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Archive for Maio, 2004

Gatos na janela

Maio 31st, 2004 by Luciana Misura

Gato e Charlie amam ficar sentadinhos na janela, principalmente a do escritório, onde eles podem se sentar confortavelmente na mesa do computador e no gaveteiro que ficam em frente a essa janela.

Foi essa janela que o Charlie uma vez pulou e deixou a gente doido procurando por ele (foi um dia que o Gabe tinha tirado a tela para tirar umas fotos e não colocou de volta, então Charlie se espremeu todo pela frestinha da janela e fugiu - a gente descobriu isso um outro dia, quando tiramos a tela para lavar e ele ia fazendo a mesma coisa quando eu vi e segurei o danadinho bem quando ele já dava o pulo). Charlie está aqui com a gente desde março, porque o meu cunhado está morando temporariamente em um lugar onde não pode ter gatos. Quando ele se mudar de lá, Charlie vai embora, mas não tem previsão ainda. Até lá ele e Gato vão brincando e brigando de vez em quando.

A primeira foto é do Gato sentado em seu tapetinho predileto, em frente a porta da cozinha para o deck (onde ele encontrou seu amigo esquilo).



Adesivo engraçadinho

Maio 30th, 2004 by Luciana Misura

Estávamos dirigindo semana passada numa avenida movimentada aqui perto de casa quando vi esse carro com o adesivo da foto ao lado. Não é engraçadinho? Para quem não entendeu a brincadeira, bush em inglês é moita, arbusto, e defoliate é desfolhar. Tem outros melhores nos carros por aqui, quando eu encontrar alguns tiro fotos (e tem uns que são anti-Kerry também, absolutamente irritantes).

Sisos à moda americana

Maio 28th, 2004 by Luciana Misura

Hoje passei por uma cirurgia para a remoção dos meus 4 dentes sisos. Cirurgia mesmo, já que aqui eles dão anestesia geral e removem todos de uma vez - você acorda e voilá, não tem mais os malditos dentinhos. Foi ótimo fazer assim, muito melhor do que quando tirei um deles à moda brasileira. Não, vocês não estão lendo errado, eu era a feliz (haha) proprietária de 5 dentes sisos, tinha dois na parte superior direita ao invés de um.

A história com os meus sisos é longa, sabia que precisava removê-los faz tempo, mas não tinha coragem e eles não me perturbavam. Em 2002 eu tomei coragem e fui remover dois, quando morava em Sampa ainda. Foi super complicado, levou mais de uma hora para remover um dos danados e o dentista preferiu então não tirar o outro (porque o estrago na minha boca tinha sido grande, ele teve que picar o dente em pedaços para tirar e levou tanto tempo que eu não conseguia sequer abrir a boca por uns 2 ou 3 dias depois disso). Nessa época eu estava namorando o Gabe e estávamos prestes a vir para os EUA, e ele, horrorizado com a situação, me falou: lá nos EUA eles te dão anestesia geral, você acorda sem os sisos e não sente nada. Resolvi então não tirar mais nenhum à moda brasileira e completar os outros 3 (não sabia do meu bônus) aqui.

Mesmo com a perspectiva de tirar os danadinhos sem dor, minhas péssimas memórias da recuperação falavam mais alto, e fui empurrando. Até que na terça-feira meu siso de baixo que sobrou começou a doer MUITO. Tinha começado uma infecção na gengiva que estava cobrindo parcialmente o dente. Passei quarta e quinta morrendo de dor, sem dormir e sem comer, acho que foi a pior dor que já senti - não parava um segundo, nem tomando a medicação forte para dor que o dentista passou. Ontem entrei na penicilina para debelar a infecção e hoje as 8 da manhã operei. Gente, que diferença! Minha boca não está inchada, não estou sentindo dor nenhuma, só não posso mastigar ainda por causa dos pontos, mas estou muito bem. Sei que os dentistas brasileiros acham isso a maior frescura do mundo, mas eu como paciente acho maravilhoso. Como o dentista daqui me falou, eles usam a anestesia geral para que o paciente não tenha uma experiência traumática. Putz, nem me fale, concordo 100%!

O consultório fica dentro de uma clínica, totalmente equipada com monitores de coração, pressão, aparelhos de emergência, tudo que tem direito. Fiquei lá na cadeirinha ligada a todos esses aparelhos, injetaram a anestesia numa veia na minha mão e a última coisa que me lembro era o Gabe segurando a minha mão. Uma hora depois, eu acordava, um pouquinho tonta, com gaze na boca, mas fui andando para o carro com o Gabe e vim para casa descansar. Sem brincadeira, os dentistas brasileiros podiam adotar esse método. Não sei se eles usam algum tipo de anestesia geral diferente aqui (porque as descrições que ouvi de anestesia geral no Brasil foram bem diferentes do que eu senti) e com certeza precisa de um consultório com mais recursos, mas vale muito a pena! Felizmente também meu plano dentário pagou quase tudo, a remoção dos 4 dentes nesse esquema custou 1400 dólares, dos quais eu desembolsei 200. Valeu cada centavo!

Jardins de Cranbrook

Maio 26th, 2004 by Luciana Misura

Aí vão algumas das muitas fotos que tirei, pena que o tempo estava nublado…









Repararam na pontezinha que o Gabe não pôde atravessar? Com o tanto que tem chovido aqui, o lago encheu e inundou uma boa parte do jardim japonês, onde fica essa pontezinha. Uma pena…

Sem internet

Maio 25th, 2004 by Luciana Misura

Ontem esse blog passou o dia fora do ar, a gente ficou sem internet por causa das tempestades aqui. Tinha um monte de lugares inundados (cidades vizinhas) mas felizmente a nossa área não teve esse problema. A noite a conexão voltou, sabe-se lá como…e hoje já está o maior dilúvio lá fora novamente, haja água!

Domingo fez um dia bonito e visitamos um lugar legal perto de casa, uma escola particular tradicional chamada Cranbrook (já falei algumas vezes nessa escola, é caríssima e famosa na área). Os jardins são abertos ao público, lindos, e tirei montes de fotos. Logo mais coloco aqui.

Palma de Ouro para Fahrenheit 9/11

Maio 22nd, 2004 by Luciana Misura

Estou louca para ver Fahrenheit 9/11 e não vejo a hora de estrear aqui, tenho certeza que o governo vai fazer de tudo para adiar até as eleições. Eles tem que conseguir passar o filme, todo mundo que vai votar para presidente por aqui precisa assistir. O filme do Walter Salles que todo mundo está falando bem não ganhou, mas parece interessante. Só não sei quando vai passar aqui nos EUA, já que eles são tão anti-Cuba e anti-comunismo. Vai ser difícil achar um lugar para assistir. Veja os resultados de Cannes no site oficial do Festival.

Obrigada

Maio 21st, 2004 by Luciana Misura

Obrigada a todo mundo que deixou comentários a respeito da morte do meu avô. Vocês deixaram mensagens maravilhosas e muito sensíveis, minha família comentou várias das histórias contadas por vocês comigo ao telefone, vocês dividiram suas lembranças e simpatia não só comigo mas com toda a família Bordallo. É nesses momentos que eu fico mesmo muito feliz em ter um blog, que me permitiu conhecer tanta gente boa em qualquer lugar desse planeta.

Claro que continuamos tristes, é difícil se despedir de uma pessoa querida, mas eu a cada dia estou mais convencida que o meu avô teria sofrido muito mais se tivesse ficado vivo e com sequelas do derrame. Pela sua personalidade forte, sempre ativo, sempre querendo ajudar a tudo e todos, não consigo nem imaginar como ele viveria dependendo de outras pessoas e sem poder fazer as coisas que ele dava mais valor na vida. Estava falando com o meu pai, vovô foi como um desses esportistas famosos, que decide se aposentar no auge, para ser sempre lembrado no seu melhor momento, antes de entrar em decadência.

Eu fiquei particularmente triste porque agora que eu e Gabe estamos começando a fazer planos para ter um neném, ele se foi. Seria o seu primeiro bisneto e eu já estava feliz pensando em como ele ficaria muito contente em ser bisavô. Na minha cabeça estava tão próximo, tão certo, e fiquei aqui pensando nas peças que a vida nos prega. Mas como falei para uma amiga de blog (né Lu) que passou uma situação parecida, a gente não tem como prever essas coisas. Agora eu tenho mesmo que acreditar nas minhas próprias palavras.

Tornado

Maio 21st, 2004 by Luciana Misura

Acabei de voltar para a minha mesa, ficamos uns 30 minutos no abrigo de tornados. Lá pelas 14h o céu começou a ficar preto, estava escuro, parecia noite mesmo. Umas 14h30 olhamos para fora e o céu estava preto e com um brilho verde. Nessa hora ouvimos os alarmes disparando e falando para todo mundo ir para as escadas e abrigos no subsolo do prédio. Ficamos lá até agora, quando finalmelmente o alarme soou avisando que poderíamos retornar, mas ainda está a maior tempestade lá fora. Eu e o Carlos, o brasileiro que está trabalhando aqui na agência, ficamos lá no abrigo falando “onde é que a gente foi se meter”…tirei fotos, inclusive uma na hora que o alarme do tornado soou onde *o pessoal aqui acha* que dá para ver o início da formação do cone, só que não estou conseguindo conexão para enviar a foto pro moblog.

15h25: E agora a bateria do celular acabou…
19h06: finalmente coloquei a foto no moblog, vejam a figurinha aí do lado.

Carteira de Motorista em Michigan?

Maio 21st, 2004 by Luciana Misura

Não estou entendendo nada, mas um monte de gente que mora em Boston resolveu me mandar email perguntando como tirar carteira de motorista em Michigan, só que ninguém explicou por quê (só posso imaginar que a lei em Boston tem alguma restrição que não tem aqui, mas não faço idéia do que seja). De qualquer forma, todas as instruções para tirar a carteira estão no site do governo de Michigan.

Armindo Augusto Bordallo, 26/6/1917-19/5/2004

Maio 19th, 2004 by Luciana Misura

Nesse momento (15h30 no Brasil, 14h30 aqui) a minha família está no Brasil reunida para o enterro, fiquei aqui pensando no meu avô, o que eu diria se estivesse lá, e resolvi escrever.

Meu avô era brasileiro filho de portugueses e tinha muito mais hábitos portugueses do que ele mesmo poderia imaginar. Ele às vezes me contava das suas lembranças de Portugal, pois a família morou lá por alguns anos no Vale do Rio D’Ouro, onde a família da minha bisavó morava. Ele era pequeno, tinha uns 8 ou 9 anos ou até menos, mas ele ainda lembrava de quando eles faziam vinho e pegavam azeitonas. Adorava um pãozinho a qualquer hora, um bom cafezinho, e tinha o jeito de ser simples (e muitas vezes considerado injustamente rude) dos portugueses.

Minha lembrança mais antiga e vívida do meu avô acho que eu tinha uns 7 anos, nas férias da escola, quando passávamos dias lá na casa dele, eu, meu irmão e meus primos Vinícius e Leandro. Acho que meu primo Felipe não era nascido ou muito pequeno ainda. A gente subia nas árvores, corria pela casa toda, minha avó ficava nervosa, chamava meu avô, que sempre foi “brabo” e pra gente se “esconder” dele subia em cima do carro. Ele vinha procurar a gente aos berros, falando que ia mandar todo mundo de volta para casa. E a gente ficava com medo mas ao mesmo tempo rindo da confusão. Adorávamos acompanhá-lo ao supermercado, e ele ia todos os dias com a irmã, que morava na mesma rua, porque eles compravam tudo fresco. Eles iam a pé, conversando, e depois subiam a maior ladeira carregando as sacolas, na maior tranquilidade.

Meu avô sempre foi muito inteligente, mesmo tendo pouco estudo. Lia muito, jornal ele lia todos os dias, sempre, e teimava em ler sem óculos, mesmo não enxergando bem. Ele sempre foi criativo, inventava ferramentas, consertava coisas, fez tudo quanto é curso via correio que se pode imaginar, consertava televisão, carro, máquina de lavar, o que fosse, era uma diversão. Mesmo com a idade que tinha ainda ajudava meu pai e meus tios a reformar e construir coisas. E muito talentoso, ele foi desenhista (profissão mesmo). Sempre foi também muito cabeça-dura, e isso já virou herança de família…toda vez que ele trabalhava com algum dos meus tios ou meu pai, terminava sempre em discussões homéricas porque cada um queria fazer de um jeito.

Mas depois que minha avó morreu, há 12 anos, ele começou a mudar. Primeiro ele ficou muito deprimido, por uns dois anos a gente ficava com medo dele desistir de viver. Depois ele começou a melhorar, e ficou uma pessoa mais relaxada, mais tranquila, se estressava muito menos com as coisas e mais brincalhão. Aquele meu avô “brabo” começou a sumir e deu lugar a uma pessoa mais alegre, disposta a viver da forma mais simples possível, sem complicar as coisas. Ele, que sempre foi surdo de um ouvido e ouvia mal do outro e se recusava a usar aparelho (e pra falar com ele tinha que gritar mesmo), deu o braço a torcer e comprou um aparelho, apesar de usar só de vez em quando. Há uns 5 anos ele começou a se vestir de Papai Noel no Natal, fazia questão de trazer os presentes de todo mundo, e entregar um por um, para adultos e crianças. Ele terminava de entregar os presentes e falava “até o ano que vem se eu ainda estiver vivo”, para horror da família inteira. Ele era o modelo da marca do meu irmão, a Quê!, e posou várias vezes com as roupas de surfista e óculos escuros. Achava tudo engraçado.

Não sei há quanto tempo ele começou a se preocupar com a saúde, cortou os muitos cafezinhos e pão na hora da comida que ele gostava, mas longe dele usar algum produto não-natural. Jamais comia margarina, só manteiga, nunca bebia suco de caixa, achava isso tudo “porcaria” (e tinha o melhor colesterol da família). Foi vegetariano já com mais de 70 anos, depois desistiu mas não deixava de tomar o seu suco de salsinha (blargh!), comer um dente de alho cru misturado a cada refeição, comer suas verduras que ele mesmo plantava na horta. Aliás, desde que eu me entendo por gente meu avô tem horta, sempre plantou alface, chicória, agrião, salsinha, tomate, até feijão e morango (morango no Rio de Janeiro, haha). E ele sempre teve “dedo verde”, era impressionante.

Ele gostava de pescar, cresci vendo meu avô sair pra pescar de manhã cedinho e voltar ao pôr-do-sol toda vez que a gente ia acampar ou ia pra Cabo Frio no verão. E ouvia que ele não pescava de noite porque o peixe não enxerga a isca… Nunca gostou muito de bichos, mas se apaixonou pelo meu cachorrinho Link, que vai sentir a maior falta dele. Todos os dias de manhã cedo ele abria a porta da cozinha para a área onde fica o Link e começava a falar (gritando, porque ele não ouvia) “BOM DIA LIN-QUÊ! LIN-QUÊ TUDO BEM COM VOCÊ” e logicamente acordava a casa inteira. O Link fazia companhia pra ele, ele ficava sentadinho no portão em frente a horta, vendo o meu avô trabalhar. E ele se divertia perguntando pra gente (os netos) todas as vezes que íamos para a casa de algum dos tios ou voltando pra nossa própria casa se a gente sabia onde estava. A gente ria e respondia, eram sempre as mesmas perguntas, desde criança, ele fazia de propósito.

Ele falava com o Gabe, olhava pra mim e falava “ah, minha neta, eu não sei falar com ele, ele entendeu?”. Falei com ele no telefone uma semana antes dele ter o derrame, perguntei quando ele viria nos visitar, queria muito que ele visse o meu jardim, fosse pescar nos lagos aqui de Michigan, ele ia gostar. Mas ele me respondeu “já estou muito velhinho, já vou fazer 87 e tenho medo de avião”. E eu ficava aqui pensando que eu ia comprar passagens em um cruzeiro até NY e depois dava para buscá-lo de carro e ele passaria um verão aqui com a gente e meus pais. Eu tinha certeza que ele veria os bisnetos, todos nós tínhamos esta certeza.

Ele adorava sentar perto de mim quando eu estava usando o computador na época da faculdade, ficava observando, maravilhado com a tecnologia. A gente se falou via webcam, ele impressionado, dando tchauzinho para a câmera. Ele tinha essa mania, acenava sem parar toda vez que alguém ligava uma câmera, a gente ria, ria…ele ficava parado como uma estátua, sorrindo, acenando calmamente…É assim que eu vou me lembrar dele, sempre. Tchau vô. É duro acreditar que você foi embora, e já estamos com saudades.

Reviravolta

Maio 19th, 2004 by Luciana Misura

E para a surpresa geral, meu avô teve uma complicação esta noite e morreu durante a madrugada. Não sei o que dizer.

Vovô news

Maio 18th, 2004 by Luciana Misura

Falei com a minha mãe agora pela manhã e ela disse que finalmente ele está melhorando, já há 5 dias que não teve nenhuma nova complicação e está sem os sedativos (mas ainda dormindo já que os efeitos ainda não passaram, o médico acha que ele deve acordar no final de semana). Ainda está na UTI, ele teve problemas nos rins e pulmões - os médicos disseram que isso era esperado, antes mesmo de ele ter qualquer coisa eles já tinham avisado à família - que foram controlados e agora o organismo está reagindo. A grande pergunta agora é quais foram as seqüelas deixadas pelo derrame. Isso só vamos saber depois que ele acordar, então a expectativa é enorme.

Jogo de Baseball

Maio 16th, 2004 by Luciana Misura

Ontem fomos novamente a um jogo de baseball, mesmo com o frio de 10 graus com vento e templo nublado (péssima idéia, mas quando me dei conta já estávamos a caminho). O estádio até que estava bem cheio comparado com as outras duas vezes que eu fui, é porque este ano o time péssimo que temos aqui (Detroit Tigers) pelo menos ganhou alguns jogos (eles são recordistas de derrotas da liga de baseball americana, haha). Então o povo se animou e foi pro estádio torcer, mas eles perderam de novo de 6×1, e quase rolou uma briga (o pitcher do outro time arremessou a bola no rebatedor e o cara se invocou, correu todo mundo pro campo, mas conseguiram impedir a briga). As fotinhos e um videozinho do estádio estão lá no moblog.

Mais uma gracinha tecnológica

Maio 15th, 2004 by Luciana Misura

Coloquei lá no moblog um videozinho do Gato feito pelo celular, enviado também direto pelo telefone. Sabia que dava para fazer mas nunca tinha testado, achei que ia demorar muito pra enviar e a qualidade não é grande coisa, mas ficou bonitinho. O único porém é que não é mostrado imediatamente na página como as fotos, o vídeo passa por uma aprovação antes (não sei por quê).

Novo Movable Type 3.0

Maio 14th, 2004 by Luciana Misura

Acabou de ser lançada a nova versão do Movable Type, a tão esperada 3.0- que vai decepcionar muita gente. O site mudou a interface para acompanhar a nova cara do sistema.

O maior choque porém é que agora o sistema é pago, e não é nada barato. Tem uma versão gratuita que só permite um autor e três blogs. Qualquer coisa acima disso é paga, e começa em 70 dólares. A reação até o momento foi a pior possível, a maior parte dos comentários é de gente dizendo que vai trocar de sistema porque não vai pagar os preços exorbitantes. E eu concordo, realmente eles pegaram pesado nos preços e no que cada pacote inclui. Parece que eles não cobraram todos esses anos e agora querem “compensar”. A Mena, uma das criadoras da ferramenta, tentou dar um aspecto positivo a mudança, mas a julgar pelos comentários que o pessoal está deixando, não colou.

A versão 3 nem traz tantos novos recursos assim, tem uma carinha mais bonitinha, o duvidoso sistema de aprovação de comentários que amarra todo mundo ao TypeKey, que é um cadastro geral que fica nas mãos da SixApart e nos servidores deles, a promessa de acabar com os spams nos comentários…mas depois de ver o que tem disponível para o TypePad e de esperar um ano por esse upgrade, esses recursos são uma decepção. Péssimo negócio da empresa, espero que eles repensem antes que seja tarde demais.

Para quem quiser pagar ou para quem só precisa da versão gratuita que sustenta um autor e 3 blogs, não recomendo a instalação imediata - ainda tem muitos bugs (eu estava testando a versão beta e por exemplo, tentei importar posts de um outro blog e não deu certo, e ainda não consertaram isso na versão que está disponível).

De qualquer forma acho que o sucesso do MT acaba aqui, a julgar pelos comentários lá no Blogdex, realmente essa mudança foi pessimamente recebida e a maioria dos usuários vai abandonar a ferramenta ou não fazer o upgrade. Eu por enquanto vou continuar usando a minha versão 2.6 até achar uma nova ferramenta. Para quem já usa a 2.6 não muda absolutamente nada, então ninguém precisa se preocupar.