Fazendo um balanço da viagem, o que valeu a pena e o que não foi tão legal assim:
Tops:
Isla Mujeres – lindas praias, um paraíso.
Puerto Morelos – praia maravilhosa, quase deserta, boa para mergulhar (mas tem que pegar um barco até o recife, $25 por pessoa em média)
Playa del Carmen – praia bonita mas cheia, os beach clubs tomaram conta da areia. Quinta Avenida cheia de bares e restaurantes legais.
Akumal, Lagoa Yal-Ku – praia lindinha (Bahia Media Luna, Half Moon Bay), lagoa Yal-Ku fantástica para mergulho, tartarugas de abril a outubro. Poucos restaurantes (só vi um ou dois, deve ter mais no centrinho).
Tulum – ruínas muito bacanas, praia bonita mas infelizmente só vimos nublada e acabamos não exploramos o pedaço mais bonito. Mas deu água na boca.
Cenote Azul – bonito, tem cenotes mais bonitos ainda na região, mas esse é barato e de fácil acesso.
Cancun praias ao norte – são praias calminhas e perfeitas pra crianças.
Mercado 28 restaurantes – comida tradicional, gostosinha e barata. Gostamos do El Cejas.
Não tão bacana:
Os parques Xcaret e Xel-ha – eu gosto de parques mas achei as atrações desses dois meio que chovendo no molhado. Lugares pra fazer snorkeling tem aos montes nessa área, melhores do que dos parques. Praias idem. Mergulho subterrâneo idem. Ver bichos presos qualquer zôo tem igual. Somente o show mexicano folclórico de Xcaret foi mesmo uma coisa diferente. Então recomendaria comprar ingresso só pra Xcaret a noite pra ver o show, pra quem curte shows desse tipo.
Cancun praias do oceano – as praias dos hotéis virados para o oceano estavam fortes, com bandeiras vermelhas a semana inteira.
Mercado 28 – vendedores chatos te chamando pra entrar em cada loja.
O que ficou para a próxima:
Chichen Itzá – as ruínas mais famosas, ficam a 3h de distância e achamos melhor não encarar a estrada com uma criança impaciente no carro
Ilha Holbox – uma ilha ao norte de Cancun, 2h30 de carro + 20-30min de barco, cheia de pássaros, praias desertas, pousadinhas na areia e pouca gente
Ilha Contoy – um santuário de pássaros, raias e tubarões baleia (em certas épocas do ano). Pode-se ir de barco de Isla Mujeres até lá mas a viagem é famosa por deixar até marinheiro enjoado, então preferimos evitar dessa vez que o mar já não estava muito calmo
Cozumel – a ilha a 20 minutos de Playa del Carmen famosíssima para mergulho. Não fomos porque temos planos de fazer um cruzeiro que para em Cozumel.
Uxmal - ruínas enormes a 5 horas sul de Cancun, são enormes, pouco exploradas e dizem que são lindas.
Cobá – ruínas a 1h de Tulum, quase 3h de Cancun, no meio da mata, ainda sendo exploradas por arqueólogos. Lagos com crocodilos fazem parte do cenário.
Rio Secreto – uma rede de cavernas e rio subterrâneo, mas a idade mínima pro passeio é de 6 anos.
Rio Lagartos (Flamingo Habitat) – um santuário de flamingos, perto de Chichen Itzá.
Valladolid – cidade colonial no caminho para Chichen Itzá.
Nós ficamos em um hotel em Cancun e já sabíamos que ia ser chato pra visitar os lugares todos que fomos, porque as distâncias são todas grandes – 1 hora pra cá, 1h20 pra lá, e por aí vai. Mas enfim, eu tinha feito a reserva muito tempo antes de pesquisar o que a gente ia fazer por lá, então dessa vez era o que a gente tinha que fazer. O ideal pra quem gosta de explorar é ficar mesmo em Playa del Carmen que é mais central ou então ir mudando de hotel. Começando com Cancun, Holbox, depois Playa del Carmen, Akumal, Tulum, Valladolid…Pra quem gosta de ficar lagarteando na piscina ou praia de um resort, Cancun é ótimo, principalmente na parte norte onde as praias são melhores. Mas com a quantidade enorme de coisas interessantes pra ver na Riviera Maya, é difícil querer ficar só no hotel.
O clima: estava entre agradável e friozinho, com temperaturas entre 18 e 28 graus. A água estava geladinha em vários lugares que visitamos, e com o tempo nublado, não dava vontade de se molhar. Pros americanos saindo de temperaturas abaixo de zero é um calorão, pra nós que viemos de Austin onde não faz tão frio assim, foi gostoso usar roupas leves e curtir uma prainha. Mas se eu estivesse no Brasil não iria nessa época de jeito nenhum, saindo do verão eu teria morrido de frio.
Transporte: como éramos 4 adultos e 1 criança e saindo de Cancun todos os dias, a melhor opção foi o carro alugado. Os ônibus locais são bons pra quem está andando ali dentro de Cancun mesmo, na Zona Hotelera e o Centro. Vimos muitos turistas usando os ônibus, no final do dia quando o pessoal sai pra jantar tinha bastante gente nos pontos. Entre o carro alugado e os tours organizados pelas agências e hotéis, preferimos o carro alugado por dois motivos: pra fazer as coisas no nosso tempo (principalmente no tempo da Julia) e saía bem mais barato (por exemplo, o aluguel de um carro grande saiu $600 a semana, o tour de 1 dia para Chichen Itzá era $100 por pessoa). A gasolina estava custando $0,70 (cents de dólar) por litro.
Moeda: todo mundo aceitava dólar, trocamos poucos pesos para usar nos casos onde o câmbio não era dos melhores. Nem todos os postos de gasolina aceitam cartão de crédito então tenha sempre dinheiro para abastecer.
Sites bacanas que eu usei pra planejar a viagem:
Viaje na Viagem, do Ricardo Freire, esse é o hour-concour dos sites de viagem brasileiros 
A Canuck in Cancun, de uma canadense morando em Cancun, em inglês e MUITO bom