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Archive for April, 2006

festival de tulipas

April 23rd, 2006 by Luciana Misura



festival de tulipas

Originally uploaded by lucianamisura.

Em Skagit, WA, 1h da nossa casa. Absolutamente espetacular.

Tiramos trocentas fotos, mas vão ficar acumuladas aqui com as fotos do Japão…torçam para a Lu colocar as fotos dela mais rápido que eu.

Índice da nossa viagem pro Japão

April 22nd, 2006 by Luciana Misura

1o dia: Konnichiwa (boa tarde / bom dia)! (Tóquio)
2o dia: Adolescentes, cerejeiras e o guarda-chuva de 250 dólares (Tóquio)
3o dia: Segure o seu chapéu, jornal, picnic… (Tóquio)
4o dia: Isso é Tóquio
5o dia: Muita chuva em Tóquio
6o dia: It’s a small world after all (Disney Tóquio)
7o dia: Nikko, os italianos e os bêbados
8o dia: A caminho de Kyoto | Sayonara Tóquio!
9o dia: Kyoto, cidade das geishas
10o dia: Miyako Odori, uma tradição deslumbrante (Kyoto)
11o dia: Templos até debaixo d’água (da chuva) (Kyoto/Inaue)
12o dia: Nara e seus 1300 anos de história
13o dia: O castelo samurai de Himeji
14o dia: Takayama Matsuri, festival de primavera (mas que frio!) (Takayama)
15o dia: Shirakawa-go, uma vila que parou no tempo
16o dia: Takayama e muita confusão
17o dia: O final da saga

gato

April 21st, 2006 by Luciana Misura



gato

Originally uploaded by lucianamisura.


Estamos cercados por High Fructose Corn Syrup

April 20th, 2006 by Luciana Misura

Se você mora nos EUA, experimente dar uma olhadinha nos ingredientes dos produtos que você compra para ver high fructose corn syrup em quase tudo (a não ser produtos orgânicos). Esse xarope super-extra doce feito de milho é apontado por especialistas como uma das maiores causas da obesidade nos EUA. Por causa dos subsídios dados aos produtores de milho, custa muito pouco e é usado em larga escala pelas empresas alimentícias ao invés do açúcar de cana ou beterraba. O resultado é o consumo de açúcar muito maior do que o recomendado, e inúmeras pesquisas estão investigando quais são os outros problemas que o produto pode causar.

Até nas minhas barras de cereal (dessas teoricamente naturais, com granola e passas por exemplo) eu encontrei o desgraçado. Sucos prontos, comidas congeladas, cereais, sorvetes, massas, refrigerantes, quase tudo por aqui está “contaminado” por essa praga. Nós estamos tentando comer melhor, comendo mais saladas e frutas, e começamos a prestar atenção nesse ingrediente onipresente. Quase enfartamos quando vimos os rótulos dos produtos tão inocentes que compramos.

Agora estamos trocando todas as marcas que comprávamos com freqüência por outras que sejam mais naturais, se eu estou comendo uma barra de cereal é pra fazer bem pra saúde, não pra ser ingerida que nem um doce, oras. Se fosse assim eu comeria uma barra de chocolate ao invés de cereal e ficava tudo por isso mesmo. E olha que nós não tomamos refrigerantes, não comemos balas e doces (a única tentação é sorvete), não somos de comer muita comida congelada (eu cozinho o jantar praticamente todos os dias) e mesmo assim estávamos cercados por high fructose corn syrup. Imagina o quanto de açúcar uma família americana que coma isso tudo está ingerindo, afe…

(acabei de dar um gole no meu Nestea Iced Tea e adivinhem…vou ali fazer o meu chá japonês sem açúcar)

Mais e mais fotos

April 19th, 2006 by Luciana Misura

Adicionadas as fotos do dia 10/04 em Kyoto e mais algumas fotos no Flickr.

Meu greencard definitivo foi aprovado!

April 18th, 2006 by Luciana Misura

Acabamos de receber a nossa correspondência que ficou no correio enquanto estávamos viajando e surpresa: a Imigração mandou uma cartinha dizendo que o meu pedido de remoção do status condicional foi aprovado (como já expliquei o primeiro greencard que a gente recebe depois que casa é condicional, válido por 2 anos, e depois você tem que mostrar pra Imigração que continua casada pra eles te darem um greencard definitivo). Tenho que mandar o greencard atual pra eles pelo correio e eles me mandam o novo :-) Até que foi rápido, mandei a papelada toda na primeira semana de janeiro e recebi a aprovação na primeira semana de abril (a data da carta é dia 7 de abril), e não precisamos fazer uma entrevista dessa vez. No final do ano posso dar entrada na cidadania e me livrar dessas burocracias de uma vez por todas! :-)

Mais fotos

April 18th, 2006 by Luciana Misura

Fotos dos dias 5/04, 6/04 (Disney), 7/04, 8/04 e 9/04 adicionadas.

Chegamos!

April 18th, 2006 by Luciana Misura

Estamos de volta a nossa casinha, ainda tontos com o fuso horário, vivendo a segunda-feira mais longa de todas – estou me sentindo naquele filme do dia da marmota, que o cara vive o mesmo dia várias vezes, porque saímos do Japão na segunda dia 17 às 3 da tarde e chegamos em Seattle na mesma segunda dia 17 às 11h30. Tudo por causa das 17 horas de diferença (vejam a hora do post, ainda no horário de Tóquio, são 5 da madrugada pra gente do dia 18 de abril) e mais as 10 horas e alguma coisa de vôo e conexão. Passamos a maior confusão do mundo nas últimas 24 horas em Tóquio, depois eu conto a “saga” aqui. Já tenho todos os dias escritos pra publicar todos publicados, só falta o final da saga na segunda-feira antes do embarque pronto, o final da saga está aí; o mais complicado é selecionar as imagens nas mais de 4 mil fotos que tiramos (coloquei fotos nos dias 3/04 e 4/04). Seattle nos recebeu com solzão e céu azul e as minhas primeiras tulipas no jardim :-)

O final da saga

April 17th, 2006 by Luciana Misura

Ligamos pro consulado americano em Tóquio às 8h30 da manhã, conforme eles tinham nos instruído. A telefonista insistia em transferir a ligação para a seção de vistos assim que ela ouvia a palavra greencard, sem ouvir o resto da história. Falei pro Gabe ligar dizendo que perdeu o seu passaporte pra cair em alguma pessoa mais inteligente. Ele deixou recado e algum tempo depois uma pessoa ligou e falou pra gente ir até lá que eles queriam ver o meu greencard e passaporte pra resolver se eu precisaria de uma nova carta ou não. Parecia simples, arrumamos as malas e fomos embora, planejando ir pro aeroporto direto do consulado.
(more…)

Takayama e muita confusão

April 16th, 2006 by Luciana Misura

Tomamos café no hotel, um café da manhã americano como manda a tradição: ovos, bacon, lingüiça, batatas, não cheguei nem perto do peixe e arroz da parte japonesa. Engraçado como comida é uma questão de hábito, há alguns anos eu também achava horrível o café da manhã americano, aposto que se eu viesse morar no Japão ia acabar me acostumando com o café da manhã local também.

Aproveitamos a manhã em Takayama para andar mais um pouco pela cidade e visitar a Heritage House, que é uma casa de um comerciante rico que foi preservada e é aberta a visitação. O solzinho tentava aparecer por entre as nuvens, a cidade parecia ainda estar descansando depos da agitação do festival, muitas lojas fechadas, algumas pessoas lavando suas calçadas (sim, desperdiçando água que nem no Brasil, com mangueira ou baldes).

A casa é mesmo muito bacana, tem o teto super alto com janelas por onde entra a luz, e está bem preservada. Tem alguns móveis, que eu estava mesmo curiosa para ver, muitos utensílios em exposição, e eu sempre fico babando nos desenhos lindos das portas. Acho a arquitetura tradicional japonesa um exemplo de como a funcionalidade pode ser elegante e bonita. Estavam servindo chá e biscoitos de arroz no quintal, voltamos ao passado sentados em volta daquelas mesinhas curtindo o momento e tomando chá.






Saímos de lá e fomos andar pelas ruazinhas simpáticas da cidade. Eu que não sou de comprar praticamente nada nas viagens, caí de amores pelas lojinhas de Takayama com seus delicados trabalhos em madeira e porcelana. Mas não arrisco trazer nada que possa quebrar na viagem, então só fiquei olhando as tigelas de chá, tão lindas, e os utensílios de madeira, tão bem-feitos. Comprei uma bolsinha feita com tecido bordado com motivos japoneses, foi o meu deslize. As lojas em si também são lindas, com jardins japoneses entre o salão principal e as salas menores nos fundos. Entramos em várias lojas de antigüidades, objetos e móveis antigos com pinturas delicadas e tudo bem caro.

Voltamos para o hotel só para pegar as malas e embarcar no trem para Nagoya as 13h40, não tem trem direto de Takayama para Tóquio. Tentamos mais uma vez fazer reservas de assento para o trem de Nagoya para Tóquio mas todos os trens da tarde e noite já estavam completamente reservados (tentamos fazer essa reserva 4 vezes por mais de uma semana, com esperança de alguém cancelar como cancelaram a reserva para Takayama, mas nada).

Chegamos a Nagoya às 16h e o próximo trem Hikari para Tóquio só sairia às 16h58, ficamos na fila do carro sem reserva esse tempo todo, éramos os segundos da fila atrás de uma senhora. O trem finalmente chega, um monte de gente que estava no trem começa a sair e a gente esperando todo mundo terminar de sair pra entrar. Nisso um monte de gente que não estava na fila começa a entrar pelos outros carros reservados e passar a nossa frente por dentro do trem. Quando finalmente conseguimos entrar, essas pessoas tinham pego todos os assentos vazios e todo mundo que estava na fila teve que ficar de pé. Até Tóquio são 2h de viagem! Fiquei revoltada, andamos por todos os carros não-reservados e não tinha um lugar vazio.

Resolvi que não ia ficar a viagem toda em pé por causa dos espertinhos e fui olhar o vagão reservado se tinha algum lugar vazio. Dito e feito, só que não podíamos sentar porque não tínhamos reserva. Aí aproveitei um erro que o operador de reservas tinha feito no nosso passe – ele carimbou o passe com a data da reserva e o trem antes de checar no computador se tinha lugar vazio, eles só carimbam depois de reservar o lugar – e mostrei o passe carimbado pro fiscal dizendo que tínhamos perdido os tíquetes de reserva mas que tínhamos o carimbo para comprovar. Como o carimbo não diz os assentos, ele viu os dois assentos vazios no vagão 6 e deixou a gente sentar. Não foi muito honesto da minha parte, mas pelo menos eu não roubei o lugar de ninguém, esses assentos iriam vazios de Nagoya até Tóquio porque as pessoas que não reservaram não apareceram. Mas sim, fico com a consciência pesada do mesmo jeito.







Chegamos no hotel finalmente, e o plano era tomar um banho e ir jantar no Park Hyatt, que tem aquele bar e restarante do filme Lost in Translation. Estávamos nos preparando pra sair quando Gabe foi checar quanto dinheiro ainda tínhamos e se precisávamos trocar mais algum traveler check quando demos por falta do envelope com os traveler checks e outros documentos. Procuramos em tudo, abrimos e desfizemos todas as malas, não encontramos em lugar nenhum. A essa altura eu já estava nervosa porque entre outras coisas, esse envelope continha a carta da imigração extendendo o meu greencard enquanto eles não mandam o novo e que obviamente eu precisava para voltar aos EUA.

Ligamos pro ryokan em Kyoto, Gabe achou que poderia ter esquecido dentro do cofre do quarto. Falamos com uma pessoa de lá e ele disse que sim, tinham encontrado o envelope. Suspiramos aliviados e perguntamos se dava tempo deles mandarem com prioridade máxima pra chegar amanhã e repassamos a ligação pro pessoal do hotel em Tóquio dar o endereço em japonês. Para nossa surpresa, o atendente do hotel em Tóquio nos explicou que não, eles não encontraram envelope nenhum em Kyoto, que a pessoa lá não entendeu nada do que o Gabe falou em inglês e estava só falando yes o tempo todo!

Ligamos pro hotel em Takayama (leia-se o concierge ligou) e dessa vez eles realmente tinham encontrado o envelope, mas custaria 500 dólares pra enviar durante a noite e eles não tinham certeza se chegaria antes da gente ir pro aeroporto. Resolvemos telefonar pro consulado americano mas eles falaram pra ligar no dia seguinte de manhã. Nessa confusão toda, já passavam das 22h e estava tarde pra procurar um restaurante, acabamos comendo no hotel mesmo e indo dormir preocupados de como seria a volta para casa no dia seguinte. :(