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Posts Tagged ‘Europa com crianças’

Índice da viagem para a Europa

April 27th, 2011 by Luciana Misura

- 1o dia – Paris: Chegando em Paris
- 2o dia – Paris: Torre Eiffel e Museu D’Orsay
- 3o dia – Paris: Primavera em Paris
- 4o dia – Paris: Paris com chuva
- 5o dia – Paris: Mudança de planos, Sainte Chapelle e Palais Royal
- 6o dia – Paris: O Mickey fala francês
- 7o dia – Paris: Relaxando no Jardim de Luxemburgo
- 8o dia – Paris/Bruxelas: Au revoir, Paris! Prazer em conhecer, Bruxelas
- 9o dia – Bruges: Um dia em Bruges
- 10o dia – Amsterdam: Chegando em Amsterdam
- 11o dia – Amsterdam/Lisse: Um dia no Keukenhof, o jardim de tulipas
- 12o dia – Amsterdam: Explorando Amsterdam
- 13o dia – Amsterdam/Zaanse Schans: Zaanse Schans, a Holanda dos moinhos

Utilidade: O apartamento em Paris

Zaanse Schans, a Holanda dos moinhos

April 12th, 2011 by Luciana Misura

O dia amanheceu bonito mas muito mais frio que todos os dias até então nessa viagem. O vento estava forte, o que piorava a situação. Tomamos café na estação Centraal e pegamos o ônibus ali fora mesmo para Zaanse Schans, que é uma mini cidade turística com moinhos em funcionamento, uma fábrica de queijo e um workshop de tamancos holandeses. Compramos um passe de ônibus com 10 passagens e o motorista carimbou nós 4 (adultos) pra ir e 4 pra voltar, saiu bem mais barato que comprar avulso. A viagem até lá leva uns 40-50 minutos.

O lugar é muito bonitinho, você não paga para entrar na área turística mas paga para entrar em cada moinho. Começamos pela fábrica de queijo mas eles não estavam demonstrando nada, só explicando como funciona de um modo geral. E depois da explicação, claro, você vai parar na loja que vende todos os queijos que eles mostraram. O bom é que dá pra provar todos eles, e a Julia adorou.




Depois da comilança fomos andando pela ruazinha que vai margeando o rio e os moinhos. Entramos em um moinho de giz, que estava em funcionamento. A vista lá de cima é bacana, mas a escada é super ultra íngreme pra chegar lá. A Julia e a minha mãe não subiram. O vento estava muito forte e um frio danado, a gente nem chegou até o último moinho e deu meia volta…






A essa altura estávamos com fome e pegamos o final do almoço no restaurante De Hoop op d’Swarte Walvis, que tinha um menu de sanduíches deliciosos e batatas-fritas idem (os holandeses são fãs de batatas-fritas que nem os belgas, e comem do mesmo jeito, com os molhos de maionese). Eu comi um de brie com mel e nozes, estava muito bom. Todo mundo gostou dos sanduíches, ótimos.


Depois do almoço (lento como sempre) continuamos andando na cidadezinha até o workshop de tamancos. Julia caiu no sono no carrinho mesmo e acabou nem vendo nada, uma pena, porque eu queria tirar uma foto dela experimentando os tamanquinhos! Os funcionários fizeram uma demonstração rápida de como eles fazem os tamancos, e tinha um vídeo passando que explicava a produção também. Tinha tamanco de tudo quanto é tamanho, cor, muito legal – só não eram baratos. Acho que o mais baratinho que eu vi começava em 40 euros. Como eu não tinha espaço na mala pra levar mesmo, foi bom pra não ficar tentada a comprar um.






Saímos do workshop e começou a chover, resolvemos ir embora que já estava ficando tarde mesmo. Os ônibus não circulam com muita frequência e tivemos que sair correndo pro ponto pra pegar um que estava chegando naquela hora, senão ia ser uma boa espera até o próximo (não lembro se eram 30 min ou 1 hora). Chegamos em Amsterdam no final do dia e resolvemos andar até o Moeders, restaurante típico holandês recomendado pelo Dani Duc. Estava lotado mas resolvemos esperar uma mesa – tarefa difícil porque não tem espaço pra ficar esperando e lá fora estava frio, tivemos que nos amontoar na porta. Nas paredes, fotos de mães – dos funcionários, dos clientes, qualquer mãe. O mais engraçado que as fotos eram de todo o tipo – desde fotos comuns de mães e filhos comemorando um aniversário ou simplesmente no sofá de casa à fotos de mães nuas com seus filhos! Realmente os holandeses não tem as inibições dos americanos (ou dos brasileiros) nesse sentido…



Finalmente pegamos uma mesa e pedimos a sopa de lagosta de entrada (que estava OK) e o prato principal pedimos o Dutch Ricedish, que é no mínimo pra 2 pessoas e vem um monte de pratos típicos caseiros: dois tipos de carne assada, linguiça, diversos acompanhamentos com batata, molho de maçã, repolho, pêras, etc. O mais impressionante foi que a tal da carne assada tinha o MESMO GOSTO exato da que a carne assada que eu sempre comi no Brasil. Fiquei chocada quando provei! Será influência holandesa no Brasil? Mas estava tudo bem feitinho, comemos muito, todo mundo gostou. De sobremesa pedimos um prato que vinha com 3 doces, mas não estavam tão memoráveis quanto a comida. No meio do jantar, uma mesa enorme que estava ocupando praticamente todo o restaurante começou a cantar parabéns pra você, foi uma curiosidade à parte ;-)

E foi desse jeito muito gostoso que fechamos o nosso último dia na Holanda e também da viagem, amanhã vamos acordar cedo pra arrumar malas, fazer check out e ir pro aeroporto. Até a volta, Amsterdam!

Explorando Amsterdam

April 11th, 2011 by Luciana Misura

Começamos o dia indo ao Museu Van Gogh, que fica na Museumplein, uma das praças mais famosas de Amsterdam cercada por museus e onde fica a icônica placa IAMsterdam. O museu não permite fotos, infelizmente. A coleção é bem grandinha, apesar de que muitos quadros importantes de Van Gogh estão em outros museus da Europa (como o Musée D’Orsay em Paris, a National Gallery e Courtauld Gallery em Londres por exemplo).

Mesmo assim o museu vale a pena, mostrando os artistas que inspiraram o pintor, e as obras organizadas cronologicamente e agrupadas por fases. Julia pegou um folheto para crianças com uma brincadeira – fotos de pedaços das pinturas que ela tinha que encontrar a que quadro pertencem. Ela achou um ou dois no máximo mas ficou sem paciência logo, é melhor pra crianças mais velhas. Ela ficou contente mesmo quando o Gabe acabou o jogo pra ela e ganhou um cartão-postal do quadro dos Girassóis – nós estávamos lendo um livro infantil sobre Van Gogh pra ela antes de vir pra cá e ela gostou de ganhar o desenho.

Depois do museu, a Letícia e a Carol foram embora, pra grande tristeza da Julia que ficou sem a sua parceira de brincadeiras, e nós fomos pra Museumplein comer nas barraquinhas que tem por ali. Depois do almoço fraquinho fomos tirar umas fotos na praça com todo mundo, e depois foi a vez da Bárbara e do Hiro irem embora, levando o fofo do Jonas.



Nós então fomos andar pelas redondezas, explorando as ruas muito bonitinhas da área, tomando cuidado com as centenas de bicicletas…




Andamos até o Vondelpark, que estava bem cheio, o pessoal curtindo o dia de sol. O parque é gigante, pense em um Central Park de Amsterdam. Procuramos um playground pra Julia brincar, achamos um, mas era bem fraquinho (imagino que num parque enorme que nem esse tenham outros playgrounds melhores). Ela ficou lá um tempo gastando as energias. Enquanto esperávamos, notamos vários periquitos verdinhos voando por ali, que surpresa encontrar periquitos em plena Amsterdam!



Dentro do parque mesmo fomos até um restaurantezinho bonitinho (Groot Melkhuis) tomar um chá e comer torta de maçã, enquanto a Julia brincava mais um pouco no parquinho do restaurante (que era melhor que o outro parque público). Depois do lanche continuamos andando pelo parque e depois de volta para a Museumplein e passeando pelas ruas dos canais.





Julia adorou brincar nas letras da placa gigante, ela não queria sair dali!




Fomos até a Prinsengracht e quando vi que estávamos em frente ao restaurante Bo5, que tinha sido recomendado por uma amiga, entramos pra jantar. A comida estava muito boa, todo mundo gostou, francesa com influências marroquinas. Eu pedi o menu do chef (do dia) e não amei tanto, devia ter pedido a la carte. Meus pais e Gabe todos ficaram felizes com seus pratos, Gabe comeu um peixe com temperos marroquinos que estava muito bom. Pedimos esse trio de hamburguinhos da foto pra Julia, um de carne, um de peixe e um de mozzarella fresca com tomate e manjericão, mas claro que ela não comeu tudo e nós roubamos o resto. O serviço foi simpático mas leeeeento como sempre (realmente Amsterdam ganhou de Paris em termos de pior serviço, fácil). Tomamos sorvete na Ben&Jerry’s de sobremesa, atenção ao detalhe da vaquinha na placa da sorveteria… só em Amsterdam mesmo ;-)


Um dia no Keukenhof, o jardim de tulipas

April 10th, 2011 by Luciana Misura

Aproveitando o domingo de sol, resolvemos ir até o Keukenhof, que é o maior jardim de flores do mundo, com mais de 7 milhões de bulbos plantados todos os anos, em sua maioria, de tulipas. As tulipas florescem na primavera e por um curto período, então esse jardim fantástico só fica aberto de final de março até o meio de maio no máximo, com o pico da floração acontecendo em meados de abril (variando de acordo com a temperatura – se o ano estiver mais quente, as flores abrem mais cedo, e vice-versa). Como estávamos na época certa do ano, não podíamos deixar de visitar.

Pegamos o trem da estação Amsterdam Centraal para o aeroporto de Schipol, de onde saem os ônibus para o Keukenhof (tem outros pontos na cidade de onde saem ônibus, mas esse caminho era mais perto pra gente). Infelizmente perdemos uma boa hora no aeroporto simplesmente porque uma funcionária nos indicou o guichê do bureau de turismo que estava com uma fila monstruosa pra comprar os tickets, e a gente não sabia que tinha um guichê do lado de fora do aeroporto, perto do ponto do ônibus, que vende os mesmos tickets sem fila nenhuma! Enfim, quase morremos de raiva quando saímos com os tickets pra pegar o ônibus e vimos os guichê vazio do lado de fora…

Os ônibus saem lotados várias vezes por hora, tivemos que esperar o próximo porque com as crianças não tinha como ir em pé. Um bando de turistas mal educados não respeitava a fila e fizeram uma confusão na hora de entrar, impressionante como tem gente mal educada no mundo. Mas enfim, pegamos o ônibus e seguimos para Lisse, que é a cidade onde fica o Keukenhof, um pouco menos de 1h de viagem.




O parque estava bem cheio, entramos, pegamos os mapas e começamos a passear nos jardins lindíssimos. A floração ainda não estava no pico, mas já tinham muitos canteiros floridos, um espetáculo. As crianças estavam adorando correr pelos caminhos do parque, claro, passaram o dia assim, correndo de um lado pro outro.




Paramos para almoçar em um dos pavilhões, a comida era de qualidade e preço razoável, nada demais (comi um filé de porco com batatas se me lembro corretamente). Depois do almoço passamos o resto do dia andando pelo parque, batendo papo, correndo atrás das crianças, admirando as flores, tomando sorvete.






A temperatura estava agradável e não estava ventando, um perfeito dia de primavera. Compramos uns souvenirs bonitinhos nas lojas simpáticas que tem lá dentro, e ficamos até quase a hora do parque fechar. Na volta a espera pelo ônibus foi mais longa, mas pelo menos as crianças dormiram na viagem.







Quando chegamos a Amsterdam fomos procurar um restaurante para jantar, e acabamos indo para o Ponte Arcari, que também tinha sido recomendado pelos Destemperados. Um restaurante italiano pequenininho simpático, autêntico (e a Letícia que mora na Itália comprovou) e com um menu de pratos principais mínimo que muda todo o dia. Eles prepararam um macarrãozinho especial para a Julia numa boa, fizeram mudanças de massa aqui e ali, e estava tudo delicioso – simples e bem feito. Metade da mesa pediu uma massa quatro queijos e a outra metade pediu uma massa com um tipo de presunto defumado que eu não lembro o nome (a Letícia deve lembrar), a salada caprese estava ótima (que provei do Gabe e quase pedi uma pra mim, mas era muito grande!) e rolou uma frustração na hora da sobremesa porque várias sobremesas do dia já tinham acabado, inclusive uma com nutella que todo mundo queria. Mas foi um bom jantar, comida e preços honestos, atendimento simpático, e ficamos com o segundo andar do restaurante praticamente só pra gente (o lugar é pequeno e nós éramos 10!).


Pegamos o tram novamente pro hotel, todo mundo acabado de andar o dia todo, as crianças já dormindo nos carrinhos. Amanhã os amigos vão embora, só teremos a manhã com eles no Museu Van Gogh.

Chegando em Amsterdam

April 9th, 2011 by Luciana Misura

Começamos o dia fazendo check out do hotel e indo direto para a estação Bruxelles Midi pra pegar o Thalys novamente, desta vez rumo a Amsterdam. Passamos na loja da Haagen-Dazs que tem na estação pra tomar café da manhã – eles servem maravilhosos waffles e a gente tinha que comer mais alguns antes de ir embora. Levamos o que não deu tempo de comer pro trem pra finalizar o café lá mesmo, porque estávamos com pouco tempo. Dessa vez nós tínhamos os tickets definitivos em mãos recebidos pelo correio, porque a estação de Bruxelas não tem o sistema de e-ticket, então embarcamos direto sem problemas. A viagem de Bruxelas a Amsterdam no Thalys levou exatas 2h, um pouco mais do que estava escrito no ticket.



Chegamos a Amsterdam com um dia lindo de céu azul, desembarcamos na estação Amsterdam Centraal e fomos andando pro hotel, o Westcord City Centre Amsterdam, que fica na rua Nieuwezijds Voorburgwal, uma paralela da Damrak menos movimentada. Não andamos nem 10 minutos (acho que uns 5), bem pertinho. Encontramos com a Letícia no lobby do hotel e depois o Hiro e a Bárbara chegaram, e quando finalmente estávamos prontos pra sair e almoçar, o Gabe deu falta da carteira dele. Infelizmente a carteira tinha sido roubada ali mesmo no lobby, um pouco depois do check in. Ele colocou a carteira no balcão pra pegar o cartão de crédito e esqueceu ali em cima, e depois vimos pela filmagem da segurança que entrou uma pessoa da rua pra falar com a atendente do hotel no balcão e levou a carteira embora. Fomos pra um restaurante ali do outro lado da rua mesmo almoçar e o Gabe saiu pra ir registrar a ocorrência na Polícia (que era ali na rua também). Não foi uma boa recepção a Amsterdam…tivemos que cancelar todos os cartões logicamente, e o dinheiro que estava na carteira já era. O almoço levou séculos, o serviço foi o mais lento da viagem até agora, tomei uma sopa de ervilha que é considerada “prato típico” na Holanda e o resto da comida não estava bom.

Saímos do restaurante e andamos rumo a estação Centraal para fazer o passeio de barco pelos canais, aproveitando que estava um dia bonito. Julia e Carolina estavam se divertindo mais que todos nós, claro ;-) As duas brincando, a gente batendo papo com os amigos e curtindo a paisagem dos canais. Algumas das casas são muito antigas, tem a data de construção escrita na frente, vimos uma de 1590! Os jovens de Amsterdam estavam todos curtindo o dia bonito de primavera em barcos ou sentados na beira dos canais, ou mesmo nas janelas das casas. Um grupo de mulheres fazia uma despedida de solteira num barquinho e ficou mexendo com o pessoal que estava no nosso barco, vamos dizer que elas pareciam ter bebido bastante ;-) O tráfego nos canais era intenso, barcos particulares e de turismo, casas-barco, e muita gente em barcos parados nas margens mesmo, socializando.










Depois do passeio de barco voltamos rapidamente pro hotel pro Gabe pegar o vídeo da segurança e levar pra polícia, Bárbara e Hiro levaram o Jonas pra dormir e nós saímos novamente a pé em direção a Dam, rumo a Brasserie Harkema pro jantar.





A cidade é bem movimentada mas achei que estava fechando tudo cedo, mas não lembro exatamente que horas eram. Achamos o restaurante, que foi uma dica dos Destemperados. Realmente o lugar é lindo, não foi mesmo fácil de achar, a comida estava gostosa (eu comi esse salmão com espinafre e massa, ótimo) mas achamos que a preocupação foi muito mais com o ambiente que com a comida em si, eram micro porções como se fosse alta gastronomia, mas a qualidade não era pra tanto. Não curtimos as sobremesas, ninguém gostou muito do que pediu, os pratos principais foram melhores. O serviço foi super lento novamente, acho que até agora Amsterdam está ganhando de Paris e Bélgica no quesito pior serviço da viagem…

Pegamos um tram de volta para o hotel, rapidinho, compramos as passagens avulsas mesmo (se tivéssemos comprado um passe pra hoje por exemplo, que só usamos o tram uma vez, teríamos perdido dinheiro). Encerramos o nosso primeiro dia em Amsterdam super cansados e não muito felizes por causa do roubo da carteira, mas enfim, pelo menos o tempo está bom e temos os amigos curtindo a cidade com a gente. Amanhã é dia de ver tulipas!

Um dia em Bruges

April 8th, 2011 by Luciana Misura

Pegamos o metrô pra estação Bruxelles Midi de onde saem os trens para Bruges. Compramos os tickets de ida e volta direto no guichê, e ganhamos um desconto para família viajando junta, que baixou o preço dos tickets consideravelmente. A sinalização da plataforma era péssima, demos umas voltas tentando encontrar a plataforma certa e quando chegamos lá uns funcionários estavam avisando que o trem tinha mudado de plataforma e ia sair em poucos minutos. Todo mundo correndo descendo escada e subindo pra chegar na plataforma certa, uma confusão. Enfim entramos no trem, a viagem foi tranquila, em torno de uma hora com várias paradas.

Chegamos na estação de Bruges e atacamos umas batatas fritas belgas numa lojinha ainda dentro da estação – maravilhosas! As batatas fritas belgas não são famosas por nada – elas são fritas duas vezes pra serem crocantes por fora e molinhas por dentro. Eles tem uma variedade enorme de molhos, a maioria absoluta é a base de maionese, nós pedimos o Andalouse que me foi recomendado pela @danibelgium e eu adorei.


Pegamos um ônibus da estação de trem para o Grote Markt de Bruges. É uma viagem rapidinha, e estava um dia lindíssimo mas bem frio. Chegamos na praça que é bem bonita e estava com os canteiros todos floridos. Muita gente, charretes pra levar os turistas pra passear, vários restaurantezinhos, os prédios lindos super antigos (a torre do sino é do século 12!).




Resolvemos fazer um roteiro a pé mesmo que estava no meu guia de viagens e fomos explorando as ruazinhas e canais dessa cidade medieval super fotogênica. Não entramos no Frietmuseum (Museu da Batata-Frita) e por causa do frio achamos melhor não fazer o passeio de barco pelos canais (o vento ia ser de matar). Julia ia “fotografando” tudo – principalmente os patinhos e cisnes nos canais, os barquinhos passando nos canais maiores. O salão do Burg estava fechado para um casamento e não pudemos entrar. Ainda vimos os noivos chegando na hora que estávamos ali, em uns carros antigos bacanas. Andamos bastante até voltarmos a praça principal e bater a fome, aí fomos procurar um restaurante pra almoçar.









Escolhemos a simpática Brasserie Matin Midi, e demos muita sorte com a comida que estava deliciosa! Eu pedi uns croquetes de camarão que supostamente são típicos da Bélgica (com o impronunciável nome Garnalenkroketjes), o Gabe foi de salada com queijo de cabra, meus pais comeram omeletes com saladas, todo mundo gostou. Meu pai bebeu a cerveja local de Bruges, chamada Brugse Zot e adorou. Julia estava dormindo no carrinho e nem acordou pra comer.


Depois do almoço continuamos a andança por outra parte da cidade. Passamos pela Catedral de São Salvador que estava em obra, andamos até a outra catedral e margeando um dos canais até dar a volta e chegar ao Burg e depois a praça principal de novo. Com uma nova parada para mais batatas fritas deliciosas, dessa vez com um molho de alho, nham nham.




Na Markt entramos num dos restaurantes pra comer waffle, que estavam gostosos mas esses não eram waffles de Liège e sim de Bruxelas, que não são tão gostosos. A massa realmente faz uma diferença! Depois do lanche com chá para esquentar, pegamos o ônibus e o trem de volta pra Bruxelas, que já estava ficando tarde e a gente ainda tinha que arrumar as malas pra seguir viagem no dia seguinte pra Amsterdam.



A nossa passagem pela Bélgica deixou a maior vontade de voltar pra conhecer melhor esse país pequenininho mas bem interessante (e com comida deliciosa!).

Au revoir Paris! Prazer em conhecer, Bruxelas

April 7th, 2011 by Luciana Misura

Acordamos cedo pra poder dar uma arrumada geral no apartamento e fazer as malas antes de ir embora. O nosso trem (Thalys, de alta velocidade) para Bruxelas estava marcado para 13h saindo da Gare du Nord. O dono do apartamento chegou um pouco depois das 11 da manhã que tínhamos combinado, deu uma olhada rápida e entregamos as chaves, tudo tranquilo.

Saímos com as nossas malas para pegar o RER B (a estação fica literalmente a poucos metros da entrada do prédio) até a Gare du Nord. A viagem foi rápida e simples, a única parte chata foi o elevador da plataforma do RER B até a plataforma dos trens – tinha um elevador só, super lento e pequeno, não cabíamos todos e só para subirmos os 5 com as malas levamos uns bons 30 minutos esperando! Outra bobagenzinha chata foi que o nosso ticket eletrônico do Thalys, que supostamente poderíamos retirar nas máquinas da estação (de acordo com o email que eu recebi deles), tinham na verdade que ser retirados no guichê. Ficamos um bom tempo tentando descobrir como fazer na máquina pra no final das contas ter que gastar um tempo na fila pra fazer a troca do voucher pelos tickets. Compramos um lanche no Paul pra comer no trem no caso da gente não simpatizar com a comida do vagão restaurante. Embarcamos, colocamos as malas no porta bagagem e fomos pros nossos assentos marcados (os assentos todos no Thalys são reservados). A viagem foi rápida (1h22 minutos de Paris a Bruxelas direto) passando por campos verdinhos e floridos. Mas não vi muito, dormi quase o tempo todo…


Chegamos em Bruxelas na estação Midi e fomos procurar um táxi pro hotel. Aconteceu aí uma situação muito chata, que foi piorada pela inabilidade dos belgas de se comunicarem adequadamente. Acontece que na Bélgica existe uma lei que todas as pessoas dentro de um táxi tem que ter o seu próprio assento. Incluindo crianças. Ou seja, a Julia não poderia ir no nosso colo como sempre fizemos em Paris ou mesmo nos EUA (crianças não precisam ter seu próprio assento e são isentas da lei da cadeirinha em táxis por aqui). Então nenhum táxi aceitava nos levar. Só que eles NÃO explicavam isso pra gente. Nós lá na fila esperando, todos os táxis passando e levando as pessoas que estavam atrás da gente e fazendo sinal pra gente que não, pra gente esperar outro táxi. Estávamos já morrendo de raiva sem entender nada, aí apareceu um taxista que falou que ia nos levar e nos deu um preço (alto por sinal) perguntando se concordávamos. A gente sacou que tinha alguma coisa estranha e ilegal na história e recusou, mas continuávamos sem saber qual era o problema. Resolvemos sair da fila e ir andando pra ver se conseguíamos pegar um táxi na rua e por sorte vi um táxi grande (uma van) que tinha deixado umas pessoas na estação e sinalizei pra ele parar. Ele nos levou para o nosso hotel, o moderninho colorido Hotel Pantone. Já nos esperando no hotel estava a queridíssima Tereza, que é amiga de blog há anos e mora em Bruxelas, e que seria a nossa guia por um dia. Fizemos o check-in, levamos as malas pro quarto e fomos pra rua começar a explorar a cidade. Detalhe: Julia não queria sair do hotel, ela ficou apaixonada pelo “hotel lindo”.




Estava um dia espetacular de sol e a temperatura super agradável (um ventinho frio batia de vez em quando). As flores da primavera estavam por todo o lado e fomos caminhando do hotel para a Avenida Louise, e de lá até a praça do Petit Sablon, muito lindinha. Julia achou logo um monte de sapinhos nadando no lago. De lá entramos na igreja em frente, a Notre Dame du Sablon, em estilo gótico e com vitrais lindíssimos.








Continuamos a caminhada rumo ao Grand Sablon, onde ficam várias lojas de chocolates maravilhosas. A primeira parada foi na Pierre Marcolini, loja chique, chocolates finos e a maioria amargo ou meio amargo. Provamos alguns, gostei mas não achei um espetáculo, e seguimos em frente. Próxima parada na Leonidas, que tinha um monte de ovinhos de Páscoa pequenininhos com uma infinidade de recheios deliciosos. Demos a volta na praça admirando as vitrines das outras lojas de chocolate já enfeitadas para a Páscoa e tive que parar na Univers du Thé, uma loja especializada em chás fantástica. Adorei o jeito que eles arrumaram os chás, em pequenos potinhos fechados que você podia ver e abrir para cheirar, e todos eles tinham etiquetas com a descrição da mistura e o nível de cafeína. O vendedor entendia muito de chás e batemos o maior papo com ele, ele foi mostrando cada chá raro maravilhoso incluindo um “chá azul” que é um chá verde que é seco com creme de leite e tem um cheiro incrível delicioso. Até um chá Ipanema eles tinham, com pitangas secas misturadas com as folhas de chá. Comprei dois chás diferentes e saí de lá pensando que queria uma loja assim perto de casa…ai ai…





A Tereza foi nos guiando pelas ruas e contando o que sabia dos lugares, passamos pelo Museu Real de Belas Artes, Museu Magritte, até o Palácio do Rei. Paramos numa carrocinha porque a Julia quis comer um waffle e minha nossa, que waffle absolutamente maravilhoso! Sem nada, só um pouquinho de açúcar por cima, mas a massa era deliciosa (esse era um waffle de Liège). Fizemos a volta e caminhamos até a Grand Place. Realmente a Grand Place é linda demais, pena que chegamos já com o sol um pouco mais baixo do que eu gostaria, mas tudo bem. Todos os prédios ao redor são lindos, é impressionante. Ficamos lá um bom tempo admirando cada um, Julia correndo, olhando os quadros que estavam sendo vendidos e fingindo que estava fotografando tudo.









De lá andamos até a estátua do Manequinho, que por acaso neste dia estava sem nenhuma roupinha especial, e como todo mundo fala, é uma estátua pequenininha e não tem muita graça. Pra chegar lá passamos por mais um monte de lojas de chocolate absurdamente lindas e vendedores de waffle. Seguimos atravessando as Galerias Royal Saint Hubert, e mais lojas de chocolate com vitrines lindas (já deu pra ver que essa cidade é o paraíso do chocolate).






No final da Galeria, viramos numa ruazinha estreitinha cheia de restaurantes, rumo ao Chez Leon, que é um dos restaurantes mais tradicionais da cidade. O objetivo era comer os mexilhões belgas famosos e tomar cerveja, claro. Eu bebi uma Tourtel, que é sem alcóol, só pra matar a vontade. ;-) A comida estava OK, com certeza o preço é mais pela fama do lugar do que pela qualidade. Depois do jantar tivemos que parar numa lojinha de waffles pra comer uns waffles caprichados de sobremesa, eu comi um com chocolate e chantilly por cima e o Gabe dividiu um com a Julia cheio de morangos e chantilly. Com certeza os melhores waffles que eu já comi na vida.




Tentamos achar um táxi pra voltar pro hotel mas não demos sorte, não vimos nenhum táxi grande e só apareceu taxista querendo dinheiro por fora pra levar a gente, então fomos de metrô mesmo. A Tereza ficou revoltada com essa história do táxi e conversou com um motorista, que confirmou o que a gente tinha ouvido antes. Ela prometeu que ia investigar se isso era tudo verdade. Fomos entrão pro metrô, que é arrumadinho e limpinho. Não tem catraca, então você não pode esquecer de validar o ticket na hora que entra ou pode tomar uma multa depois. Fizemos uma baldeação, nos despedimos da nossa querida guia Tereza, e depois fomos andando da estação na Avenida Louise para o hotel. Chegamos acabados, e com a sensação que gostaríamos de conhecer melhor Bruxelas. Sempre ouvi de todo mundo que é uma cidade feia, sem graça, mas o nosso dia foi ótimo e queria ter tido tempo de entrar nos museus por exemplo. Acho que o solzão, céu azul e temperatura amena colaboraram com a boa impressão da cidade – e a Tereza, claro!