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Archive for the ‘Cultura’ Category

Legally Blonde

February 4th, 2009 by Luciana Misura

Fui com algumas amigas assistir o meu primeiro musical da Broadway, Legally Blonde. Sim, sim, é bem bobo, super sessão da tarde como o filme, mas compramos um ingresso baratinho e deixamos as crianças em casa com os maridos e fomos conferir o espetáculo. Eu já tinha assistido vários musicais aqui nos EUA mas todos produzidos pela High School ou pelo grupo de teatro que a tia do Gabe dá aula. Sempre fico boba como esse gosto pelos musicais é mesmo uma parte forte da cultura americana. Grande parte dos atores aqui começou fazendo musicais nos tempos de escola, e sabem cantar e dançar bem, o que seria uma surpresa pra gente no Brasil.

O Legally Blonde é bonitinho, divertido, água-com-açúcar como o filme. Os produtores do filme são os mesmos do musical, então a montagem é bem fiel. As músicas são bem pop, os atores cantam muitíssimo bem e eu fico de queixo caído como eles podem cantar numa boa mesmo dançando freneticamente, como a atriz que cantou pulando corda como se fosse super natural. Os cenários foram simples, não sei se porque são os cenários do tour ou se na Broadway usaram os mesmos. Os cachorros das personagens principais fizeram o maior sucesso. Estava super cheio, ainda mais para uma quarta a noite. Agora estamos planejando de assistir Rent e Mamma Mia, dois clássicos da Broadway que estão vindo para Austin em maio e junho.

Not Afraid of the Dark

September 21st, 2008 by Luciana Misura

Por acaso essa semana lendo mensagens em um forum de mães uma delas comentou que o Ballet Austin faria uma apresentação no final de semana chamada Not Afraid of the Dark, um ballet com efeitos especiais para crianças. Imediatamente já fui procurar detalhes sobre o show, já que eu adoro ballet e achei as fotos muito bacanas. Chamei as amigas e a Isabella topou, e lá fomos nós no domingo de tarde para o histórico Paramount Theatre em downtown Austin.

Chegamos bem na hora que o ballet ia começar e não deu para ver bem o teatro, que parece bem legal. É bem pequenininho e estava lotado com crianças de todas as idades (tinha gente até com bebê). O ballet foi muito bacana, uma pena a Julia não ser mais velha para assistir! Qualquer criança ia adorar, as que estavam lá faziam ooooooohhhhhs e davam gargalhadas com as letras das músicas e os dançarinos vestidos de preto com acessórios fluorescentes flutuando no escuro. O tema é a noite de uma criança – do final do dia de brincadeira, passando pela hora do banho, colocando o pijama e indo para cama, o medo dos barulhos no escuro, os monstrinhos debaixo da cama, os sonhos, até o amanhecer do dia seguinte. E claro, mostrando para os pequenos porque não precisam ter medo do escuro. A trilha sonora é excelente, eu não conhecia o cantor e compositor infantil Joe Scruggs e me surpreendi. Saí de lá com o CD para a Julia e as musiquinhas simpáticas no ouvido. Foi a primeira vez que esse espetáculo foi apresentado e espero que o Ballet Austin decida repetir todos os anos, para que eu possa levar a Julia no futuro!

cirque du soleil

May 16th, 2006 by Luciana Misura



cirque du soleil

Originally uploaded by lucianamisura.

Vai comecar ja ja…

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Depois do show: M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O. Só vendo pra conseguir entender o quão fantástico o Circo é. Assistimos ao espetáculo Varekai, que nem é novo nem nada mas tudo é lindo, dos movimentos precisos e dificílimos dos acrobatas (tem uma mulher que deveria ser estudada, não é possível que ela tenha ossos ou espinha!) às roupas, iluminação (os vaga-lumes voando em cima da platéia são simples e geniais), cenário (o palco com seus vários buracos secretos é demais) e destaque para a música, ao vivo e linda, estou pensando seriamente em comprar o CD. Se você estiver em alguma cidade no caminho do Cirque du Soleil, só tenho uma coisa a dizer: vá. Vale cada centavo.

PS: Infelizmente fotografia não é permitida, o Gabe tirou essa foto com o meu celular antes do show começar e levou a maior bronca.

Cirque du Soleil apresenta…LOVE!

May 1st, 2006 by Luciana Misura

Eu já estava querendo ir a Las Vegas faz tempo, agora encontrei mais um incentivo: o Cirque du Soleil estréia em julho o espetáculo LOVE, que é um tributo aos Beatles. Vai ser um arraso, a performance do Cirque com a música dos Beatles e o teatro 360 graus do hotel Mirage, putz! Já estou de olho no feriadão no final de agosto pra gente ir até lá…

Uma colagem musical

December 16th, 2004 by Luciana Misura

Fomos novamente naquela escola onde tirei as fotos da peça de teatro, desta vez para um evento chamado Collage, que é literalmente uma colagem musical. Os estudantes que participam da orquestra, banda, grupo de jazz, de sinos e coral se apresentam sem intervalo, emendando uma música com o grupo de cordas por exemplo com outra cantada pelo coral, com outra tocada pelo grupo de sinos, e por aí vai.

Foi muito legal, principalmente pelo grupo de sinos, que eu acho lindo – elas tocaram uma das músicas de “O Quebra-Nozes” que todo mundo conhece, e o coral no final que cantou um arranjo lindíssimo do hino americano (eram uns 100 adolescentes no coral) de deixar a platéia com lágrimas nos olhos – incluindo os meus pais, que nem a letra da música entendem. É o poder de uma boa música…





Escher no Google

June 17th, 2003 by Luciana Misura

E hoje o Google faz uma homenagem a um dos meus artistas preferidos: M.C. Escher. Seria o aniversário desse artista fantástico, que criou gravuras totalmente baseadas em matemática e geometria, cheias de perspectivas distorcidas. Cada desenho de Escher é de dar um nó na cabeça, e melhor, um mais lindo do que o outro.

O desenho que o Google usou para a brincadeira com o logo foi o famoso Drawing Hands. Entre os meus preferidos estão Sky and Water e Day and Night (abaixo), com suas transições impressionantes. High and Low e House of Stairs são alguns de perspectivas surreais, mas que da forma maravilhosa que foram feitas, parecem perfeitamente possíveis. Sua obra mais fascinante é Metamorphose, um mural gigante com transformações diversas.

Escher nasceu na Holanda e viveu um bom tempo na Itália, onde produziu grande parte do seu trabalho. Ele morreu aos 73 anos, em 1972.

Science Musem

June 8th, 2003 by Luciana Misura

Eu estou atrasada com os meus posts mas o marido não está…

Medici, Michelangelo e o Renascimento

June 4th, 2003 by Luciana Misura

Fomos ao Detroit Institute of Arts para a exposição Magnificenza!, Os Medici, Michelangelo e a Arte do final do Renascimento em Florença. Esta exposição já esteve em Chicago, quando fui ao Art Institute of Chicago, mas estava tão cheia que não pude ver.

A exposição foi dividida em salas com os trabalhos artísticos desenvolvidos com o patrocínio de cada um dos Duques da família Medici. Desde 1537 até 1621, sucessivos herdeiros se tornaram Duques em Florença e contratavam artistas para criarem obras de arte que aumentassem o prestígio e o nome da família. De pinturas a esculturas, passando por tapeçarias e trabalhos em pedra, a produção artística foi enorme, e Michelangelo foi o líder. Ele inspirou uma legião de discípulos, que o consideravam “divino”.

O que eu mais gostei foram as esculturas e os trabalhos em pedra, todos fantásticos. A escultura de Michelangelo “Apollo/Davi” na época foi uma revolução, tanto pela postura do modelo quanto pelo fato de poder ser vista de qualquer ângulo. Os trabalhos em pedra, todos em granito, como na foto abaixo, são impressionantes: um verdadeiro quebra-cabeças, de pedras coloridas cortadas finíssimas e montadas de acordo com suas texturas.

Os três “Bs”: Bach, Beethoven, Brahms

May 3rd, 2003 by Luciana Misura

Ontem fomos a um concerto com músicas de Bach, Beethoven e Brahms. A orquestra, Macomb Symphony, é a que o meu sogro toca (ele toca viola agora, antes tocava violino). Acho que toda a comunidade alemã da região estava lá, nunca vi tanta gente por aqui falando em alemão junta (os três compositores são alemães).

Eles tocaram uma das minhas músicas preferidas de Bach, uma sinfonia de Beethoven muito bonita (Fantasy), com uma pianista fantástica que tocou a peça inteira interagindo com a orquestra SEM ler a música, tudo de cabeça. A peça de Brahms não gostei muito, achei monótona. Um coral bem grande cantou em Fantasy e Jesus Joy (de Bach, que o nome em português é Jesus Alegria dos Homens). Mas a melhor foi no final, a Toccata e Fuga, de Bach, que deixa a orquestra doidinha, os instrumentos “conversando” numa velocidade absurda.

Mozart’s Requiem

January 24th, 2003 by Luciana Misura

Ontem fomos a um concerto da DSO (Detroit Symphony Orchestra), que apresentou Requiem, de Mozart. A história dessa composição é muito interessante e quem assistiu ao filme Amadeus provavelmente vai lembrar da obsessão de Mozart antes de morrer, compondo o Requiem (que é uma homenagem póstuma, pode ser um discurso ou música). O programa tem um texto interessante, vou traduzir e resumir: Mozart começou a escrever o Requiem sob encomenda de um desconhecido, que exigiu o anonimato quando contratou o músico. Este pedido aconteceu apenas alguns meses antes da morte de Mozart, que estava muito doente e durante a composição desta sinfonia começou a ter pressentimentos de que estaria compondo o seu próprio Requiem. Por causa disso, se tornou obcecado em escrever uma música suave, tranquilizante e confortante, que era a idéia que ele fazia da morte, segundo cartas a seu pai – e também uma sinfonia que fosse sua obra-prima, que fizesse jus a todas as suas composições anteriores. Morreu deixando a sinfonia quase pronta, e os trechos inacabados foram finalizados por um dos seus assistentes.

A apresentação foi no Detroit Orchestra Hall, que é o prédio original de concertos da cidade, construído em 1919 – e chegou a virar uma Igreja nos anos 50 – antes de ser restaurado e se tornar novamente palco para apresentações musicais. O estilo arquitetônico é bem parecido com o da Detroit Opera House, onde fui assistir aos ballets e publiquei as fotos aqui no site, só que menos suntuoso.