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Archive for October, 2010

Do Twitter pro blog: viajando grávida

October 13th, 2010 by Luciana Misura

Não, eu não estou grávida novamente! Duas amigas no Twitter estão grávidas e estava rolando uma conversa sobre viajar durante a gravidez. Duas coisas que se fazem aqui que no Brasil são diferentes:

Babymoon é o nome dado pra(s) última(s) viagem(ns) do casal durante a gravidez, uma segunda lua-de-mel (honeymoon é lua-de-mel, por isso a brincadeira com o nome, virou babymoon) pra aproveitar as últimas férias do casal sozinho antes do bebê nascer. Normalmente a viagem é feita no primeiro ou segundo trimestres, ou mesmo no início do terceiro, até 30-32 semanas de gravidez que é quando os médicos aqui aconselham as mulheres a pararem de viajar. Cada vez mais os casais estão fazendo uma babymoon.

Prioridade pra grávidas praticamente não existe nos EUA. Grávidas não podem passar a frente em nenhuma fila, nem em banco, nem aeroporto, nada. O único lugar onde as grávidas tem algum benefício por aqui: estacionamento de ginecologista e das mega lojas de coisas de bebê como a Babies’r'us (plaquinhas nas vagas reservadas pra mulheres grávidas). E só. Aliás, não tem prioridade pra mulheres com crianças de colo em lugar nenhum. OK, tem alguns lugares que oferecem benefícios, mas nem se compara ao Brasil, onde é raro não ter prioridade. Toda vez que a gente vai ao Brasil e as pessoas nos chamam nas filas pra passar a frente porque temos uma criança pequena a gente se surpreende. Isso nunca aconteceu aqui.

Na fazenda de abóboras – ano 3

October 13th, 2010 by Luciana Misura

No domingo lá fomos nós de novo para a fazenda de abóboras, a mesma onde fomos em 2009 e 2008. Julia foi dormindo no caminho e acordou de péssimo humor, mas depois foi se soltando e brincou bastante. Deu comida pras cabras, escolheu e pintou uma abóbora, tomou picolé de morango, escalou pilhas de abóboras e feno, viu os cavalos, correu, enfim, só ficou chateada quando falaram que o sorvete tinha acabado (sorte que sobraram os picolés). A fazenda estava lotada como sempre, aliás tenho que procurar uma fazenda mais escondida pro ano que vem, essa está tumultuada demais pro meu gosto (ou então dar um jeito de ir dia de semana, mas é complicado). Meus pais foram com a gente esse ano e estavam se escondendo do sol, por isso quase não saíram nas fotos (minha mãe de blusa amarela e eu de blusa branca, pra quem se confunde). Adoro tirar fotos nesse lugar (eu e o mundo, as mães levam os filhos todo ano pra tirar as fotos de outono), o colorido é muito legal, acabo sempre com muitas fotos!



















Para quem vem aos EUA nessa época do ano com crianças a passeio, experimente fazer uma busca no Google por “pumpkin farm” ou “pumpkin patch” e acrescente o nome da cidade onde você está pra encontrar fazendas parecidas. Muitas delas (no norte dos EUA) também tem maçãs como essas aqui em Michigan: 2002, 2003 e 2004. Também vale perguntar pra quem trabalha no hotel. Esse site aqui tem uma lista de fazendas por estado.

Que mudança

October 12th, 2010 by Luciana Misura

Julia passou a noite toda tossindo sem parar. Ela acordou trocentas vezes, pediu água mais umas dezenas de vezes, não dormiu direito e logicamente nem eu. Essa tosse volta e meia aparece e a gente continua tentando identificar a causa, uma consulta com um alergista tem que acontecer em breve. Mas enfim, eu não a levei pra escola porque queria levá-la ao médico pra ter certeza que era só alergia (numa dessas vezes ela teve uma sinusite leve sem febre e sem nada, e a gente ficou achando que era alergia). Ela ficou pedindo pra ir pra escola, eu falei que se a médica desse o OK ela poderia ir. No carro ela já foi falando “a tosse parou, posso ir pra escola”. A médica examinou, deu um outro remédio pra alergia caso a tosse não pare em breve, e quando entramos no carro ela imediatamente pediu “quero ir pra escola”. E veio até em casa pedindo. Acabei levando, ela tem aula de dança hoje, vou pegá-la um pouco mais tarde. Chegou lá toda feliz e ficou numa boa. Que diferença que um pouco mais de um mês faz!

Playroom da Julia, quase pronto

October 11th, 2010 by Luciana Misura

Estamos quase acabando o playroom da Julia. No final de semana retrasado o Gabe e o meu pai pintaram o quarto, e durante a semana passada nós fomos trazendo os móveis de volta pra dentro do quarto, montamos o castelo, colocamos as cortinas, prendemos os clips na parede e colei a árvore adesiva no sábado. Agora estão faltando poucas coisas: a mesa nova, que eu tive que trocar os pés (muito baixos) e estou esperando a loja enviar os pés novos tamanho médio, as cadeiras novas (que por causa do tamanho dos pés da mesa trocados vão ter que mudar) e o cantinho de música que não dá pra ver nessas fotos atrás da porta aberta (deixei a porta aberta de propósito na foto porque não tem nada ainda ali). Também estou fazendo um poster de alfabeto pra colocar na parede em cima das estantes de brinquedo, porque no plano original os clips de parede iam ficar ali em cima, mas mudei de idéia e coloquei mais baixo pra Julia poder tirar e colocar os desenhos ela mesma (e mudei as estantes de parede, elas ficavam na parede onde estão os clips agora). Outra mudança foram as cortinas, ao invés do tecido listradinho que eu ia ter que mandar fazer acabei comprando essa de bandeirinhas que tem as mesmas cores e já vendia pronta na IKEA mesmo.

Julia amou, chegou da escola um dia com a porta fechada e o quarto quase todo montado, ela ficou toda feliz quando descobriu a mudança. Amou o castelinho e ainda não descobriu que pode pintá-lo (por enquanto eu não estou contando, quando ela cansar da novidade eu conto que pode pintar). Também adorou os seus desenhos pendurados na parede, e foi contando onde ela fez cada um (na Gymbo, na escola).





Primeira aula de dança

October 8th, 2010 by Luciana Misura

Julia começou a aula de dança: ballet e sapateado. A aula é na escolinha de todo dia mesmo, eles oferecem várias aulas extras, pagas à parte, que as crianças fazem enquanto estão lá. A de dança é uma vez por semana, às terças. Toda vez que eu ia buscá-la passávamos na frente dessa aula e ela dizia que queria dançar também, então aproveitamos o início do mês de outubro pra ela começar. Vi pela webcam da escola quando a aula começou e fiquei assistindo por um tempo de casa, e depois fui lá para buscá-la e pequei o finalzinho da aula, tirando fotos escondida pelo lado de fora do vidro. Quando acabou e ela me viu, veio correndo pro vidro pedindo colo, como sempre faz, por isso eu tive que me esconder ;-)

Então essas são as fotos (pela webcam e depois as minhas pelo vidro) da nossa pequena bailarina:



Ela disse que gostou, já colocou tanto as sapatilhas como os sapatos de sapateado em casa pra dançar, vamos ver quanto tempo dura o interesse.

Corre-corre

October 7th, 2010 by Luciana Misura

Estou fazendo um bolo de fraldas pra um chá de bebê (Se usa esse bolo de fraldas no Brasil? Aqui todo chá tem), terminando de montar o playroom da Julia (pintamos no final de semana, agora falta colocar as cortinas e coisas na parede), fazendo uma aulinha online de Illustrator pra refrescar a memória (porque tive que redesenhar umas coisas pro tal chá de bebê), preparando uma noite da pizza no sábado pra comemorar o aniversário da minha mãe (que é na semana que vem) e no domingo vamos na fazenda de abóboras se o tempo estiver bom. Estou tentando organizar as fotos da viagem a Nova York pra colocar aqui, e as fotos da primeira aula de ballet da Julia. Quero mais umas 8h por dia de tempo livre por favor. E sim, já comecei a cortar alguns compromissos como tinha falado antes, mas ainda tenho que terminar algumas pendências que não tinha como cancelar.

Novo logo da Gap causa polêmica online

October 7th, 2010 by Luciana Misura

A Gap trocou o logo e a reação na internet foi a pior possível. Agora eles estão pensando em trocar novamente. Realmente o novo logo é terrível, parece que um adolescente aprendendo a usar Corel Draw fez (e tenho certeza que tem adolescentes aprendendo a usar Corel Draw que fazem coisa melhor que isso). Sinceramente eu não entendo por que uma empresa super conhecida como a Gap resolve trocar o logo de uma forma tão radical. Uma coisa é modernizar o logo existente, mexendo pouco para que as pessoas ainda reconheçam o logo; no caso da Gap poderiam mexer na tipografia que é um pouco ruim de ler, mas o que fizeram foi um exagero sem motivo. Mancada total.

Update: em menos de uma semana a Gap já voltou ao logo original e encerrou o assunto. Muito suspeito! Será que foi só uma jogada de marketing e eles realmente nunca pensaram em trocar o logo de verdade?

Gymboree, fechando um ciclo

October 6th, 2010 by Luciana Misura

Agora que a Julia está na escolinha ela não vai mais a Gymboree. Depois dos quase 2 anos que ela passou frequentando diariamente, posso dizer que a Gymbo foi muito importante como um primeiro passo na atual transição para a escola, iniciou a socialização da nossa pequena e o aprendizado do inglês e o vocabulário que ela mais precisou para começar a pré-escola.

Como ela ficava em casa com a babá (e com acesso a mim, já que eu estava trabalhando em casa todo esse tempo) e em casa só falamos português, foi na Gymbo que ela aprendeu o básico do inglês, as palavrinhas mágicas da interação com outras crianças da sua idade, a ouvir e seguir (nem sempre) os comandos da professora, as músicas que os seus amiguinhos sabem cantar e ouvem em casa que ela não conheceria de outra forma.

Claro que o esquema na Gymboree é diferente, afinal 45 minutos de aula não se comparam ao número de horas que ela fica na escolinha, sem falar na diferença que é estar sempre acompanhada pela babá ou por um de nós durante toda a aula e ficar na escola sozinha. Mas foi um passinho na transição do ambiente de casa, sozinha com adultos, sem ter que dividir nada com ninguém, para uma sala com várias crianças querendo os mesmos brinquedos e uma professora orientando as atividades.

As aulas de música e artes foram especialmente benéficas. A de música tenho certeza que foi tão boa porque o professor era excelente. O cara é músico mesmo, vive disso e um dia por semana vai até lá apresentar ritmos diferentes pra um monte de criancinhas. Ele era o que mais pulava e cantava, e as crianças seguiam a sua empolgação. De Beatles a Motown, passando por músicas africanas, caribenhas, latinas, tocou-se de tudo. As crianças conheceram vários instrumentos, acompanhavam a música como podiam com eles, dançavam e cantavam e saíam de lá apreciando música um pouquinho mais a cada semana. Ela se apaixonou por batucar em tudo que vê pela frente nessa aula, e em casa a sua bateria, tambor e o que mais fizer um som são alvos da batucada.

A aulinha de artes desenvolveu e muito a coordenação motora, ela tem uma boa destreza com lápis, pincéis e canetas, pelos trabalhinhos que ela está fazendo na escola vejo que o que ela aprendeu na Gymbo é exatamente em linha com o que ela faz agora. Colagens, pintura, massinha, em casa também brincamos com isso tudo, mas desde novinha nas aulas ela desenvolveu a coordenação pra isso.

Ela não pediu pra ir mais a Gymbo depois que começou a escola, então acho que ficou claro para ela que a escola substituiu a Gymboree. Mas foram dois anos muito bons por lá, e recomendo muito pra crianças que ficam em casa com as mães ou com babás.

Campanha feia, ou respeito é bom e todo mundo gosta

October 2nd, 2010 by Luciana Misura

Eu estava me segurando pra não escrever nada sobre as eleições no Brasil porque não vou votar (longa história, mas não consegui transferir o meu título até hoje e o consulado mais próximo é em Houston, 3h de viagem de carro daqui de qualquer forma).

Mas estou muito irritada com a forma com que muitas pessoas estão tratando o assunto no Twitter e Facebook. Comentários MUITO ofensivos e preconceituosos, não sei como é que essas pessoas não se mancam da grosseria que estão fazendo. Provavelmente porque só conhecem (ou acham que só conhecem) gente que pensa como elas.

Democracia é um negócio bacana: todo mundo tem o direito de pensar e votar em direções diferentes para o país. Então dizer no Twitter e no Facebook que só pobre, desinformado, analfabeto, ignorante e afins vota na Dilma é o cúmulo da presunção. Estou abismada com esse tipo de atitude. E o que mais tenho visto ultimamente é isso, o pessoal nervoso porque a Dilma está na frente, ao invés de dizer no Twitter e no Facebook porque vai votar no Serra, Marina ou Plínio, prefere xingar e fazer pouco dos eleitores da Dilma.

Se eu fosse votar, que fique claro, eu votaria na Marina, por um motivo muito simples: eu não gostei das alianças que o PT fez quando o Lula entrou. Achei que o partido de certa forma “se vendeu”, e a Marina foi ética e pulou fora quando viu essa politicagem que não condizia com o que ela defendia. Mas não, não acho que o Lula fez um governo ruim, como não achei que o FHC fez um governo ruim. O Brasil está hoje muito melhor do que há 10 anos, do que há 15 anos, felizmente. Ainda tem muito chão pela frente, mas os números não mentem, a economia cresceu, a desigualdade social diminuiu, o Brasil passou pela crise mundial muito bem. Tem muita gente na minha família que vai votar na Dilma, assim como tem vários que vão votar no Serra, e um punhado que vai votar na Marina, por diversos motivos. Alguns que se decepcionaram com a atitude do PT, como eu, outros que preferem a linha do PSDB, outros que gostaram do governo Lula e acham que pra governar tem que fazer aliança mesmo, seja ela qual for.

Eu não vim morar nos EUA fugindo da realidade brasileira, vim morar aqui totalmente por acaso, porque o meu marido é daqui e de último minuto a empresa onde ele trabalhava decidiu não renovar o visto dele pra ficar no Brasil. Gosto daqui mas tenho muitas críticas ao governo americano e aos partidos, seja democrata ou republicano. Na minha opinião os Democratas não são de esquerda o suficiente por aqui.

Existe a divergência inteligente de opiniões políticas e existe a grosseria e ignorância. Infelizmente tanto aqui nos EUA quanto no Brasil o que tem se visto mais é a grosseria: “se você não pensa como eu é burro, idiota, cego” e por aí vai. Aqui nos EUA os republicanos de extrema direita fazem campanha em cima desse ódio, são eles que incitam as histórias que o Obama é muçulmano com agenda terrorista, que não é americano, protestos racistas e afins. E a campanha que está sendo feita contra a Dilma segue esse caminho. São ataques contra a pessoa – desde a palhaçada de chamar a Dilma de terrorista – a ataques contra os eleitores do tipo que mencionei acima – e o que menos se vê é gente explicando porque vai votar em outro candidato.

Na minha opinião, eu sou a favor de um governo democrata e fortemente social, e o PSDB de Serra tem um discurso (e os governos do PSDB passados) muito neoliberalista pro meu gosto. Tem gente que acha que esse é o caminho, nessa linha o governo é mais parecido com o americano, e respeito essa opinião, mas não concordo. Conheço muitos americanos republicanos que realmente acham que o governo tem que se meter ao menos possível na parte social e que são completamente contra a saúde pública, a previdência social, auxílio desemprego e afins. É uma opinião tão válida quanto a minha, que acho que o governo tem que proteger e dar oportunidade a todos os cidadãos, ricos e pobres, e que saúde deve ser direito de todos, entre outras coisas. Minha maior crítica ao governo americano é que o governo serve pouco aos cidadãos: as empresas aqui tem poder permitido por lei de fazer lobby e contribuir financeiramente de uma forma que defendem seus interesses acima dos interesses da sociedade. E essa história de “small government” que os republicanos tanto prezam acaba colocando as pessoas mais pobres em uma situação muito vulnerável. É o cada um por si. No neoliberalismo, o mercado se auto-governa, o governo interfere o menos possível, e não concordo com essa filosofia – vide resultados como a crise nos bancos no final do governo Bush. Tem muita gente aqui que acha que ei, eu trabalho e me sustento, então todo mundo tem que fazer isso também, se eu não preciso de ajuda então ninguém tem que precisar. E numa democracia, olha que beleza, a maioria vai lá e escolhe o que acha que tem que ser. Quando votei no Obama, expliquei aqui por que estava votando nele, e apesar de pessoalmente achar o Bush um imbecil pelas declarações que ele já tinha dado antes, isso não significa que o pessoal que estava votando no McCain pra presidente era um bando de desinformados idiotas (os imbecis são os racistas que só estavam votando no McCain porque o Obama é negro ou porque acreditam que ele é um muçulmano disfarçado, mas enfim). E mesmo o Obama não é de esquerda o suficiente pro meu gosto, mas era a opção que ia na direção do que eu acredito mais.

Tem gente inteligente e esclarecida dos dois lados, assim como muita gente no meio que gosta de algumas coisas de cada forma de pensar, então respeito é bom e TODO MUNDO gosta. Tem gente ignorante também dos dois lados, que escolheu os candidatos sem realmente saber por quê. Se você vai escrever no Twitter e Facebook sobre a eleição, que tal dizer por quê você escolheu o Serra, a Marina, o Plínio, ao invés de chamar os eleitores da Dilma de burros, ignorantes e afins?

E pra finalizar, para os que não acreditam que ninguém esclarecido vota na Dilma, alguns blogueiros – muito inteligentes diga-se de passagem – que vão votar nela:
Alex Castro, Idelber Avelar, Celso Rocha de Barros, Flávia Cera, Denise Arcoverde, Hugo Albuquerque e o ótimo texto do Leonardo Boff, que não é blogueiro mas é uma pessoa inteligente e respeitada falando no assunto.

Meu voto seria Marina no primeiro turno, e se fosse Dilma e Serra pro segundo, seria da Dilma, pelas razões já mencionadas acima. Então, meus amiguinhos de Facebook e Twitter, a não ser que vocês achem que eu sou uma burra, idiota e ignorante, e os blogueiros acima idem, respeito é bom e todo mundo gosta.

Julia e a escola

October 1st, 2010 by Luciana Misura

Julia está se adaptando razoavelmente bem a escolinha, ontem fez um mês que ela começou.

Na maioria das vezes ela ainda acorda e fala que não quer ir, mas a gente fala que tem que ir e ela não protesta. Vai no carro repetindo “mamãe vai buscar a Julia todo dia na escolinha” pra se convencer que não tem problema (ou será o jeito dela de me lembrar de ir ;-) ). Chegando lá tem dias que ela ainda chora por uns 30 segundos antes de dar tchau e dias que ela dá tchau numa boa, já brincando com os amigos (que vem dar um abraço quando ela chega, fofos).

Essa semana chegou a mochilinha dela que estava fora de estoque desde que comprei há meses, e ela foi pra escola saltitante com a tal mochila. Ela normalmente me pede colo pra entrar, mas no dia da estréia da mochila ela entrou andando sozinha, entrou no parquinho onde a turma estava e foi direto mostrar pros amigos, me dando tchau de longe, na maior animação.

As professoras dizem que ela está indo bem, que ela participa bem das atividades mas que tem dificuldade de passar de uma atividade para outra. Esse é um problema com o qual nós lidamos diariamente, porque ela é assim em casa também – ela NUNCA quer parar o que está fazendo pra fazer outra coisa, o que quer que seja. Mudar de brincadeira, ou de brincadeira pra comer, ou tomar banho, ou dormir, todas essas transições são complicadas. Vamos ver se com a escola ela melhora, mas de um modo geral ela não gosta de nenhuma mudança, seja esta mudança pequena e temporária ou não, e resiste a elas.

Não teve problema de comunicação, que era o que me deixava mais preocupada antes das aulas começarem, já que ela fala muito mais português do que inglês. Mas ela sabe o básico e provou isso na escola, ela entende tudo o que as professoras falam, só não tem o mesmo nível de vocabulário pra responder em inglês. Um exemplo disso nós vimos semana passada: com outras crianças brincando no parquinho, duas meninas estavam gritando, ela não gostou e falou “não faz isso menina, não faz assim, para”. Eu falei: Julia, elas não entendem português, fala inglês com elas; ela parou e pensou por alguns segundos e falou pras meninas “stop, no, no”. Enfim, dá pra ver que ela sabe se comunicar mas que o português ainda é muito mais desenvolvido que o inglês.

A professora assistente é a favorita, volta e meia eu vejo pela câmera da salinha que ela está no colo da professora durante alguma atividade. Ela é super fã de um colo, em casa com a gente é assim também, se eu estou perto ela quer brincar (desenhar, pintar, brincar de massinha) sentada no meu colo. Não posso estar no sofá que ela vem me escalar.

Mudanças que notamos em casa depois que ela começou a escola: ela pede pra lavar as mãos e vai sozinha lavar, ela sente saudades dos brinquedos de casa e quando chega da escola e quando acorda de manhã quer brincar com os seus brinquedinhos (ótimo porque ela assiste menos TV nisso tudo), passou a experimentar comidas novas com um pouco mais de facilidade (era um terror antes).

A maior dificuldade e que ela vem progredindo lentamente ainda é largar as fraldas. Ela simplesmente se recusa em casa, pelo menos na escola as professoras já falaram que ela está pedindo pra ir sentar na privada e até mesmo já foi sozinha esta semana, mas não fez nada ainda. Estamos tentando continuar zen sobre o assunto, até porque não podemos forçar, mas haja paciência. Vindo de uma criança que só passou da banheira de bebê pra banheira grande com mais de 2 anos de idade simplesmente porque não cabia mais, é o esperado mesmo (quando eu falei que ela não gosta de mudanças não estava brincando). Mas eu suspiro quando ouço aquela história que meninas largam a fralda mais cedo que menino, sempre tem que ter uma exceção à regra…

Ela já tem uns 4-5 amiguinhos mais próximos, dos quais sempre ouço falar. Jojo, Kenya, Shiaman, Selma e Ryan. Shiaman é uma coreaninha que entrou junto com ela e não fala nada de inglês, a família literalmente se mudou da Coréia pra cá em agosto e ela não tinha tido nenhum contato com inglês. Mas ela fala “Julia, Julia” todos os dias quando a Julia chega e vem correndo pra receber a amiga. É uma coisa fofa de ver.

Semana que vem ela começa a aula de dança – a escola tem uma série de atividades extra-curriculares pagas por fora durante o horário que as crianças estão lá. A gente passa na frente da aula de dança e a Julia sempre diz que quer participar, então semana que vem ela começa o programa Kinderdance, que é introdução ao ballet e sapateado. Vai ficar uma coisa fofa com aquela roupinha de bailarina ;-)

As fotos da primeira semana e dela com a mochila essa semana!