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Archive for the ‘Upper Peninsula’ Category

UP: Seney e Kitch-Iti-Kipi

July 11th, 2005 by Luciana Misura

Petoskey é uma das várias cidades de veraneio do norte de Michigan, à beira do Lago Michigan, e basicamente só vê gente no verão. A população no inverno é de apenas 6500 habitantes, enquanto no verão o número sobe para 25 mil – não é grande em nenhuma estação, e tem aquele charme de cidade pequena de praia. Os pais da Stacey, esposa do primo do Gabe, compraram uma casa lindinha por lá no início do ano, e agora que estão de férias, Patrick, Stacey, Connor e Caleb estão passando duas semanas em Petoskey. Da última vez que os vimos, no Natal, Caleb ainda não tinha nascido – eles moram em Minnesota (14 horas de carro de onde moramos), então raramente nos encontramos.

Lá pelas 11 da manhã pegamos o carro e atravessamos os estreitos de Mackinac rumo à Upper Peninsula. Não me canso de ir até esse lugar maravilhoso e descobrir mais parques, cachoeiras, lagos, enfim, é um paraíso para quem gosta de natureza. Paramos em um restaurantezinho para almoçar, e sentamos do lado de fora, em um deck suspenso na colina, com a vista do Lago Michigan lá embaixo (esse lago é o meu mar por aqui, quando sinto falta de ver a imensidão de água até o horizonte, o Lago Michigan faz bonito).

Dessa vez fomos a Seney, um dos parques que eu ainda não tinha visitado, e onde estão as cinzas do avô do Gabe (o avô Misura, do qual “herdei” o sobrenome de casada). É um parque bem bonito, e um dos melhores lugares para observar os animais – coisa que não pudemos fazer dessa vez, porque as crianças estavam meio incomodadas com o calor e não ficamos muito tempo por lá. O avô Misura trabalhou em um programa de reflorestamento do Estado de Michigan, criado pelo governo na época da Grande Depressão, para dar emprego a milhares de pessoas que estavam sem nada naquela época. Ele ficou em Seney por algum tempo, e nesse tempo foi responsável por esse lago da foto: mantendo os pássaros longe dos peixes que eram criados ali para quem viesse pescar (para pescar por aqui você tem que ter uma licença de pesca, leia-se pagar uma taxa para o governo). Ele amava essa região e principalmente Seney, daí as cinzas terem sido espalhadas nesse local.



De lá fomos até Kitch-Iti-Kipi, que significa a “Grande Nascente”. São 16 mil galões de água por minuto que brotam do fundo desse lago de água transparente, de 13 metros de profundidade e com temperatura constante de 7 graus (muito, muito frio). Trutas gigantes são vistas nadando tranqüilamente, flutuando na água cristalina, já que ninguém pode entrar na água ou pescar no local. Um deck flutuante atravessa o lago preso por uma corda, levando os visitantes para um passeio sobre a nascente. Lindo demais.

Como esses lugares são longe uns dos outros, quando saímos de Kitch-Iti-Kipi já eram 18h, e pegamos a estrada de volta. Paramos no mirante da ponte Mackinac que liga a Upper e a Lower Peninsula de Michigan e Gabe e Connor resolveram dar um susto nas centenas de gaivotas que estavam descansando na grama – parecia uma cena do filme Pássaros, de Hitchcock. De volta à Petoskey, deixamos as crianças em casa com os pais da Stacey e fomos para um restaurante na beira da Little Traverse Bay para jantar e curtir o pôr-do-sol. Tudo ao ar livre, já que a noite estava perfeita, com a temperatura em torno de 27 graus.






Cachoeiras de Munising e Pictured Rocks

January 1st, 2005 by Luciana Misura










Dog sledding

December 31st, 2004 by Luciana Misura

A chuva do dia anterior lavou toda a neve das árvores e deixou uma perigosa camada de gelo por cima da neve. Mas a temperatura subiu bastante e estava em 1 grau positivo quando saímos para o passeio nos trenós puxados por cachorros (dogsleds), o que torna a viagem nos trenós mais lenta – os cachorros começam a afundar na neve que está derretendo, ao invés de correr no topo da neve seca. Como ainda tinha muita neve no chão, não atrapalhou muito. O sol apareceu e a floresta estava linda, a trilha fica dentro da Hiawatha National Forest.

O Fred e a Jennifer, donos dos cães e guias nas trilhas, tem 66 cães corredores. São todos super amistosos e nos receberam com tantos latidos que mal dava para conversar. Os cachorros ficam todos excitadíssimos querendo ser escolhidos para puxar o trenó, e depois que o Fred deu as explicações (os comandos básicos Stop, Stay quando você quer parar e Pull Tight para alinhar os cachorros e correr, além de uma rápida explicação sobre os dois tipos de freios do trenó), os cachorros ficaram enlouquecidos para serem atrelados ao trenó. Fomos em 4 trenós, duas pessoas em cada. Cada um dos nossos trenós tinha 6 cachorros e o do Fred e Jennifer tinha 10 (eles estavam carregando o almoço e outras coisas, e levando cachorros extras para os nossos trenós caso algum dos nossos cães ficasse cansado).

Saímos rapidamente e daí em diante era só o silêncio da floresta branca, os cachorros correndo (eles param de latir quando estão correndo) e o barulho dos trenós na neve. Eu estava sentadinha no trenó, enrolada em uma lona e com proteção no rosto – já que os cachorros jogam um pouco de neve para trás enquanto correm. Depois de 3 horas de trilha, paramos para almoçar. Fred fez fogo e assou nossos pasties (tipo um pastel de batata com legumes) e serviu chocolate quente. Os cachorros descansaram, os cães do trenó do Fred comportadíssimos deitadinhos, os outros na maior algazarra pedindo atenção. Ele explicou que pega os cães mais disciplinados e que correm mais para o seu trenó, já que ele às vezes faz viagens de muitos dias nas trilhas, e dá para ver bem a diferença de comportamento entre os cachorros. Depois do almoço, mais 3 horas de trilha, até a volta para o ponto de partida.

Nossos cachorros fofos eram liderados por Summer e Storm, mãe e filha, ambas de pêlo branco. Logo atrás, vinham Tipper e Uno, malhados, e sozinhos, na terceira e quarta fila, Lover e Moon, pretos. É engraçado ver a personalidade dos cachorros, como por exemplo a timidez de Tipper, que se esconde e treme toda quando alguém vem falar com ela; Moon, preguiçosa, pulando de um lado para o outro da guia e comendo neve pelo caminho (vai ver por isso que ela fazia xixi o tempo todo); Uno e Lover, simpáticos e quietos, Summer com sua pose de rainha e líder absoluta, e Storm, líder tímida, é o seu primeiro ano como líder de um time de cães. Quando chegamos fomos parabenizar cada um dos nossos cachorrinhos, e vimos Summer desenterrar um osso debaixo de um monte de neve, recompensa pela jornada. O passeio foi bem legal, pena que um pouco lento para o meu gosto. Fred poderia ter usado mais cachorros, mas ele ficou preocupado de ficar rápido demais e acabou sendo ao contrário. Fica para a próxima.







Depois do passeio, voltamos para a cabana e ficamos lá montando um quebra-cabeça gigante que começamos no dia anterior até a hora do jantar. Fomos ao único restaurante da região, chamado The Camel Riders, que estava lotado e acabou demorando tanto que saímos de lá perto de meia-noite. Chegamos na cabana 15 minutinhos antes, soltamos fogos na neve lá fora (estava nevando um pouquinho, e esfriou bastante) e fizemos a contagem regressiva dentro de casa mesmo, junto com o pessoal na TV em NY. Feliz 2005!


Tahquamenon Falls

December 30th, 2004 by Luciana Misura

Saímos de Mackinaw City, cruzamos a ponte e depois dirigimos até Paradise, uma cidadezinha na parte nordeste da Upper Peninsula e ponto de partida para os visitantes do Tahquamenon Falls State Park, uma reserva com o mesmo nome da mais famosa cachoeira da Upper Peninsula.

Fizemos uma boa caminhada por lá, de mais ou menos 4 km, até a parte baixa da cachoeira. Normalmente pode-se dirigir até bem perto da trilha, só que por causa da neve, uma parte da estrada dentro do parque estava fechada, então tivemos que andar mais. A paisagem estava linda, com as árvores cobertas de neve e com a neve fofa até os joelhos ao lado da trilha, a cachoeira semi-congelada. A neve na trilha já estava batida e congelada, então dava para andar sem afundar muito. Muita gente fazendo cross-country ski (o cachorro na foto estava seguindo os donos, que estavam em uma trilha com os esquis), snowshoeing ou caminhando mesmo, fiquei impressionada com o movimento.

Saímos de lá, almoçamos em Paradise e voltamos para ir até a parte alta da cachoeira, mas começou a chover e tivemos que ir até lá rapidinho, para depois dirigir até a Hiawatha Forest, onde alugamos uma cabana. A temperatura estava em -5, sem vento, uma beleza – até começar a chover e congelar tudo. Fomos dirigindo devagarinho, e o que era para ser uma viagem de uma hora, acabou levando duas, mas tudo bem. Chegamos sãos e salvos, atacamos umas pizzas e fomos dormir na cabaninha de madeira.













Rumo à Upper Peninsula

December 29th, 2004 by Luciana Misura

Estamos saindo daqui a pouco rumo à Upper Peninsula de Michigan, vamos passar o Ano Novo numa cabana em um dos parques congelados da região. Vamos fazer um passeio em trenós puxados por cachorros e depois pegar o carro para visitar algumas áreas que vimos no verão, só que dessa vez com a paisagem congelada. O telefone celular não pega naquela área, muito menos acesso a internet, então FELIZ ANO NOVO e até a volta, no dia 2.

Sábado na Upper Peninsula

July 7th, 2004 by Luciana Misura








Fotos: Ponte Mackinac, que liga a Upper Peninsula a Lower Peninsula de Michigan; eu e Gabe em uma praia no Lago Michigan, no sul da Upper Peninsula; os campos cobertos de flores silvestres estão por toda a parte; montes de fotos do passeio em Pictured Rocks, um lugar fantástico; a gaivota comendo na mão da mocinha do barco e as cachoeiras Munising e Miners. Depois mais detalhes e mais fotos…ainda faltam as fotos do passeio de canoa e de nós quatro juntos, que estão na câmera da Soraia!