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Millenium Park e até a volta!

January 2nd, 2011 by Luciana Misura

Claro que no último dia todo mundo acordou mais tarde e o pouco tempo que tínhamos na cidade ficou ainda menor. Acabamos comendo no hotel mesmo ao invés de ir tomar café da manhã no Yolk, que uma amiga que mora na cidade tinha recomendado (é uma rede local, tem 3 ou 4 espalhados pela cidade e o menu parece mesmo delicioso). Arrumamos as malas e fizemos o check-out rapidinho, pegamos o carro rumo ao Millenium Park.


Quando fomos a Chicago da última vez o Millenium Park ainda não estava pronto, e eu estava morrendo de curiosidade pra visitar. Já tinha visto fotos bem bacanas das obras de arte moderna que tem no parque e queria conferir ao vivo. Adorei! Lógico que no verão deve ser mais legal pra ver a Crown Fountain ligada (e pras crianças fazerem a maior bagunça na água), mas pelo menos estava um dia lindíssimo de céu azul pra gente conhecer o parque.

Entramos pela esquina sudoeste e fomos andando pelos jardins protegidos para o inverno até o Music Pavillion e a Great Lawn que é um projeto do famoso arquiteto Frank Gehry e onde acontecem os shows quando a temperatura não está congelante. Demos a volta ao redor da Great Lawn que estava fechada até a escultura conhecida como The Bean (o nome mesmo é Cloud Gate, mas o apelido popular se refere ao formato: bean = feijão). Achei muito legal a escultura espelhada, todo mundo brincando com o reflexo e tirando fotos bem divertidas, as crianças gostaram também. Demos uma olhadinha no rink de patinação no gelo que é enorme (bem maior que o do Rockfeller Center em NY por exemplo, e grátis – você pode patinar de graça se trouxer seus próprios patins) que estava movimentado mas não insuportavelmente cheio como já vi a noite.







Fomos andando até a Crown Fountain pra ver de perto os rostos mexendo e mudando formados por milhares de luzes LED. O sol estava batendo diretamente em uma das torres, então só dava pra enxergar a que estava na sombra. Os meninos ficaram intrigados e foram conferir as luzinhas de perto, por trás dos blocos de vidro, e ficaram esperando o rosto mudar pro de outra pessoa. Julia estava mais interessada em brincar com um monte de gelo que não tinha derretido quando a temperatura subiu no dia 31.




Quando deu meio-dia voltamos pro carro pra começar a viagem de volta pra casa, de Chicago até onde a minha sogra mora são 5 horas de carro só que muda o fuso-horário (Michigan está em Eastern Time e Chicago em Central Time, a diferença é de uma hora a frente para Michigan). Julia dormiu a maior parte da viagem e os meninos foram entretidos assistindo filmes, então foi uma viagem bem tranquila. Encontramos com meu cunhado e a esposa em um restaurante pra deixar os meninos com eles e jantamos todos juntos enquanto eles contavam as aventuras pros pais :-)

Continuando a viagem:
1o dia: Chegando em Chicago
2o dia: Reveillon para a criançada em Chicago
3o dia: Começando 2011 em Chicago
4o dia: Millenium Park e até a volta!

Começando 2011 em Chicago

January 1st, 2011 by Luciana Misura

O primeiro dia do ano começou nublado e muito mais frio que o dia anterior. A temperatura voltou a ficar abaixo de zero e o vento que dá a cidade o apelido de Windy City (cidade do vento) apareceu. Agasalhamos as crianças e fomos para o Shedd Aquarium. Deixamos o carro estacionado na rua, em uma vaga de parquímetro (aquela máquina que você coloca moedinhas), bem mais barato que o resto dos estacionamentos na cidade (se não me engano custou $5 pra várias horas). Como tínhamos comprado os ingressos dias antes, pulamos a fila bem grande e entramos logo. Eu tinha gostado muito desse aquário quando viemos a Chicago pela primeira vez e as crianças amaram. Logo na entrada ficaram um tempão admirando os peixes no tanque de águas do Caribe, cheio de raias enormes e peixes gigantescos. Não queriam sair de lá. Demos uma volta pelos aquários da Ásia e fomos para o show com golfinhos e baleias beluga, que foi repaginado para o Natal e se chama Fantasea.


Chegamos na área do show 15 minutos antes da hora marcada e as arquibancadas já estavam super cheias, uns minutinhos a mais e teríamos que sentar separados. Começou no horário com um trio de cantoras em roupas de Papai Noel estilizadas cantando músicas de Natal em um arranjo horroroso (minha nossa, quem foi que escolheu a música!). Depois entrou um Papai Noel suspenso em um barquinho que foi descendo e parecia que ia dentro do tanque, mas parou antes e o Papai Noel desceu pra dar uma palavrinha com as crianças e saiu. O show foi bem fraquinho – os golfinhos entraram, depois as belugas e uma rápida aparição dos pinguins, e novamente os golfinhos, mas foi tudo muito lento, os golfinhos não fizeram quase nada, foi muito estranho. Não sei se simplesmente os golfinhos não fizeram o que os treinadores pediram pra eles fazerem, mas como já vimos outros shows em outros lugares, achamos esse bem ruinzinho. Toda a parte que os “atores” apareciam então era absolutamente dispensável, uma bobeira só. Julia gostou mas os primos acharam chatinho (e nós mais ainda).



Depois do show fomos explorar a Polar Zone onde ficam os pinguins e onde se vê o tanque dos golfinhos e das belugas embaixo d’água. As crianças ficaram lá um tempão fazendo ooooohhhhs cada vez que um golfinho chegava perto do vidro e quando a beluga mamãe passava com o seu filhote ou um pinguim resolvia nadar super rápido. Muito legal. Julia adorou um submarino que eles tem pra criançada brincar, não queria sair de lá.


Fomos almoçar no Soundings Café, e eles tem um menu bem decente (tem uma outra lanchonete lá dentro, que só vende sanduíches, e o Soundings Café, que vende pratos mais elaborados). Eu e minha sogra pedimos o prato do dia, que era um Crabcake com uma salada de batata, feijão, milho e outras coisinhas, estava muito bom. As crianças comeram sanduíche de queijo, que vinha com cenouras e applesauce de sobremesa, e o Gabe comeu um sanduíche de Frango com Lemongrass. Todo mundo gostou, foi mil vezes melhor do que a comida na Legoland ontem. A vista do café é linda, o skyline da cidade de um lado e o lago Michigan do outro, e ficou ainda melhor porque o sol estava saindo.


Após o almoço fomos para o Wild Reef ver os aquários reproduzindo as bancadas de corais das Filipinas cheios de corais lindíssimos e peixes idem, além de tubarões enormes. Finalizamos vendo os aquários com peixes e outros bichos da Amazônia, que mostram a vida dos animais na época da cheia e da seca. Tinha uma Anaconda gigante em um dos aquários mas só deu pra ver um pedaço do corpo, ela estava escondida com a cara pro outro lado.

Saímos do aquário e estava começando a escurecer, tiramos umas fotos rápidas com a cidade ao fundo morrendo de frio porque o vento estava de matar, e fomos andando pela calçada que vai do Shedd Aquarium até o Adler Planetarium que é de onte se tem uma vista fantástica do skyline da cidade (leia-se todo mundo correu pro carro e eu fui andando e tirando fotos).



De lá fomos para o Hancock Observatory, no alto do John Hancock building, pra ver a cidade de cima. Novamente estacionamos na rua, bem mais barato que os $25 do estacionamento do Hancock por uma hora (fala sério!). Temperatura: -8 graus com sensação térmica (por causa do vento) de -17 graus. Ui! Tinha uma árvore de Natal lindona na entrada do prédio e logo no térreo uma mini ferrovia super bonitinha era um imã para as crianças. Eles reclamaram que estavam com fome e colocamos o nome na lista da Cheesecake Factory que tem no térreo (que sempre tem filas absurdas e hoje não foi diferente) e fomos pro Observatório no 94o andar. Os meninos adoraram a cidade vista de cima, Julia não ligou muito. Tendo ido até o topo do Hancock Building 3 vezes, duas de noite e uma de manhã, acho que vale mais a pena ir de manhã, pra ter a vista do impressionante Lago Michigan, que à noite é apenas um buraco negro. Ou então comprar o passe dia e noite, que dá direito a duas visitas no mesmo dia nos dois horários diferentes. Os meninos gostaram principalmente do binóculo interativo, que vai mostrando o nome dos prédios e localidades enquanto você mexe de um lado pro outro (pago a parte por alguns minutos). O rink de patinação mais alto do mundo deve ser o menor do mundo também, e o tal do gelo artificial parecia umas placas de plástico branco. O pessoal que estava patinando falou que era bem esquisito. Ficamos lá em cima um pouco mais de uma hora e descemos (tinham dito que a mesa ia ficar pronta em uma hora e meia). As crianças ficaram olhando o trenzinho mais um pouco e nos chamaram pra nossa mesa.





Eu acho o Cheesecake Factory bem gostosinho mas sinceramente não ficaria horas esperando como o pessoal estava fazendo pela comida de lá não (não é pra tanto!). Mas enfim, cada um tem o seu gosto. Comi um Steak Diane que estava bom, Gabe foi de Frango com molho Madeira que ele também gosta e minha sogra comeu uns Tacos Vietnamitas que falou que estavam bons. Pra Julia pedimos do menu infantil Chicken Strips e trocamos as batatas fritas por arroz e uma porção de brócolis, e a sobremesa estava incluída – morangos frescos com chantilly. Dividi um Red Velvet Cheesecake com a minha sogra que achei meio enjoadinho e os meninos comeram um Chocolate Mousse Cheesecake que eu adoro.

Voltamos pro hotel e como ainda era cedo e as crianças não estavam com sono, deixamos os três brincarem no quarto e eles inventaram uma festa do pijama – logicamente cada um colocou o seu pijama, depois pegaram as tais luzes coloridas que compraram no Winter Wonderfest ontem, apagaram as luzes do quarto e pediram música pra dançar. Eu e Gabe entramos no YouTube com os nossos telefones e íamos alternando as músicas, tocamos de Michael Jackson a B52s e Saturday Night Fever e eles na maior empolgação dançando e pulando. Foi hilário. Quando um deles começou a dizer que estava ficando enjoado por causa das luzes acabou a brincadeira e foi todo mundo dormir ;-)

PS: Não sei onde eu estava com a cabeça quando tirei as fotos no Aquário nesse dia, fiz tudo errado! Usei lentes erradas na hora errada, não fotografei várias coisas importantes e interessantes só me toquei da burrada no hotel, aí já era tarde…Acho que foi a síndrome do “já estive aqui antes”, vacilo total.

Continuando a viagem:
1o dia: Chegando em Chicago
2o dia: Reveillon para a criançada em Chicago
3o dia: Começando 2011 em Chicago
4o dia: Millenium Park e até a volta!

Reveillon para a criançada em Chicago

December 31st, 2010 by Luciana Misura

Acordamos e fomos logo nos arrumando pra ir a Legoland Discovery Center Chicago, que é uma mini versão indoors dos parques Legoland grandes da Califórnia e Flórida (no maior estilo parquinho dentro de shopping center que a gente conhece no Brasil). A Legoland Chicago só tem Chicago no nome, porque o parque fica mesmo em Schaumburg, que é um subúrbio entre 45min-1h de carro da cidade. Eles anunciaram uma programação especial pro dia 31 chamada Noon Year’s Eve (Ano Novo ao meio-dia) e sabíamos que ia lotar, então fomos cedo, pra chegar com o parque abrindo. Comprei os ingressos pela internet com desconto e foi ótimo porque pulamos a fila enorme que já dava a volta no quarteirão quando chegamos antes das 10 da manhã. Eles estavam distribuindo umas coroas de papel pra todas as crianças, não sei se fazem sempre isso ou se era só por causa da época. Julia ficou com a coroa na cabeça uns 5 minutos no máximo e passou pro Gabe ;-)

Logo que entramos demos de cara com a reprodução em Lego da cidade de Chicago, super bem feitinha. A iluminação da sala ia mudando da “noite” pro “dia” e alguns prédios tinham iluminação própria. Adorei o Navy Pier, o John Hancock Building, Sears Tower, todos perfeitinhos. A Buckingham Fountain e o El também, detalhes que não foram esquecidos. Vários Papais Noéis estavam espalhados pela cidade, as crianças gostaram mas acharam estranho – “por que o Papai Noel vai pular do alto da Sears Tower?”.





Depois da sala com a cidade entra-se na Jungle Adventure, que é um caminho por uma “selva” com animais feitos em Lego que termina em uma caverna com uma aranha gigante. Uma outra sala com personagens famosos em Lego como Darth Vader, Batman e afins é seguida por um brinquedo chamado Dragon Quest. Eu e minha sogra fomos com os meninos: você senta num carrinho e ele vai passando por dentro de um castelo com personagens em Lego até chegar no dragão. Tudo muito bem-feitinho, mas os meninos acharam sem-graça (6 e 10 anos). Julia não quis ir e ficou esperando com o Gabe na saída (ela é medrosa).

Fomos para a área do café que é onde fica o playground com Legos de todos os tamanhos pras crianças brincarem. Nessa parte que fizeram a “comemoração” de Ano Novo, que foi apenas contar os segundos até meio-dia e aí as bolas caíram da rede e pedacinhos de papel picado coloridos foram jogados pra cima. Tinha MUITO mais adulto do que criança embaixo das bolas, principalmente porque tinha um prêmio escondido em uma delas, então as crianças mesmo nem participaram da confusão. Os meninos e a Julia continuaram brincando sem dar atenção pra muvuca. Depois do “evento” (ridículo) o lugar esvaziou absurdamente (ótimo) e as crianças puderam brincar mais soltas. Então fica a dica: NÃO vale a pena ir pra esse “evento”, fica cheio (ninguém podia entrar depois das 11 da manhã quando o parque atingiu a lotação máxima permitida) e não tem a menor graça pras crianças (e nem pros adultos, apesar de que o bando de adultos estourando bolas pode discordar de mim).





Fizemos uma pausa para o almoço – menu decepcionante, só tinha cachorro-quente, pizza, mac’n'cheese pra crianças e adultos – e depois as crianças fizeram o tour da Fábrica de Legos. Os meninos acharam razoável e Julia não ligou muito. O que eles gostaram mesmo foi de brincar na área com montes de Legos pra fazerem o que quisessem, principalmente com os Legos gigantes de borracha. Julia e a minha sogra fizeram um muro bem algo que juntaram depois com uma torre que outras crianças construíram, e Gabe e os meninos fizeram uma torre bem alta e fecharam dois meninos lá dentro, foi a maior bagunça, todas as crianças queriam entrar. Ah, e os meninos gostaram de “voar” no Technicycle, não tenho foto porque estava com a Julia no colo. Enfim, as crianças curtiram, a primeira parte do dia estava absurdamente cheia e depois ficou agradável. Saímos de lá umas 3 da tarde.



Voltamos para a cidade e estava um engarrafamento absurdo, levamos quase 2 horas pra chegar (não sei se o trânsito é sempre ruim nesse trajeto ou se foi por causa do dia 31) e fomos direto pro Navy Pier (estacionamento no Navy Pier antes das 5 PM: $18). Fomos todos pro Winter Wonderfest, uma área bem grande toda decorada pro Natal, com um rink de patinação no gelo e atividades pras crianças. Pra participar nas atividades, tem que comprar uma pulseirinha que custa $15 pra cada criança. Os meninos foram em vários pula-pulas e o que mais gostaram foi um brinquedo onde se faz um passeio suspenso em cordas, estavam se sentindo alpinistas profissionais ;-) Julia estava mais interessada em correr pelo lugar e brincar com o seu “cetro” de luz colorida (e os meninos compraram espadas de luz). Os três acharam o máximo esses brinquedos de luz. No palco perto da roda-gigante um show de hip-hop festejando o Ano Novo estava animado e encerraram gritando Happy New Year e com chuva de papel picado.







Quando deu 8 da noite saímos pra esperar os fogos – o Navy Pier solta fogos duas vezes no dia 31: a primeira leva às 8:15 da noite, para famílias, e a meia-noite, pros adultos (sim, porque os americanos não deixam as suas crianças ficarem acordadas até meia-noite nem no Ano Novo, mas é bom pras crianças que não aguentam ficar acordadas). Não tem fotos, só tem o vídeo que a minha sogra fez com o meu celular, porque eu estava com a Julia no colo (ela assistiu os fogos mas ainda tem um pouco de medo). Não dá pra comparar com os fogos no Brasil, a música é alta e não foi uma trilha muito boa, mas é melhor do que passar o Ano Novo sem fogos na minha opinião…ah, e eles não apagam as luzes, então o filminho está meio de lado pra evitar um poste que estava bem ao nosso lado.

Gabe saiu antes dos fogos e foi pegar uma mesa pra gente no Capi’s pra jantarmos depois dos fogos, e deu super certo. Chegamos lá e fizemos o pedido rapidinho, enquando a fila dava voltas. Não esperava muito desse restaurante (um italiano onde você faz o pedido no balcão e eles levam pra sua mesa) mas me surpreendi com a comida. Estava tudo bem gostoso, comi um macarrão com Cogumelos, minha sogra foi de Frango Picata e Gabe comeu um Penne com Pesto e queijo de Cabra, as crianças pediram massas do menu infantil, Fettucine Alfredo e Spaghetti com Almôndegas. Também pedimos os Aspargos grelhados e estavam ótimos. O atendimento foi muito bom mesmo com o restaurante super lotado, o que também foi uma surpresa.

Voltamos pro hotel e Julia dormiu no caminho, minha sogra ficou com as crianças no quarto e eu e Gabe fomos pro bar do restaurante no térreo – Custom House Tavern pra esperar a meia-noite. Tinha uma banda razoável tocando e eles distribuíram champagne grátis uns minutos antes da meia-noite, junto com chapéus e cornetinhas pro pessoal entrar no clima. A gente tinha pensado em voltar pro Navy Pier e ver os fogos da meia-noite mas desistimos de encarar a confusão do trânsito pra lá e brindamos 2011 ali mesmo. Feliz Ano Novo!

Continuando a viagem:
1o dia: Chegando em Chicago
2o dia: Reveillon para a criançada em Chicago
3o dia: Começando 2011 em Chicago
4o dia: Millenium Park e até a volta!

Chegando em Chicago

December 30th, 2010 by Luciana Misura

Saímos da casa da minha sogra rumo a Chicago um pouco depois de meio-dia. Eu, Gabe, Julia, minha sogra e nossos dois sobrinhos, Hazen (10 anos) e Zylus (6 anos). Meu sogro estava sofrendo com dor nas costas e achou melhor não encarar a viagem de 5 horas de carro. Julia achou o máximo que os primos estavam indo junto ;-) Depois de algumas confusões por causa de lugar na van chegamos a uma configuração que satisfez a criançada. Quando a Julia finalmente pegou no sono (depois de muito reclamar que nada estava bom) os meninos sentaram juntos e foram brincando com os joguinhos do iPad até chegarmos. Foi a primeira viagem longa de carro da Julia, e ainda por cima com outras crianças, então a gente não sabia muito bem o que esperar. Fora o momento estresse quando ela estava com sono e não conseguia dormir, o resto foi bem.

Chegamos ao Wyndham Blake Hotel um pouco antes das 5, levando logo o primeiro choque dos preços de estacionamento altíssimos na cidade: pra usar o estacionamento com serviço de valet do hotel, eram cobrados módicos $44 dólares por dia. Preferimos deixar o carro numa garagem ali perto que cobrava “apenas” $25 por dia ou então $18 por 12 horas. O hotel reservei dando lance pelo Priceline, um 3 1/2 estrelas bacaninha que saiu por $55 por dia o quarto duplo. Minha sogra ficou num quarto com os meninos que tinha um sofá-cama de casal onde eles dormiram e no nosso quarto pedi uma cama rollaway pra Julia, que foi cobrada ($30 por noite). Os preços no Priceline são todos para duas pessoas, então assim que a reserva foi confirmada eu liguei pro hotel pra dizer que estávamos viajando com crianças e pra pedir quarto com duas camas de casal ou camas extras (rollaway). Nem todos os hotéis cobram por camas extras, alguns sim outros não, é sempre um risco. A localização era boa (perto do Grant Park), os quartos de bom tamanho e banheiros idem, internet sem fio de graça e um café-da-manhã simples no lobby também gratuito (sucos, café, muffins, donuts, danishes e croissants). Todos os funcionários foram bastante atenciosos e tinham boas sugestões sempre que tínhamos alguma pergunta. A maioria das reviews no TripAdvisor também são positivas (tem gente que reclama do hotel 3 estrelas não ter uma TV flat screen, é pra rir desse tipo de coisa).


Resolvemos ir para o Navy Pier fazer um reconhecimento do local e decidir onde iríamos jantar na noite do dia 31 já que os fogos são ali. Eu tinha ligado pra alguns restaurantes que estavam reservados ou que não faziam reserva, e tinha alguns em mente pra dar uma olhada e saber pra onde ir no dia seguinte. Decidimos que íamos tentar o Capi’s, um italiano que não aceita reservas e o Bubba Gump como segunda opção no mesmo esquema pra noite de Ano Novo. Hoje jantamos no Harry Caray’s, que é um sports bar com comida bem decente – um pouco caro pro tipo de comida mas estava tudo bem feitinho e gostoso. Dividi um Rigatoni com molho de Vodka com a Julia porque o menu infantil era bem fraquinho (cachorro-quente, pizza e similares), a minha sogra comeu uns Red Snapper Tacos que ela adorou e que vieram com feijão preto que a Julia atacou e o Gabe foi de Colorado Lamp Chops, que também achou muito bom. Os meninos comeram pizza do menu infantil, que vem com sorvete de sobremesa. Ganhamos um desconto de 10% porque fiz check-in usando a app Foursquare, foi uma boa surpresa ;-) (o desconto é limitado para uma mesa com 4 pessoas mas eles nos deram mesmo assim). Julia ficou fascinada assistindo a um jogo de hóquei em uma das TVs, que ela nunca tinha visto. Estacionamento do Navy Pier: $10 depois das 5 da tarde.

Andamos um pouco pelo Navy Pier, tudo molhado com a neve derretando hoje o dia todo (hoje foi o primeiro dia acima de zero grau desde que chegamos em Michigan no dia 15 de dezembro!). As crianças aproveitaram pra correr mesmo assim, precisavam esticar as pernas e gastar um pouco a energia depois de muitas horas presas dentro do carro. Voltamos pro hotel e as crianças ficaram brincando no quarto do hotel até as 10 PM quando acabamos com a bagunça pra todo mundo dormir e conseguir chegar cedo na Legoland amanhã.



Continuando a viagem:
1o dia: Chegando em Chicago
2o dia: Reveillon para a criançada em Chicago
3o dia: Começando 2011 em Chicago
4o dia: Millenium Park e até a volta!

Chicago para crianças

December 23rd, 2010 by Luciana Misura

Nós vamos passar o Ano Novo em Chicago semana que vem e tem muita coisa legal pra fazer na cidade com crianças, principalmente nessa época do ano. Algumas das atrações que estão na nossa lista:

Legoland Discovery Center: fica num subúrbio de Chicago, é um parque fechado cheio de atividades com Lego. Tem um tour na mini fábrica, uma réplica da cidade de Chicago em Lego, cinema 4D, montes de Legos pras crianças brincarem, e agora no final do ano eles tem o Noon Year’s Eve, que é uma comemoração de Ano Novo no dia 31 ao meio-dia.

Shedd Aquarium: o aquário da cidade é bem bacana em qualquer época, e agora no final do ano tem um show especial chamado A Holiday Fantasea com golfinhos, belugas e pinguins várias vezes por dia.

Adler Planetarium: o planetário não tem shows especiais de fim de ano, mas a programação já é legal pras crianças de qualquer jeito. O filme One World, One Sky: Big Bird’s Adventure tem os personagens da Vila Sésamo ensinando o básico das constelações para crianças com menos de 8 anos.

Navy Pier: o pier + shopping center tem o Winter Wonderfest todos os anos, uma área fechada com rink de patinação no gelo e outros brinquedos tradicionais de parques de diversão. No dia 31 de dezembro tem duas queimas de fogos, uma para famílias as 8:15 da noite e a tradicional queima de fogos à meia-noite.

John Hancock Observatory: o prédio famoso que tem o observatório no 96 andar inaugura esse ano um rink de patinação no gelo nas alturas, com uma vista fantástica da cidade. Pra quem quiser almoçar ou jantar apreciando a vista, o restaurante Signature Room no 95 andar tem um almoço buffet bem gostoso que custa $20 adulto ($5 a mais que o preço para ir só até o observatório) e $10 criança (mesmo preço que a entrada pro observatório).

Millenium Park: o parque mais legal da cidade cheio de obras de arte moderna espalhadas pelos jardins tem um rink de patinação no gelo ao ar livre de graça (se você tiver os seus próprios patins). Para quem não tem, o aluguel custa $10.

Children’s Museum: o museu infantil que fica no Navy Pier tem um personagem natalino que canta músicas com as crianças em determinados dias.

Vitrines de Natal da Macy’s: assim como a loja em Nova York, a Macy’s de Chicago prepara vitrines lindíssimas de Natal, cada uma um perfeito cenário de Natal com bonecos que se mexem, luzes, etc.

E aqui tem uma lista de atrações natalinas em Chicago.

Chicago, blogueiras, IKEA…

November 16th, 2003 by Luciana Misura

O final de semana prolongado foi agitadíssimo, por isso só consegui escrever agora: quinta a noite fomos para Chicago, ficamos na casa da Cíntia, que nos recebeu super bem (obrigadaaaaaaa!).

Sexta fomos ao Consulado resolver burocracias, almoçamos no Signature Room no 95 andar do Hancock Bulding, com a vista maravilhosa da cidade e do lago Michigan (ótima dica da Adriana) e depois fomos para a Robie House, uma das mais importantes casas projetadas por Frank Lloyd Wright. Voltamos para a casa da Cíntia e a Adriana também foi para lá nos encontrar, e fomos todos jantar em uma cidadezinha perto. Falamos pra caramba, foi muito legal, é tão bom finalmente conhecê-las depois de conversarmos pela internet por tanto tempo! Tiramos várias fotos engraçadas, o Gabe não sabia se ria ou tirava as fotos.

Sábado foi dia de IKEA, que estava completamente lotada, para desespero do Gabe e do Kim (marido da Cíntia) que não estavam muito no espírito de compras. Almoçamos no Stir Crazy, um restaurante asiático bem gostoso (aliás, outra dica da Adriana, que se quiser mudar de emprego pode virar guia de turismo) e depois pegamos a estrada de volta para casa. Ainda liguei para a Dani, que mora bem no caminho de volta de Chicago para a minha casa, na esperança de darmos uma passadinha para conhecê-la, mas ela não estava em casa. Fotos e tudo explicadinho amanhã, quando eu voltar do trabalho! (Hoje passei o dia inteirinho do lado de fora, cuidando do jardim, preparando tudo para o inverno, estou acabada…)

Sexta-feira em Chicago

November 14th, 2003 by Luciana Misura

Chegando a cidade, a Sears Tower domina a paisagem Dirigindo em downtown
Chicago fica à beira do Lago Michigan, o maior dos Grandes Lagos Vista do restaurante no Hancock Building
Engraçado que ano passado tirei as fotos à noite, mas dos mesmos ângulos Navy Pier, uma mistura de shopping center com museu, parque de diversões, restaurantes e feirinha
Lakeshore drive
A sombra do Hancock building é inconfundível Dentro do restaurante - o fundo azul não é o céu, e sim o lago
Robie House, uma das mais importantes casas projetadas por Frank Lloyd Wright Esta casa é a principal representante do estilo prairie



Eu, Cíntia e Adriana O Flea ficou com medo das três doidas e se escondeu dentro do armário

Ainda faltam as fotos de sábado, ufa!

Se você não viu as fotos de Chicago do ano passado, veja aqui.

Bye bye Chicago

January 1st, 2003 by Luciana Misura

O primeiro dia do ano é sempre para mim o dia mais preguiçoso de todos, e dessa vez não foi diferente. A gente acordou em câmera lenta e acho que o dia só começou mesmo lá pela uma da tarde, quando finalmente saímos do hotel e resolvemos aproveitar o ingresso que tínhamos para o Planetário.


Estava super vazio, o guarda comentou que os outros museus estavam todos fechados hoje e acho que ninguém se animou de sair de casa. Esfriou mais e ventando absurdamente, e ainda a previsão de uma tempestade de neve no final do dia. Melhor para a gente, o Planetário é bem legal e fomos logo assistir um dos filmes na cúpula, sobre Tempestades Solares. Fiquei impressionada, não sabia que essas tempestades tinham influências tão grandes na Terra; uma delas provocou um blecaute no Canadá, na cidade de Montreal, há alguns anos. Os efeitos mais conhecidos são as auroras boreais, que acontecem com uma certa frequência em locais próximos aos pólos, como o Alasca e a Islândia, por exemplo.

O auditório da cúpula onde vimos o filme é muito interessante: é interativo. Nos braços das poltronas você tem um controle com quatro setas coloridas, e durante o filme eles fazem perguntas e a platéia responde com as setinhas. O engraçado é que quando você entra no cinema e está esperando o filme começar, invariavelmente clica nas tais setas para ver o que é aquilo, e na verdade está “ativando” a sua poltrona, que é representada por um quadradinho na tela. Aí depois de um tempinho todo mundo do cinema está brincando com os quadradinhos, girando-os e mudando de cor. E não precisou ninguém falar nada, um grupo de pessoas colocou todos os quadradinhos da mesma cor e todo o resto foi seguindo, e em alguns minutos todos estavam da mesma cor e todo mundo rindo que nem bobo e achando um barato.

Muito legal também é o carrinho que eles têm por lá que é tipo o que a NASA enviou a Marte, mas claro que é um modelo simplezinho, só para as pessoas terem uma idéia de como é, e você pode brincar de controlar o bichinho pelo computador que fica atrás do cercado simulando Marte. Sim, atrás, porque os cientistas só tinham a visão transmitida pela câmera do carrinho, então quem está controlando tem que se guiar apenas pela câmera. Na área sobre o Sol tem uma projeção permanente transmitida ao vivo por um observatório, que filma o Sol o tempo todo e projeta o que está filmando em uma tela. Dá para ver as explosões na superfície direitinho.

Saímos eram umas 16h e pegamos a estrada, estou escrevendo aqui do carro, são 19h e estamos quase chegando. Tava aqui pensando no dia que poderemos conectar o laptop no carro e usar a internet normalmente. Não vale dizer que dá para conectar de celular, o meu sonho e ligar o laptop em uma entradinha no painel e pronto, internet em alta velocidade. Mas acho que ainda vou passar alguns ano-novos esperando por isso.

Happy New Year

December 31st, 2002 by Luciana Misura

O último dia do ano foi um presente de céu azul, sem nuvens, mais frio que o dia anterior mas uma temperatura suportável, sem muito vento. Fomos de trolley até o aterro onde fica o Shedd Aquarium, o Planetário e o Field Museum, de onde se tem uma vista completa do skyline da cidade. Tiramos algumas fotos e pegamos um táxi para o Science and Industry Museum.


Chegamos lá e parecia vazio, mas a impressão passou ainda no hall de entrada, com uma fila enorme para comprar ingressos. O museu é uma espécie de feira de ciências gigante, só que a abordagem dos assuntos é muito voltada para as crianças e acabei não achando tão interessante. As seções explicam como é produzida a energia, a comida, mostra trens, aviões (um avião 727 inteiro fica aberto dentro do museu), tratores e até um submarino (também real, perfeito, mas com fila de 1 hora para entrar). Achei muito legal a parte sobre o espaço, que tem réplicas dos módulos lunares e equipamentos utilizados pelos astronautas em algumas das missões Apollo. Para completar, um cinema Omnimax, que tem uma tela enorme circular, onde vimos as filmagens das primeiras missões para a construção da Estação Espacial Internacional. As filmagens foram feitas pelos próprios astronautas e por câmeras instaladas na estação. As imagens são absolutamente maravilhosas, a Terra vista do espaço naquela tela gigante foi incrível. Não vimos a exposição do Titanic que estava na última semana e completamente lotada.


Fomos então para o Shedd Aquarium, e desta vez vimos o skyline ao pôr do sol, bem bonito. Fomos direto para o show dos golfinhos e fiquei lá olhando os bichinhos um tempão, como são lindos. Vimos os Belugas, que são da família das baleias e de lá para as alas com diversos aquários menores. Os aquários são divididos por continente e tem painéis falando sobre os peixes em cada um e as histórias sobre os mais importantes e o que representam para cada região. Por exemplo um peixe na Austrália que é praticamente um “fóssil” vivo e um outro que vive no Rio Nilo que era constante nas mesas dos faraós. Estão com uma exposição especial sobre a Amazônia muito bem montada, com aquários que reproduzem a época das cheias e da seca. Tem até jacaré e aves da região, muito bem feito. Só saímos de lá quando fechou e os seguranças já estavam mandando todo mundo embora.





Voltamos para o hotel para nos arrumarmos para a noite de Ano Novo e de lá fomos comer a tradicional deep pizza de Chicago, que é uma pizza super grossa, com muito recheio e a borda larga. Fiquei chocada com a quantidade de mulheres andando na rua de vestido de alcinha e sandália, estava fazendo 0 grau! Elas estavam indo para as festas de Ano Novo dos hotéis, que são em maioria festas de gala, e como dentro do salão é quente, usam vestidos de alcinha. Mas ver gente andando assim pela rua foi absolutamente chocante para os olhos de uma brasileira toda encasacada.


Fomos para o Navy Pier, vimos os fogos, aquela confusão de gente cantando e pulando costumeira de Ano Novo, as ruas lotadas. Andamos pela cidade um pouco, passamos num bar que estava o meu cunhado e uns amigos mas estava muita confusão e preferimos voltar pro hotel. Fomos para um dos restaurantes tomar um pouco de champagne e quando fomos pagar a conta o garçon falou que era por conta da casa, nem acreditamos! E o hotel deu de presente de Ano Novo para os hóspedes um check-out prorrogado das 11h para 13h, para todo mundo dormir um pouco mais. Foi uma boa forma de desejar Feliz Ano Novo!

“Curtindo a Vida Adoidado”

December 30th, 2002 by Luciana Misura

Hoje o dia estava nublado, mas esquentou bastante, fazendo agradáveis 11 graus. A neve derreteu toda e o parque aqui em frente ficou com a grama verdinha novamente.

Fomos ao Art Institute of Chicago, que é um prédio antigo super bonito que fica no meio do parque, dividindo a Michigan Ave em norte e sul. Eu não sabia o que esperar e me surpeendi, eles tem uma coleção muito respeitável de pinturas européias, começando com a arte medieval, passando pelos impressionistas e finalizando com os modernistas. Adorei. Muitos Monets, Renoirs, van Goghs, cezannes, Seurats (o mais conhecido quadro deste artista está aqui – e que aparece no filme Curtindo a Vida Adoidado, filmado na cidade e que mostra o trio no museu olhando este quadro), alguns Degas, Picassos e Chagalls. Alguns dos quadros de Monet que eles tem são a continuação de séries de pinturas que vi no Musée D’Orsay, em Paris, e outras eu nunca tinha visto nem em ilustrações, então foi uma ótima surpresa. Ficamos lá até o museu fechar, as 16h, e não deu tempo de ver a exposição especial de pinturas renascentistas.

De lá fomos para o Hancock Building, que é um dos prédios mais altos da cidade e tem um observatório no último andar, o 96o, de onde se tem a melhor vista da cidade. De um lado o lago Michigan, que à noite é uma mancha negra até onde a vista alcança, e do outro a cidade, com seus muitos arranha-céus e as luzes indo até o horizonte. De dia deve ser lindo também, dizem que em um dia claro dá para ver Indiana e Michigan, ao redor do lago.


Andamos um pouco na área ao redor do prédio, que é onde se concentram as muitas lojas famosas da cidade e encontrei uma loja fantástica, que já virou uma das minhas preferidas: a lojinha da Fundação de Arquitetura, que fica no térreo do prédio. Eles tem simplesmente os objetos de decoração mais legais que já vi, com peças muito interessantes feitas em metal ou madeira, dá vontade de comprar tudo. Mas saí de lá apenas com uma coleção de cartas fotográficas dos prédios da cidade com a história dos mesmos.

E finalmente fomos jantar na churrascaria brasileira Fogo de Chão. O ambiente é super sofisticado (é caro, cobram 38 dólares por cabeça) e quase não se vê brasileiros, estava lotado de gringos mesmo. Somente os garçons que servem a carne são brasileiros e todos muito simpáticos. Comi muuuito, mas senti falta de duas coisas que não podem faltar em churrasco: farofa e coração, que eu amo e eles não tinham. O garçon falou que coração não é aceito pelos gringos. Mas foi bom, saí da lá me arrastando de tanto que comi. Cheguei no hotel e apaguei…