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Archive for Julho, 2003

Apresentando…

Julho 28th, 2003 by Luciana Misura

…o nosso gato! Pegamos hoje no shelter (abrigo de animais), ele foi encontrado no domingo dia 20 por uma colega minha do trabalho. No meu primeiro dia ela estava perguntando pra todo mundo quem gostaria de adotar o bichano. Eu disse que queria, e esperei a semana toda para poder ir lá (porque eles fecham as 3 da tarde). Fomos ontem, domingo, e ele tinha sido adotado no sábado. Escolhemos uma filhotinha que nasceu não tem nem um mês e deixei meu telefone lá para quando ela desmamar eles me ligarem para irmos buscá-la.


Hoje estava no trabalho e me ligou a moça do shelter, me dizendo que o cara que adotou o gato no sábado foi lá hoje chorando devolver porque o cara com quem ele divide o apartamento é alérgico a gato (não sei se acredito nessa história, mas foi muito estranho). Aí ela disse que esperava a gente lá de noite se quiséssemos o bichano. Ele chegou aqui morrendo de medo mas agora já explorou a casa toda. Ninguém sabe a idade dele, mas é bem grandinho, vamos levar no veterinário amanhã para uma consulta e para castrar. Só não escolhemos o nome ainda! Quero um nome relacionado com internet, que nem o meu cachorro Link, mas ainda não pensamos em nenhum bacana. Sugestões?

Ocupada

Julho 28th, 2003 by Luciana Misura

Nem preciso dizer que ando sem tempo para escrever nesse blog, vocês já notaram…além de estar trabalhando muito, minha amiga Marcela chegou aqui na sexta, então quando não estou no trabalho estamos passeando. E agora ainda tem o gato! Tudo ao mesmo tempo…

Minigolf (jogando golfe pela primeira vez)

Julho 24th, 2003 by Luciana Misura

Ontem depois que cheguei do trabalho aproveitamos que ainda estava claro (o pôr-do-sol tem sido por volta das 21h30, então dá para curtir o sol ainda por um bom tempo) e fomos para o Minigolf. Eu nunca tinha ido, nem nunca tinha jogado golfe antes, embora tivesse curiosidade. Durante o verão todos os campos de golfe e minigolfe ficam lotados, mas como não tem nenhum fanático por golfe na família do Gabe, sempre deixávamos para depois.


Nem sei quanto tempo ficamos lá, mas foi muito divertido. São 18 buracos no total, e os pontos são contados de acordo com o número de tacadas que você precisa para colocar a bola no buraco. As “pistas” em volta dos buracos tem vários obstáculos, como pedras, morrinhos, água, tem horas que você tem que pensar como em um jogo de sinuca, prevendo o caminho da bola quando você faz a tacada em um determinado ângulo para passar os obstáculos.

Até que eu fui bem, na maioria das vezes fiz em 2 ou no máximo 3 tacadas, e incluindo uma perfeita primeira tacada, mandando a bola direto pro buraco! E fui a única que não joguei a bola na água. Muito legal, adorei. Agora quero jogar golfe de verdade, mas para isso preciso ir para o treinamento de tacadas de longa distância, que aliás fica no mesmo lugar. Só então poderei começar a jogar no campo mesmo, que deve ser bem difícil - e mesmo assim viciante, porque o que tem de campo de golfe por aqui é um absurdo. Cada cidade tem no mínimo um campo, e se não está chovendo ou nevando, tem gente jogando.

1 ano!

Julho 23rd, 2003 by Luciana Misura

E hoje faz um ano que estou morando nos EUA. Incrível como o tempo passa rápido e quanta coisa diferente e nova conheci nesse tempo. Quando fiz 6 meses escrevi um post resumindo muitas destas novidades, mas hoje simplesmente não deu tempo de fazer, vai ficar pra depois. Enquanto isso, quem quiser pode ver o “resumo fotográfico” que fiz também nos 6 meses e ler os arquivos desse blog a partir de agosto do ano passado, que tem muitas histórias da vida na terra do tio Sam.

Custard

Julho 22nd, 2003 by Luciana Misura

Jantamos hoje na casa da minha sogra e depois fomos na rua tomar um sorvete, ou melhor frozen custard. Custard é um “creme de ovos” e é servido congelado, igual a sorvete. É bem parecido com o sorvete de casquinha do McDonald’s, só que não tão leve; tem mais “textura” e o sabor é um pouco mais forte. Mas olhando não dá nem para distinguir um do outro. Gostoso, e ainda tem opção de calda de chocolate quente por cima, hmmmm…

Primeiro dia de trabalho

Julho 21st, 2003 by Luciana Misura

E hoje foi meu primeiro dia de trabalho lá na agência. Gente, nem acredito como estou cansada! Fiquei desacostumada do esquema de trabalho, estou aqui acabada escrevendo esse post e não são nem 9 da noite ainda.

Resumindo o dia, adorei, foi muito bacana, pessoal simpático, o chefe pagou meu almoço (de boas vindas) e acho que tenho mais espaço do que já tive em todos os meus locais de trabalho juntos! O escritório está de cabeça para baixo, estão fazendo obras e tem caixas pra todo lado, mas mesmo assim é bacana, uma decoração legal e moderna. Passei o dia sem computador e telefone por conta de uma confusão da mulher do RH, que avisou pro depto de TI que eu só começaria na semana que vem ao invés de hoje, então só amanhã que eles vão conseguir resolver.

Mas não pensem que fiquei à toa não, imagina. Imprimiram tudo que eu precisava e já me deram um zilhão de documentos para ler, já falei com meio mundo no telefone da outra gerente de projetos e fiquei quatro horas em reunião. Foi um começo bem puxado, mas eu estou achando ótimo porque depois de tanto tempo sem trabalhar quero mais é agitação e muita coisa pra fazer mesmo. E ainda descobri que a moça que cuida do setor administrativo é uma fã do Brasil, conhece Rio e São Paulo e ama pão de queijo!

Impressora que também imprime CDs

Julho 20th, 2003 by Luciana Misura

A nova Epson Stylus Photo 900, além da ótima resolução de 5760 x 720 dpi e impressão sem bordas, ainda imprime em CDs! Adorei, e não custa caro: 199 dólares e ainda estão com uma oferta com rebate de 30 dólares (depois que você compra recebe 30 de volta). Também deve ser bom ter uma dessas no trabalho, lembro que a gente volta e meia gravava CDs com arquivos dos projetos para enviar para os clientes, e com uma dessas daria para enviar os CDs bonitinhos, com logo da empresa e tudo.

O problema das unhas (post absolutamente contra-indicado para os homens, pelo seu conteúdo sobre a vaidade feminina)

Julho 18th, 2003 by Luciana Misura

Talvez muita gente já tenha ouvido falar que nos EUA as manicures não são muito boas. Bom, eu posso dizer que até agora concordo plenamente com isso. Em quase um ano só fui em um lugar que gostei, mas que não volto lá porque custa os olhos da cara (foi onde fiz as unhas pro meu casamento, e a tia do Gabe pagou tudo, se não me engano foram 70 dólares pés e mãos).

Só para vocês terem uma noção, aqui na cidade onde moro para fazer as unhas da mão custa no barato 16 dólares. Para fazer as unhas dos pés, uns 25 dólares. E o pior, qualquer salão de beleza no Brasil dá de 10 a zero. Hoje eu fui burramente tentar um novo salão, para meu arrependimento completo. Só não passo acetona e tiro a cagada toda pra não sentir que joguei o dinheiro no lixo (e na minha cabeça a palavra “burra” se repete de 5 em 5 segundos). Mas não vou nem ficar olhando para as unhas para não morrer de desgosto. Os motivos:

1) Não tiram cutícula direito (tiram só o “grosso”, mas não fica perfeito nunca)

2) Não sabem passar o esmalte direito (fica tudo com a marca do pincel, tudo manchado, horroroso)

3) Fica tudo cheio de bolinhas, sempre

4) Não pintam a unha até as bordas, pra não sujar o seu dedo (porque não limpam em volta com acetona depois que pintam)

Já está aqui anotado que eu vou juntar dinheiro para “importar” umas manicures brasileiras e abrir um salão. Vai ser um sucesso absurdo, vamos poder cobrar o preço que eles cobram aqui mas fazendo um serviço mil vezes melhor, vai fechar a concorrência toda. Enquanto isso eu vou ter que aprender a fazer as minhas próprias unhas, porque não vou cometer mais a burrice de gastar 40 dólares nesse lixo. Então vou parar de falar nesse assunto antes que eu tenha um ataque de acetona.

Ah, o único lugar razoavelmente bom e barato (10 dólares a mão) que eu conheci foi em Chicago, que fica a 5 horas daqui. Mas mesmo assim não era no nível dos salões brasileiros. Agora deixa eu sair e chorar.

PS: Acabei de me lembrar que quando eu morei em Lisboa também achei o serviço bem ruinzinho, com as mesmas falhas que aqui. Só que pelo menos era barato, custava o mesmo preço que no Brasil.

Da categoria porcarias que são uma delícia…

Julho 18th, 2003 by Luciana Misura

…eu amo a batata Pringles sabor Spicy Cajun. É a melhor, bem apimentada, uma delícia. *nham* Roubei uma na cozinha agora e não podia deixar de comentar. Agora dá licença que eu vou voltar a comer a minha pêra (sim, uma fruta, eu não me acabo nessas porcarias não).

Big Rock

Julho 17th, 2003 by Luciana Misura

Na sexta passada fomos a um restaurante muito bom aqui perto de casa, chamado Big Rock. Esse é um restaurante mais caro que a média na cidade, e aproveitamos que o Gabe ganhou de presente da empresa 100 dólares para gastar em um jantar (é isso o que duas pessoas gastam por lá). É engraçado que já no estacionamento você já percebe a diferença: só Mercedes, BMW, Porsches e até Ferraris. Detalhe é que em um monte de restaurantes bons em São Paulo é comum* gastar 100 reais para duas pessoas, não vai ter esse monte de gente rica com Ferrari na porta. *atenção, eu falei que é comum, não que seja barato.

O lugar é da moda, então fica lotado. A gente fez reserva porque já tinha ido lá uma vez e esperado séculos, então foi tranquilo. Comi um salmão enrolado por batatas gratinadas com molho de raiz forte e mostarda, e o Gabe comeu vitela com um molho que parecia madeira, não sei exatamente o que era. A comida é muito boa e a porção é bem servida, além das saladas (eu comi Caesar como sempre), entradas (dip de alcachofras e espinafre) e sobremesas (cheesecake de chocolate) todas serem à altura dos pratos. Tem uma variedade de vinhos boa e o chopp feito no lugar é uma das atrações. Voltei para casa feliz da vida, comi muito bem, num lugar bacana e de graça, nada melhor!

Liquidação de verdade

Julho 17th, 2003 by Luciana Misura

Fui ao shopping agora a tarde para comprar umas roupas novas para trabalhar, já que aqui eles são muito mais formais do que no Brasil - na política da empresa que eu recebi ontem pelo correio tem o “Dress Code”, que é a forma como as pessoas devem se vestir para trabalhar, e qualquer roupa justa ou decotada é classificada como inadequada. Resumindo, várias das roupas que eu usava para trabalhar lá não vou poder usar aqui, então fui comprar umas coisinhas.

Chegando no shopping eles estão fazendo liquidação de verão. E aí novamente eu fiquei chocada, porque liquidação aqui é de verdade: 50%, 70% do preço. No Brasil a gente está mais do que acostumado em ver nas liquidações as roupas baixarem 10, 20 reais, ou então nas lojas mais caras uma roupa que custava 300 passar pra 200, o que não torna a roupa “barata”. Aqui tem roupa de 80 que custa agora 20, e assim por diante.

Além da liquidação, as lojas ainda oferecem (a maioria) o cartão de crédito da própria loja, e se você fizer o cartão (grátis) ganha desconto no que estiver comprando. Na loja que eu fui, só de preencher o formulário para o cartão você já tinha 15% de desconto, eles aprovando o cartão, mais 15%; resumindo a história, comprei roupa com 30% de desconto em cima do preço de liquidação. Mandem os lojistas brasileiros para cá fazerem um curso intensivo, que eles estão precisando aprender essas coisas!

Se o viaduto está ruim, troca-se

Julho 16th, 2003 by Luciana Misura

Não, vocês não leram errado e nem é força de expressão, é isso mesmo que estão fazendo nas principais estradas aqui em Michigan. Todo ano é assim: o inverno é rigoroso e destrói as estradas, pontes, viadutos, calçadas; tudo tem que ser refeito e consertado no verão, a tempo de ser destruído pelo inverno seguinte. É um trabalho sem fim, e o pessoal brinca que só tem duas estações por aqui, o inverno e a construção.

E aí que estão simplesmente trocando os viadutos estragados por novos. Um dia você passa na estrada e tem um trecho interditado porque estão com guindastes removendo o viaduto (que passa por cima da estrada). No dia seguinte você passa pelo trecho e vê que o viaduto está faltando. Mais dois dias e a estrada está interditada, e no dia seguinte está lá um viaduto inteiro novinho em folha. Assim, fácil, como quem está brincando de Lego.

Eu que estou acostumada a ver o péssimo estado das estradas no Brasil e os viadutos caindo as pedaços, fico de queixo caído com essa facilidade toda. E pensar que eles fazem isso de forma rotineira! Que todo ano eles tem que refazer estradas, ruas, calçadas, trocar viadutos! Se tivéssemos um inverno assim no Brasil, só teríamos estradas de terra…

Jogos proibidos

Julho 16th, 2003 by Luciana Misura

Vi a notícia hoje no jornal da G4 TV que o governo da Tailândia está bloqueando o acesso aos servidores de jogos entre 10 da noite e 6 da manhã, em uma tentativa de conter adolescentes viciados em jogos online. Se a moda pega…

Das 9 às 5

Julho 15th, 2003 by Luciana Misura

Finalmente, depois de alguns bons meses procurando trabalho e fazendo entrevistas, hoje me telefonaram avisando que fui selecionada e começo na segunda-feira! EEEEEEEEHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!

Vou trabalhar na mesma função que tinha no Brasil (gerente de projetos web), em uma agência de publicidade aqui em Detroit, no depto de Internet deles. A agência é uma das grandes, os clientes idem e fiquei bem feliz, eu que estava preocupada em acabar dando um passo para trás na minha carreira acabei arrumando um emprego tão bom ou melhor do que o que eu tinha em São Paulo antes de vir pra cá. Eu andava preocupada se eles iam me subestimar ou desconfiar das minhas qualificações por eu ser brasileira mas ao que parece isso não rolou.

Como ainda não conheço bem a política da empresa e já li vários casos de empresas que não gostaram muito dos seus funcionários falarem sobre o trabalho em blogs, por enquanto não vou dar nomes. Adeus a vida de housewife!

Detroit, a capital do automóvel

Julho 15th, 2003 by Luciana Misura

Um das coisas interessantes de viver perto de Detroit e consequentemente perto das fábricas e escritórios da indústria automobilística, é que você acaba vendo carros que ainda não foram lançados sendo transportados de um lado pro outro.

Ainda não consegui tirar nenhuma foto (estava sem câmera ou dirigindo nas ocasiões) mas várias vezes estava na estrada a caminho de alguma cidade aqui perto e vi carros de teste sendo transportados ou na estrada mesmo, sempre sem a marca do fabricante, nome, placa ou qualquer identificação, e muitas vezes com algumas partes cobertas com plástico ou vinil para “disfarçar”.

Aí a gente fica tentando adivinhar de que fábrica eles são ou tentando memorizar o carro para quando lançarem a gente saber qual era, mas até agora não deu certo. Só o Touareg e o Beetle conversível, da VW, que vimos aqui na rua um pouco antes de começarem a propaganda na TV, mas deviam ser de gente que trabalha por lá, porque já estavam com placa e tudo. Para quem gosta de carros, aqui é o lugar!