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Archive for the ‘New York’ Category

NY em cinza

Setembro 1st, 2003 by Luciana Misura

Segunda-feira choveu e o tempo estava cinza o tempo todo. Arrumamos tudo para a viagem de volta e fomos aproveitar o que restava do dia: pegamos o metrô e fomos para o Upper East Side, na tentativa de ir ao Metropolitan Museum. Como não tínhamos nenhum guia de viagem conosco, não sabíamos o básico: o Metropolitan fecha toda segunda. Chegamos lá e demos de cara na porta, assim como outros turistas desavisados.

Park Avenue e a neblina Metropolitan Museum, fechado. Uma pena.

Rumamos para o Guggenheim, sem saber se estaria aberto, mas eu queria ver o lugar. Para nossa sorte estava aberto - e foi muita sorte, porque a parte externa do museu está bem precisando de uma reforma. Parece que todo mundo que não entrou no Metropolitan foi para lá, estava lotado. A exposição principal era “De Picasso a Pollock”, e vi todos os pintores modernos que tanto os professores falavam nos tempos de faculdade - como Kandinsky, Leger, Mondrian, entre outros. Eu particularmente não gosto muito de arte moderna, com poucas exceções - como Picasso por exemplo. Então acabei ficando mais encantada mesmo é com a arquiteura - obra do gênio Frank Lloyd Wright.

A parte externa do Guggenheim está precisando de uma reforma Fiquei um tempão procurando ângulos para fotografar essas curvas
E a luz nos corredores e as pessoas na mureta também dão um toque especial O Café é lindo, e na parede são as fotos da construção do museu

De lá fomos para o apê pegar as malas e pro aeroporto. O nosso vôo foi para a Philadelphia e de lá para Detroit. Ficamos horas no aeroporto (das 18h30 até 22h30, quando saía o nosso vôo) que é muito bacana e tem cadeiras de balanço espalhadas pelos corredores, além de lojas legais e muitos restaurantes - comemos no Cibo Bistrô, acho que foi a melhor comida em um aeroporto que já provei - e desabou um temporal absurdo. Resultado: o vôo só saiu meia noite, depois de horas na pista sendo sacudidos pelo vento. Chegamos quase 2h da madrugada em casa, totalmente acabados.

Voamos em um avião da Embraer! As cadeiras de balanço não são um charme?

NY, até a volta!

Dois turistas em NY

Agosto 31st, 2003 by Luciana Misura

Domingo foi o dia dos passeios tipicamente de turistas: logo de manhã pegamos o metrô até o extremo sul da ilha para ir até a Estátua da Liberdade. Chegamos lá e demos de cara com uma fila monstruosa, virando o quarteirão. Desistimos instantaneamente - ficaríamos por lá mofando por umas boas horas debaixo de um sol de rachar. Demos adeus à estátua e de volta ao metrô seguimos para o Central Park.

Tão perto, tão longe... Estes três arranha-céus ficam de frente para a Estátua, devem ter uma vista linda
Eu no metrô - apesar das estações virando sauna, os trens tem ar condicionado Saindo da estação do metrô, em frente ao Central Park. Foto by Gabe.

Para mim nada mais Nova York do que o Central Park, então lá fomos nós fazer um belo pic nic esparramados na grama. Compramos sanduíches, sucos e biscoitos em uma lojinha perto da entrada oeste do parque e fomos andando até aquele gramado enorme bem no meio do parque que eu já tinha visto tantas vezes em fotos e filmes que sabia exatamente o que estava procurando. Estava lotado, um mar de gente esparramada na grama curtindo o final do verão e frisbees voando para todo lado (não sei como ninguém levava um disquinho na cabeça, eu nem me arriscaria a jogar porque ia acertar alguém logo de primeira).

Gabe e o mar de gente Esse ângulo era o que eu tinha na cabeça desde que cheguei na cidade

De lá fomos andando até a Av 46, onde estava acontecendo o tal brazilian day, com shows do Daniel e Ivete Sangalo (ARGH). Estava entupido de gente, a rua fechada, um monte de barraquinhas vendendo comida indiana, grega, mexicana e sei lá mais o quê. Comida brasileira mesmo nem vi. Uma bateria de escola de samba perto do Rockfeller Center estava animando o povo na rua e passamos por fora do tumulto em direção à Times Square. Ficamos lá impressionados com os telões enormes de publicidade por um tempo e depois continuamos a andança até o Bryant Park, onde encontramos rapidamente o Leo e a Amanda. Como estávamos indo para o Empire State (o prédio em segundo plano na foto, atrás do preto e dourado) e eles já tinham feito todos os passeios de turista, acabamos nos separando.

Times Square, impressionante mesmo de dia Bryant Park, um prédio que não sei o nome e o Empire State em segundo plano
O Chrysler Building é o meu favorito Parece saído de uma história em quadrinhos

Fomos até o Chrysler Building (nas duas fotos acima), para mim o prédio mais bonito de NY, passando em frente a Grand Central Station e de lá andando pela Park Avenue até o Empire State. O atual prédio mais alto da cidade estava lotado, ficamos na fila por horas e fiquei bem frustrada porque eles não tem um controle do número de pessoas no topo ao mesmo tempo, o que resulta em uma multidão se acotovelando no murinho para ver a cidade. Tinha que esperar alguém sair do muro para ver alguma coisa. Demorou mais um tanto para descermos e quando finalmente voltamos para a rua já estava escurecendo.


Amanda, Leo, eu e Gabe no Bryant Park Parte sudoeste da cidade - West Village e do outro lado do rio, New Jersey
Vai um táxi aí? As luzes começam a se acender, Chrysler Building ao fundo

Famintos e cansados, resolvemos nos esbaldar num churrasco brasileiro na Plataforma. O lugar estava super cheio, se não me engano o Daniel estava lá, tinha gente tirando foto com o cara o tempo todo, mas não esperamos muito tempo. Me acabei com picanha, farofa, molhinho a campanha, pão de queijo e coração, que pra mim é o melhor do churrasco. O buffet de saladas e frios também estava bom, comi palmito, tutu a mineira e outras coisinhas boas. De sobremesa um quindim e para acompanhar isso tudo, caipirinha. Custou MUITO caro, mas tudo bem, valeu a pena e como aqui em Michigan não tem nenhum restaurante brasileiro, vamos ter que nos contentar com esse churrasco até dezembro quando vamos ao Brasil. Mas foi melhor que a Fogo de Chão em Chicago, que não tinha farofa, molhinho e nem coração.


Saindo do Empire State iluminado As luzes na Times Square
Para onde olhar? Adorei a girafa

Nos arrastamos até a Times Square novamente, para ver os telões agora brilhando à noite e então metrô e cama. Acabados, destruídos. Como comentamos com os brazucas que moram na cidade, em Michigan a gente dirige para todo lado, é o extremo oposto de NY (agora entendi porque todos eles são magrinhos!).

Andanças na Big Apple

Agosto 30th, 2003 by Luciana Misura

A viagem foi bem tumultuada. Para resumir, saímos de Detroit no vôo das 17h30, fizemos escala em Pittsburgh e só chegamos em NY às 3 da madrugada por causa do mau tempo. Ainda tivemos que aguentar um motorista de táxi completamente maluco que não sabia ler um mapa e queria que a gente saísse do táxi andando no meio da cidade porque ele “desistiu” de procurar o lugar; felizmente quando ele fez isso estávamos já a um quarteirão do apartamento.

Na manhã seguinte a Lília e o Paul vieram nos buscar para começarmos as andanças, literalmente. Do Greenwich Village - West Village, onde fica o apê do primo do Gabe onde nós estávamos, paramos para tomar um mega café americano com direito a panquecas, bacon e ovos, e então começamos a andar: Soho, com montes de lojas chiquérrimas como a da Prada, onde não me deixaram tirar fotos, a loja da Apple linda com suas escadas de vidro, um monte de prédios antigos e gente vendendo de tudo nas ruas; Tribeca, onde Gabe reconheceu o Corpo de Bombeiros onde foi filmado “Ghostbusters” - e era verdade mesmo, eles tem as fotos das filmagens na parede dentro do prédio, inclusive o luminoso com o fantasminha-logo; Battery Park, na beira do rio Hudson, com a vista para New Jersey; Financial District, passamos pelo Ground Zero (onde era o WTC e hoje estão construindo o memorial) e fomos para o East Side, onde chegamos até a Brooklyn Bridge e saímos correndo por causa da chuva, que desabou enquanto o Paul terminava de tirar a foto da gente na ponte.




Já molhados pegamos um táxi e fomos pro Pier 17, um shopping na beira do rio, para encontrar a Monica e o Sergio. Ficamos lá um pouco tomando cerveja e batendo papo, e resolvemos andar um pouco mais, para desespero do Gabe. Fomos até Chinatown e depois Little Italy, onde paramos num restaurante para comer uma pizza. A Aline foi pra lá nos encontrar.



Não satisfeitos, depois de bater muito papo e já sem a Lília e o Paul, fomos andar mais um pouco, a Aline nos levou numa loja moderníssima que vende arroz doce. Juro que nunca pensei que pudessem vender arroz doce num lugar tão fashion, quem inventou aquilo ali deve estar rico. Nisso já eram 11 da noite e cansados de andar mas não de falar, fomos para o apê e ficamos tagarelando até 1 da manhã, num mix de português e inglês. Saldo do dia: pés e pernas destruídos, bolhas nos pés, novos amigos e toda a parte sul da cidade.

Minha impressão de NY: fiquei surpresa com os prédios velhos e bem caindo aos pedaços dessa área toda que visitamos. A cidade me pareceu bem suja, e a quantidade enorme de gente na rua misturada aos camelôs vendendo de tudo (bolsas Louis Vuitton falsificadas aos montes) me lembrou muito São Paulo e Rio. Como muita gente compara NY a Paris e eu acho Paris uma cidade linda demais, fiquei surpresa e um pouco desapontada. Claro que NY tem zilhões de coisas bacanas para fazer, mas a cidade em si achei mal cuidada.