Fotos de Taliesin West
September 26th, 2005 by Luciana MisuraNa onda de colocar fotos que eu estava devendo, também coloquei as fotos da visita que fizemos a Taliesin West, mais uma obra prima de Frank Lloyd Wright.
Na onda de colocar fotos que eu estava devendo, também coloquei as fotos da visita que fizemos a Taliesin West, mais uma obra prima de Frank Lloyd Wright.
Eu e Gabe somos fãs do trabalho desse fantástico arquiteto e estamos sempre planejando uma visita a uma de suas obras, mas para quem nunca ouviu falar nele ou quer conhecer mais, vale dar uma lida na sua biografia no site do Design Museum.
Uma das atrações de Scottsdale é a casa e sede da Fundação de arquitetura Frank Lloyd Wright, Taliesin West. Nós resolvemos fazer um tour diferente: escolhemos o Night Lights on the Desert, que começou as 7h30 da noite – ao pôr-do-sol. Assim vimos a casa com a luz do final do dia e iluminada à noite. Construída em 1937, essa era a casa de inverno que Wright utilizava para fugir do frio do Wisconsin, onde fica a primeira Taliesin. Seus aprendizes também viviam no local, e junto com eles FLW construiu esta casa, usando pedras e areia do deserto Sonoran. Até hoje a Fundação de arquitetura é ativa, e 70 pessoas moram e trabalham no local. Os teatros eram usados pelos aprendizes, já que FLW acreditava que a música era parte da educação e todos os seus alunos estudavam um instrumento musical. Encerramos o tour com o Gabe dando uma canja no piano do teatro original, que tem acústica perfeita.
Fomos para Fallingwater (Casa da Cascata), provavelmente a obra mais famosa de Frank Lloyd Wright, de manhã cedinho. Fomos no tour especial de 2h de duração e que permite tirar fotos por dentro da casa, como vocês podem ver pelas fotos. De lá passamos pelo parque Ohiopyle, um dos maiores da região sul da Pennsylvania, paraíso do pessoal que gosta de rafting e trilhas. A cachoeira maior, Cucumber Falls, é dentro do parque. Seguindo a estrada que passa pela cachoeira, fica a outra casa que visitamos, Hagan House em Kentuck Knob, também do mesmo arquiteto e um dos últimos projetos dele. Esta casa é propriedade privada e não permitem fotos lá dentro, uma pena, porque é bem interessante. Saímos da lá e pegamos a estrada para o parque Laurel Hills, também lindo, com trilhas, cachoeiras, praia no rio e muita gente curtindo o tempo bom. Esse parque tem ursos e coiotes nas áreas mais remotas, mas a gente só andou nas trilhas mais comuns, perto da estrada. Encerramos o dia dirigindo até West Virginia, onde ficamos em um hotel perto de Seneca Rocks, que iríamos visitar no dia seguinte. Tem muitas outras fotos que eu ia colocar aqui, mas fui cortando no final, já que tem tantas, e nem coloquei o terceiro dia ainda!
Quem reparou o Gnomo na placa da Fallingwater? Vou fazer uma página separada para as fotos do Gnomo…










Ainda faltam as fotos de sábado, ufa!
Se você não viu as fotos de Chicago do ano passado, veja aqui.
Segunda-feira choveu e o tempo estava cinza o tempo todo. Arrumamos tudo para a viagem de volta e fomos aproveitar o que restava do dia: pegamos o metrô e fomos para o Upper East Side, na tentativa de ir ao Metropolitan Museum. Como não tínhamos nenhum guia de viagem conosco, não sabíamos o básico: o Metropolitan fecha toda segunda. Chegamos lá e demos de cara na porta, assim como outros turistas desavisados.
Rumamos para o Guggenheim, sem saber se estaria aberto, mas eu queria ver o lugar. Para nossa sorte estava aberto – e foi muita sorte, porque a parte externa do museu está bem precisando de uma reforma. Parece que todo mundo que não entrou no Metropolitan foi para lá, estava lotado. A exposição principal era “De Picasso a Pollock”, e vi todos os pintores modernos que tanto os professores falavam nos tempos de faculdade – como Kandinsky, Leger, Mondrian, entre outros. Eu particularmente não gosto muito de arte moderna, com poucas exceções – como Picasso por exemplo. Então acabei ficando mais encantada mesmo é com a arquiteura – obra do gênio Frank Lloyd Wright.

De lá fomos para o apê pegar as malas e pro aeroporto. O nosso vôo foi para a Philadelphia e de lá para Detroit. Ficamos horas no aeroporto (das 18h30 até 22h30, quando saía o nosso vôo) que é muito bacana e tem cadeiras de balanço espalhadas pelos corredores, além de lojas legais e muitos restaurantes – comemos no Cibo Bistrô, acho que foi a melhor comida em um aeroporto que já provei – e desabou um temporal absurdo. Resultado: o vôo só saiu meia noite, depois de horas na pista sendo sacudidos pelo vento. Chegamos quase 2h da madrugada em casa, totalmente acabados.
NY, até a volta!
Meus pés não estão mais respondendo à minha vontade. Andamos tanto ontem que estou com bolhas nos pés. Fez um dia lindo, sol, céu azul e temperatura por volta de 1, 2 graus. Ainda tem um pouco de neve nas calçadas. Saímos do hotel e fomos procurar um lugar para tomar café no caminho para o ponto do Trolley, que é um ônibus com cara de bonde que passa por pontos turísticos e é de graça. Entre a Michigan Ave onde fica o hotel e o lago Michigan (um dos Grandes Lagos), tem uma área verde que me lembrou muito o aterro do Flamengo, no Rio. Os prédios todos são também bem antigos e as entradas de serviço são umas ruazinhas estreitas com um ar misterioso.

Fomos até o ponto que fica em frente à loja Marshall Fields da qual falei ontem, dessa vez tirei fotos das vitrines, sempre com um monte de gente na frente.

Pegamos o trolley da linha vermelha até a Water Tower, que era onde a cidade mantinha o controle da água no século passado. De lá fomos andando pela Chicago Ave, procurando pela casa do arquiteto Frank Lloyd Wright. Andamos até descobrirmos que era naquela rua só que em outra cidade (a rua simplesmente tem quilômetros, e atravessa mais de uma cidade), aí pegamos um táxi.

Chegamos na casa, que fica em Oak Park, um subúrbio de Chicago que começou a ser ocupado lá pelos 1800. Frank Lloyd Wright é um dos mais aclamados arquitetos americanos, sua filosofia era que uma casa deveria se integrar ao terreno, à natureza a sua volta, fazer parte da paisagem. Ele projetava tanto o exterior quanto a decoração, móveis, vitrais e seus projetos usavam muita madeira. Esta casa foi construída no começo de sua carreira; então com 22 anos, em 1889, e foi sendo seu laboratório para testes até sua mudança no começo do século 20. Hoje permanece preservada exatamente da forma como o arquiteto a deixou, e durante todo o dia acontecem visitas (sempre guiadas, os ingressos são vendidos na lojinha que funciona no local).
A casa sofreu várias alterações e ganhou adições, feitas pelo próprio Wright, culminando no estúdio ao lado da casa que já mostrava bem o seu estilo: misturando influências orientais, mudanças de ambiente dramáticas – variando altura do teto, tamanho dos cômodos e entrada de luz para provocar reações específicas nos visitantes e o seu conceito de “verdade” da arquitetura, onde o exterior do prédio deve demosntrar o que se encontra lá dentro. Valeu a pena, recomendo para todo mundo que tiver um pouquinho de interesse em arquitetura. A lojinha é outra atração à parte, tem um monte de réplicas maravilhosas dos vitrais e dos desenhos em diversos objetos para a casa e saímos de lá com um livro e um enfeite para a nossa árvore de Natal, que mistura os desenhos geométricos do arquiteto em uma forma tridimensional. Ah, infelizmente não é permitido tirar fotos dentro da casa (explicação direta do guia: não querem ninguém vendendo fotos por aí e tirando dinheiro da lojinha oficial).

Saímos de lá umas 5 da tarde e como já estava escuro e não tínhamos almoçado, fomos para o Navy Pier para comer alguma coisa. Como o nome diz, é um pier no lago Michigan, onde construíram um shopping center enorme que tem um monte de restaurantes, um Museu para Crianças, uma roda gigante, uma área verde fechada e várias lojinhas com todo o tipo de souvenirs para turista. Estava lotado, ainda mais porque tem uma área que foi montada especialmente para o Natal com pista de patinação no gelo e um monte de atividades para crianças. Tudo muito bonito, bem decorado, parecia que você estava mesmo em um cenário de filme de Papai Noel. Mais uma vez a pista de patinação estava lotada e eu não tive vontade de me meter lá no meio da confusão. Já vi que não vou patinar no gelo tão cedo…

Fomos jantar no Bubba Gump, que é o restaurante de camarão do Forrest Gump (aquele mesmo que o Forrest abre no filme, com todas as especialidades de camarão das quais seu amigo Bubba tanto falava). Chegando lá um sósia do Forrest estava sentadinho no banco em frente ao restaurante, com a mesma roupa que ele usa no filme, conversando com todo mundo que sentava ao seu lado. Muito legal, claro que eu fui lá falar com o Forrest e tirar uma foto. O restaurante é um barato, todo decorado conforme o filme e a trilha sonora mantém o clima. Me empanturrei de camarão, claro, muito bom – comi um prato de camarão à moda de New Orleans, com Bourbon sauce, hummm. Tem uma lojinha bacana anexa ao restaurante que além do filme e da trilha sonora vende todos aqueles produtos mencionados no filme, como a camiseta Have a Nice Day e adesivos Shit Happens. Eu que sou fã do filme e de camarão, adorei.
Voltamos para o hotel praticamente andando, já que o trolley da linha que vem até aqui não apareceu. Hoje vamos ter que inventar alguma coisa para fazer que não exija esforço físico, estou acabada! Ah, estou postando do business center do hotel, mas não estou lendo e-mails nem comentários, só quando voltar para casa.