Dois turistas em NY
August 31st, 2003 by Luciana MisuraDomingo foi o dia dos passeios tipicamente de turistas: logo de manhã pegamos o metrô até o extremo sul da ilha para ir até a Estátua da Liberdade. Chegamos lá e demos de cara com uma fila monstruosa, virando o quarteirão. Desistimos instantaneamente – ficaríamos por lá mofando por umas boas horas debaixo de um sol de rachar. Demos adeus à estátua e de volta ao metrô seguimos para o Central Park.

Para mim nada mais Nova York do que o Central Park, então lá fomos nós fazer um belo pic nic esparramados na grama. Compramos sanduíches, sucos e biscoitos em uma lojinha perto da entrada oeste do parque e fomos andando até aquele gramado enorme bem no meio do parque que eu já tinha visto tantas vezes em fotos e filmes que sabia exatamente o que estava procurando. Estava lotado, um mar de gente esparramada na grama curtindo o final do verão e frisbees voando para todo lado (não sei como ninguém levava um disquinho na cabeça, eu nem me arriscaria a jogar porque ia acertar alguém logo de primeira).
De lá fomos andando até a Av 46, onde estava acontecendo o tal brazilian day, com shows do Daniel e Ivete Sangalo (ARGH). Estava entupido de gente, a rua fechada, um monte de barraquinhas vendendo comida indiana, grega, mexicana e sei lá mais o quê. Comida brasileira mesmo nem vi. Uma bateria de escola de samba perto do Rockfeller Center estava animando o povo na rua e passamos por fora do tumulto em direção à Times Square. Ficamos lá impressionados com os telões enormes de publicidade por um tempo e depois continuamos a andança até o Bryant Park, onde encontramos rapidamente o Leo e a Amanda. Como estávamos indo para o Empire State (o prédio em segundo plano na foto, atrás do preto e dourado) e eles já tinham feito todos os passeios de turista, acabamos nos separando.

Fomos até o Chrysler Building (nas duas fotos acima), para mim o prédio mais bonito de NY, passando em frente a Grand Central Station e de lá andando pela Park Avenue até o Empire State. O atual prédio mais alto da cidade estava lotado, ficamos na fila por horas e fiquei bem frustrada porque eles não tem um controle do número de pessoas no topo ao mesmo tempo, o que resulta em uma multidão se acotovelando no murinho para ver a cidade. Tinha que esperar alguém sair do muro para ver alguma coisa. Demorou mais um tanto para descermos e quando finalmente voltamos para a rua já estava escurecendo.

Famintos e cansados, resolvemos nos esbaldar num churrasco brasileiro na Plataforma. O lugar estava super cheio, se não me engano o Daniel estava lá, tinha gente tirando foto com o cara o tempo todo, mas não esperamos muito tempo. Me acabei com picanha, farofa, molhinho a campanha, pão de queijo e coração, que pra mim é o melhor do churrasco. O buffet de saladas e frios também estava bom, comi palmito, tutu a mineira e outras coisinhas boas. De sobremesa um quindim e para acompanhar isso tudo, caipirinha. Custou MUITO caro, mas tudo bem, valeu a pena e como aqui em Michigan não tem nenhum restaurante brasileiro, vamos ter que nos contentar com esse churrasco até dezembro quando vamos ao Brasil. Mas foi melhor que a Fogo de Chão em Chicago, que não tinha farofa, molhinho e nem coração.

Nos arrastamos até a Times Square novamente, para ver os telões agora brilhando à noite e então metrô e cama. Acabados, destruídos. Como comentamos com os brazucas que moram na cidade, em Michigan a gente dirige para todo lado, é o extremo oposto de NY (agora entendi porque todos eles são magrinhos!).















