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Archive for the ‘Paris’ Category

Índice da viagem para a Europa

April 27th, 2011 by Luciana Misura

- 1o dia – Paris: Chegando em Paris
- 2o dia – Paris: Torre Eiffel e Museu D’Orsay
- 3o dia – Paris: Primavera em Paris
- 4o dia – Paris: Paris com chuva
- 5o dia – Paris: Mudança de planos, Sainte Chapelle e Palais Royal
- 6o dia – Paris: O Mickey fala francês
- 7o dia – Paris: Relaxando no Jardim de Luxemburgo
- 8o dia – Paris/Bruxelas: Au revoir, Paris! Prazer em conhecer, Bruxelas
- 9o dia – Bruges: Um dia em Bruges
- 10o dia – Amsterdam: Chegando em Amsterdam
- 11o dia – Amsterdam/Lisse: Um dia no Keukenhof, o jardim de tulipas
- 12o dia – Amsterdam: Explorando Amsterdam
- 13o dia – Amsterdam/Zaanse Schans: Zaanse Schans, a Holanda dos moinhos

Utilidade: O apartamento em Paris

O apartamento em Paris

April 26th, 2011 by Luciana Misura

Quando marquei a viagem comecei logo a procurar apartamento pra alugar em Paris. Por que apartamento e não hotel?
1) Paris é uma cidade com hotéis muito caros. A gente queria gastar em torno de 100 euros, no máximo 150 por noite a diária, o que é um preço bem modesto em Paris.
2) Como estávamos indo em 5 (eu, Gabe e Julia, meus pais), teríamos que ficar em 2 quartos num hotel, passando o total então pra 200-300 por noite.
3) Hotéis de 100 euros por noite em Paris normalmente são super pequenos (mal tem espaço pra andar ao redor da cama) e/ou afastados da área central (os arrondissements de 1 a 6).
Os apartamentos pra alugar tem preços nessa faixa (ou menos! ou mais, tem pra todos os bolsos e gostos) com boas localizações e muito mais espaço do que um hotel na mesma faixa de preço ia nos oferecer.

Procurei nos 4 sites recomendados pelo Ricardo Freire lá no Viaje na Viagem: Paris Attitude, NY Habitat Paris, Rent Paris e MonParis. Depois de selecionar alguns bacanas do tamanho que a gente precisava e consultar a disponibilidade das datas por email com as agências, fechamos com a Paris Attitude (que tinha a maior seleção de apartamentos) um apartamento de 2 quartos perto do Jardim de Luxemburgo. O preço: 1690 euros por 7 noites, ou seja, 241 euros por dia para 5 ou ainda 48 euros por pessoa por dia. O apartamento super bem localizado no Boulevard Saint Michel, enorme pros padrões parisienses (120 metros quadrados, 2 quartos, 2 banheiros), quieto (recuado da rua e as janelas dos quartos viradas pra um jardim interno com árvores enormes) e no segundo andar de um prédio que tinha um elevadorzinho suficiente pra transportar as malas (muitos não tem elevador e você tem que subir com as malas de escada). Pelo mesmo preço a gente jamais conseguiria um hotel que nos desse o espaço e a localização, sem contar a conveniência de ter uma cozinha completa pra quem viaja com criança (tomávamos café no apartamento, com pão fresquinho comprado em alguma das padarias ótimas ao redor). Ah, e internet wifi incluída no preço também.

Como foi a logística da coisa: falei com a representante da agência por email, ela me mandou o contrato pra assinar, eu assinei, escaneei e mandei de volta por email. Aí paguei a taxa da agência (quase 400 euros desse total de 1690) pelo PayPal. A taxa da agência é paga primeiro e não é reembolsável. Depois assinei o contrato de locação com o dono do apartamento, intermediado pela representante da agência, e mandei metade do dinheiro do aluguel por transferência bancária. A outra metade do dinheiro e um depósito garantia do mesmo valor do aluguel a ser devolvido no final da estadia eu paguei por PayPal no dia que a gente chegou (mandei no dia anterior). Combinamos o horário de chegada com o dono do apartamento, que nos deu todas as instruções de como chegar, senha do portão, e estava lá nos esperando na hora marcada. Ele nos deu o tour do apartamento, explicou como tudo funcionava, entregou as chaves e assinamos o recibo que o resto do aluguel tinha sido pago e o depósito também. Marcamos a hora que ele viria no dia de ir embora pra pegar as chaves e fazer a inspeção de saída. No dia da saída ele chegou um pouco atrasado (uns 20 minutos) e fez a inspeção rapidamente. Ainda na mesma tarde ele mandou o refund via PayPal do depósito e pronto, tudo certinho. As contas de luz, gás, etc estavam incluídas no aluguel de 1 semana, pra quem vai ficar mais de 1 semana essas contas são cobradas a parte. Nem todos os apartamentos incluem as contas, então é bom confirmar com antecedência. Fiz também um seguro do apartamento pelo período alugado, custou 47 euros e cobria quaisquer danos e também cancelamento e interrupção da viagem, por uma empresa recomendada pela agência.

O apartamento: grande, confortável, bem iluminado, bem localizado, foi realmente muito melhor do que as minhas experiências anteriores com hotéis baratos na cidade. Pra não dizer que o apartamento é perfeito, alguns cômodos precisam de uma pintura pra ficar mais bonitinhos, uma troca do carpete dos quartos seria legal e o piso de madeira é super antigo e por isso barulhento. Mas isso tudo é detalhe cosmético e não atrapalhou em nada a nossa estadia. Os dois banheiros tinham chuveiros ótimos com controle de temperatura (deram de 10 a zero nos chuveiros dos hotéis que fiquei!) e uma coisa esquisita de apartamentos parisienses: o vaso sanitário ficava num quartinho separado (amigas que moram em Paris disseram que isso é comum por lá, inclusive tem uns quartinhos com vaso sanitário que ficam depois da cozinha!). As camas eram boas, os quartos quietos e de ótimo tamanho. A cozinha também de bom tamanho, com um fogão poderoso (não sei se era profissional, mas era muito melhor do que um fogão comum) e todos os equipamentos necessários (máquina de lavar louça, cafeteira, chaleira elétrica, microondas, etc). Tinha uma máquina de lavar roupa também, mas como não tinha secadora (e essa máquina não secava) nós preferimos lavar roupa em uma lavanderia self service próxima do apartamento.

A experiência foi ótima e recomendo muito, até mesmo pra quem está indo só um casal, tem apartamentos quarto e sala ou estúdios com preços excelentes também. Pra quem vai com crianças ou em grupos maiores com certeza um apartamento é uma ótima pedida.





Relaxando no Jardim de Luxemburgo

April 6th, 2011 by Luciana Misura

Nosso (pen)último dia em Paris amanheceu com céu azul, sol, maravilhoso. Fiquei na maior dúvida do que fazer: tentar ir a alguns dos pontos de turísticos que a gente acabou não indo (por causa dos dois dias perdidos com jet lag e da Julia ter ficado doente) ou ficar de bobeira relaxando sem nada pra fazer. Acabei optando por tirar o dia pra não fazer nada. Meus pais resolveram ir até Montmartre (que eu já tinha ido outras vezes) e eu, Gabe e Julia passamos o dia no Jardim de Luxemburgo.

Aproveitamos pra ir na lavanderia de manhã e lavar todas as nossas roupas antes de seguir viagem no dia seguinte pra Bélgica, já que trouxemos malas pequenas pra podermos nos deslocar de trem. Lavamos tudo, passamos numa lanchonete para comprar uns sanduíches na baguete e seguimos pro Jardim de Luxemburgo pra comer ao ar livre. Os canteiros de flores estavam lindíssimos e o jardim estava lotado, todo mundo aproveitando pra pegar sol. Achei engraçado que o único gramado que é liberado pro pessoal pisar estava entupido de gente! Depois de comer fomos pro parquinho infantil bacanérrimo que tem lá dentro. Não é gratuito, a entrada custa 2,60 euros pra crianças e 1,60 por adulto e você pode entrar e sair com um carimbo na mão. O parquinho estava lotado, a criançada se acabando de correr e brincar na areia, e os mais velhos num brinquedo que tinha zipline de um lado pro outro (uma parte do playground é para crianças até 7 anos e a outra é de 7 a 12 se não me engano, com brinquedos de escalar). Julia brincou até dizer chega, ela não queria sair de lá pra nada.










Deixei ela lá com o Gabe um pouco e fui explorar as ruazinhas em volta do Jardim. Mal saindo do parque resolvi ir até uma sorveteria Amorino que eu tinha visto outro dia e pra minha supresa a rua onde fica a sorveteria tem um montão de lojas infantis! O nome da rua é Vavin, fica no 6o arrondissement coladinha no Jardim de Luxemburgo. Tirei fotos das lojas bacanas que tem por lá: Atelier de Courcelles (grifes famosas e caras variadas), Berlingot (roupas e itens de decoração pra quarto de bebê), Little Big World (sapatos), Catimini (roupas coloridíssimas e moderninhas – maravilhosas), Ooxoo (roupas moderninhas), Ikks Junior (roupas moderninhas), Kaloo (roupas variadas e itens de decoração pra quarto de bebê). Nenhuma dessas lojas é barata que nem a DPAM por exemplo, os preços são bem salgadinhos, mas pra quem quer comprar alguma coisa diferente vale dar uma olhada – e pra quem vem do Brasil, onde os preços são abusivos mesmo, de repente não vai se assustar.









Saímos do parque no final do dia pra encontrar com os meus pais no apartamento e depois seguir pro Marais, pra jantar com a Martinha e a Claudia no Le Marché. Foi chatinho pra achar a tal praça onde fica o restaurante, demos voltas e voltas, a praça não aparecia nos meus mapas e ninguém sabia nos dizer onde era. Finalmente encontramos depois de muito andar! A Martinha estava esperando a gente e a Claudia infelizmente estava de cama e teve que furar.

O restaurante é micro, ficamos numa mesa no fundo apertadinhos. Curtimos muito o jantar batendo papo com a Martinha que é uma simpatia, e apesar do meu pato ter vindo queimado da primeira vez, depois totalmente cru e depois quase queimado de novo (novela!), o resto da comida estava bom. Julia dormiu quase que o jantar todo, ela já chegou dormindo no carrinho, depois do dia inteiro brincando (e ela tomou uma sopa quando chegamos no apartamento porque não ia aguentar esperar o jantar). Só quando a gente estava comendo a sobremesa que ela acordou, toda desorientada. Nos despedimos da Martinha e fomos pra casa porque já era tarde e no dia seguinte a gente tinha que desocupar o apartamento de manhã pra pegar o trem pra Bruxelas. Foi uma ótima última noite em Paris!

O Mickey fala francês

April 5th, 2011 by Luciana Misura

Julia acordou tarde mas estava melhor, então resolvemos ir pra Disney. Nós já tínhamos comprado os ingressos online mesmo então não tinha como desistir – você compra pela internet, imprime em casa mesmo e vai no dia que quiser. Tem desconto pra quem compra online e se não me engano o ingresso vale por 1 ano. Não achei que valia a pena comprar o ingresso com transporte incluído, comprando o ticket de trem direto no guichê saiu mais barato. Pegamos o RER A para Marne-La-Vallée-Chessy, que é a estação da Disney e leva em torno de 45 minutos (vale lembrar que tem que comprar o bilhete de trem correto, se embarcar com o ticket do metrô vai pagar multa porque é fora da zona metropolitana de Paris).

Chegamos lá e fomos direto para o Café Mickey na Disney Village para tentar uma vaga no almoço com os personagens. Como chegamos cedo (um pouco antes de meio-dia) conseguimos pegar uma mesa, vimos pessoas que chegaram um pouco depois e não tinha mais vaga. O ideal é sempre reservar essas refeições com personagens com a maior antecedência possível, eu não tinha reservado porque a gente não tinha decidido que dia iria a Disney (e foi sorte, porque se eu tivesse reservado pra ontem, como a Julia ficou doente teríamos perdido a reserva). Mal entramos no restaurante, nem tínhamos sentado ainda e entraram os personagens. Julia amou, ficou felicíssima de encontrar a Minnie, o Mickey, o Pato Donald, Pluto e outros personagens. Eles passam de mesa em mesa pra tirar fotos com todas as crianças. A comida era decente (nada super especial), pratos franceses e americanos, e você pode pedir a la carte ao invés do menu de preço fixo, o Café Mickey não é dos mais caros. O serviço foi super lento, mesmo para o padrão francês. Julia adorou o macarrão em formato de Mickey…

Depois do almoço saímos da Disney Village e entramos na Disneyland propriamente dita. Uma coisa chata foi que o castelo da Bela Adormecida estava em obra, mesmo com o tapume bonitinho não é a mesma coisa…Fomos direto pra Fantasyland. Que diferença quase 2 anos fazem! Quando fomos a Disney em Los Angeles a Julia ia fazer 2 anos e não curtia tanto os brinquedos (ficava com um pouco de medo). Dessa vez ela queria ir em tudo logo de cara, toda saltitante ;-) Fomos no carrossel, depois ela quis ir no Dumbo voador (amou!), nas xícaras malucas (roda mais rápido mamãe!), no labirinto da Alice (que só tem em Paris), Small World, Peter Pan, ela curtiu pra caramba. Entramos na fila pra tirar foto com a Bela Adormecida mas no meio do caminho a princesa foi embora e chegou a Branca de Neve (ainda bem que ela não tinha visto). Na hora mesmo de falar com a Branca de Neve ela ficou super tímida e agarrada em mim, não quis falar de jeito nenhum. Assistimos a parada com todos os personagens desfilando e ela adorou. Achei a parada meio fraquinha, com poucos carros e poucos dançarinos. Depois de um sorvetinho Julia pegou no sono no carrinho mesmo e a gente foi pra Adventureland. Meus pais e o Gabe foram em alguns dos brinquedos e eu fiquei com ela esperando. Andamos pela Frontierland com tudo já meio vazio porque o parque fecha cedo nessa época do ano, não tem nem a parada noturna nem fogos. Você sai ainda com a luz do dia, coisa chata.

Voltamos para Paris e fomos jantar perto do apartamento, um restaurante pequenininho que não lembro o nome mas a comida também não estava digna de nota. A melhor coisa do jantar foram os profiteroles de sobremesa ;-)


















Mudança de planos, Sainte Chapelle e Palais Royal

April 4th, 2011 by Luciana Misura

Nós tínhamos nos programado para ir a Disney Paris hoje, mas Julia acordou doente. Ela não queria levantar da cama, tomou banhou e voltou pra cama, estava febril e quando finalmente voltou a dormir, acordou vomitando em tudo. Lá fomos nós tirar a roupa de cama toda e levar pra uma lavanderia o mais rápido possível, felizmente a cama tinha uma capa impermeável e não molhou o colchão. Liguei pro seguro-saúde e eles mandaram um médico rapidinho, ele atendeu super bem, confirmou que não era nada demais e que ela só precisava descansar. Depois desse episódio pelo menos ela dormiu mais algumas horas e acordou melhor, dizendo que estava com fome e que queria passear.





A essa altura metade do dia já tinha ido embora e resolvemos dar um pulo na Sainte Chapelle depois de fazer um lanche gostosinho no Brioche Dorée na nossa rua mesmo. A Sainte Chapelle pra mim é a igreja mais bonita que já visitei. É pequena, não tem toda a história da Notre Dame, mas suas paredes altíssimas cobertas por vitrais de cima a baixo não tem igual. A fila estava grande na calçada novamente, eles não deixam quem tem Paris Museum Pass passar na frente da fila, o que é ridículo porque nem todo mundo ali comprou ticket, mas enfim, não teve jeito e ficamos esperando. Passamos pelo raio-x (porque a Sainte Chapelle fica dentro da área do Palácio da Justiça) e aí sim pudemos entrar na igreja. Você entra pelo nível inferior, que não tem muita graça, deixamos o carrinho da Julia ali e subimos a escadinha caracol de pedra para o nível superior. É sempre uma experiência incrível entrar no nível superior, não tem quem não fique boquiaberto por um momento. Ficamos lá admirando os vitrais fantásticos (cada um tem uma história, conta uma passagem religiosa) até a Julia cansar e pedir pra ir embora.







Atravessamos a Île de la Cité pro outro lado do rio e continuamos andando em direção a Rue de Rivoli. No caminho tinha uma loja DPAM (Du Pareil Au Même) que adoro e tive que comprar umas roupinhas diferentes pra Julia (mesmo em euro as roupas por lá tem ótimo preço, recomendo muito, tem várias espalhadas pela cidade). Bem em frente a loja tinha uma estação do Velib, que é um sistema de aluguel de bicicletas muito legal.


Continuamos andando até o Louvre, e aí viramos a direita pra entrar no Palais Royal. O Palais Royal é um espaço muito bacana, infelizmente estava em obra e um tapume enorme fechava a vista do lindo jardim que tem do outro lado. Mas a idéia era deixar a Julia correr pelas colunas listradas e brincar até cansar. E foi isso mesmo que ela fez, subiu e desceu trocentas vezes, correu bastante, parece que o mal estar que ela teve de manhã passou. Tiramos várias fotos por ali e depois atravessamos pro jardim, que estava florido mas ainda não estava no auge. Julia ficou correndo atrás dos pombos e quando o sol se pôs fomos procurar um restaurante pra comer.






Fomos andando pela Rue Saint Honoré, que tem vários restaurantes, mas estavam lotados, reservados ou com fila de espera, acabamos entramos numa pizzaria italiana chamada Pizza Oskian; pedimos massas e a comida estava simples e decente. Chamaram um garçom que era brasileiro morando na França quase que a vida toda pra atender a gente, a família do cara é francesa e portuguesa e ele tem pouco contato com o Brasil, mas foi simpático e atendeu bem. Caminhamos para casa, batemos ponto na Amorino pra tomar sorvete, se a Julia acordar bem vamos pra Disney amanhã.



Paris com chuva

April 3rd, 2011 by Luciana Misura

Depois de um dia bonito de sol e relativamente quente, o domingo amanheceu com chuva e frio. Fomos andando na direção da Sainte Chapelle, que era a nossa primeira parada do dia mas a fila estava gigante e desistimos. Continuamos então em direção ao Centre Pompidou, que é o museu de arte moderna. A garoa fina não impediu que a Julia quisesse apreciar a fonte Stravinsky, com suas esculturas e instalações coloridas e estranhas. Ela não queria sair dali de jeito nenhum, e foi difícil convencê-la de que tínhamos que entrar no museu.

Como era o primeiro domingo do mês, a entrada foi gratuita e demos a maior sorte que chegamos antes do museu encher – quando saímos a fila pra entrar dava voltas. Fomos direto pro último piso, para uma exposição bacana do artista Jean-Michel Othoniel, que a Julia adorou (essa menina gosta de um museu de arte moderna e suspeito que outras crianças devem gostar muito mais de instalações de arte moderna do que das pinturas, por causa da interatividade, pelo menos é o caso dela). Muitos Picassos, Braques, Kandinskys depois, resolvemos ir pra Notre Dame.






Entramos na Notre Dame e não acreditei na nossa sorte: estava rolando uma missa, e bem na hora que a gente entrou, o órgão de tubos estava tocando. Foi muito legal entrar nessa igreja imponente com o som do órgão, foi um desses momentos mágicos, pena que acabou logo. Sempre fico impressionada com os vitrais incríveis e com a iluminação da Notre Dame, as centenas de velas acesas, parece que você está entrando em uma outra era.






De lá fomos caminhando para a Île Saint Louis, rumo a Berthillon, considerado por muita gente o melhor sorvete de Paris (e até da França). Antes paramos para almoçar galettes na creperia Au Lys D’Argent. Foi uma ótima surpresa, estava tudo bem gostoso, galettes são crepes feitos de trigo integral. Eu pedi uma de salmão e tinha ovo, o ovo veio mole por cima e como eu não podia comer acabei trocando com o meu pai que tinha pedido uma galette com presunto, tomates e queijo que estava bem gostosa também (mas fiquei na vontade de comer a de salmão, humpf!). Depois do almoço (que sempre leva horas porque o serviço é sempre lento, nem adianta se estressar), finalmente fomos tomar o sorvete na Berthillon. Eu tomei um de avelã que estava divino, todo mundo gostou muito do sorvete (mas o sorvete da Amorino é tão bom quanto, na minha opinião).

Nos despedimos do meu primo que ia pegar o trem pra voltar pra cidade onde ele mora e depois aproveitamos para explorar as lojinhas que ainda estavam abertas na Rue Saint Louis en l’Ile. Ao lado da Berthillon, bem na esquina, tinha uma loja de coisinhas de decoração, souvenirs e afins linda de morrer chamada Eva Baz’Art. Depois de andar o dia inteirinho perguntando em cada loja da cidade se eles vendiam guarda-chuvas para crianças, justamente essa loja tinha os guarda-chuvas pra criança mais lindos que eu já vi! Julia escolheu um toda contente, desde de manhã ela estava pedindo um “guarda-chuva pequenininho” pra ela, e ficou felicíssima quando ganhou o seu primeiro guarda-chuva! Detalhe: não estava chovendo mais, logicamente. Continuamos andando mas a maioria das lojas já tinha fechado: a Pylones, sempre bacana com objetos para casa coloridíssimos; uma loja de marionetes, Clair de Rêve, que parecia bem interessante. Uma loja de doces em estilo super antigo, parecia saída de um livro infantil, La Cure Gourmande. A Oliviers & Co, com uma variedade enorme de azeites. Até uma loja do designer brasileiro Carlos Sobral com suas jóias coloridas está por ali. Enfim, essa ruazinha estreita é um oásis de lojinhas interessantes.





Caminhamos então de volta para a Notre Dame, entramos pelo jardim atrás da igreja, tem um parquinho pra crianças ali e as flores estavam lindíssimas. O jardim lateral, entre a Notre Dame e o rio estava um espetáculo de tulipas e cerejeiras em flor. Fomos a pé então em direção ao apartamento, que já estava ficando tarde, procurando um lugar pra um lanche. Estávamos sem muita fome porque almoçamos depois das 5 da tarde, acabamos em outra creperia perto do apartamento mas só comemos salada mesmo, tomei um chá, e pronto. Julia já estava dormindo no carrinho, claro que acordou quando entramos no apartamento dizendo que estava com fome ;-) Nessas horas que é bom estar num apartamento com cozinha e comida na geladeira! Fomos dormir torcendo pro tempo melhorar, mas a previsão não era animadora.







Primavera em Paris

April 2nd, 2011 by Luciana Misura

Acordamos animados com a nossa visita que ia chegar: meu primo Vinicius que está morando na França por conta de um doutorado estava a caminho pra passar o final de semana com a gente em Paris. Quando ele chegou saímos rumo ao hotel onde ele ia ficar hospedado, aproveitando pra passar pelo Jardim de Luxemburgo nesse sábado de primavera com sol e céu azul. O Jardim estava lindo, cheio de canteiros floridos e temos que voltar com calma depois.



Mas o nosso destino depois do hotel era o Museu do Louvre. Fiquei impressionada como estava vazio, a primeira vez que visitei, no verão, era uma quantidade de gente impressionante tirando fotos e sentada ao redor do espelho d’água, mal dava pra conseguir um lugarzinho pra sentar. No inverno estava vazio por causa do frio, claro, mas num dia de primavera como hoje eu esperava mais gente. No subsolo aproveitamos pra almoçar, comemos sanduíches no Paul (uma rede de padarias-lanchonetes francesa onipresente), que estavam bem gostosinhos, e entramos.








O que dizer do Louvre? Um dos maiores museus do mundo, com uma das coleções mais incríveis, e o próprio palácio que abriga o museu é uma atração a parte. Pela terceira vez eu estava lá babando e vendo coisas diferentes, nenhum turista tem tempo pra ver tudo que está em exposição. Vimos a famosa Mona Lisa, claro, passamos pela ala egípcia, esculturas gregas, pinturas dos séculos 18 e 19, a minha escultura preferida – Victoria de Samothrace – apreciamos a arquitetura do palácio, andamos muito. Quando eu já estava exausta e a Julia idem, sentamos um tempo pra recuperar a energia enquanto o resto da família apreciava um pouco mais desse museu enorme.

Resolvemos então ir pra Avenida Champs-Élysées, fazer um lanche na famosa Ladurée e depois dar um pulinho no Arco do Triunfo. Pegamos uma mesa no segundo andar da Ladurée, escolhemos os nossos chás, chocolate quentes e cafés, eu pedi os famosos macarons e todo mundo foi de bolos ou tortas. Julia tomou chocolate quente e quando viu os meus macarons, quis comer a mesma coisa. Estavam todos deliciosos – pistache, cereja (sazonal), chocolate e caramelo salgado. Claro que o preço não é nada amigável e certamente você pode comer tão bem ou melhor por menos em outros locais em Paris, mas a gente tinha que experimentar a Ladurée uma vez.


Depois do lanche continuamos a andar na Champs-Élysées até o Arco do Triunfo. Eu não ia encarar os trocentos degraus até o topo, e a Julia não quis subir, então ficamos lá embaixo enquanto o resto da família subia. Depois vi que tinha um elevadorzinho pra deficientes físicos, crianças e outras pessoas com problemas físicos que não podem subir de escada, mas a Julia não quis subir de jeito nenhum e como eu já tinha ido até o topo duas vezes, deixei pra lá. Todo mundo curtiu a vista do Arco (que é a minha preferida de Paris, diga-se de passagem) e quando saímos já estava escuro.






Pegamos o metrô de volta pro Boulevard Saint Michel e aproveitamos pra bater perna na Rue de La Huchette, acabamos comendo num restaurante italiano fraquinho por lá (baratinho, como tudo ali em volta, fica a dica pra quem está procurando comida barata). Julia que adora um macarrão amou, claro. Resolvemos tomar um sorvete italiano numa gelateria do outro lado da rua quase, chamada Amorino. Que sorvete maravilhoso! Tinha uma fila na porta e dá pra entender o motivo. Tomei um que parecia de flocos e outro de chocolate, ambos ótimos. De lá fomos andando pro apartamento, infelizmente parece que o calorzinho que fez hoje foi só por um dia mesmo.

Torre Eiffel e Museu D’Orsay

April 1st, 2011 by Luciana Misura

Depois de uma noite muitíssimo mal dormida – pela primeira vez numa viagem a Julia teve problemas com o fuso horário, acordou no meio da noite e não conseguia dormir de novo de jeito nenhum – começamos o dia já na hora do almoço. Meu pai deu um pulinho numa padaria recomendada pertinho do apartamento, Maison Kayser, e comprou uns pães deliciosos (o pain au chocolat e o croissant estavam divinos) pra tomarmos café.

Fomos para o meu museu preferido, o Musée D’Orsay, conferir os lindos quadros impressionistas. Ainda tivemos um detour porque pela primeira vez em 3 viagens pra Paris eu errei o metrô e fomos parar na estação errada (eu não reparei que as duas direções tinham Versailles no nome, a gente queria Versailles-Rive Gauche e entramos no trem pra Versailles-Chantiers). Chegando no Musée D’Orsay compramos o nosso Paris Museum Pass de 6 dias na bilheteria mesmo e já entramos no museu usando o passe. Eu amo esse museu. Além de ter uma coleção de quadros impressionistas de babar, o museu em si é lindo, uma estação de trem que foi restaurada e transformada em museu. Infelizmente hoje em dia é proibido tirar fotos lá dentro, tenho que procurar as fotos que tirei na minha viagem em dezembro de 2000. Eu sempre fico boquiaberta com os Monets, Degas, Renoirs, Cézannes, Gauguins e afins, mas o meu preferido é esse Van Gogh. Esse quadro ao vivo tem uma cor tão incrível que não tem uma foto ou ilustração que seja fiel a cor da tinta na tela. Saímos de lá algumas horas depois rumo a Torre Eiffel já que estava abrindo um sol.



Fomos andando pelas ruazinhas do 7o arrondissement, paramos numa pâtisserie para um lanche rápido, e depois resolvemos pegar o metrô para a estação Trocadéro que é de onde se tem uma vista bem bacana da Torre. Julia estava ansiosa para ver a torre de perto e ficou felicíssima quando a gente saiu do metrô e avistou a torre bem ali pertinho. Ela quis logo sair do carrinho e chegar o mais perto possível. Fomos andando e tirando fotos até chegarmos embaixo da torre. Entramos na fila pra subir (eu me recuso a comprar o ingresso pela internet pra um dia qualquer, sem saber se o dia vai ser bonito ou não, não subiria com o tempo nublado ou chuva) e não estava ruim, acho que levou uma hora no máximo. Fomos até a segunda plataforma, a terceira estava fechada e sinceramente eu não acho a vista lá de cima grande coisa, prefiro a vista do segundo observatório. Pegamos o começo da noite lá em cima, e quando deu a hora certa e as milhares de luzinhas da torre começaram a piscar, Julia ficou literalmente assistindo de boca aberta ;-)









Descemos mortos de fome, eu estava cansadíssima e não me sentindo muito bem e acabei concordando de pegar um táxi pro apartamento. O Gabe e o meu pai foram até um restaurante perto do apê chamado Le Mauzac, e pediram o jantar para viagem – o pessoal do restaurante foi logo ajudá-los a escolher os pratos que seriam mais adequados pra levar, e a comida veio toda nos pratos de louça mesmo, eles foram devolver depois. Só em Paris mesmo ;-) O Gabe escolheu pra mim um prato de pato super diferente, e como eu não vi o menu não sei o nome até hoje, mas estava delicioso, um pato desfiado com cogumelos selvagens e batatinhas. Depois do jantar só quisemos mesmo saber de dormir, torcendo pra Julia ter uma noite de sono normal.

Chegando em Paris

March 31st, 2011 by Luciana Misura

Chegamos de manhã cedo em Paris, por volta de 8h. Pra gente ainda eram 2h da madrugada, então estávamos todos destruídos. A imigração foi tranquilíssima, nem pediram o seguro-saúde pros meus pais, o cara carimbou todos os passaportes e pronto, mal olhou pra nossa cara. Pegamos as malas e fomos pegar um táxi (contra a minha vontade, porque eu queria ter pego o RER que deixaria a gente na porta do apartamento). 1h30 de engarrafamento e muitos euros depois (e um taxista de família portuguesa), chegamos no apartamento, que fica no Boulevard Saint-Michel, pertinho do Jardim de Luxemburgo. O prédio é um charme, tem uma escadaria principal linda de madeira com vitrais e uma escada secundária que dá na cozinha (e onde fica um micro-elevador, suficiente pra subir as malas). O dono estava lá nos esperando, como combinado, e nos deu um tour rápido explicando o funcionamento de alguns dos eletrônicos e eletrodomésticos. O apartamento é uma graça, igual as fotos do site da agência mesmo, mas tudo que a gente queria era que ele fosse embora logo pra gente poder dormir! Capotamos até umas 4 da tarde mais ou menos, acordamos todos morrendo de fome e nos arrumamos pra procurar um supermercado e um restaurante pra jantar.


O finalzinho do dia estava nublado, um friozinho, ameaçando chuva. Primeiro fomos no mercadinho local, menos de um quarteirão de distância, no Boulevard Saint Michel mesmo. Nos divertimos olhando todas os produtos diferentes, principalmente os queijos, chás e pães, compramos o que precisávamos pra tomar café da manhã nos próximos dias e deixamos tudo no apartamento. Depois andamos na direção do rio até o Au Petit Suisse que era ali pertinho e tinha sido recomendado. Pequenininho, a nossa mesa era micro e toda vez que alguém abria a porta entrava um ventinho frio, a gente nem tirou os casacos. Um garçom simpático (milagre?) nos atendeu, o serviço foi lento como sempre mas pelo menos o cara foi simpático. Logo ofereceu opções para a Julia de coisas que não estavam no menu, escolhemos os pratos e bebidas (como sempre as bebidas são caríssimas em comparação a comida, e em tamanhos micro) – eu fui de Confit de Canard, que amo, e estava delicioso, o pato soltando do osso, muito saboroso.

Depois do jantar fomos andando pelo Boulevard Saint-Michel até a margem do Sena e de lá um quarteirão até a Notre Dame, que estava lindamente iluminada. Na volta vimos a muvuca na Rue da La Huchette (última foto), cheia de restaurantes, bares e lojinhas populares com os turistas, mas não tivemos ânimo para explorar nada. Paramos pra comer uma sobremesa no Le Luxembourg Café já perto do Jardim de Luxemburgo, eu fui de crepe de nutella que estava bom como sempre mas recomendo deixar pra comer esse crepe em barraquinhas na rua que tem o mesmo gosto e sai mais barato ;-) A essa altura Julia já estava dormindo no carrinho, Gabe caindo de sono e todos nós cansados, voltamos pro apartamento prontos pra dormir de novo, depois desse “reconhecimento” da nossa vizinhança.



E 11 anos depois da minha última visita, Paris continua linda ;-)