Respondendo algumas perguntas constantes dos comentários…
Antes da Julia nascer eu e Gabe estávamos discutindo quanto tempo iríamos continuar em Seattle porque não gostamos do clima daqui. Passamos alguns meses analisando cidades que tem bons mercados de trabalho na nossa área - muitas empresas (boas) de tecnologia, internet & design e que estejam contratando bastante, clima quente a maior parte do ano e baixo custo de vida. A decisão foi entre Austin e algumas cidades na California, mas o custo de vida na California e muito maior que o daqui, então Austin ganhou a parada fácil. Decidimos que íamos esperar a Julia nascer e usar a minha licença maternidade, já que isso é algo raro por aqui, e depois que a licença acabasse a gente ia procurar emprego em Austin.
Em final de dezembro - início de janeiro tanto eu quanto o Gabe começamos a mandar currículos para algumas empresas de Austin. Nosso objetivo: o primeiro que arrumar um trabalho aceita a proposta e a gente muda, o outro continua procurando emprego quando chegarmos lá. Fizemos algumas entrevistas por telefone, a AMD marcou uma entrevista com o Gabe lá, ele foi e fizeram a proposta que ele aceitou na segunda-feira. Eu tenho um emprego certo pra trabalhar de casa e ainda estou conversando com duas empresas para ver no que dá. Enfim, tanto eu quanto o Gabe já tínhamos decidido há meses que nós dois estaríamos mudando de emprego e só aceitaríamos alguma coisa em Austin.
Como já falei pra algumas pessoas, um emprego é um emprego - existem muitos por aí, e eu não pretendo trabalhar em lugar nenhum a vida inteira. Fiquei um pouco mais de dois anos na Microsoft e talvez ficasse mais se eu tivesse gostado de morar aqui na região. Mesmo assim o meu chefe querido que me trouxe para cá e alguns dos meus amigos mais próximos da Microsoft já não trabalham mais aqui, o trabalho mudou muito desde que acabamos o Windows Vista, o que contribuiu mais ainda para a minha vontade de mudar.
O importante para mim são os relacionamentos que construímos com as pessoas, o resto não tem muita diferença. Os amigos de verdade resistem à distância, eles sabem que podem contar comigo de qualquer lugar e visitar quantas vezes quiserem. Uma casa se vende, compra-se outra, uma cidade conhecida fica para trás e temos uma nova para descobrir. As memórias estão aqui na minha cabeça bem guardadinhas ou nas milhares de fotos que tiramos.
Ah, adorei saber que tem muita gente por perto ou que conhece e gosta da cidade!
Vamos nos encontrar por lá sim!