Desde do meu último ano do segundo grau que eu não fazia exercícios regularmente. No máximo uma caminhada aqui e ali nos finais de semana, e depois que mudei pros EUA piorou, porque a gente só anda de carro pra todo lado. Toda vez que eu vou ao médico escuto a mesma ladainha: está tudo bem e tal, mas você precisa fazer exercício, é uma questão de saúde, blá blá blá. Quando entrei pra Microsoft e soube que eles pagavam a academia pros funcionários, e a academia fica a 5 minutos de carro do campus, fiquei animada. Mas claro que sempre estamos muito ocupados pra ter tempo pra fazer exercício, então acabava sempre deixando pra depois.
Aí mês passado a menina que trabalha comigo diretamente e que é a maior workaholic que eu conheço começou a fazer ioga. Fiquei sem desculpas. Se a maior workaholic que eu conheço arrumou tempo pra sair do trabalho e fazer ioga duas vezes por semana, significa que se eu não arrumo tempo pra ir pra academia isso me faz uma workaholic pior ainda. Some-se a isso o fato de que as nossas andanças no Japão estavam acabando comigo e caí na real de que o meu condicionamento físico está péssimo. Um monte de gente me fala “ah, mas você é magra”, só que ser magra não é sinônimo de boa forma física, e estou longe de ser o palito que eu era quando tinha 20 anos. Enfim, todos esses fatores estavam na minha cabeça quando chegamos do Japão, que foi quando eu decidi que ia voltar e continuar no ritmo das nossas caminhadas na academia.
Hoje foi a minha primeira aula, escolhi Step 101, que é a aula de step para iniciantes. Uma hora de duração. Não foi difícil, mas eu estava morrendo lá pelos 30 minutos e fiquei felicíssima quando ela falou pra gente pegar os colchões pra fazer alongamento no final. Saí de lá com a língua de fora, mas vou voltar na quarta-feira. Pelo menos não foi chato como eu pensava que ia ser, muito pelo contrário, aprender os passos e as seqüências acaba sendo parecido com uma aula de dança, que eu gostava quando era adolescente. E pelo menos todo mundo que estava lá também está começando e errava bastante, então não fiquei tão envergonhada quando parava pra olhar onde é que a professora tinha colocado o pé naquela viradinha antes do pulinho
Bom, comecei, vamos ver por quanto tempo eu vou continuar…