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Archive for the ‘Do you speak english?’ Category

Inglês na palma da mão

October 8th, 2002 by Luciana Misura

Objeto do desejo: dicionário eletrônico portátil. Eu não conhecia essas belezinhas, mas metade da minha turma de inglês tem. São do tamanho de uma agenda eletrônica e tem algumas centenas de milhares de palavras. Você digita a palavra e pronto, vem a tradução na sua língua e alguns deles tem a opção para ouvir a pronúncia. Os que não tem o recurso de pronúncia custam em média 30 dólares e os que tem, em torno de 60 dólares. O que eu mais gostei é o Merriam-Webster dictionary & thesaurus, que é inglês-inglês mesmo com pronúncia. Tem 274 mil definições e custa 80 dólares. Qualquer loja Best Buy e similares por aqui tem essas gracinhas eletrônicas. Nada de dicionários de papel…

Falando como tem que ser

October 1st, 2002 by Luciana Misura

Alguém pode me responder por que os cursos de inglês no Brasil não corrigem a pronúncia dos estudantes? Ou melhor, por que não ensinam como deve ser?

Eu fiz algumas aulas de inglês picadinhas: as inevitáveis aulas na escola, com uma turma de 50 adolescentes que não tavam nem aí e que realmente não dá para esperar muita coisa; aulinhas no CCAA que por mais que repetíssemos exaustivamente as lições (que a gente tinha que decorar mesmo e falar igualzinho) ninguém corrigia a pronúncia de verdade ou se dava ao trabalho de explicar como deveríamos falar direito; o semestre de inglês que eu fiz como eletiva na faculdade, no depto de letras da PUC, com um professor britânico, que ensinava principalmente gramática e não me lembro dele falar em pronúncia nenhuma vez; um semestre de Alumni, um dos melhores e mais caros cursos de SP, que apesar de ser excelente em todos os outros aspectos da língua, também praticamente ignorava pronúncia. Eu sempre fui aflita para falar direito, sou perfeccionista mesmo, e fico nervosa quando percebo que falei alguma coisa que a pessoa não entendeu por causa da pronúncia.

Nas aulas que tenho aqui, temos dois livros: uma gramática e um livro de pronúncia, que eu nem imaginava que existiam livros para isso, chamado Say the Word!. Pela primeira vez na minha vida, alguém me explicou as regras (que são várias!) para falar -ed no final dos verbos, como posicionar a língua e os dentes para falar corretamente o th, como falar palavras que tem w no meio ou como falar palavras com duas vogais juntas e suas exceções (que também são muitas). Ah, e como falar corretamente todos os erres.

Eu não sei se os professores no Brasil não ensinam porque acham que isso é uma coisa “menor” comparado a gramática e vocabulário ou se é porque eles não sabem mesmo. Como na época que eu fiz esses cursos o meu inglês ainda não era suficiente para avaliar se o professor sabia mesmo ou se estava ali enrolando, não sei o motivo. Só dou o aviso: brasileiros, cobrem dos seus professores regras e correções de pronúncia! Não é toda cidade que está acostumada com turistas, melhor dizendo: não é todo mundo que tem o ouvido treinado com os sotaques estrangeiros, e muita gente realmente não vai te entender.

* pequenos exemplos: se você não sabe falar o th direito, provavelmente vai falar com o som de f, t ou até mesmo s, como já ouvi algumas pessoas falando assim. Se você fala th com som de f, a palavra three (três) para um americano vai soar free (livre, grátis). Se você fala o th com som de t, o seu three (três) vai soar como tree (árvore), e se você fala th com som de s, o seu thinking (pensando) vai virar sinking (afundando).

Se você fala os erres muito fortes, como na palavra rato, ao invés do som de r da palavra amora, o seu rabbit (coelho) vai soar como habit (hábito). E vai ficar todo mundo te olhando com uma cara de não entendi nada…

E muito, muito cuidado com as palavras inglesas que usamos corriqueiramente no Brasil. Essas são as piores armadilhas, porque no dia-a-dia falamos de uma maneira aportuguesada, e na hora de falar com um gringo você pensa “ah, essa palavra é em inglês mesmo” e acaba não percebendo que está pronunciando de forma completamente errada. Fora muitas palavras que a gente fala em inglês no Brasil e que aqui não correspondem: não existe no-break para computador aqui, o nome do dito cujo é ups, não tem smoking por aqui, o nome certo deste traje elegante é tuxedo.

Inglês pela internet

March 5th, 2002 by Luciana Misura

Me matriculei no curso de inglês online do Englishtown. Eu estou sem tempo de fazer um curso regular, porque os meus horários não são nada regulares, então dei uma olhadinha no site e achei bem bacana.

Eles tem as lições escritas, exercícios e você tem professores online 24/7 para fazer conversação e tirar dúvidas. E tem vários chats e jogos para melhorar a pronúncia também, parece legal. Você faz a matrícula e eles te mandam um headset, com headphone e microfone para poder fazer as aulas. E tem uma provinha para determinar o seu nível e você se matricular no curso certo (eu estou no avançado), e você define a ênfase que quer no seu curso, por exemplo, gramática ou vocabulário. Depois eu conto se está funcionando, ainda não comecei a fazer a primeira lição, estou esperando o meu headset chegar. Ah, obviamente não é de graça, custa R$ 79 por mês mas eles estão com uma promoção de duas semanas grátis para testar e depois R$ 59 por mês.