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Archive for February, 2010

Ugh

February 28th, 2010 by Luciana Misura

Passamos uma semana praticamente desconectados, só ficamos sabendo das nevascas nos EUA, do terremoto no Chile e alerta de tsunami no Hawaii no avião voltando pra casa. O meu irmão estava no Hawaii mas chegou em casa ontem, então não passou pelo susto do alerta. Estamos todos tristes com as notícias vindas do Chile, mas que começo horrível de ano, primeiro com o Haiti e agora o Chile…

Nevou aqui em Austin enquanto estávamos fora também, e foi uma quantidade respeitável (que derreteu logo, claro). Esse inverno já deu, amanhã já começa o mês de março e ainda estamos com temperaturas baixas, chegaaaaa!

Hasta luego Mexico

February 27th, 2010 by Luciana Misura

Logicamente o último dia amanheceu perfeito, daqueles de cartão postal, humpf. Arrumamos as malas, fizemos check out e Julia ainda curtiu uma piscina e um pouco da praia na frente do hotel que nós nem usamos (esse trecho é um pouco forte, sempre com bandeiras vermelhas e hoje tinha uma bandeirinha amarela, o mar estava um pouco mais amistoso). Fomos almoçar no El Cejas no Mercado 28 de novo pros meus pais conhecerem, fizemos as últimas comprinhas de artesanato e aí começou a maratona da volta, devolver carro alugado, aeroporto, milhões de passagens por segurança, revista antes de entrar no avião, segurança idiota apreendendo o creme pra assaduras da Julia que já viajou meio mundo com a gente, enfim, as chatices de sempre. O vôo estava atrasado e a nossa conexão em risco, mas quando chegamos em Houston eles avisaram que ainda daria tempo. Fizemos tudo super rápido, imigração, malas, alfândega, envio de malas de novo, mais segurança, correria pelo aeroporto, chegamos no portão e eles já tinham fechado a porta! Ficamos furiosos, reclamamos, a agente falou com a tripulação e eles resolveram abrir a porta (o avião ainda ficou uns bons 15 minutos no portão depois que entramos). Ufa! Chegamos em casa 11 da noite, já morrendo de frio, chega de inverno, quero voltar pra praia…







Cenote Azul, Akumal e Tulum

February 26th, 2010 by Luciana Misura

Acordamos cedinho porque a agenda era cheia: Cenote Azul, Akumal (mais especificamente a lagoa Yal-Ku) e Tulum. Lá vamos nós para a 308 novamente (já estamos cansados dessa estrada). Logo depois de Puerto Aventuras, a plaquinha do Cenote Cristalino apareceu e timidamente, a plaquinha do Cenote Azul. O céu estava cinza infelizmente, o único dia em que a previsão do tempo errou durante a semana toda.

Estacionamos, pagamos os 60 pesos por pessoa de entrada e fomos andando pela trilha na mata, éramos os únicos no lugar. Duas pequenas piscinas naturais e logo depois, o cenote azul (que devia ser chamado cenote verde, mas tudo bem, de repente com sol e céu azul ele muda de cor). Que água espetacular! Cenotes são literalmente buracos onde a água fica acumulada – muitos são alimentados por nascentes ou rios subterrâneos. Essa região é cheia deles, os cenotes eram a fonte de água doce dos maias, que consideravam os cenotes sagrados. Hoje em dia são em sua maioria locais de lazer, para banho e mergulho. O cenote azul tinha centenas de peixes pequenos e médios, alguns coloridos lindos, e a água absurdamente transparente. Mas sem sol, água gelada e temperatura um pouco acima de 20 graus, nenhum de nós se animou a nadar no cenote. Julia deu comida pros peixinhos (que eles vendem ali mesmo) e achou o máximo, tiramos fotos e voltamos pro carro pra seguir viagem.




Continuamos rumo a Akumal, uma outra cidadezinha pequena que assim como Puerto Morelos ainda não foi ocupada pelos super hotéis da região. A prainha linda de Akumal, a Baía Meia Lua, não estava tão bonita quanto em fotos que já vi com o tempo nublado. Mas dava pra ver que a água é transparente e calminha, pena que o dia não estava legal. Essa praia recebe tartarugas de abril a outubro, que vem até a baía para colocar seus ovos a noite. No canto esquerdo da praia, seguindo a ruazinha estreita até o final, começam a aparecer as plaquinhas para a Laguna Yal-Ku. A Canucka tinha falado dessa lagoa e colocado fotos lindas de tartarugas marinhas, e como não tínhamos feito nenhum mergulho decente, era a nossa última chance. Mesmo com pouco sol e água fria, entramos e não nos arrependemos, o lugar é fantástico, posso dizer que foi o segundo melhor mergulho que já fiz (o melhor foi em Hanauma Bay no Hawaii). Centenas de peixes imediatamente estão a sua volta, de todas as cores e tamanhos. Não vimos nenhuma tartaruga (acredito que elas devem aparecer por aqui na mesma época da desova) mas a quantidade absurda de peixes lindos e a visibilidade incrível foram mais do que suficientes pra valer muito a pena. Recomendo muito esse lugar! Julia entrou na água um pouco, viu os peixinhos mas não quis colocar a máscara, depois ficou sentada com a minha mãe olhando tudo até a hora de ir embora. Na saída, o sol finalmente começou a aparecer! Gabe tirou fotos com a bolsa a prova d’água mas esqueceu a câmera em foco manual e praticamente todas as fotos ficaram fora de foco, ele ficou pra morrer quando viu. Mas enfim, lição pro futuro, e a gente tem na cabeça o que viu, não vamos esquecer.





De volta pro carro, mais uma vez pegamos a estrada no sentido sul, em direção a Tulum. Estacionamos e fomos andando até as ruínas, o tal trenzinho é desnecessário e vimos dezenas de Yucatán Jays nas árvores pelo caminho, lindos e alguns quatis. Entramos na cidade maia de Tulum com sol e céu azul, que lugar fantástico. A cidade em si já seria bacana em qualquer lugar, mas ali, na frente daquele marzão turquesa, é um espetáculo. Fomos andando apreciando as ruínas e a paisagem, Julia queria correr e brincar na areia e ficamos um bom tempo por lá imaginando como era a vida dos maias que moraram ali. Tulum significa muro, a cidade fica cercada por um, e era um importante porto já no perído final da civilização maia. Depois que saímos das ruínas o tempo fechou novamente e não pudemos curtir a praia de Tulum, ao sul das ruínas, e acabamos indo só ao Zamas para comer. O sol não voltou, anoiteceu, comemos quesadillas, peixes, tudo regado a cheladas e margaritas e encerramos o nosso último dia. Amanhã é dia de arrumar malas, fazer check out do hotel e voltar pra casa. Mas vamos voltar, com certeza, já viemos pra cá pensando que essa foi só a primeira parte da viagem ;-)







Xel-ha e Playa

February 25th, 2010 by Luciana Misura

Todos acordaram melhores e o dia estava bonito, então seguimos com o passeio planejado a outro ecoparque, Xel-ha. Fica ainda mais longe de Cancun, uns bons 20 minutos depois de Xcaret, já quase chegando a Tulum.

A atração principal de Xel-ha é o rio que passa por dentro do parque e encontra o mar. As águas do mar e do rio se encontram e não se misturam, às vezes você olha e parece que está tudo fora de foco, por causa desse encontro das águas. Muitos peixes de todos os tamanhos passeiam pelo rio, é só colocar um colete salva-vidas e máscara e flutuar nesse aquário natural. A água estava MUITO fria e eu estava tremendo literalmente, acabei ficando pouco tempo na água por causa disso. Primeiro entrei só com a Julia pra nadar e depois com o Gabe e o meu pai pra mergulhar. Estreamos a bolsa impermeável para a câmera mas a visibilidade não era das melhores e enquanto nadávamos Gabe perdeu a aliança, ficamos boa parte do tempo tentando encontrar e não conseguimos, infelizmente.

Julia passou o dia brincando no parquinho pra crianças, amou a piscininha e riozinho e foi no escorrega algumas centenas de vezes ;-) Ela quis entrar no rio comigo e colocou seu salva-vidas e a máscara que trouxemos pra ela, mas não quis colocar o rosto na água. Já esperávamos que ela fosse fazer isso mesmo, ela ainda não gosta de colocar a cabeça na água. Mas ela adorou ver os peixes e principalmente os golfinhos, na entrada do parque.

Almoçamos no restaurante principal, um ótimo buffet com boa variedade de comida internacional e mexicana. Xel-Ha é um parque all-inclusive, toda a comida e bebida já estão incluídos no ingresso e você come quantas vezes quiser seja no restaurante, nos bares ou lanchonetes espalhadas pelo parque (não entendo porque não adotam o mesmo sistema em Xcaret, seria muito mais prático do que carregar os tíckets de papel com todo mundo molhado de praia). Bebida alcóolica também está incluída, cerveja à vontade, e pra alegria da Julia, sorvete à vontade também. Aliás, estávamos com a Julia em uma lanchonete justamente tomando sorvete, o garçon veio pegar o copo que estava na mesa e ele vira pra ele e fala “Gracias”. Morremos de rir, até porque não ensinamos pra ela, ela que ouviu tanto a gente falar isso a semana toda que resolveu falar também.









Saímos de lá com o parque fechando as 6 PM e fomos para Playa del Carmem andar pela Quinta Avenida e jantar, que era o que a gente queria ter feito na segunda-feira e a chuva não deixou. Rua lotada, muitos bares com TVs transmitindo a final de hóquei feminino EUA x Canadá e os canadenses em peso com suas bandeiras comemoravam a vitória. Lojinhas bacanas misturadas com os tradicionais souvenirs, restaurantes de todos os tipos e preços. Jantamos no Di Vino, um italiano onde os donos realmente falavam italiano e a comida estava bem gostosa, mas as porções eram pequenas (eu comi um ravioli vegetariano gostosinho e todos gostaram do que pediram). Julia estava dormindo praticamente de Xel-ha até a hora que entramos no restaurante e acordou de péssimo humor, então jantamos correndo antes que ela causasse maiores problemas. Mas valeu, pelo menos deu pra completar o passeio a Playa del Carmen que tinha ficado pela metade.



Mercado 28

February 24th, 2010 by Luciana Misura

Acordamos com 3 doentes, meus pais e Gabe enjoados e passando super mal. Não sabemos se foi a comida do parque ou a pizza, mas como nós todos comemos as mesmas coisas e eu e a Julia não ficamos doentes, não temos certeza o que causou o problema. O dia estava horrível, uma tempestade forte lá fora, cancelamos o passeio a Chichen Itzá que já estava mesmo pra sair do roteiro por causa da distância (3 horas pra ir e 3 pra voltar com a Julia no carro não é uma boa idéia).

Pra não perder completamente o dia no apartamento trancados, eu, Gabe e Julia fomos ao Mercado 28, no centro da cidade. Gabe foi passando super mal e eu estava com pena dele, mas ele quis nos acompanhar. Fomos direto almoçar no El Cejas, que estava na minha lista desde que o Ricardo falou nele no VnV e pedi os mesmos camarões ao molho de alho – ótimos! Comidinha simples, honesta e deliciosa (além de barata). Vários músicos cantavam pra quem quisesse pagar e almocei enquanto o Gabe fazia um esforço pra não dormir na mesa. Ele acabou indo pro carro porque não estava aguentando o cheiro de comida e eu fiquei passeando no mercado enquanto a Julia dormia. O mercado vende souvernirs de todos os tipos, preços e para todos os gostos. Os vendedores são chatinhos e ficam convidando a entrar nas lojas, a maioria delas com um monte de bobagens coloridas que se repetem por todo o mercado. Consegui garimpar um árbol de la vida (só vi em uma única loja) e do lado de fora do mercado tinha uma loja especializada em arte huichol que amei, comprei três quadros e um vaso de miçangas, depois de passar um tempão lá dentro olhando cada desenho incrível. Julia acordou, quis ver um pouco do mercado também e no final da tarde fomos embora.





Ninguém quis sair pra jantar e acabamos indo eu e Gabe ao Captain’s Cove que é um restaurante de frutos do mar em frente ao hotel. Pedi um trio de camarões com arroz selvagem que estava gostoso e uma mousse de chocolate branco deliciosa de sobremesa (e eu não sou fã de chocolate branco). Comida gostosa mas mais cara que os demais restaurantes que fomos, sem justificativa. O serviço foi bom e não muito demorado, mas o restaurante ao lado estava fazendo uma noite de karaokê e dava pra ouvir tudo, comi rapidinho e voltamos pro hotel esperando que os três doentes se recuperem pra amanhã e que o tempo melhore também.

Xcaret

February 23rd, 2010 by Luciana Misura

Passamos o dia nesse “ecoparque” que é o maior da região e junta atrações históricas e culturais com golfinhos, tartarugas marinhas, praia e outros bichos. Xcaret fica ao sul de Playa del Carmen, na mesma estrada 308 que vai de Cancun a Tulum. Mal chegamos, ainda no estacionamento, um bando de araras vermelhas sobrevoou o carro, pena que eu não estava com a câmera na mão pra tirar uma foto.

O parque é bem bonito, com trilhas no meio da vegetação nativa, uma praia lindinha deliciosa que a Julia amou, uma baíazinha bacana para mergulhar e o rio subterrâneo enorme que atravessa o parque pra fazer snorkeling. A água estava MUITO fria, Julia não queria desgrudar e acabamos desistindo do rio subterrâneo, fica para uma próxima vez. Passamos um tempão vendo as tartarugas gigantescas nadando, o aquário e os golfinhos. Julia adorou as araras, que estavam desesperadas assistindo a Julia comer pipocas, doidas pra roubar uma, disputando pra ver quem chegava mais perto.

Fizemos um almoço no final do dia no restaurante La Laguna, um dos vários restaurantes buffet incluídos no nosso ingresso. A comida era boa, bastante variedade, internacional e mexicana. Comi de paella a frango com molho mole (de chocolate, tradicional mexicano, mas não é doce, gostei), de tudo que provei só não estava bom um peixe grelhado que tinha passado do ponto e estava ressecado, o resto estava gostoso (esperava bem menos da comida, já que comida de parque em geral é fraca, então foi uma boa surpresa). Muitas sobremesas, várias tradicionais mexicanas como o bolo tres leches que tem em todo lugar aqui no Texas, frutas, sorvete (incluindo de tamarindo) e outras coisas diferentes.

Saímos com o restaurante fechando e seguimos para o show noturno com dança e músicas mexicanas, contando a história do país desde os maias, a chegada dos espanhóis, números típicos das diversas regiões do México. Foi um show bem produzido e com boas músicas, Julia assistiu ao show inteiro (2 horas) aplaudindo e pedindo mais, coisa que ela nunca tinha feito.

Ainda demos uma passadinha no museu de arte mexicana que tem na entrada com peças lindíssimas, fiquei apaixonada por dois tipos de arte: as cerâmicas El Arból de la vida e as peças feitas pela tribo huichol – desenhos com linhas coloridas e esculturas e vasos cobertos com desenhos em um mosaico de miçangas. Lindos. Aliás, voltei dessa viagem babando na arte mexicana, achei um PDF legal que tem um panorama do que é produzido em diferentes regiões.

Acho que vimos metade do parque, o lugar é enorme e planejamos mal o dia, então andamos muito de um lado pro outro e como as distâncias são grandes, perdemos muito tempo e vimos pouco. Chegamos super tarde da noite no hotel acabados, só tivemos forças pra pedir uma pizza, banho e cama.

Alerta: você pode comprar os ingressos para Xcaret e Xel-ha antecipados pela internet para ter um desconto de 10%. Nós tentamos comprar 3 vezes, deu erro nas 3 vezes (o site começava a processar o cartão e de repente dava um erro, aparecia uma página dizendo que o site estava em manutenção, desculpe pelo inconveniente). Acabamos comprando pela agência de viagem do hotel pelo preço com desconto. Ao chegarmos em casa, descobrimos que as 3 tentativas que deram erro entraram na fatura do cartão e estamos em contato com a Mastercard pra estornar as cobranças, mas fica o aviso pra não confiar nos sites dos parques.



















Puerto Morelos & Playa del Carmem

February 22nd, 2010 by Luciana Misura

Tiramos o dia para conhecer Puerto Morelos, uma das praias favoritas da Canucka (uma canadense vivendo em Cancun, que escreve o melhor blog sobre Cancun que encontrei). A cidade é uma vila de pescadores quase intocada pela indústria do turismo e fica no caminho para Playa del Carmem. Até Puerto Morelos são uns 20 minutos de carro, e depois mais 30-40 minutos até Playa del Carmen. Muitos blogs comparam Playa a cidade de Búzios (concordo, mas acho Playa ainda melhor urbanizada que Búzios) e nessa linha, Puerto Morelos seria então Arraial do Cabo.


Encontramos uma praia enorme, linda, quase deserta, pouquíssimos turistas. A maioria dos turistas por ali pegava os barquinhos para mergulhar nos recifes de Puerto Morelos, mas como estávamos com a Julia não ia dar certo fazer esse mergulho e curtimos a praia. Estava um dia lindo, solzão e céu azul, alugamos um guarda-sol e cadeiras no restaurante ali na beira da praia e curtimos o marzão turquesa cheio de peixinhos, as gaivotas tentando roubar os biscoitos das crianças perto da gente e os pelicanos mergulhando na nossa frente.







Quando bateu a fome fomos até o centrinho almoçar no Los Pelicanos, que é a instituição local. Um restaurante com um varandão lindo enorme de frente pro mar e músicos mexicanos cantando e tocando pra quem quisesse pagar. Eles tocaram uma música de criança para a Julia que ficou fascinada com a harpa. Dali andamos uma quadra até o mercadinho de artesanato, vimos redes e tapetes coloridíssimos e mais um monte de souvenirs de gosto duvidoso, conversamos com os vendedores que acharam graça na Julia andando com as mãos para trás pra não quebrar nada dentro das lojas (nem sempre ela faz, mas naquele dia ela resolveu obedecer). Ela até ganhou uma tartaruguinha de presente de um vendedor ;-)








Seguimos viagem para Playa del Carmen, a estrada é boa e bem sinalizada, só achei ruim a sinalização dentro de Playa pra chegar na praia em si, mas como a gente sabia a direção do mar era só ir dirigindo até as ruas acabarem na areia (foi o que aconteceu). Saímos bem no Mamita’s Beach Club que é um dos maiores – você aluga cadeiras, guarda-sóis, etc e ganha uma pulseirinha que dá direito ao uso dos banheiros e chuveiros. Os garçons trazem bebidas e comidas do bar pra quem está na areia. Ficamos na praia até o pôr-do-sol e começou a chover, uns pingos fortes e depois o maior toró. Trocamos de roupa e ficamos esperando uns 20 minutos dirigindo pela cidade pra ver se a chuva parava pra podermos andar pela Quinta Avenida (que é uma rua só para pedestres cheia de restaurantes e lojinhas, a Rua das Pedras local). Nada da chuva melhorar, fomos embora pra Cancun.




Jantamos no La Dolce Vita, um italiano na Zona Hotelera com serviço impecável (e rápido, raridade até agora) e a comida estava muito boa. Comi um ravioli ao funghi gostoso, todo mundo foi de massa e gostou. E os profiteroles de sobremesa estavam do tamanho certo (eram só dois, um com chocolate preto e outro com chocolate branco). O restaurante também tem uma vista bonita pra lagoa, mas o friozinho fez a gente sentar na parte de dentro (a temperatura tem caído para uns 19-20 graus a noite, com vento).

Isla Mujeres

February 21st, 2010 by Luciana Misura

O destino do dia foi Isla Mujeres (seguindo a recomendação do Ricardo Freire) que é uma ilha ao norte de Cancun e tem praias calmíssimas, perfeitas para crianças e (ainda) não tem os prédios dos mega hotéis de Cancun rodeando as praias. Pegamos o barco no Embarcadero e com o mar agitado a travessia levou mais de 40 minutos chacoalhando bastante em um barco semi-aberto; pra quem fica enjoado não recomendo essa travessia num dia de mar agitado como o que pegamos (melhor pegar o barco de Puerto Juarez).

Chegando em Isla Mujeres alugamos um carrinho de golfe (o meio de transporte mais comum na ilha) e seguimos para a Playa Norte, onde o mar é igual a uma piscina de tão calminho e transparente. Almoçamos ali mesmo, no Sunset Grill, um restaurante bonzinho na areia mas demoraaaaaaado enquanto a Julia brincava correndo da areia para água milhares de vezes. A comida era boa mas não excelente como os reviews do Trip Advisor indicavam, mas tudo bem, pelo menos não foi ruim.

O tempo não estava firme, o sol passou o dia brincando de esconder, e a temperatura devia estar por volta de 27 graus mas deu para curtir a praia. Fomos para o canto direito, em frente ao bar e restaurante Zazil-Ha, escolhemos uma mesinha na beira d’água para comer uma sobremesa e saí­mos quase as 5 PM, hora de devolver o carrinho e voltar a terra firme. Julia adorou a prainha mas acho que ela gostou ainda mais de andar no carrinho de golfe, dava gritos de alegria e não queria devolver o carrinho de jeito algum. A volta fizemos no barco mais moderno que vai para Puerto Juarez, levou 15 minutos no máximo e o barco balança bem menos.

Como era domingo o Mercado 28 já estava fechando (as 6 PM ao invés das 8 PM dos dias de semana) então fomos direto pro hotel. Nos arrumamos rapidinho e fomos jantar no Crab House, que fica na Zona Hotelera mesmo. A comida estava deliciosa, aprovadíssima por todos e o serviço também foi muito bom. Comi umas fajitas de lagosta e camarão ótimas, meus pais comeram pratos de peixes e o Gabe foi de carne que ele não é muito chegado em nada do mar. Julia se divertiu vendo as lagostas vivas no tanque (mal sabe o que acontece com as bichinhas). O restaurante tem um deck cheio de mesinhas com vista para a lagoa Nichupté, mas como estava ventando muito (e friozinho) ficamos lá dentro mesmo.









Estamos em Cancun

February 21st, 2010 by Luciana Misura

Curtimos uma praia em Isla Mujeres hoje, mas o tempo está meio nublado. De qualquer forma estamos adorando o calorzinho já que em Austin tem feito bastante frio. Julia está feliz com a praia, nós estamos boquiabertos com a cor da água por aqui e só falta um céu azul pra completar o cenário perfeito. Vou tentar colocar umas fotos mas só tem internet wireless aqui no lobby do hotel, então vai ser uma foto ou outra até a gente voltar pra casa no final de semana. Adios!

Chegando a Cancun

February 20th, 2010 by Luciana Misura

Nosso vôo saiu de Austin 7 da manhã, com conexão em Houston e de lá para Cancun. São dois vôos curtinhos: Austin-Houston mal leva 1h e Houston-Cancun apenas 1h30. A gente leva mais tempo chegando no aeroporto e passando por segurança, esperando embarque, do que voando mesmo. O aeroporto de Cancun é bonitinho e organizado, fizemos a imigração e alfândega (eles resolveram revistar as nossas malas, não sei por quê) e pegamos o carro alugado (já tínhamos uma reserva para a semana na Thrifty, que estava com o melhor preço). A fila pra pegar o carro é que estava gigante e lerda, levou mais de uma hora. Do aeroporto para a Zona Hotelera a estrada é boa e bem sinalizada, tudo bem cuidado, mas com atrasos de vôo e demora da locadora só chegamos no hotel quase 3 da tarde, famintos e cansados. Não sem babar na água claríssima e absurdamente azul de Playa Delfines, no caminho pro hotel.

Ficamos no Royal Caribbean, parte da rede Royal, que é simpático e tem uma piscina que conquistou a Julia de imediato. Nosso apartamento era no 10o andar e tinha uma vista linda do mar inacreditavelmente turquesa da região. Das varandas a gente via o mar e saindo do apartamento a vista era da lagoa Nichupté (a Zona Hotelera fica em uma faixa fina de terra entre o mar e a lagoa). A boa surpresa foi que o projeto de restauração das praias terminou mês passado e a praia na frente do hotel que tinha sumido durante o furacão Wilma em 2005 está de volta (a Zona Hotelera inteira foi concluída).

Almoçamos no restaurante do hotel mesmo, que tinha uma comida decente, e Julia não sossegou enquanto não entrou na piscina ;-) Capotamos lá pelas 10 da noite, destruídos, só tivemos forças para comprar umas coisinhas pra abastecer a cozinha pro café da manhã da semana. Tem algo muito errado com o sistema atual que faz com que a gente gaste mais de 6 horas em trânsito pra voar 2h30…