Site Meter

Archive for the ‘Inverno’ Category

Choques, bzzzz

Janeiro 12th, 2004 by Luciana Misura

Como já comentei antes, o inverno é a estação dos choques. O ar fica muito seco, tanto dentro de casa, por causa do aquecimento (que seca tudo que nem ar condicionado), quanto do lado de fora, porque a umidade do ar congela. Qualquer atrito vira eletricidade, e os novos choques que andei levando são ridículos: fazendo carinho no Gato, abrindo o laptop, ligando o carro, trocando de roupa, acendendo a luz, e por aí vai. Tenho que tirar uma foto do meu cabelo voando toda vez que tiro o casaco, principalmente o de náilon. O problema disso tudo, além dos choques, é que eu pago o maior mico: sempre levo susto ou solto um “ai”, provocando a gargalhada geral. Eles aqui já são ultra acostumados e raramente se surpreendem com os choques, então os meus sustos são a maior diversão. E eu que achava que em São Paulo tinha muita eletricidade estática, mal sabia o que me esperava…

Esfriando

Janeiro 6th, 2004 by Luciana Misura

Essa foi a temperatura hoje e vocês podem ver a previsão para os próximos dias, agora realmente o frio chegou (reparem no feels like, que é a sensação térmica, e que agora de noite bateu os 22 graus negativos). A neve está seca, um farelo, igual areia de praia. Apesar da temperatura, como fez sol, um bocado evaporou, principalmente das ruas, por causa do movimento dos carros. O problema é que a estrada fica molhada, a água bate no pára-brisa e vira gelo quase que instantaneamente, fica tudo grudado e não tem limpador de pára-brisa que resolva. Os carros limpa-neve passaram nas ruas, removeram a neve acumulada e empurraram para as calçadas, fazendo montes de neve enormes. Depois vieram os caminhões de sal, que é colocado para que a neve e gelo não se acumulem. As fotos são das janelas do prédio em que trabalho, tava todo mundo me perguntando por que eu tava tirando tanta foto da janela…


Ah, repararam nas fotos como aqui é tudo plano? Não tem nem um morrinho, nada, tudo flat

Esse tal de Murphy…

Dezembro 11th, 2003 by Luciana Misura

Por que a gasolina resolve entrar na reserva justamente na hora que estou voltando para casa cansada e que está fazendo 7 graus negativos e o maior vendaval? Só para eu ter que sair do carro para abastecer e ficar batendo os dentes, claro. E ainda por cima respingar gasolina na lateral e a máquina resolver não dar o recibo do pagamento. Tudo para que eu passe mais uns 5 minutinhos congelando. A maior mordomia da vida moderna é posto de gasolina com frentista. Mandem alguns para cá que a gente aqui tá precisando.

Ice Storm

Abril 9th, 2003 by Luciana Misura

Na sexta passada, enquanto estávamos no Rio, teve uma ice storm (tempestade de gelo) aqui em Michigan. Foi a única deste inverno e eu estava louca para ver, porque o efeito é lindo, que vocês vêem nas fotos que um dos colegas de trabalho do Gabe, o Jim, me mandou.

A tempestade de gelo acontece quando as nuvens estão aquecidas o suficiente para produzir chuva ao invés de neve, mas o ar e o chão ainda estão abaixo de zero. Assim, no momento que a chuva entra em contato com as árvores, casas, carros, chão, qualquer coisa - ela congela. Fica tudo coberto de gelo, como se fosse um revestimento mesmo, brilhando a luz do sol.

O problema é que como o gelo fica grudado no que quer que seja, faz um peso extra, e então galhos quebram, fios se partem, as estradas ficam perigosas, é uma complicação. Só para vocês terem uma idéia, a tempestade foi na sexta e até ontem ainda tinha mais de 100 mil pessoas sem eletricidade no estado. Pena que eu não estava aqui para ver, apesar dos estragos, todos são unânimes em dizer que a ice storm é sempre linda.

Fazendo Maple Syrup

Março 16th, 2003 by Luciana Misura

Aproveitamos o sábado de tempo bom para fazer um programa que eu queria há tempos: acompanhar como é feito o Maple Syrup. Se você não sabe o que é isso, vou tentar explicar: já viu em filme ou desenho animado quando as pessoas comem uma pilha de panquecas redondinhas e jogam uma calda em cima, que parece mel? Pois é, a tal calda se chama Maple Syrup, ou xarope de bordo, em português. Maple é o nome da árvore que é bastante comum por aqui (que a folhinha é aquela da bandeira do Canadá) e da qual se extrai a seiva para fazer o xarope - existem diferentes tipos de Maple, a variedade da qual se extrai a seiva é a Sugar Maple.

A Universidade de Michigan tem uma floresta no campus e eles durante esta época fabricam o maple syrup, e o processo é feito por voluntários. E aí lá fomos nós participar…Acontece assim: durante o inverno, com o frio que faz por aqui, as árvores “hibernam”, a seiva pára de correr pelo tronco e galhos, já que não tem as folhas e não tem a fotossíntese. Com a chegada da primavera e o aumento da temperatura, as árvores “acordam” e a seiva começa a correr de novo, e em abundância, para refazer as folhas perdidas. Existem muitos fatores que influenciam a coleta da seiva, como temperatura e precipitação, se quiser saber mais, leia a página 2 da newsletter da Universidade de Michigan. No final do inverno então, é feito um pequeno furo nas árvores escolhidas e coloca-se uma bolsa plástica, que vai recolher a seiva quando ela começar a fluir. Como estava fazendo muito frio ainda, não tinha começado a correr a seiva até essa semana.


Na hora que fomos lá, eles estavam organizando um grupo para recolher a seiva acumulada nas bolsas. Duas duplas com um carrinho com vários baldes e dois galões grandes entraram na floresta, seguidos pelos voluntários. A floresta estava alagada, porque hoje fez 16 graus e a neve derreteu quase toda, então imaginem o lamaçal. Seguimos até a área onde as árvores com as bolsas estavam, e aí cada um pega um balde e vai esvaziar as bolsas no balde e depois dos baldes para os galões no carrinho, e aí todo mundo volta para procurar mais árvores. A seiva é clara e líquida como água (e é basicamente água mesmo, com minerais e açúcar), todo mundo provou um pouquinho, claro, o gosto é mesmo de água com um pouquinho de açúcar. As bolsas estavam bem cheias, deu para completar os quatro galões que estavam no carrinho e aí voltamos para o prédio da Universidade onde eles guardam a seiva e tem o fogão especial onde a seiva é fervida por 6 horas, para se tornar então o xarope que usamos no dia-a-dia. Infelizmente eles já tinham fervido muita seiva hoje e os galões que recolhemos foram guardados para serem fervidos amanhã, então não vimos essa parte.

Mas foi bem legal, o lugar é lindíssimo, tem um lago bem grande congelado, as árvores super altas com um céu azul, estava bonito. Olhem na última foto o meu cunhado do lado (esquerdo) de uma das maiores árvores, ele é um pontinho na foto! Um dos funcionários da Universidade recomendou que a gente volte lá entre duas e três semanas; ele disse que o chão da floresta vai estar coberta de flores lilás, que brotam no início da primavera. Vou lá ver com certeza, vai ser um espetáculo.

Boneco de Neve

Março 15th, 2003 by Luciana Misura

Hoje foi um dia excepcional, finalmente senti a primavera começando. Fez nada menos que 16 graus com sol e céu azul, e a neve derretia a olhos vistos. Ficamos todos felizes de poder dirigir com as janelas abertas e por não precisar usar os casacos pesados o tempo todo (só no final do dia, quando a temperatura caiu para 8 graus, mas mesmo assim não estava nada mal).

Aproveitamos o bom tempo para fazer um boneco de neve, finalmente! Fica muito fácil fazer as bolas de neve quando está quente, porque a neve fica “molhada” e quando você começa a rolar a bola de neve, ela vai crescendo rapidinho (ao contrário de quando está seca, que é esfarelenta e não gruda de jeito nenhum - igualzinho a areia quando está seca ou molhada). O nosso boneco foi na verdade uma boneca, de chapéu e batom, cachecol e nariz de cenoura, ficou legal, mas agora de noite já tinha derretido uma boa parte.




Grandes Lagos congelados

Março 13th, 2003 by Luciana Misura

Então tá, está frio mesmo…

Three of North America’s Great Lakes — Lake Huron(center right), Lake Superior(upper left) and Lake Erie(lower center) — have frozen over for the first time in nearly a decade after icy weather lasting more than a month, experts at Environment Canada said on March 11, 2003. The Great Lakes are seen in this March 9 satellite image. (LRRS-MODIS, NASA (news - web sites)/Reuters)
Traduzindo: Três dos Grande Lagos nos EUA - Lago Huron (centro à direita), Lago Superior (acima à esquerda) e Lago Erie (abaixo centro) - congelaram completamente pela primeira vez após quase uma década, depois da temperatura ter ficado abaixo de zero por mais de um mês, disseram os experts em Meio-Ambiente do Canadá em 11 de março. Os Grandes Lagos podem ser vistos nesta imagem de satélite do dia 9 passado (o maior lago e consequentemente o menos congelado, à esquerda, é o Lago Michigan). O pontinho vermelho, é onde fica Detroit, perto da cidade que moro (aproximadamente).

Ah, e nevou de novo esta noite. E as lojas todas com roupas de primavera nas vitrines. Vestidinhos floridos, tecidos fininhos, esse povo tá doido. Eu que perdi minhas luvas não consegui comprar novas, não vende mais. E -3 graus lá fora.

Mais neve!

Fevereiro 24th, 2003 by Luciana Misura

nevando de novo…êêêê!

E essas fotos tirei ontem, após a nevasca de sábado. Foi menos do que a metereologia previu (como sempre), mas como semana passada a gente já não tinha neve nenhuma no chão, pensar que essa neve toda aí caiu em algumas horas é impressionante. O trajeto fotografado é o da nossa casa até a casa da tia do Gabe, Royal Oak - Southfield (que era o bairro que a gente morava antes da mudança). Para vocês acompanharem, “dirigindo em Michigan”: o nosso jardim (fotos 1 e 2), a nossa rua (fotos 3, 4 e 6), nossa casa (foto 5), 12 mile road (foto 7), Woodward Ave (fotos 8 e 9), i-696 - que é uma das muitas vias expressas aqui (foto 10 e 11), Telegraph Rd e outras ruazinhas menores e residenciais (fotos 12, 13 e 14) até a rua da tia dele (foto 15), a casa dela (foto 16) e o jardim (fotos 17 e 18).









Muita neve

Fevereiro 23rd, 2003 by Luciana Misura




Está nevando sem parar desde as 18h de ontem, e forte. A previsão do tempo diz que a neve vai se acumular em 2 inches por hora (2 inches = 5 centímetros), e as condições são de uma blizzard (nevasca). A gente saiu de casa bem na hora que estava começando, e eu aproveitei para dirigir e treinar um pouco na neve. Até que não fui mal, só deslizei um pouco em uma curva, mas deu para controlar bem o carro. Como aqui não tem frentista nos postos de gasolina, o Gabe é condenado a encher o tanque do meu carro para todo o sempre, a não ser que eu esteja dirigindo sozinha e na reserva, o que aconteceu uma vez até agora. Mas eu não escapei de limpar a neve dos vidros e raspar o gelo do pára-brisa, fiquei uns minutinhos fazendo isso e meus dedos já estavam congelando (perdi minhas luvas, já é o segundo par neste inverno!).

Fomos ao shopping (que a palavra em inglês é mall, “shopping” é o presente do verbo “comprar” em inglês e só os brasileiros chamam “mall” de “shopping”) e acreditem se quiser, não achei nenhum par de luvas - aliás achei sim, mas não tinha do meu tamanho e as que tinham eram vermelhas ou rosa-choque, aí não comprei. Quando saímos de lá meu carro já estava com uma camada grossa de neve por cima e o estacionamento um mar branco. Cheguei em casa e fui me jogar na neve e fazer bola de neve para a minha revanche - Gabe já tinha me “batizado” no Natal e hoje eu me vinguei, aquele bolo de neve que está na foto foi solenemente arremessado nele, que estava com câmera e tudo. Ah, e antes que me perguntem, as luvas que estou usando na foto são do Gabe, velhonas e furadas, que a gente usa quando vai limpar a neve da calçada. São tão grossas e fofas que não dá para usar no dia-a-dia, é impossível pegar uma chave de carro na bolsa por exemplo, você perde o tato completamente.

Frostbite e Frostnip

Fevereiro 7th, 2003 by Luciana Misura

Coisas de inverno…Você sabe o que é frostbite ou frostnip e como proceder em uma situação como essa? Fico pensando como é perigoso para um brasileiro viver no frio. A gente não sabe dessas coisas, não crescemos ouvindo recomendações dos nossos pais a respeito do frio. Sei bem como evitar queimaduras de sol e o que fazer caso isso aconteça, mas não sei nada sobre congelamento. Procurando na internet, achei essas informações sobre congelamento e como proceder caso aconteça.

Frostbite é, literalente, pedaço de pele congelado - normalmente pele mas às vezes vai além - e deve ser tratado com cuidado para evitar danos permanentes. Crianças são mais suscetíveis que adultos, porque perdem calor mais rapidamente e porque não querem parar de brincar por causa do frio. Para evitar frostbite, preste atenção no primeiro sinal do problema: Frostnip. Frostnip aparece nas áreas expostas ao frio, como bochechas, nariz, orelhas, dedos das mãos e dos pés, deixando-os brancos e dormentes. Frostnip pode ser tratado em casa, enquanto Frostbite requer cuidados médicos urgentes.

O que fazer em caso de frostnip: procurar um abrigo imediatamente. Remover roupas molhadas ou úmidas. Colocar as partes afetadas em água morna (não pode ser quente) até que a sensibilidade retorne. A pessoa afetada não pode controlar a temperatura da água, pois não terá a sensibilidade para discernir quando a água está morna ou muito quente, e pode ser queimada.

Frostbite deixa a pele branca, com aspecto encerado, dormente e dura. Deve ser tratado com urgência, de preferência por médicos.

O que fazer em caso de frostbite: trocar as roupas úmidas e molhadas por secas, e ir imediatamente para um hospital. Se os pés forem afetados, a pessoa deve ser carregada. Se a pessoa não puder ir imediatamente para o hospital, deve tomar alguma bebida quente e receber primeiros-socorros: Colocar as partes afetadas em água morna ou aplicar compressas mornas por 30 minutos. Em caso de não ter água morna disponível, enrole delicadamente em cobertores. Nunca use fontes diretas de calor, como fogo ou cobertores com aquecimento elétrico. Não derreta o gelo da área afetada se existe risco de recongelamento, pois pode piorar o estado. Não esfregue a área afetada ou deixe-a em contato com neve. O aquecimento dessas áreas será acompanhado por uma sensação de queimadura. A pele pode criar bolhas e inchar, se tornar vermelha, azul ou roxa. Quando a pele estiver rosada e sensível novamente, a área está descongelada. Aplique curativos esterilizados, entre dedos, se estes foram afetados. Tente não tocar as bolhas. Envolva os curativos com roupas ou cobertores, para evitar que congelem novamente.

Segundo o pessoal daqui, quando você está sentindo alguma parte do seu corpo congelar, tem que procurar abrigo e aquecimento imediatamente. Parece óbvio? O problema é que após essa sensação você pode não sentir mais nada, e pensar que passou. Mas na verdade não passou, congelou. E aí é frostbite.

Limpando a neve

Janeiro 29th, 2003 by Luciana Misura

Estou digitando com os meus dedinhos todos doendo. Fiquei algumas boas horas lá fora, limpando a neve da calçada e da entrada da garagem. Foi um bom exercício, ms é trabalho pesado e as minhas mãos não estão acostumadas, está tudo doendo. Mas como Gabe está adiando e a neve está virando gelo por onde o carro passa, hoje resolvi limpar a neve eu mesma - ele vai ter uma baita surpresa quando chegar em casa.

Levei o dobro do tempo que ele leva, os vizinhos devem estar rindo de mim até agora, mas fui até o fim. O meu cunhado, que está trabalhando aqui em casa na reforma da cozinha, não me levou a sério, achou que eu ia tirar um pouquinho de neve e parar, depois que eu terminei tudo ele veio me dizer que eu era muito determinada, hahaha. Mas pronto, mostrei para esses homens da família que eu não tenho medo de me mexer não, eles vivem fazendo graça que eu fico reclamando que tem pouca neve, porque não tenho que limpar a neve do caminho depois. Agora vou continuar reclamando que tem pouca neve e ninguém vai poder falar nada! Que venha uma tempestade!

Esculturas de Gelo

Janeiro 17th, 2003 by Luciana Misura

Chegamos agora do Festival de Esculturas de Gelo de Plymouth. Fomos com o Paulo, a Kelyndra e as crianças, que moram lá perto e já tinham anunciado o festival antes mesmo do inverno começar. Estava fazendo nada mais do que 12 graus negativos e o festival é ao ar livre, na praça principal da cidade. As crianças estavam protegidas no carrinho, com cobertores e uma bolsa térmica, além da cobertura que barrava o vento. É quase um programa de pinguim! Mas mesmo assim tinha bastante gente na rua e alguns dos escultores trabalhando em suas obras. É muito louco para um brasileiro pensar que todas as esculturas de gelo ficam assim, na rua, a céu aberto por dias, semanas, até mesmo meses. A primeira impressão é que parecem feitas de vidro.



As esculturas das fotos: um jogador de hóquei, detalhe de uma escultura com anjos, flores e pedestais, parte da escultura da sereia e seres marinhos e o dragão que estava saindo da terra. Além das esculturas que ficam na praça, tem uma área coberta com as maiores, seguindo temas de filmes: Lilo & Stich, Homem-Aranha e Godzilla, entre outros.


Como vocês já devem ter percebido pelas fotos, esculturas de gelo são complicadas de fotografar: por causa da transparência, se não estiverem em um fundo neutro e sem luz direta, fica difícil distinguir as formas. Por isso as únicas fotos que considero boas são desta escultura da sereia abaixo, que por estar em um pedestal bem alto, acabava tendo o céu escuro como fundo.

O mais impressionante é ver que todas estas esculturas são feitas a partir de pequenos blocos de gelo, retangulares, que vão sendo grudados uns aos outros e esculpidos em parte. Quando uma parte está pronta, a área que fará contato com o bloco de gelo existente é derretida, e então conecta-se as partes. Da mesma forma que grudamos uma vela em um prato. Um enorme quebra-cabeças em três dimensões.

E o festival não fica restrito à praça: as lojas da região encomendam uma escultura cada, que fica na porta da loja, transformando as calçadas em galeria. Tem escultura de tudo quanto é tipo, até personagem infantil e um dente com a escova que parecia saído de uma propaganda da Colgate.

Em uma das lojas bem em frente à praça tem duas webcams que transmitem ao vivo, e você pode controlar uma delas online. Com sorte deve dar pra ver alguma das esculturas.

Kensington Park

Janeiro 13th, 2003 by Luciana Misura

Fomos ao Kensington Park ontem patinar no gelo. É um parque super lindo, onde fizemos churrasco no verão (dia 14-09) e agora está todo branquinho de neve e com seus vários lagos congelados. E aí, claro, o pessoal aproveita para ir lá patinar e jogar hóquei, porque é de graça (só paga o estacionamento, 3 dólares o dia inteiro, mas tem que ter o seu próprio patins e equipamento).

Engraçado que eu andei de patins “tradicional” até 14 anos e depois parei, mas nunca tinha andado no gelo. Quando era criança lembro que tinha pista no BarraShopping mas acabei nunca indo, meus pais sempre falavam para “deixar pra outro dia” e no final das contas a pista deixou de existir! Chegamos no lago e tinha um monte de garotos jogando hóquei em duas áreas separadas e uma outra área de pessoas patinando. Tinha pouca gente e foi tranquilo, coloquei os patins e fui com a minha sogra experimentar o gelo. Gabe não tem patins então ficava andando tirando foto e me ajudando.

Não achei difícil, achei mais fácil que andar de rollerblade inclusive, mas segundo eles o gelo no lago não é tão lisinho quanto em uma pista montada artificialmente, então é mais difícil deslizar. Tem buracos, rachaduras e um pouco de neve em cima do gelo, e o patins que a minha sogra me emprestou foi da mãe dela, então dá para ter uma noção de que não era uma maravilha moderna e precisava ser afiado (quanto mais afiada a lâmina, melhor você desliza). Não ficamos muito tempo, fomos para uma outra parte do parque tentar ver alguns pássaros.

Entramos em uma das várias trilhas do parque e fomos andando até uma clareira às margens do lago. De lá resolvemos ir andando sobre o lago mesmo, para cortar caminho, até onde normalmente ficam os ninhos.


Este lago fica vazio porque é mais escondido, e só tinha a gente andando mais dois caras pescando no gelo. Fomos meio andando, meio correndo e deslizando na neve que cobria boa parte do gelo, até onde eles estavam. Os dois estavam sentados em pequenos bancos, ao lado de dois buracos circulares no gelo, onde jogavam a linha com anzol para pescar. Ele tinha um radar sobre o gelo que mostrava se tinham peixes embaixo, então estava fácil: tiravam um peixe atrás do outro. O parque limita 25 peixes por pessoa e não duvido que eles iam alcançar este número.

Continuamos andando em direção à margem oposta e chegamos na tal área onde ficam os pássaros, mas a esta altura já eram quase 5 da tarde, o sol estava se pondo e nem sinal dos bichinhos. Já estavam todos devidamente preparados para passar a noite. Aproveitei que tinha mais neve nessa parte do lago e fiz o meu primeiro snow angel, que nada mais é do que deitar no chão e mexer braços e pernas para deixar uma marca na neve que parece um anjo com as asas abertas. E como a neve estava bem congelada, dava para “cortar” pedaços de várias formas. Gabe cortou uma “fatia de pizza” para mim, vai um pedaço?


Resolvemos ir embora, já que estava escurecendo e fomos andando pelo gelo até encontrarmos uma abertura na floresta para a trilha. Vimos muitos esquilos nas árvores, paradinhos, observando a gente, pareciam estátuas. Um deles estava em uma pose impagável, sentadinho no galho com as duas patinhas dianteiras unidas, parecia um “guardião” da floresta. Pena que não deu tempo de tirar a foto porque eu tive que literalmente segurar Gabe e a minha sogra, que estavam indo na direção do esquilo, não tinham visto ele ali. Com o movimento brusco que fizemos, o esquilo se assustou e foi árvore acima procurar outro lugar para ficar. Deixamos algumas sementes embaixo da árvore que ele estava e continuamos andando. Nem andamos muito, olhamos para trás e lá estava ele devorando as sementes. Terminou de comer e começou a nos seguir, na esperança de qanhar mais comida, foi muito engraçado. Nunca tinha ouvido falar em esquilo seguindo gente que nem cachorro abandonado. Logo depois apareceram mais dois, que vieram bem pertinho, quase que comeram na nossa mão. Eles olhavam, olhavam, e esperavam a gente colocar as sementes no chão para comer.


Saímos de lá combinando de voltar para patinar mais, andar de trenó ou ski cross-country nas trilhas, tem muita coisa para fazer nesse parque. E quem sabe dessa vez ver os pássaros…

Passeio de inverno

Janeiro 12th, 2003 by Luciana Misura

Só um lembrete para o que eu tenho que escrever e colocar fotos aqui amanhã, quando eu acordar: fui patinar no gelo em um lago congelado no meio de um parque lindo, andamos pelas trilhas e atravessamos um outro lago congelado, vimos dois caras pescando por aqueles buracos no gelo e demos sementes para os esquilos, que vieram (literalmente) comer na nossa mão, e ainda ficaram nos seguindo que nem cachorro abandonado. Podem ver umas fotos lá no fotolog enquanto eu não coloco tudo aqui!

A Neve me ouviu

Janeiro 10th, 2003 by Luciana Misura

Só porque eu estava reclamando que a neve não estava mais no chão e que tinha esquentado, hoje quando acordei estava nevando forte. E a previsão para os próximos dias está bem melhor, agora sim estou me sentindo em um inverno de verdade.

Afinal, já que é para fazer frio, tem que ser frio MESMO. Odeio sair de casa sem saber quantas camadas de roupa tenho que colocar porque está “meio quente”. Quando vejo tudo abaixo de zero fica mais fácil, significa vestir o armário inteiro e boa sorte.