Obrigada a todo mundo que deixou comentários a respeito da morte do meu avô. Vocês deixaram mensagens maravilhosas e muito sensíveis, minha família comentou várias das histórias contadas por vocês comigo ao telefone, vocês dividiram suas lembranças e simpatia não só comigo mas com toda a família Bordallo. É nesses momentos que eu fico mesmo muito feliz em ter um blog, que me permitiu conhecer tanta gente boa em qualquer lugar desse planeta.
Claro que continuamos tristes, é difícil se despedir de uma pessoa querida, mas eu a cada dia estou mais convencida que o meu avô teria sofrido muito mais se tivesse ficado vivo e com sequelas do derrame. Pela sua personalidade forte, sempre ativo, sempre querendo ajudar a tudo e todos, não consigo nem imaginar como ele viveria dependendo de outras pessoas e sem poder fazer as coisas que ele dava mais valor na vida. Estava falando com o meu pai, vovô foi como um desses esportistas famosos, que decide se aposentar no auge, para ser sempre lembrado no seu melhor momento, antes de entrar em decadência.
Eu fiquei particularmente triste porque agora que eu e Gabe estamos começando a fazer planos para ter um neném, ele se foi. Seria o seu primeiro bisneto e eu já estava feliz pensando em como ele ficaria muito contente em ser bisavô. Na minha cabeça estava tão próximo, tão certo, e fiquei aqui pensando nas peças que a vida nos prega. Mas como falei para uma amiga de blog (né Lu) que passou uma situação parecida, a gente não tem como prever essas coisas. Agora eu tenho mesmo que acreditar nas minhas próprias palavras.
A gente acaba se sentindo próximo das pessoas, mesmo nao conhecendo pessoalmente. Então quando algo doloroso assim acontece, a gente sente tbm (pelo menos eu sinto).
Que pena que não deu para o seu Armindo ser bisavô, realmente seria muito legal se tivesse acontecido. Mas ele vai estar olhando pra vcs lá de cima e tenho certeza que vai ver o bisnetinho assim que o danado nascer.:)
Abraços.
Oi Luciana,
Poxa… e dif’icil dizer qq coisa nessas horas.
Eu perdi meu vo e minha voh depois q vim pra ca… e eles nem chegaram a conhecer meu marido.
Eles sempre me deram o maior apoio e eram acho q os unicos q me ligavam sempre so pra falar o qto estavam felizes por mim.
A gente fazia mtos planos pra qdo eu finalmente voltasse pro Brasil (depois q o ins liberasse) de q fariamos festa e tal…
Minha voh se foi no primeiro ano em q eu estava aqui.
Meu avo eu ainda visitei qdo fui pra la, mas foi mto triste… ele tb teve um derrame depoios de uma cirurgia boba.
E eu entendo o q vc diz q o seu teria sofrido mto se tivesse ficado vivo e com sequelas.
Foi dif’icil de reconhecer o meu avo qdo o vi, e confesso q me senti mto melhor qdo recebi a noticia de q ele havia finalmente descansado.
Qto ao fato de ele conhecer o bisneto(a) dele, tenho certeza q ele estara acompanhando vc e ele vai abencoar o seu baby, de onde quer q ele esteja.
E como a Lu Svilpa falou, fale com ele em seus sonhos se vc acredita.
Pode parecer bobeira pra umas pessoas, mas depois q tudo isso se passou eu sei q agora eles finalmente conhecem o Ryan e sei q estao mais felizes ainda por mim e sei q tenho a bencao deles la de onde estao.
Um beijo grande, mta forca e paz.
Pra vc e sua familia
Lu,
eu fiz regra para a minha religiao (o Svilpacismo) que nossos queridos que ja se forem, nos protejam de todo mal.
As vezes a gente se pega pensando “puxa, que sorte que eu tenho!” numa situacao no trabalho, ou no que quer que seja — nao ache que isso eh mera questao do acaso. Isso sao nossos anjos queridos, avôs e avós particularmente, mexendo os pauzinhos deles la em cima, nos guiando, nos orientando.
Fiquei muito triste quando minha vovó se foi ha algumas semanas atras, por causa do meu bebê que ela estava doida para conhecer. Ela carregava a unica foto dele que ela tinha para cima e para baixo.
Nesse momento, o sentimento de impotencia eh maior do que a gente. O coracao doi tanto!
Depois que parou de doer tanto, lembrei de todos meus avós, todos ja se foram agora. E como minha vovo zezé sempre tinha sorvete de flocos para me dar, porque era o meu preferido. E como meu avô Mendonça fazia bife acebolado como ninguem e fazia cosquinhas na minha barriga, e que minha vovó maria era surda, e nao gostava de falar Francisco Cuoco, entao ela falava Francisco Cuóco e também falava “Figuítis” em vez de FGTS. A bunda dela era tao grandona, que toda vez que a gente ia almocar na casa dela, eu vinha de mansinho (como era surda, nao era muito dificil) e dava um tapao no bundao, ou entao um mordidao, e ela soltava um “Aaaai, Luciana, so voce mesmo menina!” ..
Sao essas coisas Lu, que devemos lembrar mesmo, a todo instante. Lembre de rir! Lembre de contar a teu marido e todas as pessoas que conhece essas estorias lindas dos nossos avós, e lembre de contar aos teus filhos o quao maravilhosos eles eram. As pessoas se vao, mas cabe a nos mante-las vivas atraves das nossas memorias.
Putz, escrevi demais.
BEIJAO
Lu, desculpe-me, mas so soube agora.
Espero que ele se divirta bem lá em cima (nada de descansar em paz, não eh?). Espero que tenha uma turma animada para um carteado, uma dancinha, uma festinha. Que ele se sinta como os velinhos daquele filme (acho que cocun).
Bom, espero que o céu esteja em festa!
Beijos,
Rê.
Acredite que seu avô está com vc e quando o neném vier ele ficará feliz.
É difícil, eu fico ainda me imaginando do tempo que não curti minha avó direito.
Mas fico feliz por te-la conhecido…isso é o melhor 🙂
Te cuida
Bjs
Oi Lu,
O primeiro texto eu perdi, não consegui recuperar.
Com a sua história e o expressar carinhoso e de apoio das pessoas, resolvi desabafar e agradecer a todos.
Hoje, após 3 dias, procuramos trocar a tristeza por boas recordações ao seu lado, pois não podemos mudar o destino que o ciclo da vida nos reserva.
São tantos momentos na minha memória. O vejo pescando com prazer, inventando isca artificial, esculpindo carretilha em madeira, fazendo pipa de papel, palhacinho acrobata, confeccionando forma e máscara de carnaval, qdo eu era criança, patinetes p/ os netos, cadeira de refeições, fez amplificador para a minha banda musical, fizemos muita mecânica nos nossos carros, inclusive com ferramenta feita por ele. Dezenas de trabalhos de todo tipo. Não havia chance p/ nenhum profissional.
Nesta casa, temos diversos trabalhos e situações vividas exemplares. Esse foi o meu querido paizão, seu grande avô, que para se despedir, fez, aos 86 anos, a sua obra de arte, na casa do filho caçula. Forrou com madeira de ipê, todos os degraus da escada caracol, que era em ferro. Ficou linda, vc viu, e ele radiante de felicidade com tantos elogios. Obra festejada no natal, quando mais uma vez, alegrou a todos, vestido de Papai Noel.
Ele é um exemplo a ser seguido. Teve uma vida difícil, trabalhou desde pequeno, entretanto, sua família foi o objetivo maior, e ele não poupou esforços, venceu as barreiras com muita satisfação e humildade.Sua conduta de vida era: muita garra, persistência, e nunca desistir.
Quando vovô, embora desse bronca em alguns netinhos arteiros, sempre foi muito carinhoso e alegre.
Um beijo e um grande abraço p’ro meu paizão.
Beijinho e um abraço p’ro Gabe.
Papi e Mami
E que o plano de ter um filho, leve a você e todos seus familiares, toda alegria e esperança da espera.
E venha um filho lindo, porque com o nascimento se aprende tanto. Seu vó lá de cima sempre ficara olhando por vocês.
com carinho
Lu,
quando eu perdi minha avó Dorcas ha 4 anos atrás também fiquei pensando em como eu gostaria que os filhos que um dia vou ter a conhecessem, isso pesou muito pra mim pois minha avó foi uma influência muito grande na minha vida…
Só depois de um tempo, me peguei reparando quanta coisa eu tenho dela, quantos valores, liçoes de vida e até manias ela me deixou. :o) Essas lembranças nunca vão morrer e se Deus quiser, vou contar todas elas (assim como ela me contou) aos meus futuros filhos, aos meus futuros netos e até quem sabe bisnetos!!
Lendo o post da sua mãe e do seu pai, fiquei pensando que benção maravilhosa é uma família que se ama assim… parabéns.
Lu,
Soube ontem….. Sinto muito….
: (
É difícil lidar com uma situação que não se tem controle…que nos pega de surpresa….mas o importante é que vc o amava e ele com certeza tb a amava.
Ele irá sempre olhar por vc, e por toda a sua família…(incluindo o futuro bisneto que virá em breve, certo?!)
: )
Que Deus a abençoe (vc e o Gabe) e
principalmente conforte seu Papai e dê força pra sua Mamãe apoiar ele no que precisar….
Beijinhos,
Vivian
Ah!
Precisando que qq coisa, pode contar comigo e a minha família…afinal, os quase conterrâneas de Nikiti, certo??!!