Como falamos de rótulos no post anterior, tinha que escrever sobre o problema não só dos rótulos negativos como também dos positivos. Há anos venho lendo muitas matérias a respeito dos efeitos negativos que o excesso de elogios e a forma como se elogia uma criança podem ter na sua vida. Volta e meia um novo artigo a respeito desse assunto aparece, e conversando com a minha sogra sobre os meus sobrinhos enquanto estávamos em Michigan ela me contou que o mais velho (de 11 anos) está passando exatamente pela situação descrita nesses artigos. O problema é muito simples: se você está sempre elogiando uma criança por algum “talento inato”, ao invés de elogiá-la por seus esforços, ao invés de se sentir mais apta e capaz de explorar novas situações, ela faz o contrário: tem medo de testar algo novo porque pode perder o seu status perante a outras pessoas se o seu desempenho não for brilhante como o esperado.
Esse artigo de 1998 já falava de um estudo conduzido pela Columbia University com aproximadamente 400 crianças entre 10-12 anos:
“Praising children’s intelligence, far from boosting their self-esteem, encourages them to embrace self-defeating behaviors such as worrying about failure and avoiding risks,” said Dr. Dweck, lead author of the study. “However, when children are taught the value of concentrating, strategizing and working hard when dealing with academic challenges, this encourages them to sustain their motivation, performance and self-esteem.”
When the children were allowed to choose a task, those told they were intelligent tended to choose assignments they knew they would do well on, while the second group chose tasks they thought they might learn something from.
Traduzindo livremente: quando você elogia a inteligência de uma criança, ao invés de melhorar a sua auto-estima, você faz com que ela passe a se preocupar com uma possível falha futura e evitar situações “de risco”, que possam colocar à prova o seu status de “criança inteligente”. Crianças que são ensinadas que o importante é se concentrar, planejar e se esforçar quando encontram uma situação acadêmica difícil, conseguem manter a sua motivação, desempenho e auto-estima. Elas não estão lidando com a ansiedade de “perder” o rótulo de “inteligente” aos olhos dos pais e outros adultos ou colegas, apenas com o problema em si. O estudo mostrou ainda que as crianças rotuladas de “inteligentes” quando podiam escolher tarefas a fazer, escolhiam apenas tarefas que elas sabiam que iam se dar bem, enquanto o grupo que foi ensinado que o importante é se esforçar, escolheu tarefas pensando no que eles poderiam aprender com elas.
Esta matéria de 2007, questionando se estamos elogiando demais os nossos filhos, já falava:
The downside of too much praise is that kids may start to focus on the reward rather than what they are learning. Worse, failure can be devastating and confusing for a student whose confidence is based on an inflated ego, rather than his or her actual abilities, the magazine notes. This doesn’t mean we shouldn’t praise our kids or that teachers shouldn’t try to engender self-confidence. But self-esteem should be the result of good grades and achievement, not false accomplishments.
The article cites a recent study in which eighth graders in Korea and the United States were asked whether they were good at math. Among the American students, 39 percent said they were excellent at math, compared to just 6 percent of the Korean eighth graders. But the reality was somewhat different. The Korean kids scored far better in math than the over-confident American students.
Traduzindo e comentando: O problema com o excesso de elogios é que as crianças podem focar apenas em receber as recompensas (os elogios) ao invés do foco ser o ganho de conhecimento, o que eles aprenderam no final das contas. O pior: o fracasso pode ser devastador para um estudante que tem excesso de confiança por causa de um ego inflado ao invés da sua capacidade real. Isso não significa que não devemos elogiar nossas crianças ou que os professores não devam incentivar auto-estima, mas auto-confiança deveria ser resultado de boas notas e aprendizado, ao invés de falsas realizações. A única parte que eu não concordo muito aqui é com o foco em boas notas, porque nem toda criança vai ter boas notas necessariamente, e isso não quer dizer que a criança não aprendeu ou que não seja inteligente.
O artigo também cita um estudo que perguntou a estudantes da oitava série nos EUA e na Coréia se eles eram bons em matemática. 39% dos estudantes Americanos disse que eles eram excelentes, em comparação com apenas 6% dos estudantes Coreanos. Mas na realidade, os estudantes coreanos tiraram notas muito melhores em matemática do que os estudantes Americanos. Comparar com uma cultura asiática é um extremo na minha opinião, por tudo o que eu leio a respeito de escolas e educação na China, Japão, Coréia, as crianças são massacradas desde cedo. Encontrar o caminho do meio é que é difícil…
Esse depoimento de um diretor de um festival de matemática em 2011 mostra o efeito devastador dos elogios mal-direcionados e toca exatamente no que eu acho que é a raiz do problema:
This experiment is my favorite. A bunch of kids were given some fairly easy math problems. At the end, half the kids were told, “You must be really smart.” The other half was told, “You must have worked really hard.”
The kids were given another set of problems. These problems were a little bit harder. The kids who were initially told they were smart did very poorly. Of course. “Oh! I can’t do these. I must not be really smart.” They shut down and did miserably.
The kids who worked hard had the opposite reaction. “Wow. These are tough. But if I work hard, maybe I can figure them out too.” Then they did them.
There was a vastly significant difference in performance. All because of five words. “You must be really smart.” One shot of five words. Once.
Schools get this exactly wrong. Kids are taught the opposite. They’re told they’re smart. They think this means they should understand everything right away. But they won’t. And at some point they stop doing math.
Traduzindo e comentando: Um grupo de crianças recebeu alguns problemas de matemática fáceis para resolver. Quando acabaram, metade das crianças ouviu o elogio: “Você deve ser muito inteligente”. A outra metade ouviu: “Você deve ter se esforçado muito”. O grupo recebeu então novos problemas para resolver, mais difíceis dessa vez. As crianças que tinham ouvido que eram inteligentes se saíram muito mal. “Ah, eu não consigo fazer esse, eu não devo ser tão inteligente assim” pensavam. Elas ficaram paralisadas e tiveram um desempenho ruim. As crianças que ouviram que elas se esforçaram, tiveram a reação oposta: “Nossa, esses são difíceis, mas se eu me esforçar, talvez eu consiga resolver esses também”. E elas conseguiram. A diferença de desempenho foi enorme. Tudo por causa do elogio, que foi falado apenas uma vez. As escolas fazem isso errado, as crianças são ensinadas que são inteligentes. Elas pensam que isso significa que elas deveriam entender tudo de primeira. Mas elas não vão entender sempre tudo de primeira. E aí em algum ponto, elas param de se interessar por matemática.
O lance é que isso não é só com matemática, e pode ser aplicado a qualquer outra coisa. Mas o pior da história é a noção de que “se você é inteligente significa que tem que entender tudo rápido”, isso acontece demais nas escolas. Os alunos que fazem perguntas são visto como “burros”, porque não entenderam tão rápido quanto os “inteligentes”. E um monte de gente não pergunta justamente pra não ser taxado de burro. Se todos nós fôssemos ensinados de outra forma, que na verdade todos temos capacidade mas que precisamos aprender a nos esforçarmos – em outras palavras – estudarmos, poderíamos ir além. E não adianta dizer pros filhos que quem pergunta não é burro, não adianta os professores dizerem pros alunos que quem pergunta não é burro, porque não vai realmente fazer efeito enquanto a mensagem de “você é inteligente” – já nasceu assim – não precisa fazer esforço – continuar sendo passada.
Outra matéria, de 2011, falando de mais um estudo por uma pesquisadora de Stanford, com os mesmos resultados:
Her latest research is “Parent Praise,” and it’s a longitudinal study. In it, researchers observed, and coded, praise from parents with children 14 months old to 38 months old to see if it was more person-based (“you are really smart”) or process based (“you must have tried really hard”). When the kids were 7 and 8, they checked back to see how they felt about taking risks and whether qualities like intelligence were fixed or malleable.
The process kids won.
“The parents who gave more process-praise had children who believe their intelligence and social qualities could be developed and they were more eager for challenges,” Dr. Dweck told me.
In her previous research, she’s showed that praising children for their intelligence or abilities often undermines motivation and hurts performance. Kids who are told they are smart care more about performance goals and less about learning. Kids praised for their efforts believe that trying hard, not being smart, matters. These kids are “resilient” and take more risks.
Não vou traduzir tudo de novo pra não ficar repetitivo, mas o resultado foi o mesmo, as crianças que ouviram que eram inteligentes, tiveram resultados piores do que as crianças que ouviram que eram esforçadas. As crianças “esforçadas” acreditam em tentar, em aprender, em desafios. As crianças inteligentes só estão preocupadas em ter um resultado que seja condizente com o rótulo que elas receberam.
Pois o que a minha sogra estava contando sobre o meu sobrinho de 11 anos foi justamente isso – ele sempre ouviu que era muito inteligente, e realmente é. Ele é líder do time de robótica da escola e eles venceram o campeonato estadual, ele participa de um monte de atividades científicas extra-curriculares, enfim, ninguém duvida que ele é inteligente. Mas dê um novo desafio pro menino, e ele não quer nem tentar. Ele dá desculpas diversas e prefere apenas investir o seu tempo no que sabe que vai dar certo.
Nem preciso falar que eu estou com a atenção redobrada com o que a gente fala pros filhotes em casa!
Eu ia puxar esse assunto ontem no comentário mas acabei esquecendo. Muito interessantes os artigos, e impressionante o experimento do diretor de matemática! Caraca!
Eu tenho que me policiar constantemente pra lembrar de insistir com a Carol no lance da persistência e na importância de se esforçar. Eu fui uma que caiu nessa roubada do seu sobrinho. Como já sabia ler quando entrei na escola, morria de tédio e achava tudo um porre, nunca fiz dever de casa, nunca precisei estudar pra prova. Ou seja, nunca aprendi a estudar – até hoje não sei como se faz e se minha vida dependesse disso eu estaria completamente ferrada. Meu ano de vestibular foi um sofrimento, porque eu começava a estudar e dez minutos depois já tava desesperada de tédio, doida pra fazer outra coisa – mas pra passar no vestibular você TEM que estudar e ponto final. Só passei porque a segunda fase da minha faculdade não tinha física, matéria que sempre detestei (porque não entendo e, não sabendo estudar, sempre tive medo de enfrentar), e porque tirei nota máxima em redação na primeira e na segunda fase. Tirei 0,75 em matemática na prova da UFRJ! E acho que menos ainda em física, não lembro. O resultado é que realmente evito coisas que sei que vão requerer um certo esforço da minha parte; lembro que eu fazia simulados de inglês, português, literatura e redação como hobby, porque sabia que não precisava me esforçar pra acertar as respostas, mas sempre fugi de matemática e física feito o diabo da cruz, porque como meu cérebro não me ajudaria em nada nesses casos, os resultados ficariam dependendo exclusivamente do meu nível de esforço, e se não desse certo eu ficaria muito frustrada. Como até hoje fico. Inclusive acho que a maior causa da minha desistência da medicina foi exatamente isso, não querer encarar o esforço e o medo de fazer merda por não saber me esforçar. Pra traduzir um texto idiota eu sento e em dois minutos acabo o serviço sem precisar ralar muito, paro pra ver The Big Bang Theory quando fico de saco cheio, levanto pra comer alguma coisa quando os erros de gramática do texto original começam a me dar nos nervos, ou seja, é bem light e faço com o pé nas costas. Se eu tivesse continuado na medicina teria que me concentrar só naquilo enquanto estivesse trabalhando, teria que seguir horários, teria que prestar muita atenção aos detalhes, teria que estudar pra me manter atualizada, ou seja, teria que me esforçar. E isso eu não sei fazer. Então fico aqui acomodada no meu trabalho bunda que me dá zero satisfação e sem a menor paciência pra aprender coisas difíceis.
Veja bem, eu sou muito curiosa e até bem corajosa, mas só pra coisas que eu sei que as minhas capacidades intelectuais serão capazes de administrar de alguma maneira, mesmo coisas novas. Já aceitei trabalhos como intérprete mesmo tendo zero treinamento em interpretariado; aceitei trabalhar em loja mesmo sem ter nenhuma experiência, porque sei que sou boa comunicadora; mas não me peça pra pesquisar sobre o melhor jeito de investir meu próprio dinheiro porque simplesmente não consigo, me cago toda só de pensar e acabo delegando.
Tenho que tomar MUITO cuidado com o que digo à Carol pra ela não acabar na mesma situação. Por sorte quase todos os desenhos a que ela assiste elogiam o esforço, e quando isso aparece eu sempre, sempre enfatizo: “Viu? Tem que tentar até conseguir. Se não funcionar de um jeito, tenta de outro.” O horrível é que eu digo isso pra ela mas mentalmente meu comentário é “yeah right” hahahahahaha
Putz Letícia, que situação! Mas me identifico porque eu também não sei estudar. Sei sentar e ler sobre um assunto por horas, o que funciona quando o tópico permite, como história, geografia, mas também não sei ficar treinando, fazendo exercícios. Então eu sempre fui super bem em tudo que precisava somente de leitura. Mas só ler não é estudar né, faltam os exercícios, as simulações, e isso eu nunca fiz e nem sei fazer direito. Como eu tenho uma memória excelente, lia tudo que dava pra ler em véspera de prova e pronto, não tinha problemas. A minha faculdade de design, como a gente não tinha que estudar e sim fazer um milhão de trabalhos práticos, foi bem tranquila nesse ponto. Mas eu também sou assim como você, falo pra Julia que ela tem que praticar e se esforçar mas na verdade eu não fiz isso na minha vida…é complicado!
As palavras são facas de dois gumes, tem de ser realmente muito bem escolhidas e pesadas, porque podem transmitir mensagens completamente antagônicas, mesmo quando a intenção não é tal. A forma como se tece um elogio deve ser pensada com delicadeza, justamente pra transmitir a mensagem desejada.
Crianças estão numa fase na qual o ego ainda está exacerbado, e estão aprendendo a lidar com frustrações, então a forma como o adulto elabora a frase de encorajamento pode passar uma mensagem equivocada. A formula do “você é” é perigosa nessa fase, por isso melhor dizer “você fez”, porque assim contribui ao mesmo tempo para alimentar o ego (todos precisamos) sem, entretanto, exacerba-lo, porque transmite também a ideia de que, se ele não fizer, não vai obter o resultado esperado, preparando-o assim para possiveis frustrações.
As palavras são magicas 🙂
São mesmo! Cada vez chego mais a conclusão que “Você é” já está errado, o negócio é usar ao máximo “você fez” ou “você está”…mas nem sempre é fácil avaliar esses detalhes no dia-a-dia, principalmente se a gente está irritada com alguma coisa. Mas enfim, vamos tentando!
Nos aqui em casa estamos bem ligados nisso – li uma materia (mas nao sei onde) mostrando como as escolas japonesas valorizam o esforco, e como isso cria toda uma cultura diferente.
Eu, assim como a Leticia, cai na mesma armadilha quando estava crescendo. Eu acreditava que “ser esforcado” era coisa para gente burrinha. Eu nao precisava ser esforcada – eu era inteligente! Isso me atrapalhou na vida, mas ha alguns anos eu tenho me esforcado muito (hahahaha) para mudar.
E fico muito atenta para valorizar esforco com o Jonas (e no futuro, com o Lucas).
Sobre o post anterior, vou aproveitar e comentar aqui: acho muito importante escolher bem as palavras para dar a ideia de empowerment (que eh o caso das “escolhas”). Eh uma licao importante mostrar que a gente SEMPRE tem escolhas na vida (mesmo que nao pareca, a gente sempre pode escolher como reagir ao que nos acontece).
Por exemplo, eu nao digo que o Jonas “nao pode” fazer uma coisa. Eu digo que “a mamae nao deixa” (e de preferencia, com a explicacao). Assim ele sabe que nao eh uma regra divina, um dogma – eh uma decisao que a mae dele tomou. Na minha vida eu nao digo que nao tenho tempo para alguma coisa – digo que nao eh prioridade (a gente sempre acha tempo para o que eh mega prioritario). Pode parecer bobagem, mas para mim faz diferenca, me da a sensacao de ter algum controle sobre a minha vida, hehehehe.
É verdade Barbara, ser esforçado = coisa de gente burrinha = coisa de CDF, e os CDFs são sempre pessimamente vistos!
Concordo plenamente que a gente sempre tem escolhas, mesmo que elas não sejam as melhores…é bom eles já irem se acostumando com isso, até porque um outro problema é achar que não tem escolha e colocar a culpa nos outros pelo que fez, assumir a própria culpa e os próprios erros é um outro tabu na educação brasileira, ao meu ver. Mas isso é assunto pra outro post 😉
Ah, as prioridades…quando a gente tem 20 prioridades top faz como hein? Hehe mas é isso mesmo, a grande questão é não priorizar somente o que a gente gosta mas o que é de fato necessário.
Adorei os comentrios, e me vi totalmente no “eu achava que
ser esforada era pra gente burrinha, porque eu era inteligente”,
hahaha. E adorei o que a Brbara falou da escolha das palavras dar
empowerment, principalmente “ter tempo para”. Eu j tinha lido sobre
isso e vou prestar mais ateno. Acho que com Laura inconscientemente
elogiamos o que ela faz – voc foi generosa ao fazer isso ou aquilo,
voc trabalhou bastante nisso – mas Sofia elogiamos o que ela – que
engraada voc , Sofia carinhosa etc. E justamente quem nunca se
esfora n-a-d-a para alcanar as coisas. Vou prestar ateno
sim!
Opa, você já identificou a diferença entre as duas, depois conta se mudou alguma coisa 😉
Esses dois posts me deram muuuuuito no que repensar aqui em casa…. bjs!
Que bom 😉 Depois conta a sua conclusão!
Eu ia mencionar o artigo do NYTimes quando cheguei no trecho em que você o menciona. 🙂
Adorei que você explorou estes dois assuntos. Tenho muita dificuldade em lidar com rótulos, adesivos, elogios em demasia, enfim, qualquer coisa que segregue e separe o indivÃduo, levando em conta apenas aquilo que a sociedade aceita como positivo e de valor.
Eu tenho minhas áreas de conforto, mas gosto de me desafiar e explorar novos terrenos e é isso que eu procuro enfatizar com as crianças.
Depois de ter lido o Unconditinal Parenting passei a fazer mais perguntas ao invés de elogios. Por exemplo, quando a Estela me mostra um trabalho ou mesmo o David, em vez de eu elogiar de cara primeiro pergunto o que eles próprios acharam? Se gostaram do resultado ou não. Isso não só muda o foco e faz com que a opinião deles venham em primeiro lugar, como gera (nem sempre porque à s vezes eles só querem mostrar e voltar pra brincadeira) uma conversa mais ampla e gostosa. 🙂
Legal isso de perguntar ao invés de elogiar de cara. Eu normalmente tento evitar elogios vazios, aliás isso me incomoda muito na era das redes sociais, onde tudo é lindo, maravilhoso, brilhante, o que está longe de ser verdade…pra mim fica uma sensação estranha de que ou as pessoas tem pouco senso crítico e realmente acham tudo lindo e maravilhoso ou então rola uma falsidade mascarada de expectativa de comportamento viu…
opinião venha*