Em preparação pra essa viagem que fizemos a Europa, os livros que lemos com a Julia:
Too Many Cooks (Ratatouille): um livrinho legal com base no filme da Disney, mostra o ratinho Remy em ação na cozinha de seu restaurante com seus amigos ratos ajudando. Em Paris.
Madeline: um clássico da literatura infantil por aqui, minha sogra leu todos os livros da garotinha Madeline quando era criança. Ela mora em Paris em uma escola de meninas (internato) e neste livro tem que ser levada pro hospital pra uma cirurgia de apêndice. Vários pontos turísticos de Paris são vistos nos desenhos do livro.
The Magical Garden of Claude Monet: este livro é parte de uma série ótima de histórias de ficção para apresentar as crianças a grandes nomes da arte ( Anholt’s Artists Books for Children). Em cada livro uma criança interage com um artista famoso. Neste, uma menina e sua mãe vão até Giverny visitar Claude Monet, passeando pelos jardins famosos do pintor (que inclusive mostra seus quadros das ninféias para a menina, que podem ser vistos hoje no Museu de La Orangerie). Em Paris e Giverny.
Van Gogh and the Sunflowers: outro livro da série, um menino e sua família são os únicos amigos do pintor Vincent Van Gogh em Arles, e são imortalizados em retratos que se tornaram famosos (o carteiro e sua família, os girassóis). O menino leva um bouquet de girassóis de presente pro pintor, que então pinta o famoso quadro. O livro termina com as pessoas nos dias de hoje visitando um museu pra ver os quadros de Van Gogh, e Julia estava perguntando todo dia quando a gente ia lá ver o quadro dos girassóis (fomos ao Museu Van Gogh, em Amsterdam, e ela viu então o quadro que tanto queria)
Infelizmente não encontrei livros infantis que mostrassem a Bélgica ou a Holanda, se alguém tiver algum pra indicar, agradeço.
Quando marquei a viagem comecei logo a procurar apartamento pra alugar em Paris. Por que apartamento e não hotel?
1) Paris é uma cidade com hotéis muito caros. A gente queria gastar em torno de 100 euros, no máximo 150 por noite a diária, o que é um preço bem modesto em Paris.
2) Como estávamos indo em 5 (eu, Gabe e Julia, meus pais), teríamos que ficar em 2 quartos num hotel, passando o total então pra 200-300 por noite.
3) Hotéis de 100 euros por noite em Paris normalmente são super pequenos (mal tem espaço pra andar ao redor da cama) e/ou afastados da área central (os arrondissements de 1 a 6).
Os apartamentos pra alugar tem preços nessa faixa (ou menos! ou mais, tem pra todos os bolsos e gostos) com boas localizações e muito mais espaço do que um hotel na mesma faixa de preço ia nos oferecer.
Procurei nos 4 sites recomendados pelo Ricardo Freire lá no Viaje na Viagem: Paris Attitude, NY Habitat Paris, Rent Paris e MonParis. Depois de selecionar alguns bacanas do tamanho que a gente precisava e consultar a disponibilidade das datas por email com as agências, fechamos com a Paris Attitude (que tinha a maior seleção de apartamentos) um apartamento de 2 quartos perto do Jardim de Luxemburgo. O preço: 1690 euros por 7 noites, ou seja, 241 euros por dia para 5 ou ainda 48 euros por pessoa por dia. O apartamento super bem localizado no Boulevard Saint Michel, enorme pros padrões parisienses (120 metros quadrados, 2 quartos, 2 banheiros), quieto (recuado da rua e as janelas dos quartos viradas pra um jardim interno com árvores enormes) e no segundo andar de um prédio que tinha um elevadorzinho suficiente pra transportar as malas (muitos não tem elevador e você tem que subir com as malas de escada). Pelo mesmo preço a gente jamais conseguiria um hotel que nos desse o espaço e a localização, sem contar a conveniência de ter uma cozinha completa pra quem viaja com criança (tomávamos café no apartamento, com pão fresquinho comprado em alguma das padarias ótimas ao redor). Ah, e internet wifi incluída no preço também.
Como foi a logística da coisa: falei com a representante da agência por email, ela me mandou o contrato pra assinar, eu assinei, escaneei e mandei de volta por email. Aí paguei a taxa da agência (quase 400 euros desse total de 1690) pelo PayPal. A taxa da agência é paga primeiro e não é reembolsável. Depois assinei o contrato de locação com o dono do apartamento, intermediado pela representante da agência, e mandei metade do dinheiro do aluguel por transferência bancária. A outra metade do dinheiro e um depósito garantia do mesmo valor do aluguel a ser devolvido no final da estadia eu paguei por PayPal no dia que a gente chegou (mandei no dia anterior). Combinamos o horário de chegada com o dono do apartamento, que nos deu todas as instruções de como chegar, senha do portão, e estava lá nos esperando na hora marcada. Ele nos deu o tour do apartamento, explicou como tudo funcionava, entregou as chaves e assinamos o recibo que o resto do aluguel tinha sido pago e o depósito também. Marcamos a hora que ele viria no dia de ir embora pra pegar as chaves e fazer a inspeção de saída. No dia da saída ele chegou um pouco atrasado (uns 20 minutos) e fez a inspeção rapidamente. Ainda na mesma tarde ele mandou o refund via PayPal do depósito e pronto, tudo certinho. As contas de luz, gás, etc estavam incluídas no aluguel de 1 semana, pra quem vai ficar mais de 1 semana essas contas são cobradas a parte. Nem todos os apartamentos incluem as contas, então é bom confirmar com antecedência. Fiz também um seguro do apartamento pelo período alugado, custou 47 euros e cobria quaisquer danos e também cancelamento e interrupção da viagem, por uma empresa recomendada pela agência.
O apartamento: grande, confortável, bem iluminado, bem localizado, foi realmente muito melhor do que as minhas experiências anteriores com hotéis baratos na cidade. Pra não dizer que o apartamento é perfeito, alguns cômodos precisam de uma pintura pra ficar mais bonitinhos, uma troca do carpete dos quartos seria legal e o piso de madeira é super antigo e por isso barulhento. Mas isso tudo é detalhe cosmético e não atrapalhou em nada a nossa estadia. Os dois banheiros tinham chuveiros ótimos com controle de temperatura (deram de 10 a zero nos chuveiros dos hotéis que fiquei!) e uma coisa esquisita de apartamentos parisienses: o vaso sanitário ficava num quartinho separado (amigas que moram em Paris disseram que isso é comum por lá, inclusive tem uns quartinhos com vaso sanitário que ficam depois da cozinha!). As camas eram boas, os quartos quietos e de ótimo tamanho. A cozinha também de bom tamanho, com um fogão poderoso (não sei se era profissional, mas era muito melhor do que um fogão comum) e todos os equipamentos necessários (máquina de lavar louça, cafeteira, chaleira elétrica, microondas, etc). Tinha uma máquina de lavar roupa também, mas como não tinha secadora (e essa máquina não secava) nós preferimos lavar roupa em uma lavanderia self service próxima do apartamento.
A experiência foi ótima e recomendo muito, até mesmo pra quem está indo só um casal, tem apartamentos quarto e sala ou estúdios com preços excelentes também. Pra quem vai com crianças ou em grupos maiores com certeza um apartamento é uma ótima pedida.
Essa semana foi corrida com muita coisa no trabalho pra fazer após a viagem, compromissos no final de semana e hoje estou arrumando as malas pra ir pra NY, amanhã de manhã cedo vôo pra Big Apple encontrar outros blogueiros participando da VNVNY2011. Vou ter que trabalhar amanhã e sexta lá do escritório de White Plains mesmo, mas no tempo livre vou encontrar o pessoal pra programação oficial. Só estou desanimada com o tempo: aqui em Austin deliciosos 26 graus desde que voltamos, chegou até a 30 ontem, e em NY apenas 10 graus. Lá vou eu ter que colocar casaco de novo, argh! Vou postar fotos do celular durante a viagem, até a volta!
Na verdade chegamos ontem no final do dia, acabados com as muitas horas de viagem e o fuso horário. Todo mundo capotou as 6 da noite, eu acabei indo dormir umas 7:30 e acordamos as 5 da manhã. Julia foi pra escola toda contente com uma camiseta da Holanda. Espero que o jet lag passe rápido. Agora é arrumar as milhares de fotos e ir escrevendo os posts pra colocar aqui no blog…
O dia amanheceu bonito mas muito mais frio que todos os dias até então nessa viagem. O vento estava forte, o que piorava a situação. Tomamos café na estação Centraal e pegamos o ônibus ali fora mesmo para Zaanse Schans, que é uma mini cidade turística com moinhos em funcionamento, uma fábrica de queijo e um workshop de tamancos holandeses. Compramos um passe de ônibus com 10 passagens e o motorista carimbou nós 4 (adultos) pra ir e 4 pra voltar, saiu bem mais barato que comprar avulso. A viagem até lá leva uns 40-50 minutos.
O lugar é muito bonitinho, você não paga para entrar na área turística mas paga para entrar em cada moinho. Começamos pela fábrica de queijo mas eles não estavam demonstrando nada, só explicando como funciona de um modo geral. E depois da explicação, claro, você vai parar na loja que vende todos os queijos que eles mostraram. O bom é que dá pra provar todos eles, e a Julia adorou.
Depois da comilança fomos andando pela ruazinha que vai margeando o rio e os moinhos. Entramos em um moinho de giz, que estava em funcionamento. A vista lá de cima é bacana, mas a escada é super ultra íngreme pra chegar lá. A Julia e a minha mãe não subiram. O vento estava muito forte e um frio danado, a gente nem chegou até o último moinho e deu meia volta…
A essa altura estávamos com fome e pegamos o final do almoço no restaurante De Hoop op d’Swarte Walvis, que tinha um menu de sanduíches deliciosos e batatas-fritas idem (os holandeses são fãs de batatas-fritas que nem os belgas, e comem do mesmo jeito, com os molhos de maionese). Eu comi um de brie com mel e nozes, estava muito bom. Todo mundo gostou dos sanduíches, ótimos.
Depois do almoço (lento como sempre) continuamos andando na cidadezinha até o workshop de tamancos. Julia caiu no sono no carrinho mesmo e acabou nem vendo nada, uma pena, porque eu queria tirar uma foto dela experimentando os tamanquinhos! Os funcionários fizeram uma demonstração rápida de como eles fazem os tamancos, e tinha um vídeo passando que explicava a produção também. Tinha tamanco de tudo quanto é tamanho, cor, muito legal – só não eram baratos. Acho que o mais baratinho que eu vi começava em 40 euros. Como eu não tinha espaço na mala pra levar mesmo, foi bom pra não ficar tentada a comprar um.
Saímos do workshop e começou a chover, resolvemos ir embora que já estava ficando tarde mesmo. Os ônibus não circulam com muita frequência e tivemos que sair correndo pro ponto pra pegar um que estava chegando naquela hora, senão ia ser uma boa espera até o próximo (não lembro se eram 30 min ou 1 hora). Chegamos em Amsterdam no final do dia e resolvemos andar até o Moeders, restaurante típico holandês recomendado pelo Dani Duc. Estava lotado mas resolvemos esperar uma mesa – tarefa difícil porque não tem espaço pra ficar esperando e lá fora estava frio, tivemos que nos amontoar na porta. Nas paredes, fotos de mães – dos funcionários, dos clientes, qualquer mãe. O mais engraçado que as fotos eram de todo o tipo – desde fotos comuns de mães e filhos comemorando um aniversário ou simplesmente no sofá de casa à fotos de mães nuas com seus filhos! Realmente os holandeses não tem as inibições dos americanos (ou dos brasileiros) nesse sentido…
Finalmente pegamos uma mesa e pedimos a sopa de lagosta de entrada (que estava OK) e o prato principal pedimos o Dutch Ricedish, que é no mínimo pra 2 pessoas e vem um monte de pratos típicos caseiros: dois tipos de carne assada, linguiça, diversos acompanhamentos com batata, molho de maçã, repolho, pêras, etc. O mais impressionante foi que a tal da carne assada tinha o MESMO GOSTO exato da que a carne assada que eu sempre comi no Brasil. Fiquei chocada quando provei! Será influência holandesa no Brasil? Mas estava tudo bem feitinho, comemos muito, todo mundo gostou. De sobremesa pedimos um prato que vinha com 3 doces, mas não estavam tão memoráveis quanto a comida. No meio do jantar, uma mesa enorme que estava ocupando praticamente todo o restaurante começou a cantar parabéns pra você, foi uma curiosidade à parte
E foi desse jeito muito gostoso que fechamos o nosso último dia na Holanda e também da viagem, amanhã vamos acordar cedo pra arrumar malas, fazer check out e ir pro aeroporto. Até a volta, Amsterdam!
Começamos o dia indo ao Museu Van Gogh, que fica na Museumplein, uma das praças mais famosas de Amsterdam cercada por museus e onde fica a icônica placa IAMsterdam. O museu não permite fotos, infelizmente. A coleção é bem grandinha, apesar de que muitos quadros importantes de Van Gogh estão em outros museus da Europa (como o Musée D’Orsay em Paris, a National Gallery e Courtauld Gallery em Londres por exemplo).
Mesmo assim o museu vale a pena, mostrando os artistas que inspiraram o pintor, e as obras organizadas cronologicamente e agrupadas por fases. Julia pegou um folheto para crianças com uma brincadeira – fotos de pedaços das pinturas que ela tinha que encontrar a que quadro pertencem. Ela achou um ou dois no máximo mas ficou sem paciência logo, é melhor pra crianças mais velhas. Ela ficou contente mesmo quando o Gabe acabou o jogo pra ela e ganhou um cartão-postal do quadro dos Girassóis – nós estávamos lendo um livro infantil sobre Van Gogh pra ela antes de vir pra cá e ela gostou de ganhar o desenho.
Depois do museu, a Letícia e a Carol foram embora, pra grande tristeza da Julia que ficou sem a sua parceira de brincadeiras, e nós fomos pra Museumplein comer nas barraquinhas que tem por ali. Depois do almoço fraquinho fomos tirar umas fotos na praça com todo mundo, e depois foi a vez da Bárbara e do Hiro irem embora, levando o fofo do Jonas.
Nós então fomos andar pelas redondezas, explorando as ruas muito bonitinhas da área, tomando cuidado com as centenas de bicicletas…
Andamos até o Vondelpark, que estava bem cheio, o pessoal curtindo o dia de sol. O parque é gigante, pense em um Central Park de Amsterdam. Procuramos um playground pra Julia brincar, achamos um, mas era bem fraquinho (imagino que num parque enorme que nem esse tenham outros playgrounds melhores). Ela ficou lá um tempo gastando as energias. Enquanto esperávamos, notamos vários periquitos verdinhos voando por ali, que surpresa encontrar periquitos em plena Amsterdam!
Dentro do parque mesmo fomos até um restaurantezinho bonitinho (Groot Melkhuis) tomar um chá e comer torta de maçã, enquanto a Julia brincava mais um pouco no parquinho do restaurante (que era melhor que o outro parque público). Depois do lanche continuamos andando pelo parque e depois de volta para a Museumplein e passeando pelas ruas dos canais.
Julia adorou brincar nas letras da placa gigante, ela não queria sair dali!
Fomos até a Prinsengracht e quando vi que estávamos em frente ao restaurante Bo5, que tinha sido recomendado por uma amiga, entramos pra jantar. A comida estava muito boa, todo mundo gostou, francesa com influências marroquinas. Eu pedi o menu do chef (do dia) e não amei tanto, devia ter pedido a la carte. Meus pais e Gabe todos ficaram felizes com seus pratos, Gabe comeu um peixe com temperos marroquinos que estava muito bom. Pedimos esse trio de hamburguinhos da foto pra Julia, um de carne, um de peixe e um de mozzarella fresca com tomate e manjericão, mas claro que ela não comeu tudo e nós roubamos o resto. O serviço foi simpático mas leeeeento como sempre (realmente Amsterdam ganhou de Paris em termos de pior serviço, fácil). Tomamos sorvete na Ben&Jerry’s de sobremesa, atenção ao detalhe da vaquinha na placa da sorveteria… só em Amsterdam mesmo