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Archive for May, 2009

Julia encontra o Mickey

May 24th, 2009 by Luciana Misura

















Domingo acordamos cedinho e partimos rumo a Anaheim, a cidade sudeste de Los Angeles onde fica a Disneyland. O dia amanheceu nublado mas depois abriu o sol, felizmente. Estava uma temperatura agradável, em torno de 20 graus, foi bom porque não ficamos suando o dia todo. O parque estava muito cheio, MUITO mesmo. Eu que fui a Disney em Orlando durante o Natal e Ano Novo, que é um período bem cheio, e outras Disneys em época de férias de verão, não tinha visto ainda a quantidade de gente que tinha lá hoje. Simplesmente não dava pra deixar a Julia andar, porque era tão lotado que ela seria atropelada em segundos. Sabe saída de show de rock? Só não tinha empurra-empurra, mas andava todo mundo desviando uns dos outros.

Gostei do parque, achei o castelo da Bela Adormecida pequenininho comparado aos demais, mas para a época que tudo ali foi construído (tem mais de 50 anos!) já era um avanço enorme. Aliás tem uma história que o Walt Disney demorou um tempão para conseguir empréstimo dos bancos para construir o parque porque não tinha uma roda gigante nos planos, e os banqueiros apostavam que ia ser falência certa (afinal, que absurdo um parque de diversões não ter roda gigante!).

Na Main Street pegamos buttons para a Julia e pros meus pais de First Time Visitors já que era a primeira vez deles na Disney. Vimos vários personagens por ali: Mickey, Pateta, Pluto, tirando foto e dando autógrafos. As filas estavam bem grandes, não quisemos esperar. Começamos pela Fantasyland, passeando por dentro do castelo da Bela Adormecida que tem umas janelinhas com projeções do desenho contando a história, não me lembro de entrar no castelo em nenhuma outra Disney. Depois fomos no carrossel, Jornada do Pinóquio e as Xícaras do Chapeleiro Louco. Engraçado que a primeira reação da Julia era sempre ficar com medo mas no final ela dizia que tinha gostado, batia palmas e depois pedia para ir outra vez. Ela amou o Small World com aquela musiquinha clássica que todo mundo conhece, curtiu o passeio de submarino Procurando Nemo, viu os bichos no Jungle Cruise, cantou com os passarinhos no Enchanted Tiki Room e adorou ver o Mickey, o Pateta, a Minnie, Pluto e os seus favoritos Lilo e Stitch durante o desfile. E aturou o Buzz Lightyear Astro Blasters e o Autopia, que não tinham muita graça para ela.

Enquanto ela dormia aproveitamos para ir na montanha russa Matterhorn Bobsleds, bem legal, e meus pais viram o filme 3d Queria Encolhi a Platéia (que eu e Gabe já tínhamos visto e ficamos esperando com ela do lado de fora). Ela amou a casa da Minnie e foi uma pena não termos prestado atenção que Toontown (onde ficam as casas dos personagens) ia fechar antes do resto do parque, as 8:30 PM, então acabamos ficando lá só meia horinha. Passeamos no trem que dá a volta no parque e não sabia que parte da rota do trem passa por uma parte que tem cenários do Grand Canyon e Pré-História com direito a dinossauros e tudo.

Gostei do show de fogos, foi bem bonito e com boas músicas dos filmes todos, e uma parte com a voz do Walt Disney fazendo o seu discurso de inauguração. Fiquei chateada com a falta da parada elétrica que é uma das coisas que mais gosto, não está na programação, não sei se é sempre assim ou se em alguma época do ano eles fazem. E a parada diurna foi animada com muita dança mas em termos dos carros com os personagens achei bem fraca, preferia o desfile tradicional com os carros com cenários dos desenhos e seus respectivos personagens. Infelizmente as nossas duas baterias da câmera acabaram antes dos fogos, meu pai tirou umas fotos com a câmera dele que coloco aqui. Em anos e anos a gente raramente teve esse problema, mas ambas as baterias estão problemáticas e a nossa bateria novinha sumiu antes da viagem, foi chato. Mas tudo bem, a gente guarda essa parte na memória mesmo. Julia não gostou do barulho dos fogos e Gabe teve que levá-la para dentro de uma loja no meio do espetáculo, estranho que ano passado ela tinha assistido os fogos do 4 de julho super bem. Saímos do parque quase 11 da noite e ainda estava bem cheio, impressionante. Chegamos no hotel destruídos, mas valeu a pena, claro!

Los Angeles e Hollywood

May 23rd, 2009 by Luciana Misura


















Começamos o dia dirigindo do nosso hotel em Beverly Hills até o Griffith Observatory, de onde se tem uma boa vista da cidade. Fomos sem pressa, admirando as árvores lindas de flores roxas e as palmeiras enfileiradas em muitas ruas. Passamos pelo prédio do centro de celebridades da igreja de Cientologia no caminho, e fomos subindo o morro por dentro do Griffith Park até o observatório lá no topo.

De lá vimos a famosa placa Hollywood, que sempre me pareceu muito maior do que é na verdade. Infelizmente a gente mal conseguia ver a cidade por conta da neblina (ou poluição, já que LA é famosa pela poluição). Os prédios vistos na primeira foto da cidade são em Hollywood e os prédios mais longes lá no horizonte são do centro da cidade.

Descemos rumo a Hollywood Boulevard, que é onde ficam os cinemas e teatros famosos e todos os doidos fantasiados na calçada da fama. Estacionamos perto do Grauman’s Chinese Theatre, que ainda é usado em muitas premieres de filmes importantes até hoje. É na entrada do Chinese Theatre que fica a famosa calçada com as pegadas, assinaturas e mãos dos artistas gravadas no cimento. Estava lotado de gente e cheio de gente fantasiada tirando foto com os turistas: de Marylin a Superman, passando por Piratas do Caribe, Mickey e outros super heróis. Logicamente eles tiram fotos em troca de gorgetas…

Continuamos andando pela calçada da fama até o Hollywood&Highland Center, um mega shopping onde fica o Kodak Theatre, que é onde acontece a entrega do Oscar todos os anos. A gente fez o tour do teatro ($15 por pessoa, 30 minutos de duração), passamos pelos bastidores, andamos pelo palco gigantesco e depois nos sentamos na platéia pra terminar de ouvir as curiosidades sobre o teatro. Engraçado que ele é muito menor do que parece na TV, não vou dizer que é pequeno, já que tem 3.300 lugares contra 2.300 do Teatro Municipal do Rio por exemplo, mas pela TV parece ter o dobro do tamanho que tem. Não é permitido tirar fotos dentro do teatro, infelizmente, segundo o guia do tour, em nenhum momento a fotografia é permitida, nem no dia do Oscar. Os vencedores são levados a uma sala de imprensa do lado de fora, em um prédio adjacente, para a coletiva e fotos, porque dentro do Kodak Theatre não se pode tirar fotos (ironia que um teatro que leva o nome de uma empresa de fotografia não permita fotos). O Cirque du Soleil está preparando um espetáculo novo que vai ser apresentado somente no Kodak Theatre começando em 2010.

O Hollywood&Highland Center é um shopping megalomaníaco, apropriado para a cidade sede da indústria de filmes. Uma praça central aberta com o chafariz que você pode passar por dentro faz a festa das crianças que entram de roupa e tudo. Julia ficou olhando, ela não tem coragem de entrar por enquanto.

Depois do nosso passeio pela Hollywood Boulevard fomos passeando por Beverly Hills vendo os lindos jardins até a Rodeo Drive, rua famosa pelas lojas de grife caríssimas onde muitas celebridades fazem suas comprinhas. Tinha um monte de gente na calçada em frente a uma joalheria esperando e as portas da tal joalheria estavam fechadas, será que tinha algum figurão lá dentro?

Prosseguimos na direção do oceano Pacífico, rumo a Santa Mônica. Estacionamos pertinho do Pier, que faz 100 anos este ano. A praia estava cheia, muita gente andando, correndo, crianças brincando no parquinho, Julia estava tirando uma soneca e não viu. Acordou quando estávamos já no pier. O Pier tem um carrossel histórico que estava fechado para uma festa particular, um parque de diversões tradicional com a roda-gigante, uma montanha russa e outras coisinhas, restaurantes, uma academia de trapézio… Julia brincou um pouco nos tradicionais bichinhos que se mexem quando você coloca moedas. Depois do pôr-do-sol jantamos ali mesmo no Bubba Gump Shrimp, o restaurante temático do filme Forrest Gump, que tem uma bela vista da praia. Estava uma barulheira danada por causa do jogo de basquete passando na TV: o time local, Los Angeles Lakes, estava perdendo e virou nos últimos minutos. A comida é gostosinha, a nossa garçonete foi super simpática e quando errou na sobremesa não pensou duas vezes e trouxe outra de graça.

Saímos de lá com o pier iluminado, um friozinho inesperado e fomos direto pro hotel dormir pra encarar a Disneyland no dia seguinte.

Crie o seu próprio tecido

May 20th, 2009 by Luciana Misura

Acabei de descobrir que existe um site onde você pode mandar fazer tecidos com o seu próprio design: Spoonflower. Estou aqui nas nuvens porque eu sempre quis fazer isso e nunca soube como. Dica maravilhosa da Rosa Pomar.

O dilema das fraldas

May 15th, 2009 by Luciana Misura

Antes da Julia nascer eu estava pesquisando muito sobre fraldas, porque tinha ouvido falar que as descartáveis são o terror para o meio-ambiente e que fraldas de pano eram a solução ecologicamente correta. Logicamente nós não queríamos ter que usar as mesmas fraldas de pano de 30 anos atrás com todos os seus problemas de vazamento, e as fraldas de pano de hoje evoluíram e muito nesse quesito. O problema é que simplesmente não encontrei nenhuma pesquisa ou recomendação de fonte independente (leia-se que não seja ligada nem a indústria de fraldas descartáveis nem a de pano e seus serviços) que recomendasse as fraldas de pano como a escolha ambiental correta. Mandei até email para o Greenpeace, perguntando se eles tinham algum tipo de posicionamento a esse respeito, e eles responderam que não.

O que acontece é o seguinte: vários artigos focam no problema do lixo. Que as fraldas descartáveis aumentam o lixo e levam anos para se decompor todo mundo sabe. Então nada mais natural que a gente queira diminuir a quantidade de lixo, certo? O problema é que as fraldas de pano tocam em um outro problema ecologicamente falando, que é o consumo extra de água e energia. Famílias que usam as fraldas de pano acabam tendo que usar a máquina de lavar roupa quando pouco dia sim dia não, se não usam todos os dias quanto o tempo está quente (as poucas – só 2! – pessoas que eu conheci pessoalmente que usaram fraldas de pano aqui nos EUA me disseram que lavavam fraldas na máquina todos os dias ou usavam um serviço de lavagem de fraldas, que eles vem na sua casa pegar as sujas e entregam fraldas limpas; mas eles só trabalham com um tipo de fralda, a tradicional que você dobra, que não é o tipo mais prático). Muitos fóruns dizem que tem que usar a água quente pra limpar as fraldas direito (e os serviços só usam água quente). Como a gente sabe, a água é um recurso que está sendo usado de forma muitas vezes irresponsável e um dia vai acabar. Isso sem entrar na questão da energia e como ela é produzida. E tem um monte de artigos falando da pegada de carbono da fralda de pano, que é maior do que a fralda descartável por usar mais energia depois da compra. Ah, e alguns grupos que dizem que como o algodão é a matéria-prima das fraldas de pano, muitas vezes a sua produção involve a exploração de famílias do terceiro mundo. É de deixar qualquer um doido, sem saber em que acreditar.

Enfim, pesquisei muito e não cheguei a nenhuma conclusão. Os meus emails tanto para o Greenpeace quanto para outros grupos não deram em nada (a maioria nem respondeu, o Greenpeace só que disse que não tinha posição nesse assunto). A minha sogra, que trabalha no departamento de meio-ambiente de uma empresa de energia, também não conseguiu encontrar uma resposta definitiva. Achou vários artigos que tendiam para um lado ou o outro, de fontes diversas. Os sites de fraldas de pano obviamente se posicionam como a escolha natural, enquanto muitos artigos (e vários deles feitos por empresas ligadas a indústria de fraldas descartáveis) dizem que o estrago é pior se você usa pano.

Fora a parte de danos ao meio-ambiente, vários sites focavam na questão de usar produtos químicos e artificiais em uma fralda de bebê x usar uma fralda de material natural, sem química. Que bebês usando fraldas descartáveis tinham muitas assaduras que os bebês usando fraldas naturais não tinham. Ficamos em cima do muro, sem saber muito bem pra onde ir, qual pai e mãe que não fica balançado ao ouvir que certa coisa é a mais natural, que causará menos problemas ao seu filho? Ao mesmo tempo que gostávamos da idéia de usar uma solução mais natural, era menos prática do que as fraldas descartáveis. Então estávamos atrás da certeza que essa seria a opção ecologicamente correta pra passar por cima dessa barreira. Como não encontramos, acabamos então usando as fraldas descartáveis tradicionais mesmo, com o acordo que se a Julia começasse a ter assaduras a gente passaria pras fraldas de pano imediatamente. Como ela só teve uma assadura com mais de um ano de idade, a gente acabou não mudando.

Para quem não conhece as novas fraldas de pano, moderníssimas: FuzziBunz, BumGenius e Bummis são alguns exemplos. Elas são recortadas que nem as fraldas descartáveis, tem diferentes tipos de fechamento (velcro, botões de pressão, etc) que acompanham o crescimento do bebê, alguns tipos (chamadas pockets ao invés de all-in-one) permitem que você coloque absorventes extras (pra usar a noite por exemplo) e pode lavar as partes separadas (a parte absorvente do resto da fralda). Existem muitos grupos online de mães que usam fraldas de pano e muitas costuram e vendem as suas próprias cloth diapers no Ebay e no Etsy.

Agora também ficou mais fácil de encontrar as fraldas descartáveis mais ecológicas, como a Seventh Generation, Earth’s Best e GDiapers que tem menos produtos químicos. O fabricante das GDiapers diz que você pode jogar na privada e dar descarga. Especialistas em canos e tubulações estão sempre discordando a respeito disso – uns dizem que dependendo de onde você mora e de como a sua casa ou prédio foram construídos não tem problema, enquanto outros falam que é má idéia porque pode acumular em algum lugar e causar entupimento, independente se a sua tubulação é nova. Mesmo assim, essas fraldas não contém plástico então vão ser decompostas mais rapidamente que fraldas tradicionais. Infelizmente essas fraldas ainda não são muito fáceis de encontrar pra vender, quando morávamos em Washington só tinha no Whole Foods, que era longe da nossa casa e só. Mas está melhorando, vi recentemente as Earth’s Best vendendo na Babies’r'us que é uma grande rede e os supermercados aqui em Austin estão vendendo as GDiapers.

E nessa pesquisa toda ainda me deparei com um grupo completamente anti-fralda, que defende a Elimination Communication – onde os pais ou a pessoa que cuida da criança aprende a identificar quando a criança precisa fazer as suas necessidades e a leva até o banheiro, segurando-a em cima da privada. Eles dizem que eles sim são a opção natural, o resto é balela.

E vocês, passaram por esse dilema? Já conheciam as fraldas de pano modernas? Usaram as fraldas com menos química?

Julia no Ohdeedoh

May 14th, 2009 by Luciana Misura

Julia e o seu quarto estão hoje no blog Ohdeedoh – que é um dos meus preferidos para coisas de bebê e criança.

1 ano e 9 meses (21 meses)

May 13th, 2009 by Luciana Misura

Julia completou 1 ano e 9 meses hoje, super tagarela. Cada vez formando mais frases, repetindo tudo, temos que ter muito cuidado com o que a gente fala. Por enquanto ela ainda não pescou nenhum palavrão no ar ;-) “Pega suco mamãe” foi uma frase que ouvi hoje, acrescentando depois “por favor”. Aliás, o por favor é engraçado: estávamos no carro, ela na cadeirinha querendo tirar o cinto “tira mamãe” e a gente dizendo que não podia. Ela pensa um pouco e pede “por favor?”. Não colou, claro, mas morremos de rir.

O cabelo está crescendo muito, já estreou maria-chiquinha e rabo-de-cavalo, fica com mais cara de menininha e menos cara de bebê quando está com esses penteados. Continua nos dando muito trabalho para dormir, nunca quer ir pra cama e toda noite tem protesto. Não há rotina e horário que dê jeito até o momento, temos esperança que um dia ela vai topar ir dormir sem dar o escândalo diário. Até lá a gente continua tendo que ter uma dose cavalar de paciência todas as noites. Experimentou e adorou uvas, depois de muito oferecermos.

Ama a filha da vizinha aqui da frente, pergunta sempre por ela, tem sempre que ir lá brincar com a amiguinha (que tem 2 meses a menos que ela). Também está sempre perguntando pelos outros amiguinhos, se a gente fala que ela vai encontrar com algum deles, fica perguntando e repetindo os nomes o dia inteiro. Ficou com ciúme quando segurei a neném recém-nascida de uma amiga. Pediu colo insistentemente na mesma hora. Sabe o nome dos gatos e cachorros da vizinhança e faz carinho em todos eles na rua. Gosta de bichos de um modo geral e não tem medo deles.

Odeia água na cabeça, adorou praia mas tem medo de entrar no mar, só fica na beirinha. Não gosta de não poder colocar o pé no fundo. Mas pede pra ir a praia. Adora o parque de chafarizes que tem aqui perto mas não entra embaixo dos chafarizes nem por decreto. Leva seu baldinho e brinca por lá mantendo a distância dos chafarizes mais altos que poderiam molhar sua cabeça. Aos poucos vamos tentando vencer esse medo.

Tem assistido alguns desenhos animados, os preferidos do momento são Lilo & Stitch e A Pequena Sereia - e as partes da bruxa do mar tem que ser puladas, ela fica falando “não, não, não” e agarrando no meu braço quando vê, então ela só assiste A Pequena Sereia “momentos felizes”. O Procurando Nemo ela não consegue assistir de jeito algum, apesar de adorar o Nemo, porque tem tantas partes que ela fica com medo que a gente acaba pulando o filme quase todo (ela ODEIA a parte do dentista, e olha que ela ainda não foi ao dentista, já estou até prevendo o que vai acontecer se ela identificar a cadeira do dentista). Tem vários livros favoritos em português e inglês, e vai logo pegando um na estante e pedindo pra sentar no colo de quem estiver por perto pra ler.

Está curtindo muito a estadia dos avós brasileiros e não quero nem pensar quando eles forem embora o problema que vai ser. Alguns dos avós americanos também passaram uma semana aqui e aí que ela estava felicíssima com uma tropa de 4 adultos que a seguia pra todo lado.

Levou vários tombos feios esse último mês – duas batidas de testa no chão com direito a ralado, ralou a mão, pé, perna, um festival. A pior foi no último dia em Aruba, andando ao redor da piscina tropeçou em um tijolinho que estava desnivelado no chão e caiu de cara, eu e Gabe assistindo tudo sem conseguir pegá-la a tempo. Doeu na gente.









Próxima parada: Los Angeles

May 7th, 2009 by Luciana Misura

Vamos aproveitar o feriadão de Memorial Day em Los Angeles, Califórnia. Partimos dia 22 (sexta) e voltamos na segunda dia 25 de noite. Vai rolar uma passadinha básica na Disneylândia, claro ;-) Dicas de lugares imperdí­veis para visitar em L.A. são bem-vindas, e se você estiver na área, vamos nos encontrar por lá (né Flávia).

Criando seu filho bilíngue

May 6th, 2009 by Luciana Misura

Acho que essa é a pergunta que eu mais escuto aqui no blog e já prometi há tempos contar o que a gente está fazendo, então vamos lá. Depois de ler o Raising a Bilingual Child e de tudo que a gente leu ser reforçado pelo The Bilingual Edge, não tivemos dúvidas: escolhemos o método Minority Language at Home (ou Hot House) em que tanto o pai quanto a mãe falam a língua minoritária em casa (no nosso caso o português) e contratamos uma babá que fala português (brasileira) para reforçar.

Por que decidimos por essa forma, ao invés da tradicional One Parent One Language (onde cada um dos pais fala a sua língua nativa com o filho)? Porque com OPOL, a menos que pai e mãe passem a mesma quantidade de tempo por dia com o filho ou que ambos os pais falem uma língua diferente da majoritária, uma língua vai sempre sair perdendo no final. Por exemplo, o nosso caso: tanto eu quanto o Gabe trabalhamos. A Julia iria então para uma creche (ia ouvir e falar inglês 8h por dia) e nas horas com a gente em casa ia ouvir inglês (Gabe) e português (eu). Então o inglês teria não só o domínio das horas dela na creche mas teria ainda as horas que o Gabe passa com ela em casa.

Os dois livros enfatizam que existe um mínimo de horas que a criança tem que ouvir de uma língua para ser fluente nessa língua. O Raising a Bilingual Child fala mínimo de 20 horas por semana, o The Bilingual Edge fala que se você quer que o seu filho seja fluente em duas línguas, tem que expor a criança a essas duas línguas em tempos praticamente iguais – e no caso de você morar em um lugar que uma das línguas dos pais é a língua majoritária, é bom falar MAIS a língua minoritária em casa pois as crianças vão aprender a lingua da maioria fora de casa de qualquer jeito – na escola, com os amiguinhos, vizinhos, etc. Logicamente se um dos pais passa o dia todo com a criança (uma mãe que fale só português com o filho por exemplo), dá para usar OPOL tranquilamente até a criança ir para a escola, momento este em que os pais vão ter que avaliar a quantidade de horas de língua minoritária que a criança vai precisar ouvir para continuar o aprendizado.

Ambos os livros aconselham esse método onde os pais falam a língua minoritária em casa para garantir que as crianças ouçam e falem essa língua o máximo possível. O Bilingual Edge também fala sobre esse método e mais: a criança aprende a lingua minoritária em casa bem até uns 3 anos e quando vai pra escolinha começa a aprender a língua majoritária. É isso que estamos fazendo: eu e Gabe falamos só português com a Julia e a babá idem. E pra ela ouvir um pouco de inglês ela vai ao Gymboree e tem contato com crianças e outras pessoas que falam inglês, mas é uma parte pequena do total de horas, porque o inglês para ela no momento não é a prioridade.

Por enquanto a gente acha que está dando certo, pois ela está falando muito português e bem para a idade, já forma frases simples (senta aqui vovô, vem aqui mamãe) e tem um vocabulário enorme, com centenas (literalmente) de palavras. O desafio será mesmo quando ela começar a escola, que é o período mais difícil de manter o equilíbrio das línguas em termos de horas faladas por dia. Por isso é tão importante que em casa a gente só fale com ela em português.

Isso só é possível porque o Gabe desde que ela nasceu está empenhado em aprender português para falar com ela. Ele ainda não tem vocabulário para uma conversa entre adultos mas todo o vocabulário da Julia ele sabe. Ele está aprendendo com ela. Todas as palavras que a gente ensina para ela, ele aprende também. E os dois livros apontam que não é necessário ser nativo na língua para ensinar os filhos, que o pouco conhecimento só vai transparecer mesmo no futuro, na hora de conversas complexas, que não acontecem com as crianças pequenas. Entre nós só falamos inglês (justamente pela falta de vocabulário dele em português), mas como a conversa não é dirigida a ela, não faz diferença.

É importante notar a diferença entre bilinguismo passivo e bilinguismo ativo – o passivo é o mais comum, os pais falam com a criança em uma língua minoritária e ela entende, mas responde usando a língua majoritária. Isso acontece por vários motivos, entre eles o número de horas na língua minoritária ser muito pequeno e os pais não serem consistentes no uso da língua e aceitarem que a criança responda em uma língua diferente (na maioria das vezes os pais usam as línguas diferentes e misturam também). Os livros dão dicas para corrigir esse comportamento sem forçar ou brigar com a criança para que ela fale a língua minoritária.

Muito importante são os estudos que a interação em uma língua é o que faz a criança aprender, só ouvir não adianta. Uma criança que ouça os pais falando uma língua entre si mas não dirigida à ela, não vai aprender essa língua. Uma criança na frente da TV ouvindo outra língua sem que os pais falem essa língua com ela, também não vai aprender a língua. No máximo eles vão aprender uma palavra ou outra, mas nunca vão conseguir falar a língua sem que exista a interação. Então vale também o alerta para os pais analisarem não somente o número de horas que a criança ouve uma língua ou outra mas também o tipo de atividade – uma hora assistindo TV em português não equivale a uma hora de brincadeiras em inglês. Vale notar que assistir a um programa de TV na língua minoritária ativamente aumenta o benefício: um pai ou mãe assistindo junto e comentando o que está acontecendo transforma o que era uma atividade passiva em interativa. Crianças em idade escolar que já tem um certo domínio da língua se beneficiam mais de programas de TV do que crianças pequenas que estão começando a aprender a língua.

Bom, o resumo da história até o momento aqui em casa é esse, ainda temos muitos desafios pela frente – a fase que a criança começa a escola é crítica e ainda não estamos lá. Recomendo muito os dois livros, escritos por pesquisadoras de aprendizado de línguas que fazem questão de colocar por terra diversos mitos relacionados ao bilinguismo, mas o melhor mesmo para a gente foi entender todos os métodos, pra poder escolher um caminho com um pouco mais de segurança. Afinal, tem muitas crianças que são filhas de estrangeiros e não falam a língua dos pais, então se bilinguismo fosse intuitivo isso não aconteceria. Tem mais trabalho envolvido do que muita gente imagina, os pais que já passaram por isso sabem que não é fácil!

Tem alguns pais que conheço que tiveram muito sucesso ensinando duas ou mais línguas aos filhos (né Andréia), se vocês quiserem comentar como fizeram nas suas casas e quais foram as dificuldades que encontraram também seria ótimo!

Biblioteca pós-parto

May 4th, 2009 by Luciana Misura

Quando estava grávida da Julia publiquei aqui a lista de livros que eu li sobre gravidez, mas depois não fiz a lista com os livros que falam sobre o bebê. Aqui vai a lista dos livros que li até o momento:

The Happiest Baby on the Block (e o vídeo) – Hervey Karp, MD. Em português: O Bebê mais feliz do pedaço. Foi a Sílvia, uma amiga que já tinha neném, que me mandou primeiro o vídeo e depois eu comprei o livro. Ela falou que a técnica dos 5 Ss tinha salvo a sanidade mental dela e do marido, e na aula que fizemos no hospital de como cuidar de um recém-nascido eles também passaram esse vídeo. Soube que passou no Fantástico ano passado e tem os vídeos no YouTube também. A gente seguiu os conselhos do Dr. Karp e deu certíssimo, Julia só chorava para mamar e quando queria colo, de resto era um bebê sorridente graças à técnica de swaddling (enrolar o bebê bem apertadinho com um cobertorzinho). Recomendo MUUUUITO esse livro e vídeo para todo mundo que está esperando neném. Deixe seus preconceitos de lado e siga as instruções que um dos 5 Ss (ou mais) vai funcionar com o seu bebê. Requer persistência e prática, já que até você pegar o jeito de fazer tudo como o Dr. Karp leva um tempinho. O Dr. Karp recomenda muito babywearing (colocar o bebê no canguru), que a Julia também amava.

What to Expect: The First Year – Heidi Murkoff. Eu odiava o livro What to Expect When You’re Expecting, que é o primeiro dessa série, mas tanto este livro sobre o primeiro ano quanto o seguinte, de um ano em diante, são ótimos. Tem todos os detalhes mês a mês: o que o seu bebê será capaz de fazer, o que você pode fazer para ajudá-lo a se desenvolver e possíveis problemas relacionados a idade.

Down Came the Rain – Brooke Shields. Esse livro é famoso, a atriz Brooke Shields conta a sua história de depressão pós-parto. O Gabe me deu quando eu estava no hospital com depressão pós-parto e li de uma vez só. Já comentei que um dia tenho que falar mais sobre esse assunto aqui no blog, mas fica a dica desse livro até lá. Não é muito prático mas tem boas informações aqui e ali na história dela.

What to Expect: The Toddler Years – Heidi Murkoff. O terceiro livro da série What to Expect, no mesmo formato do anterior: informações sobre o que o seu filho estará fazendo mês a mês e problemas comuns da idade.

Healthy Sleep Habits, Happy Child – Marc Weissbluth, MD. Esse livro é o melhor a respeito de sono que já li (em termos de informação, mas a organização dos assuntos é bem ruinzinha). O autor é um médico pesquisador do sono infantil por muitos anos e tem diversas pesquisas sobre o assunto, inclusive quantas horas de sono por dia o seu bebê precisa de acordo com a idade, a importância das sonecas, quantas sonecas são adequadas a idade, etc. Erroneamente esse autor é apontado como o defensor do método de deixar chorar. Ele não defende nenhum método específico, e sim aponta diversas alternativas, incluindo deixar chorar (cry-it-out) e suas variações. E a coisa mais importante que deu mais certo com a Julia foi a regra-de-2-horas para as sonecas. Até a colocarmos em prática a regra de 2 horas ela não tirava sonecas, depois que ela entrou nesse esquema ela passou a tirar várias sonecas por dia, ufa.

The No-cry sleep solution – Elizabeth Pantley e William Sears, MD. Em português: Soluções para Noites Sem Choro. Como eu gosto do Dr. Sears e dos seus outros livros (The Pregnancy Book e The Breastfeeding Book), li este livro achando que seria a solução dos problemas de dormir da Julia. Infelizmente tentamos por quase um ano todas as técnicas que eles descrevem e nada deu certo. Conhecemos várias crianças que se deram bem com as técnicas ensinadas nesse livro, infelizmente uma criança não é igual a outra, e a Julia não respondeu a nenhuma delas (OK, pra não dizer nenhuma, a gentil remoção deu certo, mas nem por isso ela passou a dormir numa boa, porque o problema dela sempre foi ser colocada no berço). Tem muitas informações boas sobre sono de um modo geral também, como o Healthy Sleep Habits, Healthy Child.

Babywise (On Becoming Baby Wise: Giving Your Infant the Gift of Nighttime Sleep) – Gary Ezzo. Esse livro foi bem recomendado por uma amiga que usou e disse que deu certo, mas sinceramente não me identifiquei com as técnicas que o autor defende. Achei muito rígido e ele sim defende deixar o bebê chorar desde novinho, o que eu sempre fui contra, então não serviu muito aqui em casa.

The Secrets of the Baby Whisperer – Tracy Hogg. Em português: A Encantadora de Bebês. Esse livro da “encantadora de bebês” tem várias boas dicas sobre como criar uma rotina para o bebê e como resolver o problema do bebê não dormir de noite. Tracy também não gosta muito de deixar chorar mas o livro coloca muita ênfase no sucesso que ela teve quando fez intervenções pessoalmente (pais desesperados que a contrataram para resolver o problema). Só que uma pessoa de fora, que não está cansada e não está emocionalmente envolvida consegue tirar e colocar a criança de volta no berço mais de 100 vezes (como ela mesma conta que já fez) no meio da noite, um pai ou mãe morrendo de sono as 2 da manhã não vai ter essa paciência toda. Mas tem boas dicas de qualquer maneira.

Super Baby Food – Ruth Yaron. Este foi recomendado pela pediatra da Julia lá de Seattle. Ela me perguntou se eu ia cozinhar as papinhas da Julia e quando eu disse que sim, recomendou esse livro. Tem muita informação boa, principalmente pra quem quer cozinhar e congelar as papinhas, mas eu tive a maior dificuldade do mundo quando comecei a dar papinhas para a Julia pelo simples fato que um MONTE de recomendações que fazem no Brasil são CONTRÁRIAS as recomendações daqui. Por exemplo: suco de laranja lima, que é uma das primeiríssimas coisas que as mães no Brasil dão para os bebês, esse livro (e nos EUA) não se dá até quase um ano de idade, porque eles acreditam que os cítricos podem causar reações alérgicas. Então eu seguia esse livro mas nem tanto. Procurei muito um livro brasileiro sobre como introduzir comida para o bebê mas infelizmente não achei nada equivalente.

Raising a Bilingual Child – Barbara Zurer Pearson. Ótimo livro para quem está planejando criar seus filhos bilíngues. A pesquisadora dá ótimos exemplos e explica 4 métodos distintos de ensinar uma língua estrangeira em casa para o seu filho de acordo com as línguas faladas onde você mora e pelos membros da família. Foi esse livro que nos fez decidir pelo método “Minority Language At Home” (Língua minoritária em casa) ao invés do “One Parent One Language” (cada um dos pais fala uma língua) que é o mais comum.

The Bilingual Edge – Kendall King e Alison Mackey. As autoras e pesquisadoras de aprendizado de línguas colocam por terra vários mitos do bilinguismo e mostram por que só existem vantagens em ensinar uma (ou mais) línguas para o seu filho.

E você, que livros leu sobre bebês, crianças e desenvolvimento que gostou e recomenda?

Visitas

May 4th, 2009 by Luciana Misura

Final de semana movimentado por conta das visitas – minha sogra e o marido estão aqui até semana que vem. Comemoramos o aniversário do Gabe e do meu pai na sexta com um churrasco na Fogo de Chão. Todo mundo comeu muito, até a Julia se esbaldou. Durante o dia nós fomos até o Wildflower Center novamente, mas já não estava tão florido quanto o ano passado (as flores abrem mesmo em abril). De noite vimos o novo filme dos XMen (Wolverine), e foi a primeira vez que nós fomos ao cinema desde que a Julia nasceu! Gostei do filme mas não tanto quanto os outros, acho que eu não estava no clima para pancadaria. Domingo fomos até a Hamilton Pool, ficamos um pouco por lá, Julia brincou na “praia” e fizemos a trilha até o rio Pedernales. De lá, esfomeados, fomos ao Salt Lick comer um churrasco texano. Enfim, ainda não deu tempo de colocar o resto das fotos de Aruba e agora já tem mais trocentas fotos novas para colocar aqui. ;-)

E a gripe suína? Até agora a histeria não foi justificada, então estamos vivendo a vida normalmente.