No dia 8 de dezembro de 2011 viemos pro Brasil na nossa primeira viagem a 4. Também foi a primeira viagem de avião do Eric, e logo uma com o vôo bem demorado (quase 10h de Houston pro Rio, fora o vôo Austin-Houston). Ele estava com 1 mês de vida, quase 2 meses. Julia com 4 anos e já bastante acostumada com viagens não me preocupou. O Gabe, que estava com o pé quebrado e de muletas, não podia ajudar muito. Sorte que os meus pais estavam voltando com a gente no mesmo vôo e puderam ajudar a carregar as bolsas/malas de mão.
O meu plano foi levar o Eric em um canguru (sling) pra ele poder dormir confortavelmente e eu ter as mãos livres, porque segurar um bebê por mais de 10 horas é pedir pra ficar com os braços dormentes e doloridos. Muita gente me perguntou por que eu não quis usar o bercinho que a cia aérea oferece. O problema do bercinho é que você tem que sentar na primeira fileira de assentos, e os braços das cadeiras nessa primeira fila NÃO sobem. Portanto, se eu pegasse o bercinho pro Eric, a Julia ia ter que dormir sentada a viagem toda, o que seria bem desconfortável pra ela. Então o Eric veio dormindo muito bem no sling, amarradinho em mim (que também é um jeito mais seguro do que segurar o bebê por causa de turbulência) e a Julia também dormiu bem esticada entre eu e o Gabe (com o cinto afivelado, diga-se de passagem, que é super importante). Na minha opinião o bercinho é legal pra quem tem um filho só. Pra quem tem um filho mais velho não acho uma boa opção.
Também me perguntaram como tenho coragem de viajar com um bebê tão pequeno. O motivo é simples: um bebê novinho praticamente só come e dorme, é muito mais fácil de viajar com um bebê assim do que com um mais velho, que fica entediado e quer brincar enquanto você quer dormir ou que quer andar quando a luz do cinto está acesa. Normalmente quando a gente tem o primeiro filho nem pensa em viajar tão cedo, mas depois, olhando as viagens que fizemos com a Julia, vi que as viagens mais fáceis foram quando ela era bem novinha ou então depois de 2 anos. Entre 11 meses e 2 anos foi o período mais complicadinho porque ela não dormia bem e queria andar pelo avião nas horas erradas. Claro que se o seu bebê tem cólica e chora por horas a fio, isso não se aplica
Enfim, o Eric dormiu, não chorou nada, mamou, dormiu mais, foi tranquilo. Os únicos contratempos foram a golfada que ele me deu (ele tem refluxo e eu já esperava mesmo que isso fosse acontecer) e na hora que o avião estava descendo a fralda vazou um pouco e minha blusa ficou levemente molhada de xixi. Mas como eu já tinha avisado no post sobre como arrumar as malas, eu tinha roupa reserva tanto pra mim quando pro Gabe e pras crianças. Importantíssimo!
Eu trouxe um carrinho levinho dobrável pra Julia, porque ela reclama de andar distâncias grandes e às vezes pede colo nas piores horas, e não deu outra. Quando a gente chegou no aeroporto depois de uma noite no avião, ela não queria andar e pediu logo o carrinho. Como o Eric estava no sling eu tinha as mãos livres pra empurrar o carrinho dela. Só não foi melhor porque 1) eu sou meio atrapalhada pra colocar o bebê no sling – tem gente que coloca na maior facilidade, eu não sou uma pessoa dessas, mas mesmo assim valeu; e 2) como o Gabe estava de pé quebrado, precisamos nos separar porque ele tinha que ser levado numa cadeira de rodas e eu e as crianças fomos por outro caminho.
De qualquer forma o saldo foi positivo, vamos ver como vai ser a viagem de volta semana que vem, porque agora o Gabe já está andando de novo (devagarinho, mas está), sem muletas. Espero que o Eric durma bem novamente!