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Archive for the ‘Cultura’ Category

Os três “Bs”: Bach, Beethoven, Brahms

May 3rd, 2003 by Luciana Misura

Ontem fomos a um concerto com músicas de Bach, Beethoven e Brahms. A orquestra, Macomb Symphony, é a que o meu sogro toca (ele toca viola agora, antes tocava violino). Acho que toda a comunidade alemã da região estava lá, nunca vi tanta gente por aqui falando em alemão junta (os três compositores são alemães).

Eles tocaram uma das minhas músicas preferidas de Bach, uma sinfonia de Beethoven muito bonita (Fantasy), com uma pianista fantástica que tocou a peça inteira interagindo com a orquestra SEM ler a música, tudo de cabeça. A peça de Brahms não gostei muito, achei monótona. Um coral bem grande cantou em Fantasy e Jesus Joy (de Bach, que o nome em português é Jesus Alegria dos Homens). Mas a melhor foi no final, a Toccata e Fuga, de Bach, que deixa a orquestra doidinha, os instrumentos “conversando” numa velocidade absurda.

Mozart’s Requiem

January 24th, 2003 by Luciana Misura

Ontem fomos a um concerto da DSO (Detroit Symphony Orchestra), que apresentou Requiem, de Mozart. A história dessa composição é muito interessante e quem assistiu ao filme Amadeus provavelmente vai lembrar da obsessão de Mozart antes de morrer, compondo o Requiem (que é uma homenagem póstuma, pode ser um discurso ou música). O programa tem um texto interessante, vou traduzir e resumir: Mozart começou a escrever o Requiem sob encomenda de um desconhecido, que exigiu o anonimato quando contratou o músico. Este pedido aconteceu apenas alguns meses antes da morte de Mozart, que estava muito doente e durante a composição desta sinfonia começou a ter pressentimentos de que estaria compondo o seu próprio Requiem. Por causa disso, se tornou obcecado em escrever uma música suave, tranquilizante e confortante, que era a idéia que ele fazia da morte, segundo cartas a seu pai – e também uma sinfonia que fosse sua obra-prima, que fizesse jus a todas as suas composições anteriores. Morreu deixando a sinfonia quase pronta, e os trechos inacabados foram finalizados por um dos seus assistentes.

A apresentação foi no Detroit Orchestra Hall, que é o prédio original de concertos da cidade, construído em 1919 – e chegou a virar uma Igreja nos anos 50 – antes de ser restaurado e se tornar novamente palco para apresentações musicais. O estilo arquitetônico é bem parecido com o da Detroit Opera House, onde fui assistir aos ballets e publiquei as fotos aqui no site, só que menos suntuoso.

Degas and the Dance

January 2nd, 2003 by Luciana Misura

Fomos hoje à exposição Degas and the Dance, que está no Detroit Institute of Arts. Infelizmente não é permitido fotografar a exposição (nem preciso dizer que fiquei frustradíssima) e não vou poder mostrar pra vocês o trabalho maravilhoso desse artista.

Mais de 100 trabalhos incluindo pinturas, desenhos e esculturas, tudo mundo bem montado, começando com um filme de quase uma hora sobre a vida de Degas (opcional) e de lá para a primeira galeria com fotos da Ópera de Paris, onde ele assistia aos ballets que retratava. A segunda galeria mostrava os primeiros quadros, com retratos de alguns dançarinos que seriam personagens das centenas de desenhos e pinturas posteriores. Depois uma galeria com desenhos e pinturas dos ensaios, passando para uma outra com pinturas das apresentações, uma sala com o caderno de esboços do artista (original) e que foi escaneado e que podia ser consultado em um dos diversos computadores touch-screen. A quarta galeria mostrava mais apresentações e um filme sobre dança, com uma sala anexa com espelhos e barras onde o público poderia aprender as 5 posições básicas de ballet (para o meu espanto muita gente estava lá brincando, lógico que as crianças faziam a festa). De lá para a galeria com os nus das bailarinas e a última com os quadros da fase final do pintor, quando ele estava mais concentrado em detalhes e nas cores do que em retratar o cenário completo.

Todos os quadros e desenhos foram complementados com maquetes de cenários dos ballets representados, esculturas das bailarinas com as fantasias, sapatilhas encontradas no estúdio do pintor, tudo muito detalhado e bem-feito. Só fiquei com pena que faltaram os quadros mais importantes, que estão em museus na França e que não vieram para esta exposição, que contou com quadros de acervos de museus americanos e de coleções particulares. Mas valeu muito a pena, a exposição fica aberta até o dia 12 próximo.

Saímos da exposição e estava nevando muito, já estava tudo branquinho e a neve caindo forte. Pela previsão do tempo, vai nevar de 8 a 16 centímetros de neve de hoje para amanhã. Levei mais de uma hora para chegar em casa em um trajeto normalmente de 20 minutos…nesse ponto a neve é que nem a chuva no Rio e em Sampa.

Procurando fotos das pinturas que estavam na exposição, encontrei este site que é o mais completo que já vi com os trabalhos do artista. As pinturas e desenhos estão divididos por época, são mais de 400 imagens!

Ballet Quebra-Nozes

December 14th, 2002 by Luciana Misura

Fomos quinta assistir ao ballet O Quebra-Nozes, apresentado pelo Cincinnati Ballet. Como comentei aqui mês passado, quando fui assistir ao Lago dos Cisnes, este é um dos mais conhecidos ballets no mundo, com a música fantástica de Tchaikovsky. O segundo ato inteirinho é uma sucessão de músicas lindas e muito conhecidas, que a maioria das pessoas nem sabe que faz parte do ballet. Costumo dizer que O Quebra-Nozes é o primeiro ballet que se deve assistir, é o ballet para quem ainda não gosta de ballet; e para quem gosta é sempre um prazer ver de novo.

Para começar, tudo se passa na noite de Natal, então os cenários já são lindos e todo mundo se sente envolvido, o clima é familiar. E a história é pura fantasia: a menina Marie ganha de presente de seu padrinho, que fabrica brinquedos, um boneco Quebra-Nozes de presente de Natal. O boneco é mágico e dança para todos na festa, depois retorna ao seu tamanho normal e aos braços da menina. Todos aproveitam a noite celebrando e depois as crianças vão dormir. À meia-noite coisas estranhas começam a acontecer: a árvore de Natal e tudo mais na casa aumentam de tamanho, os ratos andam pela casa. Marie acorda e quando vai ver o que houve, está do tamanho dos ratos. Eles raptam seu Quebra-Nozes e ele luta com os ratos e com seu líder, Rei dos Ratos, ajudado por seus amigos soldadinhos de brinquedo. Depois de vencer a luta, o Quebra-Nozes se transforma em um príncipe da terra dos doces e brinquedos, e leva Marie para visitar a sua terra. Ela voa em sua cama pela noite e neve, e chega à terra do príncipe. Os brinquedos de terras distantes chegam para dar as boas-vindas e todos dançam, uma linda Rosa e suas amigas flores também participam e todos se divertem. No final da noite, Marie e o príncipe dançam para se despedir dos amigos e ela retorna à sua casa, quando acorda, com seu querido boneco Quebra-Nozes ao seu lado.

A apresentação foi na Opera House de Detroit novamente, e desta vez eu tirei umas fotos lá dentro, acho o teatro muito bonito e é bem diferente dos teatros importantes que temos no Brasil (o Municipal do Rio e de São Paulo e o teatro de Manaus). A arquitetura e a decoração nada lembram aos nossos teatros, que por sua vez, são copiados dos teatros famosos europeus. Tirei poucas fotos porque era proibido, então dei uma voltinha disfarçadamente e quando veio o primeiro funcionário falando que não podia, eu tive que parar. Aliás, não entendo porque um lugar desses, que é uma das atrações turísticas da cidade, proíba que se tire fotos. Entendo e respeito que não se possa tirar fotos durante a apresentação, mas não poder tirar fotos nem do prédio em si, no intervalo, não entendo mesmo.



Ballet Bolshoi

November 24th, 2002 by Luciana Misura

Na sexta a noite fomos assistir ao Ballet Bolshoi, apresentando o clássico dos clássicos: O Lago dos Cisnes. A apresentação foi no Detroit Opera House, com orquestra, como manda a tradição.

Para quem não conhece ballet clássico, O Lago dos Cisnes, assim como O Quebra-Nozes, são dois dos mais conhecidos e apresentados ballets, ambos com música composta por Tchaikovsky e como a maioria dos ballets clássicos, extremamente românticos e fantasiosos. Mesmo que você nunca tenha visto nenhum deles, provavelmente reconheceria os acordes das músicas: estas duas peças contém algumas das mais famosas músicas clássicas de todos os tempos, como a Valsa das Flores, por exemplo. A primeira apresentação de O Lago dos Cisnes foi uma montagem do próprio Bolshoi em 1877, em Moscou.

A estória é uma versão francesa de um conto alemão (que infelizmente não sei qual é), sobre uma princesa, Odette, que foi transformada em cisne por um mago vilão, Rothbart; suas amigas são transformadas em cisnes também. Toda meia-noite, ela e as amigas se transformam em humanas novamente por algumas poucas horas. Em uma dessas noites, ela é descoberta pelo Príncipe Siegfried, que se apaixona e promete resgatá-la. Realiza-se um baile no castelo, o Príncipe Siegfried é apresentado a várias princesas, e precisa escolher uma delas para ser sua noiva. O príncipe não sabe o que fazer, quando então chega ao baile Odile, filha do mago, exatamente igual a Odette, mas como um cisne negro. O príncipe acredita que ela é Odette, e a escolhe como sua noiva. Odette então aparece e vê o que aconteceu, e ele também a reconhece. Vendo o erro que cometeu, quebrando sua promessa a ela, o príncipe se desespera. Ela foge para o lago, e ele vai atrás dela. Lá ela o perdoa, pois ele foi vítima de um feitiço do mago, mas Rothbart cria uma grande tempestade e Odette e Sigfried se afogam. Em algumas (muitas das) versões, há um final feliz: Siegfried luta com Rothbart e resgata Odette e suas amigas depois de quebrar o feitiço.

Eu, que adoro ballet e sempre que tinha apresentação importante no Brasil fazia questão de assistir, adorei, claro. Mas posso dizer que não foi das melhores que vi: os bailarinos principais não estavam em seus melhores dias, e essa montagem não tem o final feliz, que conta com a luta do príncipe com o mago, que é super dramática e muito bonita. Fica faltando um desfecho com mais emoção. A apresentação que assisti em setembro do ano passado, do Ballet Kirov em São Paulo, tinha esse final e foi maravilhosa. De resto, tudo nota 10: cenários, figurinos, iluminação, a música e a orquestra, é um espetáculo lindo mesmo. Se tiver oportunidade, largue o preconceito de que ballet é chato e vá assistir.

Degas vem aí

October 16th, 2002 by Luciana Misura

Semana que vem, dia 20 de outubro, começa a exposição Degas e a Dança, no Detroit Institute of Arts (DIA). Eu simplesmente adoro os quadros deste impressionista que retratou com tanta beleza a rotina de bailarinos parisienses do século XIX. Tive o privilégio de ver algumas das obras no Musée D’Orsay, em Paris, mas esta exposição é mais completa, pois vai reunir obras que estão espalhadas em 11 países, colocando-as lado a lado com fotos, maquetes de cenários e figurinos usados na época. Além dos lindos óleos e pastéis, desenhos e algumas esculturas. As entradas custam $4 para adultos e $1 para crianças, e a exposição vai até dia 12 de janeiro. Se estiver por perto, vale a pena dar um pulinho lá. Maiores informações no site que o DIA preparou para a mostra. Consulte também a programação de palestras sobre desenho, história, pintura e dança, que serão oferecidas durante a exposição.

Renoir no MASP

April 29th, 2002 by Luciana Misura

Tá rolando uma super exposição aqui no MASP com as obras mais importantes de Renoir. Trouxeram quadros do Musée d’Orsay, de Paris e do Metropolitan de NY, mais de 100 obras, tenho que ir!

Orixás

September 25th, 2001 by Luciana Misura

Ah, não comentei aqui ainda da “exposição” que estão fazendo no parque Ibirapuera. Tem umas esculturas dos Orixás boiando no lago, muito legais. Ficou bem bacana, eu gostei, as esculturas são bonitas, tirei umas fotos ontem à noite mas ainda não tirei da câmera, amanhã coloco aqui…

O conceito é o mesmo da árvore de natal da Lagoa, no Rio, que eu adoro, fica boiando lá toda iluminada. Aliás, podiam fazer uma árvore dessas para colocar no lado do parque também…Ah, mas os Orixás daqui não ficam à deriva não, estão fixos…

Finalmente o Kirov

September 3rd, 2001 by Luciana Misura

Sábado fui ver o Kirov em O Lago dos Cisnes. Ma-ra-vi-lho-so! Simplesmente sem palavras. Eles são perfeitos, a coreografia é linda, a música é excepcional. Só isso bastaria, mas o figurino, os cenários, a iluminação, tudo deixa o espetáculo ainda mais bonito e emocionante. Para ser perfeito, só se fosse apresentado no Teatro Municipal, ao invés de ser no Credicard Hall (horroroso). Três horas de duração, com dois intervalos. O único problema era um mal-educado (sempre tem um) que ficava cantarolando a música e falando durante a apresentação, bem atrás da gente. Eu abstraí totalmente, o Kazi é que ficou irritado, não conseguia deixar de ouvir o mala desafinando a música. Pobre Tchaikovsky…

Valeu cada centavo, claro. E ainda comprei um DVD do Kirov encenando O Corsário.

Kirov e o Lago dos Cisnes

August 24th, 2001 by Luciana Misura

Finalmente estou com o meu ingresso para o Kirov, pro dia do Lago dos Cisnes. Hoje saíram umas fotos lindas do ensaio deles no UOL, bem na home. Peguei algumas pra colocar aqui…

Quem quiser assistir e ainda não comprou os ingressos tem que correr, estão quase esgotados. Fiquei um tempão tentando combinações de dias / lugares para conseguir achar…