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Archive for Outubro, 2004

Mais fotos de viagem

Outubro 31st, 2004 by Luciana Misura

Para quem não viu: ontem coloquei as fotos do último safari e o primeiro dia em Cape Town, e hoje coloquei as fotos do passeio em Cape Peninsula. Ainda faltam dois dias de fotos…ah, e tem mais um monte de fotos no Fotolog. Normalmente eu não coloco fotos por lá que estão aqui e vice-versa. E isso porque nem coloquei as fotos da festa de Halloween lá do trabalho por aqui ainda.

África do Sul: dicas de viagem

Outubro 31st, 2004 by Luciana Misura

Passei meses e meses procurando pacotes para a África do Sul e foi dificílimo de encontrar. Sei que a partir do Brasil tem muitos pacotes, mas daqui dos EUA é raridade - os grandes sites de viagens simplesmente ignoram o continente africano. Acabei encontrando em um site de leilão de viagens, o SkyAuction. A operadora do pacote foi a Springbok Atlas Tours, uma empresa sul-africana.

O serviço do SkyAuction foi excelente, tudo muito explicadinho por email e depois recebemos tudo pelo correio - itinerário, telefones de contato em cada lugar do roteiro, dicas do que levar na mala, etc. O serviço da Springbok foi médio - o problema todo foi criado porque o primeiro guia, que foi nos buscar no aeroporto, não nos entregou os vouchers e o itinerário final com horários. Durante a parte Johannesburg - Kruger Park, a empresa Safaris Direct foi a responsável pela viagem e passeios, e não tivemos nenhum problema, pois eles nos informavam todos os horários e detalhes que precisávamos. Quando chegamos em Cape Town, que cada dia tínhamos um passeio e guia diferente, em horários diferentes, é que o negócio se complicou. A pessoa que foi nos buscar, achando que tínhamos os vouchers, não levou uma cópia e não tinha certeza do endereço do nosso hotel. Também não sabíamos que o passeio do dia seguinte era as 9h da manhã, e não à tarde como estava no primeiro itinerário que recebemos na época da reserva. Nada que não fosse resolvido com um telefonema para a Springbok Atlas e a nossa agente, Helen, mandou tudo por fax e resolveu com o hotel a falta do voucher. Mas foi um primeiro dia enrolado.

Os hotéis do pacote foram fraquinhos, com exceção do hotel em Sandton, o Crowne Plaza, que foi legal. O Protea Kruger Gate e o Protea Sea Point ostentam 5 e 4 estrelas não sei como, porque eu daria duas estrelas para o primeiro (o quarto) e três para o segundo (depois que trocaram a gente de quarto, porque eu reclamei), no máximo. As áreas comuns - lobby, restaurante, bar, piscina, são compatíveis com as 5 e 4 estrelas, mas os quartos não.

Esta época do ano é perfeita para fazer esta viagem, setembro e outubro são os meses da primavera, com temperaturas amenas e raramente chove. Os safaris ainda são bons porque continua seco e as árvores e arbustos não estão densos com as folhagens, o que atrapalha para ver os animais no verão. O inverno é a melhor época para safaris justamente porque é bem seco, mas sinceramente eu acho que seria frio demais fazer os safaris em carro aberto no inverno (a temperatura pode chegar a 10 graus, e com o vento, sabe-se lá quanto). O risco de malária é quase nulo no inverno e vai aumentando com as chuvas. Para ir a Cape Town, esta época também é boa, porque as chuvas e dias cinza de inverno já passaram e ainda não está um calorão insuportável, além de ser a época ideal para ver as baleias antes delas voltarem para o pólo sul para o verão.

Quanto a malária: nós tomamos um remédio chamado Malarone, que é uma pílula que deve ser tomada um ou dois dias antes de entrar na área de risco, todos os dias durante a permanência na área e mais 5 dias depois que você sai da área de risco. Não tivemos nenhum efeito colateral com essa pílula.

O que é mais caro e chato nessa viagem é o vôo. Do Brasil é bem mais tranquilo, mas para a gente, daqui de Michigan foram 2 horas até Atlanta, e mais 16 horas e meia até Johannesburgo. De lá até Cape Town são mais 2 horas. Como o câmbio estava 6 Rands para 1 dólar, para jantar em qualquer restaurante era barato, incluindo os vinhos locais. Mas é bom ficar de olho no câmbio se você pretende ir, porque nem faz muito tempo era 12 Rands para 1 dólar.

Para levar na mala, roupas informais - usei tênis a viagem inteira, até mesmo de noite nos restaurantes ninguém ligava. Jeans direto, um casaquinho ou jaqueta jeans por causa do vento e roupas leves, incluindo blusas de manga comprida para os safaris, para evitar as picadas de mosquito e o risco de malária.

Fomos alertados quanto à segurança, mas não é nada que alguém que more no Rio ou São Paulo já não conheça. Tem favelas, tem pedintes, e o melhor a fazer é andar nas vans dos hotéis ou de táxi. E perguntar sempre para o pessoal do hotel quais são as áreas que mesmo durante o dia não são aconselhadas. Coisa que turista não sabe, mas os locais sabem muito bem.

O país lembra o Brasil em muitos aspectos, partes da paisagem, o jeito da cidade, a simpatia das pessoas. Os bichos são diferentes dos nossos, claro, e a experiência de vê-los de perto em um safari é incrível. A comida é boa, comem bastante carne vermelha e carne de caça (crocodilo, antílopes, avestruz, etc), com arroz ou batatas, molhos e saladas, não tive problemas. Frutos do mar são quase tão caros quanto no Brasil. O fuso-horário para a gente foi de 6 horas a mais, para quem está no Brasil acho que são só 3 horas a mais dependendo da época e horário de verão.

É uma viagem fantástica, vale muito a pena!

Novo projeto: Meet the Lucky Ones

Outubro 28th, 2004 by Luciana Misura

Lançamos ontem o primeiro passo de um projeto muito legal e inovador: Meet the Lucky Ones. Para o lançamento de um dos carros, o Mercury Mariner, criamos uma mini-série online, que estréia semana que vem. Essa página que está no ar tem o trailer. No total serão 50 episódios (são filmes mesmo), 10 por semana, que vão contar a história de 10 personagens simpáticos, um deles tem o carro que estamos promovendo. E para dar um incentivo a mais para quem visitar, estamos sorteando o carro no final da série. Isso tudo é por um motivo muito simples - apresentar a marca para o público jovem. Mercury é uma marca da Ford, considerada antiquada, ‘carro de velho’. A linha começou a ser modificada no ano passado, e este ano lançamos uma campanha nova para a marca (New Doors Opened) apresentando os dois novos carros, Mariner e Montego (os comerciais estão passando na TV aqui nos EUA e tem anúncios em várias revistas também).

Esse projeto da mini-série online é o ponto inovador da campanha, estamos trabalhando nisso desde abril e foi feito a muitas mãos: um escritor de séries TV foi contratado, uma produtora de cinema, uma produtora de vídeo e foto, a música foi feita para a série, um site foi criado para o projeto (no momento vocês só estão vendo uma página, o site entra no ar junto com os 10 primeiros episódios semana que vem). Estamos todos super contentes com o resultado e torcendo para a série ser um sucesso, foi a primeira vez que tanto o cliente quanto a agência resolveram fazer ‘algo mais’ na internet além de simplesmente adicionar os novos carros ao site tradicional. Espero que gostem!

De volta!

Outubro 26th, 2004 by Luciana Misura

Cansados mas felizes, adoramos a viagem. Estou aqui às voltas com as 4 mil fotos que tiramos esses dias, acabei de postar o primeiro dia no Lion Park (18-10) , o primeiro (19-10), o segundo dia (20-10) e terceiro dia (21-10) no Kruger, e o primeiro dia (22-10) em Cape Town. Vou colocando tudo na ordem, então os posts vão aparecer aí embaixo na página. E tem algumas fotos no Fotolog também.

Vinícolas de Cape Town

Outubro 25th, 2004 by Luciana Misura

No nosso último dia na África do Sul, fizemos um passeio pelas vinícolas do Cabo, uma área muito bonita que preserva a arquitetura Cape Dutch e vitoriano, e tem cidadezinhas lindas entre as montanhas e as plantações de uva. Começamos por Paarl, depois Franschhoek, onde paramos na maravilhosa Boschendal, e finalmente Stellenbosch, que é a cidade que produz os vinhos locais mais famosos e tem uma universidade bem conceituada.

Boschendal é uma vinícola e fazenda que foi muitíssimo bem preservada e hoje é um museu. O interior ainda tem a pintura e os móveis tradicionais das fazendas prósperas da época, o jardim de rosas é de cair o queixo e tem várias casas menores onde moravam as pessoas que trabalhavam na fazenda, uma horta e um galinheiro. Como o Gabe não bebe e eu achei muito cedo pra tomar vinho (e também porque eu não bebo quando vou encarar horas e horas no avião), pulamos as vinícolas que ofereciam o wine tasting que é famoso na região. Uma da tarde estávamos a caminho do aeroporto, já com saudades do pouquinho que vimos da maravilhosa África do Sul.












Hermanus: Um dia com as Baleias

Outubro 24th, 2004 by Luciana Misura

Logo de manhã cedo partimos rumo a Hermanus, que é considerada a melhor cidade do mundo para ver baleias (da praia mesmo, sem barco). Esta área é onde as baleias da Antártida vem para ter os seus filhotes na primavera, antes de voltar para as águas geladas do pólo sul. Outra atração é o mergulho para ver os tubarões brancos, aquele onde você fica dentro de uma gaiola submersa com os tubarões brancos ao redor. Nem eu nem Gabe achamos a idéia muito atrativa, hehe. Um dos rapazes que estava no nosso ônibus no passeio para Cape Peninsula fez esse mergulho enquanto estávamos na praia observando as baleias, ele foi rodeado por 5 tubarões brancos e adorou a experiência.

Hermanus fica a 70 km leste de Cape Town, é uma cidade pequena e simpática, a “praia” (tem trechos de areia mas a maior parte em frente ao centro é pedra mesmo) é bem grande e tem bancos e mais bancos para acomodar o pessoal que fica de olho no mar o tempo todo. Infelizmente o tempo não estava muito bom, nublado e friozinho, mas as baleias não demoraram muito a aparecer. Uma, duas, três, quatro…não sei quantas vimos, volta e meia aparecia a cauda dando tchauzinho pra platéia na praia e mais ao longe algumas baleias arriscavam saltos espetaculares. Interrompemos o show quando bateu a fome, almoçamos em um restaurante ótimo em frente a praia que infelizmente não anotei o nome, mas fica bem em frente a essa placa da baleia.

A temperatura subiu durante o dia e o sol ameaçava sair, mas o vento não deu muita trégua. Eu já estava ficando com dor de ouvido só por causa do vento…Lá pelas 5 da tarde partimos para Cape Town pela estrada a beira-mar, que passa por várias cidades costeiras bonitinhas. A paisagem é lindíssima. Vimos dois Blue Cranes, que são o pássaro símbolo da África do Sul em uma fazenda na estrada. Também vimos muitas proteas, essas flores diferentes que são protegidas pelas autoridades e que fazem parte da paisagem tão especial dessa região. Encerramos o dia em Lion’s Rump, no mirante que fica lá em cima, apreciando o pôr-do-sol na pontinha do continente - os locais, bem preparados, faziam um pic-nic que estava com uma cara ótima.

De lá para o hotel e depois jantar africano no Khaya-Nyama, um restaurante bem bacaninha (e um pouco cafoninha na sua decoração theme park) no centro de Cape Town. Comemos carpaccio de crocodilo, kudu, avestruz e springbok de entrada e o prato principal foi filet de avestruz pra mim e filet de kudu para o Gabe, com acompanhamentos tradicionais que eu não faço a menor idéia dos nomes, mas sei que tinha feijão, arroz, milho e outras coisinhas gostosas. O filet de avestruz parece um filet de carne de boi mesmo, vermelho, mas não tem nenhuma gordura e o gosto é bem específico mesmo.

A Table Mountain com o topo encoberto pelas nuvens - nos 4 dias que ficamos na cidade, só no primeiro dia que o topo estava sem nuvens Paisagem na estrada, que sobe e desce as montanhas ao redor de Cape Town
Hermanus, a capital das baleias







Os Blue Cranes são o pássaro símbolo da África do Sul
As Proteas estão por toda parte nessa região do Cabo



Cape Peninsula

Outubro 23rd, 2004 by Luciana Misura

Passamos o dia na Cape Península, começamos descendo a costa oeste até o Cabo da Boa Esperança e depois subimos de volta pela costa leste. Vimos focas, baleias, pinguins, avestruzes, alguns springboks e babuínos pelo caminho. O dia estava perfeito, temperatura em torno de 26 graus, céu azul e uma brisa que soprava constantemente - acabamos com o rosto queimado de sol.

Camps Bay, com os 12 Apostles ao fundo. Nosso guia estava contando como essa praia fica lotada durante o verão, que para dirigir de um ponta a ponta você fica uma hora no engarrafamento. Hum, parece mais o Rio do que eu imaginava... Esta montanha na entrada da Hout Bay se chama Sentinela. Fizemos um passeio de barco até Seal Island, na entrada da baía.
 No caminho, saindo da baía, vimos a primeira baleia, pertinho do barco. Ela mostrou a cauda e sumiu, não deu nem tempo de tirar foto. Seal Island é na verdade um amontoado de rochas tomado pelas focas. Dizem que de vez em quando aparece um tubarão branco para fazer a refeição do dia...

Acho muito engraçado quando as focas resolvem nadar assim, com as nadadeiras fora d'água.
A praia em Hout Bay. Mirante em Chapman's Peak, de onde se vê a Hout Bay por inteira. Vimos umas duas baleias ao longe, fora da baía.
A estrada foi cortada diretamente na rocha. Uma baleia pertinho da estrada.
O bondinho que vai até o topo de Cape Point, dentro do Parque do Cabo da Boa Esperança. Depois de descer do bondinho, ainda tem que subir não sei quantos degraus até o farol lá em topo.
O Cabo da Boa Esperança, direto das nossas aulas de história :-) Onde a corrente de Benguela (fria) e a corrente Agulhas (quente) se encontram. Cape Point.
Diretamente do paralelo 42 norte (Michigan, aqui perto de casa) para o paralelo 34 sul, haja chão. A paisagem no Cabo da Boa Esperança.
Avestruzes são presenças comuns no parque. Os machos tem penas pretas e as fêmeas, marrons. O deck que leva a The Boulders, onde fica a colônia de pinguins, já na costa leste, fora do parque.
Gabe olhando os pinguins - são aproximadamente 3 mil.
O nome desta espécie é Jackass Penguin, mas por motivos óbvios está sendo renomeada para African Penguin. São muito fofos.
Alguns pinguins estavam brigando, atacando sempre esse mesmo pinguim, que é um pouco diferente dos outros, não sei se é de outra espécie ou somente um pinguim jovem.
Kirstenbosch Botanical Gardens. Lindo, fica atrás da Table Mountain. Pena que quando chegamos a maior parte do jardim já estava na sombra das montanhas.

Cape Town

Outubro 22nd, 2004 by Luciana Misura

Nosso primeiro dia na Cidade do Cabo foi de céu azul, perfeito. Foi a maior sorte, já que o tempo estava horrível por dias antes da gente chegar e todo mundo comentou que se continuasse assim, não poderíamos ir ao topo da Table Mountain, que é o cartão postal da cidade.

Nosso hotel era em Sea Point. Ao fundo, aquela montanha se chama Lion's Head. Não parece o Rio? A praia não parece com as praias cariocas. Muitas pedras, a água é MUITO fria. Neste dia a água estava a 13 graus. Cape Town é banhada pela corrente de Benguela, fria, o que faz a água ser tão fria ao longo da orla.
Como o dia estava perfeito, aproveitamos para ir ao topo da Table Mountain, no bondinho. Lá embaixo, a praia de Sea Point. Continuando à esquerda, a Cape Peninsula e as montanhas chamadas 12 Apostles.
Lá no final da Cape Peninsula fica o Cabo da Boa Esperança. Claro que todo mundo tem que tirar uma foto aqui, com a cidade ao fundo.
Lion's Head à esquerda e o City Bowl em frente, com a Table Bay ao fundo. A ilha redondinha é a Robben Island, onde Nelson Mandela ficou preso por 18 anos até ser transferido para outra cadeia. A montanha à direita se chama Devil's Peak.
O topo da Table Mountain é assim, cheio de caminhos para diversos mirantes espalhados pela borda. É enorme, não andamos nem metade. Muita gente sobe a montanha à pé, em uma caminhada que leva mais ou menos duas horas e meia. Um dos decks de observação, onde a grade é mais alta. Na maior parte da montanha, apenas um murinho de pedras que bate no joelho cerca a área.
O bondinho é circular e o piso faz 360 graus durante o percurso, assim todo mundo tem uma vista completa da cidade. A sombra do nosso bondinho descendo a montanha.
O bairro muçulmano com suas casinhas coloridas.
A Table Mountain ao fundo. Essa praia fica em Woodbridge Island, um subúrbio bonitinho de Cape Town. O Castelo da Boa Esperança, onde os colonizadores holandeses viviam.
Dentro das muralhas do castelo. Infelizmente não entramos no museu dentro do castelo, fica para a próxima.
Company's Garden com a Table Mountain ao fundo.
Essa árvore com flores amarelas está em todo lugar na área do Kruger Park. O Palácio do Governo.
Ainda o jardim. Esse jardim está cheio de esquilos abusados - eles vem comer na sua mão MESMO. Eu, de brincadeira, abaixei fingindo que tinha comida para o esquilo e o danadinho segurou o meu dedo, quase mordeu! O Museu de Arte Africana.
O Waterfront, cheio de restaurantes e um shopping bem legal. É o lugar onde a maioria dos turistas vai jantar e fazer compras. O shopping ao fundo. Os barcos nessa área levam os turistas para Robben Island e outros passeios na península.
As placas com distâncias para diversas cidades do mundo, incluindo Rio de Janeiro. A Torre do Relógio é uma gracinha, e tem um bar lá dentro com uma vista linda.
O Waterfront à noite, com a Table Mountain iluminada ao fundo.

Último Safari

Outubro 21st, 2004 by Luciana Misura

Um hipopótamo fora d'água é uma visão rara e perigosa. Esse aí ficou nos olhando desconfiado, mas ele estava mais preocupado com os babuínos enlouquecidos correndo em volta dele. Vimos muitos babuínos nesse dia, em grupos enormes, tipo 40 ou mais juntos.
Acho que essa é uma Woollynecked Stork. Nesta parte do parque que fomos hoje, vimos muitas, MUITAS, zebras. Lindas.
Quantas zebras você vê nesta foto? Eram muitas, a perder de vista. Zebras e Gnus bebendo água em um dos waterholes, que são basicamente poças d'água de todos os tamanhos e profundidades, e normalmente são bons locais para ver animais.
Esse pássaro lindíssimo é um Lilac-breasted Roller e ao invés de fugir para bem longe do carro, ele veio para bem pertinho, dar uma olhada na gente. Um dos muitos Gnus acompanhando o bando de zebras.
Três rinocerontes brancos, o macho à esquerda e a fêmea e o filhote à direita. O macho estava de guarda, encarando os carros enquanto a fêmea e o filhote se afastavam.
Um Crested Barbet, lindo demais. Ele estava pertinho do mirante onde paramos, perto de Tshokwane. O mirante Nkumbe, de onde se tem uma vista incrível do parque. Apesar de não estar muito frio, lá pelos 20 graus, o vento no carro aberto deixa qualquer um batendo os dentes.
Na parada para o café, Gabe foi cercado pelos Cape Starlings, esperando as migalhas do bolo que ele estava comendo. Este Cape Starling pulou na nossa mesa e depois ficou na cadeira, esperando, na maior cara-de-pau.
Não consegui identificar essa garça, se alguém descobrir o nome, me avise. Mais elefantes, pertinho da estrada, mas escondidos atrás dos arbustos. Esse era o único que estava mais visível.
Este Warthog atravessou bem na nossa frente. Um crocodilo, finalmente. Só vimos dois, já que a maior parte do parque está seca ainda esperando as chuvas de verão.

Segundo dia de safari

Outubro 20th, 2004 by Luciana Misura

Esta hiena veio andando de encontro ao carro, passou pela gente como se não existíssimos. Estava sozinha. Um Blackbacked Jackal - dois filhotes estavam escondidos atrás dos arbustos. O guia chama o Jackal de killing machine.
Esse Kudu e seu amigo estavam comendo tranquilamente na beira da estrada. Um dos muitos babuínos que vimos veio dar uma olhadinha no carro.
Esta florzinha linda é relativamente comum no parque, chama-se Impala Lily. Um dos macacos vervet que ficam perambulando pelas áreas de descanso, na espera de encontrar comida. Mal estacionamos e eles vieram checar tudo o que tinha no carro.
Este leão estava acompanhado de mais 10, 5 leoas, 4 filhotes e um outro macho adulto. Pausa para sacudir a juba, depois de fugir dos búfalos - dois búfalos deram uma corrida nesses leões poucos minutos antes. Dois Cape Glossy Starlings esperando por migalhas de comida bem pertinho da mesa na área de descanso em Nkuhlu.
Um dos búfalos estava pertinho da estrada. Segundo o nosso guia, o búfalo é um dos poucos animais que não finge que vai te atacar, ele ataca mesmo. O leão segurando uma impala. Não dá para ver na foto, mas tem outro macho ali, os dois estavam brigando pela impala. Foi impressionante ver e principalmente ouvir a briga. Poucos minutos depois o grupo inteiro atravessou a rua em frente ao nosso carro para dividir a imapala com os dois machos.
Essa leoa foi a única que não foi comer junto com os demais, ela ficou do lado oposto da rua, meio que de guarda. Assistir aos leões devorando a impala foi com certeza o momento mais emocionante que tivemos no Kruger.

Um Warthog, tem muitos no parque. Vários elefantes atravessaram a rua bem na nossa frente. Dos dois lados da estrada, camuflados, estavam mais uns 10, no mínimo, entre eles vários filhotes.
Hipopótamos passam o dia inteiro assim, dentro d'água. É raro ver um deles fora do rio. Uma das muitas águias que vimos: esta é uma Fish Eagle.
Só sobrou um riacho no leito deste rio enorme. Nem imagino a chuvarada que cai todos os anos para encher isso tudo novamente. Um Bushbuck macho. Só vimos este em todos os safaris.
Esta Bushbuck fêmea estava do outro lado da ponte. Também só vimos esta. As Nyalas são raras no parque, demos sorte de vê-las, existem apenas entre 30 a 40 delas.
Um Ground Hornbill. Este pássaro é enorme, bem maior do que uma galinha por exemplo. Esse passarinho azul pequeno é um Blue Waxbill.
Nesta foto estamos no topo de uma colina, de onde se tem uma boa vista do parque. Este é o começo do safari da tarde, com um outro guia e mais gente no carro. Assistimos a esta briga de hipopótamos.
Redbilled hornbill, bastante comum, deve ser parente dos nossos tucanos brasileiros. O Blacksmith Plover também está por todo lugar.
A Saddlebilled Stork é uma das mais raras, existem apenas 200 delas no parque inteiro. Um Yellowbilled Hornbill.
Estas águias estavam um pouco longe, então fica difícil de identificar corretamente, acho que são Brown Snake Eagles. Esta águia é uma Bateleur.
Outra águia que não sei ao certo qual é, acho que é uma Tawny Eagle, mas pode ser uma Brown Snake Eagle também. Este pássaro é um Longtailed Shrike.
Alguns Kudus brigando - tinham mais uns três assistindo. Uma Martial Eagle, a maior de todas as águias do parque.

O fantástico Kruger Park

Outubro 19th, 2004 by Luciana Misura

Acordamos cedo e já as 7h da manhã estávamos a caminho do Kruger Park. São 5 horas de carro de Johannesburg até o parque, a estrada é boa e fomos apreciando a paisagem e batendo papo com os três canadenses que também estavam no micro-ônibus com a gente. Infelizmente o tempo não colaborou: céu nublado e temperatura por volta de 20 graus. Vimos muitos morros no caminho cobertos por aloes, que são essas plantas parecidas com bromélias e muito usadas na indústria de cosméticos. A placa de atenção aos hipopótamos não é brincadeira: são animais perigosíssimos e que mais causam vítimas na África. Nessa área, eles podem atravessar a rua, então imaginem o estrago que esses peso-pesados podem causar.

Ficamos em um hotel bem na divisa do parque, o Protea Kruger Gate - do outro lado da cerca fica o rio Sabie, já dentro da reserva, com os animais passeando livremente. A área comum do hotel é bem legal, tudo construído em um deck bem acima do chão, no meio de um super jardim e muito bem integrado a paisagem. Os quartos são simples, bem menos impressionantes do que a área comum, e com certeza estão bem longe das 4-5 estrelas que o hotel proclama. Do deck ao lado da piscina tem-se uma boa vista do rio, e na hora que chegamos, três elefantes estavam por ali - dois leões tinham aparecido 10 minutos antes!



Duiker

Almoçamos e andamos pelos jardins até a hora do nosso primeiro safari, às 15h. Todos os nossos safaris foram em carros abertos, que são pickups modificadas com três ou mais bancos em diferentes níveis, assim todo mundo tem uma boa visão de tudo que acontece. Eu e Gabe não sabíamos, mas tivemos a sorte de cairmos no carro do melhor guia, e o resultado foi muito bom: muitas impalas, kudus, gnus, elefantes, búfalos, girafas, leões, hienas, babuínos, zebras e um rinoceronte! Infelizmente não conseguimos nenhuma foto decente dos búfalos ou babuínos nesse dia. Vimos muitos pássaros lindos também, mas também não conseguimos muitas fotos; invariavelmente eles voavam quando a gente estava prestes a tirar a foto.

A área do parque ainda está bastante seca nessa época do ano - as chuvas só chegam no final da primavera / começo do verão. Algumas árvores já estão verdinhas, mas de um modo geral, a paisagem ainda é de inverno. Muitos rios estão completamente secos, nem sei por quantos passamos, só o leito de areia como lembrança. É impressionante ver como todos os animais e as próprias plantas estão adaptados a esse clima. Outra coisa que nos chamou atenção nesse primeiro dia foi a camuflagem destes animais, como funciona bem! Várias vezes passamos direto por muitos, só então percebendo que ‘alguma coisa se mexeu’ e só então identificando os animais. Até mesmo os elefantes, enormes, quando não estão bem próximos das estradas ou em uma área aberta, são difíceis de enxergar. Como o parque é imenso - 20.000 km quadrados de área, nem imagino quantos bichos estavam a nossa volta mas fomos incapazes de perceber. Os animais não ligam muito para os carros, eles já estão acostumados e sabem que não são ameaçados pelos veículos.



Impalas Kudu
Wildebeest ou Gnu

Logo na entrada vimos este elefante arrancando um arbusto inteiro para comer a raiz. Os elefantes mantém o equilíbrio da vegetação, derrubando árvores muito altas que só serviriam de comida para girafas e com isso trazendo a folhagem a altura adequada para a maioria dos animais. As impalas, estas gazelas bonitinhas, estão por todo o parque e sempre tem um grupo perto da estrada. Os Kudus são outro tipo de antílope, com listras verticais no corpo e bem maiores que as impalas - segundo os locais, a carne de Kudu é uma delícia. Os Gnus ou Wildebeests, são relativamente comuns e andam perto das zebras. As Girafas são lindas e se movem delicadamente, sempre prestando atenção nos carros. Andam em grupo de até 10, mas para uma girafa, que enxerga bem longe, a distância entre as demais girafas do grupo pode ser grande - elas se vêem lá de cima, nós não. Vimos os Leões por sorte: notamos muitos carros parados em um certo ponto da estrada e fomos conferir o que eles estavam olhando; chegamos bem a tempo de ver uma leoa passando perto da estrada e entrando na mata, onde sentou no meio de outros dois leões, um deitado a esquerda e o outro sentado a direita. Ficaram lá, quietos, ignorando uns 6 carros de gente ansiosa para vê-los mais de perto. A camuflagem não é impressionante? O pássaro azul é um Burchell Sterling, um irmão mais raro do Cape Starling, que é mais comum e tão lindo quanto. O bichinho parecido com um ferret, comprido, é um mongoose - um bando inteiro atravessou a rua na nossa frente, mas eles são tão pequenos que desaparecem rapidinho no mato.

Às 18h o portão do parque fecha e temos que voltar para o hotel. Fomos direto jantar, o restaurante é a céu aberto, com tochas, lampiões nas mesas e uma fogueira no meio do círculo de mesas como iluminação. Pena que o céu estava encoberto e não vimos as estrelas. O restaurante serve um buffet, com saladas, carnes grelhadas e acompanhamentos. Destaque para a carne de crocodilo que eles serviram, bem gostosa, o sabor é algo entre frango e peixe. Mal terminamos o jantar, fomos para o deck de observação, e avistamos várias ’sombras’ se movendo do outro lado do rio. No dia seguinte descobrimos que eram búfalos, que passaram a noite por ali. 21h30 e já estávamos sonhando com o safari da manhã.


Burchell Starling
Klipspringer Mongoose
Hienas

Lion Park e Kruger Park

Outubro 19th, 2004 by Luciana Misura

Vimos estas duas girafas lindas no nosso primeiro dia de safari no Kruger Park. Chegamos ontem em Johannesburgo (depois de um vôo incrivelmente longooooo), fomos ao Lion Park, brincamos com os filhotinhos de leão (fofos!) e hoje viemos para cá. Fizemos o nosso primeiro safari a tarde, vimos girafas, leões, elefantes, zebras, um rinoceronte, hienas, búfalos, uma infinidade de antílopes, pássaros, tudo fantástico. A maior surpresa mesmo foi o hotel, que fica na divisa do parque, e do deck da piscina você vê os animais bebendo água no rio. Bem na hora que chegamos tinham 3 elefantes, e o pessoal do hotel tinha acabado de avistar dois leões e até mesmo uma mamãe leopardo com dois filhotes! Pena que não vimos. Amanhã temos um safari as 5h20 da madrugada, então vou dormir agora.

Aqui no hotel tem um computador com conexão discada que cobra por minuto, então não vou ficar atualizando o blog por enquanto. Quando a gente chegar em Cape Town na sexta, se tiver uma conexão melhor, passo por aqui de novo.

Chegando em Johannesburgo

Outubro 18th, 2004 by Luciana Misura

Saímos de Michigan no domingo as 7h da manhã para uma verdadeira maratona aérea até a África do Sul. Primeiro, Detroit - Atlanta, um vôo de 2 horas. De Atlanta para Johannesburgo é que a gente nota como é longe: 8 horas de viagem até a Ilha do Sal, em Cabo Verde, onde o avião pousa para trocar a tripulação, limpar os banheiros e carregar mais comida. De lá, mais 8 horas e meia até Johannesburgo. A sensação é que você já viajou muito para chegar até lá mas na verdade só está na metade do caminho. Viajamos com a South African Airways, gostei bastante do avião (um Airbus 340-600 novinho com telinhas individuais de vídeo on demand) e da tripulação, só não gostei muito da comida, mas também não dá para esperar muito de comida de avião.

Chegamos na segunda de manhã, por causa do fuso horário: 6 horas a mais. Depois de passar pela imigração, pegar malas, trocar dinheiro, encontrar o guia, etc etc, só chegamos ao hotel em Sandton City (uma cidade moderna ao norte de Johannesburgo, o mais centro de negócios do continente atualmente, segundo os locais) lá pelas 11 horas. A diferença imediata: eles dirigem do lado esquerdo da rua, foi muito estranho sentar no banco do passageiro do lado esquerdo no carro. Em comum com o Brasil, os ambulantes vendendo de tudo no sinal - refrigerantes, carregadores de celular, jornais ou limpando pára-brisa. O dia estava bonito, temperatura agradável e muitos jacarandás em flor enfeitavam a cidade. Obviamente estávamos cansados, mas se ficássemos no hotel dormindo, íamos perder o único dia na cidade, já que era apenas a nossa parada a caminho do Kruger Park. Decidimos então colocar o cansaço de lado e sair para um tour. Foi só o tempo de tomar um banho para ‘acordar’ e tivemos que escolher entre um city tour de Johannesburgo e Soweto (que é a mais famosa cidade negra dos tempos do apartheid) ou uma visita ao Lion Park. Como eu já sabia que a única oportunidade de ver os filhotes de leão era essa, decidimos pelo Lion Park.

O parque é bem simples, tem aproximadamente 80 leões de diferentes idades e divididos em campos cercados. Tem também um campo para hienas e um para as cheetahs (reparem em uma das fotos como a cheetah está bem escondidinha entre a vegetação - só a vimos muito tempo depois de termos parado a van em frente a cerca), além de uma área enorme com vários tipos de gazelas (como o Springbok da foto), aves, pequenos roedores e zebras. Nos campos com os leões, muitos filhotes sendo devidamente cuidados pelas mamães leoas, uma graça. Ficamos impressionados com os dois funcionários do parque que cuidam dos leões: eles estavam sentados em um tronco de árvore em um dos campos, e chamaram uma das leoas como se fosse uma gatinha de estimação. Para nossa surpresa, ela imediatamente levantou, atravessou a rua e foi lá fazer festa e ganhar um carinho. Logo depois foi a vez do leão virar de barriga para cima e ganhar um carinho também. Pareciam uns gatinhos!

O final da visita é no cercado com os filhotes de leão - eram 9. A funcionária do parque que cuida dos filhotes estava explicando que eles foram rejeitados pelas mães, ou estavam doentes, ou eram os mais fracos da ninhada e então foram transferidos para essa área, para quando estiverem maiores e mais fortes, retornarem ao campo com os outros leões. O menorzinho, de apenas dois meses, era o mais curioso e se comportava como um gatinho: se esfregando nas pernas da treinadora e de quem estava dentro da jaula, brincando de morder, rolando no chão e treinando uns ‘miados’ hilários. Quando chegamos eles estavam todos dormindo, e lá pelas 16h30 começaram a acordar e brincar. Fofos demais.

Voltamos para Sandton lá pelas 18h e fomos jantar no Bull Run, que é uma steakhouse que foi recomendada por um amigo de trabalho do Gabe que morou 6 meses na cidade. Comi um carpaccio de springbok defumado (que aparece na foto) e um bife com pimenta moída que estava tão forte que o Gabe acabou comendo, e eu fiquei com o filet mignon que ele tinha pedido com molho de cogumelos. Boa carne, e com vários molhinhos interessantes, incluindo um com peri-peri, uma pimenta gostosa que experimentei em Lisboa há alguns anos. Nem precisa dizer que terminamos de jantar caindo de sono e antes das 21h já estávamos dormindo…








Rumo a África do Sul

Outubro 17th, 2004 by Luciana Misura

Estamos embarcando neste domingo as 7h da manhã para a África do Sul. Vamos para Johannesburgo, Kruger Park e Cape Town. Se tiver internet pelo caminho, vou colocando notícias aqui. Se não, até a volta, dia 26!

De uma hora para outra…2 graus

Outubro 13th, 2004 by Luciana Misura

Assim, do nada, um dia acordei, achei que estava bem frio e fui olhar a temperatura: 2 graus! O outono chegou de repente, mesmo com as árvores mudando de cor, a temperatura em setembro estava bem acima de 20 graus. De uma semana para outra acabou a festa e agora estamos nos 10 graus - para mais durante o dia, para menos durante a noite.

Uma coisa que eu não sabia até comprarmos essa casa: tivemos que chamar uma pessoa para tirar toda a água dos canos do sistema de sprinkler (os jatinhos de água para molhar a grama) antes da temperatura chegar a zero ou abaixo, porque senão a água congela dentro dos canos e estoura tudo. Nem imaginava, se os vizinhos não tivessem comentado ia ser um belo estrago.

E o outro item na lista dos preparativos para o inverno é a piscina - que nem usamos nesse verão fajuto que mal passou dos 30 graus. Tem todo um procedimento para ‘fechar’ a piscina durante os meses de frio, tem que colocar produtos químicos, tirar metade ou mais da água, remover o filtro e a bomba e cobrir com uma capa especial até meados da primavera, quando então remove-se a capa e tem que instalar tudo de novo. Acho que é por isso que a maioria das pessoas por aqui não tem piscina (claro). O vizinho da casa atrás da nossa já fechou a piscina dele, mas pelo menos os dois meninos nadaram o verão inteiro, mesmo quando eu estava batendo os dentes com o ventinho de final do dia, com a temperatura lá pelos 20 graus e a água sabe-se lá em quantos graus. Para criança não tem tempo ruim…

Obviamente com essa mudança de temperatura absurda eu fiquei doente, estou há mais de uma semana gripada. Mas o engraçado foi o pessoal do trabalho em pânico achando que eu estava com a flu, que é uma gripe forte e que eles tomam vacina religiosamente todo ano - e que justamente este ano as vacinas estão em falta e ninguém tomou. Meu chefe já estava quase me mandando para casa com medo de pegar a gripe também.