super cansados e não muito felizes por causa do roubo da carteira, mas enfim, pelo menos o tempo está bom e temos os amigos curtindo a cidade com a gente. Amanhã é dia de ver tulipas!

Um dia em Bruges

April 8th, 2011 by Luciana Misura

Pegamos o metrô pra estação Bruxelles Midi de onde saem os trens para Bruges. Compramos os tickets de ida e volta direto no guichê, e ganhamos um desconto para família viajando junta, que baixou o preço dos tickets consideravelmente. A sinalização da plataforma era péssima, demos umas voltas tentando encontrar a plataforma certa e quando chegamos lá uns funcionários estavam avisando que o trem tinha mudado de plataforma e ia sair em poucos minutos. Todo mundo correndo descendo escada e subindo pra chegar na plataforma certa, uma confusão. Enfim entramos no trem, a viagem foi tranquila, em torno de uma hora com várias paradas.

Chegamos na estação de Bruges e atacamos umas batatas fritas belgas numa lojinha ainda dentro da estação – maravilhosas! As batatas fritas belgas não são famosas por nada – elas são fritas duas vezes pra serem crocantes por fora e molinhas por dentro. Eles tem uma variedade enorme de molhos, a maioria absoluta é a base de maionese, nós pedimos o Andalouse que me foi recomendado pela @danibelgium e eu adorei.


Pegamos um ônibus da estação de trem para o Grote Markt de Bruges. É uma viagem rapidinha, e estava um dia lindíssimo mas bem frio. Chegamos na praça que é bem bonita e estava com os canteiros todos floridos. Muita gente, charretes pra levar os turistas pra passear, vários restaurantezinhos, os prédios lindos super antigos (a torre do sino é do século 12!).




Resolvemos fazer um roteiro a pé mesmo que estava no meu guia de viagens e fomos explorando as ruazinhas e canais dessa cidade medieval super fotogênica. Não entramos no Frietmuseum (Museu da Batata-Frita) e por causa do frio achamos melhor não fazer o passeio de barco pelos canais (o vento ia ser de matar). Julia ia “fotografando” tudo – principalmente os patinhos e cisnes nos canais, os barquinhos passando nos canais maiores. O salão do Burg estava fechado para um casamento e não pudemos entrar. Ainda vimos os noivos chegando na hora que estávamos ali, em uns carros antigos bacanas. Andamos bastante até voltarmos a praça principal e bater a fome, aí fomos procurar um restaurante pra almoçar.









Escolhemos a simpática Brasserie Matin Midi, e demos muita sorte com a comida que estava deliciosa! Eu pedi uns croquetes de camarão que supostamente são típicos da Bélgica (com o impronunciável nome Garnalenkroketjes), o Gabe foi de salada com queijo de cabra, meus pais comeram omeletes com saladas, todo mundo gostou. Meu pai bebeu a cerveja local de Bruges, chamada Brugse Zot e adorou. Julia estava dormindo no carrinho e nem acordou pra comer.


Depois do almoço continuamos a andança por outra parte da cidade. Passamos pela Catedral de São Salvador que estava em obra, andamos até a outra catedral e margeando um dos canais até dar a volta e chegar ao Burg e depois a praça principal de novo. Com uma nova parada para mais batatas fritas deliciosas, dessa vez com um molho de alho, nham nham.




Na Markt entramos num dos restaurantes pra comer waffle, que estavam gostosos mas esses não eram waffles de Liège e sim de Bruxelas, que não são tão gostosos. A massa realmente faz uma diferença! Depois do lanche com chá para esquentar, pegamos o ônibus e o trem de volta pra Bruxelas, que já estava ficando tarde e a gente ainda tinha que arrumar as malas pra seguir viagem no dia seguinte pra Amsterdam.



A nossa passagem pela Bélgica deixou a maior vontade de voltar pra conhecer melhor esse país pequenininho mas bem interessante (e com comida deliciosa!).

Au revoir Paris! Prazer em conhecer, Bruxelas

April 7th, 2011 by Luciana Misura

Acordamos cedo pra poder dar uma arrumada geral no apartamento e fazer as malas antes de ir embora. O nosso trem (Thalys, de alta velocidade) para Bruxelas estava marcado para 13h saindo da Gare du Nord. O dono do apartamento chegou um pouco depois das 11 da manhã que tínhamos combinado, deu uma olhada rápida e entregamos as chaves, tudo tranquilo.

Saímos com as nossas malas para pegar o RER B (a estação fica literalmente a poucos metros da entrada do prédio) até a Gare du Nord. A viagem foi rápida e simples, a única parte chata foi o elevador da plataforma do RER B até a plataforma dos trens – tinha um elevador só, super lento e pequeno, não cabíamos todos e só para subirmos os 5 com as malas levamos uns bons 30 minutos esperando! Outra bobagenzinha chata foi que o nosso ticket eletrônico do Thalys, que supostamente poderíamos retirar nas máquinas da estação (de acordo com o email que eu recebi deles), tinham na verdade que ser retirados no guichê. Ficamos um bom tempo tentando descobrir como fazer na máquina pra no final das contas ter que gastar um tempo na fila pra fazer a troca do voucher pelos tickets. Compramos um lanche no Paul pra comer no trem no caso da gente não simpatizar com a comida do vagão restaurante. Embarcamos, colocamos as malas no porta bagagem e fomos pros nossos assentos marcados (os assentos todos no Thalys são reservados). A viagem foi rápida (1h22 minutos de Paris a Bruxelas direto) passando por campos verdinhos e floridos. Mas não vi muito, dormi quase o tempo todo…


Chegamos em Bruxelas na estação Midi e fomos procurar um táxi pro hotel. Aconteceu aí uma situação muito chata, que foi piorada pela inabilidade dos belgas de se comunicarem adequadamente. Acontece que na Bélgica existe uma lei que todas as pessoas dentro de um táxi tem que ter o seu próprio assento. Incluindo crianças. Ou seja, a Julia não poderia ir no nosso colo como sempre fizemos em Paris ou mesmo nos EUA (crianças não precisam ter seu próprio assento e são isentas da lei da cadeirinha em táxis por aqui). Então nenhum táxi aceitava nos levar. Só que eles NÃO explicavam isso pra gente. Nós lá na fila esperando, todos os táxis passando e levando as pessoas que estavam atrás da gente e fazendo sinal pra gente que não, pra gente esperar outro táxi. Estávamos já morrendo de raiva sem entender nada, aí apareceu um taxista que falou que ia nos levar e nos deu um preço (alto por sinal) perguntando se concordávamos. A gente sacou que tinha alguma coisa estranha e ilegal na história e recusou, mas continuávamos sem saber qual era o problema. Resolvemos sair da fila e ir andando pra ver se conseguíamos pegar um táxi na rua e por sorte vi um táxi grande (uma van) que tinha deixado umas pessoas na estação e sinalizei pra ele parar. Ele nos levou para o nosso hotel, o moderninho colorido Hotel Pantone. Já nos esperando no hotel estava a queridíssima Tereza, que é amiga de blog há anos e mora em Bruxelas, e que seria a nossa guia por um dia. Fizemos o check-in, levamos as malas pro quarto e fomos pra rua começar a explorar a cidade. Detalhe: Julia não queria sair do hotel, ela ficou apaixonada pelo “hotel lindo”.




Estava um dia espetacular de sol e a temperatura super agradável (um ventinho frio batia de vez em quando). As flores da primavera estavam por todo o lado e fomos caminhando do hotel para a Avenida Louise, e de lá até a praça do Petit Sablon, muito lindinha. Julia achou logo um monte de sapinhos nadando no lago. De lá entramos na igreja em frente, a Notre Dame du Sablon, em estilo gótico e com vitrais lindíssimos.








Continuamos a caminhada rumo ao Grand Sablon, onde ficam várias lojas de chocolates maravilhosas. A primeira parada foi na Pierre Marcolini, loja chique, chocolates finos e a maioria amargo ou meio amargo. Provamos alguns, gostei mas não achei um espetáculo, e seguimos em frente. Próxima parada na Leonidas, que tinha um monte de ovinhos de Páscoa pequenininhos com uma infinidade de recheios deliciosos. Demos a volta na praça admirando as vitrines das outras lojas de chocolate já enfeitadas para a Páscoa e tive que parar na Univers du Thé, uma loja especializada em chás fantástica. Adorei o jeito que eles arrumaram os chás, em pequenos potinhos fechados que você podia ver e abrir para cheirar, e todos eles tinham etiquetas com a descrição da mistura e o nível de cafeína. O vendedor entendia muito de chás e batemos o maior papo com ele, ele foi mostrando cada chá raro maravilhoso incluindo um “chá azul” que é um chá verde que é seco com creme de leite e tem um cheiro incrível delicioso. Até um chá Ipanema eles tinham, com pitangas secas misturadas com as folhas de chá. Comprei dois chás diferentes e saí de lá pensando que queria uma loja assim perto de casa…ai ai…





A Tereza foi nos guiando pelas ruas e contando o que sabia dos lugares, passamos pelo Museu Real de Belas Artes, Museu Magritte, até o Palácio do Rei. Paramos numa carrocinha porque a Julia quis comer um waffle e minha nossa, que waffle absolutamente maravilhoso! Sem nada, só um pouquinho de açúcar por cima, mas a massa era deliciosa (esse era um waffle de Liège). Fizemos a volta e caminhamos até a Grand Place. Realmente a Grand Place é linda demais, pena que chegamos já com o sol um pouco mais baixo do que eu gostaria, mas tudo bem. Todos os prédios ao redor são lindos, é impressionante. Ficamos lá um bom tempo admirando cada um, Julia correndo, olhando os quadros que estavam sendo vendidos e fingindo que estava fotografando tudo.









De lá andamos até a estátua do Manequinho, que por acaso neste dia estava sem nenhuma roupinha especial, e como todo mundo fala, é uma estátua pequenininha e não tem muita graça. Pra chegar lá passamos por mais um monte de lojas de chocolate absurdamente lindas e vendedores de waffle. Seguimos atravessando as Galerias Royal Saint Hubert, e mais lojas de chocolate com vitrines lindas (já deu pra ver que essa cidade é o paraíso do chocolate).






No final da Galeria, viramos numa ruazinha estreitinha cheia de restaurantes, rumo ao Chez Leon, que é um dos restaurantes mais tradicionais da cidade. O objetivo era comer os mexilhões belgas famosos e tomar cerveja, claro. Eu bebi uma Tourtel, que é sem alcóol, só pra matar a vontade. ;-) A comida estava OK, com certeza o preço é mais pela fama do lugar do que pela qualidade. Depois do jantar tivemos que parar numa lojinha de waffles pra comer uns waffles caprichados de sobremesa, eu comi um com chocolate e chantilly por cima e o Gabe dividiu um com a Julia cheio de morangos e chantilly. Com certeza os melhores waffles que eu já comi na vida.




Tentamos achar um táxi pra voltar pro hotel mas não demos sorte, não vimos nenhum táxi grande e só apareceu taxista querendo dinheiro por fora pra levar a gente, então fomos de metrô mesmo. A Tereza ficou revoltada com essa história do táxi e conversou com um motorista, que confirmou o que a gente tinha ouvido antes. Ela prometeu que ia investigar se isso era tudo verdade. Fomos entrão pro metrô, que é arrumadinho e limpinho. Não tem catraca, então você não pode esquecer de validar o ticket na hora que entra ou pode tomar uma multa depois. Fizemos uma baldeação, nos despedimos da nossa querida guia Tereza, e depois fomos andando da estação na Avenida Louise para o hotel. Chegamos acabados, e com a sensação que gostaríamos de conhecer melhor Bruxelas. Sempre ouvi de todo mundo que é uma cidade feia, sem graça, mas o nosso dia foi ótimo e queria ter tido tempo de entrar nos museus por exemplo. Acho que o solzão, céu azul e temperatura amena colaboraram com a boa impressão da cidade – e a Tereza, claro!

Relaxando no Jardim de Luxemburgo

April 6th, 2011 by Luciana Misura

Nosso (pen)último dia em Paris amanheceu com céu azul, sol, maravilhoso. Fiquei na maior dúvida do que fazer: tentar ir a alguns dos pontos de turísticos que a gente acabou não indo (por causa dos dois dias perdidos com jet lag e da Julia ter ficado doente) ou ficar de bobeira relaxando sem nada pra fazer. Acabei optando por tirar o dia pra não fazer nada. Meus pais resolveram ir até Montmartre (que eu já tinha ido outras vezes) e eu, Gabe e Julia passamos o dia no Jardim de Luxemburgo.

Aproveitamos pra ir na lavanderia de manhã e lavar todas as nossas roupas antes de seguir viagem no dia seguinte pra Bélgica, já que trouxemos malas pequenas pra podermos nos deslocar de trem. Lavamos tudo, passamos numa lanchonete para comprar uns sanduíches na baguete e seguimos pro Jardim de Luxemburgo pra comer ao ar livre. Os canteiros de flores estavam lindíssimos e o jardim estava lotado, todo mundo aproveitando pra pegar sol. Achei engraçado que o único gramado que é liberado pro pessoal pisar estava entupido de gente! Depois de comer fomos pro parquinho infantil bacanérrimo que tem lá dentro. Não é gratuito, a entrada custa 2,60 euros pra crianças e 1,60 por adulto e você pode entrar e sair com um carimbo na mão. O parquinho estava lotado, a criançada se acabando de correr e brincar na areia, e os mais velhos num brinquedo que tinha zipline de um lado pro outro (uma parte do playground é para crianças até 7 anos e a outra é de 7 a 12 se não me engano, com brinquedos de escalar). Julia brincou até dizer chega, ela não queria sair de lá pra nada.










Deixei ela lá com o Gabe um pouco e fui explorar as ruazinhas em volta do Jardim. Mal saindo do parque resolvi ir até uma sorveteria Amorino que eu tinha visto outro dia e pra minha supresa a rua onde fica a sorveteria tem um montão de lojas infantis! O nome da rua é Vavin, fica no 6o arrondissement coladinha no Jardim de Luxemburgo. Tirei fotos das lojas bacanas que tem por lá: Atelier de Courcelles (grifes famosas e caras variadas), Berlingot (roupas e itens de decoração pra quarto de bebê), Little Big World (sapatos), Catimini (roupas coloridíssimas e moderninhas – maravilhosas), Ooxoo (roupas moderninhas), Ikks Junior (roupas moderninhas), Kaloo (roupas variadas e itens de decoração pra quarto de bebê). Nenhuma dessas lojas é barata que nem a DPAM por exemplo, os preços são bem salgadinhos, mas pra quem quer comprar alguma coisa diferente vale dar uma olhada – e pra quem vem do Brasil, onde os preços são abusivos mesmo, de repente não vai se assustar.









Saímos do parque no final do dia pra encontrar com os meus pais no apartamento e depois seguir pro Marais, pra jantar com a Martinha e a Claudia no Le Marché. Foi chatinho pra achar a tal praça onde fica o restaurante, demos voltas e voltas, a praça não aparecia nos meus mapas e ninguém sabia nos dizer onde era. Finalmente encontramos depois de muito andar! A Martinha estava esperando a gente e a Claudia infelizmente estava de cama e teve que furar.

O restaurante é micro, ficamos numa mesa no fundo apertadinhos. Curtimos muito o jantar batendo papo com a Martinha que é uma simpatia, e apesar do meu pato ter vindo queimado da primeira vez, depois totalmente cru e depois quase queimado de novo (novela!), o resto da comida estava bom. Julia dormiu quase que o jantar todo, ela já chegou dormindo no carrinho, depois do dia inteiro brincando (e ela tomou uma sopa quando chegamos no apartamento porque não ia aguentar esperar o jantar). Só quando a gente estava comendo a sobremesa que ela acordou, toda desorientada. Nos despedimos da Martinha e fomos pra casa porque já era tarde e no dia seguinte a gente tinha que desocupar o apartamento de manhã pra pegar o trem pra Bruxelas. Foi uma ótima última noite em Paris!

Paris mon amour

April 6th, 2011 by Luciana Misura

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Fotos de domingo a ontem.

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O Mickey fala francês

April 5th, 2011 by Luciana Misura

Julia acordou tarde mas estava melhor, então resolvemos ir pra Disney. Nós já tínhamos comprado os ingressos online mesmo então não tinha como desistir – você compra pela internet, imprime em casa mesmo e vai no dia que quiser. Tem desconto pra quem compra online e se não me engano o ingresso vale por 1 ano. Não achei que valia a pena comprar o ingresso com transporte incluído, comprando o ticket de trem direto no guichê saiu mais barato. Pegamos o RER A para Marne-La-Vallée-Chessy, que é a estação da Disney e leva em torno de 45 minutos (vale lembrar que tem que comprar o bilhete de trem correto, se embarcar com o ticket do metrô vai pagar multa porque é fora da zona metropolitana de Paris).

Chegamos lá e fomos direto para o Café Mickey na Disney Village para tentar uma vaga no almoço com os personagens. Como chegamos cedo (um pouco antes de meio-dia) conseguimos pegar uma mesa, vimos pessoas que chegaram um pouco depois e não tinha mais vaga. O ideal é sempre reservar essas refeições com personagens com a maior antecedência possível, eu não tinha reservado porque a gente não tinha decidido que dia iria a Disney (e foi sorte, porque se eu tivesse reservado pra ontem, como a Julia ficou doente teríamos perdido a reserva). Mal entramos no restaurante, nem tínhamos sentado ainda e entraram os personagens. Julia amou, ficou felicíssima de encontrar a Minnie, o Mickey, o Pato Donald, Pluto e outros personagens. Eles passam de mesa em mesa pra tirar fotos com todas as crianças. A comida era decente (nada super especial), pratos franceses e americanos, e você pode pedir a la carte ao invés do menu de preço fixo, o Café Mickey não é dos mais caros. O serviço foi super lento, mesmo para o padrão francês. Julia adorou o macarrão em formato de Mickey…

Depois do almoço saímos da Disney Village e entramos na Disneyland propriamente dita. Uma coisa chata foi que o castelo da Bela Adormecida estava em obra, mesmo com o tapume bonitinho não é a mesma coisa…Fomos direto pra Fantasyland. Que diferença quase 2 anos fazem! Quando fomos a Disney em Los Angeles a Julia ia fazer 2 anos e não curtia tanto os brinquedos (ficava com um pouco de medo). Dessa vez ela queria ir em tudo logo de cara, toda saltitante ;-) Fomos no carrossel, depois ela quis ir no Dumbo voador (amou!), nas xícaras malucas (roda mais rápido mamãe!), no labirinto da Alice (que só tem em Paris), Small World, Peter Pan, ela curtiu pra caramba. Entramos na fila pra tirar foto com a Bela Adormecida mas no meio do caminho a princesa foi embora e chegou a Branca de Neve (ainda bem que ela não tinha visto). Na hora mesmo de falar com a Branca de Neve ela ficou super tímida e agarrada em mim, não quis falar de jeito nenhum. Assistimos a parada com todos os personagens desfilando e ela adorou. Achei a parada meio fraquinha, com poucos carros e poucos dançarinos. Depois de um sorvetinho Julia pegou no sono no carrinho mesmo e a gente foi pra Adventureland. Meus pais e o Gabe foram em alguns dos brinquedos e eu fiquei com ela esperando. Andamos pela Frontierland com tudo já meio vazio porque o parque fecha cedo nessa época do ano, não tem nem a parada noturna nem fogos. Você sai ainda com a luz do dia, coisa chata.

Voltamos para Paris e fomos jantar perto do apartamento, um restaurante pequenininho que não lembro o nome mas a comida também não estava digna de nota. A melhor coisa do jantar foram os profiteroles de sobremesa ;-)


















Mudança de planos, Sainte Chapelle e Palais Royal

April 4th, 2011 by Luciana Misura

Nós tínhamos nos programado para ir a Disney Paris hoje, mas Julia acordou doente. Ela não queria levantar da cama, tomou banhou e voltou pra cama, estava febril e quando finalmente voltou a dormir, acordou vomitando em tudo. Lá fomos nós tirar a roupa de cama toda e levar pra uma lavanderia o mais rápido possível, felizmente a cama tinha uma capa impermeável e não molhou o colchão. Liguei pro seguro-saúde e eles mandaram um médico rapidinho, ele atendeu super bem, confirmou que não era nada demais e que ela só precisava descansar. Depois desse episódio pelo menos ela dormiu mais algumas horas e acordou melhor, dizendo que estava com fome e que queria passear.





A essa altura metade do dia já tinha ido embora e resolvemos dar um pulo na Sainte Chapelle depois de fazer um lanche gostosinho no Brioche Dorée na nossa rua mesmo. A Sainte Chapelle pra mim é a igreja mais bonita que já visitei. É pequena, não tem toda a história da Notre Dame, mas suas paredes altíssimas cobertas por vitrais de cima a baixo não tem igual. A fila estava grande na calçada novamente, eles não deixam quem tem Paris Museum Pass passar na frente da fila, o que é ridículo porque nem todo mundo ali comprou ticket, mas enfim, não teve jeito e ficamos esperando. Passamos pelo raio-x (porque a Sainte Chapelle fica dentro da área do Palácio da Justiça) e aí sim pudemos entrar na igreja. Você entra pelo nível inferior, que não tem muita graça, deixamos o carrinho da Julia ali e subimos a escadinha caracol de pedra para o nível superior. É sempre uma experiência incrível entrar no nível superior, não tem quem não fique boquiaberto por um momento. Ficamos lá admirando os vitrais fantásticos (cada um tem uma história, conta uma passagem religiosa) até a Julia cansar e pedir pra ir embora.







Atravessamos a Île de la Cité pro outro lado do rio e continuamos andando em direção a Rue de Rivoli. No caminho tinha uma loja DPAM (Du Pareil Au Même) que adoro e tive que comprar umas roupinhas diferentes pra Julia (mesmo em euro as roupas por lá tem ótimo preço, recomendo muito, tem várias espalhadas pela cidade). Bem em frente a loja tinha uma estação do Velib, que é um sistema de aluguel de bicicletas muito legal.


Continuamos andando até o Louvre, e aí viramos a direita pra entrar no Palais Royal. O Palais Royal é um espaço muito bacana, infelizmente estava em obra e um tapume enorme fechava a vista do lindo jardim que tem do outro lado. Mas a idéia era deixar a Julia correr pelas colunas listradas e brincar até cansar. E foi isso mesmo que ela fez, subiu e desceu trocentas vezes, correu bastante, parece que o mal estar que ela teve de manhã passou. Tiramos várias fotos por ali e depois atravessamos pro jardim, que estava florido mas ainda não estava no auge. Julia ficou correndo atrás dos pombos e quando o sol se pôs fomos procurar um restaurante pra comer.






Fomos andando pela Rue Saint Honoré, que tem vários restaurantes, mas estavam lotados, reservados ou com fila de espera, acabamos entramos numa pizzaria italiana chamada Pizza Oskian; pedimos massas e a comida estava simples e decente. Chamaram um garçom que era brasileiro morando na França quase que a vida toda pra atender a gente, a família do cara é francesa e portuguesa e ele tem pouco contato com o Brasil, mas foi simpático e atendeu bem. Caminhamos para casa, batemos ponto na Amorino pra tomar sorvete, se a Julia acordar bem vamos pra Disney amanhã.



Paris com chuva

April 3rd, 2011 by Luciana Misura

Depois de um dia bonito de sol e relativamente quente, o domingo amanheceu com chuva e frio. Fomos andando na direção da Sainte Chapelle, que era a nossa primeira parada do dia mas a fila estava gigante e desistimos. Continuamos então em direção ao Centre Pompidou, que é o museu de arte moderna. A garoa fina não impediu que a Julia quisesse apreciar a fonte Stravinsky, com suas esculturas e instalações coloridas e estranhas. Ela não queria sair dali de jeito nenhum, e foi difícil convencê-la de que tínhamos que entrar no museu.

Como era o primeiro domingo do mês, a entrada foi gratuita e demos a maior sorte que chegamos antes do museu encher – quando saímos a fila pra entrar dava voltas. Fomos direto pro último piso, para uma exposição bacana do artista Jean-Michel Othoniel, que a Julia adorou (essa menina gosta de um museu de arte moderna e suspeito que outras crianças devem gostar muito mais de instalações de arte moderna do que das pinturas, por causa da interatividade, pelo menos é o caso dela). Muitos Picassos, Braques, Kandinskys depois, resolvemos ir pra Notre Dame.






Entramos na Notre Dame e não acreditei na nossa sorte: estava rolando uma missa, e bem na hora que a gente entrou, o órgão de tubos estava tocando. Foi muito legal entrar nessa igreja imponente com o som do órgão, foi um desses momentos mágicos, pena que acabou logo. Sempre fico impressionada com os vitrais incríveis e com a iluminação da Notre Dame, as centenas de velas acesas, parece que você está entrando em uma outra era.






De lá fomos caminhando para a Île Saint Louis, rumo a Berthillon, considerado por muita gente o melhor sorvete de Paris (e até da França). Antes paramos para almoçar galettes na creperia Au Lys D’Argent. Foi uma ótima surpresa, estava tudo bem gostoso, galettes são crepes feitos de trigo integral. Eu pedi uma de salmão e tinha ovo, o ovo veio mole por cima e como eu não podia comer acabei trocando com o meu pai que tinha pedido uma galette com presunto, tomates e queijo que estava bem gostosa também (mas fiquei na vontade de comer a de salmão, humpf!). Depois do almoço (que sempre leva horas porque o serviço é sempre lento, nem adianta se estressar), finalmente fomos tomar o sorvete na Berthillon. Eu tomei um de avelã que estava divino, todo mundo gostou muito do sorvete (mas o sorvete da Amorino é tão bom quanto, na minha opinião).

Nos despedimos do meu primo que ia pegar o trem pra voltar pra cidade onde ele mora e depois aproveitamos para explorar as lojinhas que ainda estavam abertas na Rue Saint Louis en l’Ile. Ao lado da Berthillon, bem na esquina, tinha uma loja de coisinhas de decoração, souvenirs e afins linda de morrer chamada Eva Baz’Art. Depois de andar o dia inteirinho perguntando em cada loja da cidade se eles vendiam guarda-chuvas para crianças, justamente essa loja tinha os guarda-chuvas pra criança mais lindos que eu já vi! Julia escolheu um toda contente, desde de manhã ela estava pedindo um “guarda-chuva pequenininho” pra ela, e ficou felicíssima quando ganhou o seu primeiro guarda-chuva! Detalhe: não estava chovendo mais, logicamente. Continuamos andando mas a maioria das lojas já tinha fechado: a Pylones, sempre bacana com objetos para casa coloridíssimos; uma loja de marionetes, Clair de Rêve, que parecia bem interessante. Uma loja de doces em estilo super antigo, parecia saída de um livro infantil, La Cure Gourmande. A Oliviers & Co, com uma variedade enorme de azeites. Até uma loja do designer brasileiro Carlos Sobral com suas jóias coloridas está por ali. Enfim, essa ruazinha estreita é um oásis de lojinhas interessantes.





Caminhamos então de volta para a Notre Dame, entramos pelo jardim atrás da igreja, tem um parquinho pra crianças ali e as flores estavam lindíssimas. O jardim lateral, entre a Notre Dame e o rio estava um espetáculo de tulipas e cerejeiras em flor. Fomos a pé então em direção ao apartamento, que já estava ficando tarde, procurando um lugar pra um lanche. Estávamos sem muita fome porque almoçamos depois das 5 da tarde, acabamos em outra creperia perto do apartamento mas só comemos salada mesmo, tomei um chá, e pronto. Julia já estava dormindo no carrinho, claro que acordou quando entramos no apartamento dizendo que estava com fome ;-) Nessas horas que é bom estar num apartamento com cozinha e comida na geladeira! Fomos dormir torcendo pro tempo melhorar, mas a previsão não era animadora.