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Archive for the ‘Viajando’ Category

South by Southwest Interactive: modo de usar

March 17th, 2010 by Luciana Misura

Depois de participar duas vezes (2009 e 2010), fiz um guia para quem está planejando participar do SXSW Interactive pela primeira vez.

O que é: Uma conferência sobre o mundo digital que cresce todos os anos com participantes dos EUA e do mundo inteiro, onde são discutidas as últimas tendências, produtos e sites apresentados, tecnologias debatidas e muitas festas para o pessoal se conhecer.

Como e quando se registrar: direto no site da conferência. Coloque no seu calendário agora um lembrete para agosto ou começo de setembro, quando eles abrem as inscrições e dão o maior desconto (até o dia 25 de setembro). O preço aumenta um pouco a cada mês até a data da conferência, que é sempre em março. Uma vez registrado, você pode usar o site da conferência para encontrar hotéis que oferecem descontos para participantes e fazer a reserva cedo, economizando uma boa grana.

Formato da conferência: palestras (talks – um ou dois palestrantes apresentando), mesa redonda (panels – 3-4 participantes e 1 moderador), leituras de livros (book reading – autores que estão lançando livros comentam seus lançamentos e respondem perguntas), entrevistas, discussões de grupo (core conversations – 1 moderador que puxa a discussão sobre um tema com o grupo que está na sala), trade show (uma feira no formato tradicional com stands e empresas apresentando produtos), screenburn (stands de empresas promovendo games e produtos para gamers, muitas telas para jogar na hora), workshops (que estão mais para palestras do que workshops) e os keynotes (convidados especiais que falam por uma hora ou são entrevistados). O formato de um modo geral é o mesmo todo ano, mas de vez em quando eles incluem alguma coisa nova, como os workshops esse ano (que de práticos não tiveram muito).

O dia é dividido em 6 sessões – 9:30 AM, 11 AM, 12:30 PM, 2 PM, 3:30 PM, 5 PM. Cada sessão tem umas 10 (ou mais) palestras, mesa redondas, discussões e etc acontecendo ao mesmo tempo. Você escolhe uma e vai para a sala marcada. Cada sessão dura uma hora (tudo começa e termina na hora, sem atrasos). Normalmente os 15 minutos finais dessa hora são reservados para perguntas da audiência. Então uma palestra leva em média 45 minutos + 15 minutos para perguntas. Os 30 minutos de intervalo que sobram entre as sessões são para deslocamento, cafezinho, etc. O centro de convenções é gigantesco e leva bastante tempo para ir de uma ponta a outra, ou até mesmo uma sessão em um dos hotéis adjacentes.

Depois que você se registra no site vai poder se cadastrar no My South by Southwest, que tem o calendário completo do evento e você pode escolher e salvar o que quer assistir para se planejar. Eles tem também apps para usar em smartphones com o calendário. Baixando uma app recomendada pela organização você pode escanear QR codes nos crachás e o contato da pessoa será mostrado e adicionado a lista de participantes que você tem como contatos dentro do My SXSW.

No dia antes do evento começar (sempre numa quinta, o evento começa sempre numa sexta) você pode ir até o centro de convenções buscar o seu crachá. Faça o upload da foto que você quer no crachá antes, pelo site do evento, senão eles vão tirar com uma câmera ali na hora e vai demorar mais. Você só precisa apresentar um documento de identificação com foto (passaporte pra quem vem de fora). Chegando na quinta ou cedo no primeiro dia (antes da hora do almoço) você evita filas gigantes. Uma vez com o crachá você pega ali mesmo uma bolsinha dos patrocinadores com um monte de propaganda e brindes bobinhos e pode partir para as palestras.

Durante as sessões: Todas as sessões tem uma # tag para que a audiência vá comentando pelo Twitter. Esse ano eles pisaram na bola e fizeram # tags gigantescas, algumas de 40 caracteres ou mais, então muita gente não usou ou os palestrantes trocaram por uma # tag mais curtinha na hora. Todo mundo participando tem Twitter, considere colocar a sua @conta no seu cartão de visitas caso não tenha ainda. Em algumas sessões a audiência manda perguntas através do Twitter usando a # tag indicada, apesar de que esse ano eles pediram pro pessoal usar mais o microfone que fica na platéia.

As salas tem tamanhos diferentes, algumas lotam e outras não enchem nem a metade, então vale a pena chegar o quanto antes para garantir lugar. Esse ano eu perdi uma sessão muito bacana mesmo chegando 10 minutos antes de começar, já tinha uma fila de no mínimo 50 pessoas na minha frente.

É importante sempre ter mais de uma palestra agendada para a mesma sessão, porque se o que você está assistindo não estiver agradando, você sabe para onde ir e trocar. O problema é que essa decisão tem que ser tomada rapidamente: com o tempo de deslocamento de uma sala para outra mais o fato de você nunca saber se a sala vai estar lotada ou não, você pode acabar ficando de fora. É bom ficar de olho no Twitter e ver o que o pessoal está comentando – se tem uma palestra que está legal ou ruim, vazia ou cheia, que isso ajuda nas decisões de troca.

O que vestir: jeans, tênis, o uniforme da conferência é bem informal. Alguns palestrantes jogam um blazer por cima da camiseta e jeans e pronto. Alguns moderninhos de cabelos coloridos aqui e ali. Todo mundo com laptop e smartphone a tiracolo, a maioria iPhones e Macs. Sapatos tem que ser confortáveis, porque você vai andar muito dentro do centro de convenções e fora dele também. A temperatura em Austin nessa época é bem agradável, entre 11 e 23 graus.

Onde comer: a não ser que você resolva pular uma sessão, no formato atual do evento não sobra tempo para sair do centro de convenções e ir a um dos muitos restaurantes em volta. A maioria do pessoal pega um sanduíche dentro dos stands espalhados pelo centro de convenções e come ali mesmo. Espero que eles mudem isso ano que vem, mas ano passado foi a mesma coisa.

Como chegar: nos EUA a JetBlue e a Southwest são as cias. aéreas de baixo custo que voam para Austin, além das grandes. Continental, American Airlines, Delta e US Airways voam do Brasil para cá, via Houston (Continental), Dallas (American), Atlanta (Delta) e US Airways (Charlotte) que são as conexões mais rápidas. Não existem vôos diretos do Brasil para Austin. A maioria dos participantes chega na quinta-feira antes do evento começar e vai embora na terça (último dia) ou quarta (pra aproveitar as festas de encerramento).

Onde ficar: recomendo muito ficar nos hotéis em downtown Austin ao redor do centro de convenções. Motivos: 1) você não precisa alugar carro, 2) não tem que encarar o trânsito (como disseram alguns amigos brasileiros que estiveram aqui esse ano, a MoPac e a 183 pareciam a Marginal engarrafada), 3) não tem que pagar de $10 a $20 de estacionamento por dia, 4) dá para ir andando não só para o centro de convenções como para todas as dezenas de festas rolando todas as noites. Antes de reservar um hotel, faça o seu registro na conferência para ver quais hotéis oferecem descontos para participantes.

Para quem quer saber o que fazer em Austin além do South by Southwest, leia o meu post anterior Viajando para Austin com as atrações locais.

Primavera!

March 11th, 2010 by Luciana Misura

Depois de um longo e tenebroso inverno (o pior desde que eu me mudei pros EUA), finalmente a primavera vem chegando. Essa árvore no nosso quintal é a primeira a anunciar a estação. Finalmente essa semana estamos tendo dias de sol e temperatura por volta de 20 graus.


South by Southwest 2010

March 9th, 2010 by Luciana Misura

Começa na sexta o South by Southwest 2010, que é o festival de música, filme e internet que acontece aqui em Austin todos os anos. Vou novamente assistir as palestras de internet, se alguém estiver indo também me avise! Esse ano uma amiga do Brasil está vindo pra cá e vamos juntas, pena que não dá pra aproveitar todas as trocentas festas que rolam durante o festival ;-)

Minhas impressões de Cancun e Riviera Maya

March 3rd, 2010 by Luciana Misura

Fazendo um balanço da viagem, o que valeu a pena e o que não foi tão legal assim:

Tops:
Isla Mujeres – lindas praias, um paraíso.
Puerto Morelos – praia maravilhosa, quase deserta, boa para mergulhar (mas tem que pegar um barco até o recife, $25 por pessoa em média)
Playa del Carmen – praia bonita mas cheia, os beach clubs tomaram conta da areia. Quinta Avenida cheia de bares e restaurantes legais.
Akumal, Lagoa Yal-Ku – praia lindinha (Bahia Media Luna, Half Moon Bay), lagoa Yal-Ku fantástica para mergulho, tartarugas de abril a outubro. Poucos restaurantes (só vi um ou dois, deve ter mais no centrinho).
Tulum – ruínas muito bacanas, praia bonita mas infelizmente só vimos nublada e acabamos não exploramos o pedaço mais bonito. Mas deu água na boca.
Cenote Azul – bonito, tem cenotes mais bonitos ainda na região, mas esse é barato e de fácil acesso.
Cancun praias ao norte – são praias calminhas e perfeitas pra crianças.
Mercado 28 restaurantes – comida tradicional, gostosinha e barata. Gostamos do El Cejas.

Não tão bacana:
Os parques Xcaret e Xel-ha – eu gosto de parques mas achei as atrações desses dois meio que chovendo no molhado. Lugares pra fazer snorkeling tem aos montes nessa área, melhores do que dos parques. Praias idem. Mergulho subterrâneo idem. Ver bichos presos qualquer zôo tem igual. Somente o show mexicano folclórico de Xcaret foi mesmo uma coisa diferente. Então recomendaria comprar ingresso só pra Xcaret a noite pra ver o show, pra quem curte shows desse tipo.
Cancun praias do oceano – as praias dos hotéis virados para o oceano estavam fortes, com bandeiras vermelhas a semana inteira.
Mercado 28 – vendedores chatos te chamando pra entrar em cada loja.

O que ficou para a próxima:
Chichen Itzá – as ruínas mais famosas, ficam a 3h de distância e achamos melhor não encarar a estrada com uma criança impaciente no carro
Ilha Holbox – uma ilha ao norte de Cancun, 2h30 de carro + 20-30min de barco, cheia de pássaros, praias desertas, pousadinhas na areia e pouca gente
Ilha Contoy – um santuário de pássaros, raias e tubarões baleia (em certas épocas do ano). Pode-se ir de barco de Isla Mujeres até lá mas a viagem é famosa por deixar até marinheiro enjoado, então preferimos evitar dessa vez que o mar já não estava muito calmo
Cozumel – a ilha a 20 minutos de Playa del Carmen famosíssima para mergulho. Não fomos porque temos planos de fazer um cruzeiro que para em Cozumel.
Uxmal - ruínas enormes a 5 horas sul de Cancun, são enormes, pouco exploradas e dizem que são lindas.
Cobá – ruínas a 1h de Tulum, quase 3h de Cancun, no meio da mata, ainda sendo exploradas por arqueólogos. Lagos com crocodilos fazem parte do cenário.
Rio Secreto – uma rede de cavernas e rio subterrâneo, mas a idade mínima pro passeio é de 6 anos.
Rio Lagartos (Flamingo Habitat) – um santuário de flamingos, perto de Chichen Itzá.
Valladolid – cidade colonial no caminho para Chichen Itzá.

Nós ficamos em um hotel em Cancun e já sabíamos que ia ser chato pra visitar os lugares todos que fomos, porque as distâncias são todas grandes – 1 hora pra cá, 1h20 pra lá, e por aí vai. Mas enfim, eu tinha feito a reserva muito tempo antes de pesquisar o que a gente ia fazer por lá, então dessa vez era o que a gente tinha que fazer. O ideal pra quem gosta de explorar é ficar mesmo em Playa del Carmen que é mais central ou então ir mudando de hotel. Começando com Cancun, Holbox, depois Playa del Carmen, Akumal, Tulum, Valladolid…Pra quem gosta de ficar lagarteando na piscina ou praia de um resort, Cancun é ótimo, principalmente na parte norte onde as praias são melhores. Mas com a quantidade enorme de coisas interessantes pra ver na Riviera Maya, é difícil querer ficar só no hotel.

O clima: estava entre agradável e friozinho, com temperaturas entre 18 e 28 graus. A água estava geladinha em vários lugares que visitamos, e com o tempo nublado, não dava vontade de se molhar. Pros americanos saindo de temperaturas abaixo de zero é um calorão, pra nós que viemos de Austin onde não faz tão frio assim, foi gostoso usar roupas leves e curtir uma prainha. Mas se eu estivesse no Brasil não iria nessa época de jeito nenhum, saindo do verão eu teria morrido de frio.

Transporte: como éramos 4 adultos e 1 criança e saindo de Cancun todos os dias, a melhor opção foi o carro alugado. Os ônibus locais são bons pra quem está andando ali dentro de Cancun mesmo, na Zona Hotelera e o Centro. Vimos muitos turistas usando os ônibus, no final do dia quando o pessoal sai pra jantar tinha bastante gente nos pontos. Entre o carro alugado e os tours organizados pelas agências e hotéis, preferimos o carro alugado por dois motivos: pra fazer as coisas no nosso tempo (principalmente no tempo da Julia) e saía bem mais barato (por exemplo, o aluguel de um carro grande saiu $600 a semana, o tour de 1 dia para Chichen Itzá era $100 por pessoa). A gasolina estava custando $0,70 (cents de dólar) por litro.

Moeda: todo mundo aceitava dólar, trocamos poucos pesos para usar nos casos onde o câmbio não era dos melhores. Nem todos os postos de gasolina aceitam cartão de crédito então tenha sempre dinheiro para abastecer.

Sites bacanas que eu usei pra planejar a viagem:
Viaje na Viagem, do Ricardo Freire, esse é o hour-concour dos sites de viagem brasileiros ;-)
A Canuck in Cancun, de uma canadense morando em Cancun, em inglês e MUITO bom

Updates

March 2nd, 2010 by Luciana Misura

Escrevi tudo sobre a viagem a Cancun aí embaixo e agora estou começando a colocar as fotos…por enquanto tem só as do dia que chegamos, em breve coloco as outras.

Hasta luego Mexico

February 27th, 2010 by Luciana Misura

Logicamente o último dia amanheceu perfeito, daqueles de cartão postal, humpf. Arrumamos as malas, fizemos check out e Julia ainda curtiu uma piscina e um pouco da praia na frente do hotel que nós nem usamos (esse trecho é um pouco forte, sempre com bandeiras vermelhas e hoje tinha uma bandeirinha amarela, o mar estava um pouco mais amistoso). Fomos almoçar no El Cejas no Mercado 28 de novo pros meus pais conhecerem, fizemos as últimas comprinhas de artesanato e aí começou a maratona da volta, devolver carro alugado, aeroporto, milhões de passagens por segurança, revista antes de entrar no avião, segurança idiota apreendendo o creme pra assaduras da Julia que já viajou meio mundo com a gente, enfim, as chatices de sempre. O vôo estava atrasado e a nossa conexão em risco, mas quando chegamos em Houston eles avisaram que ainda daria tempo. Fizemos tudo super rápido, imigração, malas, alfândega, envio de malas de novo, mais segurança, correria pelo aeroporto, chegamos no portão e eles já tinham fechado a porta! Ficamos furiosos, reclamamos, a agente falou com a tripulação e eles resolveram abrir a porta (o avião ainda ficou uns bons 15 minutos no portão depois que entramos). Ufa! Chegamos em casa 11 da noite, já morrendo de frio, chega de inverno, quero voltar pra praia…







Cenote Azul, Akumal e Tulum

February 26th, 2010 by Luciana Misura

Acordamos cedinho porque a agenda era cheia: Cenote Azul, Akumal (mais especificamente a lagoa Yal-Ku) e Tulum. Lá vamos nós para a 308 novamente (já estamos cansados dessa estrada). Logo depois de Puerto Aventuras, a plaquinha do Cenote Cristalino apareceu e timidamente, a plaquinha do Cenote Azul. O céu estava cinza infelizmente, o único dia em que a previsão do tempo errou durante a semana toda.

Estacionamos, pagamos os 60 pesos por pessoa de entrada e fomos andando pela trilha na mata, éramos os únicos no lugar. Duas pequenas piscinas naturais e logo depois, o cenote azul (que devia ser chamado cenote verde, mas tudo bem, de repente com sol e céu azul ele muda de cor). Que água espetacular! Cenotes são literalmente buracos onde a água fica acumulada – muitos são alimentados por nascentes ou rios subterrâneos. Essa região é cheia deles, os cenotes eram a fonte de água doce dos maias, que consideravam os cenotes sagrados. Hoje em dia são em sua maioria locais de lazer, para banho e mergulho. O cenote azul tinha centenas de peixes pequenos e médios, alguns coloridos lindos, e a água absurdamente transparente. Mas sem sol, água gelada e temperatura um pouco acima de 20 graus, nenhum de nós se animou a nadar no cenote. Julia deu comida pros peixinhos (que eles vendem ali mesmo) e achou o máximo, tiramos fotos e voltamos pro carro pra seguir viagem.




Continuamos rumo a Akumal, uma outra cidadezinha pequena que assim como Puerto Morelos ainda não foi ocupada pelos super hotéis da região. A prainha linda de Akumal, a Baía Meia Lua, não estava tão bonita quanto em fotos que já vi com o tempo nublado. Mas dava pra ver que a água é transparente e calminha, pena que o dia não estava legal. Essa praia recebe tartarugas de abril a outubro, que vem até a baía para colocar seus ovos a noite. No canto esquerdo da praia, seguindo a ruazinha estreita até o final, começam a aparecer as plaquinhas para a Laguna Yal-Ku. A Canucka tinha falado dessa lagoa e colocado fotos lindas de tartarugas marinhas, e como não tínhamos feito nenhum mergulho decente, era a nossa última chance. Mesmo com pouco sol e água fria, entramos e não nos arrependemos, o lugar é fantástico, posso dizer que foi o segundo melhor mergulho que já fiz (o melhor foi em Hanauma Bay no Hawaii). Centenas de peixes imediatamente estão a sua volta, de todas as cores e tamanhos. Não vimos nenhuma tartaruga (acredito que elas devem aparecer por aqui na mesma época da desova) mas a quantidade absurda de peixes lindos e a visibilidade incrível foram mais do que suficientes pra valer muito a pena. Recomendo muito esse lugar! Julia entrou na água um pouco, viu os peixinhos mas não quis colocar a máscara, depois ficou sentada com a minha mãe olhando tudo até a hora de ir embora. Na saída, o sol finalmente começou a aparecer! Gabe tirou fotos com a bolsa a prova d’água mas esqueceu a câmera em foco manual e praticamente todas as fotos ficaram fora de foco, ele ficou pra morrer quando viu. Mas enfim, lição pro futuro, e a gente tem na cabeça o que viu, não vamos esquecer.





De volta pro carro, mais uma vez pegamos a estrada no sentido sul, em direção a Tulum. Estacionamos e fomos andando até as ruínas, o tal trenzinho é desnecessário e vimos dezenas de Yucatán Jays nas árvores pelo caminho, lindos e alguns quatis. Entramos na cidade maia de Tulum com sol e céu azul, que lugar fantástico. A cidade em si já seria bacana em qualquer lugar, mas ali, na frente daquele marzão turquesa, é um espetáculo. Fomos andando apreciando as ruínas e a paisagem, Julia queria correr e brincar na areia e ficamos um bom tempo por lá imaginando como era a vida dos maias que moraram ali. Tulum significa muro, a cidade fica cercada por um, e era um importante porto já no perído final da civilização maia. Depois que saímos das ruínas o tempo fechou novamente e não pudemos curtir a praia de Tulum, ao sul das ruínas, e acabamos indo só ao Zamas para comer. O sol não voltou, anoiteceu, comemos quesadillas, peixes, tudo regado a cheladas e margaritas e encerramos o nosso último dia. Amanhã é dia de arrumar malas, fazer check out do hotel e voltar pra casa. Mas vamos voltar, com certeza, já viemos pra cá pensando que essa foi só a primeira parte da viagem ;-)







Xel-ha e Playa

February 25th, 2010 by Luciana Misura

Todos acordaram melhores e o dia estava bonito, então seguimos com o passeio planejado a outro ecoparque, Xel-ha. Fica ainda mais longe de Cancun, uns bons 20 minutos depois de Xcaret, já quase chegando a Tulum.

A atração principal de Xel-ha é o rio que passa por dentro do parque e encontra o mar. As águas do mar e do rio se encontram e não se misturam, às vezes você olha e parece que está tudo fora de foco, por causa desse encontro das águas. Muitos peixes de todos os tamanhos passeiam pelo rio, é só colocar um colete salva-vidas e máscara e flutuar nesse aquário natural. A água estava MUITO fria e eu estava tremendo literalmente, acabei ficando pouco tempo na água por causa disso. Primeiro entrei só com a Julia pra nadar e depois com o Gabe e o meu pai pra mergulhar. Estreamos a bolsa impermeável para a câmera mas a visibilidade não era das melhores e enquanto nadávamos Gabe perdeu a aliança, ficamos boa parte do tempo tentando encontrar e não conseguimos, infelizmente.

Julia passou o dia brincando no parquinho pra crianças, amou a piscininha e riozinho e foi no escorrega algumas centenas de vezes ;-) Ela quis entrar no rio comigo e colocou seu salva-vidas e a máscara que trouxemos pra ela, mas não quis colocar o rosto na água. Já esperávamos que ela fosse fazer isso mesmo, ela ainda não gosta de colocar a cabeça na água. Mas ela adorou ver os peixes e principalmente os golfinhos, na entrada do parque.

Almoçamos no restaurante principal, um ótimo buffet com boa variedade de comida internacional e mexicana. Xel-Ha é um parque all-inclusive, toda a comida e bebida já estão incluídos no ingresso e você come quantas vezes quiser seja no restaurante, nos bares ou lanchonetes espalhadas pelo parque (não entendo porque não adotam o mesmo sistema em Xcaret, seria muito mais prático do que carregar os tíckets de papel com todo mundo molhado de praia). Bebida alcóolica também está incluída, cerveja à vontade, e pra alegria da Julia, sorvete à vontade também. Aliás, estávamos com a Julia em uma lanchonete justamente tomando sorvete, o garçon veio pegar o copo que estava na mesa e ele vira pra ele e fala “Gracias”. Morremos de rir, até porque não ensinamos pra ela, ela que ouviu tanto a gente falar isso a semana toda que resolveu falar também.









Saímos de lá com o parque fechando as 6 PM e fomos para Playa del Carmem andar pela Quinta Avenida e jantar, que era o que a gente queria ter feito na segunda-feira e a chuva não deixou. Rua lotada, muitos bares com TVs transmitindo a final de hóquei feminino EUA x Canadá e os canadenses em peso com suas bandeiras comemoravam a vitória. Lojinhas bacanas misturadas com os tradicionais souvenirs, restaurantes de todos os tipos e preços. Jantamos no Di Vino, um italiano onde os donos realmente falavam italiano e a comida estava bem gostosa, mas as porções eram pequenas (eu comi um ravioli vegetariano gostosinho e todos gostaram do que pediram). Julia estava dormindo praticamente de Xel-ha até a hora que entramos no restaurante e acordou de péssimo humor, então jantamos correndo antes que ela causasse maiores problemas. Mas valeu, pelo menos deu pra completar o passeio a Playa del Carmen que tinha ficado pela metade.



Mercado 28

February 24th, 2010 by Luciana Misura

Acordamos com 3 doentes, meus pais e Gabe enjoados e passando super mal. Não sabemos se foi a comida do parque ou a pizza, mas como nós todos comemos as mesmas coisas e eu e a Julia não ficamos doentes, não temos certeza o que causou o problema. O dia estava horrível, uma tempestade forte lá fora, cancelamos o passeio a Chichen Itzá que já estava mesmo pra sair do roteiro por causa da distância (3 horas pra ir e 3 pra voltar com a Julia no carro não é uma boa idéia).

Pra não perder completamente o dia no apartamento trancados, eu, Gabe e Julia fomos ao Mercado 28, no centro da cidade. Gabe foi passando super mal e eu estava com pena dele, mas ele quis nos acompanhar. Fomos direto almoçar no El Cejas, que estava na minha lista desde que o Ricardo falou nele no VnV e pedi os mesmos camarões ao molho de alho – ótimos! Comidinha simples, honesta e deliciosa (além de barata). Vários músicos cantavam pra quem quisesse pagar e almocei enquanto o Gabe fazia um esforço pra não dormir na mesa. Ele acabou indo pro carro porque não estava aguentando o cheiro de comida e eu fiquei passeando no mercado enquanto a Julia dormia. O mercado vende souvernirs de todos os tipos, preços e para todos os gostos. Os vendedores são chatinhos e ficam convidando a entrar nas lojas, a maioria delas com um monte de bobagens coloridas que se repetem por todo o mercado. Consegui garimpar um árbol de la vida (só vi em uma única loja) e do lado de fora do mercado tinha uma loja especializada em arte huichol que amei, comprei três quadros e um vaso de miçangas, depois de passar um tempão lá dentro olhando cada desenho incrível. Julia acordou, quis ver um pouco do mercado também e no final da tarde fomos embora.





Ninguém quis sair pra jantar e acabamos indo eu e Gabe ao Captain’s Cove que é um restaurante de frutos do mar em frente ao hotel. Pedi um trio de camarões com arroz selvagem que estava gostoso e uma mousse de chocolate branco deliciosa de sobremesa (e eu não sou fã de chocolate branco). Comida gostosa mas mais cara que os demais restaurantes que fomos, sem justificativa. O serviço foi bom e não muito demorado, mas o restaurante ao lado estava fazendo uma noite de karaokê e dava pra ouvir tudo, comi rapidinho e voltamos pro hotel esperando que os três doentes se recuperem pra amanhã e que o tempo melhore também.

Xcaret

February 23rd, 2010 by Luciana Misura

Passamos o dia nesse “ecoparque” que é o maior da região e junta atrações históricas e culturais com golfinhos, tartarugas marinhas, praia e outros bichos. Xcaret fica ao sul de Playa del Carmen, na mesma estrada 308 que vai de Cancun a Tulum. Mal chegamos, ainda no estacionamento, um bando de araras vermelhas sobrevoou o carro, pena que eu não estava com a câmera na mão pra tirar uma foto.

O parque é bem bonito, com trilhas no meio da vegetação nativa, uma praia lindinha deliciosa que a Julia amou, uma baíazinha bacana para mergulhar e o rio subterrâneo enorme que atravessa o parque pra fazer snorkeling. A água estava MUITO fria, Julia não queria desgrudar e acabamos desistindo do rio subterrâneo, fica para uma próxima vez. Passamos um tempão vendo as tartarugas gigantescas nadando, o aquário e os golfinhos. Julia adorou as araras, que estavam desesperadas assistindo a Julia comer pipocas, doidas pra roubar uma, disputando pra ver quem chegava mais perto.

Fizemos um almoço no final do dia no restaurante La Laguna, um dos vários restaurantes buffet incluídos no nosso ingresso. A comida era boa, bastante variedade, internacional e mexicana. Comi de paella a frango com molho mole (de chocolate, tradicional mexicano, mas não é doce, gostei), de tudo que provei só não estava bom um peixe grelhado que tinha passado do ponto e estava ressecado, o resto estava gostoso (esperava bem menos da comida, já que comida de parque em geral é fraca, então foi uma boa surpresa). Muitas sobremesas, várias tradicionais mexicanas como o bolo tres leches que tem em todo lugar aqui no Texas, frutas, sorvete (incluindo de tamarindo) e outras coisas diferentes.

Saímos com o restaurante fechando e seguimos para o show noturno com dança e músicas mexicanas, contando a história do país desde os maias, a chegada dos espanhóis, números típicos das diversas regiões do México. Foi um show bem produzido e com boas músicas, Julia assistiu ao show inteiro (2 horas) aplaudindo e pedindo mais, coisa que ela nunca tinha feito.

Ainda demos uma passadinha no museu de arte mexicana que tem na entrada com peças lindíssimas, fiquei apaixonada por dois tipos de arte: as cerâmicas El Arból de la vida e as peças feitas pela tribo huichol – desenhos com linhas coloridas e esculturas e vasos cobertos com desenhos em um mosaico de miçangas. Lindos. Aliás, voltei dessa viagem babando na arte mexicana, achei um PDF legal que tem um panorama do que é produzido em diferentes regiões.

Acho que vimos metade do parque, o lugar é enorme e planejamos mal o dia, então andamos muito de um lado pro outro e como as distâncias são grandes, perdemos muito tempo e vimos pouco. Chegamos super tarde da noite no hotel acabados, só tivemos forças pra pedir uma pizza, banho e cama.

Alerta: você pode comprar os ingressos para Xcaret e Xel-ha antecipados pela internet para ter um desconto de 10%. Nós tentamos comprar 3 vezes, deu erro nas 3 vezes (o site começava a processar o cartão e de repente dava um erro, aparecia uma página dizendo que o site estava em manutenção, desculpe pelo inconveniente). Acabamos comprando pela agência de viagem do hotel pelo preço com desconto. Ao chegarmos em casa, descobrimos que as 3 tentativas que deram erro entraram na fatura do cartão e estamos em contato com a Mastercard pra estornar as cobranças, mas fica o aviso pra não confiar nos sites dos parques.