Na sexta a noite fomos assistir ao Ballet Bolshoi, apresentando o clássico dos clássicos: O Lago dos Cisnes. A apresentação foi no Detroit Opera House, com orquestra, como manda a tradição.
Para quem não conhece ballet clássico, O Lago dos Cisnes, assim como O Quebra-Nozes, são dois dos mais conhecidos e apresentados ballets, ambos com música composta por Tchaikovsky e como a maioria dos ballets clássicos, extremamente românticos e fantasiosos. Mesmo que você nunca tenha visto nenhum deles, provavelmente reconheceria os acordes das músicas: estas duas peças contém algumas das mais famosas músicas clássicas de todos os tempos, como a Valsa das Flores, por exemplo. A primeira apresentação de O Lago dos Cisnes foi uma montagem do próprio Bolshoi em 1877, em Moscou.
A estória é uma versão francesa de um conto alemão (que infelizmente não sei qual é), sobre uma princesa, Odette, que foi transformada em cisne por um mago vilão, Rothbart; suas amigas são transformadas em cisnes também. Toda meia-noite, ela e as amigas se transformam em humanas novamente por algumas poucas horas. Em uma dessas noites, ela é descoberta pelo Príncipe Siegfried, que se apaixona e promete resgatá-la. Realiza-se um baile no castelo, o Príncipe Siegfried é apresentado a várias princesas, e precisa escolher uma delas para ser sua noiva. O príncipe não sabe o que fazer, quando então chega ao baile Odile, filha do mago, exatamente igual a Odette, mas como um cisne negro. O príncipe acredita que ela é Odette, e a escolhe como sua noiva. Odette então aparece e vê o que aconteceu, e ele também a reconhece. Vendo o erro que cometeu, quebrando sua promessa a ela, o príncipe se desespera. Ela foge para o lago, e ele vai atrás dela. Lá ela o perdoa, pois ele foi vítima de um feitiço do mago, mas Rothbart cria uma grande tempestade e Odette e Sigfried se afogam. Em algumas (muitas das) versões, há um final feliz: Siegfried luta com Rothbart e resgata Odette e suas amigas depois de quebrar o feitiço.
Eu, que adoro ballet e sempre que tinha apresentação importante no Brasil fazia questão de assistir, adorei, claro. Mas posso dizer que não foi das melhores que vi: os bailarinos principais não estavam em seus melhores dias, e essa montagem não tem o final feliz, que conta com a luta do príncipe com o mago, que é super dramática e muito bonita. Fica faltando um desfecho com mais emoção. A apresentação que assisti em setembro do ano passado, do Ballet Kirov em São Paulo, tinha esse final e foi maravilhosa. De resto, tudo nota 10: cenários, figurinos, iluminação, a música e a orquestra, é um espetáculo lindo mesmo. Se tiver oportunidade, largue o preconceito de que ballet é chato e vá assistir.