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Posts Tagged ‘londres no outono’

Índice da viagem a Londres

December 3rd, 2010 by Luciana Misura

1o dia: Chegando em Londres
2o dia: Explorando Londres
3o dia: Covent Garden e Somerset House
4o dia: Here Comes the Sun
5o dia: Os guardas que não eram vermelhos
6o dia: Curtindo o Outono em Londres
7o dia: Greenwich com velhos (e novos) amigos
Londres: resumo de viagem

Londres: resumo de viagem

December 2nd, 2010 by Luciana Misura

Balanço: Adoramos a viagem, a cidade é o máximo, o maior problema foi o fuso horário: 6 horas a mais pra gente, Julia demorava pra acordar de manhã, era difícil sair do hotel com ela. O frio foi chato mas estávamos bem preparados para ele, felizmente a previsão de neve pra semana toda não se confirmou. A neve na verdade só caiu um dia depois que fomos embora, que aliás, foi greve no metrô, escapamos das duas. Pegamos entre -2 graus e 7 graus, bem frio pra ficar andando na rua o dia todo.

Amei a cidade, infelizmente o tempo cinza não ajuda muito, mas pegamos uns dois dias de céu azul fantásticos. Adorei a arquitetura, as milhares de coisas interessantes pra fazer, e comemos bem pagando pouco (nada gourmet porque restaurante chique com criança de 3 anos não dá, mas longe daquela história que a comida em Londres é ruim e cara). Queria ter ficado mais tempo, 7 dias pode ser um bom tempo pra quem vai sem criança, mas com criança pequena estou chegando a conclusão que a gente precisaria de uns dois dias a mais pra ver a mesma coisa. Com certeza vamos voltar no futuro, principalmente pra conhecer as cidades ao redor (Oxford, Cambridge, etc) que não pudemos ver dessa vez. Várias atrações do meu roteiro inicial ficaram de fora, justamente porque a gente nunca conseguia sair do hotel cedo e muitas atrações fecham em torno de 5 da tarde. Mas tudo bem, eu faço roteiro pra ter uma idéia do que tem pra ver e fazer, se não der fica pra próxima. Aproveitamos bastante mesmo assim, econtramos muitos amigos novos e antigos, Julia curtiu bem mais essa viagem que todas as outras (há meses a gente vinha lendo o livro de Londres pra ela quase todos os dias, que ela preferia aos livros de San Francisco e Nova York por exemplo, e ela apontou direitinho o Big Ben, a Tower Bridge, ficou empolgada).

Planejamento: Usei três guias de viagem, o DK Londres, o DK Top 10 Londres e o Frommer’s London with Kids. O DK Top 10 e o Frommer’s foram os que eu mais usei porque tinham dicas preciosas pra quem não tem muito tempo e obviamente, pra quem viaja com criança. Também li bastante o blog da Adriana, que mora em Londres e tem ótimas dicas.

Usei como sempre o Google Maps pra marcar todos os pontos de interesse da viagem, e disponibilizei o meu mapa com tudo já marcadinho pra quem quiser usar aqui. Cada dia tem uma cor, e como falei antes, não vimos tudo que está marcado aí. Se a gente tivesse saído do hotel as 9 da manhã ao invés de 11 todos os dias, teria dado pra fazer tudo. Mas infelizmente acordar a Julia de manhã foi tarefa complicada. Acessava o mapa pelo iPhone através da app My Maps, que foi a mesma que usei na viagem pra San Francisco.

Chegada: Nós voamos pela Continental, de Austin para Houston e de lá direto para o aeroporto de Heathrow, em Londres. Pegamos um táxi do aeroporto pro hotel, já que encarar trem com malas e criança pequena não está na minha lista de coisas que gostaria de fazer. O avião foi um Boeing 777 excelente, com uma mega programação de filmes e várias opções infantis que a Julia amou. Pra uma viagem em classe econômica foi boa.

Transporte: Compramos um Travelcard de 7 dias, que dá direito a viagens de ônibus e metrô ilimitadas, e o Travelcard de 7 dias automaticamente vem no Oyster card (que é o cartão magnético que você passa na catraca do metrô e nos ônibus; tem que pagar as 3 libras de depósito do Oyster + o preço do Travelcard de 7 dias, que custou 25.80 libras pra zonas 1-2, que são as principais). Crianças até 10 anos não precisam pagar transporte se estiverem acompanhadas dos pais. Você pode comprar um Travelcard online ou direto na estação de metrô, como fizemos. Usamos muito mais o metrô do que os ônibus, simplesmente porque a gente não queria ficar esperando ônibus no frio (e achei o metrô também mais fácil de usar do que os ônibus, diga-se de passagem). Algumas estações tem elevadores, mas não são muitas, então a gente carregava carrinho pra cima e pra baixo mesmo, mas com duas pessoas é tranquilo fazer isso.

Hotel: Nós ficamos no Marriott County Hall, um hotel dentro do prédio histórico do County Hall, que fica na beira do Tâmisa literalmente colado na London Eye, com o Parlamento/Big Ben na margem oposta. A localização é fantástica. Tem duas estações de metrô perto: Westminster, que tem elevadores e era ótima pra gente com criança no carrinho e Waterloo, que é uma mega-estação e também tem elevador, mas era um pouco mais distante. O serviço do hotel me decepcionou um pouco mas disse uma fonte confiável que trabalha lá que foi por causa do torneio de tênis (o hotel hospedou os top 8 tenistas do ano que estavam em Londres disputando a Master Cup e toda a sua entourage). Aliás, logo no primeiro dia demos de cara com Federer, Nadal, Djokovic, Roddick e afins. Enfim, o nosso quarto era de bom tamanho, tínhamos acesso ao Executive Lounge que servia café da manhã gratuito, e escrevi um email enorme reclamando da nossa espera no check-in, que foi a minha maior bronca, vamos ver o que eles vão responder. Mas é um hotel bacana muitíssimo bem localizado, boa opção.

Telefonia: Fui com um plano internacional da AT&T pra poder usar o meu iPhone por lá, mas os preços são abusivos (25 dólares por 20MB!). Chegando na Oxford Street tinha uma loja atrás da outra que fazia desbloqueio do celular e aproveitei pra fazer por 10 libras (depois de pechinchar um pouco). Comprei um SIM card da Three por 2 libras e um plano de 10 libras que dava direito a 100 minutos, 500 MB e 3000 text messages. Passei a semana feliz e contente sem me preocupar com minutos megabytes e afins. Recomendo MUITO.

Fotos em breve!

Relato dia-a-dia:
1o dia: Chegando em Londres
2o dia: Explorando Londres
3o dia: Covent Garden e Somerset House
4o dia: Here Comes the Sun
5o dia: Os guardas que não eram vermelhos
6o dia: Curtindo o Outono em Londres
7o dia: Greenwich com velhos (e novos) amigos

Greenwich com velhos (e novos) amigos

November 27th, 2010 by Luciana Misura

Acordamos destruídos depois de ir dormir super tarde e saímos do hotel pra encontrar com a Letícia, o Mirco e a Carolina depois do desencontro da noite anterior e o Hiro, a Bárbara e o Jonas, pra pegarmos todos o barco para Greenwich, cidadezinha onde fica o famoso meridiano marco 0 que divide o oriente do ocidente.

O passeio de barco é legal mas além do tempo ruim nós mal olhamos pra fora: estávamos as três de olho nas crianças que estavam brincando juntas. A Letícia eu já tinha encontrado no Rio em agosto passado, a Bárbara ainda não conhecia pessoalmente. Ficamos batendo o maior papo sobre maternidade e filhos invariavelmente.

Chegamos em Greenwich e encontramos com a Lelei e o namorado dela, e como estávamos com fome, fomos ao Greenwich Market, um mercadinho muito simpático que tem barraquinhas vendendo comida de todos os tipos. A barraca brasileira estava vendendo só churros e apelamos pra barraca portuguesa, que tinha os salgadinhos que a gente estava procurando: coxinhas, risoles, empadinhas, tudo bem gostoso. Depois dos salgados nos rendemos aos churros brasileiros feitos na hora, muito bons! A Helô nos encontrou no mercadinho e participou da comilança.

De lá fomos andando para o Observatório de Greenwich, mas ainda fizemos alguns detours. A Flávia com o marido e a filha, Victoria, apareceram e como ainda não tinham comido, foram almoçar. A Lelei e o namorado se despediram, e o resto do grupo prosseguiu por dentro da Universidade de Greenwich, passando pelo Museu Marítimo até finalmente chegar ao topo do Observatório. Quando estávamos lá em cima a Adriana se juntou à turma. Tiramos as fotos de praxe com um pé em cada hemisfério, apreciamos a vista bacana lá de cima e fomos descendo pra pegar o barco de volta. A Flávia e a Victoria se juntaram ao grupo, estávamos todos indo para o Victoria & Albert Museum of Childhood.

Batemos o maior papo no barco novamente, o pessoal que não se conhecia ainda descobrindo que já lia o blog um do outro, a Victoria, a Julia e a Carolina brincando, mas demorou razoavelmente até chegarmos a parada que queríamos. Na verdade a gente deveria ter ido de Greenwich para o V&A Childhood de metrô e não de barco pra ser mais rápido, mas tínhamos comprado o ticket de ida e volta do barco sem pensar nesse detalhe.

Quando chegamos ao V&A Childhood já estava faltando pouco pra fechar. É um museu simpático, de brinquedos, e tem várias relíquias interessantes por lá. Como chegamos tarde não tinha mais nenhuma atividade rolando pras crianças, então demos uma volta no primeiro andar vendo os brinquedos-relíquias da nossa infância. A lojinha do museu tem vários brinquedos clássicos bem legais. Julia nem viu o museu, pegou no sono no metrô ainda e dormiu o tempo que a gente estava por lá. Depois que o museu fechou decidimos ir pra estação de Waterloo, que era de onde todo mundo ia pra casa mesmo, e procuramos um restaurante pra jantar ali perto.

Acabamos comendo no Pizza Express que fica atrás do Royal Festival Hall, que recebeu super bem o grupo grande. A pizza não foi lá essas coisas, a pizza do Strada ali pertinho foi muito melhor e mais barata. A Julia resolveu provar azeitonas já que a Victoria estava comendo e gostou, só isso já valeu a experiência. Ficamos batendo papo e as crianças brincando super contentes, então a comida foi o de menos. As pizzas ficam entre 6 e 10 libras, e são individuais. A Julia comeu um macarrão do menu infantil mas não gostou, mas ela também não estava muito interessada na comida. Ficamos lá um bom tempo, as meninas babando no Jonas, e nos despedimos dos velhos (e novos) amigos já pensando em quando vamos voltar.

Continuando a viagem:
1o dia: Chegando em Londres
2o dia: Explorando Londres
3o dia: Covent Garden e Somerset House
4o dia: Here Comes the Sun
5o dia: Os guardas que não eram vermelhos
6o dia: Curtindo o Outono em Londres
7o dia: Greenwich com velhos (e novos) amigos
Londres: resumo de viagem

Curtindo o Outono em Londres

November 26th, 2010 by Luciana Misura

Quando acordamos e olhamos pela janela morrendo de medo de ver neve (a previsão era neve todos os dias até domingo) levamos um susto: o céu estava azulzinho, sem uma nuvem no céu, um espetáculo! O frio continuava o mesmo claro, quem já morou em países frios sabe que os dias mais frios costumam ser os de sol e céu azul. A temperatura era de -2 graus, e lá fomos nós bem embrulhadinhos pra encarar mais um dia na rua. Fomos dando a volta pelo Parlamento, que realmente é um prédio incrível, a arquitetura gótica é impressionante.




Dali passamos pela Westminster Abbey, que é a igreja enorme também gótica onde acontecem coroações, casamentos e funerais reais (incluindo o funeral da Princesa Diana). Estava uma fila enorme na porta da igreja pra entrar, mas não estava nos nossos planos então continuamos andando até o metrô.




Saímos em Kensington Gardens, pra passear no lindo parque aproveitando o dia de sol. A paisagem de outono estava maravilhosa, Julia adorou os patinhos nos lagos (que estavam até com umas camadas de gelo aqui e ali, flutuando). Depois de aterrorizar pombos e patos, ela foi brincar com as folhas secas no chão, fez a maior farra jogando folhas pro alto. Quando cansou da brincadeira, aproveitou o parquinho ali ao lado. Não tem frio que pare uma criança quando vê um parquinho!









Continuamos atravessando Kensington rumo ao Hyde Park. Novamente Julia adorou ver os patos e cisnes no lago, e o parque de diversões/mercado de Natal que montaram ali pro final do ano.




Mas estávamos todos com fome e seguimos caminho até a área onde fica a Harrods. Fizemos um passeio rápido pela Harrods, porque estava absurdamente cheia e ficar andando ali dentro com carrinho de criança estava complicado, além de estarmos com fome e não tinha nada ali dentro que não estivesse lotado ou super caro (hamburguer de 15 libras não, obrigada). Essa loja de departamentos que tem absolutamente de tudo tem uma decoração muito doida, quase um parque temático a cada ala. As vitrines também são super criativas. Mas estava MUITO cheia, fugimos da confusão rapidinho…



Paramos para comer no Eat do outro lado da rua, é uma rede de lanchonetes parecida com a Pret, que vende sanduíches, sopas e tortas. Eu comi um sanduíche de frango com manjericão (você pega frio na geladeira e eles esquentam) que estava ótimo, e o Gabe comeu uma torta de carne com purê tradicional que achou boazinha. Julia comeu um sanduíche de presunto e queijo (quente) toda satisfeita. Gostei muito mais da comida na Eat que na Pret. Mais ou menos 5 libras por pessoa, bom, bonito e barato ;-)

Andamos então até o Museu Victoria & Albert, pra passar o resto da tarde. Adorei as exposições de história das jóias e vitrais, infelizmente não vi a de moda porque não ficamos tempo suficiente. O museu em si é bem bonito também, o pátio interno com o espelho d’água ficou lindo iluminado no final do dia. Julia gostou de uma área nas pratarias que você podia gravar uns desenhos em uma moeda de papel prateado, ficou lá um tempão brincando, e quando ela resolveu que estava com fome fomos embora.








Passamos na Paul que é um café-padaria francesa que tem várias lojinhas na cidade e a Julia tomou um chocolate quente com um pãozinho antes de seguirmos pro metrô. Ela estava sonolenta e nem chegamos no metrô ela pegou no sono.

Fomos para Covent Garden encontrar o Hiro e o Daniel, amigos dos tempos de PUC-Rio que não via há anos! Marcamos de jantar no Belgo, um restaurante obviamente belga, que estava bem cheio. A Letícia com o marido e a Carol estavam chegando em Londres e combinamos deles irem direto pra lá jantar com a gente. Acabaram nos colocando numa mesa no subsolo (num cantinho onde o carrinho da Julia podia ficar sem dobrar, já que ela continuava dormindo) e nenhum dos celulares pegava. Avisamos que estávamos esperando a Letícia, pra eles ficarem de olho e tal mas não adiantou nada, a Letícia chegou, nos procurou, as antas falaram que a gente não estava lá e eles foram embora. Que raiva! Mas enfim, eu, Hiro e Daniel comemos os clássicos mexilhões belgas com batata-frita tomando uma cerveja ótima, Gabe pediu um prato de frango que falou que estava bom e quando a madame Julia finalmente acordou no final do jantar, comeu Fish and Chips toda contente. Os preços ficam em torno de 11-14 libras, o menu está aqui. Tomei um sorvete de pistache de sobremesa que estava OK, mas devia ter pedido um waffle belga que estava com uma cara melhor ;-) Saímos de lá super tarde, foi ótimo encontrar os dois depois de tantos anos, pena que as esposas não puderam ir também. Chegamos no hotel doidos pra dormir mas a Julia estava com a corda toda depois da mega-soneca em hora errada e só pegou no sono quase 1h30 da manhã…

Continuando a viagem:
1o dia: Chegando em Londres
2o dia: Explorando Londres
3o dia: Covent Garden e Somerset House
4o dia: Here Comes the Sun
5o dia: Os guardas que não eram vermelhos
6o dia: Curtindo o Outono em Londres
7o dia: Greenwich com velhos (e novos) amigos
Londres: resumo de viagem

Os guardas que não eram vermelhos

November 25th, 2010 by Luciana Misura

Acordamos com medo de olhar pela janela: a previsão para hoje era de neve, que apesar de ser linda ia atrapalhar bastante os nossos planos. Felizmente não nevou mas o frio era grande, -1 grau. Nos encasacamos ainda mais e saímos do hotel andando com destino ao Palácio de Buckingham, pra ver a famosa troca da guarda.

Andamos pelo St James’ Park, que estava bem bonito com algumas árvores ainda com as folhas coloridas pelo outono, mas não paramos pra poder chegar na hora da troca da guarda.


Chegamos bem no comecinho, estava lotadíssimo, mas conseguimos um lugar razoável pra ver os soldados passando (mas sem condição de ver a troca lá dentro do pátio do Palácio, a muvuca era muito grande, não sei como esse pessoal chegou cedo e ficou esperando nesse frio absurdo!). Julia amou os soldados marchando e a bandinha tocando, ficou encantada, não queria que acabasse. Infelizmente no frio os soldados vestem um casaco cinza por cima do uniforme tradicional vermelho, e com o dia cinza que estava fazendo, não foi tão bonito. Ficamos lá na frente um bom tempo ouvindo a banda tocar, Julia não queria ir embora, e pra nossa surpresa tocaram até a música tema de Star Trek, surreal!





Como o frio estava pegando nos dirigimos ao Green Park, também um parque enorme e bem bonito com as árvores coloridas pelo outono, rumo a estação de metrô de mesmo nome, pra procurar abrigo no British Museum. Um louco estava fazendo exercício no parque vestindo short e camiseta de manga comprida, fala sério! A gente ali congelando…


Chegamos no British Museum e fomos logo almoçar em um dos cafés (por engano, deveríamos ter ido pro restaurante, mas enfim). Comi uma tradicional torta de carne britânica, estava bem gostosinha, Julia dividiu comigo. Gabe comeu uma quiche boa também. Pratos na faixa de 7 libras. Depois do almoço ficamos explorando o museu, principalmente a ala egípcia, vimos a famosíssima Rosetta Stone, múmias, sarcófagos e muitas outras coisas interessantes. Nessas horas dá uma vontade enorme de ter uma máquina do tempo pra conhecer o Egito na época em que tudo aquilo ali estava no seu esplendor! Devia ser fantástico. Julia se divertiu andando pelo museu tirando fotos com o celular. Ainda demos uma passadinha pela parte sobre a Pérsia, vimos uma exposição que achamos bem bacana sobre a história dos relógios com modelos de todas as épocas, e saímos pra procurar um lugar pra Julia fazer um lanche, que ela já estava sem paciência (eu devia ter tomado o chá da tarde no restaurante do museu em retrospecto, mas a Julia estava de péssimo humor porque estava com sono e eu não quis arriscar).










Começamos a andar na rua e ela pegou no sono no carrinho mesmo (claro!), devia ter voltado pro museu, acabamos voltando pro hotel porque tínhamos marcado de jantar com a Adriana e a Lelei no Canteen, que fica no Royal Festival Hall ali do lado. Chegamos e encontramos a Lelei, nos deram logo uma mesa (tínhamos tentado ir ao Canteen outro dia mas estava lotado) e depois de um tempo a Adriana chegou. O Canteen tem comida tradicional britânica, e eu pedi um Venison & Ale Stew, que é um ensopado de carne de cervo com cerveja. Estava gostosinho, mas nada demais, não pediria de novo. Julia foi de Fish and Chips mas comeu da minha comida também e eu da dela (a dela estava melhor que a minha!). Gabe comeu Rosbife mas também achou um pouco sem-graça. A comida fica na faixa de 10 a 17 libras os pratos principais, o menu está aqui. Jantamos e falamos muito, Julia adorou as tias, pediu pra sentar entre elas, estava de ótimo humor depois do seu soninho ;-) Foi ótimo conhecê-las pessoalmente, assim como a Helô a gente se conhecia via blog há anos, e marcamos de nos encontrar todos no sábado em Greenwich.

Continuando a viagem:
1o dia: Chegando em Londres
2o dia: Explorando Londres
3o dia: Covent Garden e Somerset House
4o dia: Here Comes the Sun
5o dia: Os guardas que não eram vermelhos
6o dia: Curtindo o Outono em Londres
7o dia: Greenwich com velhos (e novos) amigos
Londres: resumo de viagem

Here comes the sun

November 24th, 2010 by Luciana Misura

Quando vimos o sol brilhando no céu mesmo com nuvens não tivemos dúvida: vamos começar o dia na London Eye! Antes tivemos que fazer uma parada estratégica no parquinho do lado do hotel e da London Eye que a Julia já estava há dias querendo ir.


Ela brincou um pouquinho, estava lotado de crianças, e aí sim fomos dar uma voltinha nessa roda-gigante moderna. Não tinha fila praticamente, se a gente esperou 10 minutos na fila pra entrar foi muito!

A volta completa na London Eye dura 30 minutos e a vista é mesmo muito legal. Como a cidade é enorme, não se vê um pedacinho que não seja ocupado além das áreas verdes dos parques. Se você der sorte e não tiver companheiros de cápsula que ficam sentados o tempo inteiro no corrimão bloqueando a vista, melhor ainda (como tem gente mal educada no mundo!). Julia curtiu menos do que eu esperava, ela ficou brincando com a Pretty a maior parte do tempo, e gostou mesmo de tirar fotos com o celular do Gabe. É incrível como as cápsulas não balançam nada, a roda não faz barulho nenhum, nada a ver com as rodas-gigantes da nossa infância.








De lá atravessamos a ponte Westminster novamente e aproveitei pra tirar as mesmas fotos de antes com o céu azul:

Fomos então para a Torre de Londres, a fortaleza-castelo construída em 1066 que foi residência real, prisão de personalidades importantes e histórias trágicas. É lá que ficam as jóias reais, como as coroas, cetros, espadas e outros adereços usados em coroações. Na Torre eram feitas armaduras, armas e moedas, mas aos poucos foi sendo menos utilizada pela realeza e virando uma atração turística – já nos anos 1600 as jóias da coroa podiam ser vistas pelo público! Julia amou o castelo, quis subir e descer escadas nas torres, adorou os soldados marchando no pátio e achou o máximo ver as coroas de verdade. Realmente um passeio que vale muito a pena.













A essa altura o dia estava bem bonito, quase na hora do pôr-do-sol, fomos andando até a Tower Bridge, que é a ponte mais pitoresca da cidade. Julia já tinha visto a Tower Bridge em vários filmes da Disney (Tinkerbell e Peter Pan por exemplo) e reconheceu logo. Estava um vento absurdamente frio na ponte, atravessamos batendo os dentes e mal paramos pra tirar fotos. Chegamos do outro lado procurando um lugar pra tomar um chá e chocolate quente pra esquentar, e fomos no Most Bar Cafe que fica bem embaixo da ponte, é minúsculo mas tem uma vista bacana bem no nível da água.




Fomos andando pela margem sul do rio (praticamente correndo porque o vento estava MUITO frio!), passando pelo City Hall, que é um prédio super moderno bem diferente do resto, vários outros prédios comerciais, o navio-museu HMS Belfast, o Borough Market que já estava fechado e o Shakespeare’s Globe, também fechado. Finalmente chegamos ao Tate Modern, que é o museu de arte moderna, um pouco mais de uma hora antes de fechar.


Entrando no Tate fui direto pro 5o andar pra ver a exposição das obras que me interessavam mais, de Cubismo Futurismo e Pop Art, mas achei a coleção bem fraquinha. Fui pro 3o andar onde tinha arte Abstrata e Expressionismo antes que fechassem as salas e novamente não achei grande coisa. Achei a coleção do SFMOMA por exemplo muito melhor e exposta de uma maneira bem mais organizada. Pra não dizer que não vi nada bacana, achei muito legal a sala com os cartazes de propaganda comunista da antiga União Soviética, ilustrações maravilhosas e design muito bem feito, mas novamente a forma com que foram mostrados os posters achei muito ruim (literalmente lado a lado e do teto ao chão, quase não tinha espaço entre eles e era bem ruim de ver os que estavam no alto). Uma pena.

Depois que o Tate fechou, fomos andando pela Millenium Bridge, que é a ponte super moderna de pedestres que sai da frente do Tate e chega de cara para a Saint Paul Cathedral. Estava bonita iluminada, mas seguimos para o metrô mais próximo e fomos para Covent Garden.



O destino era o restaurante Jamie’s Italian, do chef celebridade Jamie Oliver (eu sou fã, tenho alguns livros de receita dele que uso muito). Tínhamos combinado com a Carina, que mora na Alemanha e só conhecia pelo Twitter, de nos encontrarmos por lá (ela faz parte do grupo que está sempre nos comentários do Viaje na Viagem, então foi uma mini-ConVNVenção como o pessoal por lá chama esses encontros). Esperamos uma hora, mas valeu a pena. Gostamos bastante da comida, e como você pode pedir os pratos em dois tamanhos, pequeno ou grande, acabei pedindo dois pratos diferentes em tamanhos pequenos e experimentei logo duas delícias de uma vez. Fui de Ravioli de Abóbora e Sálvia (especial do dia) e Papardelle com molho de Coelho, estavam deliciosos, não sei de qual gostei mais! A Carina pediu um risoto do dia e uma salada que também adorou, Gabe pediu umas linguiças italianas que gostou mas não ficou tão impressionado assim. Julia foi de macarrão ao pesto de novo (por que criança quer sempre comer a mesma coisa? ô dificuldade!). De sobremesa pedi um brownie com framboesa e amaretto muito bom, e Gabe e Julia dividiram um gelato. Adoramos a comida, eu sinceramente esperava menos do restaurante, achava que ia ser o típico caso do chef famoso que abre um monte de restaurantes e a qualidade não é lá essas coisas. Os preços são bons, a maioria das massas custa menos de 10 libras a porção grande e os outros pratos de carne e peixe ficam entre 11 e 16 libras, veja o menu. Conversamos muito, adorei conhecer a Carina, espero encontrá-la pela Europa em outras ocasiões! Nos despedimos super tarde e chegamos no hotel acabados.


Continuando a viagem:
1o dia: Chegando em Londres
2o dia: Explorando Londres
3o dia: Covent Garden e Somerset House
4o dia: Here Comes the Sun
5o dia: Os guardas que não eram vermelhos
6o dia: Curtindo o Outono em Londres
7o dia: Greenwich com velhos (e novos) amigos
Londres: resumo de viagem

Covent Garden e Somerset House

November 23rd, 2010 by Luciana Misura

Começamos o dia em Covent Garden, no mercado que hoje virou uma área com lojinhas bonitinhas, cafés e restaurantes. Quando chegamos estava bem vazio e nem os onipresentes artistas de rua estavam por lá. Julia se divertiu correndo atrás de uns pombos, e passamos em uma loja histórica, a Benjamin Pollock Toyshop, que é uma loja de brinquedos tradicionais fundada pelos idos de 1850 e que até hoje tem os clássicos brinquedos de pano, madeira e papel que divertiram gerações. Caixinhas de música, teatrinhos de fantoches, cada coisa muito legal. Julia não queria ir embora de lá. Achei Covent Garden bem sem-graça, talvez por causa da hora do dia, não sei…




Fomos almoçar em uma lanchonete ali pertinho chamada GBK, Gourmet Burger Kitchen, que segundo alguns locais que nos passaram a dica, é o melhor hamburguer da cidade. Realmente estava uma delícia, eu pedi um Garlic Mayo Burger (sou fanática por maionese de alho, mas eles colocaram maionese demais!) e o Gabe foi de Chilli Burger. A Julia comeu o Junior menu, que vinha com 1 hamburguer, batata-frita, uma bebida a escolha e um picolé de sobremesa. Achei tudo muito grande e não consegui comer o meu hamburguer todo, muito menos a Julia. E foi super demorado, levamos bem mais de uma hora lá. Os hamburgueres ficam na faixa de 7-8 libras e o menu infantil custa quase 6. Mas foi muito gostoso, realmente!

De lá partimos para a Somerset House, que abriga a pequenina Courtauld Gallery, com uma coleção excelente de pinturas impressionistas. Bem no meio do pátio tem um rink de patinação no gelo legal, uma árvore de Natal enorme e um lounge com bar pra quem está patinando se aquecer com um chocolate quente ou vinho.



Mas meu objetivo era a galeria e fiquei lá babando (e fotografando!) nos Monets, Van Goghs, Renoirs, Cézannes, Seurats, Degas…Amei ver todos esses quadros e a galeria e pequenininha, não tinha quase ninguém, dava pra olhar tudo com calma. Enquanto isso o Gabe tomava conta da Julia que queria ver a patinação no gelo lá fora. Depois que ela cansou do frio eles ainda entraram um pouco na galeria, Julia adorou o quadro das bailarinas de Degas (ela anda apaixonada pela aula de ballet).








Julia resolveu então que queria patinar no gelo. Ficamos surpresos porque ela normalmente resiste a experimentar coisas novas, e lá foi o Gabe com ela patinar, enquanto eu fiquei com a câmera pronta esperando. Eles deram umas duas voltas no rink e ela odiou, começou a chorar, não adiantava a gente falar como ela tinha que fazer com as pernas, ela deixava a perna mole e escorregava, e não teve jeito de convencê-la a segurar nos pinguins que eles tinham pras crianças se apoiarem. O Gabe ainda deu umas voltinhas depois enquanto eu ficava com ela assistindo.


Saímos rumo ao Royal Festival Hall pra encontrar com a Helô, que estava por ali a trabalho. Batemos um papo rapidinho, conheci também a Ana Lucia que é fotógrafa e ainda não tem blog (acho que eu e a Helô conseguimos convencê-la a tentar) e elas tiveram que ir embora. Uma pena, foi ótimo conhecer a Helô pessoalmente depois de tanto tempo só por blog, e a Ana Lucia também, mas a gente vai se encontrar de novo no sábado. Julia estava de bom humor mesmo não tendo dormido de tarde, ainda bem ;-)

Fomos jantar em um restaurante italiano ali mesmo, o Strada, depois de tentar outros dois restaurantes que estavam lotados na área. Ainda esperamos uns bons 30 minutos por uma mesa. Eu pedi um Risoto de Queijo de Cabra e Alcachofra que estava muito bom, aliás eu nunca consegui comer um risoto nos EUA que estivesse no ponto como esse. Gabe disse que não estava com fome e pediu uma Pizza Margherita fininha que ele gostou, e ainda comeu o resto do meu risoto que achei bem grande. Julia comeu um Penne ao Pesto até o final, que é o prato preferido dela. Os risotos e massas ficam na faixa de 10 libras, e os de peixes e carnes em torno de 15, o menu está aqui. A sobremesa achei cara pelo tamanho, comi um Trancio Cioccolato que era uma trufa maravilhosa mas bem pequena e custou 5 libras. Julia e Gabe dividiram um gelato também gostoso. Eles tem um menu infantil pequeno mas fazem meia porção dos risotos e massas do cardápio adulto pra criança também, o que é uma ótima opção. O serviço foi muito bom, gostamos bastante. Fomos pro hotel já bem cansados, ainda não nos ajustamos muito bem ao fuso horário.

Continuando a viagem:
1o dia: Chegando em Londres
2o dia: Explorando Londres
3o dia: Covent Garden e Somerset House
4o dia: Here Comes the Sun
5o dia: Os guardas que não eram vermelhos
6o dia: Curtindo o Outono em Londres
7o dia: Greenwich com velhos (e novos) amigos
Londres: resumo de viagem

Explorando Londres

November 22nd, 2010 by Luciana Misura

O dia começou cinza e frio, contrário a previsão de sol (o que não deve ser raro por aqui), e lá fomos nós explorar a cidade. Julia devidamente embrulhadinha no bundleme do carrinho, a gente fica com até com inveja dela ;-)

Atravessamos a ponte de Westminster (agora tiramos umas fotos de dia do Parlamento, Big Ben, o hotel e a London Eye) e fomos até a estação do metrô de mesmo nome para comprar o nosso Travelcard de 7 dias. Foi super simples, escolhemos as zonas 1-2 que são as zonas principais e onde ficam a maioria das atrações e pegamos os nossos Oyster cards (que é o cartão magnético carregado com o Travelcard).


Pegamos o metrô, o destino era Trafalgar Square, a praça famosa na frente da National Gallery. Demos uma volta na praça, Julia ensaiou andar um pouquinho mas com o vento frio que estava soprando ela resolveu voltar pro carrinho num instante. O vento era tão forte que espirrava a água dos chafarizes longe. Um malabarista solitário lutava contra o vento, coitado.



Entramos na National Gallery, que é o museu que eu queria mais ver em Londres. Desde que eu era uma adolescente estudando desenho e pintura que encontrava com frequência o nome desse museu em diversos livros de arte – junto com o Louvre, o Musée D’Orsay e o Metropolitan em NY. Então a minha cabeça estava lá nas minhas aulas de desenho quando visitei a National Gallery, foi fantástico ver Van Eyck, Da Vinci, Michelangelo, Caravaggio, Velázquez, Turner, Monet, Renoir, Van Gogh e muitos outros ao vivo. Morri de inveja dos estudantes de arte desenhando sentados pelos corredores, deve ser demais estudar arte com esses museus assim pertinho. Vários grupos de crianças com uniformes escolares visitavam a galeria, as professoras explicando os quadros mais importantes e contando um pouco da história do país através de alguns deles. Dei uma voltinha mostrando pra Julia alguns estilo diferentes de pintura e ela até que gostou, principalmente dos quadros que tinham crianças e bichinhos, hah ;-) Infelizmente fotografia não é permitida dentro do museu, nem mesmo pra tirar fotos dos corredores. Quando Julia já estava ficando muito inquieta fomos procurar um lugar pra comer.

Almoçamos no Pret-a-Manger, que é uma lanchonete com sanduíches e sopas que começou em Londres e hoje em dia tem lojas espalhadas pela Europa e EUA. Gabe pediu um sanduíche de frango que estava gostoso e eu e Julia fomos de sopas pra espantar o frio (cenoura com cominho pra mim, missô pra ela). Não gostei da minha sopa, estava com cominho demais pro meu gosto, e acabei trocando de almoço com o Gabe, que gostou. Compramos umas frutas e uma mousse de sobremesa, mas achei a mousse bem fraquinha. O legal do Pret é que eles não jogam a comida fora no final do dia, eles doam pra abrigos que cuidam de moradores de rua.

Fomos andando por Piccadilly Circus, que não tem nada demais, e Leicester Square (pegadinha britânica, eles pronunciam Lester Square), que estava com os jardins fechados, e é a praça rodeada por cinemas onde acontecem as premières dos filmes famosos por aqui (inclusive a do mais novo Harry Potter foi semana passada). Fomos curtindo as ruas, a arquitetura, a paisagem de outono com a maioria das árvores já quase completamente sem folhas. Passei na frente de uma loja chamada Cass Art e não resisti, tive que entrar. Materiais de desenho e pintura baratíssimos, fiquei chocada. Ai se tivesse uma loja dessas no Brasil, com esses preços ridículos, na minha época de faculdade…



Continuamos andando até chegar a Oxford Street, Julia nem viu, dormindo no carrinho, a famosa rua com uma quantidade absurda de lojas já estava decorada para o Natal. Andando por ali comecei a ver um monte de plaquinhas “Unlock your Phone” (Desbloqueie seu telefone) e fui saber se dava pra desbloquear o meu iPhone (eu não tinha feito as últimas atualizações de propósito, pra isso mesmo). Resposta positiva, negociei o preço pra 10 libras das 20 que o carinha com jeito de paquistanês tinha pedido inicialmente e saí de lá direto pra loja da Three na esquina pra comprar um SIM card (2 libras!) e um plano (10 libras!) de 100 minutos, 500 MB e 3 mil mensagens de texto. Uau! Nós somos muito explorados nos EUA e no Brasil pelas operadoras mesmo (claro que no Brasil é pior em preços, mas os EUA não fica muito longe)…

Andamos até a Selfridges, que é a super loja de departamentos com marcas de designers famosos e que estava toda decorada para o Natal, as vitrines eram lindas, do jeito que as lojas grandes de NY fazem. Demos uma voltinha por lá, Gabe experimentou umas botas que as dele estavam machucando o pé mas quando viu o preço das mesmas botas nos EUA pela internet resolveu não comprar (acho que o pé dele não estava doendo tanto assim). Na loja Louis Vuitton que tinha lá dentro uma fila de turistas japoneses dava voltas de tão grande, vai entender…

Mal saímos da Selfridges e a Julia acordou, pegamos o ônibus então pra Regent Street, outra meca de lojas famosas, rumo a loja de brinquedos mais conhecida da cidade, a Hamleys, que está fazendo nada menos que 250 anos! A loja paraíso das crianças tem 5 andares de brinquedos de todos os tipos. Julia assim que entrou pulou do carrinho e foi direto num bichinho de pelúcia pequenininho, e não largou mais. Ainda bem que era um bichinho baratinho, hah! Compramos o tal bichinho e ela saiu feliz da vida. A parte da loja que ela mais gostou foi um cercadinho cheio de cachorros e gatos de pelúcia que andam, sentam, se mexem, etc. Não queria sair mais dali! As vitrines de Natal também estavam bem bonitas, e luzes em forma de estrelas cobriam a Regent Street toda.





Já cansados de andar muito e com fome, resolvemos ir ao Nando’s, um restaurante parte de uma rede sul-africana fundada por portugueses com vários pontos na cidade (e tem Nando’s em vários países). A especialidade da casa é o frango com molho de pimenta piri-piri (malagueta pra nós no Brasil) que eu tinha provado em Portugal há anos e gostado. Eu queria que o Gabe, que adora frango e pratos apimentados, experimentasse. O menu é bem simples: você escolhe a quantidade de frango, se quer mais ou menos picante, e os acompanhamentos. Pedimos um hummus de entrada com pão pita quentinho que estava ótimo, comemos o frango que também estava muito bom e Julia gostou da versão infantil, que é preparada igual só que com peito fatiado (e quase nada de pimenta). Tomei um vinho português rosé seco gostoso chamado Pink Elephant, saímos de lá satisfeitos com a comida simples e gostosa, o atendimento ótimo e os preços camaradas (os pratos ficam em menos de 10 libras).

Saindo do restaurante e andando pro metrô esbarramos na loja Liberty, também bem famosa que fica num prédio Tudor muito bacana e tem vitrines fantásticas. Já estava fechada, claro, então só tirei umas fotos por fora e seguimos pro hotel. Saldo do dia: pés doloridos e uma boa volta pela cidade, já gostamos. E a Julia foi dormir com o bichinho novo, que ela colocou o nome de Pretty. Boa noite!


Continuando a viagem:
1o dia: Chegando em Londres
2o dia: Explorando Londres
3o dia: Covent Garden e Somerset House
4o dia: Here Comes the Sun
5o dia: Os guardas que não eram vermelhos
6o dia: Curtindo o Outono em Londres
7o dia: Greenwich com velhos (e novos) amigos
Londres: resumo de viagem

Chegando em Londres

November 21st, 2010 by Luciana Misura

Nosso vôo foi tranquilo mas como foi durante a noite e o fuso horário de Londres é 6 horas a mais que o de Austin, chegamos as 9 da manhã local ou 3 da madrugada pra gente. Estávamos todos uns zumbis, e depois de passar na imigração, pegar as malas, pegamos um táxi pro hotel. Pra gente com malas e criança pequena, o trem pra cidade não era uma opção animadora. Tudo bem que táxi em Londres é caro, mas é uma experiência legal também. Os táxis são modernos embora o modelo do carro imite um táxi estilo antigo, e claro a gente estranha logo dirigir no lado oposto da rua. Foi bacana pra começar logo vendo a cidade num domingo de manhã, muita gente correndo, passeando com cachorro, a arquitetura bonita ali na beira do Tâmisa. Fizemos uma parada pra tirar dinheiro porque os táxis cobram 12.5% em cima do valor da corrida quando você paga com cartão de crédito, então teria sido útil sacar dinheiro no aeroporto mesmo.

Chegamos ao Marriott County Hall loucos por uma cama. Mesmo eu tendo feito reserva com 7 meses de antecedência e pedindo um early check-in, o nosso quarto não estava pronto. Colocaram a gente no Executive Lounge do hotel enquanto o quarto não ficava pronto e lá ficamos mofando até 2 da tarde (1 hora antes do horário de check-in normal, ou seja, não adiantou muita coisa). Julia e Gabe ficaram dormindo no sofá do lounge, eu fiquei esperando no computador e dei uma voltinha pelo hotel (encontrando o tenista Roger Federer no lobby, fui saber depois que os tenistas disputando a Master Cup estão todos aqui no hotel). Finalmente fomos pro nosso quarto e desmaiamos até quase 6 da tarde. Quando saímos, já escuro, encontramos com o bando de tenistas chegando: Rafael Nadal, Djokovic, Roddick, eles estavam entrando com um grupo de seguranças e técnicos, não tive coragem de pedir pra tirar foto.

Saindo do hotel estávamos de cara com o rio Tâmisa, o Parlamento, Big Ben e a London Eye iluminada. Um vento gelado absurdo soprando já anunciava o frio que pegaríamos a semana toda. Fomos andando pelo calçadão às margens do rio passando pelo mercadinho de Natal, um carrossel antigo lindo (Julia estava com frio e não quis sair do carrinho pra andar no carrossel!) até os restaurantes do Royal Festival Hall. Fomos ao Giraffe que é uma rede indicada no Frommer’s como boa para famílias. O menu é uma mistureba de pratos asiáticos, mexicanos e hamburguers, tudo de 10 libras pra baixo. Eu pedi um Stir Fry de Pato que estava bem gostosinho, o Gabe foi de Hamburguer com Chili picante e a Julia de Macarrão com molho de tomate. O menu de criança tinha as frituras tradicionais nos menus americanos e algumas opções tradicionais locais, como Cottage Pie & Brócolis ou Linguiça, Feijão e Purê (Sausage, Beans & Mash), tudo na faixa de 3-4 libras. Deram um monte de crayons pra ela colorir, o atendimento foi bom, restaurantezinho básico e simpático, nada mal.

Depois do jantar andamos com mais calma pelo calçadão na beira do rio, tirando fotos, demos uma passada no rink de patinação no gelo da London Eye pra Julia ver o povo patinando e depois cruzamos a ponte de Westminster pra chegar pertinho do Big Ben. Voltamos pro hotel morrendo de frio por causa do vento absurdo que estava em cima da ponte. Por hoje foi só, fomos dormir razoavelmente cedo, estávamos ainda bem cansados.









O nosso hotel é esse aí na última foto ao lado da London Eye!

Continuando a viagem:
1o dia: Chegando em Londres
2o dia: Explorando Londres
3o dia: Covent Garden e Somerset House
4o dia: Here Comes the Sun
5o dia: Os guardas que não eram vermelhos
6o dia: Curtindo o Outono em Londres
7o dia: Greenwich com velhos (e novos) amigos
Londres: resumo de viagem