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Archive for the ‘Bélgica’ Category

Índice da viagem para a Europa

April 27th, 2011 by Luciana Misura

- 1o dia – Paris: Chegando em Paris
- 2o dia – Paris: Torre Eiffel e Museu D’Orsay
- 3o dia – Paris: Primavera em Paris
- 4o dia – Paris: Paris com chuva
- 5o dia – Paris: Mudança de planos, Sainte Chapelle e Palais Royal
- 6o dia – Paris: O Mickey fala francês
- 7o dia – Paris: Relaxando no Jardim de Luxemburgo
- 8o dia – Paris/Bruxelas: Au revoir, Paris! Prazer em conhecer, Bruxelas
- 9o dia – Bruges: Um dia em Bruges
- 10o dia – Amsterdam: Chegando em Amsterdam
- 11o dia – Amsterdam/Lisse: Um dia no Keukenhof, o jardim de tulipas
- 12o dia – Amsterdam: Explorando Amsterdam
- 13o dia – Amsterdam/Zaanse Schans: Zaanse Schans, a Holanda dos moinhos

Utilidade: O apartamento em Paris

Um dia em Bruges

April 8th, 2011 by Luciana Misura

Pegamos o metrô pra estação Bruxelles Midi de onde saem os trens para Bruges. Compramos os tickets de ida e volta direto no guichê, e ganhamos um desconto para família viajando junta, que baixou o preço dos tickets consideravelmente. A sinalização da plataforma era péssima, demos umas voltas tentando encontrar a plataforma certa e quando chegamos lá uns funcionários estavam avisando que o trem tinha mudado de plataforma e ia sair em poucos minutos. Todo mundo correndo descendo escada e subindo pra chegar na plataforma certa, uma confusão. Enfim entramos no trem, a viagem foi tranquila, em torno de uma hora com várias paradas.

Chegamos na estação de Bruges e atacamos umas batatas fritas belgas numa lojinha ainda dentro da estação – maravilhosas! As batatas fritas belgas não são famosas por nada – elas são fritas duas vezes pra serem crocantes por fora e molinhas por dentro. Eles tem uma variedade enorme de molhos, a maioria absoluta é a base de maionese, nós pedimos o Andalouse que me foi recomendado pela @danibelgium e eu adorei.


Pegamos um ônibus da estação de trem para o Grote Markt de Bruges. É uma viagem rapidinha, e estava um dia lindíssimo mas bem frio. Chegamos na praça que é bem bonita e estava com os canteiros todos floridos. Muita gente, charretes pra levar os turistas pra passear, vários restaurantezinhos, os prédios lindos super antigos (a torre do sino é do século 12!).




Resolvemos fazer um roteiro a pé mesmo que estava no meu guia de viagens e fomos explorando as ruazinhas e canais dessa cidade medieval super fotogênica. Não entramos no Frietmuseum (Museu da Batata-Frita) e por causa do frio achamos melhor não fazer o passeio de barco pelos canais (o vento ia ser de matar). Julia ia “fotografando” tudo – principalmente os patinhos e cisnes nos canais, os barquinhos passando nos canais maiores. O salão do Burg estava fechado para um casamento e não pudemos entrar. Ainda vimos os noivos chegando na hora que estávamos ali, em uns carros antigos bacanas. Andamos bastante até voltarmos a praça principal e bater a fome, aí fomos procurar um restaurante pra almoçar.









Escolhemos a simpática Brasserie Matin Midi, e demos muita sorte com a comida que estava deliciosa! Eu pedi uns croquetes de camarão que supostamente são típicos da Bélgica (com o impronunciável nome Garnalenkroketjes), o Gabe foi de salada com queijo de cabra, meus pais comeram omeletes com saladas, todo mundo gostou. Meu pai bebeu a cerveja local de Bruges, chamada Brugse Zot e adorou. Julia estava dormindo no carrinho e nem acordou pra comer.


Depois do almoço continuamos a andança por outra parte da cidade. Passamos pela Catedral de São Salvador que estava em obra, andamos até a outra catedral e margeando um dos canais até dar a volta e chegar ao Burg e depois a praça principal de novo. Com uma nova parada para mais batatas fritas deliciosas, dessa vez com um molho de alho, nham nham.




Na Markt entramos num dos restaurantes pra comer waffle, que estavam gostosos mas esses não eram waffles de Liège e sim de Bruxelas, que não são tão gostosos. A massa realmente faz uma diferença! Depois do lanche com chá para esquentar, pegamos o ônibus e o trem de volta pra Bruxelas, que já estava ficando tarde e a gente ainda tinha que arrumar as malas pra seguir viagem no dia seguinte pra Amsterdam.



A nossa passagem pela Bélgica deixou a maior vontade de voltar pra conhecer melhor esse país pequenininho mas bem interessante (e com comida deliciosa!).

Au revoir Paris! Prazer em conhecer, Bruxelas

April 7th, 2011 by Luciana Misura

Acordamos cedo pra poder dar uma arrumada geral no apartamento e fazer as malas antes de ir embora. O nosso trem (Thalys, de alta velocidade) para Bruxelas estava marcado para 13h saindo da Gare du Nord. O dono do apartamento chegou um pouco depois das 11 da manhã que tínhamos combinado, deu uma olhada rápida e entregamos as chaves, tudo tranquilo.

Saímos com as nossas malas para pegar o RER B (a estação fica literalmente a poucos metros da entrada do prédio) até a Gare du Nord. A viagem foi rápida e simples, a única parte chata foi o elevador da plataforma do RER B até a plataforma dos trens – tinha um elevador só, super lento e pequeno, não cabíamos todos e só para subirmos os 5 com as malas levamos uns bons 30 minutos esperando! Outra bobagenzinha chata foi que o nosso ticket eletrônico do Thalys, que supostamente poderíamos retirar nas máquinas da estação (de acordo com o email que eu recebi deles), tinham na verdade que ser retirados no guichê. Ficamos um bom tempo tentando descobrir como fazer na máquina pra no final das contas ter que gastar um tempo na fila pra fazer a troca do voucher pelos tickets. Compramos um lanche no Paul pra comer no trem no caso da gente não simpatizar com a comida do vagão restaurante. Embarcamos, colocamos as malas no porta bagagem e fomos pros nossos assentos marcados (os assentos todos no Thalys são reservados). A viagem foi rápida (1h22 minutos de Paris a Bruxelas direto) passando por campos verdinhos e floridos. Mas não vi muito, dormi quase o tempo todo…


Chegamos em Bruxelas na estação Midi e fomos procurar um táxi pro hotel. Aconteceu aí uma situação muito chata, que foi piorada pela inabilidade dos belgas de se comunicarem adequadamente. Acontece que na Bélgica existe uma lei que todas as pessoas dentro de um táxi tem que ter o seu próprio assento. Incluindo crianças. Ou seja, a Julia não poderia ir no nosso colo como sempre fizemos em Paris ou mesmo nos EUA (crianças não precisam ter seu próprio assento e são isentas da lei da cadeirinha em táxis por aqui). Então nenhum táxi aceitava nos levar. Só que eles NÃO explicavam isso pra gente. Nós lá na fila esperando, todos os táxis passando e levando as pessoas que estavam atrás da gente e fazendo sinal pra gente que não, pra gente esperar outro táxi. Estávamos já morrendo de raiva sem entender nada, aí apareceu um taxista que falou que ia nos levar e nos deu um preço (alto por sinal) perguntando se concordávamos. A gente sacou que tinha alguma coisa estranha e ilegal na história e recusou, mas continuávamos sem saber qual era o problema. Resolvemos sair da fila e ir andando pra ver se conseguíamos pegar um táxi na rua e por sorte vi um táxi grande (uma van) que tinha deixado umas pessoas na estação e sinalizei pra ele parar. Ele nos levou para o nosso hotel, o moderninho colorido Hotel Pantone. Já nos esperando no hotel estava a queridíssima Tereza, que é amiga de blog há anos e mora em Bruxelas, e que seria a nossa guia por um dia. Fizemos o check-in, levamos as malas pro quarto e fomos pra rua começar a explorar a cidade. Detalhe: Julia não queria sair do hotel, ela ficou apaixonada pelo “hotel lindo”.




Estava um dia espetacular de sol e a temperatura super agradável (um ventinho frio batia de vez em quando). As flores da primavera estavam por todo o lado e fomos caminhando do hotel para a Avenida Louise, e de lá até a praça do Petit Sablon, muito lindinha. Julia achou logo um monte de sapinhos nadando no lago. De lá entramos na igreja em frente, a Notre Dame du Sablon, em estilo gótico e com vitrais lindíssimos.








Continuamos a caminhada rumo ao Grand Sablon, onde ficam várias lojas de chocolates maravilhosas. A primeira parada foi na Pierre Marcolini, loja chique, chocolates finos e a maioria amargo ou meio amargo. Provamos alguns, gostei mas não achei um espetáculo, e seguimos em frente. Próxima parada na Leonidas, que tinha um monte de ovinhos de Páscoa pequenininhos com uma infinidade de recheios deliciosos. Demos a volta na praça admirando as vitrines das outras lojas de chocolate já enfeitadas para a Páscoa e tive que parar na Univers du Thé, uma loja especializada em chás fantástica. Adorei o jeito que eles arrumaram os chás, em pequenos potinhos fechados que você podia ver e abrir para cheirar, e todos eles tinham etiquetas com a descrição da mistura e o nível de cafeína. O vendedor entendia muito de chás e batemos o maior papo com ele, ele foi mostrando cada chá raro maravilhoso incluindo um “chá azul” que é um chá verde que é seco com creme de leite e tem um cheiro incrível delicioso. Até um chá Ipanema eles tinham, com pitangas secas misturadas com as folhas de chá. Comprei dois chás diferentes e saí de lá pensando que queria uma loja assim perto de casa…ai ai…





A Tereza foi nos guiando pelas ruas e contando o que sabia dos lugares, passamos pelo Museu Real de Belas Artes, Museu Magritte, até o Palácio do Rei. Paramos numa carrocinha porque a Julia quis comer um waffle e minha nossa, que waffle absolutamente maravilhoso! Sem nada, só um pouquinho de açúcar por cima, mas a massa era deliciosa (esse era um waffle de Liège). Fizemos a volta e caminhamos até a Grand Place. Realmente a Grand Place é linda demais, pena que chegamos já com o sol um pouco mais baixo do que eu gostaria, mas tudo bem. Todos os prédios ao redor são lindos, é impressionante. Ficamos lá um bom tempo admirando cada um, Julia correndo, olhando os quadros que estavam sendo vendidos e fingindo que estava fotografando tudo.









De lá andamos até a estátua do Manequinho, que por acaso neste dia estava sem nenhuma roupinha especial, e como todo mundo fala, é uma estátua pequenininha e não tem muita graça. Pra chegar lá passamos por mais um monte de lojas de chocolate absurdamente lindas e vendedores de waffle. Seguimos atravessando as Galerias Royal Saint Hubert, e mais lojas de chocolate com vitrines lindas (já deu pra ver que essa cidade é o paraíso do chocolate).






No final da Galeria, viramos numa ruazinha estreitinha cheia de restaurantes, rumo ao Chez Leon, que é um dos restaurantes mais tradicionais da cidade. O objetivo era comer os mexilhões belgas famosos e tomar cerveja, claro. Eu bebi uma Tourtel, que é sem alcóol, só pra matar a vontade. ;-) A comida estava OK, com certeza o preço é mais pela fama do lugar do que pela qualidade. Depois do jantar tivemos que parar numa lojinha de waffles pra comer uns waffles caprichados de sobremesa, eu comi um com chocolate e chantilly por cima e o Gabe dividiu um com a Julia cheio de morangos e chantilly. Com certeza os melhores waffles que eu já comi na vida.




Tentamos achar um táxi pra voltar pro hotel mas não demos sorte, não vimos nenhum táxi grande e só apareceu taxista querendo dinheiro por fora pra levar a gente, então fomos de metrô mesmo. A Tereza ficou revoltada com essa história do táxi e conversou com um motorista, que confirmou o que a gente tinha ouvido antes. Ela prometeu que ia investigar se isso era tudo verdade. Fomos entrão pro metrô, que é arrumadinho e limpinho. Não tem catraca, então você não pode esquecer de validar o ticket na hora que entra ou pode tomar uma multa depois. Fizemos uma baldeação, nos despedimos da nossa querida guia Tereza, e depois fomos andando da estação na Avenida Louise para o hotel. Chegamos acabados, e com a sensação que gostaríamos de conhecer melhor Bruxelas. Sempre ouvi de todo mundo que é uma cidade feia, sem graça, mas o nosso dia foi ótimo e queria ter tido tempo de entrar nos museus por exemplo. Acho que o solzão, céu azul e temperatura amena colaboraram com a boa impressão da cidade – e a Tereza, claro!