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Archive for March, 2011

Chegando em Paris

March 31st, 2011 by Luciana Misura

Chegamos de manhã cedo em Paris, por volta de 8h. Pra gente ainda eram 2h da madrugada, então estávamos todos destruídos. A imigração foi tranquilíssima, nem pediram o seguro-saúde pros meus pais, o cara carimbou todos os passaportes e pronto, mal olhou pra nossa cara. Pegamos as malas e fomos pegar um táxi (contra a minha vontade, porque eu queria ter pego o RER que deixaria a gente na porta do apartamento). 1h30 de engarrafamento e muitos euros depois (e um taxista de família portuguesa), chegamos no apartamento, que fica no Boulevard Saint-Michel, pertinho do Jardim de Luxemburgo. O prédio é um charme, tem uma escadaria principal linda de madeira com vitrais e uma escada secundária que dá na cozinha (e onde fica um micro-elevador, suficiente pra subir as malas). O dono estava lá nos esperando, como combinado, e nos deu um tour rápido explicando o funcionamento de alguns dos eletrônicos e eletrodomésticos. O apartamento é uma graça, igual as fotos do site da agência mesmo, mas tudo que a gente queria era que ele fosse embora logo pra gente poder dormir! Capotamos até umas 4 da tarde mais ou menos, acordamos todos morrendo de fome e nos arrumamos pra procurar um supermercado e um restaurante pra jantar.


O finalzinho do dia estava nublado, um friozinho, ameaçando chuva. Primeiro fomos no mercadinho local, menos de um quarteirão de distância, no Boulevard Saint Michel mesmo. Nos divertimos olhando todas os produtos diferentes, principalmente os queijos, chás e pães, compramos o que precisávamos pra tomar café da manhã nos próximos dias e deixamos tudo no apartamento. Depois andamos na direção do rio até o Au Petit Suisse que era ali pertinho e tinha sido recomendado. Pequenininho, a nossa mesa era micro e toda vez que alguém abria a porta entrava um ventinho frio, a gente nem tirou os casacos. Um garçom simpático (milagre?) nos atendeu, o serviço foi lento como sempre mas pelo menos o cara foi simpático. Logo ofereceu opções para a Julia de coisas que não estavam no menu, escolhemos os pratos e bebidas (como sempre as bebidas são caríssimas em comparação a comida, e em tamanhos micro) – eu fui de Confit de Canard, que amo, e estava delicioso, o pato soltando do osso, muito saboroso.

Depois do jantar fomos andando pelo Boulevard Saint-Michel até a margem do Sena e de lá um quarteirão até a Notre Dame, que estava lindamente iluminada. Na volta vimos a muvuca na Rue da La Huchette (última foto), cheia de restaurantes, bares e lojinhas populares com os turistas, mas não tivemos ânimo para explorar nada. Paramos pra comer uma sobremesa no Le Luxembourg Café já perto do Jardim de Luxemburgo, eu fui de crepe de nutella que estava bom como sempre mas recomendo deixar pra comer esse crepe em barraquinhas na rua que tem o mesmo gosto e sai mais barato ;-) A essa altura Julia já estava dormindo no carrinho, Gabe caindo de sono e todos nós cansados, voltamos pro apartamento prontos pra dormir de novo, depois desse “reconhecimento” da nossa vizinhança.



E 11 anos depois da minha última visita, Paris continua linda ;-)

Arrumando malas

March 29th, 2011 by Luciana Misura

Estamos aqui terminando de arrumar as malas e finalizando os últimos preparativos pra viajar amanhã. Vamos pra Paris, Bruxelas, Bruges e Amsterdam, pelas próximas duas semanas. Teoricamente teremos acesso a internet gratuito em Paris, vamos ver na prática como vai ser isso. Se eu conseguir vou colocando umas fotos de lá durante a viagem, se não, até a volta. Se alguém estiver nessas cidades e quiser encontrar com a gente, me mande um email!

Como horrorizar um americano

March 28th, 2011 by Luciana Misura

A série continua:

Como horrorizar um americano – parte IX: diga que furou a orelha da sua filha quando ela tinha dias de vida.

Como horrorizar um americano – parte X: diga que deu suquinho de laranja lima pro seu bebê de 6 meses ou menos.

Explicando: aqui não é comum furar a orelha das meninas quando bebê. Tirando os latinos, que tem esse costume como nós, os americanos esperam as meninas crescerem pra fazer isso. Muitos não permitem até suas filhas se tornarem adolescentes, porque consideram o brinco um acessório “adulto”. Para muitas mulheres furar a orelha foi um ritual de passagem na adolescência (quem aí lembra do filme Grease, a certinha Olivia Newton-John não tem as orelhas furadas ainda e as amigas insistem que ela fure). Hoje em dia isso está mudando um pouco e já tem pais que deixam as filhas de 5-6 anos furarem a orelha, mas em bebês realmente não é comum e já vi muita gente comentando que “não é apropriado”. Não são poucas as mulheres adultas americanas que não tem orelha furada, nunca furaram.

Sobre o suco de laranja: pelos livros aqui sobre alimentação e recomendação da AAP, não se deve dar frutas cítricas antes de 1 ano de idade. Quando eu digo que uma das primeiras coisas que os bebês no Brasil tomam é um suco de laranja lima o pessoal aqui faz a maior cara de espanto. Juro que tem gente que não acredita.

Como horrorizar um americano

March 25th, 2011 by Luciana Misura

A série continua:

Como horrorizar um americano – parte VII: diga que dá banho no seu bebê de poucos meses todos os dias.

Como horrorizar um americano – parte VIII: ofereça pão com queijo e presunto no café da manhã, e/ou um bolinho de fubá (ou qualquer outro bolo caseiro).

Explicando: os pediatras por aqui literalmente são contra dar banho todos os dias em um bebê, acham que faz mal para a pele, dizem pra não dar. Dia sim dia não ou a cada 2 dias é suficiente pra eles.

Pão com presunto e queijo, ou com salame, ou salaminho, peito de peru, mortadela, etc, são sanduíches que eles comem no almoço e não no café da manhã. Eles acham estranho a gente comer “sanduíche de almoço no café da manhã”. E bolo pra eles é doce, considerado sobremesa, não é pra ser comido no café da manhã. Essa foi uma boa lembrança da Renata, que mora na Austrália, e comentou que os australianos tem a mesma reação. Eu já tinha me esquecido dessa ;-)

Como horrorizar um americano

March 24th, 2011 by Luciana Misura

Mais pra série:

Como horrorizar um americano, parte VI – ofereça um coração de galinha no churrasco.

Acredito que não só os americanos fiquem espantados com esse hábito brasileiro, mas que eles fazem cara de nojo, isso fazem. Quando o Gabe morou no Brasil a gente levava todos os americanos que chegavam pra trabalhar no nosso projeto na churrascaria, e lá fazíamos o “ritual de introdução”: cada um deles tinha que provar um coração de galinha. Hahaha. A maioria provou e odiou, e alguns não provaram de jeito nenhum. Mas ficavam todos me olhando como se fosse uma doida por comer um monte de coração (eu adoro!).

Obviamente tem outras culturas que comem o coração, porque aqui no Texas eu encontro coração de galinha pra vender em UM supermercado local (de repente os latinos comem, não sei). Quando morei em Michigan e em Washington não encontrava coração pra comprar em mercado nenhum não.

Mas em quesito comida estranha/partes de animais os chineses podem fazer uma série dessas que vão horrorizar praticamente o mundo inteiro ;-)

Como horrorizar um americano

March 23rd, 2011 by Luciana Misura

Continuando a série começada aqui:

Como horrorizar um americano, parte IV: ofereça uma vitamina de abacate, explicando que é abacate com leite condensado.

Como horrorizar um americano, parte V: ofereça qualquer doce com abacate.

Explicando: o abacate que eles comem nos EUA de um modo geral vem do México e foi introduzido como parte da comida mexicana ou do sudoeste americano. Sempre é comido com sal, em saladas, guacamole, e diversos outros pratos salgados (inclusive a fruta usada em sushi aqui nos EUA não é manga como no Brasil, e sim abacate). Então pra eles abacate = sempre com sal, nunca doce, e ficam apavorados de pensar em abacate sendo comido com açúcar. Já falei de vitamina de abacate pra um número enorme de americanos, até hoje só um quis provar (e gostou).

Como horrorizar um americano

March 22nd, 2011 by Luciana Misura

Escrevi no Twitter e o pessoal gostou, passo pra cá, vou transformar numa série ;-)

Como horrorizar um americano, parte I: colocar um ovo frito no hamburguer.

Como horrorizar um americano, parte II: colocar pedaços de ovo cozido na pizza.

Como horrorizar um americano, parte III: comer ovo frito (ou de qualquer outro jeito) com arroz.

Basicamente: comer ovo como refeição, misturado com comida, ao invés de café-da-manhã ou brunch, eles ficam doidos! É hilário! Sempre acontece quando faço noite da pizza aqui em casa e sirvo uma portuguesa, os americanos não passam nem perto, por causa do ovo (ou tiram o ovo pra comer). Obviamente tem sempre um ou outro que é mais aventureiro e experimenta, mas de um modo geral, eles se surpreendem e fazem cara feia quando vêem/escutam essas combinações.

Seu filho não olha pra câmera?

March 22nd, 2011 by Luciana Misura

A solução pode ser um lens pet, veja aqui. Achei o máximo, será que funciona mesmo? Julia teve essa fase de não olhar pra câmera de jeito nenhum, a gente ficava louco pra tirar uma foto dela e tinha que inventar mil jeitos de chamar a atenção pra ela olhar nem que por um segundo. Dica da Maíra.

Primavera, ufa

March 22nd, 2011 by Luciana Misura

Acho que nunca contei tanto os dias pra primavera chegar como esse ano. Mudei o layout pra acompanhar a chegada do tempo gostoso, sol, calorzinho voltando e flores brotando. As chuvas fortes de primavera ainda não mostraram a sua força (só porque falei isso podem apostar que vai chover). Os passarinhos já voltaram, pontualmente.

Restaurantes em Austin

March 7th, 2011 by Luciana Misura

Essa semana começa o South by Southwest, que é o maior festival da cidade e um dos maiores do gênero nos EUA. Fiz uma lista de restaurantes pros amigos brasileiros vindo pra cá que publico aqui no blog:

Meus restaurantes preferidos em downtown: Uchi (japones), Vespaio (italiano), Perla’s (peixes e frutos do mar, ostras), Lambert’s BBQ (churrasco texano chique). Madam Mam’s (thai), tem um em downtown (mas nunca fui nesse especificamente, so no Madam Mam’s de Westgate)

Perto do Arboretum: Musashino (japones) e no mesmo local o Chinatown (chines que serve dim sum nos finais de semana). Rudy’s (churrasco texano tradicional pro almoco e jantar e otimos breakfast tacos de manha).

Pra quem gosta dos restaurantes americanos de rede, tem o Cheesecake Factory no Arboretum, o P.F. Chang’s no Arboretum e em downtown perto do Centro de Convencoes , o Melting Pot de fondues tambem no norte e downtown e tem um T.G.I Friday’s em downtown, tambem perto do Centro de Convencoes.

Bagels e donuts: Einstein Bros Bagels (bagels) e Krispy Kreme (donuts, tem em downtown também).