
Sexta passada fomos assistir a estréia de Dare Devil. Nunca li a história original desse herói dos quadrinhos, só conhecia de ouvir falar, então não sei se o filme é fiel à obra. A história, resumidamente: filho inteligente de lutador de boxe arruinado que trabalha para um chefão do crime sofre um acidente e fica cego, aos 12 anos de idade, após descobrir as reais atividades do pai. Se sentindo culpado, o pai volta a lutar para se redimir, mas acaba contrariando os interesses do chefão e é assassinado. O garoto, que depois que ficou cego teve os sentidos super-desenvolvidos, funcionando como uma espécie de “radar” sonoro, decide que vai lutar contra o crime e vira um advogado (??) durante o dia e justiceiro a noite. Como sempre, aparece uma menina bonita pela qual o herói se apaixona, um jornalista acompanha suas peripécias e escreve suas histórias, muita gente pensa que ele é o bandido, ele tem que lutar contra os verdadeiros bad boys e claro, apanha e sofre muito até o final do filme. Tem umas surpresas aí no meio, a começar pela menina que não é aquele tipo Barbie que é raptada e salva no final, mas eu não vou contar mais para não estragar o filme.
Mas achei bacana, a começar pelo excelente design da abertura, misturando as luzes dos prédios com os pontos do braile e enfim, transformando em letras. As coreografias das lutas também são muito bem feitas, mas depois de “O Tigre e o Dragão” ficou todo mundo apaixonado por kung-fu e fica aquela sensação de já vi isso antes, mas não deixa de ser legal ou bem-feito. Como um colega que viu comentou, o Dare Devil tem bastante do Batman, só que vestido em couro vermelho. Brincadeiras à parte, quem gosta de filme de super-heróis (como eu) deve gostar deste também, mas não é tão bom quanto Homem-Aranha por exemplo. A Elektra Jennifer Garner provavelmente vai se tornar uma nova musa em Hollywood com esse filme, e Ben Affleck continua com seu tipo bom-moço, no melhor (ou pior) estilo galã de novela das 8. Engraçada a aparição de Kevin Smith, mais conhecido pelo personagem Silent Bob, desta vez falando. No final das contas, bastante ação, boas lutas, romance, tudo o que o povo gosta: apesar das críticas nada favoráveis (“ele parece a Mulher-gato produzida pela Revlon”), está em primeiro lugar da semana aqui nos EUA.
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