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Archive for Janeiro, 2003

As Forças Armadas querem você

Janeiro 31st, 2003 by Luciana Misura

Como o assunto de sempre dos noticiários por aqui e a guerra, não posso deixar de falar nos comerciais das Forças Armadas. O alistamento militar por aqui, ao contrário do Brasil, não é obrigatório. Talvez por isso eles invistam nos comerciais, ao invés daquela palhaçada “Jovem, quando completar 18 anos…” que a gente conhece bem. Tanto na TV quanto nos cinemas, os comerciais tem visual moderno, sempre apelando para esportes radicais, muita música, locações maravilhosas, parecem um clip da MTV. Muitos deles não falam diretamente em guerra ou inimigos. Mas mesmo nestes, o negócio é emoção, a aventura, estar entre pessoas que gostam disso tanto quanto você, e claro, ter a honra de estar entre os melhores.

Acredito que funcione, já que os EUA tem um dos maiores contingentes militares do mundo. Claro que eles sempre querem mais, perto de uma guerra então nem se fala, e colocam o dinheiro na propaganda. O comercial da Força Aérea que está nos cinemas é o primeiro desta lista, cheio de cenas com bicicletas, skates, surf. E o site dos Marines é muito bem feito, design e flash bacanas, direcionado mesmo para os jovens, e de acordo com o filme que está na TV atualmente, que é o terceiro dessa lista. Fico pensando como esses jovens esportistas vão se sentir quando estiverem no meio de uma guerra de verdade.

Carrabba’s

Janeiro 30th, 2003 by Luciana Misura

Abriu em Novi, uma cidade que fica a 20 minutos daqui de casa, um restaurante italiano chamado Carrabba’s. É também parte de uma rede - como tudo aparentemente por aqui - que tem restaurantes em vários estados. Ao que parece, veio para competir com o Olive Garden, que fica praticamente do outro lado da rua e é um dos poucos restaurante italiano decente que conheço por aqui. Fomos na sexta passada a noite, com os primos do Gabe, e estava completamente lotado. Só não fomos pro Olive Garden porque estava igualmente cheio.

A decoração tenta recriar uma vila siciliana, a cozinha é aberta e o lugar é bem espaçoso. O nosso garçon foi ótimo (um verdadeiro milagre) e no único erro que cometeu - trouxe a sopa do Patrick errada, deu uma sopa de graça para gente (a sopa que ele trouxe errada era uma que eu adoro). A comida é boa, mas nada espetacular. Comi um fettucine de camarão com cogumelos e cebolinha, estava gostoso mas o camarão estava já demonstrando que não era muito fresco. Vamos ver se eles acertam em alguns meses, restaurante quando abre sempre tem uns ajustezinhos para fazer.

Canetinha virtual

Janeiro 30th, 2003 by Luciana Misura

Quer desenhar online, com uma caneta hidrocor, e mandar pros amigos? Muito bem-feitinho, GE Imagination.

Placas dos Estados americanos

Janeiro 30th, 2003 by Luciana Misura

Adorei a brincadeira:

Placas dos vários estados americanos, e de diferentes modelos também. Essa aí que fiz tem aos montes aqui em Michigan, além da toda azul, que é a básica. Essa ponte é a Mackinac Bridge, que liga a península do norte ao resto do estado ao sul, um dos cartões postais do Estado. Vi a dica do site lá na Cora.

InternETC de volta

Janeiro 29th, 2003 by Luciana Misura

A Cora e o seu InternetETC estão de volta, e cheios de novidades!

Limpando a neve

Janeiro 29th, 2003 by Luciana Misura

Estou digitando com os meus dedinhos todos doendo. Fiquei algumas boas horas lá fora, limpando a neve da calçada e da entrada da garagem. Foi um bom exercício, ms é trabalho pesado e as minhas mãos não estão acostumadas, está tudo doendo. Mas como Gabe está adiando e a neve está virando gelo por onde o carro passa, hoje resolvi limpar a neve eu mesma - ele vai ter uma baita surpresa quando chegar em casa.

Levei o dobro do tempo que ele leva, os vizinhos devem estar rindo de mim até agora, mas fui até o fim. O meu cunhado, que está trabalhando aqui em casa na reforma da cozinha, não me levou a sério, achou que eu ia tirar um pouquinho de neve e parar, depois que eu terminei tudo ele veio me dizer que eu era muito determinada, hahaha. Mas pronto, mostrei para esses homens da família que eu não tenho medo de me mexer não, eles vivem fazendo graça que eu fico reclamando que tem pouca neve, porque não tenho que limpar a neve do caminho depois. Agora vou continuar reclamando que tem pouca neve e ninguém vai poder falar nada! Que venha uma tempestade!

Pulando corda de verdade

Janeiro 28th, 2003 by Luciana Misura

Um dia desses assisti por acaso na TV um campeonato de pular corda. Meio surpresa, comecei a assistir, não imaginava o que poderia ser, que a brincadeira de criança já era um esporte com campeonato, federação nacional e internacional, escolas e sites de atletas.

Pelo pouco que vi, as disputas são em grupo ou individuais, e as notas são de acordo com a coreografia (ou sequência de movimentos) apresentados, grau de dificuldade, execução e no caso do grupo, sincronicidade. O tempo em que a atividade é realizada também conta. Fiquei pasma com os grupos, eles trocam de corda e posição diversas vezes com a maior naturalidade, sem parar de pular ou de girar a corda por nem um segundo. Mulheres e homens competem juntos, parte do mesmo grupo, normalmente dois casais.

É uma mistura de ginástica artística e rítmica com o pular corda tradicional que conhecemos. As equipes normalmente tem escolinhas e se apresentam em escolas e outros eventos durante o ano, para treinar para os campeonatos. A primeira foto deste post é da equipe Heartbeats e a segunda do site internacional da federação. Para saber mais, tem vários sites sobre o assunto listados no Rope Skipping.

Wendy’s

Janeiro 27th, 2003 by Luciana Misura

Como semana passada eu praticamente reli tudo que já escrevi aqui desde que me mudei para os EUA, fiquei surpresa que até hoje não comentei nada sobre o meu fast food preferido: Wendy’s. Acho o melhor de todos disparado, o hamburguer é mais saboroso do que o do McDonald’s e Burguer King e os sanduíches especiais (que são vendidos de vez em quando, em promoções) são sempre muito bons. Gabe adora o frosty, que me lembrou o milk shake de Ovomaltine do Bob’s (na aparência, porque eu não tomo de jeito nenhum e não ia provar) e eles tem uns sanduíches de frango bem temperadinhos - que a minha mãe, que não como nada muito temperado, achou muito picante. O estilo é o mesmo dos concorrentes: preços na mesma faixa, lojas por todo o país, muitos drive-thru e promoções, e fica aberto até mais tarde - apesar de que isso depende da loja. Se estiver na terra do tio Sam e quiser provar um fast food diferente, dê uma passadinha por lá.

Super Bowl

Janeiro 26th, 2003 by Luciana Misura

Chegamos em casa ainda a pouco, fomos para a casa de uns amigos assistir ao Super Bowl, que é a final do campeonato de futebol americano e é um grande evento aqui nos EUA. A transmissão deste jogo é a mais importante da TV americana, todo mundo literalmente pára pra assistir. É como final de Copa do Mundo no Brasil. Os comerciais são os mais caros do ano, as empresas disputam as cotas a tapa e gastam milhões em campanhas muitas vezes especiais para a partida. A Budweiser foi um dos maiores anunciantes, veja os comerciais online e todo mundo já ficou ansioso com o trailer do novo Matrix. As pessoas vão para a casa dos amigos ou bares com telões, para assitir e apostar nos times (e também comer e tomar cerveja, claro). Antes de começar o jogo, no intervalo e no final, artistas famosos se apresentam - hoje teve No Doubt, Sting, Bon Jovi, entre outros.

O jogo foi Oakland Raiders x Tampa Bay Buccaneers, em San Diego. Os Buccaneers venceram facilmente, contrariando todas as expectativas, já que os Raiders eram favoritos, com o placar final de 48 a 21. Até o terceiro quarto estava 34 a 3, quando os Raiders começaram a reagir, mas com os Buccaneers interceptando vários lançamentos em momentos cruciais, ficou complicado. Faltando dois segundos para acabar, com todo mundo já comemorando, o técnico levando um banho de água e gelo do galão de Gatorade ao lado do campo, ainda fizeram mais um touchdown, fechando em 48. O técnico do time é o mais jovem técnico a conquistar um campeonato e é a primeira vez que este time vence o SuperBowl.

Eu particularmente assito pouco a futebol americano, entendo mais ou menos as regras, a minha maior dificuldade é entender o que é uma falta e o que é permitido, já que é gente voando para tudo quanto é lado. Mas é divertido, incrível como eles não se acabam (se machucam sim, mas muito menos do que eu imaginaria como resultado daquela massa de gente se chocando) e tem umas jogadas espetaculares de vez em quando, os jogadores voando, interceptando a bola, fazendo lançamentos absurdos e claro, as quedas mais fantásticas. O jogo de hoje foi bacana, teve várias roubadas de bola e claro, trombadas aos montes. Uma pena que não consegui ir ao estádio nenhuma vez, todos os ingressos para os jogos aqui em Detroit estavam esgotadas para a temporada, os mais baratos que sobraram eram acima de 100 dólares por pessoa. Fica para a próxima.

Todas as fotos deste post são da galeria da ESPN.

Praia do Forno

Janeiro 25th, 2003 by Luciana Misura

Enquanto aqui estamos com temperaturas negativas há semanas, no Brasil todo mundo aproveita um pouco o verão, que é a minha estação preferida. Sempre dava um jeitinho de ir a Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios. Minha amiga Marcela me mandou essa foto, da Praia do Forno, em Arraial do Cabo, estado do Rio. Não sei quando vai ser, mas vou lá com certeza. Saudades das férias de verão enoooormes que a gente tinha na época da escola e podia ficar de bobeira na praia o quanto quisesse. Era tão bom!

Mozart’s Requiem

Janeiro 24th, 2003 by Luciana Misura

Ontem fomos a um concerto da DSO (Detroit Symphony Orchestra), que apresentou Requiem, de Mozart. A história dessa composição é muito interessante e quem assistiu ao filme Amadeus provavelmente vai lembrar da obsessão de Mozart antes de morrer, compondo o Requiem (que é uma homenagem póstuma, pode ser um discurso ou música). O programa tem um texto interessante, vou traduzir e resumir: Mozart começou a escrever o Requiem sob encomenda de um desconhecido, que exigiu o anonimato quando contratou o músico. Este pedido aconteceu apenas alguns meses antes da morte de Mozart, que estava muito doente e durante a composição desta sinfonia começou a ter pressentimentos de que estaria compondo o seu próprio Requiem. Por causa disso, se tornou obcecado em escrever uma música suave, tranquilizante e confortante, que era a idéia que ele fazia da morte, segundo cartas a seu pai - e também uma sinfonia que fosse sua obra-prima, que fizesse jus a todas as suas composições anteriores. Morreu deixando a sinfonia quase pronta, e os trechos inacabados foram finalizados por um dos seus assistentes.

A apresentação foi no Detroit Orchestra Hall, que é o prédio original de concertos da cidade, construído em 1919 - e chegou a virar uma Igreja nos anos 50 - antes de ser restaurado e se tornar novamente palco para apresentações musicais. O estilo arquitetônico é bem parecido com o da Detroit Opera House, onde fui assistir aos ballets e publiquei as fotos aqui no site, só que menos suntuoso.

Meio ano

Janeiro 23rd, 2003 by Luciana Misura

Hoje eu completo 6 meses de EUA. O tempo realmente passa muuuuito rápido. E não pude deixar de notar que no dia 23 de julho, quando pisei aqui, estava fazendo 35 graus e hoje quando acordei estava 16 graus negativos. Só uma amplitude térmica de 51 graus…mas fora a saudade da família e da comida brasileira, tudo bem, eu gosto daqui e estou tranquila (e ao mesmo tempo ansiosa para resolver todas as questões burocráticas e voltar a trabalhar). Mas estou fazendo uma lista das coisas que vi e aprendi nesses seis meses:
- primeiro de tudo, dei muita sorte com a família do meu marido. Eles são ótimos e estamos sempre juntos, eles inventam mil coisas para fazer e um monte de passeios legais.
- a região onde moro é linda. Muito diferente das paisagens brasileiras as quais fui acostumada - ao contrário do Rio, aqui não se vê nem uma colina, é tudo plano, e ao invés do mar, muitos lagos. A cidade grande mais próxima é Detroit, a 20 minutos da minha casa, mas que não chega nem perto do tamanho de São Paulo, com seus poucos prédios e quase 1 milhão de habitantes.
- a comida aqui é ok, mas fica a sensação de que estou sempre de férias. Sabe quando você viaja e até gosta da comida do lugar mas volta para casa com saudade do sabor familiar da comida caseira? É assim que eu me sinto.
- o clima é a mudança mais radical. Estou gostando, é o meu primeiro inverno de verdade e não me incomodo nem um pouco com as temperaturas negativas e a neve, que é linda. E adorei o outono que pintou a paisagem de vermelho, laranja e amarelo e o restinho do verão, super verde, quente como no Rio e com as praias dos lagos.
- adoro morar em casa. Desde que saí da casa dos meus pais em Niterói, só morei em apartamento, e aqui voltei a morar em uma casa, com quintal gramadinho e um jardim, que já tratei de plantar tulipas mesmo fazendo alguns poucos graus negativos no final do outono. A forma de construção também é bem diferente, falei disso detalhadamente em três posts enooormes em setembro.
- aqui a vida é mais calma. Não é o ritmo das cidades brasileiras, aquela loucura de engarrafamentos e multidões de pessoas nas ruas. Nem a violência. Para vocês terem uma idéia, enquanto nos EUA a taxa de homicídios e de menos de 10 pessoas a cada 100.000 habitantes, nas grandes cidades brasileiras é de mais de 60 para cada 100.000. Claro que coisas ruins acontecem em qualquer lugar e ninguém nunca vai estar 100% seguro, mas que aqui é mais tranquilo é uma verdade.
- os serviços - principalmente atendimento, acho melhores no Brasil do que aqui. As pessoas no Brasil são mais simpáticas e solícitas. Quem só conhece a Disneyworld por aqui vai discordar, mas lá todo mundo é treinado para ser terrivelmente sorridente o tempo todo, não é assim no dia a dia das cidades. Desrespeito ao consumidor também acontece, basta lembrar todos os problemas que já relatei aqui com a TV e internet a cabo por exemplo. Desde 30 de novembro quando nos mudamos eles já vieram aqui quatro vezes para consertar defeitos de instalação, sendo que ficamos “fora do ar” por quase uma semana por incompetência deles. Se eu contar aqui todas as mancadas da concessionária onde compramos o meu carro vocês não vão acreditar. A última foi o vendedor que nos atendeu e que nos vendeu o carro me ligando perguntando se eu ainda estava interessada em comprar o carro, que já está comigo há alguns meses (!).
- adoro o fato de que a proibição de fumar é respeitada de verdade.
- os serviços do governo são tão lentos quanto no Brasil. No dia que fui tirar minha carteira de motorista fiquei nada menos do que três horas na fila esperando para ser atendida. O processo de imigração então nem se fala.
- tem coleta de lixo seletiva, o caminhão passa depois do caminhão de lixo “tradicional” e recolhe plásticos, papelão e latas.
- o feriado de Thanksgiving, onde as famílias se juntam para agradecer tudo de bom que tiveram no ano, é muito mais comemorado do que o dia de Natal, que é basicamente uma troca excessiva de presentes. Apesar disso, na época do Natal tem muitas atividades bacanas, como concertos e corais em igrejas e locais públicos. O Halloween ainda permanece, as casas ficam enfeitadas e é uma data muito comemorada pelas crianças.
- fui a um jogo de baseball e a um de basquete e fiquei impressionada com a limpeza, organização e civilidade das pessoas no estádio.
- as cidades todas aqui em Michigan são cortadas por estradas e vias expressas que tem 4 pistas para cada direção. A velocidade máxima normalmente é de 100 a 120 km/h nessas vias. Nas avenidas principais, fica em torno de 90 km/h. Tem engarrafamento de vez em quando e muitos acidentes, mas os engarrafamentos não tão absurdos como os do Brasil.
- comi churrasco americano, com hamburguers e salsichas, e é muito bom. Prefiro o churrasco brasileiro, mas eu adoro um hamburguer também. Adorei Pumpkin Pie e Cherry Pie (tortas de abóbora e cereja). Pork Chops (costeletas de porco) e Meatloaf (o bolo de carne moída daqui), ambos acompanhados de purê de batata. Detestei todos os molhos doces, de cranberries e canela, que usam na comida. Adorei a quantidade enorme de sopas, de todos os tipos. E que frutos do mar aqui são muito mais baratos do que no Rio e em SP, apesar de estarmos bem mais longe do mar. E já me acostumei a todos me olharem estranho quando tempero minha saladinha só com azeite e limão (quando tem limão) ao invés daquele bando de molhos que eles tem aqui.
- café da manhã é ovo, panqueca, bacon, batatas e tomam leite ou café com isso tudo (mas nem todo mundo come isso porque atualmente estão preocupados com colesterol e afins, não é rotina mas nos finais de semana rola). Cereais dos mais variados (incluindo cereais que tem chocolate, marshmallow e outras besteiras) também. Almoço é sanduíche, salada e sopa. Um deles ou os três, ou a combinação de dois. Nessa hora os McDonald’s e similares ficam lotados. O jantar é quando fazem mesmo um prato de comida, que inclui uma carne e vários legumes. Atenção para as saladas, que incluem invariavelmente queijo picado.
- tem um monte de programas humorísticos na televisão que não acho graça nenhuma e zilhões de séries todos os dias. Passa Friends em diferentes temporadas em no mínimo 3 canais. Passa futebol americano, basquete, baseball e hóquei direto e só passam os jogos de tênis quando tem americano jogando. Futebol nem pensar.
- bebidas alcólicas só são vendidas em supermercados e lojas específicas, e sempre tem que apresentar a identidade para comprar (atenção que a idade aqui não é 18, mas 21). Sempre são embrulhadas separadamente, em sacos de papel e nenhum menor de idade pode carregar. Se você der bebida alcólica para um menor de idade, mesmo se for seu filho, pode ser preso.
- até me surpreendi pela quantidade de pessoas que sabem onde fica o Brasil e que não falamos espanhol por lá, mas normalmente não sabem o nome da tal língua.
- e atenção brasileiros, coisa importante que aprendi logo que cheguei: lemon para eles é aquele limão amarelo. Se você quer o nosso limão verdinho, se chama lime. Se você traduzir o nosso limão como lemon, vai ganhar um limão amarelo.

Travel Authorization

Janeiro 22nd, 2003 by Luciana Misura

Tive uma grata surpresa hoje: chegou pelo correio a minha autorização de viagem, emitida pelo dept. de imigração, o INS. Isso significa que posso viajar fora dos EUA quando quiser. A permissão é válida por um ano e agora posso visitar a minha família no Brasil ou mesmo dar um pulinho aqui no Canadá (mas pra isso preciso tirar o visto canadense, que saco).

Para quem não entendeu nada, explico: como estou em processo de imigração, aguardando o greencard, não posso sair dos EUA sem autorização, pois eles podem parar o processo (consideram como abandono) ou mesmo não me deixar entrar de novo por sair sem permissão. Sim, é quase uma prisão domiciliar mesmo, mas essa foi uma das medidas tomadas após os atentados que aconteceram em NY. Eles acham que reforça a segurança, eu não sei. Solicitei essa autorização ao mesmo tempo que dei entrada em todos os outros documentos, em novembro passado, e foi a primeira a chegar. Aguardo os outros documentos, ansiosamente.

The Chronicles of Thomas Covenant, the Unbeliever

Janeiro 21st, 2003 by Luciana Misura

Estou lendo um livro chamado Lord Foul’s Bane, de Stephen R. Donaldson, não sei se existe traduzido para o português mas o título é algo como “A destruição do Lorde Imundo (do Mal)”. Na verdade estou lendo o primeiro livro de uma série com 6. A história é, digamos assim, bastante inspirada em O Senhor dos Anéis. Não vou dizer que é cópia porque seria muito óbvio. Acho que o escritor leu O Senhor dos Anéis e acreditou que poderia fazer uma história baseada naquilo, mas mudando algumas coisas de acordo com a sua vontade.

Para vocês entenderem melhor: existe a raça das pessoas que trabalham com pedra (seriam os anões?), os que trabalham com madeira (os elfos?), os Lordes, que detêm o conhecimento e tem poderes mágicos (Gandalf, Saruman?), uma raça de cavalos livres e selvagens que só transporta quem eles querem (Shadowfax e família?), o povo que cuida dos cavalos (os Rohirrim?), o lorde do mal, que quer destruir todo mundo, a floresta que não gosta das pessoas porque destruíram suas árvores no passado (Fangorn?) e o personagem que é a esperança de todos é um humano, trazido para este mundo, que tem um anel que por ser feito de ouro - um metal não existente naquele mundo - tem poderes mágicos.

O personagem principal é um humano, amargurado e isolado por causa de sua doença - lepra, em estado inicial - que luta para sobreviver e de repente se vê em um mundo estranho, onde as pessoas pensam que ele é a reencarnação de um antigo herói. Este mundo está em perigo, ameaçado pelo Lorde do Mal, e todos os povos precisam se unir para enfrentá-lo, e o humano se recusa a acreditar que aquilo é real. Ele o tempo todo pensa que está sonhando - sua doença dá sinais que está sendo curada por essa nova terra, e que precisa manter-se a uma distância segura desse novo mundo para não sofrer quando acordar, vendo que a doença continua lá. Enquanto isso vai participando dos acontecimentos e as pessoas vão se convencendo cada vez mais de que ele é mesmo o tal herói do passado, para seu desespero. Agora eles se aproximam de uma grande batalha, mas ainda tenho 5 livros pela frente até saber o que acontece. Para quem gosta desse tipo de história, é bem interessante.

Tinha esquecido de colocar essa foto: ontem estava lendo o livro, de costas para a janela, e o sol se pondo formou um arco-íris através da persiana, bem nas páginas. Não é muito legal? Lendo com o arco-íris como fundo!

Dance Dance Revolution

Janeiro 20th, 2003 by Luciana Misura

Hoje é feriado aqui e aproveitamos para terminar o jogo O Senhor dos Anéis e estreamos o DDRMax, também para o PlayStation 2. Para quem não conhece, vou logo avisando que é um vício. E para quem pensa que videogame e atividade física não andam juntos, este jogo é uma surpresa.

DDR é abreviação de Dance Dance Revolution, uma mania japonesa que começou nos fliperamas e se espalhou pelo mundo, se expandindo para os computadores e videogames. A proposta do “jogo” é simples: ao som de uma música, várias setas indicando a direção dos seus passos aparecem na tela, e você tem que seguí-las no tapete com sensores que é o “controle” deste jogo (o tapete é conectado no lugar dos controles tradicionais e você pode jogar com dois tapetes, junto com outra pessoa fazendo a mesma coreografia ao seu lado, ou mesmo usar os dois tapetes como um maior, bem mais difícil).

Você começa aprendendo os passos básicos e o modo Lições vai ensinando a combiná-los. Depois de completar todas as lições, você pode passar para o modo Training, onde vai dançar músicas inteiras que misturam todos os passos que você aprendeu. A partir daí você pode se dedicar as músicas mais difíceis ou praticar no modo Workout, que te diz quantas calorias você perdeu no exercício. É uma verdadeira aula de aeróbica, só que muito mais divertido.

As sequências são bem difíceis a princípio e eu e Gabe ficamos refazendo vários passos até ganharmos confiança e passarmos para o Training. E isso porque estamos jogando no modo iniciante. O jogo tem 4 modos, o iniciante (fácil), standard, hard e ONI, que é um desafio. Ou seja, vamos levar muuuito tempo brincando até chegarmos nesses estágios avançados. E fico feliz porque encontrei um exercício bem legal, que faço em casa e ainda me divirto.

Não sei se alguém aqui já viu um bando de adolescentes em shoppings brincando nesse joguinho, mas eles dançam em duplas e fazem até acrobacias nas máquinas. Existe campeonato desse jogo e as coreograficas misturam cambalhotas e movimentos de ginástica com os passos sendo mostrados na tela, uma loucura. Para quem quer ver esse pessoal em ação, dê uma olhada nesses vídeos aqui.