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Archive for the ‘Japão’ Category

Sayonara Tóquio!

Abril 8th, 2006 by Luciana Misura

Saímos do hotel meio-dia e fomos procurar uma lavanderia dessas de moedinha antes de embarcarmos para Kyoto. Viajar nos trens japoneses requer pouca bagagem, porque não tem praticamente espaço para malas grandes nos trens e você pode ter que encarar escadas e mais escadas dependendo da estação. Outra opção é despachar as malas usando as transportadoras locais, só tem que se planejar por causa dos horários de entrega - normalmente pro dia seguinte, então você tem que levar uma muda de roupa pra usar até receber a mala.

Nós viemos com duas malas, uma média e uma pequena, planejando lavar algumas roupas no meio da estadia. Nosso hotel, que tinha folhetinhos em inglês para tudo, nos deu um folhetinho com o mapa da lavanderia, explicação de como usar as máquinas e os preços. A lavanderia era mínima, tudo em japonês (ainda bem que tínhamos o folhetinho), mas pelo menos em pouco mais de uma hora estava tudo limpo e seco. Voltamos pro hotel, despachamos as malas (custou 35 dólares por mala de Tóquio para Kyoto, eles entregam direto no hotel no dia seguinte de manhã) e fomos para a estação Tóquio pegar o shinkansen (trem bala) para Kyoto.

O trem estava bem cheio, daqui para frente vamos passar a fazer reservas para os próximos trechos da viagem. Eles dividem o trem em vagões reservados e não-reservados, e cada categoria tem também vagões para fumantes e não fumantes. No trem de Tóquio para Kyoto são 4 vagões não-reservados para não-fumantes e um para fumantes, o resto do trem é todo reservado. Cada vagão comporta 100 pessoas, tivemos que correr uns 3 vagões para achar lugares. Como temos o passe de trem (JR Pass), reservas são gratuitas (sem o passe a passagem com reserva custa mais caro). O tempo estava nublado então não conseguimos ver o Monte Fuji, que pena. Compramos umas coisinhas para comer no trem mesmo, eles tem um carrinho que passa pelos vagões com sanduíches e bebidas.

Chegamos em Kyoto quase 18h, pegamos o trem das 15h20. A estação de Kyoto é enorme e super moderna, tem centenas de lojas e restaurantes, só achei que é muito aberta e o vento lá dentro é bem friozinho. O nosso ryokan, hotel tradicional japonês, fica pertinho da estação, fomos andando mesmo. Ryokans existem há alguns séculos, os quartos tem tatame, dorme-se em um futon, usa-se kimono de algodão e o sapato fica perto da porta. A maioria não tem chuveiro no quarto e toma-se banho no estilo japonês, mas como todo mundo tem seus limites, do meu chuveiro não abro mão e escolhemos um ryokan com banheiro e chuveiro no quarto.

Ryokans são pequenos e como descobri, é difícil reservar um em Kyoto. Mesmo com mais de dois meses de antecedência, as minhas 5 opções de ryokan estavam lotadas e acabamos ficando nesse por sugestão do site de reservas. Foi OK, o lugar é simples, a localização é prática, mas eu não ficaria lá de novo não. Não tem charme nenhum porque é um ryokan novo - apenas uma imitação do passado.

A maioria dos ryokans inclui jantar e café da manhã, mas só optamos por um jantar e um café da manhã, porque não queríamos ficar presos aos horários deles (jantar entre 17h30-18h30 e café da manhã entre 7h30-8h30). Assim que chegamos deixamos as bolsas no quarto e fomos jantar, foi uma refeição tradicional japonesa, servida por duas moças de kimono. Muita comida, 1/3 do que foi servido eu nunca tinha visto antes e não sei nem o que era. Mas experimentamos quase tudo, gostei bastante do sashimi, da sopa com legumes e ovo, do omelete e do tempura, só não toquei uma gelatina salgada esquisita dentro de um molho que parecia clara de ovo crua. Gabe é mais chato para comer e não gostou de muita coisa, ele ficou feliz que não vai precisar jantar no ryokan todos os dias…amanhã é que vai ser mais complicado: café da manhã japonês! Arroz e peixe as 7 da manhã, topa? Boa noite!







Tem mais fotos originais no Flickr.

A caminho de Kyoto

Abril 8th, 2006 by Luciana Misura

Estamos saindo do hotel agora a caminho de Kyoto. Vamos ficar em um ryokan, que é um tipo de pousada tradicional japonesa, portanto não sei se vamos ter acesso a internet. Senão só volto a escrever aqui quando chegarmos a Takayama na sexta dia 14 ou quando voltarmos a Tóquio dia 16. Até mais!

Nikko, os italianos e os bêbados

Abril 7th, 2006 by Luciana Misura

Hoje fomos a Nikko, uma cidade ao norte de Tóquio que é patrimônio histórico da UNESCO com seus templos espetaculares. Levamos quase 3h para chegar lá porque perdemos o primeiro trem e tivemos que esperar uma boa meia hora pelo próximo e depois mais meia hora para a conexão.

A cidade é pequena e estava super vazia, pegamos um táxi até o templo Toshogu, que é um dos cartões postais da cidade. Esse templo foi construído em 1634, empregando 15 mil artesões por dois anos - trabalho que é visto nos mínimos detalhes entalhados na madeira e em pinturas que adornam cada metro quadrado desse templo e dos prédios do complexo. Em volta, cedros japoneses altíssimos garantem o clima sereno e privativo. No topo, o mausoléu com as cinzas do shogun Tokugawa Ieyasu, líder da dinastia que governou o Japão por 250 anos.

Passamos a tarde inteira explorando todos os prédios do complexo e voltamos para a estação caminhando e parando nas lojinhas de souvenirs locais. No trem de volta para Tóquio encontramos 4 italianos super simpáticos e fomos batendo papo até a cidade. As duas mulheres são agentes de viagens e vieram ao Japão com os maridos, que não queriam vir de jeito nenhum. Os dois queriam passar férias na praia, “como todos os italianos” segundo elas. Eles perguntaram se não queríamos ir a Shibuya também e lá fomos nós, andamos bastante procurando um restaurante pra jantar mas eles não gostavam de nada, acabaram resolvendo que iam comer no McDonald’s (eles comem no McDonald’s direto porque não gostam de praticamente nada da culinária japonesa) e a gente foi procurar um restaurante japonês mesmo. Trocamos emails, fotos e ciao!

Achamos um restaurantezinho de yakitoris, o menu inteirinho era no espeto. Pedi cogumelos com pasta de camarão, polvo e camarões, o Gabe foi de frango com manjericão, carne com cebola e frango com wasabi. Gostosinho, tudo bem fresco. Não conseguimos saber o nome do restaurante com certeza, porque estava tudo escrito em japonês, acho que era Tatumi. Na saída, vários japoneses bêbados sendo carregados pelos amigos nas ruas de Shibuya, não sei se é só porque é sexta-feira ou se é sempre assim em Shibuya :-)














Tem mais fotos originais no Flickr.

It’s a small world after all

Abril 6th, 2006 by Luciana Misura

Fez um dia lindo de céu azul e fomos até a Disneyland Tokyo. Passamos o dia inteirinho lá, só saímos às 22h com o parque fechando.

Foi bem legal mas eu achei a Disney Tóquio muito menos japonesa do que eu esperava, a Disney Paris é muito mais francesa em comparação. Mas não deixa de ser engraçado ver os personagens que a gente conhece falando e cantando as músicas todas em japonês (Small world em japonês é fantástica). A empolgação da criançada é a mesma em qualquer lugar do mundo, principalmente durante as paradas, vendo seus personagens favoritos “em carne e osso”. E parecia que todos os adolescentes japoneses no parque estavam usando orelhas de Mickey e Minnie ou algum dos chapéus engraçados.

Foi a primeira vez do Gabe na Disney, ele nunca tinha ido a nenhum dos parques, e apesar dele não ter virado fã como eu, pelo menos perdeu a aversão a Disney que ele tinha. Como expliquei para ele, pra mim a Disney é um lugar mágico, parece que entrei em um mundo de histórias e tudo me traz uma sensação boa, acho que é muito relacionado as memórias que eu tenho de infância.

As atrações são as mesmas do parque na Flórida, a fila para a Space Mountain é gigante em qualquer país do mundo, tem a parada de luzes de noite…bom, não tem muito o que falar sobre a Disney, as fotos vão mostrar tudo depois!

Videozinhos das paradas diurna (10 MB, formato MP4) e noturna (5 MB, formato MP4) feitos com o celular. Tem que ter Real Player ou Quicktime instalados para assistir.


















Tem mais fotos originais no Flickr.

Pergunta se deu tempo de arrumar as fotos?

Abril 5th, 2006 by Luciana Misura

Não, nem deu tempo de escrever sobre ontem (vimos uma peça no teatro Kabuki, fomos a Ueno, Asakusa e Shibuya, jantamos em uma izakaya com mesas privadas em Ginza) pronto, tudo escrito aí embaixo, mas agora estamos de saída para a Disney não fomos, estava caindo um dilúvio! e só vou poder escrever logo mais. Fui!

Passamos o dia na cidade mesmo, por causa da chuva forte (que só parou tarde da noite) não tinha muita opção. De manhã fomos no showroom e assistência técnica da Canon, limpar o sensor da máquina que estava com uma poeirinha dos dias de ventania que aparecia em todas as fotos. Fiquei chocada que eles limpam o sensor de graça, nos EUA as lojas cobram 30 dólares pra fazer isso! O prédio onde fica a assistência técnica é super minimalista, todo branco, parece um hospital. Me senti levando a minha câmera ao médico, haha.

Almoçamos perto do hotel em um restaurante coreano, uma das coisas que “salva” os turistas estrangeiros por aqui é que a maioria dos restaurantes tem um menu com fotos ou os pratos com comida de plástico no mostruário. E uns poucos restaurantes que não tem nem um nem outro, às vezes tem o menu em inglês. Ainda não fomos a nenhum restaurante que só tivesse o menu em japonês…Sobre a comida: não gostei muito do prato de carne que eu pedi, tinha algum gosto não-identificado no tempero que estava enjoativo. O Gabe pediu um prato de frango que estava super picante (a única coisa que eu sei da comida coreana é que tem muitos pratos picantes). Detalhe do restaurante: estava tocando música americana o tempo todo, mais particularmente hip-hop. Então tá: restaurante coreano em Tóquio tocando hip-hop.

Fomos até Ueno novamente, atravessamos o parque debaixo de chuva e fomos ao museu Shitamachi, que mostra casas e utensílios típicos da Tóquio antiga. Esse museu foi idealizado pela própria comunidade, que queria preservar sua história depois que praticamente a cidade inteira foi destruída por terremotos e incêndios. O primeiro piso tem réplicas das casas e você pode andar por dentro dos ambientes. O segundo piso tem objetos e fotografias. Os objetos mais bacanas são os brinquedos, você pode brincar com todos eles, e tinha um monte de japoneses lá pelos 50 anos brincando animadamente. Infelizmente não é permitido tirar fotos no segundo piso, não me perguntem por quê. Adorei as fotografias 3D, super antigas, preto e branco com alguns detalhes coloridos a mão. E as fotos de família, todo mundo vestindo os seus melhores kimonos, tudo muito interessante.

Depois do museu rumamos para Akihabara, para ver os eletrônicos nas mega-lojas que tem lá. Não nos impressionamos muito porque foi um repeteco das mega-lojas de Shinjuku, a Yadobashi Câmera de lá com seus 8 andares tinha tudo o que vimos em Akihabara. E como não queríamos comprar nada mesmo (os preços nos EUA são melhores), acabamos não ficando por lá muito tempo.

Fomos pro hotel trocar de roupa pois estávamos bem molhados da chuva e escolhemos um restaurante perto de Roppongi para jantar. Pegamos o metrô, procuramos o restaurante e surpresa - não tinha área não fumante, e estava todo mundo de cigarro na mão. Esse detalhe normalmente passa desapercebido porque os guias de restaurantes não divulgam essa informação, mas tem muitos restaurantes por aqui que não tem área não fumante. Depois da decepção, pegamos o metrô e fomos para Roppongi Hills, mas chegamos lá tarde e a maioria dos restaurantes já tinha fechado. Acabamos jantando em um restaurante balinês chamado Putri, que era o único ainda aceitando pedidos. Demos sorte e a comida era muito boa! Comi camarão com curry e o Gabe pediu um bife picante, e espetinhos de frango satay de entrada (com molho de amendoim, eu gostei, Gabe detestou). Adorei o drink com a bebida local chamada Arak, tomei arak com suco de manga, bem gostoso. Corremos do restaurante para o metrô, que ia fechar em alguns minutos, e conseguimos pegar um dos últimos trens de volta pra Ginza. Ufa!

Sobre os japoneses: não, os japoneses não são todos iguais, aliás os jovens tentam ser bem diferentes e fazem isso usando cabelos e roupas bem coloridos. Mesmo sem cabelos vermelhos, as diferenças são gritantes, falar que japonês é tudo igual é como falar que todo mundo que é louro de olho azul é igual.

Curiosidade: eles são super higiênicos e não pegam dinheiro direto da sua mão, o dinheiro é sempre colocado em um pratinho. Comida é sempre colocada em uma bandejinha e então você pega, eles não seguram com a mão para te entregar. Até o sorvete de casquinha tem um pedestal que eles colocam e então você pega o sorvete com a mão.





Isso é Tóquio

Abril 4th, 2006 by Luciana Misura

Começamos o dia com um programa mais leve para os nossos pés destruídos: resolvemos assistir a uma peça de teatro Kabuki. Como o teatro fica aqui pertinho do hotel, fomos direto na bilheteria 10 minutos antes de começar o espetáculo e compramos um ingresso para dois atos. Eu achei que fossem dois atos da mesma peça, mas na verdade eram duas peças completamente diferentes. O teatro Kabuki é uma parte tradicionalíssima da cultura japonesa, tem famílias inteiras de atores - e são todos homens, mesmo nos papéis femininos. Estava lotado, mesmo numa terça-feira 11 da manhã, e eram poucos os turistas estrangeiros. Não pode tirar foto ou filmar o espetáculo, mas pode se empanturrar de comida: nossos vizinhos de cadeiras todos trouxeram seus bentôs e estavam muito satisfeitos assistindo à peça.

Acho que demos azar, assistimos à uma peça que tinha pouca movimentação e foi muito difícil de entender o que estava acontecendo. Só sei mesmo o que houve porque temos um resuminho em inglês que o hotel nos deu, senão sinceramente eu não ia ter entendido nada. A história era a seguinte: um homem, viúvo, sente muita falta de sua esposa e passa a viver com uma mulher que se parece muito com a falecida. Essa mulher é na verdade uma raposa que ele salvou (!), e eles não podem dormir juntos senão ela morre (!!). Um dia, ele chega bêbado, eles dormem juntos, a mulher-raposa morre e ele comete suicídio (!!!). Só teve uma dança no início, quase não teve música. O cenário, a iluminação e as roupas eram lindos demais, a iluminação foi um show à parte. Mas foi cansativo assistir as conversas intermináveis do viúvo com o amigo e da raposa com a amiga, e até agora eu não sei direito o que aconteceu pra raposa chorar tanto durante metade da peça. Acabamos não tendo paciência para assistir a peça seguinte, a gente devia ter pesquisado qual das peças tinha mais ação e não tanta ênfase nos diálogos, mas mesmo assim acho que valeu a experiência.

Saímos do teatro e logo ali do lado tinha um McDonald’s, fui lá encarar o sanduíche de filé de camarão. Sem graça, claro, mas eu tinha que experimentar. Também acabei tomando um refrigerante de uva verde que até que era bonzinho pra um refrigerante (eu quase nunca tomo refrigerante).

Com o céu azul e nada menos que 21 graus, pegamos o metrô para o parque Ueno, um dos mais visitados de Tóquio, porque além da paisagem tem vários museus importantes e templos. Estava lotadíssimo, todos os japoneses fazendo picnic embaixo das cerejeiras em flor. Não sei se por causa dos picnics tradicionais dessa época ou se é sempre assim, mas no caminho para cada um dos templos se amontoavam várias barraquinhas de comida interessantíssimas. Algumas vendiam petiscos bem conhecidos dos ocidentais, como tempura, espetinhos de frango e carne (yakitori) e bolinho de milho com recheio de queijo, mas a maioria tinha algum tipo de comida que eu nunca tinha visto antes e não sei nem o nome, aguardem fotos depois. Os locais compravam seus petiscos e levavam para a área de picnic embaixo das cerejeiras ou comiam em uma das mesinhas montadas na frente das barracas mesmo. Além de comida, artesanato, peixinhos e brincadeiras para as crianças. A maior atração para a criançada eram os pedalinhos no lago, acho que todos os pedalinhos disponíveis estavam em uso.

Ainda dentro do parque, visitamos o templo Toshogu, muito bonito com suas paredes douradas e centenas de entalhes em madeira. O templo, que é em estilo chinês, é aberto para visitação, mas só se pode tirar fotos do lado de fora. Pertinho desse templo tem uma Pagoda de 5 andares linda, mas não tinha como chegar perto dela porque as barraquinhas fecharam o caminho. Uma pena. Saindo do parque passamos na frente do Tokyo National Museum, que tem as coleções de arte e arqueologia japonesa e também objetos de outros países asiáticos e do National Museum of Western Art, que está com uma exposição temporária com peças da coleção do Museu do Prado, de Madrid. Se a gente tivesse mais tempo…Na frente desse museu tem uma réplica da escultura Portal para o Inferno, de Rodin, muito impressionante.

De Ueno pegamos o metrô até Asakusa, que é uma das áreas mais antigas de Tóquio e tem um dos templos mais movimentados da cidade, o Senso-ji. Erramos o caminho na saída da estação e acabamos vendo o prédio moderníssimo projetado pelo designer Phillip Stark, que eu tinha esquecido que ficava nessa área. Já no caminho certo, chegamos à Nakamise, uma ruazinha cheia de lojas vendendo tradicionais souvenirs japoneses. Tem muita coisa legal, mas estava tão lotada que eu fiquei com preguiça de entrar nas lojas. Fiquei apaixonada pelas bolsinhas bordadas com motivos japoneses, acho que vou ter que voltar lá depois e comprar uma. Experimentamos sorvetes com sabores locais: eu pedi o de chá verde e o Gabe o de apricot japonês. Detestei todos dois, haha. Tomei o meu sorvete fazendo caras e bocas só pra não jogar fora, mas não peço mais esse sabor. E um amigo que tinha me recomendado, gosto não se discute mesmo…A área do templo é bem legal, na verdade é um complexo com o templo principal e vários templos menores em volta, todos bem bonitos, e um jardim japonês lindinho. Infelizmente quando estávamos chegando ao templo o tempo já estava mudando, o sol se escondeu atrás das nuvens e ficou tudo cinza…

Como estava anoitecendo, rumamos para Shibuya, que assim como Shinjuku, é uma área com muitos locais de entretenimento e tem o cruzamento mais movimentado do mundo, em frente a estação de metrô. Gabe tirou foto com a estátua do cachorro, que fica bem na praça na saída do metrô e é um dos pontos de encontro dos locais. Conta a história que esse cachorro voltava sempre a esse mesmo lugar, por 10 anos, esperando seu dono que tinha morrido. A quantidade de gente nesse lugar é mesmo incrível, a cada vez que o sinal de trânsito fica vermelho um oceano de gente atravessa a rua em todas as direções. Fomos até o Starbucks que fica bem na frente da praça tomar um chá e observar o movimento, é um caos.

Voltamos no hotel rapidamente pra pegar o endereço de um restaurante em Ginza mesmo para o jantar: Tsuki no Shinzuku, uma izakaya super charmosa. Izakayas são pubs japoneses, eles servem pratos diversos em porções pequenas, então achamos que era uma boa forma de experimentar um monte de pratos diferentes. Nesse restaurante todas as mesas são privativas, você chega, tira o sapato e vai seguindo o garçon pelos corredores até a sua mesa. Eles fecham as persianas e só fica um quadradinho por onde o garçon passa a comida e fala com você. Um botão na parede chama o garçon quando necessário. Pedimos Porco com molho de vinagre preto, bife com vegetais na folha (vem ainda cru na folha em cima de um recháud e você frita a gosto na mesa mesmo), frango frito, tempura de patinha de caranguejo e sushi. Saquê para acompanhar, claro. Não sei o nome de nada porque estava tudo escrito em japonês (kanji) e em inglês só tinha a descrição do prato. Estava uma delícia, gostamos de tudo, acho que vai ser difícil encontrar outro lugar tão bom. Chegamos no hotel acabados, quase meia-noite, só liguei o computador pra descarregar as fotos que tiramos e apaguei.

















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Segure o seu chapéu, jornal, picnic…

Abril 3rd, 2006 by Luciana Misura

Passamos o dia em Shinjuku, uma área super moderna que concentra muitos prédios corporativos e também muitas “casas de diversão” que vão das máquinas caça-níquel a shows de meninas desinibidas. O dia estava lindo, mas estava ventando absurdamente - toda vez que a gente colocava a câmera no tripé pra tirar uma foto, tínhamos que ancorar o tripé com as nossas bolsas pra não sair voando.

Saímos na estação de metrô Shinjuku, depois de experimentarmos o metrô de Tóquio em um dia de semana - lotado, com o pessoal empurrando pra entrar e sair - e fomos andando pela parte leste. Saindo da estação já demos logo de cara com os prédios enormes com letreiros maiores ainda: bem na frente da saída que escolhemos estava o prédio Studio Alta, que tem um telão gigante. Fomos até o Teatro Koma, passando pelas ruazinhas cheias de vitrines estranhas com fotos de garotas e sex shops, e fomos parar no templo Hanazono, templo xintoísta bem bonito construído no século 17, com cerejeiras lindas na entrada. Estava vazio, mas na hora que fui tirar uma foto de dentro do templo aparece um religioso do nada pra dizer que não podia fotografar (e eu já tinha tirado umas fotos antes).

Fomos andando pelas ruas cheias de letreiros enormes e coloridos até a Takashimaya, uma loja de departamentos gigantesca, mas que divide o espaço com a Tokyu Hands, que é uma loja que tem tudo para casa. Ficamos lá passeando por entre os apetrechos domésticos japoneses, a seção de papelaria mereceu minha atenção especial: ah se tivesse uma loja assim nos meus tempos de faculdade de design…centenas de papéis maravilhosos, embalados um a um; canetas de todos os tipos, um estojo de hidrocor só com cores de tons de pele; caderninhos lindos de rascunho, pastas de todos os tamanhos; adorei. Na parte de coisas para casa, as luminárias de madeira me fizeram ficar pensando de que jeito eu podia levar uma dessas pra casa.

Como já era uma da tarde, lá fomos nós para o subsolo pra comprar comida e levar pro parque ali perto e fazer um picnic embaixo das cerejeiras. Gabe escolheu vários tipos de yakitori (os espetinhos grelhados) e eu fui de sashimi. De sobremesa, morangos frescos. Chegando a Shinjuku Gyoen ficamos surpresos com a quantidade de gente no parque em plena segunda-feira, estava lotado! Não seria um problema se não fosse pelo vento, que estava ainda mais forte e jogando grama e terra em todo mundo. Minha roupa estava coberta de grama em poucos minutos, não sei como o pessoal estava comendo nessa situação. Entramos no restaurante simplezinho do parque e na maior cara-de-pau fizemos o nosso picnic ali mesmo. A garçonete fingiu que não viu…

Depois de comer fomos andar pelo parque, que é bem grande e estava lindo demais com as cerejeiras imensas cobertas de flores. Foi legal observar o pessoal fazendo picnic também - grupos de todas as idades, senhoras de kimono, homens de terno, famílias com crianças, jovens, todo mundo curtindo essa tradição de primavera. E cada vez que batia o vento (e a cada poucos minutos o vento vinha com tudo novamente), a gente via um monte de gente correndo atrás de alguma coisa: chapéus, jornais, a lona onde eles sentam pro picnic, potes vazios de comida, uma confusão danada, mas ninguém parecia se importar muito.

Ah, tenho que comentar aqui que os japoneses usam muito seus telefones com câmera, na frente de cada cerejeira sempre tinha um monte de gente de celular em punho fotografando as flores de perto e enviando logo depois com uma mensagem. Eles estão sempre teclando alguma coisa no celular, principalmente no metrô, porque é falta de educação falar no telefone no metrô. Você olha em volta e está todo mundo com o celular na mão teclando alguma mensagem.

Do parque fomos para a parte oeste, onde ficam os prédios corporativos, mas não achei muita graça e nem ficamos muito tempo ali. Voltamos para a área da estação e ficamos passeando pelas lojas de eletrônicos, completamente cobertas de cartazes coloridos e propagandas das marcas. Entramos na Bic Câmera e Yodobashi Câmera, a Bic tem 4 andares e a Yodobashi tem 8! Vimos montes de computadores bacanas, câmeras, videogames (tinha uma pilha de Xbox 360 custando menos de 400 dólares, coisa que ainda não vi nos EUA, onde ainda é difícil achar o Xbox, quanto mais por esse preço). Os preços de eletrônicos por aqui são similares aos preços nos EUA, a maioria das coisas que vi era um pouco mais cara. Batemos perna fuçando os eletrônicos até umas 18h e paramos num café para descansar os pés, que hoje ganharam algumas bolhas bem doloridas.

Quando saímos do café e já não tinha mais luz natural, vimos Shinjuku iluminada pelas centenas de neons coloridos nos prédios, as pessoas saindo do trabalho que nem formiguinhas, a cada vez que o sinal fechava uma multidão atravessava a rua. Seguimos com eles para o metrô, de volta ao hotel para tirar a poeira do corpo e ir jantar. Acabamos tirando a poeira e ficando por aqui mesmo, de pés para cima, literalmente.












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Adolescentes, cerejeiras e o guarda-chuva de 250 dólares

Abril 2nd, 2006 by Luciana Misura

Ainda bem que estávamos tão cansados ontem que o fuso horário não nos afetou e acordamos 8h30 da manhã (12 horas de sono, haha). Tomamos café no hotel mesmo, era um mix de café da manhã americano (ovos, bacon, lingüiça, batatas) com japonês (várias coisas não identificadas, porque não tinha o nome em inglês, um iogurte de baunilha que o Gabe amou, frutas e um suco que eu provei e não faço a menor idéia do que seja, a cor parecia com água de coco mas o gosto era meio cítrico mas muito suave).

O dia estava cinza, a temperatura, 15 graus. Fomos andando para a estação de metrô Higashiginza, que fica a um quarteirão e em frente ao teatro Kabuki. O prédio do teatro é bem legal, a arquitetura é japonesa mas os materiais de construção são ocidentais. Detalhe das calçadas em volta do hotel: uma faixa para pedestres e uma para bicicletas.

Chegando no metrô ficamos olhando aquelas maquininhas todas tentando decifrar qual precisávamos usar, perguntamos pro funcionário que estava lá e ele prontamente nos ajudou - ele não falava praticamente nada de inglês, mas umas poucas palavras e apontando pro mapa resolveu tudo e ele foi lá na máquina apertar os botões em japonês pra gente comprar um passe ilimitado por dia. Aliás, hoje confirmamos o que muita gente tinha nos dito: os japoneses são muuuuuito prestativos, eles saem MESMO do caminho pra te ajudar. Pedimos informações muitas vezes durante o dia e eles sempre tentavam entender e ajudar.

Pegamos a linha Chiyoda para Meiji-jingumae, onde fica Harajuku, a capital fashion dos adolescentes de Tóquio. Fomos andando por Takeshita-dori (dori é rua em japonês), que é a ruazinha superlotada com todas as lojas de moda adolescente e mais superlotada ainda nos domingos com os moderninhos desfilando as suas loucuras fashion e vendedores do lado de fora distribuindo panfletos e gritando as promoções do dia, que nem feira. Atenção especial para cabelos e sapatos, vimos de todas as cores. A menina de cabelo rosa-choque não quis tirar foto, infelizmente. Filas e mais filas para as barraquinhas de crepe, não experimentamos mas a cara é muito boa, vamos ter que comer outro dia. Achei engraçado o menu do McDonalds com sanduíche de filé de camarão e outros a base de peixe. Além das muitas lojas pequenas japonesas, lojas americanas como Gap, J.Crew, Diesel, todas enormes, e européias como Zara e Lacoste.

De lá atravessamos a rua para Yoyogi Park, um oásis verde com árvores enormes e portais de madeira imponentes. No meio do parque fica o templo Meiji, o mais importante templo xintoísta do Japão e que ainda é usado pela família imperial. O templo original foi destruído na Segunda Guerra Mundial e reconstruído em 1958. Na entrada do templo, uma fonte, que segundo a religião xintoísta, deve ser usada para lavar as mãos e a boca antes das preces. Vimos um senhor ensinar ao seu netinho como usar a água, um momento especial em família.

Várias famílias estavam super bem vestidas, homens de terno e mulheres de kimono com seus bebês, uma das famílias nos explicou que era a primeira visita do bebê ao templo, por isso eles estavam tão arrumados e tirando fotos, porque é um momento muito importante. Mal entramos no templo e tivemos uma surpresa: um casamento xintoísta estava terminando, uma procissão com os noivos e suas famílias atravessava o templo até um local no jardim para tirar as fotos oficiais. Nem bem eles acabaram de tirar as fotos e uma outra procissão de um outro casamento atravessou novamente o templo. Foi interessantíssimo ver mesmo que só um pedacinho de uma cerimônia local, as roupas tradicionais, adorei. No templo as pessoas jogam uma moeda, se curvam duas vezes, batem palmas duas vezes, se curvam uma vez novamente para mostrar respeito.

O tempo foi piorando e resolvemos ir até Chidorigafuchi para ver as cerejeiras em flor - como as flores são muito sensíveis, uma chuva forte ou vento pode levá-las embora, então preferimos não arriscar esperando por um dia de tempo bom. Metrô novamente, linha Hanzomon, descemos na estação Hanzomon e fomos andando até Chidorigafuchi, que fica às margens do rio em volta dos muros do Palácio Imperial, um caminho de terra entre cerejeiras. Lindo demais. Famílias inteiras sentadas no chão fazendo picnic embaixo das cerejeiras, como é tradição nessa época do ano.

Andamos até os jardins do Palácio, atravessamos os jardins do portão norte (Kitahanebashi-mon, mon é portão) ao sul (Ote-mon). O mais interessante das construções de madeira para mim são os telhados, cheios de detalhes entalhados em cada um troncos. Os muros de pedras em volta da área do palácio são imensos, e tem uns ângulos impressionantes.

Já com os pés doendo de tanto andar e com as primeiras gotas de chuva começando a cair, resolvemos que era hora de voltar para Ginza e ficar por perto do hotel caso a tempestade que estava se formando realmente desabasse. E lá vamos nós pro metrô, para a estação Ginza, embaixo do prédio da Sony. Logicamente tivemos que passear pelo showroom e babar nas maravilhas eletrônicas - amei o novo mp3 que tem cores lindas e o visor fica dentro da capa metálica, você só vê que tem um visor se ligar o aparelho e surpresa - as letrinhas aparecem. O mp3 player de 20 GB custa 250 dólares. Outra gracinha tecnológica para quem usa serviços de telefone via internet como o Skype: o mouse que abre e vira telefone! Custa aproximadamente 70 dólares, mas como só vem com instruções em japonês, não é muito simples de instalar. E fiquei babando nas câmeras de vídeo HDTV, pequenininhas, 20x zoom ótico, mas ainda bem carinhas: 1600 dólares. Uma outra câmera de vídeo favorita era do tamanho de um mp3 player e custava 500 dólares.

Do prédio da Sony fomos andando pela chuva pela Harumi-dori, na área de Ginza com a maior concentração de lojas de grife de Tóquio: Hermes, Gucci, Dior, Louis Vuitton, Chanel, entre outras. A chuva estava caindo forte e por isso não tem fotos, vamos ter que voltar lá com o tempo bom. Nos refugiamos da chuva na Matsuya, uma loja de departamentos com mais um monte de grifes carésimas, como Fendi, De Beers, e todas as marcas francesas de cosméticos. Vi uns guarda-chuvas e como precisávamos de um fui ver os preços: um guarda-chuva da Burberry por 150 dólares, um da Cacharel por 250 dólares, e nem olhamos mais nada depois disso! Detalhe: um homem estava “experimentando” os guarda-chuvas carésimos, abrindo-os diante de um espelho de corpo inteiro colocado ali para isso mesmo…

Mas a grande atração das lojas de departamento japonesas é o subsolo com seus fantásticos - e baratos - estandes de comida. Tem absolutamente de tudo, de padarias francesas aos tradicionais sushis, passando por sobremesas lindas e até pizza. Os preços variam, mas a maior parte do que vi custava menos de 10 dólares. Compramos uns pães na padaria francesa pra comer mais tarde ou no café amanhã…vão ficar dormidos, mas não tem problema. Fomos então pro último andar, onde ficam os restaurantes, escolhemos um restaurante japonês especializado em tonkatsu (um tipo de porco empanado). Gabe pediu o porco preto enrolado com aspargo e eu pedi um especial que vinha um pouco de tudo - metade eu não faço nem idéia do que fosse, mas estava uma delícia. O garçom falava inglês direitinho e foi ótimo porque ele explicou bastante coisa, mas a maioria dos nomes de comida ele não sabia a tradução, então fiquei sem saber mesmo.

Como a chuva continuava pesada lá fora, resolvemos encerrar o dia e voltar pro hotel cedo (eram 20h) já que os nossos pés já estavam pedindo arrego e ainda temos muito o que andar.

Momento fala-se português: encontrei três brasileiros de São Paulo na Takeshita-dori enquanto tirava uma foto e a brasileira falou pro outro “ih, você vai sair na foto” e eu falei em português de volta “não vai sair na foto não”. Eles levaram o maior susto, hahaha. Depois estávamos escolhendo o restaurante na Matsuya quando comentando o menu de um restaurante na porta estavam três brasileiros de Vitória. Muito simpáticos, batemos um papinho e eles contaram das 38 horas que levaram de Vitória até Tóquio, via Nova York, nooossa.

PS: Estou aqui tentando colocar as fotos mas estou tendo problemas, então não sei quando vou conseguir publicá-las aqui no blog…vou continuar tentando…

Saldo do dia: 443 fotos!


















Tem mais fotos originais no Flickr.

Konnichiwa (boa tarde / bom dia)!

Abril 1st, 2006 by Luciana Misura

Escrevendo direto do hotel em Ginza, chegamos bem, o vôo foi tranqüilo, direto Seattle - Tóquio pela Northwest Airlines. As 9h30 passaram rápido com um monte de filmes, o impacto maior mesmo é o fuso horário. Agora são 2h30 pelo horário da costa oeste dos EUA e 19h30 aqui em Tóquio, uma diferença de “apenas” 17 horas…e levamos praticamente 2 horas do aeroporto para o hotel, por causa de engarrafamento, então acabamos de chegar. Gabe já está aqui dormindo, acho que ele apagou em menos de 5 minutos enquanto vim aqui escrever.

Primeiras impressões da cidade em um sábado à noite: mais vazia do que eu esperava, bem limpa, neons, neons e mais neons nas ruas principais, já vi uns três prédios enormes de karaokê e mais uns 3 de pachinko, as placas indecifráveis por todo lado - felizmente nas estradas e em várias lojas tem os nomes em alfabeto romano também, mas o resto não tem como saber mesmo. Várias lojas americanas e européias misturadas com as lojas japonesas. O prédio da Sony é aqui pertinho do hotel, oba. Tanto o pessoal do hotel como do aeroporto fala inglês bem, então a comunicação até agora foi mais fácil do que o esperado. Nem precisei usar as minhas frases prontas, hehe. As cerejeiras que vi pelo caminho estão lindas, vamos ver se duram mais alguns dias para a gente poder tirar bastante fotos.

Bom, vou preparar o roteirinho de amanhã e vou dormir, só quero ver que horas a gente vai acordar com essa bagunça de fuso horário…sayonara (tchau)!

Palavrinhas em japonês e traduções cortesia do Guia Visual Japão da DK.

Rumo à terra do Sol Nascente

Fevereiro 16th, 2006 by Luciana Misura

E ontem chegou o meu visto para as nossas próximas férias: dia 31 de março estamos a caminho do Japão. Vamos passar 17 dias na primavera visitando Tóquio, Kyoto, Nara, Nikko, Takayama (durante o festival da primavera), Himeji e Hakone. Ah, e um pulinho até a Disney de Tóquio também, hehe. Depois de meses de pesquisa (desde agosto!) finalmente está tudo reservado: os hotéis e ryokans (hotel tradicional japonês), passagem aérea (tem vôo direto de Seattle, oba), já compramos o Japan Rail Pass (que é a passagem de trem válida por 14 dias para visitar esses lugares todos), só faltava chegar o visto para completar os preparativos. O engraçado foi descobrir que daqui de Seattle até Tóquio (vôo direto pela Northwest Airlines) são apenas 10h de vôo, ou seja, mais perto do que ir pro Brasil :-) Agora é só contar os dias e pegar algumas dicas: alguém aí que more no Japão ou já tenha visitado tem alguma sugestão?