Eu tenho que parar de atender a porta. TENHO. Desde que comecei a trabalhar em casa, volta e meia alguém bate na porta vendendo alguma coisa, e sempre tem uma história triste pra acompanhar. Quando não são criancinhas vendendo algo pra ajudar a escola são adultos falando como o dinheiro vai ajudar isso e aquilo. Eu que sempre estou querendo ajudar acabo comprando alguma coisa. Mas hoje foi o pior.
Uma moça tocou a campainha, começou a falar que ela faz parte de um grupo que está tentando vender revistas para que eles possam ir pra faculdade, que eles não tem dinheiro e arrecadando um número de pontos com as vendas eles vão poder estudar e ter uma vida melhor. Achei o material de venda todo muito estranho, mas fiquei com pena e resolvi ajudar. Fecho a porta, sento na frente do computador e vou no Google digitar o nome da empresa que está no recibo – TODOS os resultados falando que é fraude, scam, cuidado e o escambau. Fiquei com tanta raiva que eu fui correndo atrás da mulher na rua e já cheguei perto dela falando “FRAUDE! QUERO MEU DINHEIRO DE VOLTA”. Ela ficou tentando dizer que não mas devolveu o dinheiro no final das contas. Ugh. Foi ridículo, vamos ver se eu aprendo que nem todo mundo trabalha para uma boa causa.
Ai Lu… nao sei se do risada ou choro contigo… se eu te contar o que eu jah passei por causa desse negocio de abrir porta… Eu jah falei pro CJ, nao abro mais. Que se dane. E nao abro mesmo. Soh se eu vir que eh o tiozinho do correio. O resto. Vah bater em outra porta. Ainda bem que vc foi esperta e rapida!! *rs* Eu nao sei se tinha dado conta de fazer o mesmo. Bjs!
É um saco, né? A gente atualmente não dá mais dinheiro prá ninguém, só faz doações para lugares que sabemos que são legítimos (ou pelo menos achamos que sabemos). Neguinho batendo na porta ou na esquina pedindo contribuição para isto ou aquilo não leva nada não. Cansamos de fazer papel de bobos.
Lu..Duas meninas com o mesmo papo apareceram na minha porta quando estavamos em Indianapolis, exatamente a MESMA coisa. Eu nao dei nada, dai elas pediram um copo d’agua e eu dei. Agora que eu soube que eh scam, me arrependi ate disso..imagino voce! Que bom que deu tempo de desmascara-las..argh mesmo! : )
Nossa…como vc foi rápida e conseguiu agir. Well done:)
Oi Luciana! Tanto lá em Brasília quanto aqui em Barreiras/BA já atendi a porta e escutei a mesma conversinha um MONTE de vezes. Só não sabia que esse papo já tinha atravessado fronteiras! Um pessoal que não tem dinheiro pra estudar e se você comprar aquele material estranho que eles vendem (e sempre com um preço que não condiz com a qualidade do produto) eles ganharão pontos que nem eles sabem explicar direito pra cursar uma faculdade não se sabe onde. Como o Mauro acima, não costumo dar dinheiro na porta, somente à instituições. Depois de ter caído numas conversinhas dessas fiquei muito desconfiada e o máximo que dou é comida. A única coisa que ainda compro pra ajudar são os paninhos de prato a “dois real” cada da cigana que estou sempre vendo na rua, mesmo porque são bonitinhos, ehehe. Agora, a parte que eu mais gostei mesmo é de imaginar você indo atrás da sujeitinha protestanto “FRAUDE!”. Ai, quantas vezes quando a gente descobre a criatura já sumiu!
Ainda bem que vc conseguiu pegar o dinheiro de volta, que absurdo! Eu ja sou menos boazinha, pois antes de me mudar pro meu ape, qdo tocavam a campainha la em casa eu nem atendia e nunca ajudava, por esse mesmo motivo… Nao confio. Eu ajudo caridades e sociedades de animais que conheco, nunca um individuo representando algo que nunca ouvi falar. Cuidado com isso. Bjos
Sempre tem pessoas aproveitadoras hein, em todos os lugares, que horror!!
Uma vez estávamos em uma sinaleira, parados, esperando o sinal abrir. Eis que vem um cara com um monte de mini-biblia formato chaveiro vendendo para ajudar sei lá quem, então compramos uma, e antes do sinal abrir, veio outro oferecendo de novo, falamos que já tinhamos comprado e ele falou: mas esse vendedor é um golpista, o nosso que é da entidade.
Quer saber? Estavam os dois no mesmo sinal, se ele deixou mesmo assim um golpista vender, aí é problema dele né. Em todo caso, nunca mais paramos com vidros abertos e sempre o máximo é um sinal negativo, seja o que for oferecido ou quem for a pessoa.
Aqui no Brasil andam roubando roupa dos carteiros – dão um shorts para não ficarem pelados no meio da rua – e usam o uniforme para entrarem e assaltarem nossas casas. Quer trocar?
Pelo menos vc conseguiu pegar seu dinheiro de volta!
O mal do esperto é achar que o resto do mundo é idiota!
bjos
Oi Luciana, apesar de toda situação desagradável você foi esperta e não caiu na fraude. O mesmo não aconteceu com minha mãe. Que na inocência dos seus 80 anos, caiu no golpe. O rapaz além de contar a mesma coisa pediu um copo de água. E, só depois que ele se foi ela sentiu falta de todo o dinheiro da bolsa que estava sobre a mesinha da varanda. Imaginei que isso era coisa de Brasil…é muito triste e preocupante.Bjos
Ai, sei exatamente o que você está passando!! Como temos nossa própria empresa (além dos nossos trabalhos regulares) trabalhamos muitas horas em casa e quase fiquei louca com isso de venda porta-a-porta! A coisa só melhorou depois de colocamos um sinal BEM GRANDE e CLARO dizendo NO SOLICITORS (e olha que ainda assim uns ou outros ainda tocam a campainha!)
Beijo e queijo!
ARGH! eh de dar raiva mesmo. Todavia, desde que coloquei um aviso de “no soliciting” na minha porta, nao me encheram mais o saco. Pior ainda eh o pessoal de igreja ne? Ja chegaram a tocar a campanhia as 8 da manha de domingo aqui em casa, um grupo duma igreja. Depois dessa coloquei o sinal na porta e nunca mais!
Boa sorte
Beijos
Julinha
Eu só comecei a ter paz em casa depois que coloquei uma plaquinha de No Solicitors na porta. Consegui resolver esse probleminha MESMO!
Menina, mas você foi rápida, heim? hahaha. Sabe que este golpe das revistas também existe aqui no Brasil? Só que eles abordam as pessoas nas ruas, pois hoje em dia ninguém mais consegue entrar nos condomínios (a não ser à mão armada, claro!).
Eu só ajudo às pessoas necessitadas conhecidas (minhas ex-empregadas, por ex.) e aos animais abandonados (na rua e nos abrigos).
Luciana,
Eu tambem acabei dando dinheiro pra uma menina que vendia essas revistas – e me arrependi porque custam bem mais do que uma assinatura comum. Mas o curioso e’ que nao foi scam, porque as revistas chegaram sim! Quem explica? O ruim e’ que justo a revista que eu escolhi saiu de circulacao (a Child), mas acabei ganhado uma extencao da minha assinatura da Parents. De qualquer forma, odeio que venham bater na porta vendendo coisas, o pior sao as criancas dos vizinhos…mas agora aprendi a falar NAO. Vou ver se arrumo um desses adesivos de No Solicitors 🙂
Eu quando jovem SEMPRE atendia a porta e dava esmolas, hoje, com 55 anos, não atendo a porta e nem dou esmolas…se alguém me pedir dinheiro na rua, vou com certeza perguntar pra que quer o dinhero…se disser q é pra comprar um pão ..eu mesma compro e dou…!!!e sem essa de mães com criancinhas no colo ficarem pedindo esmolas ..não me convencem….é prá isto que nas prefeituras das cidades existem assistente social. Já pagamos impostos e muitas outras taxas.Não deveríamos pensar e agir assim…mas a maldade do ser humano nos faz temer e desconfiar de
nosso semelhante. E assim sendo, muita gente boa paga por aquilo que não é!!
Oi, Lu, qto tempo, passei aqui pra dar uma espiadinha e li esse post, eu passei por isso no trabalho, e fiquei tão irritada ao perceber q o “grupo de estudantes” na verdade era um bando de armadores q acabei na Polícia Federal com a galerinha, pq se ficar por conta do deixa pra lá sempre vai ter algm mais prejudicado na história. O pior é q pensam q a gente qdo denuncia é pq tem falta do q fazer, coisa de doido! mas eu tbm achava q essa era uma prática aqui da terrinha, pelo visto malandragem é defeito mundialmente disseminado! bjs pra vc, Júlia e Gabe.
Nossa, lembro da época em que morava em casa, em Ilheus. Era um desassossego… Não imaginava que vocês lá fora sofressem com isso nessa intensidade.
(ah, e parabéns pelo preparo físico, pois ainda conseguiu alcançar a sujeita).
Abraços,
Iêda
Moro no Japão faz tempo, ainda bem que por aqui não tem disso. Eu tenho que dormir de dia, imagine se tivesse, como eu iria dormir…kkkkkkkk
Eles sao o magcrew. Tem um artigo com video interessante na nytimes.com sobre eles.