Estava dirigindo para o trabalho um dia quando vi uma placa de um centro de alistamento das Forças Armadas, dizendo “se aliste e ganhe até 20 mil em bônus”. Opa, então é assim que eles fazem? Eu sempre me perguntei como é que tem tanta gente se alistando aqui nos EUA, o que leva esse pessoal a fazer um negócio desses. Claro que tem muita gente patriota mesmo ou que pensa que guerra é videogame, mas dando uma olhadinha rápida nos incentivos em dinheiro que eles dão, deve ter muita gente fazendo fila por causa disso. Os bônus variam de 2 mil a 20 mil, dependendo do nível de estudos da pessoa. Agora me diga se no Brasil não ia ter um monte de gente fazendo fila para ganhar uma grana dessas? Afe…
Com cerveja!
Sem falar na faculdade praticamente de graça! O que tem de meninas e meninos de 18/19 anos na guerra neste exato momento, para poderem ter a oportunidade de irem a universidade, nao esta no gibi!
pois é Lu, eles além de dar o bonus, ainda facilitam o pagamento do college. é mercenarismo mesmo…
o brasil não faz guerra, graças a deus, nem tem dinheiro pra isso… mas tem muita gente pobre que se alista no exército pra ter emprego de salário mínimo e comida… lá pelo menos, dificilmente morrerão em combate!
beijos
Ha outros beneficios! Um conhecido meu alistou-se na marinha e atualmente esta aposentado…aos 27 anos. Nao, nao aconteceu nada a ele, e ele tambem nao foi para nenhuma guerra. Ele eh fisico (como eu) e so teve que trabalhar por alguns anos na marinha. Agora ele da umas poucas aulas por semana e ganha MUITO bem.
Mas… essa deve ser uma excecao. Ou nao? Ainda nao entendo como esse sistema funciona. Mas ha muitos beneficios e muita gente acha que vale a pena correr o risco.
sem dúvida nehuma Lu….ia ter gente pra caramba!!!
Bjokas
Luciana, aqui nem precisa ter incentivo. As pessoas estão se alistando só por causa da merreca que o exército paga. E o exército está dispensando contingente por falta de verba. Outro fator interessante e muito preocupante: os marginais estão fazendo com que os rapazes se alistem para conhecer tecnologia e desviar material bélico. um abraço
Oi Lú 🙂 Estou chegando de férias e já encontrei um assunto que me interessa… 😉 Pois é… eu tb sempre me perguntei o que levaria centenas de jovens a se alistarem nas forças armadas, mesmo porque, você sabe, meu marido é militar. Bom, o negócio é o seguinte… de alguns anos pra cá, o único modo que o governo encontrou para chamar a atenção do povo para a vida militar foi oferecendo dinheiro (o que não é pouco) e estudos. Há 10 anos atrás, a coisa era diferente. Quando meu marido se alistou, a grana não era alta (quase nenhuma) e o papo era outro. Hoje, principalmente em tempos de guerra, o governo paga alto quando oferece tanto dinheiro e quando… digamos “contrata” quem acha que a vida militar é brincadeira. O exemplo mais claro, óbvio e descarado é o que está acontecendo no Iraque com os prisioneiros de guerra e os “soldados” que sujam o nome do país em troca de “divertimento” barato e cretino.
Meu marido, há 13 anos na carreira militar, vive p da vida com os “soldados” novos, porque os mesmos não levam nada a sério e só arranjam problemas. Acabam ficando na carreira militar por poucos anos (até o primeiro contrato terminar) e depois voltam para a vida civil com as mãos nas costas. Por que? A resposta está aí… se alistaram por grana e estão se lixando para o resto. Anyway… coisas da vida… coisas da vida americana. A história do meu marido é mais “complicada”… menino do interior… sonhador… orgulhoso do avô que lutou na 2a guerra mundial por patriotismo (foi para guerra porque quis e não porque foi convocado)… patati e patata. Hoje? Apesar dos pesares, eu tenho orgulho da carreira ddo meu marido… a família tem orgulho da carreira dele. Não pelo o que a vida militar é em si, mas por tudo o que ele deixa de viver e de fazer para tentar “defender” o seu país e o seus ideais (que diga-se de passagem, hoje, não são os mesmos do presidente cretino que está no poder), mas ele… consciente do que viveu, vive e pode viver nesta vida, não quer de jeito algum que o irmão mais novo entre na vida militar… 😉 Beijocas, Be.
li que essa é exatamente uma das coisas que o Michel Moore ataca no novo documentário, principalmente o recrutamento que eles fazem entre minorias raciais e pessoas de baixa renda…