Livros notáveis de 2006
Novembro 30th, 2006 by Luciana MisuraA lista com os 100 livros mais bacanas de 2006, escolhida pelo New York Times. Já coloquei um monte deles na minha wish list da Amazon, hehe.
A lista com os 100 livros mais bacanas de 2006, escolhida pelo New York Times. Já coloquei um monte deles na minha wish list da Amazon, hehe.
Este mês de novembro bateu o recorde de chuva na região de Seattle: 15.37 polegadas (39 centímetros). A última vez que choveu tanto foi em Novembro de 1933. Engraçado que ao mesmo tempo que caiu essa chuva toda, tivemos vários dias de sol e céu azul, que são raros nesta época do ano.
Terminei de ler Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West, que conta a história da temida Bruxa do Oeste, antes de Dorothy e Totó chegarem a Oz em O Mágico de Oz. Este livro não foi escrito pelo mesmo autor de Mágico de Oz, então a história não é oficial. O autor, Gregory Maguire, discute o bem e o mal, o que torna uma pessoa má e vai traçando um caminho para a bruxa que é cheio de boas intenções mas que não acaba nada bem (acho que todo mundo lembra que a Dorothy matou a bruxa em Mágico de Oz, né?). Enfim, é impossível não ficar com pena da bruxa, o que provavelmente nunca foi a intenção de L. Frank Baum, que escreveu a história que todos nós conhecemos (ou será que tem alguém que não viu Sessão da Tarde?). É um livro interessante, mas achei um pouco longo, tem muitas partes com explicações desnecessárias. Mesmo assim faz sucesso por aqui, principalmente depois que virou um badalado musical da Broadway com o mesmo nome.
Com a neve que caiu domingo e ontem no final do dia e temperatura abaixo de zero, a cidade simplesmente parou. Duas estradas foram fechadas e outras tantas ficaram bloqueadas por horas e horas por causa dos acidentes. Eu normalmente levo 35 minutos pra vir do trabalho para casa, ontem foram 3 horas. As ruas estavam completamente lotadas de carros a menos de 10 milhas por hora, carros abandonados ou batidos.
O carro do Gabe saiu da pista quando ele estava indo a uma loja no final da tarde, aqui pertinho de casa. Não foi nada além de um susto, tanto ele quanto o carro foram puxados de volta para a pista sem nenhum arranhão. Mas ele estacionou no posto de gasolina mais próximo e foi andando até a loja, pra não arriscar (o carro dele é péssimo para dirigir na neve).
O problema aqui é que as prefeituras não estão preparadas para lidar com neve. Em Michigan a neve mal começa a cair e já tem um monte de caminhões limpadores de neve nas ruas, removendo a neve e jogando sal para não congelar. Aqui a neve do domingo ainda estava nas ruas na segunda de noite, e quando o que tinha derretido congelou, a cidade virou uma pista de patinação para os carros. Para complicar mais ainda, aqui não é plano que nem Michigan, temos muitos morros, inúmeras ladeiras. Imagine uma ladeirona cobertinha de gelo - um verdadeiro tobogã. Pois era assim que estava ontem.
Fui dirigindo com o maior cuidado do mundo, primeiro peguei a estrada que sempre pego todos os dias, a 405 Norte. Por causa de um acidente, todas as pistas estavam fechadas. Peguei uma saída em Kirkland e daí em diante fui entrando por um monte de ruazinhas, todas cheias de carros que não podiam passar na estrada, o trânsito se movia a menos de 10 milhas por hora. Subi e desci inúmeras ladeiras, com um frio na barriga, torcendo pro carro não deslizar. O pior das ladeiras: além do gelo, os carros abandonados pelo caminho para desviar. Nunca tinha visto a luzinha do estabilizador do carro piscar até então. Obrigada cientistas por essa tecnologia e por carros 4×4. Se não fosse por isso eu não sei se teria conseguido chegar em casa.
Algumas pessoas loucas resolveram passear pelas ruas, e ao invés de ficarem nas calçadas, andavam pela beiradinha do asfalto. Um perigo ENORME. Eu passava por essas pessoas com o coração na mão, porque se o carro começa a deslizar, atropela logo alguém. Minha vontade era dar um berro com esse pessoal, não é possível que eles não tenham o mínimo de bom senso, que não saibam que estavam em um lugar perigosíssimo.
Quando finalmente cheguei onde o Gabe estava, um caminhão enorme tinha acabado de sair da pista e bloqueado a rua quase toda. A polícia controlava quais carros podiam passar, porque só tinha uma pista livre para os dois sentidos. Peguei o Gabe no posto e enfim chegamos em casa. Uma odisséia.
Hoje mandaram um email avisando que o campus da Microsoft estará parcialmente fechado, e o chefão do departamento em que trabalho mandou todo mundo ficar em casa. Aqui em Lynnwood no momento está fazendo -9 graus, portanto as ruas continuam congeladas. A metereologia prevê uma tempestade de neve amanhã.
Em compensação está um dia lindíssimo de céu azul e a neve branquinha cobrindo tudo. Lindo.
Chegamos de viagem no sábado e passamos o final de semana arrumando casa, desfazendo malas, essas coisas chatas que ficam acumuladas esperando você chegar e que tem que ser feitas. Já tínhamos nos planejado para cortar a nossa árvore de Natal desse ano no domingo, pois vamos passar Natal e Ano Novo no Brasil e eu queria montar a árvore cedo pra curtir bastante antes da viagem.
Acordamos no domingo e - surpresa! - tudo branquinho, a neve ainda caindo. Nos preparamos pra sair no frio com nossas super botas de neve, casacões impermeáveis, e fomos para a mesma fazenda de árvores em Redmond do ano passado. Chegando lá, outra surpresa: não estava nevando, estava chovendo, e MUITO. Ignoramos a chuvarada e fomos procurar a nossa árvore perfeita. Depois de uma meia hora e incentivados pela chuva, achamos uma árvore bem bonita e cortamos. Tivemos que deixar a árvore na garagem por umas boas 3 horas pingando antes de poder levar pra dentro de casa e ainda esperamos mais umas outras 3 horas para que ela terminasse de secar antes de decorar. Ainda tenho que comprar mais dois pedaços da guirlanda nova para terminar a decoração, mas ficou bonita
A neve não deu folga o dia inteiro, quando fomos dormir, depois um pouco de meia-noite, nosso jardim estava embaixo de 4 polegadas de neve. A previsão é mais neve nos próximos 3 dias, oba
Logo mais coloco as fotos da árvore e da neve, e as fotos da semana em Michigan.

indo pro trabalho
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nevou
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Sempre que a gente visita a família que mora longe é uma confusão para acomodar todo mundo nos poucos dias que temos. É assim quando vamos ao Brasil e agora acontece a mesma coisa quando vamos a Michigan. Cada dia tinha uma coisa diferente para fazer, alguém para visitar, e claro o Thanksgiving na quinta e os tradicionais biscoitos na sexta. Nossos sobrinhos estão enooormes, Hazen com quase 6 anos e Zylus com dois anos, fizeram uma farra brincando de pegar. Mal conseguimos jantar com alguns dos nossos amigos (a Stef e o Leo e a Amy, fomos no restaurantezinho cubano que eu adoro e comemos uma carne assada com caipirinha que mais parecia brasileira), nem deu para encontrar todo mundo. Voltamos mais cansados do que fomos, mas tudo bem, sempre vale a pena.

tchau michigan
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Rumo ao aeroporto.

detroit
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Downtown ja com luzes de Natal

em michigan
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sem folhas
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Lembram dessas arvores duas semanas atras?
Estou na metade desta ficção histórica interessantíssima, The Known World. O foco deste livro é uma família negra livre na Virgínia antes da Guerra Civil que - pasmem - tem seus próprios escravos. A família do livro é fictícia, mas de fato existiam diversas famílias negras que tinham seus próprios escravos naquela época. Muitas eram famílias de ex-escravos que compraram sua liberdade e a dos seus familiares e assim que conseguiam sucesso financeiro, compravam seus escravos. O autor, Edward P. Jones, consegue mostrar delicadamente todas as justificativas que essas pessoas encontravam para repetir os erros da escravidão quando encontravam uma oportunidade. Foi um livro chatinho para começar a ler, são muitas histórias contadas em pedaços e pulando de um personagem para outro, mas que agora estou adorando.

windows vista
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Esse post é antigo, está aqui no meu rascunho há séculos. Acho que todos os brasileiros que conheço cometeram esse erro alguma vez logo que chegaram nos EUA (eu inclusive). Um brasileiro comenta que levou uma multa por excesso de velocidade e invariavelmente diz que o carro estava running, já que em português a gente fala que o carro estava correndo. Só que running não se aplica para carros, a palavra certa pra descrever um carro em alta velocidade é speeding. Os americanos sempre acham engraçado, imaginando um carro criando pernas e correndo por aí ![]()