Fotos de Taliesin West
September 26th, 2005 by Luciana MisuraNa onda de colocar fotos que eu estava devendo, também coloquei as fotos da visita que fizemos a Taliesin West, mais uma obra prima de Frank Lloyd Wright.
Na onda de colocar fotos que eu estava devendo, também coloquei as fotos da visita que fizemos a Taliesin West, mais uma obra prima de Frank Lloyd Wright.
Quinta a noite fomos para o Arizona, passamos uns dias no calor (entre 35 e 41 graus!) e voltamos ontem a noite. Curtimos o deserto, fomos a Sedona, visitamos Taliesin West (uma das casas de Frank Lloyd Wright) e fizemos um passeio de balao! Enquanto isso, 11 graus aqui em Detroit…
Acordamos 4h30 (argh!) da manhã para o passeio de balão. A gente foi com a Hot Air Expeditions, que é uma empresa que promove esses passeios e tem vários balões, todos que voaram com a gente tinham capacidade para 10 pessoas. São balões enormes, com 250 mil pés cúbicos de ar – em comparação, balões de competição tem aproximadamente 70 mil pés cúbicos. Eles pegaram a gente no hotel e fomos para um campo onde as equipes já estavam desempacotando os balões e começando a inflá-los. Em meia hora estava tudo pronto e começamos a subir!
Os balões se movem lentamente, então não tem nenhum estresse no passeio. Eles sobem e descem de acordo com as correntes de vento que o piloto decide pegar carona. Em certos momentos ficamos bem pertinho do chão, outras horas a 5 mil pés! A única coisa ruim foi que eu e Gabe ficamos bem embaixo do maçarico, então toda vez que ele precisava esquentar o ar dentro do balão, a gente ficava com a cabeça tostada, é super quente ali embaixo e o cheiro do gás não é muito agradável. Sobrevoamos Scottsdale e ao longe víamos a cidade de Phoenix. De vez em quando dava para ver alguns animais: ovelhas, vacas e coyotes marcaram presença. E muitos, muitos cactos! Os cactos são protegidos pelo governo, e esse tipo específico de cacto que tem para todo lado (esqueci o nome, vou ter que olhar depois) fica super alto, mais de 2 metros de altura, e para crescer o primeiro bracinho leva entre 50-75 anos! Eles estavam cheios de flores no topo, as flores são bonitinhas mas só vivem 24 horas.
Depois de uma hora e meia de vôo, finalmente chegamos ao local do pouso, que é a parte mais difícil – por causa da inércia, o cesto vai sendo arrastado pelo chão, como um avião pousando e quicando as rodas na pista. Só que como o balão não tem freio, ele só para mesmo por causa do atrito. Mas foi tranqüilo, a nossa cesta nem virou de lado, e fomos recebidos pela van de resgate que já estava armando as mesas para o café da manhã. Fomos devidamente “batizados” com champanhe em comemoração ao nosso primeiro vôo e tomamos café no meio do deserto. Muito legal!
A fantástica área de Sedona fica a pouco menos de duas horas de carro partindo de Scottsdale. Saímos no domingo de manhã e chegamos lá pelo meio-dia. O sol estava forte, 41 graus, a gente mal saía do carro e já estava torrando. A câmera ficava fervendo em poucos minutos!
Nem nos animamos para fazer nenhuma das trilhas, por causa do sol e da temperatura. Andar 2, 4, 6 milhas debaixo de um sol desses é arriscado. Fomos de carro mesmo a vários dos pontos turísticos e esperamos o final da tarde para fazer a trilha Vista no Boyne Canyon e pronto, não dava para fazer muito mais que isso à pé. Vimos um coyote quando estávamos voltando para o carro, mas ele se escondeu rapidinho nos arbustos. Felizmente não nos deparamos com nenhuma cascavel (mas bem que eu queria ter visto uma).
Vimos o pôr do sol do aeroporto, que fica no topo de uma montanha com o topo plano, foi bonito mas como não tinha nenhuma nuvem no céu, não teve o efeito dramático das cores. E para quem não reparou, a última foto é da lua nascendo perto de uma das rochas, logo depois do pôr do sol.
Uma das atrações de Scottsdale é a casa e sede da Fundação de arquitetura Frank Lloyd Wright, Taliesin West. Nós resolvemos fazer um tour diferente: escolhemos o Night Lights on the Desert, que começou as 7h30 da noite – ao pôr-do-sol. Assim vimos a casa com a luz do final do dia e iluminada à noite. Construída em 1937, essa era a casa de inverno que Wright utilizava para fugir do frio do Wisconsin, onde fica a primeira Taliesin. Seus aprendizes também viviam no local, e junto com eles FLW construiu esta casa, usando pedras e areia do deserto Sonoran. Até hoje a Fundação de arquitetura é ativa, e 70 pessoas moram e trabalham no local. Os teatros eram usados pelos aprendizes, já que FLW acreditava que a música era parte da educação e todos os seus alunos estudavam um instrumento musical. Encerramos o tour com o Gabe dando uma canja no piano do teatro original, que tem acústica perfeita.