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Archive for January, 2004

Comidinhas

January 31st, 2004 by Luciana Misura

Atenção expatriados, principalmente morando nos EUA: está com saudades da comida brasileira? Doido para fazer uma feijoada mas não sabe nem por onde começar a procurar os ingredientes? Está sonhando com requeijão, creme de leite, e outras delícias da terra-brasilis? Você precisa então visitar o Comidinhas, um blog comunitário onde quatro brazucas trocam dicas e receitinhas adaptadas para a terra do tio Sam. A idéia foi da minha xará Luciana, que mora em Seattle, e que convidou a mim, a Adriana e a Fer para ajudar nessa cozinha virtual. Bom-apetite!

Sobrenomes

January 30th, 2004 by Luciana Misura

Li um comentário da Maria que na turma dela na Suécia tem três mulheres com exatamente mesmo nome e sobrenome, e me lembrei que nunca falei dos sobrenomes por aqui.

Enquanto no Brasil normalmente temos o primeiro nome (um ou mais), nome da família materna (um ou mais) e nome da família paterna (um ou mais), por aqui eles tem o primeiro nome, um nome do meio qualquer – sem a menor importância, e o nome da família paterna. Por exemplo, o nome do Gabe: Gabriel (primeiro nome), Emile (segundo nome, inventado pela mãe), Misura (nome da família do pai). Não tem o nome da família materna e ninguém nem sabe o nome dele do meio, porque não tem o menor significado. No caso das mulheres, a situação é ainda mais estranha. Quando elas se casam, simplesmente tiram o nome da família paterna e adotam o da família do marido, ou seja, elas não tem mais nenhum nome de nenhum dos seus ancestrais! Acho isso surreal. Ah, para vocês verem como o nome do meio é um nada: não precisam nem usar na assinatura ou em cartão de crédito, talão de cheque, nada.

Quando casei com o Gabe, mudei meu nome seguindo a tradição brasileira, de remover o nome da família materna, passar o sobrenome para o meio e o nome da família do marido torna-se o sobrenome. Então de Luciana Guimarães Bordallo passei a ser Luciana Bordallo Misura. Ninguém aqui entende, eles acham que Bordallo é um nome meu qualquer como Paula em Ana Paula por exemplo. Quando explico então que Bordallo era o meu sobrenome, piora a situação, não entendem porque eu não me tornei Luciana Guimarães Misura. Quando explico que Guimarães também é um nome de família, está formado um nó na cabeça de todo mundo, hehe.

Mas tudo bem, faz sentido para mim, seria muito estranho remover o meu sobrenome, seria como perder a identidade completamente. A vida inteira, na escola, no trabalho, sempre fui identificada como Luciana Bordallo (já que Lucianas tem aos montes). Se tirasse esse sobrenome, qual seria minha ligação com meu passado? E como as pessoas que me conheceram quando solteira me identificariam? Juro que não sei como as mulheres aqui não vêem nenhum problema nisso. Fora o número de homônimos que existem por causa disso, já que na prática, eles só tem um único sobrenome em um país com quase 300 milhões de pessoas. É a força da tradição…

Adorei este site da Vodafone

January 29th, 2004 by Luciana Misura

Muito bem feito, que ótimo uso do flash, super diferente. É para mostrar como a empresa vê os seus futuros produtos. Aqui no trabalho ficou todo mundo babando, confiram.

Moblog, mais um jeito de blogar

January 29th, 2004 by Luciana Misura

O Danilo deu a dica e eu não resisti: fiz o meu Colagem moblog. Essa ferramenta, que é gratuita, permite atualização de texto e imagem via celular. Vou brincar um pouquinho, vamos ver quanto tempo vai durar…Quer criar o seu Moblog também?

A entrevista, finalmente

January 28th, 2004 by Luciana Misura

Depois de 1 ano e dois meses esperando, finalmente marcaram minha entrevista na Imigração, que é um dos passos finais no processo do greencard (e depois ainda tem gente que me manda email perguntando se não é rápido pegar o greencard quando se é casado, haha). Recebi a carta hoje, dia 6 de fevereiro eu e Gabe temos que ir lá, levando um zilhão de documentos que comprovem o nosso casamento e que vivemos juntos. Até que enfim! Alguém sabe depois disso quanto tempo ainda leva para sair a decisão final? Não achei essa informação em lugar nenhum. Alguma dica de como é a entrevista?

E a seleção hein?

January 27th, 2004 by Luciana Misura

Que vergonha, não vão para as Olimpíadas! É a primeira vez que isso acontece? Coitado do técnico, deve estar sendo massacrado, nem sei quem foi, não acompanhei nada, só vi a notícia ontem e nem acreditei.

Cidade de Deus concorre ao Oscar

January 27th, 2004 by Luciana Misura

Vai começar tudo de novo…o filme foi indicado ao Oscar de melhor Diretor, melhor roteiro adaptado, melhor Fotografia e melhor Edição. Sinceramente, não acho que vai ganhar em nenhuma, concorrendo com todas as produções de Hollywood em todas as categorias. Ah, e não está concorrendo ao Oscar de melhor Filme Estrangeiro.

Desiderata

January 27th, 2004 by Luciana Misura

Apresentando…Desiderata, o blog da minha amigona Marcela que finalmente se rendeu a comunidade blogueira. Estudamos juntas da 6a série ao terceiro ano no colégio, erámos vizinhas de ficar batendo papo na janela, jogávamos basquete juntas e dividimos um apartamento em Botafogo no meu último ano de faculdade. Ela foi madrinha do meu casamento, namorou um primo meu por 7 anos e sempre perguntam se nós somos irmãs – agora vocês tão entendendo o por que da corujice (e porque o blog está em misura.org). Vão lá visitar a minha amiga :-)

Para todo mundo ler, crentes ou descrentes

January 27th, 2004 by Luciana Misura

Este texto que vi no site da Letícia e indicado também pelo Cris Dias, é muito, muito bom. Quando digo que crentes e descrentes tem que ler, não estou brincando: é um alerta excelente sobre preconceito e como a igreja de um modo geral (todas elas) justificam os problemas do mundo jogando a culpa nos ateus. Como se na cadeia não tivesse um monte de religioso que cometeu crime e um monte de gente do bem que não tem religião (eu me incluo nesse grupo, assim como a Letícia, o Cristiano, o Mauro e muitos outros).

Não acreditar não significa não enxergar que a religião faz bem para determinadas pessoas (eu tenho um grande exemplo na minha família, seria burra se negasse) mas também não ser cego para o mal causado pela má-interpretação e o exagero das igrejas e de muitas pessoas (e a causa de muitas guerras que vemos até hoje). Como religião é extremamente pessoal, cada um se sente bem de uma maneira. E isso é para os dois lados: eu não preciso de religião para ser feliz, eu acredito em fazer a minha parte na sociedade, em fazer coisas boas. Para mim isso basta. O que não dá para aceitar e a Igreja dizer que o problema do mundo é gente como eu, que não tem religião. Como se ética e religião andassem juntos, e se você não tem um, automaticamente não tem o outro. É piada. Não deixem de ler! E para quem ficar curioso com o movimento Bright, que eles citam no texto, este é o site.

Esquiando em Michigan

January 25th, 2004 by Luciana Misura

Quem conhece Michigan sabe o absurdo desse pensamento. Esquiar aonde nesse estado plano, que não tem nem um morrinho por quilômetros e quilômetros? Pois existe um lugar que fica mais ou menos a uma hora de carro de onde a gente mora, se chama Mt Brighton, e é um morrinho bem besta, daqueles que tem aos montes no Rio. Como aqui ele é único, virou a estação de esqui local, e todo mundo corre para lá no inverno.

Ontem não foi diferente: nevou na sexta e o dia estava lindo, sol e céu azul. Nem os -18 graus espantaram as famílias inteiras que marcaram presença. A gente foi porque teve um campeonato de esqui entre agências, e os meus colegas de trabalho estavam lá em dois times. Acabou que não vimos quando eles esquiaram, porque estavam todos nas descidas mais altas, e eu que nunca tinha esquiado não ia me aventurar por lá.

Gabe ficou me ensinando a parar, fazer curva, essas coisas básicas para controlar os esquis. Mas me deu um nervoso enorme, porque o lugar estava lotadíssimo (não nas descidas altas, mas nas pequenas, onde estavam todas as crianças) e eu estava com medo de atropelar alguém (como vi acontecer algumas vezes, felizmente sem graves consequências). Quando o lugar começou a esvaziar, lá pelas 16h, me aventurei a descer o morrinho – direitinho e sem bater em ninguém, para meu alívio. Fiquei lá brincando até o pôr-do-sol, quando já não tinha mais ninguém e eu resolvi arriscar umas curvas mais ousadas na última descida – acabei que levei um tombo e bati com o cotovelo no chão, que está doendo até agora, espero que eu não tenha quebrado. Mas tudo bem, foi divertido e provavelmente voltarei, mas em dia de semana, quando estiver vazio. Não tenho medo de cair e me machucar, só de machucar alguém que não tem nada com isso…

Achei um barato ver as crianças, algumas de 3 anos (!!!), descendo sozinhas o morrinho menor, ou com os pais segurando, nas descidas altas. O pai ou a mãe descem com as pernas mais afastadas, segurando a criança no meio. Tem que se garantir muito para fazer um negócio desses!

Gabe esquia super bem e foi nas descidas mais altas, que nem se comparam com as estações de esqui do Colorado, onde ele já esquiou com os amigos (e depois disso não tinha mais esquiado em Michigan novamente – sem brincadeira, o morro é tão pequeno que mal dá para ver da estrada!). Claro que para quem não sabe nada, como eu, é uma montanhas assustadora, hehe. Tudo uma questão de perspectiva…

Ah, não tem fotinho da gente esquiando porque não tinha como segurar a máquina enquanto eu estava aprendendo e os ármarios eram longe, então só tirei fotos quando chegamos e na saída. Na próxima vez eu peço pro Gabe ficar com a câmera, já que ele não cai mesmo.