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Archive for the ‘Michigan’ Category

1600 km depois…

Julho 6th, 2004 by Luciana Misura

Chegamos ontem quase meia noite, acabados, depois de dirigirmos mais de 1600 km nesse feriadão. Fomos para a Upper Peninsula de Michigan no sábado, que é o lugar mais selvagem que tem por aqui, dominado por florestas (parques nacionais), cachoeiras e lagos, vi mais cervos nesse dia do que em dois anos morando aqui (inclusive um filhotinho, um Bambi, fofooooo); no domingo fomos para Mackinac Island, a ilha que parou no século 19 e só permite o tráfego de bicicletas ou cavalos, tudo preservado, uma gracinha; e ontem finalmente voltamos para casa dirigindo pela costa leste de Michigan, parando em um monte de lugares no caminho: um moinho histórico, lagos, represas, e finalizando com um Outlet pra fazer umas comprinhas. Ufa! Preciso de férias do feriado…fotos (muitas) logo mais.

O que tem de bom em Michigan

Junho 16th, 2004 by Luciana Misura

Estamos planejando pra onde vamos no feriado do 4 de julho (que na verdade vai ser 5 de julho pois o dia 4 cai em um domingo) e coincidentemente semana passada fizeram uma pesquisa aqui na agência com todas as mulheres de 20-35 anos que moram em Michigan a menos de 3 anos, perguntando o que elas gostam no estado, para onde viajaram, etc (eles estão trabalhando em um projeto turístico mas não sei o que é ou pra quem). Além disso, recebi (mais de uma vez) emails perguntando o que tem de bom por aqui, por que alguém viria a Michigan. Fiquei pensando em vários lugares bonitos que já visitamos por aqui, e outros tantos que estão na nossa lista para os próximos feriados.

Cidades que já fomos e que recomendo: Traverse City, no norte, com suas praias turquesas no Lago Michigan e vinícolas, e o festival de cereja em julho; Muskegon, costa oeste do estado, com suas praias de areia fininha, dunas, lindas; Oscoda e East Tawas, na costa leste, com suas florestas, represas e parques, perfeitos para trilhas, canoagem ou simplesmente um pic-nic; Holland, na costa oeste também, uma mini-Holanda com seu maravilhoso festival de tulipas em maio; Grand Rapids, para visitar o Meijer Gardens e seu jardim de esculturas, na época da exposição de borboletas na estufa; Frankenmuth, a cidade alemã com a mais fantástica loja de Natal que eu já vi, que clama ser a maior do mundo e eu não duvido, a Bronner’s - e ainda passar no Prime Outlets que fica pertinho, em Birch Run.

A área metropolitana de Detroit tem algumas pérolas como Greenfield Village, uma réplica de uma cidade histórica lá pelos anos de 1900, Belle Isle, uma ilha linda no rio Detroit, o DIA, Detroit Institute of Arts, que tem um bom acervo e um prédio bem bonito, os parques Kensington e State Island, com sua área verde fantástica, muitos bichos e aluguel de canoa para passear no lago. Tem os cassinos em downtown para quem gosta, eu não curto, então nunca fui lá. Mexican Village e Greektown para comer pratos típicos, ver uma apresentação na Detroit Opera House (só o prédio por dentro já vale qualquer coisa). Passear por Indian Village em Detroit vendo as mansões históricas e um jantar chique no The Whitney, que é uma das mansões que foi transformada em restaurante. Assistir uma peça ou show no Fox Theatre ou State Theatre, lindos, ir a um jogo de baseball no Comerica Park (fácil de arrumar ingressos já que os Tigers não são lá essas coisas). Andar pela Hart Plaza à beira do rio Detroit na parte nova da cidade, até o Renaissance Center, o prédio cartão postal de Detroit. Ir a um jogo de basquete no Palace em Auburn Hills, pode ser do Detroit Pistons ou do Detroit Shock (o time feminino que foi campeão ano passado!). Ir até Ann Arbor, uma cidade universitária lindinha (onde fica a University of Michigan) cheia de lojinhas bacanas e restaurantes, passear pelo campus da universidade. Ah, tem o Detroit Zoo, em Huntington Woods, que dizem que é lindo e eu até hoje não fui (e era muito perto da outra casa)! Passear a pé nas ruas de Birmingham vendo as vitrines e em downtown Royal Oak vendo gente e sentar em uma mesa ao ar livre em um dos muitos restaurantes.

Onde a gente ainda não foi mas estamos de olho: Pictured Rocks, na Upper Peninsula, lá no Lake Superior, que é um parque nacional com formações rochosas fantásticas, cachoeiras, florestas, tudo parece muito lindo (só não dá para tomar banho, porque a água é sempre muito fria por lá). Mackinac Island, uma ilha no estreito de Mackinac que parou no tempo, só se anda a pé, a cavalo ou de bicicleta, carros não entram - dizem que é o lugar mais bonito e romântico de Michigan. South Haven, na costa oeste, onde ficam milhas e milhas de dunas e tem fama de ser a praia mais animada e cool por essas bandas. E tem muito mais no site Travel Michigan, que é ótimo.

East Tawas e Oscoda

Agosto 25th, 2003 by Luciana Misura








As fotos, da esquerda para direita: 1) Este e o Bed and Breakfast que ficamos, se chama East Tawas Junction, e fica em frente ao Lago Huron, um dos Grandes Lagos. Super bonitinho, foi a primeira vez que ficamos em um bed and breakfast (que equivale a uma pousada brasileira) e nao em um hotel. Os pros: muito confortavel, mais personalizado e agradavel que os hoteis de rede por ai, e o cafe da manha definitivamente mil vezes melhor do que qualquer outro. Os contras: falta de privacidade e os donos do lugar (que moram la) podem ser meio malas.
2) Estatua no parque Monumento aos Lenhadores, que foram os primeiros moradores dessa area. Em Michigan existem muitos monumentos assim, ja que a principal atividade economica do estado antes da industria automobilistica existir era a exploracao da madeira.

3 e 4) Eu e Gabe achamos muito bacana o parquinho para as criancas, todo feito com toras de madeira. Esse “brinquedo” era um emaranhado de toras, que voce escalava. Tudo muito bem ate eu encontrar uma aranha enorme em uma das toras, ai saimos de fininho.

5) Essa e uma area de represa, existem 4 hidreletricas nesse rio, e 4 lagos formados por elas. A paisagem e linda, mas se voce quiser chegar no lago tem que descer uma escadaria imensa. Descer nao foi o problema, mas para subir…

6) O morro “pelado” na foto foi desmatado pelos lenhadores para ser usado como uma rampa para os troncos, que eram transportados boiando rio abaixo. Eles cortavam as arvores e rolavam morro abaixo.

7) Essa casinha de madeira flutuante foi construida de acordo com as que os lenhadores usavam no passado, quando ficavam por semanas no rio transportando os troncos. La dentro eles guardavam comida e tinham abrigo para dormir. Uma plaquinha mostrava o cardapio do cafe da manha dos lenhadores: feijao, ovos, carne de porco, super saudavel…

8 a 12) Os lagos da regiao e a cachoeira formada pelas fontes de agua mineral, que desaguam nos lagos. A agua e geladissima, da para ficar com a mao dormente rapidinho.

9) As flores de uma lojinha na cidade de Oscoda. Quase todo cafe ou restaurante tinha um jardinzinho bonito.

10 e 11) O farol de East Tawas, no Lago Huron. Michigan tem dezenas de farois, todos com papeis importantes na historia do estado. Uma das lembrancinhas turisticas mais comuns por aqui sao miniaturas dos farois.

12) Praia no Lago Huron. Infelizmente estava um ventinho gelado que nos expulsou da praia em tempo recorde. Nem coloquei meus dedinhos na agua dessa vez…

Muskegon, cidade de praia

Julho 13th, 2003 by Luciana Misura

Chegamos ainda agora de viagem, e descobri que o meu e-mail via celular não funciona em área de roaming (Alguém pode me dizer por que nada funciona direito com telefones celulares? Não conheço ninguém que nunca tenha tido problemas, tanto no Brasil quando aqui!), portanto nada de posts à distância no blog. Então vou fazer um resumo da viagem, até porque não fizemos muita coisa mesmo.

Muskegon é uma cidade de praia, por mais engraçado que isto possa soar, ainda mais para uma carioca como eu. Nunca levei a sério essa história de praia em lago, mas tenho que dar o braço a torcer, e vocês podem comprovar nas fotos que o visual não fica nada a dever a uma praia “tradicional”. A única diferença mesmo é que a água é doce - o resto, incluindo aí a imensidão do Lago Michigan, faz você pensar que está em uma praia no mar. Aves marinhas, conchas na areia, areia branca e não pedras, ondinhas, até dunas! Adorei, e não quis saber de nenhum passeio histórico pela cidade: deixo isso para o inverno, porque dessa vez, eu só quis saber de praia!








Já fiquei até queimadinha, Gabe ficou cor de rosa e dessa vez ele não foi a pessoa mais branca na praia (como normalmente acontecia quando íamos a praia no Rio). Fiquei boba com a quantidade de gente na praia “de roupa” mesmo, entrando na água de bermuda e blusa. No final das contas adorei o lugar e pretendo voltar outras vezes até o final do verão, nada como um bom final de semana na praia!

Viajando por Michigan

Julho 11th, 2003 by Luciana Misura

Incrível, mas eu ainda não tinha usado o site Travel Michigan até agora. A gente já foi a várias cidades aqui no estado e eu simplesmente não me toquei que este site (Michigan.org) tinha uma seção de turismo MUITO boa!

Amanhã vamos para Muskegon, uma cidade na costa oeste, perto do Lago Michigan, e da cidade de Holland que visitamos em maio. Estávamos tentando arrumar um hotel na costa leste, no Lago Huron, que eu ainda não conheço, mas simplesmente não tem vaga em nenhum hotel (nenhum é força de expressão, nos caros ainda tem). Fica a dica do site para quem quiser se aventurar pelo estado dos Grandes Lagos.

Ah, e vou aproveitar para fazer posts via celular para a versão do Colagem no Typepad!

Canoagem e Old Forest

Junho 2nd, 2003 by Luciana Misura

Último dia de viagem, saímos da cidade logo cedo em direção ao sul. Nesta área existem diversos ranchos onde pode-se andar a cavalo e passear de barco. Nosso objetivo: canoagem. Apesar de ter geado durante a noite, a temperatura estava em torno de 18 graus e com sol, perfeito.


O rio era super raso (para alívio da minha mãe que não sabe nadar) - não que alguém pretendesse tomar banho, a água era super gelada - mas nunca se sabe o que pode acontecer… Logo vimos que era mais tranquilo do que pensávemos: a correnteza era apenas suficiente para empurrar as canoas sem exigir muito dos remadores. A parte difícil era desviar dos inúmeros troncos de árvores caídos pelo caminho. Batemos algumas vezes e encalhamos também em alguns bancos de areia e troncos submersos, mas foi só um pouquinho de “emoção” no passeio.


Como sempre vimos muitos pássaros, não vimos os castores (segundo o funcionário do rancho, os castores se mudaram para outro rio, com correnteza mais fraca, depois de inúmeras tentativas de represar este rio sem sucesso) e vimos um guaxinim! Muito bonitinho, infelizmente a câmera estava na outra canoa na hora que o vi, então não deu para fotografar. Ele saiu correndo e subiu numa árvore logo depois que passamos, então o pessoal da canoa de trás não viu o bichinho.


Depois da canoagem, estrada de volta para casa. Paramos no caminho em uma reserva florestal com árvores super antigas, várias com 300 anos de idade. Muito bonito, e muito diferente das florestas que nós brasileiros estamos acostumados a ver. O lugar era o paraíso dos esquilos e chipmunks, se você prestar atenção vai ouvir os passinhos apressados desses bichinhos sobre as folhas secas que cobrem o chão. Impressionante a quantidade! Muitas árvores (como a da foto) estavam com o tronco todo furado, adivinhem o motivo? Pica-pau! Inclusive vimos um em ação, descobrimos o danadinho pelo barulho toc-toc-toc numa árvore.


Na reserva eles tem um museu com as casas originais dos lenhadores que moraram nessa região, com tudo dentro preservado. As casas são feitas de troncos de madeira, assim como a igrejinha local. No centro de visitantes eles tem vários animais empalhados que foram encontrados mortos na reserva, como um filhote de urso preto, um lobo cinza (enorme!), patos e cervos. Muitos morreram naturalmente (o ursinho caiu da árvore) e outros por causa do lixo dos turistas (um pato enforcado com saco plástico e um esquilo idem).

Depois de algumas horas andando pelas trilhas do lugar e sendo atacados por todos os mosquitos de Michigan (sem brincadeira, era uma nuvem, atacando principalmente o Gabe), resolvemos ir embora. Fomos os últimos a sair, a reserva já estava fechando. Mais 4 horas de estrada e enfim civilização.

Mais algumas fotos no Fotolog.

Trilhas e Torch Lake

Junho 1st, 2003 by Luciana Misura

A manhã de domingo foi uma surpresa. Um dia lindo e o lago parecendo uma piscina, a água tão serena que o céu e o lago pareciam uma coisa só.

Fomos tomar café em uma micro cidade chamada Elk Rapids, e no caminho passamos por uma cidade chamada ACME (alguém aí se lembra dos desenhos animados?) e o Gabe teve que tirar uma foto da placa. Depois dos tradicionais ovos com bacon e panquecas, fomos para o Torch Lake. Sinceramente fiquei um pouco decepcionada. O lago é bonito mas comparado com o Lago Michigan não fica nada a dever, além de ser totalmente cercado por casas, fechando o acesso à praia (não é só no Brasil que isso acontece). Demos a volta completa no lago, e vimos apenas três acessos em quilômetros de praias. A água é realmente super transparente, nessa foto das pedras nem parece que estão debaixo d’água.



De lá fomos para uma reserva florestal chamada Grass River, com várias trilhas diferentes, uma passando por dentro da floresta e outra pelo pântano às margens do rio. O lugar é lindo demais, vimos muitos pássaros maravilhosos e um monte de sapinhos coloridos.


Pequenos riachos deságuam no Grass river, formando a região do pântano, onde uma plataforma de madeira acima do chão é a “trilha”. Chegando no rio vimos alguns pedaços de árvore comidos pelos castores, mas não vi nenhum castor (que pena, é um dos bichinhos que a gente via em desenhos animados e que eu morro de curiosidade de ver ao vivo).


No final do dia voltamos à península para jantarmos em Bower Harbor, em um restaurante do mesmo nome que funciona em um casarão construído em 1880 como residência de verão de um milionário de Chicago. O restaurante é ótimo e o lugar tem uma vista linda, e demos sorte de assistirmos novamente ao por do sol. Para completar o jantar, o garçon era super animado e contou mil histórias do lugar, incluindo a da dona do casarão, que dizem assombrar o lugar.

Traverse city e arredores

Maio 31st, 2003 by Luciana Misura

A cidade fica às margens do Lago Michigan, em uma baía de águas cristalinas. Cheia de hotéis e restaurantes charmosos, é um dos destinos de férias de verão preferidos dos moradores de Michigan. Isso é claro por apenas dois meses por ano, já que essa região ainda está enfrentando geadas em pleno mês de junho - ah, obviamente a água do lago é geladíssima.

O dia estava nublado e frio, mas toda a vez que um raio de sol conseguia atravessar as nuvens, via-se como é azul e limpa a água do lago, linda. Uma península dentro da baía é a sede de muitas vinícolas e plantações de cereja da região, além das mansões de veraneio que ficam de frente para o lago. Passamos o dia indo de uma vinícola para outra, provando os vinhos locais e em um tour sobre a fabricação de vinhos.


Da estrada que atravessa a península se vêem as vinícolas e plantações de cereja e o lago dos dois lados, uma vista e tanto. Almoçamos por lá mesmo e fomos até o extremo norte, onde existe um farol e uma casa de madeira antiga, e o vento era cortante.


A maré estava baixa e andamos um bom tempo até a água, mas desistimos no meio do caminho de tanto frio. Estava fazendo 6 graus, mas com o vendaval era impossível ficar ali.


Voltamos para a cidade e fomos andar um pouco pela Main Street, cheia de lojinhas com artigos regionais e de decoração. Comprei um pouco de fudge (de chocolate com nozes, muito bom) e voltamos para o hotel a tempo de ver a família pato nadando ao por do sol.

Indo para o norte

Maio 30th, 2003 by Luciana Misura

Hoje vamos para o norte de Michigan, para Traverse city. Esta área tem lagos lindíssimos, incluindo o Torch Lake, que segundo a National Geographic é um dos lagos mais bonitos do mundo. A região é famosa também pelas vinícolas e plantações de cerejas, com um festival que acontece em julho. Vamos ficar três dias, voltamos na segunda a noite. O tempo ainda está nublado e chuvoso, espero que pelo menos abra um solzinho de vez em quando, para ajudar nas fotos.

May Day Project: as minhas fotos

Maio 10th, 2003 by Luciana Misura

Um dia entre Holland e Royal Oak, Michigan, USA.











Holland, Tuliptime

Maio 10th, 2003 by Luciana Misura

(este post é basicamente a legenda das fotos acima!)

Ontem a noite fomos para Holland, cidadezinha que fica a duas horas e meia daqui, a oeste, na beira do Lago Michigan. Como antecipei aqui no ano passado, em maio acontece o Festival de Tulipas, o Tuliptime, e fomos lá conferir. Chegamos lá por volta de onze horas, então fomos direto pro hotel e não vimos nada da cidade. Também nem dava pra sair, porque aquela região estava toda em alerta de tempestades, com risco de tornados.

Hoje que foi o dia mesmo de explorar essa simpática cidadezinha de holandeses, que ainda mantém muitas tradições: da comida aos tamancos de madeira, passando claro pelas milhares de tulipas, Holland tem até mesmo um moinho que foi trazido da Holanda, remontado e continua funcionando! Apesar do tempo cinzento, que melhorou no meio do dia, e de estar super lotada com turistas (nem imaginei que ia ter tanto estrangeiro, mas tinham grupos enormes, até de Amish!), as tulipas valem qualquer viagem.

São várias ruas, as tulip lanes, que tem as flores nas mais diversas cores e tipos plantadas no meio-fio. Nunca imaginei que existissem tantas variedades, já tinha visto algumas bicolores por aqui mas tem até tulipa com franjinha nas pétalas. Um espetáculo! Ah, e vendem-se os bulbos de todas as variedades de tulipa que tem na cidade. Não comprei porque só pode plantar no outono, então quando estivermos em outubro volto lá para comprar algumas super tulipas.

Voltando a falar do moinho, ele tem 241 anos de idade, e uma passagem importante pela Segunda Guerra Mundial - está lá exposta uma das pás toda furadinha por balas, de quando os nazistas atiraram no moinho. A razão da agressividade: o moleiro tinha uma sinalização combinada com a comunidade local que avisava quando as tropas estavam chegando prendendo pedaços de pano de cores específicas nas pás. Fica dentro de um parque fechado chamado Windmill Island, que tem jardins de tulipas, claro, e artesanato holandês: velas, sapatos de madeira, cerâmicas, biscoitos e chocolates. Tudo que turista gosta e quer comprar…

De lá fomos para a 8th Street, que é a rua principal de downtown e cheia de lojinhas de decoração e presentes, uma mais linda que a outra, e restaurantes. Fomos lá para almoçar e estava completamente entupida de gente, porque estava tendo o desfile que encerra o festival. Nunca vi um desfile tão idiota na vida, de holandês não tinha absolutamente nada: bandas das escolas da região, militares, policiais, cães e todas as misses, princesas e rainhas de beleza das cidades de Michigan. Durou horas, entre uma banda e outra não tinha música, nem assisti. Entrei no restaurante e quando saímos fiquei passeando olhando as lojas - não sem ter me surpreendido com o sol, céu azul, e o calor repentino.

Como esquentou, resolvemos dar um pulinho no Holland State Park, que fica às margens do Lago Michigan. O parque em si é a praia do lago e mais nada, tem um pier e três faróis, sendo que um é super antigo e um cartão postal da cidade. Ficamos lá no sol, aproveitando o calorzinho com o ventinho gelado do lago, uma delícia. E ainda rimos muito com as crianças que não resistiram e entraram no lago de roupa e tudo, na maior empolgação, e antes da água chegar na cintura já estavam gritando de frio. Teve até aposta, “duvido que você vai na água até o pescoço” e desafios do tipo.

De lá resolvemos ir embora e pegamos uma das estradas antigas, para viajar passando por dentro das cidadezinhas do sul do estado. É uma zona rural e tem muitas plantações e celeiros enormes, pintados de vermelho. Paramos em um pequeno parque no caminho que tinha cerejeiras lindas na entrada, uma gracinha, perto de Battle Creek, cidadezinha que é sede da gigante de cereais Kellog’s. Só chegamos aqui as 10 da noite, cansados, mas valeu! Tirei centenas de fotos, incluindo essa seqüência acima para o projeto May Day, e vou fazer um álbum separado só das tulipas senão vai ficar impossível de colocar tudo aqui. Ah, e claro, tem mais fotos lá no fotolog.

Flores que voam

Abril 19th, 2003 by Luciana Misura

Hoje foi dia de ver as “flores que voam“, como eles chamam as borboletas em um dos cartazes da exposição. O Meijer Gardens é o máximo e daqui a um ou dois meses vai estar lindo com as árvores verdinhas e as flores de volta. O jardim interno, dentro da enorme estufa, é bem familiar para brasileiros - várias daquelas plantas tem no jardim da casa dos meus pais. E lá dentro, soltas, centenas de borboletas trazidas de diversas partes do mundo quando estavam ainda nos casulos, voando tranquilamente por entre os turistas e flashs das câmeras.


Acho que vimos quase todas as borboletas em exibição, mas a atração mesmo era a Blue Morpho, a borboleta azul. Quando dava o ar da graça, era um festival de oooohs por todos os lados. Mas a danadinha fica com as asas fechadas quando pousa e adorava voar bem longe de todo mundo, pertinho dos vidros da estufa. Ficamos tentando tirar fotos da dita cuja e temos um festival de fotos onde aparecem partes da borboleta, borradas.


Uma salinha de vidro, fechada, guarda os casulos das centenas de futuras borboletas que vão substituir as que voam alegremente na estufa hoje. A vida de uma borboleta é de apenas 2 a 4 semanas, então eles estão constantemente importando casulos e repondo as bichinhas.


As crianças eram as mais impressionadas e faziam uma festa cada vez que uma borboleta pousava por perto ou em alguém da família (tinha um cara que estava sendo perseguido por duas borboletas amaerelas desde que entrou na estufa, não sei por quê - elas pousavam na cabeça dele ou no ombro).


Depois que saímos da estufa demos uma voltinha pelo jardim externo, o Jardim das Esculturas, onde como o nome diz, várias esculturas estão espalhadas pela área, incluindo O Cavalo, de Leonardo da Vinci (na foto eu estou ali embaixo da pata dianteira). Outras esculturas modernas como esta pá de jardinagem, são as atrações do local.


Para saber mais sobre borboletas e quem sabe ver algumas, através da webcam dentro da estufa, visite o site oficial da exposição: Foremost’s Butterflies are Blooming.

Lansing e Grand Rapids

Abril 18th, 2003 by Luciana Misura

Fomos para Grand Rapids, uma cidade que fica a duas horas e meia daqui, a oeste, perto do Lago Michigan. É a segunda maior cidade do estado, atrás de Detroit. Tudo por causa de uma exposição de borboletas (vivas, dentro de uma estufa) que está acontecendo no Meijer Gardens, um jardim botânico construído pelo dono dos supermercados Meijer e que dizem ser lindíssimo.

A área do hotel que ficamos é bem parecida com a região onde moro, sendo que tem uma concentração absurda de todos os restaurantes e lojas que tem nos bairros perto de casa em uma única rua. É um trânsito danado, mas deve ser legal ter tudo ali pertinho. A paisagem é idêntica, Michigan não tem morros, é uma planície absurda; e como a arquitetura segue um padrão, nem parece que estamos em outra cidade. O centro tem uns prédios bacanas, é bem moderno e arrumadinho, organizado, e tem muitos casarões históricos nas ruas próximas.

Paramos em Lansing no caminho, que é a capital de Michigan e fica a pouco mais de uma hora daqui. O prédio do governo, o State Capitol, é um dos orgulhos do estado. Foi inaugurado em 1879 e se eu soubesse antes que era tão bonito por dentro, teria feito a visita guiada. Mas só vi o site quando voltamos, uma pena. E o tempo estava horroroso, cinza, não ajudou as fotos. Fica para a próxima.

Neve lá e calor aqui

Dezembro 27th, 2001 by Luciana Misura

Só porque eu não estou mais lá, nevou muito nos USA na última semana. Fotinho básica enviada por um dos americanos que trabalha com a gente:

Direto de Southfield

Dezembro 19th, 2001 by Luciana Misura

News from Southfield
Vi neve no Sabado, pouca, mas tava tudo branquinho na estrada para o norte, fui no Prime Outlets mas la so e bom pra comprar roupa.

Nada melhor do que Mountain Dew para ficar acordada depois de trabalhar ate as 4h da manha. E uma bebida que tem cafeina ate dizer chega, parece um Sprite (o gosto) mas a cor e sinistra, um amarelo fosforecente, parece que voce esta bebendo alguma coisa radioativa…estou na minha segunda garrafa hoje, urgh.

Hoje estreia Lord of the Rings aqui, vamos ver se eu consigo ver…
To indo embora amanha de manha, vou pra Dallas as 12h e vou mofar no aeroporto ate a hora do voo para o Brasil as 19h30…

Domingo tive um dia tipico americano, fui ver um pessoal cantando musicas de Natal de tarde e a noite um concerto com um coro enorme, “Messiah“, de Handel. Muito bom…


Fomos a Detroit no sabado a noite, fomos a um cinema IMAX ver um filme 3D. A historia era boba, mas o 3D era muuuuito bom (com oculos 3D, excelentes efeitos). Ficamos andando por la, tava um frio danado. Tiramos umas fotos na rua, mas acho que a maioria saiu tremida…

Sexta tivemos um happy hour depois do trabalho, fomos a um barzinho com pista de danca bem simpatico. Comemos um monte de coisas bem americanas, tipo Baby Beck Ribs e Buffalo wings, entre outras coisas…eu nunca tinha comido ribs, ate que e bom. Mas o mais engracado foi o pessoal dancando, tinha que ter tirado foto! Esses americanos malucos tem uma danca que eles chamam de freaking, que parece o funk do Rio, o mesmo jeito de dancar. Estavamos na pista e tres americanas estavam “freaking” e um dos brasileiros do grupo entrou no meio e ficou dancando com elas do nada, foi muuuuito engracado. Ficaram na maior agarracao, depois dizem que no Brasil que tem essas coisas, eu nunca tinha visto nada assim no Brasil…

Aqui tem feito de 0 grau a 7 graus em media, de noite sempre esta 1 ou 2 graus, mas nao tem ido abaixo disso nao. Uma pena, estao dizendo que vai ter bastante neve no sabado, mas nao vou estar mais aqui…

Ah, e ontem eu tomei um cafe aqui, acho que nunca tomei nada mais horroroso em toda a minha vida…um chafe pessimo, com um acucar pior ainda…urgh, e em copo de isopor. Trash.